quinta-feira, abril 9, 2026

A FORLAND consolida sua expansão global com um lançamento estratégico no Uruguai

Em 3 de abril de 2025, a FORLAND apresentou uma nova linha de caminhões leves em Montevidéu, marcando sua entrada oficial no mercado uruguaio. Este marco reforça sua estratégia global após sua expansão bem-sucedida para Marrocos e Colômbia no início daquele ano, consolidando sua presença na América do Sul.

O evento contou com a presença de executivos da FORLAND, gerentes de concessionárias, mídia especializada, clientes importantes e representantes de instituições financeiras.

Han Changliang, Diretor Regional da FORLAND América do Sul, enfatizou: “O lançamento no Uruguai é apenas o começo. Continuaremos a apresentar modelos adaptados às necessidades locais e a fortalecer a colaboração com nossos parceiros por meio de um serviço pós-venda de primeira classe. Ele reafirmou o lema da marca: “FORLAND para Você – Tornando Cada Era Melhor”, que norteia nossa visão de expansão global.

Marca global

Um representante dos parceiros locais acrescentou: “A FORLAND é uma marca global confiável. Nossos clientes valorizam especialmente a potência, o conforto e a eficiência energética de seus caminhões, fatores-chave para o mercado uruguaio.

A nova linha inclui seis caminhões leves projetados para distribuição urbana e transporte intermunicipal de média distância. Esses veículos não apenas atendem às demandas específicas do mercado uruguaio, mas também excedem os padrões regulatórios ao aderir ao padrão Euro V (emissões Estágio 5), antecipando os requisitos ambientais locais.

Para atender ao crescente setor logístico do Uruguai, os novos modelos contam com motores de alto desempenho e transmissões reforçadas, garantindo capacidade de subida e resistência a cargas pesadas em diversos cenários. Eles também priorizam o conforto do motorista com cabines espaçosas, assentos ergonômicos e tecnologias de segurança como ABS, avisos de cinto de segurança e controle climático integrado.

Tan Gaoyu, Gerente de Marketing da FORLAND América do Sul, enfatizou: “O Uruguai é um pilar fundamental da nossa estratégia. Em breve, lançaremos mais veículos de uma roda, caminhões médios, caminhões elétricos e vans, criando um ecossistema localizado que abrange todas as necessidades logísticas da região.”

Este lançamento não apenas reforça o compromisso da FORLAND com a América do Sul, mas também impulsiona a modernização do setor logístico uruguaio por meio de soluções inovadoras e sustentáveis, adaptadas às demandas locais.

Entrevista: Fernando Valiate lidera virada na área de serviços da Scania

Desde que a conectividade passou a integrar o cotidiano do transporte rodoviário, a área de pós-venda da Scania conquistou ainda mais protagonismo — e não por acaso. Com uma base sólida e uma visão estratégica de longo prazo, os serviços da marca se transformaram em uma peça-chave para fidelizar clientes, reduzir custos operacionais e impulsionar a transição energética. Para conhecer mais de perto essa nova fase, a Frota News conversou com Fernando Valiate, diretor de Serviços da Scania desde o final de 2023, com passagem de seis anos pelo Scania Group.

Segundo Valiate, a jornada começou ainda em 2016, quando a Scania lançou um projeto estratégico para desenhar como seria o transporte em 2030. O plano previa um futuro com caminhões autônomos, elétricos e, sobretudo, uma nova forma de pensar os serviços como centro de valor para o cliente.

“Foi aí que surgiu a divisão New Ventures and New Business, criada em 2017 para desenvolver modelos de negócios independentes da venda de caminhões, que é o core da Scania. A partir disso, buscamos entender mais a fundo o dia a dia dos transportadores. Foi quando criamos a transportadora-laboratório Lots, aqui na América Latina”, lembra Valiate.

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A experiência de ser o cliente

Lançada em 2018, a Lots nasceu do zero, com a missão de operar como um cliente real da Scania. “Recebi o convite para liderar a implementação. Fui diretor de operações e vivemos um verdadeiro projeto de empreendedorismo interno. Crescemos até alcançar mais de 400 caminhões, 1.500 motoristas e operação em três países: Brasil, Chile e Peru”, relata.

Essa vivência foi determinante para a virada na área de serviços. Em 2023, com a chegada de Simone Montanha à presidência da Scania Brasil, Valiate foi convidado a assumir a diretoria de Serviços, levando consigo a bagagem adquirida na Lots. “A ideia é melhorar a experiência de todos os clientes, com base na vivência real de quem está na estrada”, resume.

Transformação e estratégia focada no cliente

Desde então, a área de serviços da Scania vem passando por um processo intenso de transformação, com foco total no cliente. Uma das principais ferramentas de avaliação é o NPS (Net Promoter Score), indicador de satisfação que é medido por concessionária e ainda segmentado por motorista, gestor e dono de frota. “Hoje, nosso NPS está em 86%. Queremos crescer ainda mais”, afirma Valiate.

Em 2024, a Scania registrou uma frota circulante de 110 mil caminhões com até 10 anos de fabricação no Brasil. Desse total, 70% utilizam serviços de manutenção nas concessionárias e impressionantes 90% estão conectados aos Serviços Conectados da marca. Como reflexo dessa evolução, a empresa registrou crescimento de 12% no faturamento com serviços e ampliou sua estrutura, atingindo 221 pontos de atendimento — sendo 106 concessionárias, 107 unidades dedicadas dentro de frotistas e 8 lojas de peças.

“Para clientes com mais de 20 caminhões, ir até a concessionária para manutenção deixa de ser viável. Por isso, oferecemos o serviço dedicado, com oficinas dentro da garagem do cliente”, explica Fernando Valiate.

Desafios com o segundo proprietário

A Scania também mira os caminhões seminovos, com contratos de manutenção mais simples e acessíveis, voltados ao segundo dono do veículo — um segmento estratégico, já que os grandes frotistas costumam renovar a frota entre 3 e 5 anos de uso.

“Criamos pacotes básicos para esse perfil. Mas a aplicação do veículo também importa muito. Por exemplo, no setor off-road (mineração, cana, florestal), 100% da frota já está conectada, porque a operação é 24/7 e exige respostas rápidas. O mesmo vale para ônibus e agora, também, para os portos”, destaca o Fernando Valiate.

Assista o Canal FrotaCast:

Porto de Santos: laboratório da transição energética

Um exemplo emblemático da nova fase da Scania é o Porto de Santos, o maior da América Latina, onde a empresa está implementando serviços voltados para veículos movidos a gás natural. A iniciativa, que conta com 35 canais integrados de atendimento, marca um passo importante rumo a operações com menor emissão de carbono.

“Estamos aplicando a mesma estratégia usada no off-road. Começamos por áreas confinadas, como portos, depois seguimos para corredores logísticos e, por fim, para o transporte rodoviário de longa distância”, explicou um executivo da marca durante apresentação técnica com representantes da indústria automotiva e logística.

Fernando Valiate
O Porto de Santos será laboratório para manutenção dedicada de caminhões Scania a gás

Além dos veículos, a Scania oferece pacotes de serviços para economia de combustível e suporte técnico. E, embora o abastecimento de gás ainda não esteja sob o escopo da empresa, isso pode mudar em breve. “Já temos empresas do grupo cuidando de soluções de carregamento elétrico. É questão de tempo até que o abastecimento de gás também entre no nosso portfólio de serviços”, revelou Fernando Valiate.

Caminho sem volta

Com visão de futuro, estratégia consolidada e atenção redobrada ao cliente, a área de serviços da Scania deixou de ser um complemento da operação para se tornar uma frente protagonista na transformação do transporte rodoviário e industrial no Brasil. A conectividade, aliada à experiência do cliente, já dita os próximos passos — e a sustentabilidade é o destino inevitável.

 

La revisión del VW Amarok V6 explica el aumento de ventas debido al motor

Los clientes del sector Agro Flota son los mayores usuarios de camionetas en Brasil. Y de cada 10 compradores de VW Amarok en el país, 9 son personas jurídicas, en su mayoría agroindustrias. Aunque el futuro Amarok se encuentra en las etapas finales de desarrollo, con lanzamiento previsto para 2027, evaluamos el “nuevo” Amarok lanzado en agosto de 2024. De ser considerado “el último en la fila” cuando competía con motores de cuatro cilindros, esta generación V6 ya es un éxito de ventas.

En los dos primeros meses de este año se vendieron 1.812 unidades, según datos de matriculación del Denatran reportados por Fenabrave, la asociación de concesionarios. Esta cifra representa más del doble de las licencias emitidas en el mismo período de 2024: 867 unidades. Desde el lanzamiento de esta generación, equipada exclusivamente con motor V6, las comparaciones con los competidores se han vuelto más difíciles, ya que la mayoría aún centra sus ventas en motores de cuatro cilindros.

Producida en la planta de Volkswagen en Pacheco, Argentina, la Amarok ha renovado su aliento hasta la llegada del nuevo modelo. La apuesta de la marca para 2025 y 2026 está en esta generación, que se ofrece en tres versiones: Comfortline, Highline y Extreme, todas con motor V6 de 258 CV, tracción integral permanente 4Motion y cabina doble. Evaluamos la versión intermedia, Highline.

Motor com sobrealimentación

Entre las pickups medianas, la Amarok sigue siendo la más potente de su categoría. Equipada con un motor turbodiésel 3.0 V6 de 258 CV —que alcanza los 272 CV gracias al sistema overboost—, acelera de 0 a 100 km/h en tan solo 8 segundos. En comparación, la Ford Ranger V6 ofrece 250 CV, y la Toyota GR-Sport (descontinuada a finales de 2024) tenía 224 CV.

El overboost se emplea ampliamente en motores deportivos —como en el Porsche Macan, BMW Serie M y modelos Fiat Abarth— para aumentar potencia y par por algunos segundos, generalmente durante adelantamientos. Luego, el sistema reduce los niveles para evitar sobrecalentamiento y desgaste prematuro de componentes.

Seguridad intermedia

No dispone aún de tecnologías avanzadas de conducción semiautónoma, como control de crucero adaptativo (ACC), lector de carril con corrección activa, entre otros. En su lugar, ofrece una solución propia: el asistente de conducción Safer Tag, desarrollado junto a Mobileye, empresa del Grupo Volkswagen. En el panel, el sistema informa al conductor sobre la distancia del vehículo de adelante, mostrando el tiempo de separación en segundos: en verde cuando es segura y en rojo cuando está muy cerca.

Comparación de seguridad: Amarok V6 vs. Ford Ranger

Equipamiento de seguridad VW Amarok V6 Ford Ranger
Airbags frontales y laterales
Airbags de cortina
Airbag de rodilla para el conductor
Control electrónico de estabilidad (ESC)
Control de tracción
Asistencia de arranque en pendiente (HSA)
Control automático de descenso (HDC)
ABS todoterreno
Faros Full-LED y luces diurnas LED ✅ (con tira LED en parrilla)
Luces altas automáticas
Sensor de fatiga / monitoreo del conductor
Reconocimiento de señales de tráfico
Mantenimiento de carril (con corrección activa)
Aviso de cambio de carril ✅ (via Safer Tag) ✅ (con corrección activa)
Alerta de colisión frontal ✅ (via Safer Tag, sin intervención) ✅ (con frenado autónomo)
Frenado de emergencia autónomo (AEB)
Control de crucero adaptativo (ACC)
Detección de peatones y ciclistas ✅ (alerta visual/sonora via Safer Tag) ✅ (con frenado autónomo)
Tecnología de asistencia Mobileye (Safer Tag) Ford Co-Pilot 360

Resumen

Características Amarok V6 Ford Ranger
Solución exclusiva Sistema Safer Tag (con Mobileye) Piloto automático adaptativo + AEB
Nivel de automatización Nivel 1 (alertas visuais y sonoras) Nivel 2 (intervenciones activas)

 

Equipamiento de confort y entretenimiento

La Amarok cuenta con un centro multimedia con pantalla táctil de 9 pulgadas, conectividad Apple CarPlay y Android Auto (con cable), navegación nativa, airbag de cabeza, y puertos USB-A (delantero) y USB-C (traseros).

En diseño, refuerza su identidad con líneas más agresivas e imponentes. Recibe nuevos paragolpes, capó, parrilla delantera, llantas, faros full-LED y una moderna tira de luz LED integrada en la parrilla. La parte trasera también fue rediseñada, con nuevas luces, el emblema de Volkswagen y el nombre “Amarok” en el centro del portón.

La carrocería ahora es 96 mm más larga. Al catálogo de colores —que ya incluía Mystic Black, Pure White y Oliver Grey— se suman dos nuevas opciones: Plata Pirita, Gris Indio y Azul Atlántico.

Capacidad de carga y tracción 4×4 permanente

El nuevo Amarok V6 también es referencia en capacidad de carga útil, con impresionantes 1.104 kg. La tracción integral permanente 4WD está presente en todas las versiones, garantizando desempeño ideal tanto en asfalto como fuera de él. Recursos como HSA (asistente de arranque en pendiente), HDC (control de descenso) y ABS todoterreno completan el conjunto de seguridad y conducción.

Ficha técnica del nuevo Amarok V6 2025

Motor: Turbodiésel V6 de 3.0 litros

Potencia: 258 CV (hasta 272 CV con overboost)

Par motor: 59,1 kgfm

Aceleración (0–100 km/h): 8 segundos

Tracción: 4Motion (4×4 permanente)

Transmisión: Automática de 8 velocidades

Capacidad de carga útil: 1.104 kg

Longitud: +96 mm (total aprox.: 5,33 m)

Iluminación: Faros LED completos + tira LED en parrilla

Versiones: Comfortline, Highline, Extreme

Paquetes exclusivos: Hero (solo Oliver Grey), Dark (para otros colores)

Colores disponibles: Blanco Puro, Gris Oliver, Negro Místico, Plata Pirita, Gris Indio, Azul Atlántico

Multimedia: Pantalla táctil de 9”, navegación nativa, Apple CarPlay y Android Auto

Conectividad: 1 USB-A (frontal), 2 USB-C (traseros)

Airbags: Frontales + de cabeza

Asistentes de seguridad: HSA, HDC, aviso de colisión y cambio de carril, ABS todoterreno

Tecnología de asistencia: Safer Tag (Mobileye)

Blindaje de fábrica (opcional): Vale+ (mais leve, com vidros mais transparentes e garantia mantida)

Acessórios opcionais: Mais de 85 itens disponíveis, incluindo kits de proteção e estilo

Garantía de fábrica: 5 anos

Producción: Fábrica de Pacheco – Argentina

 

Volkswagen lança linha 2026: conheça todas as novidades de Polo, Virtus, Nivus e T-Cross

A Volkswagen do Brasil inicia o segundo trimestre de 2025 com atualizações em seu portfólio e lança linha 2026. A montadora alemã apresenta a nova linha 2026 com melhorias em tecnologia, conforto e segurança para quatro de seus principais modelos: Polo, Virtus, Nivus e T-Cross. O destaque vai para as estreias do T-Cross Extreme, versão topo de linha do SUV mais vendido do país, e do Nivus Sense, que marca o retorno de uma versão de entrada ao portfólio.

T-Cross 2026

O T-Cross tem a versão Extreme como principal novidade. O nome, inclusive, vem carregado de legado, herdado das versões mais equipadas da Amarok V6 e Saveiro.

O novo T-Cross Extreme aposta em um design marcante, com acabamentos em preto piano, detalhes em laranja no para-choque e nas laterais, além do emblema exclusivo da versão. A assinatura luminosa em LED, chamada de light strip, atravessa toda a grade dianteira, conferindo um ar futurista ao modelo. As rodas de 17 polegadas têm design inédito e acabamento escurecido.

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Na paleta de cores, há cinco opções: Branco Puro e Preto Ninja (sólidas), Cinza Platinum (metálica) e as exclusivas Cinza Ascot com teto preto e Cinza Oliver, esta última oferecida também com pintura fosca — sendo o primeiro veículo produzido em série no Brasil com essa característica.

Internamente, o modelo traz acabamento especial com costuras laranja nos bancos, portas e painel, além de emblemas “Extreme” nos encostos. O sistema digital inclui um painel de instrumentos de 10 polegadas e a nova central multimídia VW Play Connect, que habilita o carro para um ecossistema de conectividade com 15 funcionalidades, como:

  • Travamento e destravamento remoto
  • Localização em tempo real
  • Buzina e pisca-alerta à distância
  • Controle de perímetro e horário de uso
  • Diagnóstico com mais de 90 alertas de saúde do veículo

Outras versões do T-Cross também foram aprimoradas. A Highline passa a contar com light strip (assinatura luminosa em LED que atravessa a grade dianteira), carregamento por indução com refrigeração, e como opcional, o pacote ADAS atualizado, com Travel Assist (assistente de condução ativa e permanência em faixa). Já a Comfortline ganha chave com acabamento cromado, VW Play Connect e carregamento por indução refrigerado.

Nivus

Outra novidade da linha 2026 é o retorno do Nivus Sense, que volta a ser a versão de entrada do SUV cupê da marca. Com foco em custo-benefício, o modelo traz painel digital de 8 polegadas, central multimídia VW Play de 10”, seis airbags e freio autônomo de emergência (AEB) de série.

As versões Comfortline e Highline do Nivus também foram atualizadas e agora contam com chave cromada e carregamento por indução com refrigeração, atendendo a uma demanda crescente por comodidade e sofisticação no segmento.

Virtus e Polo

No sedã Virtus, as versões Highline e Exclusive receberam assistente ativo de mudança de faixa. A versão Exclusive, topo de linha, vai além: traz novas rodas de liga leve de 18 polegadas e um interior renovado.

Já o Polo se destaca pela oferta mais robusta no modelo de entrada. O Polo Sense automático passa a vir equipado de série com a central VW Play, ampliando o acesso à conectividade mesmo nas versões mais acessíveis.

Transformação digital

Com a nova linha, a Volkswagen deixa claro que seu foco para 2026 é ampliar a experiência digital do cliente e entregar mais segurança ativa e passiva. A introdução do VW Play Connect em quase toda a gama — inclusive nas versões de entrada — reforça essa estratégia.

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Com as mudanças, a marca pretende manter sua posição em diversos segmentos e consolidar-se como referência em inovação automotiva no Brasil.

Em vendas diretas, a maior parte para frotistas, as vendas desses modelos tiveram o seguinte resultado em emplacamentos no primeiro trimestre de 2025, segundo a Fenabrave, associação do setor da distribuição de veículos:

linha 2026
Fonte: Fenabrave. Infográfico: Frota News

VW anuncia Ricardo Dilser como novo gerente de Imprensa, Comunicação Digital e Clássicos

A Volkswagen do Brasil anunciou nesta sexta-feira (11) a nomeação de Ricardo Dilser como o novo gerente de Imprensa, Comunicação Digital e Clássicos (Heritage) da companhia. O executivo passa a se reportar diretamente a Cláudio Rawicz, diretor de Comunicação e Sustentabilidade da Volkswagen do Brasil, ambos ex-Fiat (Stellantis).

Com uma trajetória marcada pela versatilidade e profundo conhecimento do setor automotivo, Dilser chega à montadora com a missão de fortalecer a comunicação da marca com jornalistas, influenciadores digitais e com o público apaixonado pela história da Volkswagen no País.

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“A chegada de um profissional com o talento e a experiência de Ricardo Dilser fortalece ainda mais o compromisso da Volkswagen do Brasil com uma comunicação próxima, transparente e de qualidade com os jornalistas e influenciadores digitais. Além disso, sua atuação será essencial para promover o legado da marca, celebrando nossos 72 anos de história no País, os ícones da nossa trajetória e iniciativas como a Garagem Volkswagen”, afirma Cláudio Rawicz.

De repórter a executivo de destaque no setor automotivo

Formado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Ibero-Americano (UNIBERO), Ricardo Dilser iniciou sua carreira no jornalismo automotivo em 1994. Atuou como repórter, editor, chefe de redação e piloto de testes em algumas das mais influentes publicações brasileiras do segmento, como Quatro Rodas, Oficina Mecânica, Motor Show e Auto & Técnica.

Apaixonado por carros e reconhecido entusiasta do automobilismo, foi também piloto profissional de competições entre 2002 e 2008, vivência que o conecta diretamente com os valores da Volkswagen voltados à performance, segurança e inovação.

Sua trajetória profissional inclui ainda passagens estratégicas por empresas relevantes do setor. Dilser foi gerente de projetos na engenharia de motores da FPT Industrial, assessor de imprensa da Fiat Automóveis, gerente de imprensa na FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e Head de Imprensa Produto no Grupo Stellantis. Mais recentemente, esteve à frente da Produção e Conteúdo do programa AutoEsporte, da TV Globo, onde também atuou como apresentador.

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Visão voltada ao futuro e à tradição

Em sua nova função, Ricardo Dilser será responsável por áreas-chave da comunicação da Volkswagen do Brasil, incluindo o relacionamento com a imprensa, o fortalecimento da presença digital da marca e a preservação de seu legado por meio da área de Clássicos (Heritage).

“Fazer parte do time de Comunicação e Sustentabilidade da Volkswagen do Brasil me traz um sentimento de absoluta felicidade e empolgação, não só pela história vencedora da empresa no mercado brasileiro, mas também por fazer parte da construção de um futuro conectado, inovador e sustentável por meio dos atuais produtos e daqueles incríveis que estão por vir”, afirmou o novo gerente.

A nomeação ocorre em um momento estratégico para a Volkswagen do Brasil, que celebra 72 anos de presença no mercado nacional e busca aprofundar o diálogo com o público por meio de iniciativas como a Garagem Volkswagen — projeto dedicado à valorização da memória da marca no país. A chegada de Ricardo Dilser promete unir tradição e inovação, conectando passado, presente e futuro da empresa no imaginário dos brasileiros.

 

Blindados sob demanda: Startup RHINO completa um ano e planeja expansão nacional

Num cenário em que os números da violência urbana seguem em alta e o trânsito das metrópoles brasileiras se torna cada vez mais imprevisível, cresce também a demanda por soluções de transporte que ofereçam não apenas conforto, mas sobretudo segurança. A Rhino, startup especializada em corridas com carros blindados, é um exemplo emblemático dessa nova tendência. A empresa, que acaba de completar um ano de operação, superou a marca de 200 mil usuários cadastrados e prepara uma nova fase: a expansão para o Rio de Janeiro, onde uma lista de espera com mais de 30 mil pessoas já aguarda o serviço.

Fundada em 2023, a empresa iniciou suas operações em janeiro de 2024, com uma proposta simples e ousada: democratizar o acesso a veículos blindados de alto padrão por meio de um aplicativo. O sucesso foi quase imediato — impulsionado por uma base crescente de clientes que buscam uma alternativa segura para circular por São Paulo.

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“Criamos a Rhino a partir de uma dor pessoal, mas também compartilhada por muitos. Nossa missão é oferecer tranquilidade nos deslocamentos diários, sem a necessidade de investir em um veículo próprio blindado”, explica o cofundador e CEO Daniil Sergunin, que antes de empreender no Brasil, foi vice-presidente da EuroChem e membro do conselho da Heringer.

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Segurança em primeiro lugar: o DNA da operação

A premissa da Rhino é clara: segurança como prioridade. Para isso, a empresa investe pesadamente na qualidade da frota, seleção de motoristas e protocolos de atendimento. Todos os veículos são blindados com proteção nível III-A, o mais elevado permitido para uso civil, e são híbridos, combinando tecnologia, sustentabilidade e performance.

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Mas o maior diferencial da empresa talvez esteja fora dos carros — nos motoristas. Chamados de choferes pela startup, esses profissionais passam por um rigoroso processo seletivo, que inclui desde background check completo, passando por entrevistas presenciais e avaliações psicológicas, até o ingresso na Rhino Academy, programa de capacitação exclusivo da empresa. O treinamento inclui simulações de segurança, técnicas de abordagem e evasão, além de conteúdo sobre atendimento ao cliente e os valores da marca.

“Os blindados protegem, mas também chamam a atenção de criminosos especializados. Por isso, o motorista precisa estar preparado para agir com discrição, rapidez e empatia. Esse é o padrão Rhino”, explica o diretor de operações, responsável por acompanhar pessoalmente os novos motoristas.

Frota blindada e gestão própria: experiência premium do início ao fim

A frota da Rhino é inteiramente gerida pela própria empresa, o que significa que manutenção, abastecimento, higienização, revisão e carregamento elétrico estão sob responsabilidade direta da startup. Os veículos são de baixa quilometragem, passam por vistorias diárias e não apresentam qualquer identificação externa, justamente para evitar chamar atenção desnecessária.

A proposta de discrição é uma resposta direta ao perfil de parte do público-alvo: executivos, investidores, artistas e famílias de alto poder aquisitivo que não querem ostentar. “Há clientes que prezam pelo luxo e há os que preferem a discrição máxima. A Rhino consegue atender ambos”, diz Sergunin.

Além disso, a empresa oferece motoristas bilíngues, com fluência em inglês, espanhol, francês e japonês, disponíveis via agendamento pelo serviço de concierge, um canal direto que também cuida de demandas corporativas e viagens personalizadas.

De São Paulo para o mundo corporativo

Nos primeiros meses de operação, a Rhino focou em conquistar o público B2C — usuários finais que baixam o app e solicitam corridas sob demanda ou com agendamento. Mas a alta procura por parte de empresas levou à criação de uma vertical corporativa, batizada de Rhino for Business.

O novo serviço permite que companhias ofereçam transporte seguro e premium como benefício a seus colaboradores, executivos e clientes. “Estamos substituindo a necessidade de manter uma frota própria de carros blindados, o que é custoso, burocrático e ineficiente”, explica o CEO.

Empresas como Vivo, Azul Linhas Aéreas, Urban Science e Housi já aderiram à solução. Os pacotes incluem créditos mensais, agendamento de motoristas bilíngues, corridas para aeroportos, visitas de clientes estrangeiros e viagens intermunicipais, tudo com rastreamento e relatórios para o RH e compliance.

Expansão territorial e logística sob demanda

Hoje, a Rhino atende toda a capital paulista, com destaque para a chamada “zona prioritária”, que engloba cerca de 30 bairros centrais onde o tempo de espera é reduzido. Em regiões como Alphaville, Grande ABC, Guarulhos e Campinas, o serviço funciona por agendamento. Recentemente, a empresa lançou o serviço de viagens longas, que cobre destinos em até 450 km de São Paulo, como cidades do interior, litoral e até o Rio de Janeiro — sempre com agendamento prévio de até 48h.

“O interesse pelo Rio de Janeiro é gigante. Já temos mais de 30 mil pessoas aguardando o lançamento oficial. Estamos calibrando nossa operação para garantir o mesmo padrão de serviço que nos fez crescer em São Paulo”, antecipa o CEO.

Assista o Canal FrotaCast:

De startup a referência em mobilidade premium

Com um faturamento projetado de R$ 50 milhões para 2025, a Rhino recebeu investimentos robustos ao longo do último ano: foram US$ 3,2 milhões (cerca de R$ 18 milhões) em rodada seed e R$ 10 milhões em media for equity, recursos que têm viabilizado a expansão da frota, aprimoramento da tecnologia e ações de marketing voltadas à expansão estadual e nacional.

A equipe executiva reúne nomes com passagens por gigantes como Meta, AMARO, Petlove, Hatch e Orica, reforçando o DNA de inovação da empresa.

O futuro da mobilidade segura

Ao completar um ano de operação, a Rhino não apenas confirma a demanda crescente por transporte blindado sob demanda, como também amplia o debate sobre mobilidade urbana inteligente e segura nas grandes cidades brasileiras. Com planos sólidos de expansão, foco em excelência operacional e o apoio de grandes investidores, a startup está determinada a liderar um novo capítulo no setor de transporte premium.

“Estamos apenas no começo. Nossa missão é levar a tranquilidade para mais pessoas, em mais cidades, com a mesma qualidade que entregamos em São Paulo. A mobilidade do futuro é segura, eficiente e personalizada — e é isso que entregamos todos os dias”, finaliza Sergunin.

 

Três lançamentos elétricos: Volvo A30 Electric, Mercedes eArocs 400 e eCanter

A transformação silenciosa e limpa da construção civil já tem data, lugar e protagonistas. A Bauma 2025, a maior feira mundial de máquinas e equipamentos para construção e mineração, está sendo palco de lançamentos elétricos. E não se trata apenas da tão falada redução nas emissões de gases poluentes. Um benefício cada vez mais valorizado ganha destaque: a drástica diminuição do ruído emitido por caminhões e máquinas pesadas.

Nos ambientes confinados e já naturalmente ruidosos dos canteiros de obras e das minas, o silêncio proporcionado pelos caminhões elétricos se traduz em melhores condições de trabalho, proteção à saúde auditiva dos operários e mais qualidade de vida para as comunidades do entorno. Nesse contexto, modelos elétricos robustos e versáteis estão brilhando na edição 2025 da Bauma. Entre os principais destaques, Volvo CE, Mercedes-Benz Trucks e FUSO apresentam suas mais recentes inovações.

Volvo CE: A força da eletrificação chega aos articulados

A Volvo Construction Equipment (Volvo CE) apresentou uma linha 100% elétrica na Bauma 2025, marcando um momento histórico na transição da marca para uma operação mais sustentável. O grande destaque é o A30 Electric, o primeiro caminhão articulado elétrico produzido em série no mundo.

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Com lançamento previsto para locação na Europa em 2026, o modelo será acompanhado do A40 Electric, ainda maior e igualmente livre de emissões locais de CO₂ e ruídos. Projetados para atuar em pedreiras, operações de mineração e grandes obras, os articulados elétricos combinam produtividade elevada e impactos ambientais reduzidos.

“O portfólio de zero emissões que estamos exibindo na Bauma reforça nosso compromisso com a descarbonização e com os nossos clientes, em todas as etapas dessa jornada”, afirma Melker Jernberg, presidente da Volvo CE.

Além dos modelos elétricos, a Volvo CE também apresenta motores a combustão com emissões reduzidas e ganhos de até 15% em eficiência de combustível, oferecendo um leque de soluções para diferentes necessidades e etapas de transição energética.

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Mercedes-Benz eArocs 400: Potência elétrica em obras pesadas

A Mercedes-Benz Trucks trouxe para a Bauma 2025 a estreia mundial do eArocs 400, primeira versão elétrica à bateria do consagrado caminhão extrapesado Arocs. Voltado para a construção civil, o eArocs 400 promete manter a robustez do modelo a diesel, agora com emissão zero de CO₂ local e ruído reduzido — ideal para ambientes urbanos, noturnos e sensíveis a som, como hospitais e escolas.

O modelo estará disponível a partir do 1º trimestre de 2026 em versões de 32 a 41 toneladas, podendo atuar como betoneira ou basculante. Sua autonomia pode chegar até 240 quilômetros, com recarga rápida de 20 a 80% em apenas 45 minutos. Equipado com motor central de 380 kW de potência contínua e baterias LFP de 414 kWh, o caminhão também traz o Cockpit Multimídia Interativo 2, com comandos de voz e telas sensíveis ao toque.

Além disso, o eArocs 400 é destaque em segurança: traz sistemas como o Active Brake Assist 6, o Active Sideguard Assist 2 e o Front Guard Assist, indo além das exigências da União Europeia para segurança em veículos pesados.

FUSO eCanter: Versatilidade elétrica em caminhões leves

Outro destaque da Bauma 2025 é a FUSO, marca do grupo Daimler Truck, que apresentou novas configurações do eCanter, seu caminhão leve totalmente elétrico. Agora, 85% das versões a diesel disponíveis na Europa já têm equivalente elétrico, com aplicações para guindastes, basculantes e plataformas elevatórias — altamente demandadas na construção civil urbana.

Com novos layouts de bateria reposicionados no chassi, o eCanter permite fácil implementação de carroçarias complexas, garantindo máxima versatilidade sem comprometer o espaço ou a performance. A marca também anunciou que até o final de 2025 seus modelos convencionais poderão ser abastecidos com HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado), combustível renovável com menor emissão de CO₂.

Florian Schulz, chefe de Vendas da FUSO Europa, ressalta: “O Canter é reconhecido por sua robustez e agilidade. Agora, com as novas opções elétricas e a possibilidade de operar com HVO, oferecemos um pacote ainda mais completo e sustentável para a construção urbana”.

 

Renata Beckert Isfer é reconhecida como Executiva do Ano no setor de Biocombustíveis

Renata Beckert Isfer, presidente da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), foi agraciada com o Prêmio Executiva do Ano do Setor de Biocombustíveis. Este reconhecimento celebra sua liderança e contribuição significativa para o avanço do biogás e biometano como fontes energéticas sustentáveis no Brasil.

Renata, que também é cocriadora dos projetos “Sim, elas existem” e “EmpodereC”, dedicou o prêmio às mulheres que enfrentam desafios no mercado de trabalho, especialmente no setor energético. Em sua mensagem de agradecimento, ela destacou as barreiras que as mulheres enfrentam, como a tripla jornada e os vieses inconscientes, e reforçou a importância de apoiar outras mulheres para que as futuras gerações possam prosperar em um ambiente mais igualitário.

A presidente da ABiogás tem uma trajetória inspiradora, incluindo sua atuação como Secretária de Petróleo, Gás e Biocombustíveis no Ministério de Minas e Energia e sua experiência como Procuradora Federal na Advocacia-Geral da União. Com uma visão estratégica, Renata tem liderado iniciativas para posicionar o biogás como uma solução viável para a descarbonização de setores como agronegócio, indústria e transportes.

O prêmio é promovido pela Dominium Consultoria, especializada em Relações Institucionais e Governança Corporativa, além de práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança).

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Luciana Giles, da Cummins, recebe Prêmio Liderança Feminina 2024

O reconhecimento do papel vital das mulheres na indústria foi recentemente destacado com a entrega do Prêmio Liderança Feminina 2024 a Luciana Giles, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Cummins América Latina. Este prêmio, concedido pelo Instituto Julio Karolino e celebrado na Câmara Municipal de São Paulo, não é apenas uma homenagem a uma líder, mas também um símbolo do progresso contínuo em direção a um ambiente mais inclusivo e inovador.

Luciana Giles
Luciana Giles, uma das lideranças na indústria de soluções para o transporte. Foto: reprodução de rede social

Mais uma vez, a indústria de transportes está testemunhando uma mudança significativa com a inclusão crescente de mulheres em todos os níveis, desde a gestão executiva até as motoristas profissionais. A plataforma de notícias Frota News tem sido uma voz ativa nessa transformação, não apenas ampliando as notícias relacionadas ao tema, mas também promovendo a importância da mulher na indústria por meio de parcerias estratégicas e iniciativas de capacitação. E não pode ser um compromisso para ser “politicamente correto” e, sim, um entendimento profundo da necessidade de diversificar e enriquecer o ambiente de trabalho com diferentes perspectivas e habilidades.

Ambiente diversificado

Luciana Giles, em suas palavras na sua rede social, ressalta a urgência e a crítica necessidade do empoderamento feminino. Ela destaca que apoiar e promover mulheres não beneficia apenas as mulheres, mas contribui para a construção de um ambiente mais inclusivo e diversificado para todos. O orgulho de fazer parte dessa jornada é compartilhado por muitos que reconhecem que todos têm um papel fundamental no empoderamento de mulheres e meninas, permitindo que elas sejam autênticas e prosperem.

A indústria de transportes está em um ponto de inflexão, onde a inclusão e a diversidade estão se tornando não apenas ideais desejáveis, mas elementos essenciais para a inovação e o sucesso a longo prazo. À medida que avançamos, é imperativo que continuemos a celebrar as conquistas, reconhecer os desafios e trabalhar incansavelmente para garantir que a indústria de transportes seja um espaço onde todos, independentemente do gênero, possam contribuir plenamente e florescer. O futuro do setor depende da capacidade de abraçar a diversidade e de se adaptar às necessidades de um mundo em constante mudança. E, como Luciana Giles afirmou, “Precisamos continuar!”. A plataforma Frota News, em um ano, publicou 118 artigos tendo a mulher como o centro da pauta, principalmente, graças à parceria com a Fabet-SP, pioneira na criação de cursos para capacitação das mulheres para o setor de transportes.

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Democracia em vertigem: O fatídico 8 de janeiro e suas contradições

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No dia 8 de janeiro de 2023, assistimos, atônitos, ao que foi rapidamente classificado por grande parte da imprensa e da elite falante do Brasil como “ataques antidemocráticos”. Esses veículos e personalidades, quase em estado de êxtase, trataram os acontecimentos como a oportunidade perfeita para incriminar aquilo que apelidaram de extrema direita ou “bolsonarismo”. Era o momento ideal para reforçar as narrativas que vinham sendo difundidas ao longo dos últimos cinco anos. Afinal, seria ou não o cenário propício para condenar, judicial e moralmente, os chamados “bolsonaristas” — rotulando-os como antidemocráticos e relegando-os ao ostracismo público?

Longe de qualquer pretensão de neutralidade política — muito embora eu tenha minha posição —, a questão que se impõe é: é justo condenar pessoas como a cabeleireira Débora a 14 anos de prisão por pichar “Perdeu, mané” na estátua da Justiça — em referência à frase proferida por um ministro do STF —, enquanto criminosos contumazes, como o traficante André do Rap, seguem em liberdade? Onde está a famosa “justiça cega”, aquela que julga com imparcialidade e isenção? Ou será que essa cegueira se manifesta apenas quando convém?

Do dinheiro na cueca à pichação de batom: “Perdeu, mané”

Nas últimas décadas, o Brasil foi palco de escândalos sucessivos envolvendo corrupção. Casos como o de PC Farias, Banestado, Máfia das Sanguessugas, Mensalão e Petrolão revelaram uma relação quase incestuosa entre políticos e empresários, marcada por acordos escusos e cifras milionárias.

Um desses episódios, bastante peculiar, envolveu o assessor do deputado petista José Guimarães. Em 2005, José Adalberto Vieira foi preso no aeroporto de Congonhas (SP) com 100 mil dólares escondidos na cueca e mais 200 mil reais em uma mala. O episódio, relacionado ao escândalo do mensalão, estampou manchetes em todo o país. Dezesseis anos depois, o caso prescreveu, e a Justiça extinguiu qualquer possibilidade de punição criminal tanto para o assessor quanto para o deputado. Hoje, José Guimarães, irmão de José Genoíno — outro envolvido no mensalão —, continua na vida pública e atua como líder do atual governo.

O ministro Luís Roberto Barroso, atual integrante do STF, foi quem declarou a incompetência da Corte para julgar o caso dos “dólares na cueca”, o que fez o processo ser remetido à Justiça Federal do Ceará. O mesmo ministro que, anos depois, viria a defender a punição rigorosa dos envolvidos nos atos do 8 de janeiro, em nome da “democracia pujante”. O mesmo que, em um evento da UNE, afirmou: “Nós derrotamos o bolsonarismo”, e que cunhou a emblemática frase: “Perdeu, mané”.

Recentemente, Barroso declarou que os brasileiros tendem a ter “uma indignação profunda” quando os fatos ocorrem, mas que depois “vão ficando com pena”. E concluiu: “Ninguém gosta de punir. A punição é uma inevitabilidade nessas circunstâncias.” No entanto, o que se observa é que a punição, para ele e seus pares, parece mais seletiva do que inevitável.

A democracia manchada de batom

Além do já citado José Guimarães — que, caso tivesse se reunido com embaixadores, talvez estivesse inelegível ou até mesmo condenado —, acumulam-se casos de criminosos perigosos, como traficantes e homicidas, que têm sido frequentemente beneficiados por decisões da Suprema Corte.

Um exemplo emblemático é o de André do Rap. Apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso em 2019 e condenado a 15 anos de prisão. Em 2020, foi libertado por uma liminar concedida pelo então ministro Marco Aurélio Mello. Desde então, seu paradeiro é incerto. O mesmo ministro já havia determinado a soltura de outros membros da facção comandada por Marcola.

Há ainda o caso da liberação, pelo STF, de outros 15 condenados por integrarem uma quadrilha que comandava o tráfico de drogas em Campinas (SP). E, como se não bastasse, o “cantor do PCC”, Elvis Riola, seguirá em liberdade após decisão do ministro Barroso.

Não são poucos os episódios em que a indignação dos magistrados da mais alta Corte do país parece ser seletiva — indo do perdão a barões do tráfico até a complacência com políticos envolvidos em esquemas milionários. A toga dos ministros segue manchando a já fragilizada reputação do Judiciário. E há quem acredite que foi um mero batom a abalar a supostamente inabalável democracia brasileira.

Enquanto isso, cidadãos comuns, como a cabeleireira Débora, enfrentam penas severas por atos de vandalismo que, embora condenáveis, estão longe da gravidade representada por criminosos de alta periculosidade. A Justiça, que deveria ser cega, parece enxergar com clareza — mas apenas quando convém.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

 

Entrevista: Presidente da ANATC fala sobre os projetos para fortalecer o transporte de carga

Mesmo com os gestores públicos conscientes da importância do transporte entre centros produtores de bens, mais de 5.700 municípios e dezenas de mercados externos, o Brasil enfrenta uma série de desafios estruturais. Eles vão desde a precariedade da malha viária até a insegurança nas estradas e a constante instabilidade regulatória e econômica. À frente da Associação Nacional de Transporte de Cargas (ANATC), fundada em 2018, o presidente Elisandro Rodrigo Antunes tem buscado ampliar a representatividade do setor junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, defendendo maior diálogo institucional e ações coordenadas para enfrentar os gargalos que afetam diretamente a eficiência, a segurança e a sustentabilidade da atividade.

Em entrevista exclusiva, Antunes fala sobre os obstáculos cotidianos enfrentados pelas empresas transportadoras, a importância da união entre os agentes do setor, os avanços conquistados pela associação e os projetos para fortalecer ainda mais a atuação da ANATC como voz ativa nas decisões que moldam o futuro da logística nacional.

Os principais gargalos nas estradas brasileiras

Quais são os principais desafios enfrentados pelos transportadores de cargas rodoviárias no Brasil atualmente?
— São muitos os gargalos. Destaco alguns principais:
Infraestrutura rodoviária: Vivemos em um país continental, altamente dependente do transporte rodoviário, mas ainda carente de estradas com boa trafegabilidade. Em várias regiões, falta pavimentação, a manutenção preventiva é praticamente inexistente e a corretiva, muitas vezes, é feita de forma inadequada.
Segurança pública: A maior parte dos locais de descanso e pernoite é insalubre, e muitos trechos de rodovias são altamente vulneráveis a assaltos e outros tipos de violência.
Segurança jurídica, fiscal e tributária: A ausência de regras claras e as constantes mudanças criam um ambiente de alto risco, tornando o planejamento de longo prazo quase inviável.
Instabilidade econômica: Assim como em outros setores, a insegurança econômica — com variações em juros, câmbio, entre outros — impede que as empresas tenham previsibilidade para programar ações futuras.

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Representatividade como motor de transformação

Como a ANATC tem contribuído para a melhoria das políticas desse modal no país?
— A associação tem como missão principal apresentar a realidade diária dos transportadores aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Ao dar voz aos associados para expor os desafios enfrentados nas estradas, a ANATC fornece subsídios para que as decisões desses três poderes estejam alinhadas com as necessidades reais do setor.

União como estratégia de fortalecimento

Qual é a importância da união dos transportadores de cargas para o desenvolvimento do setor?
— O transporte rodoviário abrange diversos segmentos dentro do mesmo setor. Por isso, é fundamental que existam políticas e estratégias bem direcionadas. A união, ao menos entre empresas do mesmo segmento, é essencial para que se conquistem avanços significativos. Acreditamos que o caminho é a cooperação e a organização coletiva.

Segurança nas estradas: uma prioridade urgente

Quais ações estão sendo tomadas pela associação para enfrentar os problemas de segurança no setor de transporte?
— Nossa principal frente de atuação nesse tema é a representação em Brasília, onde temos acesso direto aos diversos setores da segurança pública — como as Polícias Federal, Civil e Militar. Estamos em constante diálogo com essas instituições e também com o Judiciário, apresentando nossas dificuldades e mostrando a vulnerabilidade dos motoristas e veículos nas estradas. Ainda há muitos gargalos e uma segurança muito frágil, e queremos tornar isso visível às autoridades.

Sustentabilidade e associativismo caminhando juntos

Quais iniciativas a ANATC tem implementado para fortalecer a sustentabilidade no transporte de cargas?
— A simples existência de uma associação já é, por si só, um ato de fortalecimento e de busca pela sustentabilidade do setor. O associativismo cumpre esse papel, pois dá às empresas oportunidades de acesso a informações importantes — desde questões governamentais até temas empresariais de interesse coletivo. Reforçamos esse espírito de colaboração e construção conjunta como um dos nossos principais valores.

Participação ativa na criação de normas

Como a associação auxilia suas empresas associadas a se adaptarem às novas regulamentações do setor?
— A principal forma de atuação é participando desde o início da elaboração e do desenvolvimento das regulamentações. Isso evita que sejam criadas normas impossíveis de serem aplicadas na prática. Defendemos regulamentações eficazes, que ajudem a coibir desvios e que possam ser cumpridas com responsabilidade. Nossa presença nas discussões desde a origem das propostas é fundamental.

Agro e transporte: uma parceria que não tem fim

Qual é a visão da ANATC para o futuro do agronegócio brasileiro em relação ao transporte de cargas?
— O transporte rodoviário é essencial para todos os setores da economia, especialmente para o agronegócio, que é o grande motor da economia brasileira. Em um país continental como o nosso, é indispensável ter empresas de transporte fortes e sustentáveis para garantir o crescimento do agro. Essa interdependência entre transporte e produção agrícola é permanente — o ferroviário e o fluvial não chegam até as fazendas. Investir em infraestrutura, como estradas e portos, é melhorar todo o ecossistema.

Avanços e conquistas da ANATC

Quais são os maiores avanços que a associação conquistou desde sua fundação?
— Desde 2018, a ANATC tem feito um trabalho sério em defesa do mercado e de seus associados. Entre os avanços, destaco a participação na formulação de regulamentações, o apoio a instituições como o Instituto Brasil Logística (IBL) e nossa presença cada vez mais marcante no cenário nacional. Mas, acima de tudo, nosso maior feito tem sido promover a união dos associados — empresas que antes eram concorrentes e pouco se comunicavam hoje mantêm uma relação sólida e colaborativa dentro de um ambiente legal e organizado.

Mais diálogo entre entidades representativas

Em sua opinião, como a parceria entre os principais representantes do setor pode ser aprimorada?
— Assim como o nosso setor tem a ANATC, outros segmentos também têm suas associações, muitas delas até mais antigas e organizadas. Essa interdependência entre setores não vai acabar. Nenhum produto sai da indústria ou chega ao consumidor sem transporte. Somos elos de uma mesma corrente — se uma falha, tudo desanda. O aprimoramento dessas parcerias passa por diálogo, reconhecimento mútuo e presença ativa nas discussões. É preciso saber quais entidades representam cada setor, entender suas pautas e, principalmente, estar à mesa quando os assuntos estratégicos forem debatidos.

Expansão e voz mais ativa

Quais são os projetos futuros da ANATC para expandir sua atuação e impactar positivamente o setor de transporte?
— Nosso maior objetivo é ser cada vez mais a voz do transporte rodoviário de cargas junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, às agências reguladoras e à sociedade. Queremos expor nossas dores, mostrar o que fazemos de bom e escutar o que podemos melhorar em termos de representatividade. Com o tempo, acredito que vamos continuar nos fortalecendo e ampliando nosso impacto. Nosso compromisso é com um trabalho sério, técnico e ético, em prol de todo o setor.