quinta-feira, abril 9, 2026

Exército Brasileiro: conheça o inédito CTM para a viatura LMV-BR

O Exército Brasileiro recebeu, na última semana, o primeiro Centro de Treinamento Móvel (CTM) da viatura blindada LMV-BR 4×4 Guaicurus, desenvolvido de forma pioneira pela IDV LATAM, braço regional da Iveco Defence Vehicles. A entrega foi realizada ao Centro de Instrução de Blindados (CIBld), localizado em Santa Maria (RS), e marca um novo passo na modernização da capacitação das tropas. 

O equipamento foi desenvolvido com tecnologia nacional e é montado sobre um chassi original da Guaicurus, incluindo motor funcional, trem de força completo e sistemas como suspensão, iluminação, controle de pressão dos pneus e ar-condicionado. O design do CTM privilegia o acesso facilitado aos componentes internos, permitindo uma experiência prática, realista e alinhada às necessidades de treinamento no campo. 

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Treinamento mais próximo da realidade 

A entrega foi acompanhada por uma apresentação técnica a militares multiplicadores do CIBld, previamente treinados pela IDV. O CTM agora passa a integrar os cursos de formação do centro, especialmente nas instruções voltadas à manutenção e operação da viatura Guaicurus. 

O Centro de Treinamento Móvel tem como objetivo reduzir o tempo de aprendizado, ampliar a proficiência dos operadores e contribuir para a redução de falhas operacionais no campo de batalha ou em missões de paz. 

Viatura Guaicurus: tecnologia e robustez 

A viatura LMV-BR 4×4 Guaicurus é a versão brasileira do Light Multirole Vehicle (LMV), adotada por diversos países da OTAN. No Brasil, o veículo passou por tropicalização para atender às especificidades operacionais das Forças Armadas, especialmente no transporte de tropas em áreas de difícil acesso e em missões com alto risco. 

Valorização da indústria nacional de defesa 

Para a IDV LATAM, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento da base industrial de defesa brasileira. Além disso, contribui para a consolidação de um modelo de capacitação descentralizado, móvel e adaptável a diferentes regiões do país. 

A expectativa é de que novos CTMs sejam produzidos e entregues nos próximos meses, ampliando o alcance da capacitação e otimizando os custos operacionais com instrução em campo. 

Claro, Filipe! Aqui está a segunda reportagem pensada como retranca técnica da principal, aprofundando as especificações e diferenciais da viatura LMV-BR Guaicurus. Essa matéria complementa a pauta sobre o CTM com foco no veículo em si, sendo ideal para uma editoria como Tecnologia Militar, Veículos Especiais ou Defesa na Frota News. 

Conheça os detalhes o LMV-BR 

Produzido pela IDV LATAM, o LMV-BR 4×4 é uma versão adaptada para o Brasil do consagrado Light Multirole Vehicle (LMV), adotado por diversos países da OTAN. 

O Guaicurus foi projetado para oferecer alta mobilidade tática, proteção balística avançada e grande versatilidade em cenários de combate, patrulhamento e transporte de tropas. 

Com motor FPT 3.0 turbo diesel de 220 cavalos e transmissão automática de 8 marchas, o LMV-BR conta com sistema de tração 4×4 permanente, aliado à suspensão independente nas quatro rodas e pneus com controle central de pressão, permite superar obstáculos com eficiência e segurança. 

A viatura atinge velocidade máxima superior a 130 km/h e tem autonomia acima de 500 km, podendo enfrentar rampas com até 60% de inclinação e ângulos de ataque e saída de 54° e 44°, respectivamente. 

Um dos grandes diferenciais da Guaicurus é seu nível de proteção. A blindagem segue o padrão STANAG 4569 (níveis 1 a 3), oferecendo resistência contra armas leves, estilhaços de artilharia e explosões de minas terrestres ou artefatos improvisados (IEDs). 

O modelo também pode ser equipado com a estação de armas remotamente controlada REMAX, desenvolvida no Brasil, compatível com metralhadoras de 7,62 mm e 12,7 mm (.50), além de lançadores de granadas de 40 mm. 

Além disso, conta com lançadores de granadas de fumaça e sistemas de autodefesa passiva, ampliando sua capacidade de sobrevivência em zonas de conflito. 

Luxafit recebe Iveco S-Way Metallica, série limitada de R$ 1,2 mi 

A Luxafit Transportes, que atua com frota própria e multimarca, recebeu uma unidade do Iveco S-Way Metallica, modelo de edição limitada lançado na Fenatran 2024. A série especial celebrou a parceria entre a Iveco e a banda de rock Metallica, com produção restrita a 72 unidades no Brasil – todas vendidas em tempo recorde. 

Além da Luxafit, outras transportadoras que adquiriram o modelo incluem: ATRHOL – Transporte e Logística, Grupo Base, Rodomacro Transportes Rodoviários, Novorumo Transportes e RTE Rodonaves. 

Caminhão homenageia o álbum “72 Seasons” 

Inspirado no álbum 72 Seasons, o caminhão chama atenção pelo visual arrojado: pintura preta com detalhes em amarelo vibrante, logotipo do Metallica na grade frontal, tapetes personalizados e acabamentos que remetem ao universo musical da banda. 

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Mas o destaque não é apenas estético. O modelo é equipado com o motor FPT Cursor 13, de 540 cv e 260 kgfm de torque, aliado ao câmbio automatizado ZF Traxon de 12 marchas. Conta ainda com o sistema Predictive Cruise Control (PCC), que ajusta a velocidade conforme a topografia, otimizando consumo de combustível e eficiência nas operações de longa distância. 

Luxafit aposta em renovação de frota 

Com mais de 20 anos de atuação nacional, a Luxafit Transportes vem investindo na renovação da frota com foco em sustentabilidade, segurança e performance. Atualmente, a empresa opera com cerca de 300 veículos, com média de idade de 5 anos, sendo 90% da Mercedes-Benz. 

Fabet oferece curso online de Gestão Estratégica de Manutenção e Combustível

A transportadora possui filiais em Guarulhos, Santos, Anápolis e Curitiba, e atua nos aeroportos de Viracopos, Guarulhos, Curitiba e Brasília. Especializa-se no transporte de medicamentos, produtos refrigerados, cosméticos, químicos e cargas em geral. 

O Iveco S-Way Metallica, destaque na Fenatran 2024, teve unidades comercializadas por mais de R$ 1,2 milhão, somando aproximadamente R$ 60 milhões em vendas para a montadora. 

De políticos a artistas: a casta dos privilegiados e os caminhoneiros são esquecidos

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O Brasil atravessa uma profunda crise política, econômica e social. De um lado, a população é refém da criminalidade e de suas consequências; de outro, está nas mãos de políticos e magistrados que frequentemente agem em conluio, priorizando seus próprios interesses em detrimento do bem comum. A cada novo dia, surgem notícias que vão desde o aumento da inflação — e, com isso, a perda do poder de compra dos brasileiros — até escândalos envolvendo membros da alta cúpula do Judiciário, que soltam criminosos e utilizam aviões da Força Aérea Brasileira para assistir a jogos de futebol, como se fossem parte de uma realeza acima das regras comuns.

Diante desse cenário, observa-se que, enquanto os brasileiros são vítimas de um sistema que os obriga a sustentar uma casta que os despreza, esse mesmo sistema promove, com empenho, o empobrecimento programado da população. Recentemente, fomos bombardeados com a notícia de que a próxima gestão federal não será capaz de cumprir com os repasses previstos para a saúde e a educação. Ou seja, o “viva o SUS” e a “pátria educadora” são apenas slogans de políticos e de uma elite falante que vende um discurso dissociado da realidade. E nesse emaranhado de promessas vazias, o brasileiro segue à mercê.

O Brasil que não é dos brasileiros

A campanha criada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira — “O Brasil é dos brasileiros” — foi uma tentativa de contrapor o famoso boné vermelho de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, com o slogan Make America Great Again (MAGA). O slogan nacional — também estampado em bonés, mas na cor azul — buscava melhorar a imagem de um governo duramente reprovado pela população, que enfrenta dificuldades crescentes, como a inflação dos alimentos. O resultado foi um verdadeiro fiasco, que apenas confirmou o óbvio: o atual governo vive de discursos e promessas, enquanto as ações concretas para melhorar a vida do povo seguem distantes de suas prioridades.

Prova disso é a liberação recorrente de emendas parlamentares e verbas cada vez mais altas para a classe artística, ao mesmo tempo em que se cortam benefícios destinados à população mais vulnerável. Nesta semana, por exemplo, o presidente Lula liberou R$ 27,4 milhões para o Supremo Tribunal Federal. O montante, destinado à gestão e manutenção do Judiciário, é apenas mais um entre os muitos privilégios concedidos aos magistrados.

Para se ter uma ideia, o STF custa 39% mais do que a Família Real Britânica. Em 2024, seu orçamento chegou a R$ 897,6 milhões, enquanto os cofres públicos do Reino Unido destinaram o equivalente a R$ 645,1 milhões à monarquia no ano anterior. Além disso, alguns desembargadores chegaram a receber salários próximos de R$ 1 milhão em 2024 — um escárnio diante da realidade da maioria dos brasileiros.

Entre os muitos privilégios, destaca-se o uso de aviões da FAB. O ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, viajou para assistir a um jogo de futebol utilizando essa estrutura. Já Luís Roberto Barroso, segundo diversos portais, é o recordista no uso desse benefício. Nesta semana, ele teria antecipado sua viagem para curtir um fim de semana em um hotel de luxo em Trancoso (BA). Com um salário base de R$ 46.366,19, deve mesmo ser difícil fretar voos comerciais como qualquer cidadão.

E não podemos esquecer os políticos — aqueles que elegemos para representar nossos interesses, mas que trabalham apenas para si mesmos. Além dos altos salários e benefícios acumulados, essa casta ainda conta com as emendas parlamentares: apenas em dezembro de 2024, cerca de R$ 8,3 bilhões foram destinados a essa modalidade. Esses valores, que deveriam atender às necessidades da população, acabam frequentemente sendo usados de forma questionável. Um exemplo emblemático é o do senador Alexandre Giordano (MDB-SP), que destinou R$ 3 milhões para uma obra em uma estrada que leva a um hotel de sua propriedade. Outro político, no caso, um ministro do governo, Juscelino Filho das Comunicações, destinou, para pavimentar também uma estrada que leva a uma propriedade sua e de sua família, cerca de R$7,5 milhões em emendas parlamentares. Muitos outros escândalos envolvendo cifras milionárias e políticos são noticiados dia após dia.

A arte de enganar

Há ainda outra casta de privilegiados: os artistas. Muitos dos que, durante a gestão passada, protagonizaram mobilizações e protestos contra o suposto desmatamento da Amazônia, hoje permanecem em silêncio — e vale lembrar que, neste exato momento, a floresta amazônica continua em chamas, embora esse seja assunto para outro texto. Sigamos. Atores, cantores e influenciadores que antes se diziam defensores da democracia e da justiça social parecem ter perdido a voz diante dos escândalos que envolvem o atual governo: mortes entre os Yanomamis, avanço do desmatamento, aumento da criminalidade, falas abertamente machistas do presidente Lula… Nada mais parece ser digno de manifestação. Talvez os constantes incentivos oferecidos pelo governo, por meio da Lei Rouanet, tornaram-os subservientes.

Somente em 2024, a Lei Rouanet bateu recorde de captação: R$ 3 bilhões. A atriz Cláudia Raia, por exemplo, foi autorizada a captar R$ 5 milhões para a produção de uma peça intitulada Os Musicais. Em outras palavras, esse volume expressivo de recursos públicos, destinado a projetos culturais, serve para alimentar uma elite artística que hoje se mantém em silêncio ensurdecedor. Enquanto isso, ao trabalhador comum, o único plano concreto do governo Lula III é o aumento de impostos e o corte de benefícios sociais.

Caminhoneiros: a engrenagem esquecida

Nesse cenário de privilégios concentrados no topo, um dos setores mais negligenciados pelo poder público é o dos caminhoneiros. Responsáveis por movimentar a maior parte da carga no território nacional, eles enfrentam péssimas condições de trabalho, estradas esburacadas, postos sem infraestrutura mínima e ausência de políticas públicas que valorizem a categoria. Mesmo sendo essenciais para manter o abastecimento do país, os caminhoneiros continuam sendo tratados como invisíveis.

Enquanto bilhões são destinados a shows e emendas parlamentares duvidosas, falta investimento na malha rodoviária nacional, nos pontos de apoio aos motoristas e em políticas de crédito e manutenção para caminhões. A classe, que carrega o país nas costas e está cada vez mais endividada com o custo do diesel e a falta de reajuste no frete, segue sendo ignorada por governos que, ironicamente, dizem representar o “Brasil dos brasileiros”.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

Duelo Esportivo: VW Nivus GTS x Fiat Fastback Abarth 

Com a chegada do novo Volkswagen Nivus GTS, o segmento de SUVs compactos com apelo esportivo ganha um novo e relevante capítulo. A proposta é clara: unir o visual arrojado com desempenho consistente e alto nível de tecnologia embarcada a baixo custo — em comparação com os esportivos de verdade. Mas para conquistar o público, o Nivus GTS precisará encarar um oponente à altura — o Fiat Fastback Abarth, que desde o lançamento se firmou como a principal referência em emoção ao volante dentro da categoria. 

A seguir, os dados técnicos e de equipamentos frente a frente para entendermos o que mais atende o apelo esportivo e se valem os R$ 171 mil cobrados, lembrando que mais de R$ 71 mil é a parte que fica com o governo em meio dúzia de impostos embutida no preço. 

Design: elegância esportiva ou agressividade escancarada? 

Enquanto o Nivus GTS aposta em uma evolução visual elegante, com detalhes escurecidos, rodas aro 18 e o emblemático logotipo GTS, o Fastback Abarth não faz concessões. Seu visual transmite esportividade desde o primeiro olhar, com para-choques mais encorpados, saias laterais, acabamento preto brilhante e o emblemático escorpião da Abarth marcando presença. Aliás, leia mais adiante o que é um verdadeiro Abarth na Europa. 

Vantagem: Fiat Fastback Abarth – mais ousado e emocional no apelo visual. 

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Motorização: a força por trás da estética 

Sob o capô, o Nivus GTS vem equipado com o conhecido motor 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 kgfm, aliado a um câmbio automático de seis marchas. É o mesmo conjunto do sedã VW Virtus Exclusive. Já o Fastback Abarth traz um conjunto mais potente: o 1.3 turbo de 185 cv e 27,6 kgfm, também com câmbio automático de seis marchas. 

Na prática, o Fastback Abarth entrega acelerações mais empolgantes e retomadas vigorosas — características que o colocam em outro patamar de esportividade. 

Vantagem: Fiat Fastback Abarth – mais potência e torque, com respostas mais intensas. 

VW Nivus GTS
O VW Nivus GTS traz mais tecnologia de segurança e discrição

Tecnologia: conectividade e segurança de fábrica 

O Nivus GTS é um dos SUVs compactos mais completos do mercado brasileiro quando se fala em tecnologia. Traz painel digital de 10,25”, central VW Play de 10,1”, carregador por indução e um pacote ADAS de respeito: controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem autônoma, detector de fadiga e assistente de faixa. 

O Fastback Abarth também traz painel digital e central multimídia, mas fica devendo em recursos avançados de assistência à condução. 

Vantagem: VW Nivus GTS – superior em segurança ativa e tecnologia embarcada. 

Preço e custo-benefício 

  • VW Nivus GTS: R$ 174.990 
  • Fiat Fastback Abarth: R$ 171.990 

A diferença de preço é pequena, mas significativa para quem prioriza desempenho — área onde o Abarth se destaca. Já o Nivus GTS se mostra mais vantajoso para quem valoriza tecnologia, segurança e refinamento. 

Análise Frota News

O duelo entre Nivus GTS e Fastback Abarth é, antes de tudo, uma disputa entre razão e emoção. O modelo da Volkswagen entrega uma experiência bem resolvida, equilibrada e tecnológica. Já o Fiat aposta em uma condução visceral, com mais potência e estilo agressivo. 

Se você busca um SUV compacto com visual imponente e desempenho bruto, o Fastback Abarth é sua melhor escolha.

Mas se prefere tecnologia de ponta, conforto e um toque esportivo bem dosado, o Nivus GTS será mais satisfatório no dia a dia.

Saiba mais sobre a marca Abarh

Embora o Fiat Fastback Abarth seja o modelo mais esportivo da Fiat no Brasil, ainda há uma distância considerável entre ele e o que se espera de um “verdadeiro Abarth” nos moldes europeus. Vamos aos pontos: 

  1. Ausência de ajustes de engenharia exclusivos da Abarth

Os modelos Abarth autênticos — como o 595 Competizione e o Abarth 124 Spider — passam por revisões profundas de chassi, suspensão, freios, direção e mapeamento de motor. No Fastback Abarth, temos: 

  • Motor já usado em outros modelos da Fiat (1.3 Turbo T270), 
  • Câmbio automático convencional de 6 marchas (não esportivo), 
  • Suspensão e freios com acerto mais firme, mas sem peças específicas da Abarth. 

Falta: engenharia dedicada Abarth com componentes retrabalhados ou exclusivos. 

2. Ronco esportivo… mas ainda domesticado 

Embora o Fastback Abarth tenha escapamento com som amplificado e uma “assinatura sonora” mais encorpada, ele não entrega a visceralidade acústica dos Abarths europeus, que são conhecidos por seus pops and bangs (estouros no escape), vibrações e resposta mais direta ao acelerador. 

Falta: escapamento esportivo de verdade, com emoção auditiva mais marcante. 

  1. Transmissão esportiva

Os Abarths clássicos geralmente usam câmbios manuais curtos ou automatizados com trocas rápidas, que ampliam a conexão entre carro e motorista. O câmbio automático do Fastback Abarth é confortável e funcional, mas não entrega esportividade na troca de marchas. 

Falta: transmissão mais engajada — seja manual ou com trocas ultrarrápidas. 

  1. Identidade de produto Abarth completa

Na Europa, Abarth é uma marca independente da Fiat, com posicionamento próprio, logo destacado, identidade visual única e produção limitada. No Brasil, o Fastback Abarth é um Fiat com roupagem Abarth: 

  • Painel é o mesmo dos outros Fastback, 
  • Interior muda pouco,
  • Experiência de marca ainda é tímida (sem showroom dedicado, por exemplo). 

Falta: uma imersão completa no universo Abarth, que vá além dos emblemas. 

O que ele tem de Abarth 

Apesar disso, o Fastback Abarth não é uma maquiagem rasa. Ele tem: 

  • A maior potência da linha Fiat nacional (185 cv), 
  • Direção recalibrada, 
  • Suspensão mais firme, 
  • Estética agressiva, 
  • Posicionamento acima do restante da gama. 

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Ou seja, é um produto com valor real, mas ainda não é um Abarth “puro-sangue” — é um Abarth “tropicalizado” para o nosso mercado. 

Se quiser, posso escrever uma matéria especial só sobre isso, com o título: 

“O que define um verdadeiro Abarth — e por que o Fastback ainda não chegou lá”. Deseja que eu redija esse conteúdo? 

 

Os motores mais potentes do agro e transporte, lado a lado

Quem trabalha com transporte sabe que o caminhão mais potente do mundo é o Scania, com o motor DC16 V8 de 770 cv. E agora, qual o trator com o motor mais potente do mundo? A Frota News não só vai apresentar este trator, como preparamos um comparativo exclusivo entre essas duas máquinas das indústrias do agro e transporte, que andam lado a lado.

O novo colosso da agricultura: John Deere 9RX 830

A John Deere comercializa no mercado brasileiro o trator 9RX 830 por R$ 6 milhões a unidade. Ele surpreende com seus impressionantes 830 cavalos de potência nominal e até 913 cv de potência máxima. 

Equipado com o robusto motor JD18 de 18 litros, seis cilindros em linha, turboalimentado em série, o 9RX 830 não é apenas o trator mais potente da história da John Deere — ele também é um dos mais potentes já fabricados no planeta para a agricultura comercial. 

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Voltado para grandes propriedades, sobretudo do Centro-Oeste brasileiro, o modelo já chegou com tecnologia embarcada de última geração, como o G5Plus CommandCenter™, JDLink™, além de estar preparado para operações autônomas. 

agro e transporte
O 9RX 830 está à venda no Brasil por R$ 6 milhões

Do outro lado da pista: Scania 770 S, o rei das estradas

Quando o assunto é potência sobre o asfalto, não há discussão: o trono continua nas mãos da Scania, com o imponente modelo 770 S. 

Seu motor DC16 V8 de 16,4 litros entrega 770 cavalos de potência e até 3.700 Nm de torque, o suficiente para enfrentar com maestria as estradas mais exigentes da América Latina — inclusive com cargas pesadas, em rotas de longa distância e terrenos montanhosos. 

agro e transporte
Motor Scania DC 16 V8 de 770 cv. Infelizmente, a John Deree não divulgou foto do motor do trator 9RX 830

Além da força, o 770 S se destaca por seu sistema de emissões com SCR e uso de AdBlue, e pela transmissão automatizada Opticruise G33CM, que garante suavidade e eficiência no consumo de combustível. 

Comparativo técnico: potência bruta x inteligência operacional

Característica  John Deere 9RX 830  Scania 770 S 
Potência nominal  830 cv  770 cv 
Potência máxima  913 cv  770 cv (limitada eletronicamente) 
Torque máximo  4.234 Nm  3.700 Nm 
Motor  JD18, 6 cilindros em linha, 18 L  DC16 V8, 16,4 L 
Aplicação  Agricultura pesada em larga escala  Transporte rodoviário de longa distância 
Transmissão  e21™ PowerShift (21 marchas)  Opticruise G33CM 
Tecnologia embarcada  JDLink™, G5Plus, SmartTurn  Conectividade Scania, freio auxiliar, ADAS 
Sistema de emissões  EGR (sem DEF)  SCR (com AdBlue) 

 

Tecnologia, potência e propósito

Apesar de operarem em mundos distintos, tanto o 9RX 830 quanto o 770 S representam o ápice tecnológico em seus respectivos setores. O trator da John Deere prioriza força contínua em terrenos agrícolas desafiadores e autonomia operacional, enquanto o caminhão da Scania aposta em eficiência, durabilidade e controle nas estradas. 

Ambos compartilham uma característica essencial: foram criados para não parar. 

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Do campo ao asfalto: dois mundos que se conectam

A conexão entre os setores agrícola e de transporte nunca foi tão evidente. A produção no campo depende diretamente da logística de escoamento — e, nesse elo, tratores como o 9RX 830 e caminhões como o Scania 770 S mostram que força, tecnologia e desempenho são os pilares que sustentam o Brasil produtivo. 

Na era da agricultura 5.0 e do transporte conectado, o desafio não é apenas ter a máquina mais potente, mas sim a mais eficiente, inteligente e integrada ao ecossistema de produção. 

Frota News segue acompanhando de perto os lançamentos que fazem história e movem o agro e o transporte para o futuro. 

 

Motociclistas em risco: o preço da logística urbana

Há alguns anos, após passar mais de 24 horas no Pronto Socorro do Hospital Risoleta Tolentina Neves, em Belo Horizonte, escrevi um artigo com o título “O que o e-commerce e o delivery têm a ver com a lotação dos hospitais”. O objetivo foi chamar a atenção das empresas que usa os serviços dos motociclistas para as entregas de suas mercadorias para o consumidor final e, mas não colaboram em quase nada para o aumento da segurança, seja com treinamento, fiscalização ou financiamento de equipamentos de segurança.  

Passados quatro anos, pouca coisa mudou. Aliás, houve o aumento da frota de motociclistas e, consequentemente, de acidentes que poderiam ser evitados, ou reduzidos, apenas com investimento em treinamento.

A frota de motocicletas no Brasil atingiu um novo recorde em 2024, com 28,2 milhões de unidades registradas, representando um aumento de 5,07% em relação ao ano anterior. Esse crescimento expressivo reflete uma tendência de mobilidade urbana mais acessível e econômica, mas também acarreta desafios significativos para a segurança no trânsito e para o sistema de saúde pública. 

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) indicam que o Brasil possui atualmente cerca de 35 milhões de motocicletas registradas, correspondendo a 28% da frota total de veículos no país. Em 2024, foram emplacadas aproximadamente 1,8 milhão de novas motos, o que equivale a cerca de 7,7 mil unidades por dia.  

Impacto na saúde pública

O aumento da frota de motocicletas tem sido acompanhado por um crescimento preocupante nos acidentes de trânsito envolvendo esses veículos. Em 2024, mais de 148 mil motociclistas foram internados no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a acidentes de transporte, gerando um custo de R$ 233,3 milhões para os cofres públicos, ou seja, para os contribuintes. 

Além dos custos financeiros, há um impacto social significativo. A maioria das vítimas são jovens entre 20 e 29 anos, o que representa uma perda considerável de força de trabalho e produtividade para o país. Estima-se que para cada motociclista hospitalizado, pelo menos quatro pessoas próximas são diretamente afetadas, seja por necessidade de cuidados, apoio financeiro ou reorganização da rotina familiar. 

As plataformas de aplicativos de entregas 

As plataformas de entrega por aplicativo no Brasil, como iFood, Uber, 99 e outras, têm enfrentado crescente pressão para adotar medidas que reduzam os acidentes envolvendo seus entregadores. Apesar de algumas iniciativas pontuais, especialistas e representantes da categoria apontam que as ações ainda são insuficientes diante do aumento da frota de motocicletas e dos riscos associados ao modelo de trabalho. 

Um dos maiores problemas é a renda dos entregadores insuficientes para compra de equipamentos de segurança e a correta manutenção das motocicletas. O iFood, líder no setor de delivery no país, afirma que desde 2022 vem promovendo aumentos na remuneração dos entregadores. Durante uma audiência pública na Câmera dos Deputados, em Brasília, o diretor de impacto social do iFood, Johnny Borges, prometeu um novo ajuste na remuneração dos entregadores ainda no primeiro semestre de 2025. Entretanto, representantes da categoria criticaram a falta de ações concretas das plataformas para melhorar as condições de trabalho e segurança.  

Outro problema apontado como causa dos acidentes é a remuneração por produtividade, que leva os entregadores a correrem mais e a negligenciarem as normas de segurança. O Ministério Público do Trabalho (MPT) identificou que a modalidade de entrega expressa do iFood pode violar a Lei 12.436/2011, conhecida como “Lei Habib’s”, que proíbe práticas que incentivem entregadores a acelerar suas motos, aumentando o risco de acidentes. Segundo o MPT, há indícios de que as plataformas não cumprem integralmente as normas de segurança previstas na legislação. 

Apesar das discussões e promessas na audiência pública, entregadores continuam enfrentando desafios significativos. Relatos indicam que, para evitar penalizações nos aplicativos, muitos se sentem pressionados a aceitar todas as corridas, mesmo em condições adversas, o que aumenta o risco de acidentes. Além disso, a falta de infraestrutura adequada, como pontos de apoio para descanso e higiene, e a ausência de políticas públicas eficazes de educação e fiscalização no trânsito agravam a situação.  

Desafios e medidas necessárias 

A crescente utilização de motocicletas, especialmente por trabalhadores de aplicativos de entrega, expõe uma parcela significativa da população a riscos elevados no trânsito. A falta de infraestrutura adequada, como faixas exclusivas e sinalização apropriada, aliada à ausência de políticas públicas eficazes de educação e fiscalização, contribui para o aumento dos acidentes. 

Para mitigar esses problemas, especialistas sugerem: 
  • Educação no trânsito: Campanhas de conscientização sobre segurança e respeito às leis de trânsito. 
  • Infraestrutura adequada: Investimentos em vias exclusivas para motocicletas e melhorias na sinalização. 
  • Fiscalização mais educativa e menos arrecadatória: Aumento da presença de agentes de trânsito com foco em educação e uso de tecnologias para monitoramento. 
  • Apoio aos motociclistas: Programas de capacitação e acesso a equipamentos de segurança de qualidade. 

Análise Frota News

O crescimento da frota de motocicletas no Brasil reflete mudanças nos padrões de mobilidade e trabalho, oferecendo vantagens em termos de economia e agilidade. No entanto, é imperativo que esse avanço seja acompanhado por políticas públicas que garantam a segurança dos motociclistas e a sustentabilidade do sistema de saúde. Sem ações coordenadas, o país continuará enfrentando desafios significativos relacionados aos acidentes de trânsito e seus impactos sociais e econômicos. 

Palavras do especialista

A Frota News convidou o jornalista e experiente instrutor de pilotagem na Abtrans, Tite Simões, para revisar e contribuir com seu conhecimento neste artigo. Confira! 

Informar, Qualificar e Fiscalizar 

Por Tite Simões   

Cerca de dez anos atrás, foi feita uma pesquisa em São Paulo, capital, para identificar o perfil da vítima de acidente com motos. Para surpresa geral, apenas 27% das vítimas era motociclistas profissionais, conhecidos como motoboys. A pandemia de Covid-19, em 2021, mudou completamente este panorama e criou relações trabalhistas, com muita gente trabalhando em regime de home-office.  

Não foi refeito o estudo, mas a quantidade de entregadores com motos na Grande São Paulo saltou de 250 para 400 mil. Números aproximados porque não há como quantificar com precisão por conta dos entregadores autônomos, sem vínculo com aplicativos.  

Além disso, a difícil mobilidade em uma cidade com 12,5 milhões de habitantes, empurrou muita gente para o uso de motos e bicicletas com assistência elétrica. No meu curso de pilotagem Abtrans recebo semanalmente dezenas de novos motociclistas que precisam da moto para melhorar a qualidade de vida. Vimos casos de pessoas que ficavam até quatro horas se deslocando em transporte público, que conseguiram reduzir para menos de uma hora. Este tempo que ganharam foi usado para estudar, ficar com a família ou até mesmo dormir mais um pouco. 

motociclistas
Tite Simões, jornalista e instrutor de pilotagem

Mas São Paulo não é o pior trânsito do Brasil em termos de vítimas. Quando se cruzam os dados de vítimas por usuário a capital paulista está em nono lugar. Nos primeiros lugares estão cidades do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Em algumas cidades o sistema de saúde já colapsou e perderam a capacidade de atender outras enfermidades. Com um agravante: a vítima de acidente de moto fica imobilizada por muito tempo, onerando também a seguridade social e toda uma cadeia de profissionais da saúde como fisioterapeutas. 

A única resposta para este quadro é um trabalho em três frentes: informação, qualificação e fiscalização. 

Sobre a Abtrans 

Abtrans – Academia Brasileira de Trânsito – foi criada em 2012 para atuar como uma pós-graduação da moto-escola. Hoje atende tanto motociclistas não habilitados quanto os já habilitados, mas sem experiência. Também atua nas empresas para reduzir os afastamentos de trabalho por acidente de percurso com moto, com palestras, campanhas e aulas práticas. As aulas são no Shopping D, zona norte de São Paulo. O site www.abtrans.com.br 

Análise: Frota News antecipou: China amplia compras de grãos e Brasil ganha protagonismo

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A escalada tarifária promovida por Donald Trump nos últimos meses reacendeu a guerra comercial entre EUA e China, levando o gigante asiático a buscar novos fornecedores agrícolas. Em abril, a China adquiriu 2,4 milhões de toneladas de grãos, principalmente soja do Brasil, consolidando o país como seu principal parceiro no setor — movimento já previsto no artigo Pegue o próximo desvio; soja a caminho da China, publicado pelo Frota News e assinado pelo jornalista Jorge Görgen.

A decisão da China está diretamente ligada às tarifas impostas por Trump, que elevaram as taxas sobre produtos chineses para até 145%. Como resposta, o governo chinês aplicou tarifas igualmente severas a grãos norte-americanos, como soja, milho e carne suína, impactando diretamente o tradicional eixo comercial entre as duas maiores economias do planeta.

Nesse novo cenário, o Brasil surge como a principal alternativa para suprir a demanda chinesa por grãos. A competitividade do agronegócio brasileiro, aliada à confiança comercial já estabelecida com a China, tem favorecido esse aumento nas exportações. Outros países, como Argentina e Ucrânia, também começam a se beneficiar dessa reconfiguração.

Ao mesmo tempo, o movimento chinês revela uma estratégia de médio e longo prazo: reduzir a dependência dos EUA, diversificar fornecedores e fortalecer sua segurança alimentar. Essa mudança estrutural pode reposicionar permanentemente o Brasil como player estratégico no fornecimento de commodities.

Apesar dos benefícios imediatos, especialistas alertam para a volatilidade do cenário internacional. A dependência excessiva de um único comprador e a imprevisibilidade da geopolítica global exigem planejamento de longo prazo e estratégias de mitigação de risco por parte dos exportadores brasileiros.


Leia o artigo:

Pegue o próximo desvio; soja a caminho da China  

 

Agrishow 2025 marca era dos veículos a etanol no agro

Se nas edições anteriores da Agrishow a presença de motores a etanol em tratores e máquinas ainda era tímida e experimental, a feira de 2025 consolidou o combustível renovável como protagonista no agronegócio brasileiro. Este ano, o etanol invadiu com força o coração do campo, impulsionando tratores, colhedoras, caminhões, ônibus e picapes com tecnologia de ponta. Em um setor sedento por soluções sustentáveis e eficientes, os lançamentos mostraram que o futuro já é uma realidade. 

Grunner lidera a transição com a primeira “Smart Machine” a etanol 

O grande destaque foi a Grunner, empresa brasileira que apresentou o ATR E, o primeiro transbordador de cana-de-açúcar movido 100% a etanol. Com um sistema inédito de combustão desenvolvido pela Sistemas DSA, o ATR E substitui apenas injetores e centrais eletrônicas do motor diesel original, mantendo 80% da estrutura mecânica. A conversão é rápida e reversível, durando cerca de quatro horas. 

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“É uma revolução silenciosa. Estamos mudando o DNA da máquina sem alterar sua alma” afirmou João Pedro Rassi, CEO da Grunner. O protótipo começa a operar ainda este ano em um projeto-piloto de 6.500 hectares. 

John Deere aposta no 8R a etanol para grãos e cana 

A gigante John Deere apresentou o 8R movido a etanol, adaptado com tecnologia de ciclo Otto para manter desempenho semelhante ao diesel. A proposta é reduzir emissões e custos em lavouras de grãos e cana, com uma solução realista e escalável. Embora ainda em fase de testes, o protótipo é visto como estratégico para o mercado brasileiro. 

Etanol no agro
John Deree 8R

Case IH e FPT: motores dedicados a etanol 

A Case IH também entrou no jogo com força. A marca levou à Agrishow sua primeira colhedora de cana-de-açúcar de duas linhas movida integralmente a etanol, que apresentou consumo de apenas 2,6 litros por tonelada de cana colhida. Já a FPT Industrial, do grupo CNH, desenvolveu motores dedicados a etanol — o Cursor 13 e o N67 Etanol — otimizados para esse combustível renovável. 

Volare: o híbrido brasileiro com etanol

O Volare Attack 9 Híbrido é um projeto ousado que aponta para o futuro do transporte limpo no Brasil. A combinação de um motor elétrico de 220 kW com um motor 1.0 a etanol — que atua como gerador para as baterias — elimina a necessidade de infraestrutura de recarga. Com autonomia de até 500 km, o modelo tem previsão de lançamento comercial para 2026 e promete revolucionar o mercado com sua proposta de híbrido 100% compatível com a malha de abastecimento do país. 

etanol no agro
Volare Attack 9 Híbrido

O etanol como protagonista da sustentabilidade 

No centro dessa revolução está o etanol — combustível renovável, abundante e já bem estabelecido na infraestrutura brasileira. Estudos apresentados durante a feira indicam que o uso de etanol pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa em relação ao diesel. 

Entretanto, desafios persistem. A menor densidade energética do etanol exige ajustes logísticos, como tanques maiores ou reabastecimentos mais frequentes. Além disso, as tecnologias a etanol ainda estão em fase de testes e validação, com previsão de comercialização a partir de 2026. 

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Cummins

Não foi apenas no setor de máquinas que o etanol brilhou. A Cummins apresentou seu motor conceito B6.7 a etanol, prometendo potência de 325 cv e torque de 895 Nm, equiparável a motores diesel.

Conclusão: o futuro está no campo 

Se a Agrishow 2025 revelou algo, é que o futuro da mecanização agrícola será movido a biocombustíveis. De tratores inteligentes a colhedoras robustas, o etanol emerge como solução concreta para um agronegócio mais verde, competitivo e alinhado com as metas globais de sustentabilidade. 

No pé vermelho das lavouras paulistas, o som dos motores agora carrega o perfume doce da cana-de-açúcar. E com ele, a esperança de uma nova era para o campo brasileiro. 

 

Agrale amplia portfólio de tratores com três novos modelos 

A Agrale, referência nacional na produção de tratores voltados para a agricultura familiar, anuncia o lançamento de três novos modelos. As novidades incluem os tratores 4125 e 4125 Cargo, que passam a integrar a consagrada Linha 4000, e o trator 525, novo integrante da Linha 500. 

O modelo 4125 foi desenvolvido especialmente para culturas enfileiradas e adensadas, como citros, café, uva e kiwi. Com design compacto e alta eficiência, o trator é ideal para operações em espaços reduzidos, oferecendo agilidade e produtividade. 

Já o 4125 Cargo surge como uma solução multifuncional voltada para pequenas propriedades. Projetado para o transporte de cargas, o modelo é perfeito para o dia a dia no campo, seja no escoamento de grãos, hortifruti, fertilizantes ou ração. Sua robustez e facilidade de operação se destacam como grandes diferenciais. 

Reforçando a Linha 500, o novo trator 525 é indicado para culturas abertas ou menos densas, atendendo a agricultores que necessitam de força, desempenho e resistência. O modelo foi desenhado para encarar as mais diversas condições de trabalho, com foco em produtividade e durabilidade. 

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Agronegócio precisa ser mais “pop” na COP30 

Segundo a Agrale, inovação e versatilidade são marcas registradas dos novos lançamentos, desenvolvidos para atender às diversas necessidades do pequeno produtor rural, com soluções práticas e adaptáveis a diferentes tipos de culturas e aplicações. 

História da Agrale  

O crescimento da Agrale no mercado agrícola, reforçado recentemente com o lançamento de novos modelos de tratores, está diretamente ligado à sua história de gestão familiar. A empresa pertence ao Grupo Francisco Stédile, um conglomerado de negócios que mantém há mais de seis décadas o controle da marca e sua forte atuação no setor industrial e agrícola brasileiro. 

Fundada em 1962, a Agrale deu seus primeiros passos na produção de motocultivadores agrícolas. Três anos depois, em 1965, foi adquirida por Francisco Stédile, empreendedor que apostou no potencial da mecanização para impulsionar a agricultura nacional. A partir de então, a Agrale consolidou-se como uma das pioneiras na fabricação de tratores de quatro rodas no Brasil, com produção no Rio Grande do Sul. 

O Grupo Stédile reúne hoje diversas empresas, como a Lintec, Agritech Lavrale, Fundituba e a Fazenda Três Rios, fortalecendo sua presença em setores que vão da indústria de motores e implementos agrícolas até a produção de grãos. Apesar da expansão dos negócios, a Agrale segue sendo a principal referência do grupo, com forte compromisso com a inovação e a agricultura familiar. 

O controle da empresa, que permanece nas mãos da família Stédile, confere à Agrale uma característica rara no setor: a de ser uma montadora genuinamente nacional. Essa identidade é considerada um diferencial competitivo, especialmente em um mercado dominado por grandes multinacionais. 

Com raízes firmes e olhar atento às necessidades do pequeno produtor, a Agrale continua investindo em tecnologia e desenvolvimento de produtos que aliam tradição, robustez e modernidade, reafirmando seu papel essencial no crescimento da agricultura brasileira. 

 

Mercedes-Benz Trucks desafia o Guinness World Book

Em uma ação ousada que une inovação tecnológica e responsabilidade social com o Guinness World Book, a Mercedes-Benz Trucks se prepara para tentar quebrar o recorde mundial de “maior distância percorrida em marcha ré por um caminhão articulado” com seu novod caminhão elétrico eActros 600. O objetivo é percorrer mais de 100 quilômetros sem interrupções – superando o recorde atual de cerca de 89 quilômetros, registrado em 2020 nos Estados Unidos com um caminhão a diesel. 

A tentativa está marcada para 4 de junho, na pista da Motorsport Arena, em Oschersleben, Saxônia-Anhalt, Alemanha. Após o desafio em circuito fechado, a missão continuará com mais 30 quilômetros de marcha ré em vias públicas, com escolta policial, até o recém-construído Daimler Truck Global Parts Center, em Halberstadt, que será inaugurado oficialmente em julho. 

No comando da façanha estará Marco Hellgrewe, oficial das Forças Armadas Alemãs e recordista desde 2008. Hellgrewe, de 50 anos, foi também o idealizador da nova tentativa, agora com um caminhão 100% elétrico. “Muita coisa mudou na tecnologia desde minha primeira viagem. O eActros 600 representa o futuro da mobilidade no transporte de longa distância”, afirma ele. 

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Tecnologia e simbolismo 

O eActros 600, lançado comercialmente em dezembro de 2024, é o carro-chefe da Mercedes-Benz Trucks para o transporte pesado de longa distância com emissão local zero de CO₂. Equipado com baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade superior a 600 kWh, o modelo atinge autonomias de até 500 quilômetros sem recarga intermediária e pode superar 1.000 quilômetros diários com pausas de carregamento rápidas. 

Mais que um feito técnico, a iniciativa busca promover temas essenciais: eletrificação do transporte, segurança rodoviária e valorização da profissão de motorista. “Essa atividade nos permite chamar a atenção para a necessidade de mais infraestrutura de carregamento e para o reconhecimento dos motoristas profissionais, que realizam verdadeiras proezas no trânsito diariamente”, destacou Rainer Müller-Finkeldei, Chefe de Engenharia de Produto da Mercedes-Benz Trucks. 

Parcerias sociais 

A tentativa de recorde contará com apoio das associações Blicki e.V. e PROFI – Pro Fahrer-Image e.V.. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre segurança no trânsito e melhorar a imagem dos motoristas profissionais. Os logotipos das entidades estarão estampados no caminhão e no semirreboque usados na tentativa, além de serem promovidas ações como cursos de segurança para crianças em escolas de Halberstadt. 

“Esta é uma oportunidade única de aumentar a valorização dos motoristas e mostrar o impacto positivo da inovação tecnológica no transporte”, disse o Prof. Dr. Dirk Engelhardt, presidente da PROFI. Já Dirk Hendler, diretor da Blicki eV, destacou: “Estamos entusiasmados em levar mais conscientização sobre segurança no trânsito às crianças e famílias.” 

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Rumo ao futuro

O recorde, se conquistado, será mais um marco para a Mercedes-Benz Trucks, que lidera esforços pela descarbonização do transporte rodoviário. A empresa também anunciou a criação de uma rede de mais de 3.000 pontos de carregamento rápido para caminhões elétricos na Europa até 2030. 

Além da infraestrutura, a marca investe fortemente em segurança, com sistemas como o Active Brake Assist 6, o Sideguard Assist 2 e o MirrorCam, que serão fundamentais para o sucesso da marcha ré – uma operação de extrema complexidade que exige máxima precisão e atenção do motorista. 

Para a Mercedes-Benz Trucks, o eActros 600 não é apenas um caminhão: é o emblema de uma nova era em que eficiência, inovação e responsabilidade social caminham lado a lado.