O mercado de caminhões semileves em 2025 segue aquecido, com destaque absoluto para a Mercedes-Benz, que domina o ranking dos modelos mais emplacados até abril, e Tesla Cybertruck é surpresa. Segundo dados de vendas acumuladas no ano, o Sprinter 417 ocupa o topo da lista com 500 unidades, o que representa expressivos 44,92% de participação de mercado.
oNa segunda colocação, também da montadora alemã, está a Sprinter 517, que alcançou 263 unidades comercializadas, respondendo por 23,63% do mercado. Juntas, as duas versões da Sprinter somam mais de dois terços das vendas no segmento.
A Iveco aparece em seguida com força, colocando três modelos no top 10. A Daily 45-170 e a Daily 55C17 compartilham a terceira e quinta posições, com 119 e 51 unidades vendidas, respectivamente. Já a Daily 65-170 figura em sétimo lugar, com 8 emplacamentos.
A chinesa Foton também marca presença com o Aumark S 315, que divide a terceira colocação com a Daily 45-170 (ambos com 119 unidades e 10,69% de participação). O modelo registrou alta nas vendas em abril, passando de 30 para 43 unidades em relação ao mês anterior.
Outro destaque curioso do ranking é o Cybertruck da Tesla, que aparece em sexto lugar, com 16 unidades vendidas no acumulado. Apesar de ser um produto mais recente e com proposta tecnológica distinta, começa a conquistar espaço no segmento de veículos comerciais leves no Brasil.
A Mercedes-Benz ainda figura entre os dez com mais dois modelos: a Sprinter 416, com 8 unidades (0,72%), e um modelo geral identificado apenas como “Sprinter”, com 6 unidades (0,54%).
Ranking dos 10 caminhões semileves mais vendidos em 2025 (até abril)
Posição
Modelo
Acumulado 2025
Participação
1º
M.Benz/Sprinter 417
500
44,92%
2º
M.Benz/Sprinter 517
263
23,63%
3º
Iveco/Daily 45-170
119
10,69%
4º
Foton/Aumark S 315
119
10,69%
5º
Iveco/Daily 55C17
51
4,58%
6º
Tesla/Cybertruck
16
1,44%
7º
Iveco/Daily 65-170
8
0,72%
8º
M.Benz/Sprinter 416
8
0,72%
9º
Iveco/Daily 55-170
6
0,54%
10º
M.Benz/Sprinter
6
0,54%
Ao todo, foram emplacadas 1.113 unidades de caminhões semileves no quadrimestre. A tendência aponta para a continuidade da hegemonia da Mercedes-Benz no segmento, mas a movimentação de outras marcas, como Iveco, Foton e Tesla, demonstra um mercado competitivo e em transformação.
Alta na demanda é puxada por serviços de entrega e uso como
segundo veículo nas famílias. E veja a lista das 20 motos mais vendidas!
O mercado brasileiro de motocicletas segue em trajetória de crescimento sólido em 2025. De janeiro a abril, foram emplacadas 656.600 motos, o que representa um avanço de 8,96% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 602.596 unidades haviam sido licenciadas. Os dados foram divulgados pela Fenabrave (entidade que representa as concessionárias autorizadas) nesta semana.
Mesmo diante de um cenário em que o crédito continua seletivo, a demanda por motos segue aquecida, impulsionada por dois fatores principais: o aumento dos serviços de entrega e o uso crescente da motocicleta como segundo veículo em muitas famílias brasileiras.
Segundo Arcélio Junior, presidente da Fenabrave, o consórcio e o pagamento à vista têm ganhado relevância como formas de aquisição, sendo responsáveis, cada um, por cerca de 33% das vendas de modelos com até 300 cilindradas — faixa que representa cerca de 80% do mercado atual.
Abril mantém ritmo de crescimento
Somente em abril foram emplacadas 182.676 unidades, alta de 10,04% frente a março (166.013 unidades) e crescimento de 7,27% na comparação com abril de 2024 (170.299 unidades). O número consolida um dos melhores meses do setor nos últimos anos e reforça a recuperação sustentada do segmento.
Ranking: as motos mais vendidas em abril de 2025
Entre os modelos mais emplacados no mês passado, a Honda CG 160 liderou com folga, somando 39.020 unidades vendidas. Em seguida, aparecem a Honda Biz (22.613) e a Honda Pop 110i (19.841).
Dois destaques movimentaram o ranking de abril:
A Mottu Sport 110i, voltada para o uso profissional, superou pela primeira vez a marca de 10 mil emplacamentos (10.241 unidades), consolidando-se como uma alternativa de entrada no setor de entregas.
Já a Shineray JET125SS estreou entre as dez motos mais vendidas do país, com 3.781 unidades, demonstrando a força crescente da marca no segmento de baixa cilindrada.
Veja o ranking completo das 20 motos mais vendidas em abril de 2025:
Honda CG 160 – 39.020
Honda Biz – 22.613
Honda Pop 110i – 19.841
Honda NXR160 Bros – 16.225
Mottu Sport 110i – 10.241
Honda CB 300F Twister – 5.877
Yamaha YBR 150 Factor – 5.517
Honda PCX 160 – 4.730
Honda XRE 300 Sahara – 4.013
Shineray JET125SS – 3.781
Yamaha Fazer 250 – 3.604
Yamaha XTZ 250 Lander – 3.445
Yamaha Fazer 150 – 3.425
Honda XRE 190 – 3.180
Honda Elite 125 – 2.989
Shineray SHI 175 – 2.609
Yamaha Crosser 150 – 2.510
Yamaha NMAX – 2.319
Shineray JET 50 – 1.724
Shineray JEF 150 – 1.677
Com a perspectiva de manutenção da demanda elevada e crescimento contínuo nos serviços de mobilidade, o setor de duas rodas deve continuar sendo um dos pilares do mercado automotivo brasileiro em 2025.
A MXP Transportes, com sede em Vinhedo (SP), anunciou a contratação de Rodrigo Chagas como novo gerente de Operações. A chegada do executivo marca um passo estratégico da companhia rumo ao fortalecimento de suas soluções logísticas em todo o território nacional.
Engenheiro de Produção com mais de 20 anos de experiência, Chagas construiu uma carreira sólida nas áreas de Supply Chain, Logística, E-Commerce, Projetos e Inovação. Ao longo de sua trajetória, atuou em empresas de destaque nos setores de bebidas, varejo e operadores logísticos, sempre com foco na otimização de processos e geração de valor.
“Estou muito contente em fazer parte do time MXP. Meu objetivo na empresa é otimizar o nível de atendimento logístico, além de estruturar novas linhas de serviços e contribuir para geração de valor nos processos de nossos clientes. Vamos juntos em 2025 alavancar resultados e fortalecer o atendimento logístico da MXP”, afirma o novo gerente de Operações.
A MXP Transportes oferece soluções completas de entrega de ponta a ponta e atua em todo o Brasil. Seu portfólio contempla diversos segmentos, como médico, farmacêutico, cosmético, alimentício, sanitizantes, químicos não perigosos, higiene e limpeza, pet care e pet food, acessórios esportivos, módulos metálicos pré-fabricados e cargas especiais.
Com a chegada de Rodrigo Chagas, a expectativa é de que a empresa ganhe ainda mais fôlego para atender com excelência seus clientes e ampliar sua presença em mercados estratégicos.
Transporte de medicamentos
Confira também as dicas da farmacêutica Fabíola Biagini, responsável pelas operações da MXP Transportes, sobre os cuidados importantes para o transporte de medicamentos:
Para transportar qualquer tipo de produto é necessária uma atenção especial, então imagina os cuidados que devemos ter no transporte de medicamentos e cosméticos? Esse tipo de produto precisa de alguns cuidados especiais na hora do transporte para evitar danos na mercadoria.
Para entregarmos tudo com segurança e efetividade nós da MXP nos preocupamos com a logística do início ao fim seguindo os procedimentos necessários e obrigatórios durante todo o trajeto para garantir a segurança de tudo. Atendemos o setor de saúde humana, pet e cosméticos, por esse motivo também temos uma atenção redobrada em todo o processo garantindo qualidade e segurança.
Confira os principais pontos e cuidados para o transporte de cosméticos:
Planejamento: É de extrema importância ter um plano estratégico bem definido de todo o processo logístico. Além disso também contamos com uma equipe qualificada para garantir a melhor qualidade e entrega no transporte da mercadoria;
Tecnologia: Contamos com softwares de última geração para otimizar as rotas e agilizar o processo entregando ainda mais eficiência nas operações, temos as informações em tempo real.
Cumprir com os prazos: Atendemos com transparência para garantir prazos de entrega, no seguimento que atuamos isso é primordial.
Respeitar as normas da Anvisa: Para transportar medicamentos e cosméticos é obrigatório ter todas as licenças da Anvisa. As licenças são necessárias pois esses produtos exigem cuidados no manuseio e no transporte.
Nós da MXP nos preocupamos com todos esses pontos e entregamos soluções de entrega para todo o Brasil com todo o cuidado e segurança oferecendo sempre o melhor para os nossos clientes.
O avanço da eletrificação no transporte coletivo coloca o Brasil entre os três países da América Latina com maior número de ônibus elétricos em circulação. Com uma frota nacional em franca expansão, o país está alinhado à agenda global de descarbonização, ocupando uma posição de destaque na corrida pela mobilidade sustentável.
De acordo com dados do E-Bus Radar — iniciativa do projeto Zebra, uma parceria entre o ICCT (Conselho Internacional de Transporte Limpo) e o C40 Cities — a frota de ônibus elétricos na América Latina atingiu 6.725 veículos em 2025. Desse total, 1.183 circulam no Brasil, o que coloca o país na terceira colocação do ranking regional. O líder é o Chile, com 2.659 ônibus, seguido pela Colômbia, com 1.590 unidades.
O crescimento é notável: em 2017, havia apenas 725 ônibus elétricos em toda a região. Em oito anos, o número saltou 806%, impulsionado por políticas públicas voltadas à mitigação das mudanças climáticas e pela crescente demanda por transporte público de baixa emissão.
Além do avanço quantitativo, o impacto ambiental positivo é expressivo. Com a ampliação da frota, a América Latina evitou a emissão de cerca de 6.939 mil toneladas de CO2. Em 2017, esse número era de apenas 81,4 mil toneladas — uma redução de emissões 8.400% maior no comparativo com o cenário atual.
As cidades que lideram essa transformação são Santiago (Chile), com 2.480 ônibus elétricos; Bogotá (Colômbia), com 1.486; e São Paulo, com 632 unidades em circulação. A capital paulista se destaca ainda mais ao somar 789 ônibus elétricos — somando modelos a bateria e trólebus — e evitar, sozinha, a emissão de 676,85 mil toneladas de CO2.
No quesito fabricantes, a chinesa BYD lidera com folga na América Latina, com 2.678 veículos elétricos em operação. Em seguida vêm Foton, Yutong Bus e Eletra. No Brasil, porém, o domínio é da Eletra, com 691 ônibus elétricos circulando, seguida pela própria BYD (90 unidades) e pela Mercedes-Benz, que já conta com 62 veículos elétricos nas ruas.
O avanço da eletrificação dos transportes reforça o papel do Brasil como protagonista na transição energética da mobilidade urbana. A tendência é de crescimento acelerado, tanto em termos de frota quanto de investimentos, consolidando o país como um dos líderes regionais no transporte coletivo sustentável.
Criada em 1925 com o nome “Diesel Engine Lubricant by Vacuum Oil” — cuja sigla originou o nome atual — a linha Mobil Delvac completa 100 anos de atuação como no segmento de lubrificantes para motores a diesel. Com produtos sintéticos, semissintéticos e minerais, a linha é voltada para uma ampla gama de aplicações: caminhões, ônibus, veículos urbanos de carga e maquinário utilizado na construção, mineração e agricultura.
Ao longo de sua trajetória centenária, a Mobil Delvac acompanhou e impulsionou as transformações do transporte e da indústria pesada, firmando uma relação de confiança com mais de 2 milhões de transportadores em todo o Brasil.
A história da Mobil Delvac é marcada por avanços técnicos que a posicionaram entre as principais marcas globais de lubrificantes para pesados. Confira alguns dos momentos emblemáticos:
Década de 1930 – Expansão e inovação: com o crescimento do transporte rodoviário, a marca aprimorou suas formulações para proteger os motores contra desgaste e corrosão.
Década de 1950 – Lubrificantes sintéticos: em antecipação a eventuais escassezes de petróleo, a Mobil Delvac desenvolveu soluções sintéticas para garantir o fornecimento contínuo.
Década de 1990 – Desempenho e economia: diante do aumento dos custos operacionais, a marca inovou para estender a vida útil dos motores e reduzir paradas para manutenção.
2005 – Recorde mundial: um caminhão Kenworth T400, utilizando Mobil Delvac™, entrou para o Guinness Book como o caminhão a diesel mais rápido do mundo, atingindo média de 182 km/h.
2017 – Chegada do Mobil Delvac Evolution ao Brasil: pioneira no lançamento de lubrificantes com tecnologia API CK-4, a marca trouxe ao país um novo patamar de desempenho para motores pesados.
2023 e 2024 – Inovações para o futuro: com foco nos motores Euro VI e anteriores, a Mobil Delvac reformulou embalagens e lançou produtos com maior intervalo de troca e mais tecnologia embarcada.
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Para celebrar o centenário, a Mobil preparou uma agenda especial ao longo de 2025, com ativações voltadas ao público apaixonado por veículos pesados. A programação inclui eventos, ações promocionais e conteúdo nas redes sociais.
A linha Mobil Delvac faz parte da família de lubrificantes Mobil, presente em diversos setores — da agricultura à indústria aeroespacial, do transporte terrestre ao marítimo.
Lançada no Brasil no fim de 2024, a Mercedes-Benz eSprinter já está rodando por aqui, e tive a oportunidade de colocar à prova a primeira van elétrica da marca alemã nas ruas da cidade de São Paulo. A saber, o teste revelou uma van ágil, com um nível de silêncio e tecnologia embarcada que a coloca num novo patamar dentro do segmento de veículos comerciais leves.
Com quase meia tonelada de equipamentos no compartimento de carga e rotas que misturam avenidas movimentadas, rampas e trechos de trânsito pesado, a eSprinter demonstrou equilíbrio, força e, principalmente, eficiência energética.
Primeiras impressões: robustez elétrica e zero ruído
A ausência total de ruído mecânico impressiona. Em contraste com o som característico dos motores a combustão, a eSprinter se movimenta suavemente, o que contribui para o conforto do motorista — especialmente em turnos longos ou áreas residenciais onde o silêncio é valorizado.
O motor elétrico, montado no eixo traseiro, entrega 200 cv de potência instantânea com torque imediato, o que se traduz em arrancadas rápidas mesmo com carga. Nas subidas da região da Lapa, por exemplo, a van manteve a linearidade sem esforço.
Autonomia e recarga: liberdade operacional ampliada
Testamos a versão com bateria de 81 kWh, que é a maior oferecida pela marca. E promete até 329 km de autonomia. Pois no nosso percurso misto (urbano e intermunicipal), com ar-condicionado ligado e carga parcial, percorremos 432 km com uma única recarga. Que é um desempenho excelente para a realidade brasileira.
Aliás, o carregamento foi feito em wallbox de 22 kW, fornecido pela própria Mercedes-Benz, e levou cerca de 6 horas para carga total. Em carregadores rápidos, a marca informa que é possível chegar a 80% da carga em menos de 45 minutos.
Condução e tecnologia embarcada: padrão premium
A eSprinter carrega o DNA da marca também no acabamento e na ergonomia. O sistema MBUX com tela tátil de 10,25”, comandos intuitivos e integração com smartphone via Android Auto e Apple CarPlay sem fio facilita a rotina do motorista, inclusive com navegação adaptada para rotas urbanas e pontos de recarga. Aliás, vale ressaltar que, por ter importada da Alemanha, a eSprinter traz volante e MBUX atualizados em relação às versões a diesel.
Na foto à direita, estamos na Rodovia Ayrton Senna; e nas fotos da esquerda, a tela com informações sobre a bateria, e a tela que permite configurar o modo de condução: Comfort, Eco e Maximum Range, ou seja, potência máxima. Na nossa experiência, o modo Eco deixa o furgão lento de mais e desconfortável de conduzir
Os sistemas de assistência, como a frenagem autônoma de emergência (ABA) só entra em ação quando a van está milímetros distante do obstáculo, gerando assim um susto e a impressão que a batida ocorreu. Mas na verdade, ele evitou a colisão. Já o assistente de vento lateral entra em ação discretamente, mas garante estabilidade em trechos rápidos. A direção elétrica é leve e responde bem, mesmo carregada.
A velocidade máxima da eSprinter é limitada eletronicamente a 90 km/h, o que atende às exigências da maioria das vias brasileiras. No entanto, durante o teste, o furgão rodamos em rodovias com limites de 110 km/h e 120 km/h, e o limite de 90 km/h pode gerar preocupação, pois impossibilita ultrapassagens em tempo hábil, obrigando um comercial leve rodar no limite de velocidade dos caminhões. No entanto, essa limitação pode ser resolvida facilmente: basta pedir no concessionário para alterar a limitação de velocidade máxima para 120 km/h.
Capacidade e versatilidade
Aliás, a versão testada foi o Furgão com teto alto e PBT de 4,25 toneladas. Que oferece excelente espaço interno e possibilidade de adaptação para diferentes aplicações — carga seca, refrigerada, ambulância, entre outros. E a suspensão traseira foi ajustada para lidar com o peso extra das baterias. Pois mantém a dirigibilidade sem comprometer o desempenho.
Faróis em LED e novo volantes já são componentes autalizados em relação aos modelos a diesel vendidos na América do Sul
Veredito Frota News
A eSprinter não é apenas uma adaptação elétrica da Sprinter tradicional — ela é um novo conceito de transporte comercial. Pensada para a transição energética, ela alia alta autonomia. E conta com tecnologia de ponta. Pois oferece excelente capacidade de carga.
É claro que o preço inicial — entre R$ 482 mil e R$ 598 mil — pode assustar. Mas para operações com foco em redução de emissões, economia de combustível e isenção de rodízio, o investimento se paga com previsibilidade e imagem de sustentabilidade.
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Empresa reforça liderança em implementos rodoviários com a implementação da metodologia FMEA de gestão de riscos mais eficaz do setor
A gestão de riscos é hoje uma prioridade estratégica para a indústria global, e a Noma do Brasil, uma das maiores fabricantes de implementos rodoviários do país, está dando um passo decisivo para elevar ainda mais seus padrões de qualidade e inovação. A companhia adotou a metodologia FMEA (Failure Modes and Effects Analysis em inglês ou Análise de Modos de Falha e Efeitos, em português) como parte fundamental de sua estratégia de excelência operacional, segurança e confiabilidade.
Com um mercado cada vez mais exigente em termos de robustez e durabilidade dos produtos, a FMEA surge como uma ferramenta indispensável para antecipar problemas, corrigir falhas potenciais e fortalecer a imagem da marca.
O que é o FMEA e por que é tão importante?
Originalmente desenvolvido para setores como o aeroespacial e automotivo, o FMEA é uma metodologia sistemática para identificar possíveis falhas em projetos e processos antes que elas aconteçam. O objetivo é analisar os efeitos e causas das falhas, priorizar os riscos e implementar ações corretivas de forma preventiva.
Existem diferentes modalidades da ferramenta:
DFMEA (Design FMEA): voltado para o desenvolvimento de produtos.
PFMEA (Process FMEA): focado nos processos de fabricação.
MFMEA e SFMEA: aplicados à manufatura e aos serviços, respectivamente.
Com o FMEA, empresas conseguem reduzir custos operacionais, aumentar a satisfação dos clientes, melhorar a confiabilidade dos produtos e atender às rigorosas normas de qualidade e segurança.
A Iniciativa da Noma do Brasil
Equipe da Noma do Brasil durante treinamento interno de FMEA: foco na prevenção de falhas, melhoria contínua e excelência nos processos industriais
A decisão de adotar o FMEA faz parte da visão estratégica da Noma de consolidar sua posição como líder em qualidade e inovação no mercado de implementos rodoviários.
“Em um mercado cada vez mais exigente, ações que minimizem os efeitos de eventuais falhas elevam a robustez dos nossos produtos. Isso é fundamental para garantir a satisfação dos clientes e reforçar nossa posição de liderança”, destacou a direção da empresa.
Inicialmente, o FMEA foi implementado nas áreas de Engenharia de Produto, Engenharia de Processos e Produção, impactando diretamente a confiabilidade, durabilidade e qualidade dos implementos.
A demanda do mercado por produtos que reduzam paradas não programadas e aumentem o valor de revenda também influenciou a decisão da empresa de investir fortemente na ferramenta.
Para garantir o sucesso da implementação, a Noma desenvolveu um programa de capacitação estruturado em etapas, com treinamentos teóricos ministrados por especialistas e workshops práticos aplicados diretamente nos projetos.
Mais de 100 colaboradores foram treinados, abrangendo as áreas de Engenharia, Produção, Qualidade, Pós-Vendas e Suprimentos. Profissionais com sólido conhecimento técnico, capacidade analítica e experiência prática foram selecionados para compor as equipes de FMEA.
Impactos esperados e benefícios
A expectativa da Noma é transformar a rotina de seus processos internos, integrando a análise de riscos como prática cotidiana desde o desenvolvimento até a produção.
Entre os principais ganhos previstos com a aplicação do FMEA, estão:
Redução significativa de falhas em campo
Aumento da confiabilidade e durabilidade dos implementos
Melhoria no índice de satisfação do cliente
Eficiência nos processos internos
Redução de custos com retrabalho e manutenção
Indicadores específicos de desempenho (KPIs) foram definidos para medir o sucesso da implementação, como a diminuição de não conformidades internas e externas, aumento do tempo médio entre falhas e melhoria nos índices de atendimento pós-venda.
Uma cultura de prevenção contínua
A adoção do FMEA na Noma é parte de um plano mais amplo de inovação e excelência, que inclui:
Filosofia Kaizen (melhoria contínua)
Práticas Lean Manufacturing
Modernização dos processos produtivos
Investimentos em tecnologia e digitalização de produtos
A empresa também pretende criar um banco de dados interno de modos de falha, acelerando futuras análises e garantindo ainda mais assertividade nas ações preventivas.
“Estamos reforçando a cultura de prevenção através de treinamentos contínuos, revisão periódica dos FMEAs implantados e reconhecimento das equipes que antecipam riscos”, afirmou a direção da Noma.
Futuro da Gestão de Riscos na Noma
Após a primeira fase de implementação nas áreas internas, a Noma planeja expandir a metodologia para novos projetos e fornecedores estratégicos, fortalecendo toda a sua cadeia de valor.
Essa transformação representa um marco para a empresa.
Inspirada nas melhores práticas globais e no seu DNA de robustez e inovação, a Noma do Brasil mostra que, na estrada da melhoria contínua, não há linha de chegada — há apenas novos caminhos para evoluir.
A Expresso Guanabara anunciou a compra de 30 novos ônibus Comil Campione Invictus, com investimento superior a R$ 60 milhões. O plano inclui a estreia do serviço Leito Cama, com 10 ônibus Double Decker configurados para oferecer mais conforto em rotas como Fortaleza–Teresina, Fortaleza–Recife e Fortaleza–Natal.
A saber, outros 20 veículos modelo Invictus 1200, com 46 poltronas Semileito, atenderão rotas intermunicipais e o Sudeste. A Mercedes-Benz monta todos os ônibus sobre chassis O-500 RSD BlueTec 6, priorizando desempenho e sustentabilidade.
“Esse investimento reflete a nossa estratégia de renovar constantemente a nossa frota e implementar os serviços já desejados pelos nossos clientes. Através de pesquisas, nós constatamos o desejo de um serviço Premium Max”, afirma Rodrigo Mont’Alverne, gerente de marketing da empresa.
Aliás, com ar-condicionado, poltronas reclináveis, conectores USB, elevador de acessibilidade e sanitário, a Guanabara amplia sua aposta em conforto, inovação e experiência do passageiro.
Ouro e Prata renova frota com 50 novos ônibus Marcopolo Paradiso G8
A Viação Ouro e Prata, uma das maiores operadoras de transporte rodoviário do Brasil, anunciou que renovou sua frota com 50 novos ônibus da fabricante Marcopolo. A empresa adquiriu os modelos Paradiso 1800 DD G8, Paradiso 1600 LD G8 e Paradiso 1200 G8. E ela os utilizará em linhas rodoviárias nos estados de maior operação, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará.
Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais da Marcopolo, destacou a importância da colaboração. E a parceria com a Ouro e Prata é um exemplo para o segmento de transporte rodoviário do País. Pois o relacionamento entre as empresas permite que desenvolvamos soluções sob medida para as necessidades e características das linhas operadas pela empresa. Outro destaque é a grande venda do modelo Paradiso 1600 LD. Que permite à Ouro e Prata ampliar a sofisticação e exclusividade do seu serviço premium.
Diferenciais dos novos veículos
Os 50 novos ônibus da Ouro e Prata contam com diversas configurações, incluindo poltronas leito, leito cama e semileito, todas equipadas com tomadas USB, descanso para as pernas, porta-copos e porta-revistas. Além disso, os veículos possuem sanitário, sistema de ar-condicionado, dispositivo de acessibilidade e internet Wi-Fi, garantindo uma experiência de viagem completa e confortável para os passageiros.
História da Viação Ouro e Prata
Fundada em 1939, a Viação Ouro e Prata iniciou suas atividades como empresa de transporte de carga e passageiros em Crissiumal, no Rio Grande do Sul. Ao longo dos anos, a empresa consolidou sua posição de liderança no mercado brasileiro, investindo assim em inovação, tecnologia e capacitação de pessoas. Atualmente, a Ouro e Prata se destaca pela segurança, conforto e frota moderna, oferecendo serviços de alta qualidade aos seus clientes.
Saiba mais:
Grupo Parvi e JAL renovam frotas com Marcopolo e Mercedes-Benz
Os modelos da Marcopolo e o MB OF 1721
Esta semana, empresas anunciaram duas importantes renovações de frotas no setor de transporte de passageiros no Brasil. A saber, o Grupo Parvi adquiriu 212 ônibus com carroceria Marcopolo para a Parvi Transportes, ampliando sua atuação no Norte e Nordeste. Já o Grupo JAL, do Rio de Janeiro, reforçou sua frota com 70 unidades do chassi Mercedes-Benz OF 1721, reafirmando seu compromisso com eficiência e sustentabilidade no transporte urbano.
Parvi Transportes
O Grupo Parvi, um dos principais conglomerados do setor de mobilidade do Brasil, realizou um grande investimento na renovação da frota da Parvi Transportes. Aliás, a empresa adquiriu 212 ônibus com carroceria Marcopolo, reforçando sua atuação no transporte de passageiros e reafirmando seu compromisso com qualidade, segurança e conforto.
A Parvi Transportes opera há quase três décadas e está presente em seis estados brasileiros – Pernambuco, Bahia, Maranhão, Ceará, Amazonas e Pará (Barcarena e Parauapebas). A renovação da frota inclui modelos rodoviários Paradiso 1800 Double Decker, Ideale 800 e micro-ônibus Senior na versão fretamento.
Até o momento, 154 unidades já foram entregues pela Polobus, que é distribuidora oficial da Marcopolo na região. E esses ônibus estão em operação nas cidades de São Luís, no Maranhão, e Parauapebas, no Pará, pois atendem a demandas da Vale. Do total, foram entregues 98 unidades do Ideale 800 e 56 do Senior. Além disso, os 50 Ideale 800 restantes e os oito Paradiso 1800 DD serão entregues até abril.
O interior do Senior
As poltronas do Senior
Os modelos Senior e Ideale 800
O programa de renovação de frota da Parvi Transportes é referência para o mercado brasileiro. E garante tanto aos passageiros quanto aos motoristas acesso aos modelos mais avançados do setor, pois oferece benefícios que se traduzem em segurança, conforto e eficiência. Além disso, é importante destacar a primeira aquisição de ônibus rodoviários Paradiso G8 1800 DD pela Parvi. Que serão destinados às operações de turismo na região Nordeste, afirma Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais mercado interno e marketing da Marcopolo.
Grupo JAL faz aquisição com o programa Refrota
Além da Parvi Transportes, outro destaque no setor é o Grupo JAL, de São João do Meriti (RJ), que recentemente adquiriu 70 unidades do chassi Mercedes-Benz OF 1721 para suas empresas Flores e Real Rio. O modelo, líder de vendas há mais de uma década, é reconhecido pela eficiência no transporte urbano e de fretamento. A aquisição foi realizada por meio do programa Refrota, do Governo Federal, com financiamento via Banco Mercedes-Benz.
O Grupo JAL também investiu em 16 unidades do OF 1619, equipadas com a tecnologia BlueTec 6, que reduz emissões de poluentes e reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade.
“Nossa empresa é certificada com o Selo Verde, que identifica veículos ecologicamente corretos a serviço dos usuários e da sociedade”, destaca Sérgio Lavouras, acionista do Grupo JAL.
Demanda recorde, baixa vacância e investimentos bilionários impulsionam o mercado de galpões logísticos no Brasil, com destaque para projetos em
São Paulo, Paraná e Santa Catarina que visam atender transportadores,
operadores logísticos, e-commerces e data centers
O mercado de galpões logísticos no Brasil atravessa um momento histórico de expansão em 2025. A absorção bruta no primeiro trimestre alcançou 1,1 milhão de metros quadrados, o maior volume registrado nos últimos quatro anos, segundo dados da Binswanger Brazil. Essa forte demanda, somada à entrega abaixo do esperado de novos empreendimentos e à baixa taxa de vacância, tem pressionado os preços de aluguel em todo o país.
A vacância caiu para 7,9%, o menor índice da história, enquanto o preço médio nacional de locação chegou a R$ 29,10/m², com aumento de 11,6% em relação ao ano anterior. Em São Paulo, o valor é ainda mais alto: R$ 31,80/m², com salto de 17%.
Com atrasos estimados em 20% nas entregas previstas para este ano, o mercado deve se manter aquecido até o fim de 2025, o que tem impulsionado investimentos bilionários em infraestrutura logística em estados estratégicos como São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
O cenário é explicado por uma combinação de entregas abaixo do esperado e forte demanda por espaços bem localizados e estruturados, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. De acordo com André Romano, diretor da JLL, “a escassez de novos imóveis e a alta demanda continuam a impactar diretamente os preços”.
A consultoria estima que, mesmo com novos projetos em andamento, cerca de 20% do estoque previsto para 2025 pode sofrer atrasos, mantendo o mercado em equilíbrio até o final do ano.
Fulwood estreia em Santa Catarina com parque logístico de R$ 115 milhões
A Fulwood, uma das principais desenvolvedoras de condomínios logístico-industriais do Brasil, anunciou sua estreia em Santa Catarina com o lançamento do GCR Business Park, empreendimento de R$ 115 milhões localizado entre Florianópolis e o Porto de Itajaí. Com inauguração prevista para maio, o condomínio contará com 50.102,89 m² de área locável, oferecendo infraestrutura moderna para empresas dos setores de varejo, alimentos, bebidas, farmacêutico, autopeças, logística e indústrias leves.
O projeto inclui galpões de alto padrão, com pé-direito de 12 metros, piso com capacidade para 6 toneladas/m², vãos livres de até 22,5 metros, ventilação cruzada e isolamento termoacústico, além de 104 vagas para carretas e carros, carregamento para veículos elétricos, portaria blindada e monitoramento 24h.
“O GCR Business Park reforça o compromisso da Fulwood com o desenvolvimento do setor logístico em Santa Catarina”, afirma Gilson Schilis, CEO da Fulwood. A empresa encerrou 2024 com taxa de vacância de apenas 2,3%, e deve entregar 150 mil m² de ABL em 2025, incluindo também o Guarulhos Business Park, já inaugurado.
Galoppo investe R$ 1 bilhão em novo polo logístico no Rodoanel
Um dos maiores movimentos no setor vem da gestora de fundos imobiliários Galoppo, que anunciou a construção de um megaempreendimento logístico em Santana do Parnaíba (SP), com investimento estimado em R$ 1 bilhão. O projeto, localizado às margens do Rodoanel, contará com três galpões totalizando 260 mil m² de Área Bruta Locável (ABL).
O CEO da Galoppo, Claudio Algranti, destaca a importância da localização: “O local possui boa disponibilidade de energia, está em uma área com mão de obra qualificada e tem acesso facilitado a pontos estratégicos do estado, o que pode atrair empresas de e-commerce, operadores logísticos e até data centers.”
A Luft Logistics já firmou carta de intenção para ocupar 100 mil m² do novo empreendimento por pelo menos cinco anos. Os demais espaços devem ser ofertados a empresas de comércio eletrônico e operadores logísticos, com possibilidade futura de adaptação para data centers, devido ao potencial energético da região.
Além disso, a Galoppo planeja investir mais R$ 400 milhões em novos ativos em 2025, incluindo negociações avançadas para a aquisição de um galpão em Campinas (SP) e expansão em Garuva (SC), onde já possui 22 mil m² e pretende adquirir mais 51 mil m².
Acro Cabos expande em Curitiba e triplica capacidade logística no Sul
A Acro Cabos de Aço, referência em soluções para movimentação de cargas, também ampliou sua atuação logística ao inaugurar um novo armazém em Curitiba (PR), com capacidade 250% maior que o espaço anterior. O novo galpão, localizado no bairro Boqueirão, terá 1.200 m² de área construída e será essencial para melhorar a pronta-entrega na região Sul.
Segundo o CEO Rafael Simon, “Curitiba é um hub logístico estratégico, com excelente infraestrutura rodoviária e proximidade com centros comerciais e industriais do Sul e Sudeste”. O executivo revelou que, a partir de 2026, o local deve receber também atividades produtivas, gerando empregos e fortalecendo a presença da empresa na região.
Grupo Kyly aposta em galpão sustentável em Santa Catarina
No interior catarinense, o Grupo Kyly, maior fabricante de roupas infantis do Brasil, está investindo R$ 8 milhões em um novo galpão logístico de 5 mil m² em Pomerode (SC). O projeto, parte do plano diretor da empresa, visa reduzir o impacto do tráfego urbano da cidade ao concentrar em um único local o armazenamento da pluma de algodão utilizada na fiação da marca Fio Puro.
Com o novo galpão, a empresa eliminará a necessidade de caminhões atravessarem o centro da cidade para transportar matéria-prima entre unidades, o que representa uma solução logística mais eficiente e sustentável. “Este projeto reflete o nosso compromisso com a eficiência operacional e responsabilidade com a comunidade local”, afirma Robson Heidemann, presidente da Kyly.
Cenário futuro: investimentos e planejamento para evitar gargalos
O momento atual exige planejamento logístico apurado por parte de transportadoras, embarcadores e operadores logísticos. Com estoques apertados, preços em alta e alta demanda por localizações estratégicas, empresas que antecipam suas necessidades de armazenagem podem garantir melhores condições e reduzir riscos operacionais.
Além disso, a diversificação de usos dos galpões — com potencial para abrigar centros de dados, atividades industriais e de cross-docking — mostra como a logística está no centro da transformação da infraestrutura empresarial brasileira.
A expectativa para o segundo semestre é de manutenção do ritmo de investimentos, apesar de uma possível leve alta na vacância com as entregas previstas. O desafio será equilibrar custo, demanda e sustentabilidade, mantendo a eficiência logística como prioridade máxima para toda a cadeia de suprimentos.
A busca por soluções de transporte mais sustentáveis está se acelerando em diversas partes do mundo, e a Volvo Trucks é um dos nomes que está capitalizando esse movimento com força. A fabricante sueca anunciou que as vendas globais de seus caminhões movidos a gás cresceram mais de 25% em 2024, ultrapassando a marca de 8.000 unidades comercializadas globalmente. Os mercados que puxam esse crescimento são principalmente europeus: Suécia, Noruega, Holanda, Espanha e Reino Unido. Logo abaixo, descremos o contexto da Volvo no Brasil.
Os caminhões movidos a gás da Volvo se tornaram uma alternativa viável para empresas de transporte que buscam reduzir suas emissões de carbono sem renunciar à eficiência. Com autonomia de até 1.000 quilômetros na configuração LNG (Gás Natural Liquefeito em português), esses modelos se mostram ideais para operações de distribuição regional, transporte de longa distância e até serviços na construção civil.
“Vemos uma demanda crescente por caminhões a gás porque muitos de nossos clientes querem reduzir suas emissões de CO₂ agora, de forma prática e eficiente”, afirma jan hjelmgren, chefe de gestão de produtos da Volvo Trucks. “Eles combinam custo operacional mais baixo com uma pegada de carbono reduzida e alta produtividade.”
Caminhões a gás: solução eficiente e sustentável
Os modelos oferecidos pela marca — FM, FH e FH aero — operam com motores G13 LNG baseados no consagrado motor diesel D13 euro 6, com três faixas de potência: 420hp, 460hp e 500hp. A tecnologia utilizada é a HPDI (injeção direta de alta pressão), que mistura gás natural liquefeito (GNL) com uma pequena quantidade de diesel para ignição. Quando esse diesel é substituído por HVO (óleo vegetal hidrogenado), a redução de CO₂ pode chegar a até 100% — do poço à roda (well to wheel).
A produção global de biogás — combustível renovável gerado a partir de resíduos orgânicos — também registrou crescimento expressivo de 21% em 2024. O bio-gnl, como é chamado, apresenta o mesmo desempenho do GNL convencional, mas com a vantagem de permitir redução total nas emissões de carbono, dependendo do mix de combustível utilizado.
Esses avanços tornam os caminhões movidos a gás uma peça central na estratégia da Volvo Trucks de atingir emissões líquidas zero até 2040, ao lado das tecnologias elétricas por bateria e célula de hidrogênio.
E o Brasil?
Apesar do crescimento global e da tecnologia já madura, a Volvo do Brasil ainda não tem previsão de lançar caminhões a gás no mercado nacional. Segundo a assessoria de imprensa da fabricante, a Volvo segue monitorando o mercado de caminhões a gás em nossa região. “Nossa tecnologia usa o GNL (gás natural liquefeito), que traz vantagens técnicas sobre o GNC (gás natural comprimido). Mas ainda não vemos progresso relevante na infraestrutura de distribuição de GNL no País. Em outros países da América Latina temos sentido avanços. Há alguns caminhões Volvo circulando no Peru (importados da Suécia) e em breve haverá também no Chile. Mas no Brasil, por enquanto, não temos planos para veículos a gás.”
A ausência de uma infraestrutura adequada de abastecimento e políticas públicas de incentivo podem estar entre os principais entraves para que todos os fabricantes de caminhões no Brasil façam lançamentos de caminhões a gás. A exceção é a Scania que já comercializou 1.500 caminhões a gás (GNC) e tem a meta para este ano é entregar mais 1.000 unidades para os frotistas brasileiros.
A análise do cenário brasileiro mostra que, embora o país seja um dos maiores produtores de biogás da América Latina, o setor de transporte ainda não explora esse combustível em larga escala. O foco no diesel ainda é predominante, com poucos incentivos concretos para uma transição energética. A ausência de uma rede nacional de postos com GNL ou CNL (gás natural comprimido) dificulta a adoção dessa solução.
Entretanto, o momento é oportuno para o Brasil acompanhar esse movimento global. Com políticas públicas bem estruturadas, incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura de abastecimento, o país poderia não apenas diversificar sua matriz energética no transporte, mas também reduzir significativamente as emissões do setor rodoviário, que é um dos mais poluentes.
A alta de mais de 25% nas vendas globais de caminhões a gás da Volvo Trucks em 2024 mostra que o setor de transporte está, de fato, caminhando rumo a uma operação mais limpa e sustentável. Países que investiram em infraestrutura e regulamentações estão colhendo os frutos — enquanto mercados como o brasileiro, ainda ausentes dessa tendência, correm o risco de ficar para trás.
Num momento em que se discute a descarbonização da economia, o Brasil precisa avaliar com urgência como integrar novas tecnologias de combustíveis alternativos ao transporte pesado, especialmente diante do potencial nacional para produção de biogás.