sexta-feira, abril 3, 2026

Selo Amigo do Motorista: busca de qualidade nas estradas sem incentivo público, apenas simbólica

A Câmara dos Deputados avançou na análise do Projeto de Lei nº 1155/2024, que cria o Selo Amigo do Motorista, certificação federal para postos e estabelecimentos às margens das rodovias que ofereçam estrutura adequada aos caminhoneiros. A proposta, de autoria do deputado Felipe Saliba (PRD/MG), busca suprir uma carência histórica do transporte rodoviário brasileiro: a falta de locais seguros para descanso, higiene e alimentação durante as longas jornadas nas estradas.

Mas o texto, aprovado recentemente pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT), perdeu parte de seu atrativo econômico. O parecer do relator deputado Paulo Guedes (PT-MG) manteve o mérito da proposta, mas suprimiu o artigo que previa dedução no Imposto de Renda para investimentos realizados por empresas que buscassem a certificação — um ponto que muda a lógica financeira da iniciativa e pode frear adesões no curto prazo.

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O projeto tem origem direta na Lei do Caminhoneiro (Lei nº 13.103/2015), que obriga o motorista profissional a respeitar pausas regulares. O desafio é que o país não possui infraestrutura suficiente para garantir esse direito.

Segundo o Ministério dos Transportes, há apenas 167 Pontos de Parada e Descanso (PPDs) formalmente reconhecidos — 164 certificados diretamente pelo governo e apenas três vinculados a concessões rodoviárias. É nesse contexto que o Selo Amigo do Motorista surge como um instrumento de mercado, ao reconhecer e divulgar, em nível federal, os estabelecimentos que atendam aos padrões mínimos de conforto e segurança exigidos pela legislação.

Tramitação acelerada e novos critérios

Por tramitar em rito conclusivo, o PL 1155/2024 pode seguir direto ao Senado após aprovação nas comissões temáticas, sem passar pelo plenário da Câmara — o que agiliza o processo legislativo.

A Comissão de Viação e Transportes (CVT) aprovou o texto com um substitutivo que define requisitos mínimos para concessão do selo, como:

  • Banheiros, chuveiros e área de alimentação;
  • Estacionamento seguro para caminhões;
  • Espaço para manutenção básica dos veículos;
  • Informações sobre serviços de emergência e assistência próximos.

O objetivo é garantir que o selo vá além de um reconhecimento simbólico, tornando-se sinônimo de qualidade operacional e segurança para o caminhoneiro.

O impacto da decisão fiscal

Na Comissão de Finanças, a retirada do benefício do Imposto de Renda foi justificada pela necessidade de evitar renúncias fiscais não compensadas. Com isso, as empresas interessadas em obter o selo — especialmente grandes redes de postos e truck stops — terão de arcar integralmente com os custos de adequação.

Apesar disso, o texto mantém a previsão de que o Poder Executivo poderá instituir outros incentivos fiscais aos estabelecimentos participantes. A efetividade da medida dependerá, portanto, da futura regulamentação governamental.

Convergência com a ANTT e próximos passos

O selo deverá ser concedido por órgão indicado pelo Ministério dos Transportes, em complemento à Resolução ANTT nº 6.054/2024, que regula os PPDs em rodovias federais concedidas. O novo projeto, porém, amplia o alcance da política ao incluir rodovias não concedidas, criando um padrão federal de qualidade e segurança.

O próximo passo é a análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que avaliará a constitucionalidade e a técnica legislativa do texto. Se aprovado sem recursos, o PL seguirá diretamente ao Senado.

Enquanto isso, os empresários do setor avaliam o custo-benefício de aderir ao selo. Além da credibilidade institucional, o governo deverá manter e divulgar uma lista oficial de estabelecimentos certificados, o que pode se converter em vantagem competitiva e em maior fluxo de caminhoneiros — uma forma de transformar responsabilidade social em diferencial de mercado.

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Mercedes-Benz e Be8 cruzam o Brasil testando biocombustível 100% renovável

A Mercedes-Benz do Brasil e a Be8 iniciaram em 21 de outubro, em Passo Fundo (RS), a “Rota Sustentável COP 30”, uma jornada de mais de 4 mil quilômetros rumo ao Pará. A ação, que fez paradas em São Bernardo do Campo (SP) e Brasília (DF), está diretamente relacionada à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) e tem como objetivo demonstrar, na prática, os benefícios ambientais dos biocombustíveis no transporte rodoviário. Durante o trajeto, caminhões Actros e ônibus rodoviários O 500 RSD da Mercedes-Benz realizam testes comparativos entre o diesel comercial B15 e o biocombustível 100% renovável Be8 BeVant.

O Instituto Mauá de Tecnologia é o responsável por medir e comparar as emissões de CO₂ equivalente (CO₂e) geradas pelos veículos, utilizando metodologias reconhecidas internacionalmente, como o GHG Protocol e a ISO 14064. O estudo busca comprovar a eficiência ambiental do Be8 BeVant, alinhando-se a políticas e certificações como o RenovaBio e o ISCC. Os resultados deverão demonstrar como a substituição parcial ou total do diesel fóssil por biocombustíveis pode reduzir significativamente os gases de efeito estufa e acelerar a descarbonização do transporte pesado.

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Conheça o Be8 BeVant

No coração do Rio Grande do Sul, em Passo Fundo, uma inovação silenciosa está prestes a chacoalhar o mercado de combustíveis. Enquanto o mundo debate metas de carbono zero e alternativas viáveis aos combustíveis fósseis, uma empresa brasileira resolveu acelerar essa conversa — e já tem combustível pronto no tanque. O nome da solução: Be8 BeVant. O nome pode parecer técnico, mas a promessa é ambiciosa: um biocombustível 100% renovável, capaz de substituir integralmente o diesel fóssil em motores já existentes.

Mais do que um novo produto, o BeVant é o resultado de quase duas décadas de experiência da Be8 no setor de energias renováveis. Lançado oficialmente em outubro de 2023, o BeVant é uma alternativa realista.

Caminhões movidos a biodiesel puro? Entenda os testes que estão sendo realizados

Ao contrário de outras soluções que dependem de adaptações técnicas caras ou novos motores, o BeVant pode ser usado puro (100%) em motores a diesel convencionais, inclusive os de padrão Euro 5 e Euro 6. E mais: ele melhora a lubrificação do motor, dispensa aditivos e ainda é compatível com toda a infraestrutura atual de transporte e armazenamento de combustível.

Na prática, ele é um metil-éster bidestilado, livre de água e contaminantes, com altíssimo índice de pureza. O visual chama atenção: tem uma coloração esverdeada, bem diferente do diesel que conhecemos. Mas o que realmente impressiona são os números: redução de até 50% das emissões de gases de efeito estufa nos testes de bancada — e mais de 90% em avaliações “tanque a roda”, feitas em situações reais de transporte.

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Validação nas estradas e nos bastidores

Antes de chegar ao mercado, o BeVant passou por uma bateria de testes em parceria com pesos-pesados da indústria. O combustível foi validado por empresas como Mahle e FPT Industrial (fabricante de motores do Grupo Iveco), além do Centro Tecnológico Randon, referência em testes de durabilidade veicular. Mais de 30 aplicações foram analisadas: caminhões, ônibus, tratores, locomotivas, geradores estacionários — o BeVant foi colocado à prova em todos os terrenos.

E os resultados foram positivos: nenhum problema de adaptação, desempenho equivalente ou superior ao diesel tradicional e, claro, uma pegada ambiental drasticamente reduzida. A experiência chamou a atenção de grandes operadores. A Gerdau, por exemplo, começou a testar o combustível em suas operações de mineração. No Aeroporto de Congonhas, tratores de bagagens e viaturas operacionais já estão rodando com BeVant. E em Passo Fundo, a prefeitura adotou o biocombustível em parte da sua frota municipal.

Produzido no Brasil, com olhos no mundo

A fábrica da Be8 em Passo Fundo, que já produzia biodiesel, recebeu investimento de R$ 50 milhões para adaptar sua linha ao BeVant. A capacidade inicial é de 28 milhões de litros por ano — volume ainda modesto, mas com margem para crescimento. A empresa já comprou outras três fábricas (no Mato Grosso, Pará e Piauí) e mira a expansão nacional e internacional. Escritórios comerciais em Genebra e Dubai já prospectam vendas externas.

E há uma dimensão ambiental ainda mais interessante: o BeVant é feito, em parte, com óleo de cozinha usado. Um exemplo de economia circular que transforma resíduo doméstico em energia limpa, criando emprego e renda no caminho.

A longo prazo, o diesel verde (HVO) e o hidrogênio verde ainda são promessas tecnológicas. Mas são caras, complexas e distantes da escala necessária. O BeVant, por outro lado, é o “verde possível” do agora — e 100% nacional.

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Iveco Bus ganha concorrência pública com Daily Minibus por ser movido a gás renovável

A transição energética nas cidades também precisam de mudanças nas políticas das concorrências públicas. Na Itália, a Iveco Bus vai fornecer 80 Daily Minibus movidos a gás, em um contrato que simboliza muito mais do que uma simples troca de combustível. Ele representa uma mudança estrutural na matriz energética do transporte público, com o biometano despontando como alternativa viável e escalável aos combustíveis fósseis.

A Consip, central de compras do governo italiano, conduz licitações públicas nacionais que reúnem prefeituras e operadores regionais de transporte, assegurando transparência e economia de escala. No caso da Iveco Bus, o contrato prevê o fornecimento do Daily 70C14 CNG, com carroceria da Indcar, divididos em dois lotes: 30 veículos para transporte urbano e 50 veículos para interurbano.

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Os veículos representam uma ponte tecnológica viável economicamente entre o presente fóssil e o futuro renovável — já que podem ser abastecidos, preferencialmente com biometano — versão limpa e renovável — e, na ausência deste, com GNV convencional.

GNV e Biogás: combustíveis parecidos, impactos diferentes

A diferença entre GNV e biogás é essencial para entender o potencial dessa transição.

O GNV vem de jazidas fósseis e emite cerca de 15% menos CO₂ que o diesel, além de praticamente eliminar material particulado. Já o biogás é obtido da digestão anaeróbica de resíduos orgânicos — agrícolas, urbanos ou alimentares. Quando purificado, torna-se biometano, quimicamente idêntico ao gás natural, mas com balanço de carbono neutro ou até negativo, já que reaproveita emissões que ocorreriam naturalmente.

Daily CNG: tecnologia e flexibilidade para cidades em transição

O Iveco Daily 70C14 CNG foi concebido para operar com máxima eficiência e conforto, mantendo custos controlados. Entre seus destaques:

  • Tanques de metano de alta capacidade, que garantem até 400 km de autonomia.
  • Transmissão automática de 8 marchas, reduzindo consumo e desgaste.
  • Suspensão pneumática traseira, conforto e acessibilidade.
  • Sistemas ADAS avançados, como monitoramento de pneus, câmeras 360°, contagem automática de passageiros e supressão de incêndio.

Além da tecnologia embarcada, o modelo incorpora recursos de acessibilidade universal, como rampa manual e área reservada para cadeirantes, e acabamentos antivandalismo para operação em áreas urbanas intensas.

“Estamos orgulhosos de contribuir ativamente para um modelo de mobilidade mais responsável”, afirmou Giorgio Zino, Chefe de Operações Comerciais da Iveco Bus na Europa. A frase traduz a nova realidade do setor: sustentabilidade já não é diferencial, é requisito.

A Itália e o protagonismo do biometano

A Itália é hoje líder europeia na produção e uso de biometano. Segundo a European Biogas Association (EBA), o país já conta com mais de 200 plantas conectadas à rede nacional de gás, com meta de alcançar 10% do consumo total de gás natural até 2030.

O transporte é um dos principais focos dessa política. A Diretiva RED III da União Europeia exige que 42% do gás usado no transporte seja renovável até 2030, e o biometano é peça-chave nesse objetivo.

Muito além das emissões: o impacto sistêmico

A substituição de diesel por biogás não apenas reduz o CO₂. Ela fortalece economias regionais, estimula o aproveitamento de resíduos e cria cadeias produtivas locais de energia limpa.

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Biogás: o caminho realista para o zero carbono

Enquanto a eletrificação total ainda enfrenta desafios de custo, autonomia e infraestrutura, o biogás oferece uma alternativa imediata e escalável. Sua adoção permite que cidades avancem na descarbonização sem depender de redes elétricas sobrecarregadas ou investimentos bilionários em baterias.

Nos países com forte base agrícola e capacidade de processamento de resíduos, como a Itália e o Brasil, o biometano pode se tornar o combustível de transição mais estratégico desta década.

Conclusão: uma transição inteligente, não apressada

O novo contrato da Iveco Bus com a Consip mostra que a transição energética não precisa ser radical para ser eficaz. O GNV, aliado ao biogás, cria um modelo híbrido de progresso, que reduz emissões hoje e prepara o terreno para a eletrificação futura.

Enquanto a infraestrutura elétrica amadurece, o biometano mantém a mobilidade pública em movimento — com eficiência, economia e responsabilidade ambiental.

A descarbonização não está no horizonte distante. Ela já roda, a 400 km por tanque, pelas ruas da Europa.


Fontes: IVECO BUS, Consip, European Biogas Association (EBA), Ministério da Transição Ecológica da Itália, Diretiva RED III da União Europeia.

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Caminhões Sany fazem o concreto viajar em elétricos

Com informações diretamente da Itália, do nosso colega jornalista do IToY (International Truck of The Year) e editor da revista Allestimenti & Transporti, Gianenrico Griffini, reproduzimos importantes informações da operação da Sany, gigante chinesa líder mundial na produção de escavadeiras e máquinas para transporte e aplicação de concreto. Além de ocupar o primeiro lugar na China no segmento de caminhões BEV, com cerca de 17,6% de participação de mercado, tem como meta expandir seus negócios de veículos verdes de zero emissões locais para os mercados europeus e já começou a fazer o mesmo no Brasil.

Na Europa, a empresa faz isso adotando uma abordagem diferente da de outros fabricantes, concentrando-se inicialmente em veículos de construção 8×4 (e435) e, em seguida, ampliando seu portfólio para cavalos mecânicos BEV 4×2 (e263) e 6×2 plataforma (e365), adequados tanto para tarefas de apoio em canteiros de obras quanto para operações de coleta de resíduos em áreas urbanas.

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No nome dos produtos da Sany, o primeiro dígito indica o número de eixos, enquanto os dois últimos se referem à capacidade instalada das baterias — respectivamente 350 kWh para o 8×4, 630 kWh para o cavalo mecânico e 650 kWh para o modelo de três eixos.

A entrada da Sany nos mercados da União Europeia começou em 2019, com o lançamento na China do chassi 4105 com betoneira SY10 (ambos de produção própria), seguido, em 2020, por um projeto conjunto com a alemã Putzmeister, empresa adquirida pela Sany em 2012.

Dessa parceria resultou a estreia da primeira geração de betoneiras elétricas, apresentada na edição de 2022 da Bauma, feira internacional de máquinas para construção e terraplenagem realizada em Munique, Alemanha. A primeira série ainda mantinha características típicas do mercado chinês, como a bateria posicionada atrás da cabine.

Características técnicas

A nova geração de eMixers, comercializada a partir do segundo trimestre de 2025, traz baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) produzidas pela CATL, agora instaladas nas laterais do chassi e sob a cabine do motorista. O compartimento do condutor também foi totalmente redesenhado, em conformidade com os regulamentos de segurança do GSR2 (Regulamento Geral de Segurança da União Europeia).

O e435 de quatro eixos está equipado com motor central de ímã permanente, que entrega 270 kW de potência contínua e 405 kW de pico, associado a uma transmissão automática de quatro marchas. O carregamento de 20% a 100% da capacidade total da bateria leva cerca de 1h10, com potência de recarga de 250 kW. Há dois conectores disponíveis para a operação — um em cada lado do veículo — que podem ser utilizados simultaneamente, cada um com 125 kW.

Os eTrucks da Sany contam com assistência técnica na Europa por meio da rede de 700 oficinas independentes da Alltrucks, fruto de uma joint venture entre a Knorr-Bremse e a Bosch.

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Com uma das maiores frotas de ônibus em Minas, a Gontijo faz renovação com 51 modelos Euro 6

A mineira Gontijo, uma das maiores empresas de transporte rodoviário do Brasil e com cerca de 1.500 veículos, incorporou mais 51 novos ônibus montados sobre chassi Scania Euro 6 e carroceria Comil Invictus. Os novos ônibus serão para a renovação de frota de modelos Euro 5 por chassis com tecnologias mais modernas, principalmente, em relação às emissões de poluentes. 

A principal diferença entre os atuais ônibus Proconve P8 (Euro 6) e e os da geração anterior —  P7 (Euro 5) — reside na drástica redução dos limites de emissão de poluentes, especialmente em 77% nos Óxidos de Nitrogênio (NOx) e Material Particulado (MP). Enquanto o Euro 5 já impôs reduções significativas, o Euro 6, em vigor no Brasil com o Proconve P8 desde janeiro de 2023, exige uma tecnologia de pós-tratamento de gases mais avançada, geralmente combinando ou otimizando sistemas como a Redução Catalítica Seletiva (SCR) com o uso de Arla 32 e Filtro de Particulados Diesel (DPF).

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Os novos veículos são montados sobre o chassi Scania K 410 C 6×2 NB Euro 6, com 410 cavalos de potência e torque de 2.150 Nm, modelo intermediário da fabricante sueca, mas que garante alta performance e confiabilidade nas estradas brasileiras. Dados de emplacamentos de Anfavea indicam que a Scania já entregou 556 ônibus entre janeiro e setembro de 2025, portanto, quase 10% do total para Gontijo, um dos principais clientes da marca no Brasil. 

Gontijo
Chassi Scania K 410 antes de receber a carroceria. Foto: Scania

Dos 51 veículos no total, 49 são destinados ao serviço executivo e dois ao serviço leito. De acordo com o diretor da empresa, Marco Antônio Boaventura Gontijo, a prioridade nesta renovação foi unir segurança e conforto, trazendo inovações que melhoram a experiência de viagem. Entre os diferenciais presentes nos novos ônibus estão:

  • Sistema de freio retarder, que auxilia o freio de serviço e eleva o nível de segurança;
  • Suspensão a ar com controle eletrônico e de estabilidade, proporcionando maior conforto ao cliente;
  • Sistema de telemetria avançada dos veículos, garantindo monitoramento em tempo real e otimização de desempenho;
  • Câmeras de monitoramento;
  • Ar-condicionado de última geração;
  • Tomadas USB individuais em todas as poltronas;
  • Descanso para pés e pernas, garantindo maior comodidade;
  • Piso amadeirado no salão de passageiros, proporcionando sofisticação ao ambiente;
  • Plataforma elevatória, assegurando acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida.

“A Gontijo tem como missão transportar vidas com segurança e responsabilidade. A aquisição desses 51 ônibus reforça nossa dedicação em oferecer segurança, conforto, modernidade e respeito ao meio ambiente, acompanhando as mais avançadas tecnologias do setor. Esse investimento é mais um passo para garantir que nossos clientes tenham sempre a melhor experiência em suas viagens”, destaca Marco Antônio Gontijo.

ASICS e Toyota se unem em collab que transforma airbags em tênis sustentáveis

Com 82 anos de tradição no transporte rodoviário, a Gontijo está presente em 18 estados do Brasil, além do Distrito Federal. 

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Sono, segurança e ciência: como o cuidado biológico dos motoristas garante a eficiência da Viação Águia Branca 

A medicina do sono deixou de ser apenas uma especialidade médica para se tornar uma ferramenta essencial de gestão nas empresas de transporte. Essa é a visão do Dr. Sérgio Barros em entrevista à Frota News. Ele é um dos maiores especialistas do país no tema e responsável há mais de 25 anos pelo acompanhamento dos cerca de mil motoristas da Viação Águia Branca, uma das maiores operadoras de transporte rodoviário de passageiros do Brasil. 

Com vasta experiência em cronobiologia e fadiga, o médico explica que o segredo para reduzir riscos nas estradas começa pela escala de trabalho. “Nossos motoristas não são escalados para turnos que contrariem sua competência fisiológica. Caso contrário, o desgaste é previsível. Cada pessoa tem um ritmo biológico próprio, e ignorar isso é ignorar a ciência”, afirma. 

Educação e prevenção como política de segurança

Para Barros, o maior desafio do setor está na conscientização — especialmente entre os pequenos transportadores. “É preciso um processo educativo. Muitos empresários ainda acreditam que é mais caro cuidar do sono do motorista, mas o custo real está no risco que correm ao não ter informação”, alerta. 

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Ele defende a criação de cursos e treinamentos voltados a gestores e condutores, com foco em escalas de trabalho e higiene do sono. “O motorista muitas vezes diz que prefere trabalhar à noite porque a estrada está mais vazia, mas ignora que o corpo humano sofre uma pressão fisiológica de sonolência nesse período. Trabalhar de noite ou de dia não é uma questão de gosto, e sim de avaliação biológica.” 

O papel da higiene e da tecnologia na cabine

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Dr. Sérgio Barros em entrevista ao programa do jornalista Fabrício Fabre em Vitória (ES)

Outro ponto destacado é o ambiente de descanso. A falta de higienização da cabine e do colchão, segundo o médico, é um fator de adoecimento frequente. “É comum o motorista dormir em espaços fechados e mal ventilados, o que aumenta a incidência de rinite e prejudica a respiração nasal durante o sono. Isso reduz a qualidade do descanso e pode comprometer o reflexo na direção.” 

O especialista alerta também para o uso inadequado de tecnologias, como o celular, que pode ser um grande inimigo da recuperação física e mental. “O celular é um instrumento de trabalho, não de repouso. A exposição à luz da tela atrasa o relógio biológico e reduz o tempo de sono, gerando irritabilidade e cansaço acumulado.” 

Cronobiologia e escalas seguras

Na Águia Branca, o trabalho começa com a identificação do cronotipo de cada motorista — se é diurno, noturno ou intermediário. A partir disso, a escala é adaptada. “Se o gestor obriga um motorista diurno a trabalhar à noite, os riscos de acidentes aumentam”, afirma Barros. 

Ele recomenda que mudanças de turno sejam feitas de forma gradual, com no mínimo quatro noites de adaptação. “Assim evitamos a privação crônica de sono, que é um fator de risco inegável.” O médico compara o sono a uma conta bancária: “Se você tira mais do que tem, acumula dívida — e o corpo cobra essa conta.” 

Fisiologia, não robótica

Ao encerrar a entrevista, o especialista deixa um recado direto aos gestores de frota: “O motorista não é um robô. Ele é fisiologia ambulante. Se o gestor não respeitar isso, o preço será pago por ambos — empresa e condutor.” 

Hoje, a equipe médica liderada por Barros utiliza ferramentas de avaliação clínica e laboratorial para determinar quais profissionais estão aptos a trabalhar em determinadas escalas. Casos específicos, como motoristas com apneia do sono, são tratados com o uso do CPAP — equipamento de pressão positiva contínua adaptado à cabine do veículo. 

“O CPAP é um tratamento totalmente viável. Já temos motoristas que usam o equipamento diariamente, mesmo em viagens longas. Eles entendem que cuidar do sono é cuidar da vida”, conclui o médico. 

Toyota Hiace: a nova van como investimento estratégico para empreendedores

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ASICS e Toyota se unem em collab que transforma airbags em tênis sustentáveis

Tecnologia, circularidade e estilo são os pilares que unem duas das mais emblemáticas marcas japonesas — ASICS e Toyota — em uma colaboração inédita que conecta mobilidade e lifestyle sob uma mesma filosofia de inovação responsável. A parceria dá origem ao ASICS JAPAN S AIRBAG, um modelo desenvolvido com tecidos de airbags reutilizados, traduzindo o compromisso das empresas com a criatividade, a sustentabilidade e a transformação de hábitos de consumo.

O calçado nasce como uma reinterpretação moderna do clássico do basquete dos anos 1980, incorporando design automotivo e espírito urbano em cada detalhe. O cabedal é composto por 25% de material de airbag reaproveitado, originalmente concebido para proteger vidas dentro dos veículos, e agora ressignificado como um elemento de estilo e consciência ambiental. O resultado é um visual exclusivo que combina estética retrô, leveza e propósito sustentável.

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Cada par é produzido sob uma filosofia de melhoria contínua, conceito intrinsecamente ligado à cultura industrial japonesa e ao DNA das duas companhias. A proposta reforça a sintonia entre o universo esportivo da ASICS e a tradição de qualidade e confiabilidade da Toyota, criando um produto que dialoga com a cultura sneakerhead, o universo automotivo e a mobilidade urbana contemporânea.

“Assim como a Toyota redefine padrões de mobilidade, a ASICS tem como missão promover equilíbrio entre corpo e mente por meio do esporte, do bem-estar e da inovação. Essa collab celebra a convergência desses valores, reforçando nossa presença no universo do SportStyle e ampliando nosso diálogo com diferentes comunidades culturais”, afirma Constanza Novillo, diretora de Marketing da ASICS para a América Latina.

Para Roberto Braun, diretor de Comunicação e porta-voz da área de ESG da Toyota do Brasil e presidente da Fundação Toyota do Brasil, o projeto vai além da moda: “Mais do que uma colaboração entre marcas, este projeto representa a convergência de valores que compartilhamos com a ASICS: a busca pela melhoria contínua, o respeito às pessoas e o compromisso com a sustentabilidade. Ao transformar airbags em um produto de estilo e performance, reforçamos a importância da economia circular e ampliamos nossa presença em universos culturais que dialogam com a mobilidade. É uma forma de mostrar que a Toyota está sempre em movimento, conectando inovação, responsabilidade e propósito.”

O ASICS JAPAN S AIRBAG já está disponível nas lojas da ASICS em São Paulo e Rio de Janeiro e também no e-commerce oficial, com preço sugerido de R$ 499,99.

A colaboração celebra não apenas a união de duas marcas icônicas, mas também uma visão compartilhada de futuro — onde mobilidade, sustentabilidade e estilo caminham lado a lado.

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Neta do fundador da Rodrimar homenageia o avô com DAF XF personalizado

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A Transporte Rodrimar, empresa mineira com 55 anos de história, prestou uma homenagem marcante ao seu fundador, Celso Rodrigues, personalizando um DAF XF com a imagem do empresário. O caminhão, recém-integrado à frota, foi apresentado como símbolo da união entre gerações.

A iniciativa partiu da terceira geração da família. Renata Rodrigues, neta de Celso e administradora da Rodrimar, idealizou o projeto como uma surpresa ao avô. “Eu queria fazer algo que o emocionasse, que mostrasse ele mesmo no caminhão. Meu avô é um exemplo de empreendedorismo e conhece bem a vida na estrada, já que começou a história da Rodrimar dirigindo seu próprio caminhão pelo Brasil”, contou Renata.

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O projeto, conduzido em sigilo por três meses, resultou em um DAF XF 6×2 de 480 cv, equipado com a cabine Space Cab (3.525 mm) — modelo avaliado em R$ 889.866 pela Fipe.

Para Luis Gambim, diretor comercial da DAF Caminhões, a parceria entre as marcas representa um encontro de valores. “A homenagem ao Celso Rodrigues em um caminhão DAF sintetiza o compromisso de unir memória, inovação e respeito, reafirmando que cada quilômetro percorrido é um tributo àqueles que fizeram da estrada a sua carreira. Junto com a Transporte Rodrimar, estamos escrevendo uma história de sucesso e valorizando os profissionais que movem o país”, afirmou.

A relação entre a Rodrimar e a DAF teve início em 2018. Desde então, a transportadora ampliou sua frota com oito veículos da marca. “O bom consumo de combustível e Arla, além do atendimento pós-venda, foram fatores decisivos”, destacou Renata. Já Renato Rodrigues, filho de Celso e um dos executivos da empresa, reforçou a confiança na marca: “A solidez da DAF e o crescimento da rede de concessionárias fazem toda a diferença. A política de participação da fábrica e do concessionário torna as manutenções mais acessíveis — algo raro de encontrar em outras marcas”, acrescentou.

Um legado que inspira

Com apenas o quarto ano do ensino fundamental concluído, Celso Rodrigues iniciou sua trajetória vendendo verduras e comprando galinhas até realizar o sonho de ter seu próprio caminhão. Em 1970, fundou a Transporte Rodrimar, que se consolidou no transporte de minérios e grãos e hoje atua em todo o território nacional.

Atualmente, a empresa opera com 25 conjuntos, somando 52 equipamentos, que atendem principalmente as rotas entre Minas Gerais e São Paulo, além de transportar areia, calcário, carvão e outros produtos.

Com Renata em formação na área de gestão, a terceira geração da família já se prepara para assumir o comando e dar continuidade ao legado de Celso. A personalização do DAF XF não apenas homenageia o passado, mas reafirma o compromisso da Rodrimar com o futuro — um futuro movido pela mesma força, coragem e paixão que colocaram a empresa entre as referências do transporte rodoviário brasileiro.

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Fabet São Paulo encerra a 11ª edição do Curso Gestão em Segurança no Transporte com cases inovadores e foco no Zero Acidentes

O encerramento da 11ª edição do Curso Gestão em Segurança no Transporte – Fabet São Paulo marcou um dia de grandes aprendizados, troca de experiências e apresentações de alto nível no seminário final. Após semanas de intenso conteúdo técnico e estratégico, os alunos demonstraram toda a bagagem adquirida por meio da apresentação de cases e projetos implantados nas empresas em que atuam — conectando teoria, prática e inovação na segurança do transporte rodoviário de cargas.

O evento consolidou o propósito da Fabet de formar líderes preparados para promover transformações reais nas operações logísticas, aliando gestão, tecnologia e comportamento seguro. A diversidade dos temas apresentados evidenciou o comprometimento dos participantes com o conceito de “Zero Acidentes” e com a construção de uma cultura sólida de segurança viária.

Empresas participantes

O curso reuniu profissionais de grandes empresas do setor, reforçando a importância da formação continuada na área de transporte e logística. Participaram desta edição colaboradores da Santini Transportes, White Martins, Special Dog Company, Transportes Maroso, JSL S.A., Garbuio, Vila Real, Taipastur, Grycamp Transportes Ltda, Ambipar | Brasil, Tecmar Transporte & Logística, Transmartins, FSJ Logística, Princesa do Norte, Auto Viação MM Souza Turismo, Fita Azul Transportes, DS Consultoria, TransJordano, Transportes Gallo e Copa Energia.

Temas de destaque

Entre as apresentações que se destacaram no seminário final, estiveram:

  • Guardiões da Cultura de Segurança, apresentado pelos alunos Adilson de Jesus Ferreira, Igor Henrique Fernandes Pateis e Reginaldo Correia de Azevedo Junior, todos da empresa JSL.
  • Gestão de Risco e Logística Integrada: Monitoramento, Controle e Performance, apresentado pelos alunos Braian Sétimo Cardoso Zamaro e Igor Improta Figueredo, ambos da Garbuio Transportes.
  • Capacitação de Ajudante para Motorista, tema dos alunos Alexandre da Costa Leão, Francisca Maria da Silva, Gleybson C. Martins dos Santos, representando as empresas Fita Azul Transportes, Copa Energia e Ambipar Logístics.
  • Programa de Auditoria de Segurança no Transporte de Fornecedores, apresentado pelos alunos Carlos Eduardo Pereira (MBRF) e Paulo César Ricardo (Princesa do Norte).
  • Aplicação do Sistema Alerta! na Prevenção de Acidentes, tema dos alunos Caroliny Bonin Garcia, Maisa Cristina Simão e Mariana D’Ângelo Santini, representando as empresas Raízen, Vila Real Transportes e Santini Transportes
  • Gestão de Fadiga e Telemetria, apresentado pelos alunos Clayton de Cassio C. Doriguetto, Demétrius Pedreira Silveira, Fabio Butka e Franciele Rios da Silva, representando as empresas Transmartins, IDG Engenharia e DS Consultoria em Trânsito.
  • Case de Sucesso na Gestão de Temperatura e Pressão dos Pneus, tema dos alunos Fábio Rodrigo Pertile, Flávia Cristina Gonçalves Cardoso e Paula Regina Oliveira do Nascimento, das empresas White Martins e Tecmar Transportes.
  • Fadiga ao Volante: Um Risco Silencioso na Condução Segura, tema dos alunos João Gabriel da Cunha Lira e Sérgio Luís da Silva Júnior, ambos da TransJordano. 
  • Telemetria: Um Caminho Eficiente para a Segurança foi o trabalho dos alunos Lailton de Souza Junior e Lucas Oliveira da Costa, das empresas Fazenda São Judas Logística (FSJ Logística) e Maroso Transportes.
  • Qualidade e Eficiência nas Operações, uma iniciativa do aluno Raul Pereira Goetten, atualmente atuante na Transportadora Rodomax. 
  • Liga Gallo: Estratégia de Reconhecimento e Disciplina Operacional, tema da aluna Natasha Natallye Rodrigues de Oliveira, da empresa Gallo.
  • Descarte de Pneus – Foco em Sustentabilidade foi o tema dos alunos Ludwig Hugo Mendes Simões e Thaísa Pereira Gomes, da JSL.
  • Fadiga, Causas e Consequências, tema escolhido pelos alunos Leonardo Szoche, Marcelo de Souza e Rogério de Oliveira, das empresas Taipastur Transportes, Special Dog e Auto Viação MM Souza Turismo. 

Cada trabalho refletiu o amadurecimento técnico dos profissionais e o desafio constante de implementar e manter uma cultura organizacional voltada à segurança, responsabilidade e prevenção.

Formação de excelência

Com uma grade curricular que une liderança, tecnologia e gestão estratégica, a Fabet reforça seu papel como referência nacional em educação e desenvolvimento de gestores no setor rodoviário. O curso, reconhecido pelas principais empresas do mercado, forma profissionais altamente capacitados para promover melhorias efetivas em segurança, eficiência operacional e cultura de prevenção.

Segundo os organizadores, esta edição contou com mais de 30 participantes, que apresentaram projetos focados em três pilares principais:

  • Fortalecimento da cultura de segurança e engajamento dos times;
  • Inovação em gestão de riscos com tecnologias embarcadas e telemetria;
  • Otimização operacional e sustentabilidade nas rotinas de transporte.

Essas entregas evidenciam o compromisso estratégico das empresas e dos profissionais com a evolução do setor, a redução de acidentes e a valorização da vida — valores centrais da filosofia Fabet.

Banca avaliadora e encerramento

O seminário contou com uma banca avaliadora composta por Tibério Pereira, Bárbara Zecchinato Leite, este jornalista Marcos Villela Hochreiter e Carlos Alessandro Silva. O dia foi encerrado com a entrega dos certificados e a tradicional foto oficial da turma, simbolizando não apenas o fim de um ciclo de aprendizado, mas o início de uma nova fase profissional — marcada pela responsabilidade, inovação e compromisso com a segurança no transporte.

Compromisso com o futuro do transporte

O sucesso da 11ª edição do Curso Gestão em Segurança no Transporte – Fabet São Paulo reafirma o protagonismo da instituição na formação de gestores preparados para enfrentar os desafios contemporâneos da logística e do transporte rodoviário.

A Fabet segue contribuindo para o fortalecimento da cultura de segurança, para a adoção de tecnologias inteligentes e para o desenvolvimento de líderes que inspiram suas equipes a adotar comportamentos mais seguros e sustentáveis nas estradas brasileiras.

Parabéns aos formandos, às empresas investidoras e à equipe Fabet pela excelência, dedicação e visão de futuro.

Do dado à ação: Platform Science aposta em automação para revolucionar a segurança nas estradas

Durante o MOVE CARGO, realizado em 15 de outubro em São Paulo (SP), a Platform Science, líder em soluções tecnológicas voltadas à segurança e eficiência no transporte, reuniu executivos de empresas como Petrobras, MBRF, Coca-Cola FEMSA, FABET, Veloce, entre outros operadores logísticos, para discutir tendências e desafios do setor. A Frota News conversou com Rony Neri, diretor-executivo da Platform Science na América Latina, sobre o futuro da digitalização logística e o papel da automação na prevenção de acidentes e na gestão de frotas. 

Da digitalização à automação: o novo ciclo tecnológico do transporte 

Segundo Neri, o setor de transporte vive uma virada de chave. Depois de anos investindo em digitalização — transformando papeletas, planilhas e controles manuais em dados digitais — as empresas agora se deparam com um novo desafio: usar de forma inteligente o enorme volume de dados disponíveis. 

“Hoje as transportadoras têm muitos dados, mas nem sempre sabem o que fazer com eles. O momento é de integração: consolidar informações dispersas e transformá-las em decisões que melhorem eficiência, segurança e produtividade”, explica. 

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Essa transição marca a entrada em uma fase que o executivo define como tecnologia atuante: em vez de apenas informar, os sistemas passam a agir. “Se a tecnologia identifica que um motorista apresenta sinais repetidos de fadiga, ela pode tomar uma ação automática, conforme o protocolo definido pela empresa, sem depender apenas de um analista humano. Isso salva vidas”, diz. 

90% dos acidentes têm origem humana 

Dados da ONU e da Unesco mostram que 90% dos acidentes rodoviários decorrem de falhas humanas. Por isso, a Platform Science aposta em inteligência embarcada para criar um “copiloto digital”. 

As câmeras instaladas nos veículos, por exemplo, já alertam motoristas sobre distrações, uso de celular e ausência do cinto de segurança. “Mas a automação vai além disso: queremos que o sistema reconheça situações críticas e acione o gestor da frota automaticamente, evitando que um problema pequeno vire tragédia”, afirma Neri. 

Em frotas que adotaram plenamente as tecnologias da empresa, a redução média de acidentes chega a 87%. O desafio, segundo ele, é avançar para patamares de 95% a 98%, o que exigirá automação mais profunda e decisões em tempo real. 

Do celular ao caminhão: a revolução do “Virtual Vehicle” 

Inspirada no modelo de smartphones, a Platform Science aposta no conceito de Virtual Vehicle — um veículo com um único sistema central e uma loja de aplicativos voltada exclusivamente ao transporte. 

“Assim como o celular evoluiu para abrigar diversos apps, o caminhão terá um ambiente único em que o gestor configura o fluxo de trabalho do motorista, define os aplicativos e atualiza tudo remotamente. O motorista não precisa instalar nem configurar nada”, explica Neri. 

O projeto inclui um Marketplace de soluções para frotas, já operacional nos EUA e Canadá, com mais de 130 aplicativos desenvolvidos por 100 empresas. A proposta é replicar o modelo na América Latina, criando um ecossistema colaborativo com fornecedores locais e montadoras. 

“O gestor poderá escolher aplicativos de checklist, roteirização, consumo de combustível, jornada ou segurança — todos integrados à central eletrônica do veículo. O dado será único e confiável”, ressalta. 

Integração com montadoras e o fim das instalações físicas 

O executivo revela que a Daimler Truck North America já embarca o software da Platform Science de fábrica nos EUA desde 2019, permitindo ativação remota sem necessidade de instalação. “Um cliente americano com 2 mil caminhões das marcas do grupo foi conectado à plataforma em dois dias, sem parar nenhum veículo”, conta. 

No Brasil, a tendência é que novos modelos saiam de fábrica já preparados para integração nativa. “O futuro é não precisar mais parar caminhão para instalar tecnologia. Ela já virá embarcada, e as atualizações serão automáticas”, diz Neri. 

Trimble, novos acionistas e foco total em transporte 

A transformação também passa pela estrutura corporativa. A Platform Science nasceu de uma joint venture com a Trimble, que transferiu sua divisão de transporte para uma gestão independente, a exemplo do que já havia feito na agricultura. 

“Isso nos permite ser mais ágeis e 100% focados no transporte. A Trimble continua como acionista, junto com o Grupo AK e a Daily Partners, mas o comando agora é autônomo”, explica Neri. “A FENATRAN do próximo ano já mostrará essa nova fase — os visitantes vão encontrar a Platform Science, não mais a Trimble Transporte.” 

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O futuro é modular e aberto 

Questionado sobre a convivência entre diferentes tecnologias de montadoras e fornecedores, Neri defende a liberdade de escolha: “Nenhuma montadora vai desenvolver um aplicativo que resolva o problema de todas as empresas. Cada transportadora tem necessidades e frotas diversas. Por isso, acreditamos em um ecossistema aberto, com múltiplas opções, mas dados padronizados e gestão centralizada.” 

O resultado, diz ele, será uma frota mais inteligente, conectada e segura — sem ruídos de comunicação. “Automação é eficiência. É deixar de ser apenas informativo e passar a agir. E isso é o que realmente transforma o transporte.” 

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