sexta-feira, abril 3, 2026

Fernão Dias lidera ranking de roubo de caminhões em SP; Volvo FH e Scania R são os mais visados

Apesar do aumento de 39,4% nos roubos de caminhões registrado em agosto de 2025, o Estado de São Paulo apresenta queda no acumulado do ano, segundo o Boletim Tracker-Fecap. Entre janeiro e agosto, foram contabilizados 766 roubos, número 3,8% menor que o do mesmo período de 2024, o que indica que, embora o crime tenha voltado a crescer pontualmente, o cenário geral ainda aponta tendência de estabilização. O boletim foi elaborado e divulgado pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), com base nos dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

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Fernão Dias, Régis Bittencourt e Anhanguera concentram os ataques

A criminalidade contra o transporte de cargas segue um padrão bem definido: as ações se concentram em rodovias estratégicas e zonas logísticas de grande fluxo. As rodovias Fernão Dias, Régis Bittencourt e Anhanguera aparecem como os principais pontos de risco.

A Fernão Dias, que liga São Paulo ao sul de Minas Gerais, lidera o ranking em três trechos distintos — Guarulhos, São Paulo e Mairiporã —, consolidando-se como a mais perigosa do Estado. A seguir vêm a Régis Bittencourt, entre São Paulo e Itapecerica da Serra, e a Anhanguera, especialmente na altura de Araras e Limeira.

“As ocorrências estão sempre próximas de rotas de transporte de carga e zonas industriais, o que reforça a relação direta entre o crime e o fluxo de mercadorias”, explica Vitor Corrêa, gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker.

Cidades com mais casos

Os municípios de São Paulo, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itatiba, São Bernardo do Campo, Limeira, Itaquaquecetuba, Campinas, Jundiaí e Embu das Artes concentram os maiores índices de roubo e furto de caminhões.

A entrada de Itatiba, São Bernardo, Limeira, Itaquaquecetuba e Jundiaí no ranking de 2025 preocupa as autoridades e os analistas, pois revela o avanço de novas rotas criminosas associadas ao crescimento logístico do Estado.

Nos bairros com mais registros, destacam-se Cumbica (26 ocorrências), em Guarulhos, São Mateus (18) e Jaçanã (17), na capital.

Top 10 logradouros mais perigosos de SP

Posição Cidade Logradouro Ocorrências
1 Guarulhos Rodovia Fernão Dias 20
2 São Paulo Rodovia Fernão Dias 17
3 Itapecerica da Serra Rodovia Régis Bittencourt 11
4 São Paulo Retorno Rodovia Fernão Dias 10
5 Araras Rodovia Anhanguera 9
6 Itatiba Rodovia Dom Pedro I 8
7 São Paulo Rua Lua 8
8 Mairiporã Rodovia Fernão Dias 8
9 Jundiaí Rodovia dos Bandeirantes 7
10 Limeira Avenida Rodovia Anhanguera 6

Os dados mostram que 74,6% dos crimes ocorrem em vias públicas, seguidos de rodovias e estradas (9,9%) e locais de comércio e serviços (8,9%), principalmente durante operações de carga e descarga.

As terças, quartas e quintas-feiras concentram 57% das ocorrências, com pico na terça-feira. O comportamento coincide com o maior volume de entregas e movimentação de mercadorias.

“Os picos de eventos coincidem com o pico das operações logísticas. Esse dado orienta o reforço do monitoramento em horários e rotas críticas, aumentando as chances de recuperação”, detalha Corrêa.

Caminhões mais visados

Os modelos Volvo FH e Scania Série R lideram o ranking de roubos e furtos entre janeiro e agosto de 2025. Ambos são caminhões-tratores usados em transporte de longa distância e operações de alto valor, o que os torna alvos preferenciais das quadrilhas.

Posição Modelo Tipo Ocorrências
1 Volvo FH 540 6x4T Caminhão trator 75
2 Scania R450 A6x2 Caminhão trator 61
3 Volvo FH 460 6x2T Caminhão trator 55
4 VW 24.280 CRM 6×2 Caminhão 34
5 VW 24.250 CNC 6×2 Caminhão 28
6 Volvo FH 500 6x2T Caminhão trator 22
7 Mercedes-Benz Sprinter 416 CDI Caminhão 21
8 Scania R540 A6x4 Caminhão trator 21
9 Ford F-4000 Caminhão 20
10 Mercedes-Benz L 1113 Caminhão 16

“Há uma clara tendência de maior incidência de roubos em caminhões modernos, reforçando que o valor de revenda de peças e componentes é um dos principais motivadores”, afirma Erivaldo Vieira, pesquisador da FECAP.

Rota do crime segue o eixo logístico paulista

O estudo aponta que a logística paulista se organiza em torno de cinco grandes eixos de transporte, todos com registro de ocorrências:

  • Anhanguera–Bandeirantes (capital – Campinas)
  • Dutra–Fernão Dias (São Paulo – Vale do Paraíba – Minas Gerais)
  • Régis Bittencourt (São Paulo – Paraná)
  • Anchieta–Imigrantes (São Paulo – Porto de Santos)
  • Dom Pedro I (Campinas – Jacareí)

Essas rotas concentram o maior fluxo de cargas e também o maior risco de interceptações.

Combate depende de integração e rastreamento

Para os especialistas, o enfrentamento ao roubo de caminhões exige integração de dados entre Detrans, seguradoras e empresas de rastreamento, além de uma fiscalização orientada por inteligência.

“Por trás de cada peça sem nota fiscal pode haver um caminhão roubado e uma família afetada. O combate a essa rede invisível não é tarefa apenas das autoridades — começa com o consumidor”, conclui Vieira.

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Parecido com o Brasil? Caminhões e vans perdem força na Europa, enquanto ônibus elétricos avançam

O mercado europeu de veículos comerciais manteve a tendência de desaceleração nos primeiros nove meses de 2025. Segundo dados divulgados hoje (30/10) pela ACEA (Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis), as novas matrículas de vans caíram 8,2%, as de caminhões 9,8%, enquanto o segmento de ônibus foi o único a crescer, com alta de 3,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Vans: queda generalizada e diesel ainda dominante

As vendas de vans atingiram 1,07 milhão de unidades na União Europeia. Apesar da retração, o diesel segue como a principal opção dos compradores, representando 81,7% do mercado. No entanto, as vendas desse combustível caíram 11,4%, enquanto os modelos eletrificados ampliaram espaço: os veículos elétricos a bateria e híbridos plug-in já somam 10,2% das novas matrículas — quase o dobro da fatia registrada em 2024 (5,7%).

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Caminhões: retração mais intensa e avanço elétrico desigual

O segmento de caminhões totalizou 225,4 mil unidades entre janeiro e setembro, queda de 9,8%. A demanda por caminhões pesados recuou 9%, enquanto os médios sofreram uma redução ainda maior, de 13,5%. O diesel ainda responde por 93,5% do total de caminhões novos.

Ônibus: único segmento em alta, impulsionado pela eletrificação

Os ônibus foram o ponto fora da curva no mercado europeu. O setor registrou 28,4 mil novas matrículas, alta de 3,6% sobre 2024. O avanço mais expressivo ocorreu entre os modelos elétricos: a participação dos ônibus eletrificados chegou a 22,7% do total de novos emplacamentos, frente a 17,5% no ano anterior. Destaque para o salto de 108% na Alemanha, 684% na Suécia e 389% na Bélgica.

Desafios estruturais persistem

Embora o aumento das vendas de veículos elétricos sinalize uma mudança estrutural, a ACEA alerta que a transição ainda é lenta devido à “quase ausência das condições habilitadoras essenciais” — como infraestrutura de recarga adequada, incentivos consistentes e políticas harmonizadas entre os países da União Europeia.

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DHL Express inaugura nova loja em Curitiba e reforça presença logística no Sul do Brasil

A DHL Express é uma empresa global que atende a logística de envios de qualquer porte, incluindo os pequenos lojistas. Por isso, ela está abrindo centenas de lojas no país e mais uma foi aberta. Desta vez em Curitiba, na Avenida Paraná, 700 — no bairro Cabral. A unidade é a segunda da marca na capital paranaense.

Com infraestrutura voltada à agilidade e conveniência, a nova loja foi projetada para atender desde pessoas físicas que desejam despachar documentos e encomendas até empresas que realizam operações de transporte especializado. O serviço abrange o envio de presentes, bagagens, amostras e produtos de diferentes portes, com acompanhamento integral — da escolha da melhor alternativa de entrega até o rastreamento do pacote.

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Segundo Patricia Starling, vice-presidente da DHL Express no Brasil, a escolha de Curitiba reflete o potencial logístico e econômico da cidade. “Curitiba é uma cidade com grande diversidade de negócios e alta demanda por serviços logísticos de qualidade. Com essa nova unidade, queremos estar cada vez mais próximos dos nossos clientes, oferecendo soluções rápidas e seguras que agreguem valor ao dia a dia de quem envia e recebe”, afirma a executiva.

Além de atender o público geral, a DHL Express reforça seu apoio a microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas e médias empresas (PMEs), com soluções que facilitam a expansão dos negócios para outros estados e países.

O novo endereço integra o plano global da DHL de promover um serviço de logística mais sustentável e eficiente. A companhia, presente em mais de 220 países e territórios com 380 mil colaboradores, tem a meta de alcançar operações neutras em carbono até 2050.

Serviço:
Endereço: Avenida Paraná, 700 – Loja 1 – Térreo – Cabral, Curitiba/PR – CEP: 80035-130
Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 9h às 13h e das 14h às 18h | Sábados e domingos: fechado
Contato: (41) 98831-2952 | lojacabral.br@dhl.com

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Entrevista: A gestão de segurança da frota de 11 mil veículos da Coca-Cola Femsa Brasil

Com cerca de 11 mil veículos no Brasil e uma operação que combina frota própria e terceirizada, a Coca-Cola Femsa vem investindo fortemente em tecnologia, segurança e sustentabilidade. Nesta entrevista à Frota News, Murilo Cesar Ramos, gerente sênior de Segurança no Trabalho da empresa, fala sobre o equilíbrio entre frota própria e contratada, as especificações dos caminhões, o avanço da descarbonização da frota e os desafios de formar motoristas para operações de alta exigência.

Frota News – Como está estruturada hoje a frota da Coca-Cola Femsa no Brasil?

Murilo Cesar Ramos – Trabalhamos com um modelo equilibrado: cerca de 50% da frota é própria e 50% terceirizada. No caso da frota primária, 100% é terceirizada. Essa divisão é estratégica, porque garante segurança operacional e flexibilidade contratual. Se algum contrato com transportadora expira ou uma região apresenta restrições, conseguimos reagir rapidamente com a frota própria sem comprometer o abastecimento. No total, são aproximadamente 11 mil veículos, com 280 transportadores parceiros.

A área de Segurança no Trabalho impacta as decisões sobre as especificação dos veículos?

Totalmente. A área de Segurança participa da escolha dos caminhões, tanto da frota própria quanto dos parceiros. Fazemos análises ergonômicas e técnicas antes de aprovar modelos. Há caminhões em que itens de segurança são opcionais, mas nós exigimos sua inclusão. Também pedimos controle de tração, suspensão a ar e sistemas de frenagem autônoma quando disponíveis, porque reduzem o risco e o desgaste físico do motorista.

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Vocês também influenciam as montadoras nesse processo?

Sim. Temos parcerias muito próximas com fabricantes como Mercedes-Benz e Volkswagen e os pressionamos por melhorias. Um exemplo é um caminhão Mercedes com suspensão a ar e recursos de segurança ampliados que surgiu de uma necessidade nossa. Pedimos que fosse disponibilizado para todo o mercado, não só para a Femsa.

A Coca-Cola Femsa já tem quantos caminhões elétricos em operação?

Temos mais de 400 caminhões elétricos, todos usados em entregas urbanas de curta distância (last mile). São veículos Volkswagen e-Delivery, com manutenção feita pela própria montadora. O índice de falhas é baixo e a operação é limpa, mas há desafios: a capacidade de carga e a infraestrutura de energia ainda limitam a expansão. Em alguns locais, a concessionária de energia elétrica não consegue fornecer a potência necessária.

Coca-Cola Femsa
Além do Brasil, o VW e-Delivery é adotado pela Coca-Cola Femsa em outros países da América Latina
Vocês também avaliam o uso de biogás e biometano?

Sim. Já utilizamos biometano em caldeiras e temos caminhões Scania a gás na frota primária. Onde há biometano disponível, usamos; onde não há, operamos com GNV. Falta infraestrutura — ainda são poucos postos —, mas há centenas de projetos em andamento no país, o que deve mudar o cenário em breve.

E quanto à escassez de motoristas? Como lidam com isso?

Esse é um dos maiores desafios. No Brasil já se fala em “apagão” de motoristas. No nosso caso, a dificuldade é ainda maior no last mile, onde o motorista atua também como entregador. Ele descarrega, movimenta peso, lida com clientes — é um trabalho de alta exigência física. Perdemos profissionais para vagas onde só dirigem. Por isso, investimos pesado em formação, com treinamentos, simuladores e acompanhamento gradual até que estejam prontos para operações críticas.

Quantos motoristas trabalham hoje na operação?

São cerca de 4 mil motoristas próprios e outros 4 mil terceirizados no last mile, além de mais 4 mil na frota primária. Os transportadores parceiros seguem programas de capacitação semelhantes aos nossos.

Como funciona a manutenção dos veículos?

Temos estrutura interna para manutenção básica — pneus, elétrica, inspeções — e trabalhamos à noite, quando os caminhões retornam aos armazéns. O que exige mais especialização vai para oficinas credenciadas pelas montadoras ou bancos de leasing. Mantemos 10% de frota reserva de motoristas para substituições imediatas.

O que esperar da próxima renovação de frota?

Não teremos uma grande troca de uma vez, pois a renovação é contínua: entra 15% e sai 5% ao ano. A maioria dos veículos já é Euro 6, e esperamos que os próximos tragam ainda mais tecnologia embarcada — sistemas ADAS, frenagem automática e controle eletrônico de peso.

Gostaria de ver uma tecnologia que impeça a saída de caminhões com excesso de carga, como travas eletrônicas integradas à balança do veículo. Isso reduziria riscos e custos. Já levantei essa ideia junto às montadoras — seria um avanço importante.

E o futuro da frota da Femsa?

O futuro é claramente elétrico, mas talvez com novas soluções de geração embarcada de energia. A tecnologia de baterias ainda evoluirá muito, e estamos atentos a cada passo da transição energética — seja elétrica ou por biometano. O importante é garantir segurança, sustentabilidade e continuidade operacional.

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Tegma testa caminhões híbridos diesel-gás no transporte de veículos elétricos Chevrolet

As empresas especializadas no transporte de automóveis estão sendo solicitadas por seus clientes a reduzir as emissões de poluentes de suas operações. E já há resultados. Depois da iniciativa do Grupo SADA, que converteu caminhões a diesel em versões movidas a biometano e GNV para atender à General Motors (GM), agora é a vez da Tegma Gestão Logística apresentar seu próprio projeto de descarbonização.

Em uma operação inédita, a Tegma é responsável pelo transporte da frota elétrica da Chevrolet — que será utilizada pela GM durante a COP30, em Belém (PA) — utilizando caminhões híbridos a gás natural. A ação evitou a emissão de 3,5 toneladas de CO₂, demonstrando que a logística também pode contribuir de forma concreta para a transição energética.

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“A Tegma vem conduzindo um projeto-piloto de caminhões híbridos diesel-GNV, com resultados expressivos em economia de combustível e redução de emissões. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo da empresa para incorporar soluções de descarbonização à sua frota, em linha com a estratégia global da GM”, afirma Nivaldo Tuba, diretor-presidente da Tegma.

Retrofit com menos risco financeiro

O projeto-piloto Dual-Fuel da Tegma consiste na conversão de caminhões a diesel para operarem com a proporção de 70% diesel e 30% GNV. O investimento inicial foi de R$ 65 mil por unidade, aplicado em dois veículos da frota.

Em vez de apostar de imediato em caminhões dedicados a gás — que exigem aquisição de novos ativos — a empresa optou por realizar um retrofit, reduzindo o risco operacional e o impacto financeiro. A estratégia também incorpora valor ASG (Ambiental, Social e Governança) a veículos já existentes, permitindo testar a tecnologia em rotas reais de operação.

Essa proporção de combustão híbrida mantém o desempenho necessário para o transporte de cargas pesadas e garante segurança operacional em regiões com infraestrutura de abastecimento de GNV ainda limitada.

Resultados iniciais e potencial de expansão

Os indicadores detalhados de desempenho ainda estão em fase de mensuração, mas os resultados preliminares já são considerados expressivos. Segundo Nivaldo Tuba, a combinação diesel-GNV proporcionou economia de combustível e redução significativa de emissões, validando o conceito técnico e financeiro do projeto.

O GNV, além de emitir até 30% menos CO₂ que o diesel, oferece custo competitivo por quilômetro rodado, o que é decisivo para a rentabilidade no transporte de cargas. O foco do piloto é calcular o retorno sobre o investimento (ROI) com base nessa economia real.

Toyota apresenta primeira picape a biometano do Brasil

Comprovada a eficiência, a Tegma poderá ampliar o uso da tecnologia Dual-Fuel em sua frota, consolidando um modelo de transição energética viável para o transporte rodoviário pesado.

Alinhamento estratégico com a General Motors

A relevância do projeto da Tegma ultrapassa o ganho operacional. Ele se insere diretamente no movimento de descarbonização da cadeia logística da General Motors, que tem meta global de neutralizar suas emissões até 2035.

A frota híbrida da Tegma é responsável pelo transporte dos veículos elétricos da Chevrolet — incluindo os modelos Blazer EV, Equinox EV e Spark EUV — destinados à COP30. O simbolismo é forte: veículos elétricos sendo transportados por caminhões híbridos, numa demonstração prática de como o setor automotivo pode alinhar produção, distribuição e sustentabilidade.

“Nosso projeto de descarbonização está em sintonia com a estratégia global da GM”, reforça Tuba. “Ao atender às metas de compliance ambiental, a Tegma se consolida como parceiro estratégico essencial na logística automotiva do futuro.”

Biometano: o próximo passo da transição energética

O GNV é apenas o começo. A Tegma já sinalizou, em seu Relatório Integrado 2024, que estuda novas tecnologias sustentáveis — entre elas, caminhões movidos a biometano, combustível renovável derivado de resíduos orgânicos.

O biometano é quimicamente idêntico ao GNV, mas tem origem limpa, o que permitirá à empresa migrar de forma imediata quando a produção em escala se tornar economicamente viável no Brasil.

Essa compatibilidade torna o investimento atual em kits Dual-Fuel uma escolha agnóstica de gás, ou seja, capaz de operar com qualquer tipo de combustível gasoso, seja fóssil ou renovável.

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Eletra e BYD apresentam novidades para eletromobilidade urbana na Arena ANTP

A Arena ANTP 2025, que ocorre até 30 de outubro no Transamérica Expo Center, em São Paulo, foi o local de lançamentos de novos chassis para ônibus 100% elétricos da Eletra e BYD.

A Eletra, empresa brasileira e pioneira em ônibus elétricos, anunciou uma nova linha de chassis elétricos e a criação da Eletra Consult, consultoria voltada a apoiar empresas e gestores públicos na eletrificação de frotas.

Os novos chassis atendem a diferentes segmentos — de midiônibus de 11,5 metros a superarticulados de 23 metros — todos com piso baixo e autonomia entre 250 km e 350 km, conforme a operação. Desenvolvidos sobre plataformas Mercedes-Benz, os modelos foram eletrificados com tecnologia 100% nacional da Eletra, garantindo adequação às diversas realidades urbanas.

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Em parceria com a WEG, a fabricante também apresentou uma nova geração de baterias, motores e inversores mais leves, que reduzem o peso total dos veículos em até 350 kg e aumentam sua capacidade de transporte. Com índice de nacionalização de 95%, os produtos são credenciados pelo BNDES e Finame, permitindo acesso a linhas de financiamento verde.

A diretora-presidente Milena Braga Romano destacou que a empresa vai além da fabricação: “A Eletra é provedora de conhecimento e soluções completas. Queremos que o Brasil lidere a eletromobilidade na América Latina, com tecnologia desenvolvida e produzida aqui.”

A nova Eletra Consult complementa esse posicionamento. O serviço oferece suporte técnico e estratégico desde o planejamento de infraestrutura elétrica até o descarte de baterias, integrando aspectos operacionais e financeiros da transição energética. “A eletrificação é um ecossistema. A escolha do ônibus e da infraestrutura devem nascer juntas. Nosso papel é conectar esses pontos”, acrescenta Milena.

BYD estreia chassi elétrico Midi desenvolvido no Brasil

Arena ANTP
Novo BYD BC10LE, primeiro chassi Midi desenvolvido pela marca no Brasil

A BYD também escolheu a Arena ANTP para estrear o BC10LE, seu primeiro chassi de ônibus elétrico Midi projetado especialmente para o mercado brasileiro. Com 10 metros de comprimento e design modular, o modelo oferece flexibilidade para operação tanto em vias centrais quanto em bairros com ruas estreitas.

Equipado com as baterias Blade BYD, o BC10LE redefine padrões de segurança com tecnologia de Lítio-ferro-fosfato (LFP) e estrutura alongada que otimiza o espaço interno e a estabilidade térmica. Segundo a empresa, as baterias têm vida útil superior a 3.000 ciclos de recarga e mínima degradação.

Revista Frota News Edição 52: Especial Transporte de Passageiros destaca a força do fretamento e a evolução da mobilidade 

Segundo Marcello Scheider, diretor de veículos comerciais e solar da BYD Brasil, o veículo pode operar por até 15 anos, superando os modelos a diesel.

O lançamento simboliza um avanço na estratégia da empresa de fortalecer a cadeia produtiva nacional. A partir de 2026, a unidade de Manaus (AM) passará a fabricar os packs das baterias Blade, ampliando o conteúdo local e consolidando o Brasil como polo regional da marca.

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Usuários do Waze viraram informantes do DER-MG em projeto pioneiro em Minas

As rodovias estaduais de Minas Gerais estão vivenciando uma transformação digital que coloca o motorista no papel de fiscal e principal agente de informação. Em um projeto classificado como pioneiro, o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) estabeleceu uma parceria com o aplicativo de mobilidade Waze, integrando o fluxo de dados dos usuários diretamente em seu sistema de gestão de manutenção.

A iniciativa marca uma mudança paradigmática na forma como a autarquia gerencia a malha rodoviária de mais de 25.000 km, trocando o monitoramento puramente manual por um sistema híbrido de inteligência de dados.

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O cerne da inovação reside na integração de informações fornecidas em tempo real pelos próprios usuários do Waze. De forma anônima e contínua, esses dados mapeiam o estado das rodovias, identificando uma série de ocorrências que exigem ação imediata:

  • Riscos à Segurança: Buracos, detritos na pista e interdições.
  • Sinistros (Acidentes): Alertas sobre colisões e necessidade de socorro.
  • Problemas Climáticos: Alagamentos e deslizamentos.
  • Lentidão: Congestionamentos ou interrupções no fluxo de tráfego.

Segundo a direção do DER-MG, a riqueza e a instantaneidade desses dados se tornaram uma “poderosa fonte de dados para o Departamento”. As informações reportadas chegam imediatamente aos fiscais das obras e às empresas contratadas para a manutenção, permitindo que as equipes de campo ajam de forma proativa e direcionada, em vez de depender apenas de rondas programadas ou de denúncias tardias.

Resultados em quatro meses

A eficácia do programa, implementado em sua plenitude, já pode ser medida em números. O levantamento referente ao período de julho a outubro deste ano revela o impacto da coordenação entre o DER-MG e o aplicativo:

Indicador Quantidade Registrada Detalhe
Rotas Impactadas 65.000 Total de rotas que tiveram seu trajeto afetado pelas ocorrências.
Alertas Emitidos pelo DER-MG 45 Número de alertas de tráfego emitidos pela autarquia com base nos dados recebidos e validados.
Média por Alerta 1.400 rotas Volume de rotas que foram, em média, impactadas por cada alerta emitido.

O registro de 65 mil rotas impactadas em apenas quatro meses e a média de 1.400 rotas por alerta emitido pelo DER-MG demonstram que a autarquia está focada em intervir em pontos críticos que afetam um grande volume de motoristas. A capacidade de emitir 45 alertas diretos ao longo do período reforça a rapidez com que a informação é processada e devolvida à comunidade de motoristas, ajudando-os a planejar seus deslocamentos com mais segurança.

A parceria não se limita apenas à manutenção. A coleta contínua desses dados de tráfego e ocorrências permite ao DER-MG construir um mapa de calor da infraestrutura, identificando trechos cronicamente problemáticos. Isso facilita o planejamento de investimentos futuros, priorizando obras de recuperação e modernização em áreas de alto risco ou desgaste constante, alinhando a alocação de recursos públicos com a real necessidade percebida pelos usuários.

Ao utilizar a tecnologia de geolocalização e o crowdsourcing, o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais se posiciona na vanguarda da gestão rodoviária pública no Brasil, garantindo que o controle das rodovias esteja cada vez mais integrado e a segurança viária seja uma prioridade com resposta em “tempo real”.

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Volvo lidera jornada elétrica no transporte de carga e já roda 250 milhões de km sem diesel

Os mais de 5.700 caminhões elétricos da Volvo já comercializados desde 2019 já percorreram juntos mais de 250 milhões de quilômetros. Na América do Sul, há 30 unidades do FM Eletric, sendo 15 no Brasil. Nos Estados Unidos e Canadá, cerca de 700. O restante pelos cerca de 50 países do mundo que a merca já comercializa seus modelos eletrificados.

Em comparação com uma frota similar de caminhões a diesel, o consumo de diesel seria superior a 78 milhões de litros do combustível fóssil. Segundo a Volvo Trucks, com o uso de caminhões elétricos, as emissões de dióxido de carbono do tubo de escape foram reduzidas em 213.000 toneladas.

“É ótimo ver esse desenvolvimento e como as empresas de transporte estão adotando os benefícios do uso de caminhões elétricos nas operações diárias. Os caminhões elétricos estão reduzindo as emissões e proporcionando um ambiente de trabalho mais confortável e silencioso para os motoristas”, diz Roger Alm, presidente da Volvo Trucks.

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“Ainda assim, todos nós sabemos que a mudança para a eletricidade está indo muito lentamente. Não temos as condições de mercado que tornariam lucrativo para todas as empresas de transporte descarbonizar o transporte. Isso deve mudar se quisermos ver mais caminhões elétricos na estrada.”

Os números da ACEA (entidade europeia equivalente à Anfavea e representa a indústria automotiva) confirma isso. A participação dos caminhões elétricos cresceu apenas de 2,1% para 3,6% na comparação do primeiro semestre de 2025 com o período anterior. O cenário é diferente para cada tipo de veículo comercial (vans, caminhões e ônibus), como pode ser conferido no quadro abaixo.

electric
Fonte: ACEA

Os maiores mercados para os caminhões elétricos da Volvo são Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e EUA. O portfólio de caminhões elétricos da empresa consiste em oito modelos que atendem as aplicações desde distribuição urbana e gerenciamento de resíduos até transporte e construção regional.

Ao longo dos seis anos de eletrificação, a empresa construiu uma forte experiência na otimização do uso da energia instalada, carregamento e manutenção de caminhões elétricos. Em 2026, a Volvo planeja lançar um caminhão elétrico pesado com autonomia de até 600 km com uma carga.

Os modelos de caminhões elétricos Volvo oferecidos são o Volvo FL Electric, FE Electric, FM Electric, FM Low Entry, FMX Electric, FH Electric, FH Aero Electric e VNR Electric.

A estratégia da Volvo Trucks para a descarbonização inclui caminhões elétricos a bateria e movidos a célula de combustível, bem como motores de combustão movidos a combustíveis renováveis, incluindo biometano e hidrogênio.

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Revista Frota News Edição 52: Especial Transporte de Passageiros destaca a força do fretamento e a evolução da mobilidade 

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A edição 52 da Revista Frota News já está disponível com um especial dedicado ao Transporte de Passageiros — Fretamento, que revela como o setor vive um momento de expansão, modernização e novas oportunidades. Com o título de capa “Fretamento em alta: do escolar ao turismo de luxo, o setor acelera rumo à modernização”, a nova edição traz uma cobertura abrangente sobre os segmentos que movimentam a mobilidade brasileira, com dados e análises exclusivas. 

Entre os destaques, a reportagem “Vans no centro da mobilidade” mostra como o mercado global de veículos comerciais leves ultrapassou a marca de 4 milhões de unidades produzidas no primeiro semestre de 2025. O tema social ganha força com “O transporte escolar como pilar da educação”, que evidencia o papel essencial desse serviço na garantia do acesso à escola para milhões de alunos em todo o Brasil. 

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Revista Frota News Edição 52 – Especial transporte de Passageiros

Toyota Hiace: a nova van como investimento estratégico para empreendedores

O setor de fretamento, em plena expansão, é abordado sob diversas perspectivas: desde o panorama do mercado brasileiro e o perfil das empresas de ônibus familiares, até o avanço da indústria de carrocerias, que mantém ritmo de produção elevado. Reportagens especiais mostram a personalização dos veículos para diferentes tipos de operação — corporativa, turística, rural e industrial. 

A edição também destaca a presença internacional da Marcopolo, que se consolidou como um dos grandes nomes da Busworld Europe 2025, em Bruxelas, e anunciou uma parceria estratégica com a Volvo Buses para o mercado europeu. 

Selo Maior Valor de Revenda

Além das matérias de capa, a Frota News 52 traz o Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais 2025, com os modelos que melhor mantiveram seu preço no mercado, e a cobertura do Seminário Educação para Logística – Descarbonização 2025, evento promovido pela Frota News em São Paulo. 

A Frota News é uma revista referência, com conteúdo de qualidade que atinge mais de 600 mil profissionais das áreas de transporte, logística, mobilidade e indústria automotiva. Além das versões impressas e digitais, o público pode acessar a revista e seus conteúdos exclusivos através da plataforma www.frotanews.com.br e pelas redes sociais da Frota News e seus parceiros. 

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Reduzir pedágio para caminhões a gás não é gasto — é investimento em logística sustentável

A redução dos pedágios para caminhões a gás natural deveria ser implementada como a próxima política de estímulo à descarbonização do transporte pesado. Isso já ocorre em diversos países, sendo defendida pelo diretor Institucional da Scania para a América Latina, Gustavo Bonini, em entrevistas à imprensa. Como maior fabricante de caminhões a gás no Brasil, é também o primeiro grande fabricante que defende publicamente a ideia, que está em análise pelo governo federal.

Embora a tecnologia do gás seja conhecida e testada há muito tempo para veículos pesados e gere uma economia significativa no gasto com combustível (o custo por quilômetro é cerca de 30% menor que nos caminhões a diesel), a frota a gás começa a aumentar desde que a Scania lançou os primeiros modelos e, agora, outros fabricantes começam a desenvolver seus modelos para entrar neste segmento de caminhões mais sustentáveis.

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Porém, para o crescimento em um volume maior ainda há alguns desafios, no entanto, que são vistos como oportunidade para outras indústrias. O primeiro é a falta de infraestrutura para abastecimento nas estradas. Por isso mesmo, alguns governos estaduais e concessionárias de gás têm investido na criação dos chamados “corredores azuis”, onde há postos em distâncias suficientes para garantir o fluxo desses caminhões. No final de julho, o Ministério dos Transportes anunciou que, em 70 novos PPDs (Pontos de Parada e Descanso) que serão construídos até 2027, serão incluídas estruturas para abastecimento por gás natural e gás liquefeito.

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O custo menor do pedágio, defendido pela Scania, seria uma maneira de tornar ainda mais interessante economicamente a troca pelos veículos a gás. Segundo a ABiogás, uma política pública estruturada para o transporte pesado é o elemento que falta para deslanchar essas frotas no Brasil. Por enquanto, o número de caminhões movidos a gás natural licenciados e rodando nas rodovias subiu de 721 em 2022 para 2.200 em abril deste ano.

Os principais corredores

A proposta que está sendo analisada a nível federal diminuiria ou eliminaria o valor do pedágio para esses veículos em algumas rotas, inicialmente nos “corredores azuis”. Eles seriam instalados em trajetos como a Via Dutra, que liga o Rio a São Paulo; a Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte; e a BR-163, conhecida como a Rodovia do Agronegócio, que faz o escoamento da produção do agro de estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio Grande do Sul. Uma das discussões é se o programa vai prever incentivos para a troca de veículos por novos modelos movidos a gás ou se também vai incentivar a conversão de motores dos já existentes, com a troca do trem de força a diesel pelo a gás, como a MWM Motores já tem feito com algumas frotas, como a do Grupo Sada.

Exemplos de outros países

Vários países já adotam descontos ou isenções de pedágio para veículos com baixas emissões, incluindo caminhões movidos a gás natural. Na Alemanha, veículos classificados como ambientalmente eficientes (EEV) têm desconto de até 15% no pedágio rodoviário; na França, concessionárias como a VINCI oferecem até 10% de redução para veículos com selo ecológico Crit’Air; na Itália, regiões como a Lombardia isentam totalmente caminhões a GNV ou biometano. Índia e Rússia também implementaram isenções temporárias em rodovias estratégicas, enquanto nos Estados Unidos estados como a Califórnia permitem acesso privilegiado a faixas de alta ocupação para veículos limpos. Essas políticas demonstram que o uso de tarifas rodoviárias como incentivo econômico é uma estratégia global consolidada para acelerar a adoção de tecnologias sustentáveis no transporte pesado.

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