A Volvo Trucks, com experiência de quem já vendeu mais de 313.000 caminhões só no Brasil entre 1980 e 2022 (imagina no mundo?), nos conta 8 dicas para evitar quebras de caminhões.
O artigo foi escrito por Bert Johansson, gerente de Desenvolvimento operacional na Volvo Trucks, e o Frota News fez a tradução para o nosso leitor.
Fonte: Bert Johansson — Tradução e adaptação: Marcos Villela — Imagines: Acervo Volvo Caminhões
Garantir que seu caminhão continue funcionando é fundamental para evitar paradas em seus negócios. Aqui estão 8 razões comuns para avarias — e o que você pode fazer para evitá-las.
É justo dizer que é quase impossível evitar todos os tipos de paradas do caminhão, graças ao desgaste natural. Mas também há muita manutenção preventiva que você pode fazer para reduzir o risco de avarias.
Uma recomendação básica geral para aumentar o tempo de atividade é realizar inspeções regulares. As verificações diárias significam que os motoristas podem agir antes que qualquer problema se torne algo maior ou mesmo um grande problema. Muitos problemas também podem ser evitados com a manutenção programada do seu caminhão.
Aqui está uma lista dos 8 mais comuns e o que você pode fazer sobre eles.
1. A BATERIA
O motivo mais comum para a quebra de um caminhão moderno é o mau funcionamento da bateria. Um caminhão atual é altamente dependente de funções e sistemas que precisam de energia da bateria. Se usados em excesso, eles podem fazer com que a bateria descarregue. Baterias bem carregadas e limpas, juntamente com uma caixa de bateria bem conservada e conexões elétricas são cruciais quando se trata de evitar avarias. Para evitar mau funcionamento, mantenha as baterias limpas e carregadas e certifique-se de que as conexões elétricas na caixa da bateria estejam limpas e livres de corrosão usando spray anticorrosivo.
2. EVITE FREIOS BLOQUEADOS OU DESGASTADOS
Os freios ficam expostos a muito desgaste e freios travados ou presos são problemas muito comuns que requerem assistência na estrada. Os motivos para esse tipo de avaria podem incluir discos rachados, pastilhas de disco gastas e/ou pinças presas. Tudo isso pode ser evitado por meio de verificações regulares de manutenção preventiva. Certifique-se de seguir os intervalos de manutenção programados.
3. VERIFIQUE SE O MOTOR DE PARTIDA ESTÁ COM AS CONEXÕES ELÉTRICAS LIMPAS
Na posição número três encontramos problemas no motor de partida, que podem causar mau funcionamento do motor. Muitas vezes, isso ocorre devido a conexões elétricas soltas ou ruins, causadas — neste caso — por corrosão. Para evitar isso, verifique as conexões do motor de partida e, se necessário, limpe-as e lubrifique-as com spray anticorrosivo.
4. VERIFIQUE SEUS PNEUS DIARIAMENTE
Em quarto lugar, encontramos diferentes tipos de danos aos pneus: por exemplo, estouros de pneus. Ao verificar seus pneus diariamente, você pode evitar muitos problemas. Procure desgaste incomum e danos nas roscas e paredes laterais do pneu.
5. PROCURE POR VAZAMENTOS DE ÓLEO
Vazamentos de óleo também podem causar frequentemente paradas desnecessárias, com vazamentos mais frequentemente vindos de mangueiras e tubos. Vazamentos podem ser encontrados tanto na direção hidráulica quanto nos sistemas de óleo do motor e geralmente ocorrem devido ao uso e degradação normais. Ao procurar vazamentos de óleo embaixo do veículo, você pode evitar uma pane antes que ela aconteça.
Em 6º lugar para causas de avaria encontramos problemas relacionados com a embreagem. Vários motivos podem causar isso, como discos de embreagem desgastados ou vazamentos de mangueiras pneumáticas. Durante as revisões, é possível detectar os problemas. Se o motorista utilizar incorretamente a caixa de câmbio no modo manual, é recomendável fornecer treinamento para garantir o uso adequado da caixa de câmbio e embreagem.
7. TROQUE OS FILTROS NO TEMPO CORRETO
Se você não substituir os filtros (como filtros de combustível e separadores de água) de acordo com o cronograma de manutenção, eles correm o risco de entupir, o que pode resultar em paradas muito caras. Para manter o motor em bom estado e garantir sua vida útil esperada, é crucial substituir os filtros de óleo do motor nos intervalos de manutenção. Certifique-se de manter um diálogo regular com sua oficina de serviço — e, se necessário, atualize seu intervalo de serviço e planeje suas visitas à oficina a tempo de se adequar à sua operação.
8. VERIFIQUE OS BOLSÕES DE AR QUANTO A RACHADURAS E DANOS
A maioria dos caminhões hoje possui suspensão a ar com bolsões de borracha. Ademais, à medida que envelhecem, as chamadas “rachaduras de ozônio” podem causar danos ao bolsão, o que pode levar a um vazamento repentino de ar, resultando em uma avaria. Assim, para evitar isso, você precisa garantir que seus bolsões de ar estejam em boas condições — o que significa que você deve mantê-los o mais limpos possível. Certamente, durante as verificações regulares de manutenção preventiva, é possível fazer isso..
Reduza custos desnecessários com medidas simples
Por fim, nota do tradutor: algumas das dicas de manutenção preventiva mencionadas aqui podem parecer autoexplicativas ou diretas. Mas as avarias podem ter consequências graves para o negócio de caminhões e resultar em custos significativos. Afinal, o custo médio de detalhamento para esses tipos de emissões pode variar de R$ 11 mil a R$ 30 mil, dependendo da localização e das circunstâncias. Ademais, os caminhões sempre precisarão de manutenção e reparos, independentemente de quão bem construídos sejam, e todas as causas comuns de avarias mencionadas aqui baseiam-se em exemplos da realidade.
Por fim, como disse Bert Johansson: “existe uma diferença entre tempo de inatividade planejado e tempo de inatividade não planejado, mesmo do ponto de vista do custo. A chave para cortar custos com paradas é conhecer e otimizar a manutenção planejada, para que você tenha menos paradas e quebras não planejadas”.
A FSJ Logística é uma empresa especializada em cargas fechadas com rotas fixas para todo o país que, recentemente, conquistou a homologação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o transporte de medicamentos e cosméticos. Com essa nova conquista, a FSJ amplia seu leque de serviços e espera crescer cerca de 15% em faturamento.
A operadora em logística investiu aproximadamente R$ 150 mil para obter a homologação da ANVISA e agora está autorizada a transportar todas as classes de produtos relacionados à saúde. Isso inclui medicamentos e insumos, cosméticos e produtos de higiene, saneantes e domissanitários. Com essa aprovação, a empresa se destaca como uma das melhores opções do mercado para o transporte desses produtos sensíveis.
Infraestrutura
Rafael Jacobsen, diretor de operações da FSJ Logística, explica que a empresa realizou todas as ações necessárias para obter a homologação da ANVISA. Isso incluiu a contratação de um profissional técnico responsável, o pedido de alvará sanitário e as autorizações junto à agência. Aliás, agora, a FSJ está apta a transportar todos os tipos de medicamentos, desde os termoestáveis até os sujeitos a controle especial.
Além dos investimentos realizados para obter as licenças, a FSJ Logística também adequou sua infraestrutura. A empresa conta com carretas isotérmicas inspecionadas pela ANVISA e possui um galpão para a armazenagem temporária dos produtos, conforme as normas da agência. Todos esses cuidados são essenciais para garantir a segurança e a qualidade durante o transporte.
A FSJ Logística também se preocupou em capacitar seus motoristas para o transporte de medicamentos e cosméticos. Afinal, a empresa promoveu treinamentos específicos, visando assegurar que todas as operações ocorram com segurança e segundo as regulamentações da ANVISA. Dessa forma, a FSJ oferece um serviço de excelência, garantindo a integridade dos produtos transportados.
Com a homologação da ANVISA, a FSJ Logística está pronta para expandir seu portfólio de clientes na área da saúde. A empresa já possui pelo menos três clientes nesse segmento e espera aumentar ainda mais sua participação no setor. Dessa forma, a previsão é de um incremento de 15% no faturamento anual em 2023.
Sobre a operadora
A FSJ Logística nasceu em 2015, com foco nas grandes transferências (Middle Mile) de cargas do e-commerce. Ademais, a empresa é familiar sendo gerenciada por Emerson Davo, filho de José Afonso Davo, fundador e acionista da Jadlog, uma empresa de transporte com uma trajetória reconhecida no setor. Por fim, com uma frota de mais de 500 veículos, incluindo cerca de 100 carretas blindadas, a empresa consegue atender às demandas mais exigentes do mercado.
A ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) acaba de lançar o Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários 2023.
É uma publicação de 178 páginas com muitas informações sobre esse universo que inclui centenas de indústrias que fabricam equipamentos para o transporte de cargas rodoviárias. Os textos são publicados em três idiomas: português, espanhol e inglês. Decerto, a excelente produção editorial foi de responsabilidade da Agência Ponto e Letra.
Os principais conteúdos do anuário são:
Análises e artigos, como a Perspectiva 2023, resultados da última Fenatran, avanço do implemento de quatro eixos, locação, entre outros.
Dessa forma, há também o artigo: “O futuro da cadeia automotiva no Brasil pode se basear na prosperidade e protagonismo”, escrito pelo economista-chefe da ANFIR, George Rugitsky.
Dados da indústria de implementos
Dessa forma, apresentamos a visão geral do setor, com informações sobre as 1.468 empresas produtoras, sendo 164 associadas à ANFIR, além de mais de 50 mil empregos diretos e indiretos, produção, vendas internas, exportações e receita do setor.
Certamente, temos das empresas associadas em ordem alfabética, entre muitas outras informações.
É uma associação brasileira composta por 164 empresas da indústria de implementos associadas. Além disso, a ANFIR fundou-se em 1980 com o objetivo de proteger os interesses coletivos das empresas do setor, oferecer assistência técnica e jurídica, ampliar a representatividade e desenvolver iniciativas que contribuam para o aprimoramento do setor de implementos rodoviários no Brasil.
Por fim, a associação concentra seus esforços no aprimoramento do setor. Incluindo o crescimento do número de associados. Trabalha na melhoria da segurança passiva e desempenha um papel importante no desenvolvimento do setor de implementos rodoviários, contribuindo para o crescimento econômico do país.
E mais: PACTUS AMPLIA FROTA COM 21 VW METEOR E ABRE NOVAS VAGAS DE TRABALHO
Com foco no agronegócio, a operadora logística Pactus Transportes comprou 21 VW Meteor 29.530 6×4.
A empresa está expandindo sua frota devido a novos contratos firmados com clientes e tinha uma demanda imediata que foi prontamente atendida pela concessionária Mônaco Diesel. Douglas Gewehr, sócio da Pactus Transporte, destaca o custo-benefício do VW Meteor.
Com presença em diversos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí, Tocantins, Pará, Goiás e Minas Gerais, a Pactus Transporte foca suas operações no agronegócio.
GOVERNO FEDERAL VAI ANUNCIAR NOVO PAC PARA INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES
O governo federal agendou a cerimônia de lançamento do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o próximo dia 27 de julho. O programa retoma obras paralisadas, intensificar aquelas que já estão em andamento e implementar novos projetos em diversas áreas, com destaque para o setor de transportes. Certamente, os investimentos serão feitos por meio de recursos públicos, privados e parcerias público-privadas (PPP).
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), anunciou no dia 10 de julho que sua pasta receberá 50% dos investimentos do novo PAC. Ademais, o programa escolheu a primeira etapa da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), na Bahia, como a obra inicial. Além disso, espera-se investimentos em ferrovias, rodovias, portos, aeroportos e hidrovias.
Por fim, a escassez de infraestrutura de transportes no Brasil é um dos principais desafios para a competitividade do país. Segundo Pierre Jacquin, vice-presidente para a América Latina na project44, empresa provedora de tecnologias de visibilidade para a cadeia de suprimentos, o Brasil possui apenas 28 mil quilômetros de ferrovias, enquanto os Estados Unidos e a China têm, respectivamente, 150 mil e 100 mil quilômetros de trilhos instalados. Além disso, muitos portos operam no limite de sua capacidade e com instalações antiquadas, e as hidrovias são subutilizadas em apenas um terço de seu potencial.
Esta edição News#6, temos os seguintes resumos de notícias:
Estatísticas recentes da APVS Truck sobre roubo de caminhões
Seminário inédito da NTC&Logística sobre inovação
Balanço de vendas de implementos rodoviários da Anfir
Novas concessionárias nas redes Mercedes-Benz e Volkswagen
A solução Scania para coleta de lixo com caminhão elétrico
Roubo de caminhões
O Brasil está enfrentando um aumento preocupante nos roubos de caminhões nas estradas. Segundo a Associação de Proteção Veicular APVS Truck, os casos de roubo e furto de caminhões aumentaram 22,5% entre janeiro e maio de 2023 em comparação com o ano anterior. A falta de segurança nas estradas é apontada como um dos principais facilitadores desses crimes. A APVS Truck sugere o aumento do policiamento e monitoramento das vias, além de melhorias na malha rodoviária. Somente no estado de São Paulo, mais de 4.600 assaltos a caminhões foram registrados em 2022, com Guarulhos e São Paulo liderando o número de roubos. A APVS Truck oferece aos associados serviços de monitoramento e rastreamento de veículos, e também orienta medidas preventivas, como planejar rotas antecipadamente e evitar padrões fixos de abastecimento e descanso. Os transportadores estão em busca de soluções para garantir a segurança dos caminhoneiros e das cargas.
Seminário NTC de Inovação Tecnológica TRC
No próximo dia 12 de julho de 2023, a subsede da NTC&Logística em São Paulo vai sediar a primeira edição do Seminário NTC de Inovação Tecnológica do Transporte Rodoviário de Cargas. O evento pretende apresentar as mais recentes inovações do mercado aos empresários do setor, destacando o papel das empresas transportadoras na transformação diária desse segmento. Mais informações no site da entidade.
Implemento rodoviários
A venda de implementos rodoviários deve cair 13% em 2023, devido ao fraco desempenho das carrocerias leves, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir). No primeiro semestre, foram vendidas 72.971 unidades, uma queda de 2,8% em relação ao ano passado. As carrocerias leves recuaram 11,3%, enquanto os equipamentos pesados tiveram um aumento de 4,6% nas entregas. A projeção anual da Anfir foi revisada para 135 mil unidades. O presidente da associação mencionou dificuldades na obtenção de crédito e o segmento de caminhões também registrou queda nas vendas. As exportações cresceram 11,5% até maio de 2023.
A Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus e a Mercedes-Benz Vans contam com uma nova concessionária em Três Lagoas (MS), cidade considerada a capital da celulose e a de maior renda per capita daquele estado. Portanto, a concessão da nova sede e o investimento é do Grupo Aoki, concessionário Mercedes-Benz desde 1959, que possui outras seis concessões da marca. Então, com uma infraestrutura de venda e pós-venda de caminhões, ônibus e vans Sprinter, a nova unidade está em conformidade ao padrão mais moderno da Mercedes-Benz. Decerto, a concessionária inaugurada em Três Lagoas fica na Rodovia 262, nº 2.984, km 12, no bairro Alto dos Ipês.
Rede Volkswagen Caminhões e Ônibus
Os clientes da VWCO têm agora mais uma nova concessionária, a Gaplan em Uberaba (MG). A nova unidade inaugurou-se na BR-050, km 185, no sentido de São Paulo, em um terreno de mais de 14 mil m² e uma construção de quase 4 mil m². Certamente, é a oitava unidade da Gaplan no país e recebeu um investimento de aproximadamente R$ 18 milhões. Assim, o representante do grupo Gaplan, Wladimir Gazzola, comemora a expansão do projeto e espera inaugurações futuras. Aliás, Eduardo Pignata, supervisor de Treinamento e Desenvolvimento da Rede da Volkswagen Caminhões e Ônibus, destaca a satisfação de ter várias concessionárias em todo o Brasil, sendo a nova Gaplan em Uberaba uma referência em assistência especializada, disponibilidade de peças e manutenção veicular.
Scania elétrico na coleta de lixo
Por fim, os caminhões elétricos da sueca Scania já são realidade em Singapura. A ALBA W&H Smart City adquiriu 15 unidades. Os veículos fazem parte do plano de, além da redução da emissão de CO₂, reduzir o nível de ruído urbano. O modelo é Scania 25 com a cabine (L) de serviços urbanos e acesso baixo para facilitar o constante entra e sai do motorista. Ademais, o motor elétrico é de 230 kW (310 cv) e torque de 2.200 Nm, com baterias de 165 kWh ou 300 kWh, podendo ter uma autonomia máxima de 350 km com PBT de 40 toneladas, e 250 km com PBT de 65 toneladas.
Caminhões movidos a gás natural liquefeito (GNL) da Iveco estão ganhando cada vez mais destaque na América do Sul. Este tipo de caminhão oferece vantagens em relação ao modelo movido a gás natural veicular (GNV), porém, exige um investimento inicial maior para entregar os benefícios superiores. A principal é a autonomia, que pode chegar a 1.600 km. No entanto, já bateu o recorde de 1.728 km.
As empresas estão escolhendo essa opção não apenas para cuidar do meio ambiente, mas também para reduzir os custos operacionais, sem comprometer a produtividade.
Entre as marcas presentes na região, a Iveco é a que conta com mais experiência global, sendo mais de 25 anos em pesquisa e desenvolvimento de combustíveis alternativos, mesmo não tendo sido a pioneira no Brasil.
Entregas globais
Reinaldo Rossoni, diretor Comercial da Iveco para a América Latina, enfatizou a confiabilidade da tecnologia GNL, que foi totalmente validada pela empresa europeia. Desde 1996, a Iveco já fabricou mais de 45.000 unidades de caminhões movidos a GNL, que percorreram mais de um bilhão de quilômetros.
“O cliente pode ter certeza de que está adquirindo um produto de alta performance. Para cuidar do meio ambiente, não precisamos renunciar a potência ou rentabilidade, mas a tecnologia que utilizamos em nossos veículos nos permite oferecer o mesmo desempenho de um veículo a diesel, reduzindo os custos operacionais e proporcionando maior rentabilidade para as transportadoras”, acrescentou Rossoni.
A Iveco está comprometida em atender às diversas demandas dos mercados, buscando entender as necessidades do transporte e sua evolução. A marca possui uma rede de atendimento comercial e de serviços que trabalha em conjunto com os clientes, contribuindo para a construção da marca e a análise do mercado local.
O S-Way pode receber diferentes composições de tanques, conforme a autonomia desejada
S-Way GNL
Na Argentina, um dos principais mercados da região, a Andes Motor se tornou um novo parceiro estratégico da Iveco em 2022. Por meio dessa parceria, 15 caminhões S-Way movidos a GNL foram entregues ao Grupo San Gabriel, que possui a maior frota de caminhões Iveco movidos a GNL na América Latina. Esses veículos serão utilizados para o transporte de produtos da multinacional Nestlé e uma parte deles será conduzida exclusivamente por mulheres treinadas pelo Grupo San Gabriel por meio do programa “Mujer, dirige tu futuro” (Mulher, conduza o seu futuro).
Carlos Niebirt, gerente assistente de Caminhões da Iveco no Chile, afirmou que a introdução do primeiro S-Way movido a GNL no mercado latino-americano representa um marco importante. Ele destaca a inovação que a Iveco e a Andes Motor estão buscando ao oferecer novas alternativas de combustão.
O S-Way movido a GNL é o primeiro caminhão do mercado que utiliza gás natural. Foi projetado especialmente para o transporte internacional de longa distância. Ele detém o recorde mundial de autonomia para um veículo movido a GNL, podendo percorrer uma distância de 1.728 km com uma única carga.
TotalEnergies
Na República Dominicana, através do distribuidor oficial Martí, foram entregues os primeiros caminhões X-Way movidos a GNL para a TotalEnergies. Dessa forma, a multinacional adquiriu 13 veículos visando sua ambição de se tornar o principal player de energia responsável e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
William Costa, gerente de Vendas da Iveco na América Latina, destacou que essa é a primeira compra da TotalEnergies de caminhões movidos a gás natural. Assim, a empresa já está negociando novos pedidos para renovação de sua frota em 2024. Ademais, a ideia é substituir uma grande parte dos veículos a diesel por novas unidades movidas a GNL.
Os caminhões X-Way movidos a GNL possuem tecnologia Euro 6 de Gás Natural. Certamente, eles podem reduzir as partículas poluentes em até 99% e emitindo o mínimo de ruído. Ademais, também apresentam caixas Hi-Tronix de 12 velocidades. A cabine é espaçosa, com melhor ergonomia para os motoristas, sistemas de segurança ativa e passiva, além de proteção para cargas perigosas. Por fim, esses veículos já receberam inúmeros prêmios de design em todo o mundo.
Filipe Battistella é o novo responsável de gerente de Serviços Comerciais para caminhões e ônibus
Felipe Ribeiro é o novo gerente Nacional de Operações da Mira Transportes
Volvo Caminhões e Ônibus
Felipe Battistella é o novo gerente de Serviços Comerciais da Volvo, assumindo a responsabilidade pela área de serviços comerciais em caminhões e ônibus. Sua função é definir as estratégias e ações de vendas de peças e serviços Volvo, tanto para o mercado brasileiro como para importadores privados na América Latina.
Com formação em administração de negócios pela FAE Curitiba e MBA em marketing pela Fundação Armando Alvares Penteado, Battistella possui especializações em gestão para resultados, liderança e inovação.
O executivo possui uma sólida carreira de mais de 25 anos na Volvo. Iniciou como estagiário na área de estratégia de caminhões em 1996 e passou por diversas áreas e funções comerciais. Além disso, adquiriu experiência internacional na matriz da Volvo Trucks, na Suécia, atuando como gerente de soluções para clientes e diretor de planejamento estratégico de peças. Recentemente, ocupou a posição de gerente de marketing e desenvolvimento de concessionárias em caminhões e ônibus para o mercado brasileiro e importadores privados na América Latina.
Battistella destaca a importância do aprimoramento contínuo do pós-venda da Volvo. Ele ressalta que as ofertas de serviços desempenham um papel essencial na disponibilidade e desempenho dos veículos da marca. Juntamente com a rede de concessionárias, seu objetivo é garantir a disponibilidade de componentes e mão de obra para que os caminhões e ônibus Volvo estejam sempre em pleno funcionamento.
Felipe Ribeiro foi anunciado como novo gerente Nacional de Operações do Mira Transportes. Com mais de 25 anos de experiência no setor, Ribeiro foi promovido de seu cargo anterior como gerente da filial de São Paulo do Grupo Mira. Agora, sua missão é replicar os projetos bem-sucedidos realizados na capital paulista para todas as unidades da empresa, com ênfase em uma gestão humanizada, redução de custos e crescimento estruturado.
Ribeiro é formado em Logística e possui especializações em liderança e gestão de pessoas. Durante sua carreira, focou na gestão de operações de transporte, implementando reestruturações de processos e expandindo novas frentes de negócio. Sua atuação como gerente de Operações em São Paulo desde 2019 possibilitou o crescimento da empresa por meio de parcerias com clientes ativos e novos embarcadores.
A chegada de Felipe Ribeiro ao cargo de gerente Nacional de Operações é considerada estratégica para o crescimento do Mira Transportes, que tem expandido sua atuação em diferentes regiões do país. O diretor geral, Roberto Mira Júnior, destaca a visão macro do negócio e a assertividade de Ribeiro com as equipes e clientes como elementos fundamentais para alcançar um novo patamar no setor. A profissionalização das operações, com foco na redução de custos, é um objetivo para garantir um crescimento eficiente nos próximos anos.
No último dia 1º de julho, a Braspress completou 46 anos de fundação em 1977, com um telefone, uma Kombi e um Ford F-350 na Vila Guilherme, em São Paulo (SP). Atualmente, a empresa conta com cerca de 3.100 veículos de carga, mais de 9.000 colaboradores e 115 filiais pelo País.
Conheça mais sobre a Braspress a partir de fotos históricas e o vídeo institucional mais recente, de 2022. Abaixo das primeiras fotos, um artigo completo produzido pela curadora do Memorial Braspress, Denise de Paiva.
1977 – 1987 — Rua São Quirino
A partir de uma iniciativa muito humilde, com um telefone, uma Kombi e um velho Ford F-350, o obstinado Urubatan Helou, com 26 anos, inicia as operações da Braspress, e convida para ser seu sócio o amigo, Milton Domingues Petri, na época com 25 anos.
Urubatan sonhava com o nome Brasil Express Urgentes, mas esse nome já tinha sido registrado. Na hora do registro, lá mesmo na Junta Comercial, teve a feliz ideia de optar por Braspress, um nome mais forte e de fácil pronúncia.
O jovem empreendedor era muito esperto e sabia que o setor de transportes exige rapidez, pontualidade e malha operacional. Daí, ainda no primeiro ano de atividades, já são iniciados os planos de expansão com a abertura das filiais de Curitiba e de Belo Horizonte.
Agregador de pessoas, Urubatan logo contratou uma moça que tinha uma voz maravilhosa — Romilda Nunes Ramos, Encarregada do setor de Coletas até a sua morte, em dezembro de 2016, bem como outros colaboradores, como o primeiro motorista, Basil de Barros.
Descendente de sírios, ele sempre teve muita vocação comercial, tanto é que continua sendo o principal vendedor dos serviços da transportadora, enquanto o Petri cuidava mais do operacional nos primeiros tempos, e hoje, entre outras tarefas, acompanha de perto os investimentos em frota.
Urubatan sempre foi um grande vendedor e carregava sua pasta com as tabelas de frete — instrumento de vendas comum naquela época — mas já levava os folhetos, folders, mala-diretas, brindes, enfim todos os mecanismos de marketing que ia criando para alavancar o faturamento.
Ao mesmo tempo, em que abria outras filiais, como o Rio de Janeiro, em 1978, também fazia a primeira propaganda na Revista Transporte Moderno. Desde lá se preocupava com a tecnologia e a comunicação entre a central de rádio e os motoristas, os quais mesmo circulando pelas ruas, recebiam as informações pelos radiotransmissores de onde deviam ir para realizarem as coletas.
As antenas repetidoras de sinal ficavam uma na serra do Japi e a outra no Pico do Jaraguá, depois chegamos a usar outra na Serra da Cantareira, no município de Mairiporã, na região metropolitana da Grande São Paulo (SP).
Já na primeira viagem de estudos ao exterior, Urubatan foi aos Estados Unidos, em 1982, no 1º. Congresso da IRU, Associação dos Transportadores local, acompanhado de vários empresários brasileiros.
Na visita, pode conhecer uma das unidades da UPS — United Parcel Service, uma das maiores empresas do mundo, onde viu pela primeira vez o SORTER — Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas, mas confessou ‘’que entrou e saiu sem entender nada’’.
Ainda nesse mesmo ano, participou de uma reunião sobre tarifas, em Belo Horizonte (MG), e já atuava na defesa do transporte rodoviário de carga, o que ficou comprovado ao exercer diversos cargos nas entidades do setor ao longo de sua vida. E, compramos duas máquinas da Dismac, chamada de Alpha 2064, montada em Manaus, que emitia conhecimentos e boletos de cobrança.
Mesmo trabalhando 15, 16 horas por dia e participando das entidades empresariais, encontrava tempo ainda para representar a Braspress em atividades sociais como jogos de futebol dos colaboradores ou almoços de confraternização de final de ano.
Além do tino comercial, tinha experiência no transporte aéreo, e assim em 1985 inaugura a Aeropress — Divisão Rodoaérea da Braspress.
Entre os anos de 1984 e 1987, foram abertas filiais em Porto Alegre, Brasília, Goiânia, Salvador, Recife e Fortaleza, e a Braspress passou a ter mil e tantos funcionários, quase cem caminhões próprios, sem contar os agregados. Nesse período, tivemos mudanças desastradas na economia brasileira com o Plano Cruzado em 1986, do governo Sarney, que não conseguiu se firmar.
1988 a 1997 — Motivado pelo desafio
Em franco desenvolvimento, em 1985, a Braspress contratava o primeiro executivo, o diretor administrativo-Financeiro, Milton Braga, e a partir daí nos próximos anos criava a Amazon Express, que operava rodo-fluvial no eixo São Paulo/Porto Velho/Manaus/Belém/São Paulo; a Brasair Taxi Aéreo; a Brasair Transportes Aéreos e a City Press, que em pouco tempo passou a ter filiais nas cidades de Campinas, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São José dos Campos e Santos.
Foi nesse período, que também foram contratados três jovens executivos que efetuaram carreira na Organização, e chegaram aos atuais postos de diretores: Giuseppe Coimbra, diretor Administrativo-Financeiro, chegou em 18 janeiro de 1986, como subcontador; Luiz Carlos Lopes, Diretor de Operações, entrou em 22 de março de 1987, como gerente da unidade de Ribeirão Preto e Giuseppe Lumare Júnior, diretor Comercial, começou no cargo de gerente Comercial em 3 de outubro de 1988.
Em 1988, construímos nosso primeiro software de ERP com apoio da empresa NCP, automatizando os processos e integrando as atividades de Vendas, Finanças, Contabilidade, Fiscal, Estoques, Compras, Recursos-Humanos e Logística, ideia inicialmente concebida por Milton Petri.
Mesmo extremamente arrojado e motivado diariamente pelo desafio, Urubatan, no entanto, teve que enfrentar várias crises ao longo de toda a sua vida empresarial: 9 Planos econômicos, três moedas diferentes, inflação elevadíssima foram alguns desses problemas.
Tanto é que em 1989, a empresa sofreu um grande recuo ao desistir de implantar o primeiro terminal próprio, vendendo uma área de 26 mil metros quadrados, com 4 mil metros de plataforma, na rodovia Hélio Smith, próximo ao Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, em Guarulhos, já com obras em andamento.
Um desses terríveis planos econômicos foi o Plano Collor, em 1990, quando diversas empresas fecharam, muita gente se suicidou por problemas financeiros, e até confisco da poupança e de aplicações financeiras ocorreram.
Quando veio o Plano Collor, já tínhamos 28 filiais e 1.300 colaboradores. No entanto, tudo mudou. Em 6 meses fechamos todas as empresas e somente ficamos com a Braspress e 397 funcionários.
Os próximos anos, foram de muita atenção aos gastos, num verdadeiro regime de guerra, nem lâmpadas queimadas eram trocadas.
O fracassado Plano Collor prejudicou a economia do Brasil por anos, e somente voltamos a nos estabilizar em 1994, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando veio a URV — Unidade Real de Valor e a estabilidade da moeda.
Em dezembro de 1996, criamos a primeira grande campanha de responsabilidade social, colocando fotos de crianças desaparecidas em nossos caminhões.
Ao longo dos anos, realizamos essa mesma campanha por mais duas vezes com muito sucesso. Tanto é que fomos reconhecidos pela NTC & Logística — Associação Nacional do Transporte de Cargas & Logística com o primeiro prêmio ‘’Empresa Cidadã’’, e auxiliamos o desaparecido Silvio Cesar Corraini a encontrar a família dele.
Em 1997, também criamos a nossa própria Central de Gerenciamento de Riscos e em 1998 outro grande pioneirismo da Braspress foi graças a Urubatan que abriu vagas de trabalho para as mulheres que sonhavam em dirigir um caminhão profissionalmente, num outrora setor predominantemente masculino.
1999 — 2009 — A década da tecnologia e do Brasil Total
Em 1999, quando a internet já estava inserida nas empresas brasileiras, Urubatan continuava persistindo na sua busca por tecnologia, e numa viagem técnica ao Japão, acompanhado de outros empresários brasileiros, finalmente entendeu como podia incrementar a automação no Brasil a partir da experiência da Yamato Transport, empresa japonesa.
Assim, após muita persistência, em 11 de setembro de 2004, foi inaugurado o primeiro SORTER — Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas, na filial São Paulo (SP), que funcionava ao lado da antiga Matriz na Vila Guilherme. Com investimento de 6 milhões de dólares, o primeiro SORTER tinha 2 km de esteiras e movimentação de 140 volumes por minuto.
Em 2001, lançamos o Datapress, o sistema responsável por controlar os diversos processos internos de cada área, incluindo o comercial, operacional, administrativo e financeiro. Sua implantação exigiu um investimento da ordem de R$ 5 milhões, desenvolvido com a ferramenta Delphi, da Borland, em banco de dados Oracle.
Todas as estações de trabalho das filiais passaram a ser interligadas por linha de comunicação de alto desempenho, o que trouxe mais rapidez e aí o crescimento da empresa disparou.
O ano de 2003 foi um marco, pois passamos a operar em todo o Brasil. Desde o início de junho, com a conclusão da infraestrutura para atender o Norte, a transportadora completou sua malha operacional pelo país.
Nessa época, com o Brasil Total, a Braspress chegava a 48 filiais, 1.750 funcionários e 575 caminhões, além de 500 terceirizados, e passou a oferecer ao mercado a melhor opção logística de entregas rápidas.
Outro fato importante, ocorrido em 2003, foi o início da utilização do código de barras para a identificação das etiquetas, e a implantação do Programa de Rastreabilidade de Cargas.
De 2004 a 2006, Urubatan também passou a dividir seu tempo de trabalho com a presidência da maior entidade empresarial do setor, o SETCESP — Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, mas não se afastou da presidência da empresa.
Aliás, aqui cabe ressaltar que mesmo enfrentando por duas vezes um câncer, ele teve coragem e resiliência de continuar como líder da Organização, sendo reconhecido e homenageado por todas as entidades e revistas do setor.
Segundo Urubatan, sem o SORTER não teríamos como atender o crescimento da demanda, pois conquistamos escala, assegurando todos os empregos e ainda propiciando treinamentos de informática à equipe.
‘’Nesse sentido, quero destacar a fundamental contribuição de meu sócio, Milton Petri, que sugeriu a utilização do CEP — Código de Endereçamento Postal, bem como o falecido líder e empresário, Thiers Fattori Costa, que me serviu de inspiração, pois ele já havia tentado conquistar escala lá atrás na sua extinta Transdroga.
Em 2009, após mais viagens técnicas e estudos, a Braspress inaugura no Rio de Janeiro o mais moderno e maior SORTER da América Latina. Com investimentos de R$ 35 milhões foram implantados 4.700 metros de esteira e capacidade de 8.400 volumes/hora, capaz de fazer a triagem de uma carreta em apenas sete minutos, “uma verdadeira fábrica de encomendas’’.
1999 – 2009 – A década da tecnologia e do Brasil Total
Em 1999, quando a internet já estava inserida nas empresas brasileiras, Urubatan continuava persistindo na sua busca por tecnologia, e numa viagem técnica ao Japão, acompanhado de outros empresários brasileiros, finalmente entendeu como podia incrementar a automação no Brasil a partir da experiência da Yamato Transport, empresa japonesa.
Assim, após muita persistência, em 11 de setembro de 2004, foi inaugurado o primeiro SORTER — Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas, na filial São Paulo (SP), que funcionava ao lado da antiga Matriz na Vila Guilherme. Com investimento de 6 milhões de dólares, o primeiro SORTER tinha 2 km de esteiras e movimentação de 140 volumes por minuto.
Em 2001, lançamos o Datapress, o sistema responsável por controlar os diversos processos internos de cada área, incluindo o comercial, operacional, administrativo e financeiro. Sua implantação exigiu um investimento da ordem de R$ 5 milhões, desenvolvido com a ferramenta Delphi, da Borland, em banco de dados Oracle.
Todas as estações de trabalho das filiais passaram a ser interligadas por linha de comunicação de alto desempenho, o que trouxe mais rapidez e aí o crescimento da empresa disparou.
O ano de 2003 foi um marco, pois passamos a operar em todo o Brasil. Desde o início de junho, com a conclusão da infraestrutura para atender o Norte, a transportadora completou sua malha operacional pelo país.
Nessa época, com o Brasil Total, a Braspress chegava a 48 filiais, 1.750 funcionários e 575 caminhões, além de 500 terceirizados, e passou a oferecer ao mercado a melhor opção logística de entregas rápidas.
Outro fato importante, ocorrido em 2003, foi o início da utilização do código de barras para a identificação das etiquetas, e a implantação do Programa de Rastreabilidade de Cargas.
De 2004 a 2006, Urubatan também passou a dividir seu tempo de trabalho com a presidência da maior entidade empresarial do setor, o SETCESP — Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, mas não se afastou da presidência da empresa.
Aliás, aqui cabe ressaltar que mesmo enfrentando por duas vezes um câncer, ele teve coragem e resiliência de continuar como líder da Organização, sendo reconhecido e homenageado por todas as entidades e revistas do setor.
Segundo Urubatan, sem o SORTER não teríamos como atender o crescimento da demanda, pois conquistamos escala, assegurando todos os empregos e ainda propiciando treinamentos de informática à equipe.
‘’Nesse sentido, quero destacar a fundamental contribuição de meu sócio, Milton Petri, que sugeriu a utilização do CEP — Código de Endereçamento Postal, bem como o falecido líder e empresário, Thiers Fattori Costa, que me serviu de inspiração, pois ele já havia tentado conquistar escala lá atrás na sua extinta Transdroga.
Em 2009, após mais viagens técnicas e estudos, a Braspress inaugura no Rio de Janeiro o mais moderno e maior SORTER da América Latina. Com investimentos de R$ 35 milhões foram implantados 4.700 metros de esteira e capacidade de 8.400 volumes/hora, capaz de fazer a triagem de uma carreta em apenas sete minutos, “uma verdadeira fábrica de encomendas’’.
2010 — 2022 — Reconhecimento do mercado
A partir de 2010, a Braspress se consolida na liderança nacional do transporte de encomendas, ao mesmo tempo, em que se aproxima mais de seus colaboradores, estreitando os laços de comunicação e de integração, realizando o evento ‘’Café com o Presidente’’.
O primeiro evento dessa natureza foi realizado no dia 17 de agosto de 2010, quando reuniu cerca de 700 funcionários do maior Centro de Distribuição da empresa, que funcionava como a filial São Paulo, ao lado da antiga Matriz, na Vila Guilherme, na zona Norte da capital paulista. Outros eventos semelhantes foram realizados em Barueri (SP); Rio de Janeiro; Porto Alegre (RS); Belo Horizonte (MG) e em Salvador (BA).
Quando completamos 35 anos de fundação, lançamos um livro comemorativo, mas também de resgate da memória não somente da empresa, como também do cenário da vida brasileira, que mostra épocas de economia extremamente vulnerável.
Outro livro editado pela Braspress foi a primeira edição de Responsabilidade Social e Sustentabilidade, que mostram nossas inúmeras ações com as causas sociais e ambientais.
Uma dessas importantes ações também foi voltada para os próprios colaboradores na campanha Contra as Drogas, uma série de palestras ministradas pelo Coronel Edson Ferrarini, e na divulgação de 4 mil kits com livro e cartilha ilustrativa sobre o assunto.
Em novembro de 2012, é inaugurado o CAMB — Centro de Atendimento ao Motorista Braspress ‘’Basil de Barros’’. Hoje, funcionam em 8 filiais, a saber: Guarulhos (SP); Florianópolis (SC); Uberlândia, Belo Horizonte e Itaobim (MG); Feira de Santana e Salvador (BA) e Resende (RJ).
De lá para cá, ocorreram cerca de 350.000 atendimentos, entre testes de bafômetros, pressão arterial, saturação, glicemia, peso e altura, temperatura, batimentos cardíacos e testes psicológicos, inclusive com o uso de sonômetro, já que um dos destaques na prevenção da saúde do motorista Braspress é o cuidado com a qualidade do sono.
Na constante luta para evitar acidentes, a Braspress procurou se antecipar na solução e implantou simultaneamente Simulador de Direção e Telemetria. Com isso, melhorou o nível de capacitação dos motoristas, notadamente os de transferência rodoviária, evitando assim acidentes de grande monta.
Num período de grande conturbação econômica e política, realizamos o maior investimento feito até hoje por uma Companhia de Transportes (R$ 260 milhões) ao inaugurarmos o Planeta Azul em junho de 2016, com o novo SORTER — Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas com 6,4 km de extensão.
O maior hub logístico da América Latina é composto por vários prédios, distribuídos nos 230 mil metros quadrados de área total e 90 mil metros quadrados de área construída, inclusive com heliporto, refeitório e dormitórios para motoristas.
E a história não termina aí. Em agosto de 2016, a Braspress começou a atuar no transporte internacional, entre o Brasil e a Argentina, bem como entre o Brasil/Paraguai e Brasil/Uruguai, nos dois sentidos, ultrapassando os limites e encarando novos desafios.
No dia 16 de novembro de 2016, ocupamos a sede da Matriz, Backoffice, instalada no Complexo com a chegada de toda a Diretoria ao prédio, ainda em reformas.
E de lá para cá recebemos diversos prêmios, conforme podem ver nesse espaço, enfim conquistando o reconhecimento do mercado brasileiro, como o último prêmio recebido em 2020, quando a Braspress foi campeã pela quinta vez consecutiva do Prêmio Top do Transporte, promovido pelas revistas Frota & Cia. e Logweb.
As ações e eventos continuam, como nosso Comitê de Qualidade, as feijoadas com os motoristas e seus familiares, suspensas pela pandemia do coronavírus, mas que logo estarão de volta, e muitos outros que mostram que assim vamos tocando para a frente o nosso futuro.
Muito obrigado a todos que contribuíram para que a Braspress chegasse a um exemplo de empresa de expressão nacional, como também aos 9.000 colaboradores atuais, distribuídos pelas 106 filiais. E assim nossa história continua com a sua importante participação.
O primeiro modelo apresentado é o Foton iBlue EV-6
Capacidade de 3,5 toneladas de carga útil
Motor elétrico de 115 kW (155 cv) e torque de 430 Nm
Muitos equipamentos de série, principalmente de segurança
O restante da linha Foton iBlue
Preço: R$ 439 mil
As concessionárias Foton já estão recebendo os primeiros do caminhão elétrico de 6 toneladas que começou a importar da China. Trata-se do Foton iBlue EV-6.
Ele é equipado com motor elétrico com potência de 115 kW (155 cv) e torque de 430 Nm. O motor é alimentado por baterias de lítio que proporcionam autonomia estimada entre 200 e 250 quilômetros com recarga das baterias por corrente alternada (AC) e contínua (DC).
Com PBT de 6.000 kg e o peso de ordem de marcha de 2.425, a capacidade de carga para instalação do implemento e para o transporte de carga útil é de 3.575 kg.
Os equipamentos de série: freio auxiliar, ESP (controle de estabilidade), ASR (de tração), controle de assistência em subida, acendimento dos faróis automático, faróis de milha, DLR (luz diurna), MP3 com USB, alerta de marcha ré, ACC (piloto automático preditivo), ar-condicionado, alarme e vidros elétricos.
Testes para certificações
O caminhão Foton iBlue passou por mais de 30 testes de itens para o certificado WVTA, como EMC, especificação de segurança elétrica, NVH, aviso de saída de faixa e frenagem de emergência avançada. Ele usa a bateria de energia de alta densidade e alta capacidade da CATL, sendo a maior empresa de baterias do mundo, e PMSM (Motor síncrono de ímã permanente). Ele consegue atender totalmente aos requisitos técnicos para aceleração de partida de 0 a 30 km/h, aceleração de ultrapassagem de 30 a 50 km/h e capacidade de partida em subida. Também possui uma estratégia avançada de recuperação de energia de frenagem e modo de direção ECO para se adaptar a diferentes condições de direção e fornecem maior eficiência e alcance 10% maior.
O veículo completo é submetido a um rigoroso teste de bateria, motor e sistema de controle eletrônico e a mais de 800 inspeções estáticas. A taxa de desvanecimento do alcance é menor ou igual a 35% em baixa temperatura. A forte adaptabilidade ao ambiente também melhora a eficiência operacional do veículo. E com 100.000 km de testes de resistência concluídos, a segurança do veículo completo também está garantida, segundo o fabricante.
Outros modelos da iBlue da marca apresentados na Alemanha
Há pouco mais de um ano, a Foton apresentou durante a feira IFAT, em Munique, os caminhões comerciais Iblue T5 e Iblue ST7. Isso marca a entrada oficial da fabricante chinesa de caminhões comerciais no mercado europeu, tornando-se assim um player global.
O Iblue T5 e o Iblue T7S completam a família que conta com chassis de 16 toneladas e 6 toneladas. Portanto, os veículos especiais foram desenvolvidos especificamente para eles e têm uma carga útil de 9,5 toneladas e 3,5 toneladas, respectivamente.
No Brasil, estão começando a comercializar o chassi multifuncional de 6 toneladas. Dessa forma, ele permite a instalação de diferentes implementos, como plataformas, lonas, guindastes ou contêineres de refrigeração.
Ademais, a bateria CATL alimenta o motor e inclui um sistema de resfriamento e aquecimento para garantir a segurança e a vida útil da bateria. Por fim, as mais recentes tecnologias de segurança, como AEBS, LDWS e sistemas avançados de frenagem auxiliar, também estão disponíveis no veículo.
Jornalista Marcos Villela (MTB 6.458/MG) atua no setor da mobilidade de cargas e pessoas desde 1989 e é sócio-fundador da plataforma de informações e consultoria Frota News. Já atuou em editorias de veículos de jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo. Foi editor da revista Transporte Mundial por 21 anos, diretor de redação do núcleo de revistas da filial brasileira do grupo alemão de revistas especializadas Motorpresse, e conta ampla experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em diversos países. É o representante do Brasil, como membro associado, na entidade internacional sem fins lucrativos ITOY (International Truck of the Year). Ela reúne jornalistas técnicos em transporte dos 34 maiores mercados do mundo para troca de experiências, conhecimento e conteúdos jornalísticos.
O Citroën Ë-Jumpy Cargo oferece diversas vantagens para operação logística, obviamente, desde que o proprietário tenha um bom carregador de baterias na garagem e um bom conhecimento de roteirização. Avaliamos os furgão da marca francesa, lançado em 2021, já como modelo 2022, e por quase 300 km.
Este artigo é muito mais do que a avaliação do furgão 100% elétrico Citroën Ë-Jumpy
Interpretamos de forma didática a ficha técnica do Ë-Jimpy
Explicamos os diferenciais e o que é padrão no segmento dele
Vamos mais a fundo na questão das baterias e dos carregadores
Abordamos a questão de planejamento para a eletromobilidade, sobre o alto investimento inicial e os grandes benefícios a médio e longo prazo
As diferenças entre um veículo de uso particular e de uso profissional
Valores e depreciação conforme pesquisa da FIPE
As tecnologias de segurança inovadoras e as que são padrão no segmento
Caso não tenha tempo para ler o artigo todo, vai aos tópicos de interesse ou somente para a conclusão, parte que será a resposta para a pergunta no título
Além da avaliação, vamos dar algumas dicas para obter a maior eficiência possível e apontar os cuidados necessários válidos para qualquer veículo elétrico de carga para que o proprietário reduza os riscos e aproveite ao máxima o que a eletromobilidade pode oferecer.
Este artigo é um pouco longo porque é voltando para profissionais de logística e aprofunda em diversas questões sobre frota de veículos elétricos de carga. É um trabalho de muita pesquisa, mas, no entanto, ele não esgota o tema, pois, a cada dia surge uma nova tecnologia.
Algumas grandes empresas já utilizam o Ë-Jumpy Cargo, como Mercado Livre, Nestlé e Amazon, que formaram parcerias estratégicas com a Citroën. Além disso, a Citroën também está direcionando o Ë-Jumpy para grandes frotas e profissionais independentes. A marca diz que consegue o quase zero nível de ruído. O quase é porque o zero não existe.
Logística sem ruído
A circulação do ar no planeta já gera 33 decibéis de ruído. O atrito do pneu gera ruído, sendo responsável por quase 30% da energia do veículo por causa da resistência de rolagem.
Na avaliação do furgão elétrico do Citroën escutamos ruídos do pneu e do atrito do ar com a carroceria. Fora isso, não escutamos ruídos do motor e nem vibração.
Preço e desvalorização segundo a FIPE
O preço no site da Citroën do Ë-Jumpy é de R$ 334.990, tendo como opção apenas branco. Na tabela Fipe está cotado em R$ 334.600, portanto, fique sabendo que há possibilidade de negociação. Pesquisamos também o modelo 2022, que está com cotação média de R$ 290.115, portanto, desvalorização 13,3%, abaixo da média em relação aos modelos a diesel que têm, em média, uma desvalorização de 20% nos dois primeiros anos de uso.
O modelo a diesel custa R$ 202.999 conforme o site da marca e por R$ 182.070 pela pesquisa da Tabela Fipe. Como preço da Fipe altera conforme as pesquisas e momentos de mercado, vamos considerar o valor do site da marca. Neste caso, o elétrico custa 65,5% a mais em relação ao modelo diesel. Pode parecer muito, mas a economia que será feita a médio e longo prazo paga esta conta e ainda pode gerar lucro. Vale lembrar que o veículo elétrico pode ter uma vida útil dobrada, desde que não tenha problemas com as baterias.
Ficha técnica analisada
Nos quadros abaixo, vamos comentar o que significa os itens da ficha técnica, acrescentar informações ou dicas.
Cabine e equipamentos
Tema
O que o veículo possui
Mais informações e comentários
Versões
Cargo
Na versão 100% elétrico só há o Cargo. A opção Vitré, com vidros nas laterais, está disponível somente com motor a diesel.
Principais itens de série na cabine
Ar-condicionado, rádio com comandos na coluna de direção, compartimento térmico sob o banco do passageiro, computador de bordo, entrada USB, acendimento automático dos faróis, acionamento elétrico do freio de estacionamento, limitador de velocidade e três modos de condução.
Opcionais
Não possui
O modelo já vem completo de fábrica.
Motor e bateria
Fabricante / modelo
Não informado na ficha técnica
Ele utiliza um único motor elétrico, instalado na parte dianteira do veículo.
Plataforma
EMP2 Multi energy platform
Potência máxima
100 kW (136 cv)
Diferentemente dos veículos a combustão, o motor elétrica entre a potência e o torque máximo desde a primeira rotação
Torque máximo
260 Nm
Autonomia PBEV (INMETRO)
289 km
A autonomia em qualquer veículo elétrico, como peso transportado, estilo de condução, condições de tráfego e via, condições climáticas, entre outras. Em veículos comerciais, a informação correta pelo vendedor deve ser a autonomia considerando o veículo carregado. Portanto, o Ë-Jumpy deve, ou deveria, ter um autonomia muito maior vazio.
Velocidade máxima / 0 a 100 km/h
130 km/h / 11,9 segundos
Os limites de velocidade e aceleração atendem com sobra a proposta de um veículo de carga, principalmente, com maior indicação para atividade urbana. No entanto, pode ser utilizado em transporte intermunicipal e, nossas melhores rodovias têm o limite de velocidade limitado a 120 km/h.
Plug do veículo
Tipo 2 (AC) + CCS/SAE (DC)
Os tipos de plug em veículos elétricos são usados para conectar o carro à estação de recarga. Existem vários tipos de conectores. O Tipo 2 AC é um conector europeu que possui um cabo de alimentação trifásico e um cabo de comunicação. O CCS Tipo 2 (DC) é uma evolução do Tipo 2 AC e permite carregamento rápido em corrente contínua.
Baterias
Íon-lítio de 75 kWh de capacidade, com 27 módulos e 324 células.
Os 75 kWh é a quantidade de energia que uma bateria de veículo elétrico pode armazenar. Em analogia com o veículo a diesel, seria o tamanho do tanque de combustível. Os módulos da bateria são conjuntos de células (pilhas) ligados entre si em série.
Bateria, recarregador e o investimento para isso
Para a eficiência logística é necessário o bom planejamento e infraestrutura própria
Bateria
Íon-lítio de 75 kWh de capacidade, com 27 módulos e 324 células.
Os 75 kWh é a quantidade de energia que uma bateria de veículo elétrico pode armazenar. Em analogia com o veículo a diesel, seria o tamanho do tanque de combustível. Os módulos da bateria são conjuntos de células (pilhas) ligados entre si em série.
Recarregador
Oficialmente, a Citroën não informa no site ou na ficha técnica o tipo, marca ou potência de recarregador
O que vamos apresentar aqui são as opções no mercado de pesquisa feita na data da publicação desta avaliação, junho de 2023: Para carregar o Citroën Ë-Jumpy, basta que o seletor de condução esteja na posição “P” (Parking). O tempo de recarga depende da estação de carregamento, podendo variar de 45 minutos em estações de carregamento rápido de 100 kW, para 80% da bateria, a 7h30 em rede trifásica de 11 kW. O Citroën Ë-Jumpy pode ser carregado com uma potência máxima de 7,4 kW numa Wallbox instalada numa casa ou num local de trabalho. A bateria carrega-se a 100% em aproximadamente 7h. Esses dados são teóricos. Na prática, no dia da avaliação, achamos somente estações de recarga de 7,4 kW. Utilizamos uma da Porto Seguro Bela Vista em São Paulo. As fotos mostram os dados reais durante a avaliação.
Por que essas diferenças entre teoria e prática?
Dependente da infraestrutura
São diversos fatores que influenciam. O primeiro é a origem da energia. De uma concessionária pública ou de geração própria por meio de, por exemplo, estação de células voltaicas. Os grandes frotistas, como a Ambev, investiram em estações próprias. Caso dependa de uma concessionária, tipo Enel, a energia necessária para a estação funcionar adequadamente varia entre ruas, bairros e cidade, pois depende da infraestrutura empresa fornecedora.
Como fazer certo?
Investir na própria infraestrutura
Quem trabalha com logística não pode ficar dependente de estações de abastecimento de energia públicas. É preciso investir em uma estação própria de, no mínimo, 100 kW de potência, mas antes, saber se na rua onde ela vai ficar não há vulnerabilidades por parte da concessionária.
Não posso utilizar uma estação pública de carga rápida?
Sim e não
Se tiver um contrato com o fornecedor que a fonte pública vai estar disponível para o seu veículo em horários previamente combinados, pode ser uma solução interessante. Essa hipótese ainda não existe no mercado, mas poderá existir. No entanto, é preciso considerar diferentes situações possíveis de ocorrer. Entre elas, uma fila de carros para abastecer; a estação estar indisponível por problemas técnicos, entre outras situações (isso ocorreu durante a avaliação do furgão elétrico). A sua logística vai ficar depende desses fatores?
Quanto custa uma estação de recarga
Cotação feita em junho de 2023. Os valores são somente dos equipamentos necessários. Deve entrar no orçamento o custo do frete, de uma consultoria e das adaptações de engenharia civil e elétrica para o equipamento
Wallbox de 7,4 kW custa por volta R$ 9 mil. Usa para quem pode deixar o veículo quase 24 horas parado para recarga na prática ou 7 horas na teoria. Uma estação de 22 kW já sobe para algo próximo a R$ 30 mil. Aconselhamos esquecer esses dois tipos de estações de recarga. Citamos apenas para o leitor saber que existe e para evitar. Eles são para automóveis com alta disponibilidade para ficar parado, o que, geralmente, não ocorre com os veículos comerciais. Para ter uma estação realmente eficiente, coloque de R$ 150 mil a R$ 200 mil de investimento no planejamento. Logicamente, que esteve investimento deve ser muito maior se a frota for superior a quatro veículos. Se a atividade do veículo for superior a 12 horas por dia, o melhor é contratar uma consultoria para o melhor planejamento. Como o investimento inicial é alto, é bom que ele seja duradouro para gerar retornos financeiros além dos ambientais e não espere este retorno no curto prazo.
Qual o custo do abastecimento?
Depende de alguns fatores
No geral, o custo é baixo. É possível citar exemplos, mas é difícil reproduzi-los, pois o custo depende da origem da energia e de uma planilha de cálculo mais complexa, pois deve-se considerar não só o custo puramente da energia. Deve se considerar o custo do investimento, remuneração do capital investido etc. Em qualquer situação, o custo direto da energia elétrica por kWh será baixo em relação ao litro do diesel. Mas a conta não é simples assim. A fonte de geração da energia, o tipo de carregador, a origem do capital de investimento (próprio ou de banco) são três exemplos que influenciam diretamente o custo do kWh. Portanto, 1 kWh pode custar menos de R$ 1 ou mais de R$ 2.
Sistema Wallbox em lugares públicosA vida real: tempo de recarga em Wallbox de 7,4 kW por causa da infraestrutura da Enel no Bairro Bela Vista em São PauloDepois de três horas, desisti, mas tinha 28 km de autonomia
A realidade registrada nas fotos acima não deve e não precisa ser a realidade de ninguém, muito menos, em veículos de uso profissional. Por isso, é necessário o investimento em infraestrutura para viabilizar o uso de veículos elétricos.
A energia é de graça, mas…a hora na vaga custa R$ 24 reais, preço de quase cinco litros de diesel
Há várias estações de abastecimento públicas em São Paulo, porém, cuidado com os estacionamentos se o objetivo for somente recarregar a bateria. Mesmo o fornecimento da energia sendo gratuito, a ocupação da vaga tem um custo elevado, tornando o abastecimento inviável
Transmissão
Caixa de transmissão
Redutor de uma relação fixa
Muitos veículos, principalmente, os leves não precisam de uma caixa de marchas, já que o torque e o motor elétrico conseguem, sozinhos, terem a velocidade determinada pelo motorista apenas usando o pedal do acelerador. No entanto, existem veículos que possuem caixa de marcha como nos convencionais. A caixa aumenta o custo do veículo, mas, em compensação, aumenta a capacidade de transportar peso e a eficiência energética, que pode ser a autonomia.
Seletor de marchas
P – Park (estacionamento) / R – Ré / N – Neutro / D – Drive (dirigir) / B-B Mode (Regeneração de carga das baterias por freio motor)
As letras são iguais às de uma transmissão automática, exceto o B-B Mode. E é neste diferencial que está um dos meios de aumentar a autonomia do veículo. Tente usar o freio de regeneração para recarga das baterias e para economizar as pastilhas do freio convencional. Como se faz isso: olhando o mais à frente possível e agindo de forma antecipada. Por exemplo, se o semáforo está fechado na próxima esquina, já pare de acelerar e deixe o freio motor agir pelo modo regeneração. O mesmo vale para a estrada ao visualizar uma curva ou descida adiante.
Eixo de tração
Dianteira
Direção
Eletro-hidráulica
O sistema mais comum até pouco tempo é a hidráulica. A direção eletro-hidráulica é um sistema de direção que combina elementos da direção hidráulica e da direção elétrica. Nesse sistema, há um circuito fechado preenchido com fluido, mas a bomba de óleo é substituída por um motor elétrico. Esse sistema é mais moderno e tem como objetivo minimizar o consumo de energia do veículo e proporcionar uma melhor dirigibilidade ao motorista. O sistema mais moderno e eficiente ainda é quando a direção é 100% elétrica, já presente em alguns modelos de furgões.
Chassi e suspensão
Chassi
Monobloco
O chassi monobloco é uma estrutura única que inclui tanto o chassi quanto a carroceria. No caso do Ë-Jampy, as baterias ficam localizadas sob o assoalho e entre os eixos dianteiro e traseiro.
Suspensão dianteira
Independente, pseudo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora
Este sistema é padrão nos veículos brasileiros até 3.500 kg de PBT.
Suspensão traseira
Independente, com braços triangulares, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora
Também é o sistema mais utilizado para veículos de carga leves. No entanto, na Europa, os fabricantes oferecem sistema de suspensão traseira pneumático. Este tipo oferece diversas vantagens, como conforto, maior proteção da carga e mais segurança na condução do veículo. No é utilizado no Brasil por causa do seu custo elevado, por enquanto.
Sistemas de Segurança
(Freios, suspensão, rodas e pneus)
Freios
A disco ventilado nas quatro rodas com 2 circuitos em “X” em cada eixo
Ter freios a disco ventilados no eixo traseiro é um diferencial positivo. A maioria dos concorrentes utiliza discos sólidos nas rodas traseiras. O disco de freio sólido é feito de ferro maciço e tem baixo rendimento em situações extremas de frenagem. Já o disco ventilado possui desempenho superior devido a dissipação de calor potencializada pelas aletas entre as pistas e, consequentemente, seu processo produtivo é mais caro.
Suspensão dianteira
Independente, pseudo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora
Este sistema é padrão nos veículos brasileiros até 3.500 kg de PBT.
Seletor de marcha “e-toggle”. O diferencial está na tecla “B” para a maior eficiência energética
Rodas / Pneus
De aço / 215/65 R16
A medida comum na maioria dos pneus do mundo consiste no tamanho da parede do pneu comparado com a largura e o raio. Exemplo: um Pneu 215/65 R16 significa que 215 corresponde a largura em milímetros, 65 a altura da parede do pneu e 16 é o diâmetro do pneu, neste caso 16 polegadas, e R significa que o pneu é radial.
Preço de pneus 215/65 R16
Cotação em junho 2023
Várias marcas oferecem. Os mais baratos são de marcas desconhecidas e sem referências. Eles partem de R$ 503 a unidade e chegam a R$ 1.220 em uma marca como a Michelin.
Pneu original de fábrica
Dica
Na reposição, tente manter os pneus indicados pelas marcas dos veículos, pois há um trabalho gigantesco da engenharia de experimentação dos fabricantes para chegar na melhor relação custo-benefício. Logicamente, que a escolha é para atender a média de clientes e pode existir operações que necessite de pneus diferentes, como rodagem em estradas de terra.
Como diferenciar o que é inovador em relação ao padrão
Exemplo do Selo do Programa de Rotulagem Veicular de Segurança. Foto e fonte: INMETRO
Selo de Segurança Veicular
Indicar o que o fabricante faz além do obrigatório por lei, como ABS e airbag duplo. O ESP, controle eletrônico de estabilidade passou a ser obrigatório para todos os veículos recentemente. Só observar que todos os novos lançamentos têm o equipamento.
O Programa de Rotulagem Veicular de Segurança (PRVS) é um programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que tem como objetivo informar o consumidor sobre os níveis de segurança dos veículos comercializados no Brasil. O PRVS utiliza uma escala que vai de 0 a 5 estrelas para classificar os veículos em relação à segurança. Este selo precisa estar no para-brisa do veículo exposto na concessionária e disponível também no site do fabricante. A partir desse conhecimento, abaixo, vamos conhecer o que o Ë-Jumpy oferece além do obrigatório por lei. Esses itens já são tão básicos como o retrovisor do lado direito, que já foi opcional nos anos 1990. É importante o comprador saber disso, pois, ainda existem vendedores que oferecem esses equipamentos como vantagem, sem esclarecer que são obrigatórios por lei.
Alerta e indicador de fadiga – “Coffee cup alert”
Pouco eficaz
Quem conhece as mais avançadas tecnologias de detecção de fadiga e sonolência, sabe que esses sistemas presentes nos automóveis e oferecidos como itens de segurança são muito básicos perto do que existe para atividade profissional. É um item que não serve para a segurança de um motorista fadigado e pode até levar o motorista a uma autoconfiança não aconselhável.
Assistente de partida em rampa
Hill Assist
O Hill Assist já é presente em muitos veículos e ele utiliza os sensores do ABS (para detectar a velocidade da roda – parado ou em movimento), inclinômetro e peso para atuar. O sistema ajuda o motorista a arrancar em subidas sem que o carro desça, inclusive, em marcha à ré. Ele funciona mantendo os freios acionados por um tempo (média é de 3 segundos, os melhores atuam por 4 segundos, e alguns somente por 2 segundos), até que o motor alcance a força necessária para o arranque. O motorista, para desenvolver a confiança no sistema, precisa conhecer o nível de inclinação que o sistema e por quantos segundos o sistema vai atuar. E isso é ele consegue após um período de experiência, pois a maioria dos veículos não possui inclinômetro (somente os realmente off-road) e nem um reloginho de segundos para indicação.
Regulagem interna do foco dos faróis
Fundamental em veículos de carga
Os automóveis de luxo contam que esta tecnologia. Em veículos de carga, este tipo de regulagem não é luxo, é fundamental. Tanto para o motorista do veículo, quando para os outros condutores em sentido contrário.
Sistema de monitoramento de pressão dos pneus indireto (TPMS)
Útil, mas não 100% confiáveis
Os gastos com aquisição e manutenção de pneus é o terceiro maior custo na gestão de uma frota. Terceiro para quem faz o básico, pois, para outros é o segundo maior custo, perdendo somente para a conta do posto de combustível. Esses sistemas, presente em vários veículos, auxiliam, mas não garantem a pressão correta para tipo de operação e rota. Este conhecimento deve ser do proprietário e com checagem constante.
Pesos e capacidades
PBT legal
3.050 kg. Por eixo: Dianteiro: 1.367 kg Traseiro: 1.688 kg
O PBT legal é a capacidade de peso bruto total (peso do veículo tudo mais que pode ir dentro do veículo, incluindo o motorista, pertences pessoais, passageiros e carga) homologado junto aos órgãos públicos. O PBT legal pode ser abaixo do PBT técnico. Este é a capacidade real definida pela engenharia do fabricante.
Peso em ordem de marcha
2.053 kg
O peso em ordem de marcha é o peso de como sai de fábrica, incluindo todos os fluidos necessários para seu funcionamento, como óleo, combustível, água de refrigeração e fluido de freio, além dos equipamentos presentes no veículo. Neste peso não estão incluso o peso do motorista, passageiros ou qualquer outro acessório colocado na concessionária.
Carga útil legal incluindo o peso do motorista e passageiros
1.022 kg
A carga útil legal é o peso de ordem de marcha menos o PBT homologado. Se for instalados outros equipamentos, por exemplo, um sistema de refrigeração para carga resfriada ou qualquer outro acessório, esses pesos entram na soma para a formação da Tara (PBT legal menos peso em ordem de marcha e peso dos acessórios).
PBT técnico
3.300 kg. Por eixo:
O PBT técnico não é para ser usado, mas é o quanto o veículo suporta sobrepeso em condições excepcionais, como erros de carregamento. A diferença entre o PBT Legal e o Técnica também mostra o quanto que a engenharia do fabricante reforçou o veículo para maior resistência e durabilidade. Pode ser usado como exceção, nunca como regra. Transportar peso acima do PBT técnico, inclusive, pode ser motivo para cancelamento da garantia do veículo.
CMT
Não é informado na ficha técnica
A Capacidade Máxima de Tração é uma informação importante para quem pretende puxar um reboque, com um baú extra para carga, um trailer etc.
Dimensões
Entrar em garagens apertadas é uma das maiores vantagens do Ë-JumpyEm outra avaliação, o mesmo furgão da marca Fiat com sistema de refrigeração no teto não impediu entrar no segundo subsolo de um prédio
Entre-eixos
3.275 mm
Mais informações e comentários A distância entre o centro da roda dianteira e da roda traseira.
Comprimento
5.309 mm
Largura com e sem os retrovisores
2.204 mm e 1.920 mm
Altura
1.935 mm
Aqui está um, entre outros, do maior motivo de sucesso do segmento de furgões que ficam entre os compactos e médios. O Jumpy, como Fiat Scudo e Peugeot Expert são sucesso de vendas por causa desta característica, igual para as versões elétricas. Os três são de marcas do Grupo Stellantis. Eles são os únicos furgões do mercado brasileiro com capacidade de 6,1 m³ que conseguem entrar em garagens de prédios, facilitando, e muito o carga e descarga. No Brasil, na mesma categoria, havia o Mercedes-Benz Vito. Porém, com a chegada desses furgões, primeiramente, Expert e Jumpy, o Vito não conseguiu permanecer no mercado por causa do preço nada competitivo com os franceses.
Diâmetro de giro
12.400 mm
O diâmetro de giro, em resumo, é o espaço necessário para o veículo fazer um giro de 360º sem precisar manobrar, apenas fazendo o esterçamento total da direção.
Dimensões do vão de carga
Volume
6,1 m3
Mais informações e comentários
Comprimento máximo interno
2.282 mm
É o espaço entre a porta traseira e a divisória que separa o compartimento de carga do espaço da cabine
Largura interna
1.636 mm
Espaço entre as duas laterais desconsiderando o espaço entre as caixas de rodas
Largura interna entre as caixas de rodas
1.258 mm
Altura interna
1.397 mm
Largura / altura de entrada da porta traseira bi-partida
Converse com profissionais que já estão testando veículos elétricos. Há cases bem-sucedidos e malsucedidos. Assim, entrevistamos diversos frotistas que estão utilizando diferentes tipos veículos elétricos de carga. Enfim, ouvimos desde uma gigante como uma Ambev (o maior projeto de frota elétrica do mundo), Grupo RD (Raia Drogasil que possui cerca de 300 veículos VUC entre furgões chassi cabine, caminhões leves sendo sete elétricos) e com médios e pequenos frotistas.
O Grupo Contatto, que inclui transportadora, locadora de veículos de carga, entre outras atividades, teve que investir mais de R$ 300 mil em uma única estação de abastecimento rápido. Decerto, incluiu os custos de aquisição da estação, obras de infraestrutura de construção civil e elétrica para receber adequadamente a energia da concessionária pública.
Resumidamente, podemos dizer que vai errar quem não entender sobre todos os custos que envolve, inclusive, sobre a disponibilidade do veículo, infraestrutura local, e não se preparar por meio do conhecimento sobre os benefícios desta importante transição energética.
Conclusão
Vai acertar quem fizer um bom planejamento estratégico sobre a aplicação do veículo, linhas de investimentos subsidiadas pelo BNDES e outras fontes de financiamentos, rotas, infraestrutura e ter foco no retorno a médio e longo prazo. Ademais, é preciso ter consciência que, no primeiro ano, será de altos investimentos. Por fim, fazendo uma analogia com veículo de carga a diesel, é que, quando o convencional começa a gerar custos de manutenção é quando o elétrico começa a dar o retorno financeiro, e por muitos anos se bem cuidado.
Jornalista Marcos Villela (MTB 6.458/MG) atua no setor da mobilidade de cargas e pessoas desde 1989 e é sócio-fundador da plataforma de informações e consultoria Frota News. Já atuou em editorias de veículos de jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, foi editor da revista Transporte Mundial por 21 anos, diretor de redação do núcleo de revistas da filial brasileira do grupo alemão de mídias especializadas Motorpresse, e conta ampla experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em diversos países. É o representante do Brasil, como membro associado, na entidade internacional sem fins lucrativos ITOY (International Truck of the Year). Ela reúne jornalistas técnicos em transporte dos 34 maiores mercados do mundo para troca de experiências, conhecimento e conteúdos jornalísticos.
Volume
6,1 m³
Mais informações e comentários
Comprimento máximo interno
2.282 mm
É o espaço entre a porta traseira e a divisória que separa o compartimento de carga do espaço da cabine
Largura interna
1.636 mm
Espaço entre as duas laterais desconsiderando o espaço entre as caixas de rodas
Largura interna entre as caixas de rodas
1.258 mm
Altura interna
1.397 mm
Largura / altura de entrada da porta traseira bipartida