Quais são os Top 5 grupos responsáveis pela produção e vendas de caminhões nos principais mercados do mundo? E os maiores mercados? Então, os números que vamos conhecer neste artigo:
O tamanho do mercado ocidental e mundial para caminhões médios e pesados
O número de marcas e fabricantes por grupo ocidental
A participação global das vendas desses cinco grupos (< 80%)
Daimler Truck, Iveco Group, Paccar Group, Traton Group e Volvo Group
Números de vendas em 2022 por grupo e total
Estimativas para o final de 2023
Segundo levantamentos do Volvo Group, as vendas de caminhões acima de 16 toneladas de PBT (Peso Bruto Total) neste ano devem ultrapassar 740.000 unidades no Ocidente. Este número considera os continentes europeu, norte-americano e Brasil, regiões que representam os maiores mercados e que possuem indústrias de veículos. Os demais mercados são de baixo volume e complementares aos desses continentes.
Dos 740.000 caminhões previstos, a indústria já entregou 321.914 unidades na região ocidental durante o primeiro semestre deste ano. O Brasil foi o único com desempenho negativo, em 10%. Veja o quadro abaixo:
Mercado
Realizado no 1º semestre de 2023
Realizado no 1º semestre de 2022
Diferença
Realizado em 2022 completo
Previsão para 2023 completo
Europa (30 países)
145.340
122.673
18%
298.066
330.000
América do Norte
137.163
111.256
23%
309.916
330.000
Brasil
39.114
43.641
-10%
97.856
80.000
Total
321.914
277.570
16%
705.838
740.000
No mundo
As marcas de caminhões dos cinco grupos responsáveis por quase a totalidade da produção de caminhões médios e pesados no mundo:
DAIMLER
IVECO
PACCAR
TRATON
VOLVO
BharatBenz
Astra
DAF
International (Navistar)
Arquus (veículos de defesa)
Fuso
Iveco
Kenworth
MAN
Mack
Mercedes-Benz
IDV (veículos de defesa)
Peterbilt
Scania
Renault
Western Star
Volkswagen
Volvo
Total de entregas em 2022:
509.115
164.300
185.900
305.000
233.769
Dessa forma, as marcas de caminhões dos cinco grupos responsáveis por quase a totalidade da produção de caminhões médios e pesados no mundo:
Observação: o arredondamento dos números de veículos entregues foram feitos pelas próprias marcas em seus relatórios para investidores, com exceção do Daimler Truck e Volvo Group, que informaram o número exato.
Portanto, os cinco grupos entregaram cerca de 1.400.000 caminhões no mundo em 2022, na sua grande maioria, caminhões acima de 16 toneladas, já que, poucas marcas desses grupos produzem caminhões leves.
Certamente, considerando os maiores mercados do mundo, incluindo China e Índia, as vendas de caminhões médios e pesados foram de 1.622.765 unidades. Portanto, esses cinco grupos foram responsáveis pelas vendas de 86,6%.
Ademais, considerando apenas caminhões acima de 7 toneladas, a China foi responsável por 566.130 entregas, e a Índia, por 350.797. Enfim, esses dois países, sozinhos, foram responsáveis por 45,2% das vendas de caminhões médios e pesados dos principais mercados do mundo. Por fim, vale ressaltar, que, entre os cinco grupos, o Daimler Truck é o que tem a maior presença na Ásia, com a entrega de 155.967 caminhões.
A Fabet-SP, especializada em educação no transporte, está com as inscrições abertas para o curso presencial “Formação de Mulheres para o Transporte de Cargas”. Com foco em incentivar a participação feminina no setor de transporte, o curso visa capacitar mulheres com CNH nas categorias C, D ou E, que não possuem experiência na condução de caminhão truck ou articulado e que estejam ter uma formação de alta performance.
A próxima turma do curso terá início no dia 14 de agosto e se estenderá até o dia 25 do mesmo mês, totalizando 12 dias de aprendizado intensivo. Ao longo desse período, as participantes terão a oportunidade de acumular 116 horas de instrução. Especialistas altamente capacitados ministram as aulas, abordando temas essenciais para a atuação com segurança e eficiência no transporte de cargas.
O instrutor ministrará as aulas tanto em ambiente de salas de aula quanto em laboratórios. O ambiente ajuda fortalecer os conhecimentos teóricos fundamentais para a profissão, quanto em aulas práticas realizadas nos modernos caminhões escola disponibilizados pela Fabet. Essa abordagem prática permitirá que as alunas adquiram experiência real na condução dos veículos, garantindo uma formação sólida e completa.
Apoio às alunas
A instituição, reconhecida por sua excelência no setor, disponibilizará alojamento e alimentação para as participantes durante a duração do curso. Isso garante que todas as alunas possam se concentrar integralmente em seus estudos e práticas, sem preocupações logísticas.
Com a crescente demanda por profissionais qualificados no transporte de cargas e a busca por uma maior representatividade feminina nesse setor, a Fabet-SP se destaca ao oferecer essa oportunidade exclusiva para mulheres que desejam ingressar ou se aprimorar na área.
Ademais, as inscrições para o curso estão abertas e podem ser realizadas através do WhatsApp nos números: 49 9918-8844 ou 49 9966-9983, além do telefone: 11 4708-1784. O número de vagas é limitado, por isso, recomendamos que as interessadas façam suas inscrições o mais breve possível.
Enfim, o curso “Formação de Mulheres para o Transporte de Cargas” da Fabet-SP representa uma chance única para as mulheres. Certamente, para condutoras que desejam se destacar nesse segmento e se qualificar em uma área de grande relevância para a economia nacional. Por fim, não perca essa oportunidade e faça parte da próxima turma que transformará sua carreira no transporte de cargas.
O Volvo Group anunciou um notável crescimento em suas entregas de 125.373 novos caminhões durante o primeiro semestre de 2023, considerando todas as marcas. Somente a marca Volvo vendeu 72.244 unidades
Volume por marca, total, Brasil, América do Sul Europa, Ásia, África/Oceania e Estados Unidos
Com metade das vendas de elétricos na Europa e volume total
Perspectiva para o restante de 2023 na visão da Volvo Trucks
Com um aumento de oito por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, foram entregues um total de 125.373 unidades, impulsionando a presença da empresa no mercado. O destaque no primeiro semestre ficou por conta da participação de 50,7% das vendas de caminhões elétricos.
Ao analisar as entregas por marca, a Volvo Trucks liderou o grupo, respondendo por 72.244 unidades, seguida pela Renault Trucks com 36.660 unidades, pela Mack com 15,918 unidades e 551 por outras marcas. Por região, a Volvo Caminhões Brasil contribuiu com 9.011 unidades, ou 24,68%, praticamente o quarto do total da marca.
Por regiões, o Brasil contribuiu com 9.011 do total de 9.860 unidades na América do Sul. O maior volume foi comercializado na Europa (66.019 caminhões, incluindo todas as marcas), seguido da América do Norte (31.971), Ásia (11.644) e África/Oceania (5.879).
Um dos destaques da conquista do Grupo Volvo é a sua posição dominante na entrega de caminhões pesados eletrificados na Europa. A Volvo Trucks conseguiu uma impressionante participação de 50,7% nesse segmento, enquanto a Renault Trucks também apresentou um desempenho sólido, com 18% do mercado.
Faturamento
O faturamento do Grupo Volvo aumentou em 18%, alcançando ao equivalente a R$ 63,3 bilhões, e o lucro operacional ajustado atingiu a marca de 3,6 bilhões.
Embora a participação de mercado da Volvo Trucks na Europa tenha apresentado uma pequena queda, caindo pouco mais de um por cento para 17,9% de participação, a marca permanece com posição forte no segmento de caminhões pesados.
Nos mercados da América do Norte, a Volvo registrou uma participação de 9,2% e a Mack 5,9% durante o mesmo período. Embora haja uma diminuição em relação ao ano anterior, ambas as marcas continuam firmes em suas posições no mercado norte-americano.
No âmbito das soluções de mobilidade sustentável, a Volvo Trucks entregou um total de 687 caminhões eletrificados nos primeiros seis meses do ano e mais de 5.000 unidades deste o início das vendas.
Perspectiva para o final do ano
Certamente, com base no desempenho, a Volvo aumentou suas previsões para o mercado total de caminhões pesados na Europa e na América do Norte. Ademais, a espera-se um crescimento de dez por cento na Europa, atingindo 330.000 unidades, e, na América do Norte, a expectativa é alcançar a marca de 330.000 unidades.
Enfim, a Volvo continua a se destacar no mercado de caminhões pesados, impulsionando sua inovação, eficiência e compromisso com a sustentabilidade. Por fim, com a crescente demanda por soluções de transporte ecologicamente corretas, a empresa está bem posicionada para liderar o futuro da indústria automotiva.
No último sábado, 22, São Paulo foi palco da primeira edição do Mecaniday, um evento corporativo pioneiro destinado a profissionais do setor de autos & serviços. Organizado pela Mecanizou, um marketplace de peças automotivas para oficinas mecânicas, o Mecaniday teve como foco central a abordagem da tecnologia como uma inovação transformadora para o setor automotivo e de serviços. A iniciativa inédita tem como objetivo estabelecer-se como um marco anual no calendário social desse segmento.
O evento atraiu cerca de 1.500 convidados representando cerca de 800 oficinas. Todos eles clientes inscritos na base da plataforma Mecanizou. Dentre as atividades proporcionadas pelo Mecaniday, destacou-se um painel de discussão sobre o potencial da tecnologia e das redes sociais para impulsionar o segmento. Assim, o painel contou com a participação de influenciadores do setor automotivo. Além disso, os participantes tiveram acesso a diversas atrações, como simulador de troca de pneus, autorama e sorteios com benefícios exclusivos para as oficinas mecânicas cadastradas na plataforma Mecanizou.
Certamente, Ian Faria, fundador e CEO da Mecanizou, destacou a importância do evento para o propósito da empresa de valorizar o papel dos mecânicos no setor. “O Mecaniday vem para reforçar o propósito da Mecanizou de valorizar o papel do mecânico. Ademais, com tecnologia e inovação, vamos encurtar os desafios de todos os setores da indústria com o aplicador”, afirmou Faria.
Enfim, fundada em 2021 por Ian Faria e André Simões, ambos com vasta experiência em startups e amplo conhecimento nas áreas de marketplace, logística e tecnologia, a Mecanizou desempenha um papel crucial na conexão de mais de 300 fornecedores e distribuidores com oficinas mecânicas. Por fim, com mais de 800 mil peças disponíveis na plataforma. A Mecanizou tem como objetivo primordial facilitar a vida dos mecânicos por meio da tecnologia.
Buscando manter-se à frente no mercado e aderir às práticas sustentáveis, a Guerino Seiscento, recentemente, adquiriu um lote de 20 chassis Euro 6 do ônibus K 410 6×2, que serão incorporados à sua frota. Parte das unidades já foi entregue, e as demais chegarão até o final do ano, com o apoio da Casa Scania WLM Quinta Roda. A substituição dos ônibus Euro 4 e 5 pelos Euro 6 é um importante passo direção a sustentabilidade e segurança.
A Guerino Seiscento possui uma frota de mais de 300 ônibus, sendo 124 da marca Scania. Rogério Moro, gerente de negócios de Vendas de Soluções para Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil, enfatizou a importância dessa venda. A Guerino Seiscento é cliente de longa data da Scania.
O proprietário da Guerino Seiscento, João Carlos Seiscento, expressou sua valorosa parceria com a Scania e a WLM Quinta Roda. Ele destacou as modernidades dos ônibus, como o conforto com poltronas leito e semileito de couro da Comil, encarroçadora dos chassis.
Sobre a Guerino Seiscento
A história da empresa Guerino Seiscento é marcada por um início modesto e uma trajetória de sucesso no setor de transporte de passageiros. Fundada em 1946 pelo empresário Guerino Seiscento, a empresa tem suas raízes em Tupã, cidade de 78 mil habitantes que fica no Centro-Oeste de São Paulo.
O legado de Guerino começou como cobrador na empresa de seu pai, João Seiscento, que já atuava no ramo de transportes, ligando Marília a Bastos e Quintana a Rancharia. Com o tempo, a família Seiscento expandiu seus negócios e, quando a linha férrea se estendeu até Tupã, eles decidiram mudar-se para a cidade. Decerto, foi nesse momento que Guerino e seu pai adquiriram um caminhão e começaram a comprar produtos agrícolas no Paraná para vender em Tupã e regiões próximas.
Primeira linha
Assim, com determinação e visão empreendedora, Guerino Seiscento encontrou uma oportunidade no transporte de passageiros. Dessa forma, em pouco tempo, a empresa já oferecia a primeira linha de ônibus entre Tupã e Ponte Alta. Então, com certeza, os moradores locais apoiaram a ampliação gradual da linha até Saltinho. Ademais, além do transporte de passageiros, Guerino Seiscento se destacava ao oferecer um serviço de carga. Ele entregava gratuitamente encomendas para seus clientes, fidelizando e cativando a confiança dos usuários.
Enfim, ao longo dos anos, a empresa expandiu suas operações para diversos segmentos do transporte de passageiros, incluindo linhas interestaduais, intermunicipais, urbanas e suburbanas. Atualmente, a empresa opera nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, atendendo a 178 cidades, além da sede em Tupã. Por fim, dentre as cidades atendidas estão Adamantina, Andradina, Araçatuba, Araguari, Assis, Barretos, Bauru, Birigui, Campinas, Catalão, Curitiba, Dracena, Foz do Iguaçu, Franca, Goiânia, Lins, Londrina, Maringá, Marília, Osvaldo Cruz, Ourinhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto, Três Lagoas, Tupi Paulista, e Uberlândia.
A pandemia de covid-19 trouxe grandes desafios para o mundo inteiro, mas também impulsionou a produção e a importação de produtos hospitalares que se tornaram fundamentais para o combate ao vírus. No Brasil, esses produtos passaram a ganhar destaque e atraíram a atenção não apenas dos profissionais da saúde, mas também de gestores do comércio exterior.
De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex, empresa especializada em tecnologia para o comércio exterior, a importação desses itens precisa ser conduzida com extrema atenção às especificações de transporte e armazenagem. “Cuidados adequados são essenciais para evitar perdas, danos e garantir a eficácia desses itens tão importantes”, afirma Hofstatter.
Para garantir a qualidade e a segurança dos produtos importados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige uma análise rigorosa de todos os itens que possam ter contato com pacientes.
O modal marítimo emergiu como a principal forma de importação de seringas, luvas cirúrgicas e máscaras no Brasil. As seringas, em especial, empresas importam principalmente dos Estados Unidos, China, Alemanha e Suíça, e elas chegam principalmente pelo porto de Santos. O transporte marítimo representa mais de 96% do volume de importação desses produtos, seguido pelo modal aéreo.
100% via marítima
Já as luvas cirúrgicas têm origem principalmente na Malásia, China e Tailândia, chegando ao Brasil principalmente através do Porto de São Francisco do Sul e de Itajaí. O modal marítimo responde por praticamente 100% do volume dessas importações. Durante a pandemia de covid-19, o sistema MANTRA classificou as luvas com um código especial, garantindo sua prioridade de liberação. Em março do ano corrente, o Brasil importou 13 mil toneladas de luvas, representando um valor FOB de mais de US$ 13 milhões.
As máscaras, por sua vez, tornaram-se objetos de grande necessidade durante a pandemia e continuam sendo usadas até hoje. Elas geralmente vêm da China, Paraguai ou Taiwan, sendo o Porto de Santos a principal porta de entrada. Em março, o Brasil importou mais de 2 mil toneladas de máscaras, totalizando um valor FOB de US$ 8,4 milhões.
Por fim, a importação de produtos hospitalares é uma das vertentes do comércio exterior brasileiro que têm ganhado relevância. É esperado que o país continue se destacando na busca por soluções que garantam a saúde e o bem-estar de seus cidadãos.
Pela segunda vez, Bombeiros de Pheonix apagam fogo
Os incêndios envolvendo veículos elétricos são uma preocupação crescente para os bombeiros, e agora, os caminhões elétricos, especificamente os da marca Nikola Corporation, estão sendo alvo dessa nova ameaça. Em 23 de julho, por volta das 14h, os bombeiros em Phoenix responderam a um incêndio em um caminhão elétrico da Nikola Corporation, localizada em 4141 E Broadway Rd, que reacendeu após um mês do último incidente no mesmo local.
A capitã Kimberly Quick-Ragsdale, oficial de informação pública do Corpo de Bombeiros de Phoenix, relatou que o caminhão previamente danificado sofreu outra fuga térmica e ignição das células da bateria no momento do incêndio. Os bombeiros, treinados em HazMat (materiais perigosos), enfrentaram desafios significativos ao combater o fogo, tendo que usar uma grande quantidade de água a cada minuto para resfriar as baterias que queimavam a mais de 800 graus Celsius.
Os incêndios em veículos elétricos apresentam um perfil de ameaça diferente para os bombeiros, em comparação com os incêndios em veículos tradicionais. Um bombeiro foi entrevistado pela Fox Business em outubro de 2022. Ele mencionou que os incêndios em carros a combustão eram geralmente controlados em menos de uma hora. No entanto, com os veículos elétricos, especialmente quando as baterias estão envolvidas, pode levar horas para resfriá-las completamente.
12 horas de trabalho para os bombeiros
Em relação ao incidente em Phoenix, as equipes de resgate conseguiram resfriar o compartimento da bateria e gerenciar a situação. Mas, o processo levou mais de 12 horas. Felizmente, não houve relatos de feridos devido à inalação de fumaça no momento, embora a fumaça liberada durante esses incêndios seja extremamente tóxica.
A Nikola Corporation, fabricante do caminhão envolvido no incêndio, emitiu uma declaração reconhecendo o ocorrido. A empresa explicou que o caminhão danificado no incêndio anterior, em junho, reacendeu. Um veículo elétrico com baterias danificadas pode ser comprometido durante um incidente, levando a essa situação.
Alguém também levantou a questão de um possível “jogo sujo”. A Nikola suspeita de que alguém criminosamente provocou o incêndio anterior envolvendo seus caminhões. No entanto, a investigação está em andamento tanto pela equipe de engenharia da Nikola quanto por terceiros contratados, e as conclusões determinarão os próximos passos.
Segurança
Vale a pena mencionar que a Nikola Corporation recebeu grandes subsídios federais e estaduais para produzir caminhões com emissão zero e infraestrutura de abastecimento. No entanto, a empresa enfrentou problemas legais no passado. A Securities Exchange Commission fez um acordo de US$ 125 milhões com ela após acusá-la de enganar os investidores em 2021.
Os incidentes recentes destacam a importância de aprimorar as medidas de segurança para veículos elétricos. Especialmente no caso de caminhões, que apresentam desafios adicionais devido ao tamanho e complexidade das baterias. Ademais, os bombeiros e as empresas automotivas precisam trabalhar em conjunto para garantir que os veículos elétricos sejam seguros. Enfim, tanto para os motoristas quanto para os profissionais de resgate que possam lidar com emergências desse tipo. Enquanto a investigação continua, a indústria automotiva aguarda ansiosamente as descobertas. Por fim, elas ajudarão a prevenir futuros incidentes e a melhorar a segurança dos veículos elétricos no geral.
Minas Gerais é segundo maior estado em transportes de cargas, o quarto maior em território, segundo em população, e terceiro maior PIB do País, superior a R$ 924 bilhões, segundo o IBGE. O Norte de Minas é uma região vasta, conhecida por sua diversidade econômica e pela necessidade constante de deslocamento de mercadorias. No epicentro desse cenário, a DAF Brasil ampliou rede de concessionárias no estado mineiro de seis para sete.
A Via Trucks Montes Claros já atende os transportadores em 85 municípios do Norte de Minas. Após alguns meses da inauguração, fizemos algumas perguntas ao diretor Comercial da DAF Caminhões, Luis Gambim, para um maior conhecimento do transporte em Minas Gerais e dos planos da fabricante de caminhões para o estado, principalmente, o Norte de Minas. Confira abaixo:
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Frota News: A Via Trucks de Montes Claros atende quantos municípios do Norte de Minas?
Luis Gambim: Somente no Norte de Minas a Via Trucks já atende 85 municípios.
Dimensão da frota mineira
Frota News: Segundo dados do Denatran publicados no Anuário da CNT 2022, Minas Gerais possui 90.895 cavalos mecânicos e 362.092 caminhões chassi-rígido. É a terceira maior frota do país, atrás apenas de São Paulo e Paraná em cavalos mecânicos e a segunda maior frota em chassi rígido. A frota circulante é um mercado potencial para as peças TRP e de renovação de frota. Considerando esses dados, qual a fatia estimada do Norte de Minas? E qual o potencial de mercado para caminhões zero km?
Luis Gambim: Minas Gerais é um mercado potencial e estratégico para a marca. Com forte presença no agronegócio, o estado registrou, em 2022, o melhor PIB do agro na história, sendo responsável por 22,2% do total da atividade estadual. Além disso, a expressiva movimentação da indústria e das exportações fazem da região um mercado muito atrativo para as soluções de transporte da DAF. Desta forma, no potencial do mercado para caminhão zero quilômetro em Minas Gerais, a meta é conquistar 13% de participação no mercado de pesados e de 4% para semipesados.
E, para alcançar 100% da frota circulante do Norte de Minas, tanto com o fornecimento de peças como em serviços de oficina, a DAF Via Trucks aposta na alta disponibilidade de produtos, qualidade e o atendimento padrão DAF com preços competitivos. A rede de atendimento DAF e TRP multimarcas atende todos os veículos pesados e semipesados em parceria com os maiores fabricantes de peças, garantindo alta tecnologia e o melhor custo-benefício do mercado. Neste ano, comemoramos o décimo aniversário da DAF no Brasil com a marca de 30 mil caminhões produzidos e sabemos que o estado tem grande participação nesta conquista e, por isso, expandimos a presença da marca para evoluir ainda mais na região.
Volume e tipos de cargas
Frota News: Quais são os produtos mais transportados na região?
Luis Gambim: As diversas aplicações dos caminhões DAF atendem com o melhor desempenho e custo-benefício a grande diversidade e volume da produção regional, especialmente em alguns pontos, como Ipatinga, onde há a movimentação intensa de modelos off-road. Por isso, Minas Gerais é o segundo estado do Brasil em volume de fretes rodoviários, ficando atrás apenas de São Paulo, de acordo com levantamento da Fretebras. Os setores de produtos industrializados, construção civil e agronegócio foram os que mais movimentaram as estradas brasileiras no ano passado.
Destes, a safra de cana-de-açúcar, que em terras mineiras apresentou um crescimento significativo em 2022, superou as expectativas e indica um cenário promissor para o setor este ano. Já a desempenho favorável da produção de soja e de minério de ferro impulsionou os resultados do PIB da região no primeiro trimestre de 2023. Na composição associada às atividades, o setor agropecuário foi responsável por R$ 15 bilhões (7,4% do total) e a indústria, por R$ 56,3 bilhões (27,7% do total).
Frota News: Como é a questão de mão-de-obra para o setor? Tanto para a concessionária, como mecânicos, etc., como para as transportadoras?
Luis Gambim: Alinhada às melhores práticas de mercado e ao alto padrão de qualidade DAF, os funcionários da fabricante e da rede de concessionárias recebem treinamento contínuo em diversas frentes sobre as novas tecnologias dos caminhões, operação e mecânica. As metodologias utilizadas pela DAF são compostas de abordagens práticas, teóricas e operacionais com foco na aprendizagem e multiplicação contínuas. Além dos treinamentos, as equipes realizam viagens para fomentar o intercâmbio de tecnologias e o desenvolvimento das aplicações regionais nos caminhões da marca. Os instrutores da DAF Academy, responsáveis pela formação da rede de concessionárias, são qualificados tecnicamente e operacionalmente pela DAF Academy N.V, sede principal da DAF e Centro de Design e de Pesquisa e Desenvolvimento mundial da marca.
Outro programa de treinamento obrigatório para os funcionários das concessionárias é promovido também na DAF Academy, que oferece aos participantes uma Trilha de Aprendizagem composta de nove módulos com 360 horas de aulas técnicas sobre as tecnologias e funcionamentos dos sistemas dos caminhões DAF. Os investimentos sólidos da DAF em qualificação acompanham a expansão da fabricante no Brasil. Hoje, são 48 concessionárias pelo país e nove lojas multimarcas TRP que contam com mão de obra especializada. Os treinamentos oferecidos impactam diretamente na qualidade dos serviços de pós-venda. Assim, a DAF aprimora constantemente sua estrutura para entregar um atendimento premium aos clientes. A rede de concessionárias DAF conta, hoje, com 1.800 profissionais e 700 boxes de manutenção e reforma. Portanto, investir em treinamento e capacitação é ter profissionais cada vez mal preparados para pensar em soluções.
Atendimento móvel
Frota News: O Norte de Minas tem quase 62 mil km², portanto, uma região com necessidade de bastante deslocamento. Qual a infraestrutura da Via Trucks para atender um caminhão DAF, por exemplo, em uma cidade, por exemplo, Montalvânia?
Luis Gambim: A rede DAF de concessionárias mineiras está estrategicamente localizada nos principais corredores logísticos do estado. Atualmente, são 7 concessionárias prontas para atender todas as necessidades dos clientes em Minas. Elas estão nas cidades de Campanha (DAF Sancar Pontual), Muriaé (DAF Sancar Pontual), Uberlândia (DAF Somafertil) e Contagem (DAF Via Trucks). Então, recentemente, a DAF Somafertil inaugurou estrutura em Patos de Minas (MG). Ela é próxima a um corredor logístico que interliga as regiões Sul e Sudeste às regiões Norte e Nordeste. Decerto, no norte do estado, a DAF Via Trucks de Montes Claros conta com todos os serviços e está situada no segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil.
Assim, as concessionárias disponibilizam, ainda, o DAF Oficina Móvel. Decerto, ele garante rapidez, alta disponibilidade da frota e eficiência com um atendimento personalizado de manutenção preventiva e corretiva in loco. Assim, isso dispensa a necessidade de deslocamentos até a concessionária. Certamente, a empresa oferece o serviço por meio do veículo DAF LF, que serve como base para os serviços prestados. Ademais, o modelo viaja com equipamentos e acessórios que proporcionam a estrutura ideal para a realização dos trabalhos onde o cliente estiver. Assim, e com a mesma qualidade já altamente reconhecida na Rede DAF. Enfim, o cliente interessado pode realizar o agendamento diretamente em um dos postos de atendimento mais próximo. Dessa forma, lá vai receber a estrutura completa que executará os serviços no local, na data e horário escolhidos. Por fim, há o DAF Assistance, realiza o serviço de assistência técnica emergencial 24 horas em qualquer caminhão DAF.
A Addiante, empresa de locação e leasing de veículos comerciais, continua seu caminho rumo à expansão e diversificação de sua frota. Após as bem-sucedidas aquisições da Iveco e da Mercedes-Benz, a companhia resultante da parceria estratégica entre as gigantes brasileiras Randon e Gerdau acaba de expandir e fortalecer sua frota. A Addiante amplia seu portfólio com a compra de 20 caminhões VW Constellation 27.260 6×4. A VWCO é uma marca reconhecida e que crescerá no nosso portfólio de produtos locados para nossos clientes”, comenta o CEO da Addiante, Fabio Leite.
A união entre as empresas Randon e Gerdau deu origem à Addiante. O novo negócio tem como foco os segmentos de locação e leasing de veículos comerciais. Essa parceria estratégica permitiu que a empresa nascesse com uma sólida base de conhecimento e experiência.
A locadora atua em todo o território nacional e nos mais variados segmentos do mercado. Entre eles, o agronegócio, construção, eletricitário, ferroviário, florestal, industrial, mineração, rodoviário, saneamento e sucroalcooleiro. Certamente, os 20 VW Constellation 27.260 rodarão, em sua grande maioria, no Rio Grande do Sul com uma base média de cinco mil quilômetros por mês.
Enfim, com a recente aquisição também dos 35 cavalos mecânicos Actros, a Addiante demonstra mais uma vez sua determinação em oferecer aos seus clientes uma frota com modelos de diferentes marcas.
Anteriormente, a Addiante havia investido em 22 caminhões da marca Iveco, sendo 20 deles do modelo Tector 260E30 e os outros dois do Tector 24.230. Ademais, essas aquisições reforçam o compromisso da empresa em fornecer soluções para diversos tipos de transporte.
Por fim, com essa nova etapa, a Addiante avança a sua posição para estar entre as principais do setor de locação de veículos comerciais no país.
O Grupo Daimler Truck, dono de marcas como a Mercedes-Benz, recentemente, realizou uma reunião com os envolvidos no negócio de fabricação e vendas de caminhões e ônibus no mundo. O objetivo foi anunciar o que querem até 2030 em termos de vendas, retorno de investimento e foco das tecnologias dos veículos. O relatório das metas é longo, mas resumimos para o leitor os principais pontos sobre os objetivos do grupo.
Recompra de ações
Retorno de 12% sobre as vendas com € 2 bilhões (equivalente a R$ 10,6 bilhões)
Crescimento da receita entre 40-60%
Lançamento de caminhões autônomos para gerar receita de € 3 bilhões (R$ 15,9 bilhões)
Foco em quatro plataformas globais: bateria, hidrogênio, diesel e software
Lançamento de motores a combustão movido a hidrogênio
Além da Mercedes-Benz Trucks e Buses, o Grupo Daimler Truck possui as marcas Freightliner Trucks, Western Star Trucks, FUSO Trucks e Buses, BharatBenz Trucks e Buses, RIZON Trucks, Thomas Built Buses e Setra (de ônibus completo).
“A Daimler Truck está indo muito bem. Estamos aumentando nossa orientação para 2023. Estamos firmemente no caminho para cumprir nossas ambições para 2025. E estamos prontos para levar a Daimler Truck para o próximo nível até 2030 – visando um retorno ajustado acima de 12% sobre as vendas para o negócio industrial em condições de sol. Estamos iniciando um programa de recompra de ações de até dois bilhões de euros em um período de até dois anos para garantir que nossos acionistas se beneficiem totalmente de nosso desenvolvimento bem-sucedido”, diz Martin Daum, presidente do conselho de administração da Daimler Truck.
“Olhando além de 2025, vemos várias oportunidades de crescimento em nosso setor e estamos totalmente equipados para explorar essas oportunidades. Isso deve se traduzir em um aumento de 40-60% nas receitas entre 2025 e 2030 e um retorno ajustado acima de 12% nas vendas para o Negócio Industrial em condições de favorável. Ao mesmo tempo, estaremos incansavelmente focados na disciplina de custos e na alocação inteligente de capital”, diz Jochen Goetz, membro do Conselho de Administração e CFO da Daimler Truck.
A Daimler Truck tem a clara ambição de liderar a transformação em direção ao transporte sustentável. Portanto, o foco da empresa está em dois campos de tecnologia que fornecem a maior diferenciação para os clientes e as maiores economias de escala. Afinal, o power to drive, que compreende o sistema de propulsão, e inteligência para dirigir, com foco em eletrônica e software.
Para poder dirigir, a Daimler Truck visa oferecer o melhor custo total de propriedade, independentemente da fonte de energia, seja diesel, bateria ou hidrogênio. Além disso, para a inteligência conduzir, a Daimler Truck visa diferenciar-se com recursos de software, implementados rapidamente, com alta qualidade e feitos sob medida para os casos de uso do cliente. Então, ambos os campos de tecnologia são projetados como plataformas globais visando comunicabilidade máxima para escalá-los em todo o portfólio da empresa – em todas as marcas e regiões. Decerto, as plataformas também permitem alavancar escalas além da Daimler Truck.
Para um futuro, a empresa acredita apenas na combinação de sistemas a hidrogênio e bateria permitirá as tarefas de transporte sustentável e econômica.
Quando se trata de tecnologia de baterias, a Daimler Truck está usando uma abordagem rápida para o mercado. Dessa forma, ela já possui uma plataforma de caminhão para produção de alto volume à medida que a penetração de veículos elétricos a bateria (BEV) aumenta.
Motor a combustão por hidrogênio
Para o hidrogênio, a Daimler Truck planeja entrar na produção em série dos primeiros veículos movidos a célula de combustível. Assim, a meta é a segunda metade desta década, movidos pelos agregados da cellcentric, sua joint venture com o Grupo Volvo. Certamente, como uma potencial tecnologia complementar de baixo carbono, a Daimler Truck está considerando o motor de combustão de hidrogênio. Ademais, se as condições da estrutura regulatória correspondente forem definidas, a empresa pode construir plataformas de motores a diesel existentes e fornecer essa tecnologia rapidamente.
Por fim, já a partir de 2024, a Daimler Truck planeja lançar vários recursos de software de nível superior. Entre eles, funcionalidades de segurança ativa aprimoradas, conectividade de nível superior para acesso aos dados do proprietário da frota, manutenção preditiva e atualizações avançadas pelo ar.