segunda-feira, maio 20, 2024

IMPORTAÇÃO: DE ONDE E COMO OS PRODUTOS HOSPITALARES CHEGAM AO BRASIL

A pandemia de covid-19 trouxe grandes desafios para o mundo inteiro, mas também impulsionou a produção e a importação de produtos hospitalares que se tornaram fundamentais para o combate ao vírus. No Brasil, esses produtos passaram a ganhar destaque e atraíram a atenção não apenas dos profissionais da saúde, mas também de gestores do comércio exterior.

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De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex, empresa especializada em tecnologia para o comércio exterior, a importação desses itens precisa ser conduzida com extrema atenção às especificações de transporte e armazenagem. “Cuidados adequados são essenciais para evitar perdas, danos e garantir a eficácia desses itens tão importantes”, afirma Hofstatter.

Para garantir a qualidade e a segurança dos produtos importados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige uma análise rigorosa de todos os itens que possam ter contato com pacientes.

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Hospitalares
Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex

O modal marítimo emergiu como a principal forma de importação de seringas, luvas cirúrgicas e máscaras no Brasil. As seringas, em especial, empresas importam principalmente dos Estados Unidos, China, Alemanha e Suíça, e elas chegam principalmente pelo porto de Santos. O transporte marítimo representa mais de 96% do volume de importação desses produtos, seguido pelo modal aéreo.

100% via marítima

Já as luvas cirúrgicas têm origem principalmente na Malásia, China e Tailândia, chegando ao Brasil principalmente através do Porto de São Francisco do Sul e de Itajaí. O modal marítimo responde por praticamente 100% do volume dessas importações. Durante a pandemia de covid-19, o sistema MANTRA classificou as luvas com um código especial, garantindo sua prioridade de liberação. Em março do ano corrente, o Brasil importou 13 mil toneladas de luvas, representando um valor FOB de mais de US$ 13 milhões.

As máscaras, por sua vez, tornaram-se objetos de grande necessidade durante a pandemia e continuam sendo usadas até hoje. Elas geralmente vêm da China, Paraguai ou Taiwan, sendo o Porto de Santos a principal porta de entrada. Em março, o Brasil importou mais de 2 mil toneladas de máscaras, totalizando um valor FOB de US$ 8,4 milhões.

Por fim, a importação de produtos hospitalares é uma das vertentes do comércio exterior brasileiro que têm ganhado relevância. É esperado que o país continue se destacando na busca por soluções que garantam a saúde e o bem-estar de seus cidadãos.

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