segunda-feira, abril 6, 2026

Licença para obras no Pedral do Lourenço impulsiona logística fluvial na Amazônia

A logística brasileira no Norte do País avança com a concessão da Licença de Instalação para a remoção de obstáculos do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins, no Pará. A autorização foi emitida pelo Ibama no último dia 28 de maio e representa um passo decisivo para a consolidação da Hidrovia Tocantins-Araguaia, rota estratégica para o escoamento de cargas entre o Centro-Oeste e os portos do Norte do Brasil.

A obra, há décadas aguardada por diversos setores produtivos, permitirá a remoção de formações rochosas localizadas entre Marabá e o Lago de Tucuruí — um obstáculo que limita a navegação de embarcações, especialmente nos períodos de estiagem. Com a remoção, será possível transportar grãos, minérios e insumos durante todo o ano, com maior eficiência e menor custo.

Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o impacto logístico será nacional. “É uma conquista histórica para o desenvolvimento da região Norte e da logística brasileira como um todo”, afirma Eduardo Rebuzzi, presidente da entidade. “O transporte hidroviário é essencial para reduzir desigualdades e ampliar as opções logísticas do país.”

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Para Daniel Bertolini, vice-presidente extraordinário da NTC&Logística para o Transporte da Amazônia, o derrocamento representa uma virada de chave. “A liberação dessa obra é a resposta a uma demanda antiga do setor. Vai permitir que o transporte fluvial ganhe competitividade real, com menos impacto ambiental e menores custos. É um ganho para toda a cadeia logística nacional”, destaca.

Além de potencializar o uso da hidrovia, a obra também deverá intensificar a conexão entre regiões produtoras e os portos da Amazônia, especialmente Vila do Conde, em Barcarena (PA). Estima-se que a capacidade da hidrovia salte para até 20 milhões de toneladas por ano após a conclusão da obra.

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A decisão do Ibama incluiu uma série de condicionantes ambientais, como monitoramento da fauna, controle da qualidade da água e mitigação de impactos sonoros e vibracionais, garantindo que o avanço da infraestrutura seja acompanhado por responsabilidade ambiental.

Para a NTC&Logística, a diversificação e a integração dos modais são essenciais para o futuro do transporte no país. “A Hidrovia Tocantins-Araguaia é um exemplo de como gargalos históricos podem se transformar em soluções estratégicas com visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento sustentável”, conclui Rebuzzi.

Mercedes-Benz e ARQUUS vão desenvolver e vender veículos militares juntas

As fabricantes ARQUUS, da França, e Daimler Truck (dona da Mercedes-Benz), da Alemanha, anunciaram uma parceria estratégica de longo prazo voltada para o desenvolvimento conjunto de veículos militares com rodas. O objetivo é unir competências industriais, tecnológicas e operacionais para atender às necessidades das forças armadas.

Diferente de acordos comerciais convencionais, a aliança entre as duas empresas abrange toda a cadeia de valor: desde o desenvolvimento de produtos personalizados, até a produção, vendas e serviços de pós-venda. Segundo os executivos, o projeto representa um marco de integração entre as bases industriais da França e da Alemanha no setor de defesa, com potencial de fortalecer não apenas a prontidão militar, mas também a soberania tecnológica e a segurança dos dois países.

Esta parceria nos levará adiante juntos. Ambas as empresas conhecem as necessidades das forças armadas de dentro para fora e se beneficiarão dos muitos anos de experiência uma da outra”, afirmou Emmanuel Levacher, CEO da ARQUUS.

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Daniel Zittel, chefe de vendas de defesa da Daimler Truck, reforça a visão comum:

O que vai bem juntos cresce junto. Nossas abordagens e objetivos se sobrepõem. Agora estamos combinando nossas forças no que diz respeito aos veículos comerciais militares para dar uma contribuição decisiva à prontidão de defesa de nossos dois países.”

Produção integrada em território europeu

A parceria franco-alemã tem também uma importante dimensão industrial e regional. A ARQUUS, especializada em veículos militares com sede em Versalhes, produz exclusivamente em território francês, com unidades em Garchizy e Limoges. Já a Daimler Truck concentra a montagem de seus veículos de defesa na fábrica de Wörth am Rhein (Alemanha) e na unidade de Molsheim, na Alsácia, França. Essa última está integrada às operações industriais da empresa no país, que empregam mais de 3.000 pessoas.

Sinergia tecnológica e foco no cliente militar

A aliança permitirá a personalização de soluções com base em exigências específicas de mobilidade, robustez, manutenção e interoperabilidade com as demais forças da OTAN. A ARQUUS traz para o projeto sua longa tradição no desenvolvimento de veículos blindados e logísticos, enquanto a Daimler Truck adiciona sua capacidade de produção em escala, confiabilidade mecânica e expertise em veículos pesados comerciais adaptados para fins militares.

Ambas as companhias demonstram confiança de que a colaboração não apenas atenderá melhor às demandas atuais das forças armadas, mas também posicionará os produtos como referência na próxima geração de caminhões militares multifunção na Europa.

A iniciativa se alinha ao movimento crescente por maior cooperação no setor de defesa europeu, com foco em inovação, sustentabilidade industrial e autonomia estratégica frente a contextos globais cada vez mais desafiadores.

Nova Pulsar N150 chega para desafiar Honda e Yamaha no Brasil

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Enquanto os caminhões com alta tecnologia lideram as vendas, o de motos de baixa cilindrada e preço é o que domina a logística urbana sobre duas rodas. E agora o mercado fica mais competitivo: A indiana Bajaj Auto, uma das maiores fabricantes de motocicletas do mundo, acaba de lançar no Brasil a Pulsar N150.

A novidade foi apresentada durante o Festival Interlagos 2025 e já está disponível nas concessionárias com preço sugerido de R$ 16.300, valor que inclui frete — uma vantagem frente às principais rivais do segmento.

Com visual que remete a modelos maiores, como a Yamaha Fazer 250, a Bajaj Pulsar N150 chama atenção pelo estilo robusto, com farol full-LED, carenagens anguladas e escapamento embutido. Ela chega para disputar diretamente com clássicos do mercado nacional, como a Honda CG 160 Start e a Yamaha Factor 150, oferecendo um visual mais moderno e equipamentos superiores.

O modelo é construído sobre um chassi tubular e tem dimensões equilibradas: pesa 145 kg, tem tanque de 14 litros e altura de assento de 790 mm.

A Pulsar N150 é equipada com um motor monocilíndrico de 149,68 cc, refrigerado a ar, que entrega 14 cavalos a 8.500 rpm e torque de 1,38 kgfm a 6.000 rpm, e câmbio de cinco marchas.

Na suspensão, o modelo adota o tradicional conjunto com garfo telescópico na dianteira e monoamortecedor com ajuste de pré-carga na traseira, e as rodas de 17 polegadas calçam pneus 90/90 na frente e 120/80 atrás.

Diferente da maioria das motos da mesma faixa de preço, a Pulsar N150 oferece painel digital com conectividade via Bluetooth, por meio do aplicativo Ride Connect. O painel também inclui marcador de marcha, consumo instantâneo e médio, além de uma porta USB para recarga de dispositivos — item cada vez mais valorizado por entregadores e motociclistas conectados.

A segurança não foi deixada de lado, mas fica na média: o modelo vem com freio a disco com ABS na roda dianteira e freio a tambor na traseira.

A Bajaj vem crescendo sua presença no Brasil desde 2022, com uma rede de concessionárias em expansão e plano de oferecer revisões com preço fixo. Para a N150, a primeira revisão (1.000 km) é gratuita, e o plano completo de manutenção até os 30 mil km varia entre R$ 150 e R$ 552, garantindo previsibilidade para o consumidor.

Conclusão: bom custo-benefício com estilo e inovação

A Pulsar N150 é mais uma aposta da Bajaj para conquistar espaço em um mercado dominado por gigantes. Com preço competitivo, design atraente e pacote tecnológico inédito para a categoria, a motocicleta surge como uma alternativa real para quem busca economia sem abrir mão de conectividade.

Se a rede de pós-venda continuar se consolidando e a marca mantiver sua política agressiva de preços, a N150 tem tudo para ser um divisor de águas no segmento de motos utilitárias no Brasil.

Ficha técnica — Bajaj Pulsar N150 (Brasil)

  • Motor: Monocilíndrico, 4 tempos, 149,68 cc
  • Potência: 14 cv a 8.500 rpm
  • Torque: 1,38 kgfm a 6.000 rpm
  • Transmissão: Manual, 5 marchas
  • Peso: 145 kg
  • Freios: Disco com ABS (dianteiro), tambor (traseiro)
  • Tanque: 14 litros
  • Preço sugerido: R$ 16.300 (junho/2025)

Iveco lanza en Uruguay el nuevo S-Way 480 produzido no Brasil

A Iveco, representada en Uruguay por Santa Rosa, presentó oficialmente en el país su nuevo modelo S-Way 480 con suspensión mecánica, que ya se encuentra disponible para el público. Además, la compañía confirmó que en los próximos meses llegará la versión con suspensión neumática, ampliando la oferta para el mercado uruguayo.

El S-Way 480 está equipado con un motor Cursor 13 de 480 caballos de fuerza y un torque de 2.450 Nm, asociado a una transmisión automática de 12 marchas + 2, lo que garantiza un desempeño sólido y eficiente para el transporte de larga distancia.

La cabina, con diseño Cab-Over-Engine (montada sobre el motor), optimiza el espacio de carga y mejora la maniobrabilidad en entornos reducidos. Pensada para el confort del conductor, ofrece un interior amplio, bien distribuido y con múltiples funciones avanzadas, además de nuevas luces full LED y escalones ocultos bajo el rediseño de las puertas, que refuerzan la seguridad y el estilo innovador del modelo.

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El S-Way no es un desconocido en la región. Lanzado en Brasil en 2022, alcanzó en menos de dos años y medio las cinco mil unidades producidas, consolidándose como uno de los camiones preferidos por los transportistas del país vecino. En 2025 comenzó a comercializarse también en Argentina y Paraguay, con resultados que superaron las expectativas.

Para quienes deseen conocer el nuevo modelo, Santa Rosa invita a visitar sus showrooms en Piedras 709 esquina Juncal y en Avenida Italia 4905 esquina Tres Cerros.

Los nuevos modelos de Iveco ofrecen comodidad, diseño y potencia para brindar los mejores resultados a productores e industriales que necesitan un transporte confiable”, destacó Fernando Mena, gerente comercial de Santa Rosa.

Até no Tio Sam: biometano ganha preferência no caminhão pesado

Indústria americana amplia rapidamente estrutura de RNG (Gás Natural Renovável), enquanto motoristas e transportadoras destacam viabilidade técnica e econômica do biometano em veículos pesados. E até no Tio Sam seguem a tendência brasileira.

Enquanto o futuro dos caminhões elétricos a bateria de longa distância ainda enfrenta incertezas, cresce nos Estados Unidos — e ecoa no Brasil — uma preferência cada vez mais consolidada entre transportadores: o uso de caminhões movidos a gás natural renovável, o chamado RNG ou biometano.

Na ACT Expo 2025, o maior evento de tecnologia limpa para transporte da América do Norte, ficou claro que o biometano vem ganhando destaque como solução energética viável para o transporte pesado. Líderes da Cummins e da Hexagon Agility — duas gigantes globais de motores e sistemas de combustível — ressaltaram a densidade energética, a disponibilidade de componentes, a viabilidade econômica e a praticidade do RNG em relação aos modelos elétricos.

O gás natural é a próxima melhor solução quando se observa a densidade de energia volumétrica. A molécula de metano é extremamente eficiente para transporte pesado”, afirmou Eric Bicpus, CCO da Hexagon Agility.

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Jennifer Rumsey, presidente e CEO da Cummins, foi enfática: “Sempre soubemos que a transição energética seria dinâmica, mas está claro agora que será ainda mais incerta e divergente do que imaginávamos. Isso exige múltiplas soluções – e o RNG tem se mostrado uma das mais promissoras”.

Infraestrutura em ritmo acelerado

O crescimento dessa alternativa energética tem respaldo em investimentos robustos. Na última semana, a RNG Coalition anunciou a operação de sua 500ª planta de produção de gás natural renovável na América do Norte — atingindo antecipadamente a meta estabelecida para 2025 no âmbito da iniciativa SMART (Sustainable Methane Abatement & Recycling Timeline), lançada em 2019.

Quando a entidade foi criada, em 2011, existiam apenas 31 instalações em funcionamento. Agora, além das 500 operacionais, há outras 153 em construção e 293 em licenciamento. O novo objetivo da coalizão é atingir mil unidades operacionais até 2030, mirando a captura de metano e CO₂ em 43 mil locais de resíduos até 2050.

A produção de biometano parte de resíduos orgânicos — como restos de alimentos, resíduos agrícolas ou águas residuais — que são convertidos em combustível limpo e renovável. Essa cadeia circular de energia é apontada como uma solução de baixíssimo carbono e com potencial significativo de redução de emissões no setor de transporte.

Brasil acompanha tendência

No Brasil, o biometano também tem ganhado espaço entre transportadoras, especialmente em corredores logísticos com acesso a usinas de produção do combustível. A opção por caminhões movidos a gás renovável se torna especialmente atrativa diante de gargalos na infraestrutura de recarga elétrica e dos custos elevados de aquisição de veículos a bateria de longa autonomia.

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Somente a Scania já conta com mais de 1.700 caminhões a gás em operação no Brasil, e com meta ambiciosa de entregar chega cerca de 1.000 unidades este ano. A Iveco, apesar de não divulgar seus números de vendas, também está investindo no segmento. Outra marca que já conta com um modelo desenvolvido para o segmento de coleta de resíduos é a Volkswagen Caminhões e Ônibus.

A favor do biometano também está a familiaridade com a tecnologia por parte das oficinas mecânicas e operadores logísticos, além da crescente disponibilidade de motores pesados como o Cummins X15N, já adaptado para operação com gás natural renovável e disponível em configurações para caminhões de longa distância. No Brasil, Scania, Cummins e FPT Industrial também já contam com motores a gás em ritmo acelerado de nacionalização.

Caminhões elétricos: promessas e desafios

Enquanto isso, o mercado de caminhões elétricos de Classe 8 (uso pesado e longa distância) continua em compasso de espera. Montadoras tradicionais e novos players, como Tesla e Windrose, enfrentam desafios tanto de escala produtiva quanto de aceitação comercial.

A instabilidade nos custos de baterias, a complexidade das redes de recarga e a imprevisibilidade regulatória têm adiado decisões de compra por parte de frotistas. Em contrapartida, essa mesma incerteza tem alimentado a confiança no RNG, que se beneficia de uma cadeia de suprimento mais madura e de soluções já testadas em campo.

Um caminho possível — e mais imediato

Para Johannes Escudero, CEO da RNG Coalition, o momento é de celebração, mas também de ação estratégica. “Realizamos algo que poucos acreditavam ser possível. Mas ainda há muito trabalho a fazer. Nossa liderança coletiva está transformando a indústria, a economia e o meio ambiente”, afirmou.

Diante da urgência climática e da busca por soluções viáveis na realidade operacional do transporte pesado, o biometano emerge como um caminho concreto — e imediato — para a descarbonização.

Transportadores brasileiros atentos às movimentações internacionais já reconhecem: o gás natural renovável pode ser a ponte mais segura e sustentável entre o presente e o futuro da mobilidade de cargas. Ele oferece uma vantagem competitiva em relação às outras fontes de energia limpa, que passivos ambientais, como os aterros sanitários, em ativos energéticos.

VWCO anuncia Adolpho Bastos como novo VP de Produção e Logística

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) anunciou Adolpho Bastos como novo vice-presidente de Produção e Logística da companhia. Desde 1º de julho, ele substituiu Adilson Dezoto, que se aposentou após uma longa trajetória de quase três décadas na montadora.

O anúncio foi feito por Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO, que destacou a experiência internacional e o perfil técnico do novo executivo como reforços importantes para a estratégia da empresa no contexto global do Grupo TRATON.

Com sua visão técnica e larga experiência executiva, Adolpho Bastos se juntará ao nosso time como parte da estratégia global de colaboração promovida entre as marcas de caminhões e ônibus do Grupo TRATON. Estamos felizes em contar com sua expertise, que agregará ainda mais valor às nossas operações industriais presentes em três continentes”, afirmou Cortes.

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Até então, vice-presidente de Logística da Scania Latin America, Adolpho Bastos é engenheiro de produção formado pela Universidade de São Paulo (USP) e possui especializações na Stockholm School of Economics, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Com mais de 30 anos de carreira no setor automotivo, já ocupou cargos de liderança no Brasil, Argentina e Suécia por meio de passagens pelas operações da Scania e do Grupo LOTS (transportadora própria do Scania Group).

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A mudança também marca o encerramento de um ciclo significativo na Volkswagen Caminhões e Ônibus. Adilson Dezoto, que está na empresa desde 1998, teve papel decisivo em momentos estratégicos da companhia.

Agradecemos ao Adilson Dezoto pela sua valiosa dedicação, primeiro como executivo do Consórcio Modular e depois ocupando cargos de comando em Produção e Logística na VW Caminhões e Ônibus. Como apoiador e líder do Cluster Automotivo do Sul Fluminense, contribuiu enormemente para o desenvolvimento econômico regional. São momentos marcantes da sua trajetória, e de que todos nos orgulhamos”, destacou o presidente da VWCO.

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Engenheiro mecânico formado pela Unesp, Dezoto também é pós-graduado em Administração, com especialização pela Fundação Dom Cabral. Durante sua gestão, liderou importantes marcos da empresa, como a expansão da capacidade produtiva da fábrica de Resende (RJ) e o desenvolvimento das linhas de caminhões Constellation, Novo Delivery e Meteor, pilares da atual estratégia comercial da VWCO.

Iveco, Petronas e Lwart lançam lubrificante sustentável com foco na economia circular 

A Iveco, em parceria com a Petronas e a Lwart Soluções Ambientais, anuncia o lançamento do Nexpro Infinity, um lubrificante mineral voltado para veículos comerciais pesados.  

O diferencial do Nexpro Infinity é sua logística reversa integrada. A base do produto é um óleo rerrefinado a partir de OLUC (óleo lubrificante usado e contaminado), que emite 77% menos gases de efeito estufa em comparação com o óleo de primeiro refino produzido no Brasil. Essa matéria-prima regenerada é fornecida pela Lwart, empresa especializada em coleta e rerrefino de óleo usado, com presença em todo o território nacional e 20 centros de coleta. 

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“O Nexpro Infinity é um marco na jornada rumo a um transporte mais sustentável. Unimos inovação técnica e responsabilidade ambiental para entregar ao cliente um produto que protege o motor e o planeta”, destaca Bernardo Brandão, diretor geral de Customer Service da Iveco para a América Latina. 

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O lançamento também traz benefícios diretos aos clientes: além de maior vida útil do motor e controle sobre o uso de lubrificantes genuínos, o Nexpro Infinity oferece treinamentos, conformidade ambiental e certificados de destinação correta do óleo usado. As embalagens também seguem os princípios da sustentabilidade, sendo produzidas com plástico reciclado pós-consumo (PCR) e design que facilita a reciclagem. 

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Para Luiz Eduardo de Silos Santos, da Petronas, o produto está alinhado à estratégia global da companhia. “O Nexpro Infinity representa um grande avanço no desenvolvimento de soluções que atendam às demandas por sustentabilidade, sem renunciar à performance e à qualidade. Iniciativas como essa reforçam o nosso compromisso com a inovação e a responsabilidade ambiental, combinando tecnologia de ponta com práticas sustentáveis”. 

Michelin fecha fábrica em meio ao boom de motos e bicicletas no Brasil

A Michelin anunciou que encerrará as atividades de sua unidade industrial em Guarulhos (SP) até o final de 2025. A empresa alega que a medida é reflexo da crescente pressão da concorrência com produtos importados, especialmente da Ásia, que têm chegado ao mercado brasileiro com preços significativamente mais baixos. Segundo a empresa, a operação tornou-se economicamente inviável diante desse cenário desafiador.

A fábrica de Guarulhos atualmente é responsável pela produção de câmaras de ar para motos e bicicletas, pneus industriais e componentes utilizados por outras unidades da Michelin. O pior para indústria nacional é de que são segmentos de mercado em franco crescimento.

Por outro lado, o setor de duas rodas no Brasil segue em trajetória de crescimento e deve manter o ritmo em 2025. Após um desempenho recorde em 2024 — com produção de mais de 1,7 milhão de motocicletas e vendas no varejo superando 1,87 milhão de unidades — a expectativa é que o mercado continue aquecido. As projeções apontam para 2,02 milhões de motos emplacadas em 2025, um avanço de 7,7% em relação ao ano anterior, além de crescimento de 13% nas exportações. O desempenho reflete uma tendência consistente nos últimos anos, impulsionada pela praticidade na mobilidade urbana e por fatores econômicos que favorecem o uso de motos.

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O mercado de bicicletas também acompanha esse movimento positivo, com destaque para o avanço das elétricas. No primeiro trimestre de 2025, a produção de e-bikes atingiu 6.800 unidades — um salto de 89% na comparação anual. As bicicletas convencionais também mantêm bom desempenho, especialmente no Polo Industrial de Manaus, que concentra a maior parte da produção nacional e tem capacidade instalada para mais de 2,5 milhões de unidades somando bicicletas e motocicletas. A tendência é de consolidação desse segmento, com o aumento da demanda por soluções sustentáveis e alternativas de mobilidade.

E o desafio para Michelin não é apenas a importação de pneus. No segmento de duas rodas, a marca enfrenta uma concorrência da indústria nacional crescente, como a da Levorin, que produz mais de 28 milhões de pneus por ano para bicicletas e motos, além de outros fabricantes que têm investimento no aumento de produção e qualidade de seus produtos, e com preços mais competitivos.

As outras unidades Michelin no Brasil

A Michelin possui sete unidades industriais operacionais distribuídas em diferentes regiões do Brasil. O complexo de Campo Grande (RJ) é um dos mais relevantes da companhia no mundo, com produção voltada para pneus de ônibus, caminhões, máquinas agrícolas e da mineração. Já a planta de Resende (RJ) é dedicada a pneus para veículos de passeio e caminhonetes, além de reforços metálicos.

Na região Norte, a unidade de Manaus (AM) aproveita os benefícios fiscais da Zona Franca para produzir pneus voltados aos segmentos de motos e bicicletas. Essas vantagens tornam mais interessante para a empresa transferir a produção de Guarulhos (SP) para o Norte. Além dessas, a Michelin atua com operações de logística, pesquisa e sustentabilidade em estados como Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais.

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Reestruturação diante de um mercado desaquecido

O anúncio do fechamento da unidade de Guarulhos ocorre em um momento delicado para o setor de pneus no Brasil. De acordo com dados mais recentes da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), o volume de vendas no primeiro quadrimestre de 2025 caiu 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 15,99 milhões de pneus negociados entre montadoras e o mercado de reposição.

No acumulado de 2024, o setor registrou uma retração de 2,7% nas vendas — o menor nível desde 2013. O desempenho reflete o impacto de uma série de fatores, incluindo a desaceleração da indústria automotiva, a alta dos custos de produção e a ampliação da participação de produtos estrangeiros, que têm minado a competitividade da produção nacional devido ao “Custo Brasil” com a desafiadora e complexa legislação tributária.

Joice Biermayr assume gerência da rede de concessionárias Volvo no Brasil

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Joice Biermayr acaba de ser nomeada gerente de desenvolvimento de concessionárias da Volvo no Brasil. Com 29 anos dentro da companhia, a executiva será responsável por definir e implementar a estratégia da rede de concessionárias, que hoje conta com 107 unidades em operação em todo o território nacional.

Engenheira de formação com especialização em Engenharia de Produção e MBA em Gestão Automotiva, Joice é graduada pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Engenharia Elétrica Tecnológica e Engenharia Automotiva. Sua trajetória na Volvo começou em 1994, como estagiária na área de manufatura. Desde então, percorreu diversos setores da empresa — incluindo produção, testes de campo, desenvolvimento de produto e serviços.

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Entre as funções que ocupou, destacam-se a coordenação de qualidade de campo e garantia, além do suporte técnico à rede e aos clientes. Em 2023, Joice assumiu uma posição de liderança global na sede da Volvo, na Suécia, onde liderou operações internacionais de garantia e esteve à frente de um projeto de inteligência artificial aplicado à área.

Agora, retorno ao Brasil para um novo desafio profissional, com entusiasmo para aplicar toda a minha experiência no desenvolvimento da rede de concessionárias”, afirma a executiva.

A nova gerente passa a se reportar diretamente ao diretor-executivo da Volvo Caminhões, Alcides Cavalcanti, e sucede Alexandre Hartl, que assume a área comercial de pós-venda da marca.

Civic ou Corolla? Comparativo ajuda gestores a decidir para a frota

Com sua nova linha 2025, o Honda Civic pode conseguir recuperar o terreno em frotas corporativas? Nos últimos anos, o modelo perdeu muito espaço para os concorrentes, chegando a ser o lanterninha em vendas diretas. Agora, ele retorna com estratégia de manter um posicionamento premium no segmento de sedãs médios, mirando um perfil de consumidor mais exigente — inclusive o público corporativo, que valoriza confiabilidade, tecnologia embarcada e custo total de propriedade competitivo.

O modelo estreia com alterações visuais pontuais, enquanto preserva a mecânica híbrida e o pacote tecnológico introduzidos na atual geração, lançada no Brasil em 2022 com produção importada da Tailândia.

Para os gestores de frotas, a evolução do Civic ao longo das últimas gerações e sua comparação com o rival direto, o Toyota Corolla, ajuda a entender melhor o papel que o modelo pode cumprir dentro de políticas de frota corporativa voltadas à sustentabilidade, economia operacional e conforto para executivos e diretores.

Facelift estratégico: atualização sem ruptura

Na linha 2025, a Honda promoveu um retoque visual no Civic, mas sem alterar profundamente sua identidade. A dianteira foi redesenhada com novo para-choque e grade frontal, enquanto na traseira, as lanternas passam a contar com lentes escurecidas, recurso já comum em versões esportivadas. O resultado é um visual levemente mais agressivo, porém ainda sóbrio — característica importante para frotas executivas.

Essa atualização estética tem caráter mais simbólico do que funcional: busca manter o modelo atualizado frente ao concorrente Toyota Corolla, que também passou por pequenas atualizações nos últimos anos, sem alterar seu design profundamente desde o facelift de 2023.

Interior mantido: foco na sofisticação e tecnologia

Por dentro, o Civic 2025 repete a fórmula de sucesso da geração atual. O habitáculo continua oferecendo refinamento e conforto, com recursos voltados ao público premium — incluindo gestores, diretores e executivos que exigem mais do que apenas um veículo funcional. Entre os itens de destaque:

  • Painel digital de 10,2” com boa leitura e alta customização;
  • Central multimídia de 9” com Android Auto e Apple CarPlay (provavelmente sem fio);
  • Sistema de som Bose com 12 alto-falantes — diferencial no segmento;
  • Bancos dianteiros com ajustes elétricos e acabamento de alta qualidade;
  • Ar-condicionado digital dual zone;
  • Carregador por indução e teto solar elétrico.

Para empresas que oferecem veículos como benefício a cargos de confiança, o nível de conforto e tecnologia embarcada do Civic pode agregar valor à política de retenção de talentos.

Motorização híbrida: economia de combustível e imagem sustentável

O Civic atual abandonou o motor 1.5 turbo das gerações anteriores no Brasil para adotar o sistema híbrido e:HEV, uma decisão que muda completamente sua proposta — e o torna especialmente atraente para frotas corporativas comprometidas com metas de ESG.

O conjunto é composto por um motor 2.0 a gasolina de ciclo Atkinson e dois motores elétricos, oferecendo 184 cv de potência combinada. A transmissão é eletrônica, com funcionamento que simula um CVT. O grande trunfo está na eficiência: o modelo pode rodar em modo 100% elétrico em trechos urbanos, o que reduz significativamente o consumo e as emissões de CO₂.

Consumo médio urbano real varia entre 17 e 19 km/l, a depender do perfil de uso — um número altamente competitivo e que supera muitos modelos a combustão e até híbridos mais simples. Para frotas, isso representa redução de custo operacional com combustível e vantagem reputacional ligada à mobilidade sustentável.

Civic vs. Corolla: qual é mais racional para a frota?

O Toyota Corolla, maior rival histórico do Civic, também aposta na motorização híbrida. Seu sistema, no entanto, combina um motor 1.8 a combustão (101 cv) com um motor elétrico menos potente (71 cv), — números inferiores frente aos 184 cv do Civic. Na prática, o Corolla privilegia ainda mais a economia, com consumo urbano que pode ultrapassar os 20 km/l, embora com desempenho mais comedido.

Ambos os modelos têm preços de tabela na faixa de R$ 180 mil a R$ 240 mil, dependendo da versão. Porém, o Civic atualmente é vendido no Brasil apenas na configuração Advance Hybrid, topo de linha e importada, enquanto o Corolla oferece maior variedade de versões (incluindo flex e híbrido com produção nacional).

Pontos fortes do Civic para frotas corporativas:

Aspecto Civic e:HEV Corolla Hybrid
Potência combinada 184 cv 101 cv + 71 cv = 172 cv
Consumo urbano até 19 km/l até 21 km/l
Acabamento Superior Competente
Nível de equipamentos Muito completo Variado por versão
Imagem da marca Sofisticação e inovação Confiabilidade e tradição
Rede de pós-venda Boa, porém menor Ampla, com produção local

Conclusão: Civic é opção premium para frotas exigentes

O Civic 2025 é uma proposta voltada a empresas que buscam veículos de representação ou benefício para executivos, com foco em tecnologia, conforto e imagem institucional moderna. A motorização híbrida oferece eficiência energética e atende bem políticas de descarbonização e metas ESG.

Apesar de seu preço elevado (da versão atual) e disponibilidade limitada (por ser importado), o Civic se posiciona como uma opção dentro de contextos específicos de frota — especialmente quando o objetivo é aliar prestígio, eficiência e diferenciação da marca empregadora. Já o Toyota Corolla é mais indicado para quem quer ter a posse do veículo e ficar muitos anos com ele.

Para gestores de frota, a escolha entre Civic e Corolla deve considerar o perfil dos condutores, o plano de renovação da frota, os objetivos estratégicos da empresa e a importância da sustentabilidade como pilar de imagem e governança.