segunda-feira, abril 6, 2026

Estudo revela: mulheres no transporte querem crescer, mas sentem barreiras 

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A nova edição do estudo “Mulheres no TRC”, encomendada pelo SETCESP ao IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas) para o Movimento Vez & Voz, revela um retrato atualizado da presença feminina no transporte rodoviário de cargas. Realizado no final de 2024, o estudo reuniu 411 respostas válidas e mostrou um perfil altamente qualificado, mas que ainda enfrenta obstáculos para avançar na carreira. 

A maioria das participantes tem entre 35 e 44 anos (40%) e possui formação além do nível superior: 44% cursaram MBA, mestrado ou pós-graduação. “Percebe-se que são mulheres jovens, com conhecimento especializado e potencial de entrega de resultados”, comenta Ana Jarrouge, idealizadora do Vez & Voz. 

Apesar das credenciais acadêmicas e da crescente inserção no setor — que teve um aumento de 73,3% na participação feminina entre 2023 e 2024 —, a nova edição da pesquisa aponta uma queda na confiança das mulheres quanto à ascensão profissional. 

Em 2020, 91% das entrevistadas desejavam ocupar cargos mais altos. Em 2024, esse número caiu para 82%. A crença na viabilidade dessa conquista também diminuiu: de 77% para 73%. Já as que se consideram preparadas para avançar passaram de 79% para 70%. 

Menos da metade acredita que o setor oferece igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Para Jarrouge, o cenário econômico desafiador contribui para esse sentimento de insegurança. “Essa instabilidade afeta a todos, mas especialmente quem já enfrenta barreiras estruturais. Com a retomada da economia, acredito que esse otimismo será recuperado”, afirma. 

Outro dado relevante é que 45% das entrevistadas estão no TRC há menos de cinco anos — o que reforça a entrada recente de novas profissionais com grande potencial de crescimento. E há sinais de esperança: 69% relataram ter acesso a oportunidades de capacitação, o que pode contribuir para maior equidade no futuro. 

Perfil em transformação

O levantamento também traz um recorte detalhado sobre o perfil das profissionais. Entre elas, 40% têm ensino superior, 23% concluíram pós-graduação e 20% cursaram MBA. A faixa etária entre 26 e 34 anos aparece com 22%. Além disso, 42% não têm filhos, o que pode refletir decisões influenciadas pela falta de políticas de apoio à maternidade no setor. 

Presença crescente, mas liderança ainda limitada

A maioria das mulheres atua em funções administrativas ou de apoio (51%). Apenas 18% ocupam cargos de liderança intermediária, e 24% estão em posições de alta liderança, como gerentes, diretoras ou presidentes — números que indicam progresso, mas ainda longe da paridade. 

As ocupações mais comuns incluem analistas (22,6%), assistentes (16,3%) e coordenadoras (11,2%). No topo da hierarquia, a presença feminina ainda é tímida: 0,7% ocupam a presidência e apenas 0,2% estão na vice-presidência de empresas do setor. 

Além disso, a chefia imediata de mulheres segue predominantemente masculina, o que dificulta o espelhamento e a ascensão de novas lideranças femininas. 

Assédio e desigualdade persistem

A pesquisa também abordou temas sensíveis, como assédio moral e sexual. Embora os dados específicos não tenham sido divulgados no sumário executivo, a inclusão desses tópicos indica que tais problemas continuam presentes no ambiente de trabalho. 

A percepção de desigualdade entre homens e mulheres no reconhecimento profissional e nas oportunidades de crescimento também permanece alta, mesmo entre aquelas que ocupam funções semelhantes. 

Ambições e reconhecimento

Apesar dos entraves, a maioria das participantes demonstra ambição e busca ativa por valorização profissional — seja por meio de promoções, seja pelo envolvimento em processos decisórios e de inovação dentro das empresas. 

Iniciativa pelo avanço

Idealizada por Ana Jarrouge e coordenada por Camila Florencio, a pesquisa conta com apoio de lideranças como Adriano Depentor e Marcelo Rodrigues, além de entidades parceiras do setor. A proposta é fornecer dados que sirvam de base para políticas mais inclusivas e eficazes. 

O Movimento Vez & Voz, responsável pela iniciativa, também atua com eventos, conteúdos e ações voltadas à equidade de gênero. Um exemplo foi o 4º Encontro Vez & Voz, realizado em março de 2024, que premiou iniciativas de transportadoras que promovem a inclusão e a diversidade. 

Conclusão

Apesar dos avanços na qualificação e da presença crescente em cargos de gestão, as mulheres no transporte rodoviário de cargas ainda enfrentam desafios estruturais relacionados à equidade, reconhecimento e segurança no ambiente de trabalho. A pesquisa “Mulheres no TRC 2024” oferece um panorama valioso para que empresas e entidades do setor desenvolvam estratégias mais eficazes de inclusão, desenvolvimento e valorização da força de trabalho feminina. 

BorgWarner entra para o ranking da TIME das Empresas Mais Sustentáveis

A BorgWarner foi incluída na segunda edição do ranking “Empresas Mais Sustentáveis do Mundo 2025”, divulgado em 24 de junho pela revista norte-americana TIME em parceria com a plataforma de dados Statista Inc., referência global em rankings e estatísticas de mercado. O reconhecimento reforça o papel da empresa como uma das líderes mundiais em práticas corporativas sustentáveis.

A seleção envolveu uma análise rigorosa de mais de 5 mil grandes corporações globais, com base em mais de 20 indicadores-chave de desempenho em sustentabilidade, como conformidade com padrões internacionais de relatórios, redução de emissões e consumo de energia, retenção de talentos, desempenho em segurança e compromisso com metas ambientais.

É uma honra sermos reconhecidos pela TIME como uma das empresas mais sustentáveis do mundo devido à transparência dos nossos relatórios de sustentabilidade, à redução de emissões e de energia, à baixa rotatividade de funcionários e ao excelente desempenho em segurança da categoria”, afirmou Joseph Fadool, presidente e CEO da BorgWarner. “A dedicação de nossas equipes em todo o mundo nos permite avançar continuamente em direção à nossa visão de um mundo limpo e energeticamente eficiente.”

Excelência reconhecida globalmente

A presença da BorgWarner entre as 500 empresas mais sustentáveis do mundo é resultado de uma combinação de iniciativas consistentes de responsabilidade socioambiental e uma cultura corporativa voltada à inovação sustentável. A TIME e a Statista consideraram empresas com grande capitalização de mercado, visibilidade pública e atuação global. As empresas finalistas foram aquelas que melhor demonstraram equilíbrio entre rentabilidade e compromisso com o meio ambiente e a sociedade.

Com mais de 130 anos de história, a BorgWarner tem atuado de forma decisiva na transformação da mobilidade, desenvolvendo produtos que aliam eficiência energética à inovação tecnológica. Atualmente, a companhia concentra seus esforços em soluções limpas para o setor automotivo, incluindo tecnologias para eletrificação de veículos e redução de emissões.

Reconhecimento consolidado

A Statista, responsável pela análise de dados do ranking, é uma das maiores plataformas globais de inteligência de mercado. Com centenas de rankings setoriais e listas de empresas elaboradas em parceria com veículos de mídia de renome, como TIME, Forbes, Financial Times e The Economist, a Statista consolida sua reputação ao oferecer dados confiáveis e comparáveis globalmente.

Para a BorgWarner, o reconhecimento da TIME é mais do que um selo de prestígio: é a validação de um compromisso de longo prazo com a sustentabilidade e a prova do engajamento contínuo de suas equipes globais em construir um futuro mais limpo, saudável e seguro para todos.

Patrícia Acioli é selecionada para a bolsa Eva Nyström 2025

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Patrícia Acioli, chefe de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Scania no Brasil, foi selecionada para a Bolsa Eva Nyström 2025, um dos reconhecimentos mais prestigiados concedidos pelo grupo Scania a colaboradores que se destacam em inovação, liderança e compromisso com a sustentabilidade. A premiação leva o nome de Eva Nyström, a primeira engenheira da divisão de desenvolvimento de motores da Scania, e homenageia profissionais cujo trabalho personifica os valores que marcaram a trajetória da pioneira sueca. 

Este é um reconhecimento que recebo com muita alegria. Isso mostra confiança no meu potencial e estou ansiosa para continuar colaborando e fazer parte do propósito da Scania”, declarou Patrícia no LinkedIn do Scania Group. 

Uma trajetória de impacto

À frente do programa Sustainability Engagement da Scania no Brasil, Patrícia tem sido protagonista em iniciativas que ampliam o papel da empresa no debate sobre o futuro do transporte sustentável. Mais do que reduzir emissões ou rever cadeias produtivas — metas já incorporadas pela Scania —, ela defende um modelo de transformação cultural profunda, envolvendo educação, engajamento e corresponsabilidade ambiental e social entre todos os elos da organização. 

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Sob sua liderança, projetos como o Movimento Circular ganharam escala, integrando ações de economia circular e reciclagem de materiais aos processos logísticos e industriais da marca. Em outra frente, contribuiu para consolidar a política de uso de plástico reciclado na fabricação de caminhões em São Bernardo do Campo (SP), reduzindo em até 50 toneladas anuais o uso de plásticos virgens. 

Sua atuação também se destaca pelo incentivo à diversidade e inclusão, ao fomentar lideranças femininas e ampliar o debate sobre equidade no setor automotivo — uma das pautas centrais que ela defendeu na última edição da Fenatran. 

Adoro fazer as coisas, começar do zero e desafiar o impossível. Onde quer que eu esteja, farei o meu melhor”, resume, ao projetar um futuro profissional orientado por desafios inexplorados e pela inovação. 

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Quem foi Eva Nyström?

A trajetória de Eva Nyström (1939–2019) confunde-se com a própria história da Scania no século XX. Ela foi a primeira mulher engenheira a atuar na divisão de desenvolvimento de motores da companhia sueca, num período em que o setor automotivo ainda era dominado por homens. Ao longo de quatro décadas de trabalho, Eva não apenas liderou projetos técnicos relevantes como também se destacou como mentora, defensora da diversidade e referência de integridade dentro da organização. 

Eva foi conhecida por promover uma abordagem multidisciplinar ao desenvolvimento de produtos, defendendo desde os anos 1980 a importância de integrar preocupações ambientais e de eficiência energética no centro das decisões industriais. Em um de seus projetos mais lembrados, ela liderou um estudo de transição de motores a diesel para combustíveis alternativos que acabou inspirando linhas futuras de caminhões híbridos da Scania. 

A bolsa que leva seu nome é concedida anualmente desde 2021 e reconhece colaboradores da Scania em todo o mundo que demonstram liderança, criatividade, compromisso com a sustentabilidade e um espírito colaborativo — valores que Eva cultivou e transmitiu ao longo de sua carreira. 

Fonte: Scania Group

 

Ford Go Frotas aposta em revisão no cliente e gestão conectada

Criado inicialmente para atender o consumidor final com um modelo digital de assinatura de veículos, o Ford Go amadureceu e se reinventou, entrando de forma robusta no setor corporativo. Em entrevista ao Frota News, Victor Coelho, Supervisor de Mobilidade e Novos Negócios da Ford, detalha a expansão da plataforma, a cultura da locação e os diferenciais de um programa operado diretamente pela montadora. 

Frota News – Quando e como surgiu o Ford Go? 

Victor Coelho – O Ford Go foi lançado no Brasil em 2021, inicialmente como uma plataforma de carro por assinatura voltada à pessoa física. A ideia era bem simples: um modelo 100% digital em que o cliente podia, por meio do site ou app, assinar um Territory, uma Ranger ou outro veículo da linha, com tudo incluído no pacote. A entrega era feita na casa do cliente, sem burocracia. 

Frota News – Como foi o processo de evolução para o segmento de frotas? 

VC – Em 2023, ampliamos a proposta para atender empresas e lançamos o Ford Go Frotas. Era uma resposta à demanda de negócios que precisavam de soluções de mobilidade, principalmente com veículos comerciais como a Transit. Começamos com 120 veículos e hoje, em (meados de) 2025, temos quase 1.200 em operação — sendo 48% da linha Transit. 

Frota News – Qual o diferencial da locação direta com a montadora, em comparação com as grandes locadoras tradicionais? 

VC – O principal diferencial é a conexão direta com a montadora. O cliente tem acesso não só à frota, mas a todo o ecossistema da Ford, com suporte, tecnologia e pós-venda qualificado. Usamos, por exemplo, a plataforma FordPass Pro que oferece dados em tempo real sobre o estado dos veículos da frota: nível de combustível, de Arla, alertas de segurança, manutenção preventiva, sem necessidade de telemetria adicional. 

Outra diferença é o atendimento pós-venda especializado, via rede Ford Pro. Cada concessionária tem box exclusivo para veículos comerciais. O cliente pode agendar revisões em massa e contar com previsibilidade. Além disso, temos um serviço de revisão móvel, com vans que vão até o cliente para fazer a manutenção programada. 

Ford Go
Murici Logística, um dos maiores clientes da Ford Go Frotas
Frota News – Como funciona essa revisão móvel? 

VC – Trata-se de uma van Transit especialmente equipada com ferramentas, peças e técnicos treinados para realizar as revisões previstas no manual, como trocas de óleo, filtros, inspeções e demais itens de rotina. É ideal para empresas com múltiplos veículos em operação, pois evita o deslocamento até a concessionária e reduz o tempo de inatividade dos veículos. Para manutenções mais complexas, o atendimento ainda precisa ser feito nas concessionárias. 

Frota News – A cultura da locação ainda enfrenta resistência entre as empresas? 

VC – Ainda existe a cultura da posse, sim, mas o cenário econômico está pressionando muitas empresas a repensar sua estratégia. Tivemos casos em que o cliente queria adquirir 100 vans e só conseguiu crédito para 20 — acabou alugando o restante conosco. A locação passou a ser uma alternativa de financiamento e previsibilidade de custos. 

Ford Go
Ford Transit com implemento customizado para ser loja intinerante
Frota News – É possível personalizar os veículos para atender necessidades específicas? 

VC – Com certeza. Já fizemos projetos muito interessantes, como uma Transit refrigerada usada para venda de chocolates na Bahia, e versões com cesto aéreo para manutenção urbana. A Transit tem essa versatilidade de receber diferentes implementações e adaptações conforme o negócio do cliente. 

Frota News – Quais setores mais demandam o serviço hoje? 

VC – O e-commerce é o grande motor da demanda. A logística de última milha exige veículos versáteis e com alta disponibilidade. Além disso, atendemos empresas de bebidas, alimentos, transporte de passageiros, órgãos públicos e empresas do setor técnico. O chassi da Transit é muito procurado por permitir implementações específicas. 

Frota News – E quanto à gestão da frota? O que vocês recomendam para os clientes? 

VC – É fundamental profissionalizar a gestão. Começa com treinamento dos motoristas, aplicação de DDS (Diálogo Diário de Segurança), uso de telemetria e controle de multas. Muitos clientes criaram termos de responsabilidade: se houver multa ou sinistro causado, o valor pode ser descontado (do motorista). Isso reduz custos, sinistros e paradas. Tem cliente que já premia motorista com melhor desempenho. O objetivo é criar cultura de dono. 

Ford Go
Smolka Transportes amplia frota com 10 Ford Transit Chassi
Frota News – E quanto à gestão da frota? O que vocês recomendam para os clientes? 

VC – É fundamental profissionalizar a gestão. Começa com treinamento dos motoristas, aplicação de DDS (Diálogo Diário de Segurança), uso de telemetria e controle de multas. Muitos clientes criaram termos de responsabilidade: se houver multa ou sinistro causado, o valor pode ser descontado (do motorista). Isso reduz custos, sinistros e paradas. Tem cliente que já premia motorista com melhor desempenho. O objetivo é criar cultura de dono. 

Frota News – Existe um perfil ideal de cliente para o Ford Go Frotas? 

VC – Temos dois grandes perfis. O primeiro é o transportador pequeno, que quer crescer, mas não tem crédito suficiente para adquirir veículos. O Ford Go ajuda nesse passo. O segundo é o cliente já estruturado, que entende o conceito de TCO (Total Cost of Ownership) e decide alocar capital em outras áreas do negócio, terceirizando a frota conosco. 

Frota News – Qual é o posicionamento atual do Ford Go dentro da estratégia da Ford? 

VC – Nosso objetivo é ser mais que uma locadora. Queremos ser parceiros de mobilidade para os nossos clientes. Oferecemos previsibilidade de custo, tecnologia de ponta, suporte técnico, manutenção in loco, conectividade com o FordPass Pro e a credibilidade de uma operação montadora. 

Subida de marcha: Cláudio Rawicz assume liderança de comunicação na VW LATAM

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Cláudio Rawicz acaba de ser promovido a diretor executivo de Comunicação e Sustentabilidade da Volkswagen do Brasil e América Latina, avançando em uma trajetória de mais de duas décadas no setor automotivo. Ele se reportará diretamente a Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, e passa a integrar o Comitê Executivo da empresa. 

Desde agosto de 2023, Rawicz já atuava como gerente-executivo de Imprensa, Comunicação Digital e Heritage na Volkswagen, liderando lançamentos como o T‑Cross, Amarok e Nivus, além de iniciativas digitais como o projeto Garagem Volkswagen, que inclui um perfil no Instagram e um podcast da marca. 

Sua nomeação ocorre em um momento estratégico: a Volkswagen está conduzindo o maior ciclo de investimentos de sua história no Brasil, com R$ 16 bilhões previstos até 2028 para o desenvolvimento de novos produtos. Rawicz será peça-chave na comunicação dessa transformação, reforçando o posicionamento da marca junto a consumidores, colaboradores, imprensa e demais públicos. 

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Ele foi reconhecido pela Forbes Brasil como um dos dez melhores CMOs do país em 2021, durante sua passagem pela Audi do Brasil. 

Somando os R$ 16 bilhões de investimentos para o Brasil com os 4 R$ bilhões para o restante da América do Sul, o projeto da VW para a região totaliza R$ 20 bilhões até 2028. Esse plano ambicioso inclui o lançamento de 17 novos modelos, com foco em veículos híbridos, elétricos e flex, além da modernização das fábricas e o fortalecimento das exportações. 

Rawicz, com sua experiência em comunicação integrada e sustentabilidade, será essencial para: 
  • Consolidar a imagem da marca como inovadora e comprometida com a mobilidade sustentável. 
  • Engajar os públicos estratégicos (clientes, imprensa, colaboradores e sociedade) em torno dessa nova fase da empresa. 
  • Dar visibilidade aos lançamentos e às iniciativas de descarbonização e digitalização, como o desenvolvimento da nova plataforma híbrida MQB Hybrid. 

Além disso, ele assume o cargo em um momento em que a Volkswagen lidera os segmentos de SUVs e hatches no Brasil e acaba de lançar o SUVW Tera, que teve 12 mil pedidos em apenas 50 minutos após o lançamento. A comunicação eficaz será crucial para manter esse ritmo de sucesso. 

H2A investe R$ 1,7 bilhão em mais de 20 unidades de biometano

Em um movimento que amplia o avanço das energias renováveis no Brasil, a H2A Ambiental anunciou um investimento de R$ 1,7 bilhão para a construção de mais de 20 unidades produtoras de biometano em diferentes regiões do país. O plano ambicioso da empresa inclui, além da produção de gás renovável, a geração de dióxido de carbono com pureza de grau alimentício.

A primeira unidade do projeto já está em fase final de implantação e tem inauguração prevista para o final de julho de 2025.

O biometano, uma versão purificada do biogás, é obtido a partir da decomposição de resíduos orgânicos — como dejetos agrícolas, esgoto e resíduos urbanos. Seu uso vem crescendo no Brasil como alternativa limpa ao diesel e ao gás natural fóssil, especialmente no transporte pesado e na geração de energia em indústrias.

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Com a conclusão das mais de 20 plantas anunciadas, a H2A deve se tornar uma das principais fornecedoras de biometano do país.

Além do biometano, as unidades da H2A vão produzir CO₂ com grau alimentício, um subproduto de elevado valor comercial. Trata-se de dióxido de carbono purificado a ponto de atender aos requisitos da indústria alimentícia, onde é usado em larga escala na gaseificação de bebidas, conservação de alimentos, processos de refrigeração e atmosfera modificada em embalagens.

Plano de expansão

De acordo com declarações do CEO da H2A, Carlos Teixeira, a empresa já tem um cronograma bem definido. A primeira unidade entra em operação no próximo mês, e as demais serão implantadas em etapas sucessivas até 2027, acompanhando a maturação regulatória e o crescimento da demanda.

Com essa infraestrutura, a expectativa é gerar:

  • Milhares de metros cúbicos diários de biometano;
  • Empregos diretos e indiretos em toda a cadeia de produção;
  • Redução significativa na emissão de CO₂ equivalente, em linha com as metas do Acordo de Paris;
  • Substituição de combustíveis fósseis, especialmente em frotas de caminhões e ônibus urbanos.

Brasil vive boom do biometano e do CO₂ verde

A aposta da H2A segue a tendência de outros grandes players do setor. O BNDES, por exemplo, recentemente aprovou R$ 131,1 milhões para a Gás Verde, a fim de implantar a primeira usina de CO₂ verde do país e ampliar a produção de biometano a partir de aterros sanitários.

Segundo levantamento da ABiogás (Associação Brasileira do Biogás), o país tem potencial para substituir até 70% do diesel rodoviário com biometano, o que impulsiona o interesse de investidores, governos e empresas em projetos como da H2A. Em São Paulo, o governardor Tarcísio de Freitas, acredita que 30% do consumo de diesel poderá ser substituído pelo biometano. Para isso, recentemente, o InvetSP criou o aplicativo Conecta Biometano SP, para promover o networket entre todos envolvidos na cadeia do biocombustível.

Fontes:

Ricardo Rodrigues assume divisão automotiva da Continental

A divisão automotiva da Continental, que desde abril opera sob a marca global Aumovio, anunciou o engenheiro Ricardo Rodrigues como chefe da Aumovio no país, acumulando a nova função com as posições que já exercia como diretor dos segmentos de veículos comerciais, aftermarket e da área de negócios ANS (Architecture and Network Solutions).

Com 18 anos de trajetória dentro do Grupo Continental, Rodrigues tem experiência nos setores de desenvolvimento de negócios, vendas e gestão de operações. Sua nomeação marca um momento importante da nova fase da empresa, que busca consolidar a Aumovio como player relevante no ecossistema automotivo conectado, com foco em tecnologias de arquitetura de veículos, redes e software.

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A Aumovio oferece uma gama de produtos voltados para veículos comerciais como caminhões e ônibus. Entre os principais itens estão freios, sensores, painéis, tacógrafos e sistemas eletrônicos avançados voltados à segurança, conectividade e direção autônoma.

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A empresa também está investindo fortemente no mercado de reposição, com foco em componentes de alta demanda e tecnologia embarcada. No Brasil, por exemplo, ela trabalha com cerca de 800 itens que representam 90% das vendas no segmento de reposição, e há planos de expansão, incluindo até uma possível linha de baterias importadas.

Experiência e formação na Alemanha

Formado em engenharia elétrica pela Unesp, o Ricardo Rodrigues também possui mestrado na Alemanha, país onde viveu por dois anos durante sua carreira na Continental. Nesse período, atuou no atendimento a clientes e mercados diversos da companhia, o que contribuiu para seu conhecimento global das soluções oferecidas pela multinacional alemã.

A mudança no comando local reforça a intenção do grupo de dar maior protagonismo à operação brasileira dentro da nova estrutura da Aumovio, que se posiciona como parceira de inovação para montadoras e sistemistas, especialmente no avanço da eletrificação, conectividade e direção automatizada.

Grupos Águia Branca e JCA criam a BusCo para competir com Buser e FlixBus

Em resposta à revolução digital no transporte rodoviário e à pressão exercida por plataformas disruptivas como Buser, Wemobi e FlixBus, os tradicionais grupos Águia Branca e JCA decidiram unir forças para criar sua própria startup de mobilidade: a BusCo. Com lançamento previsto para o segundo semestre, a nova empresa nasce como uma mobitech low-cost voltada ao público de menor poder aquisitivo, apostando em tecnologia, eficiência operacional e preços acessíveis.

A proposta é clara: oferecer uma alternativa digital competitiva e regulada no mercado de transporte interestadual, com viagens em ônibus das próprias viações dos dois grupos. Segundo simulação da Frota News, na rota entre Belo Horizonte e São Paulo, a BusCo começa com categorias Executivo e Semileito, ao passo que concorrentes como a Buser já operam também com modelos Cama Leito Double Decker (DD), como os luxuosos veículos da Levare.

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Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento

Apesar da oferta inicial mais enxuta, a expectativa é de expansão. A operação começa com mais de 40 ônibus circulando em importantes capitais e polos regionais — São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, Florianópolis, Maringá e São José do Rio Preto.

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BusCo
Claudio Souza, CEO da BusCo

O projeto tem investimento inicial de R$ 50 milhões, destinados à criação de uma plataforma digital para toda a jornada do passageiro, da compra ao desembarque. “Usamos a tecnologia, com o uso de algoritmos, inteligência artificial e aplicativos, para ganhar eficiência e melhorar a experiência do usuário. Otimizar a operação nos permite oferecer preços mais competitivos e ampliar o acesso das pessoas ao transporte rodoviário interestadual”, afirma Claudio Souza, CEO da BusCo.

Para as viações parceiras, a nova empresa surge como uma solução automatizada de vendas e operação, que pretende modernizar a gestão do transporte rodoviário com inovação, segurança e conformidade com as normas do setor. Dessa forma, a BusCo passa a ser concorrente de outra do próprio Grupo JCA, a Outlet de Passagens.

Equipe com expertise em inovação e marketing digital

A BusCo aposta na expertise de um time sênior para liderar sua entrada no mercado. Claudio Souza, CEO da companhia, acumula mais de 25 anos de experiência em tecnologia e negócios digitais, com passagens por setores como telecomunicações e fintechs. É graduado em Administração pela PUC-Campinas e possui especialização em Marketing e Inovação pela Kellogg Executive Education, com foco em inteligência artificial, machine learning e storytelling.

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BusCo
Alex Rocco, diretor de Marketing da BusCo

Reforçando o time, Alex Rocco assume o cargo de diretor de Marketing. Com histórico de liderança em telecom, mídia e streaming, ele liderou projetos premiados como o Sky+ na América Latina e campanhas reconhecidas no Cannes Lions. Rocco é engenheiro formado pela Poli-USP, com MBA em Marketing pela FEA-USP e especializações nos Estados Unidos, além de ter presidido o comitê de marketing do IAB Brasil.

Mercado em crescimento e aposta em expansão rápida

A BusCo chega num momento de expansão do mercado rodoviário interestadual, impulsionado pela digitalização, busca por economia e maior conveniência. De olho nessa tendência, a empresa já projeta mais de R$ 100 milhões em receita no primeiro ano de operação.

Movecta lança torre de controle e reduz custos logísticos em 15%

Uma torre de controle logística é uma central que monitora e coordena, em tempo real, toda a operação da cadeia de suprimentos de uma empresa. Seu papel é garantir visibilidade, agilidade e tomada de decisão baseada em dados, permitindo identificar desvios, antecipar problemas e otimizar recursos. A Movecta, empresa de logística integrada, acaba de implementar uma central de controle operacional – conhecida como torre de controle.

O projeto, iniciado em dezembro de 2024, segundo a empresa, já apresenta resultados expressivos: redução de 15% nos custos de transporte, aumento de 20% na produtividade dos colaboradores, crescimento de 25% na satisfação dos clientes e um salto de 7% na taxa de entregas no prazo e dentro das especificações (On-Time-In-Full), atingindo um índice de 97% de OTD (On Time Delivery). A empresa não divulgou os números de base para esses percentuais e nem o valor do investimento na torre, mas que ela está dentro de um investimento estratégico superior a R$ 100 milhões em diversas áreas, inclusive, a compra de equipamentos.

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O custo para implementar uma torre de controle logística pode variar bastante, dependendo do porte da empresa, da complexidade da operação e das tecnologias envolvidas. Em geral, os principais fatores que influenciam esse investimento são:

– Infraestrutura tecnológica: aquisição de softwares, sensores, sistemas de rastreamento e integração com ERPs.
– Equipe especializada: contratação ou treinamento de profissionais para análise de dados e tomada de decisão.
– Consultoria e customização: adaptação da torre às necessidades específicas da operação.
– Manutenção e atualizações: custos contínuos para manter a torre eficiente e atualizada.

Empresas de grande porte podem investir centenas de milhares de reais, enquanto soluções mais enxutas e modulares podem ser implementadas por valores menores, especialmente com plataformas SaaS (software como serviço).

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A torre da Movecta

Localizada em uma sala equipada com telas e painéis interativos, a nova torre de controle permite programar, planejar e monitorar em tempo real as cargas em trânsito nas unidades de Guarujá (Terminal 2), Itajaí e Lages (SC) e Suape (PE). A central atua de forma proativa, identificando falhas como desvios de rota ou paradas não programadas e emitindo alertas instantâneos, o que possibilita ações corretivas imediatas.

A torre apoia a programação, planejamento e tracking das mercadorias para as operações rodoviárias. Isso ajuda a estabelecer um novo modelo de gestão e governança para a Movecta. É um formato que traz muitos ganhos e o controle das operações”, resume Roberto Teller, diretor de operações da Movecta.

Segundo Roberta Haddad, gerente nacional de transportes, a torre é essencial para antecipar problemas e tomar decisões rápidas: “Ela emite um alerta quando percebe qualquer ação fora do previsto. A partir disso, analisamos a situação e entramos em contato com o motorista. Se não houver resposta, acionamos a gerenciadora de risco.”

A estrutura conta com uma equipe especializada de cerca de 30 colaboradores, entre coordenadores, supervisores, analistas e programadores, e está conectada por meio de tecnologias de ponta como os sistemas TMS, KMM e ATS Log do grupo NSTECH. O objetivo da Movecta é incorporar, no segundo semestre de 2025, o serviço de transporte de remoção aduaneira à torre de controle, ampliando ainda mais o escopo e os benefícios da operação.

Além de proporcionar mais visibilidade e controle, a central de controle operacional também permite acompanhamento contínuo dos indicadores de desempenho e fornece informações mais precisas aos clientes, o que reforça o compromisso da empresa com excelência e transparência. “Essa torre traz maior visibilidade à operação, mitigando não conformidades, com monitoramento 24×7. É uma área de controle de processos logísticos que proporciona visibilidade da cadeia e agilidade na tomada de decisão”, complementa Teller.

Exportar é para os pequenos também: DHL Express e Sebrae unem forças para internacionalizar MPEs

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Em um movimento para fomentar a inserção de micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras no comércio internacional, a DHL Express firmou uma parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). O objetivo é claro: oferecer gratuitamente capacitação, consultoria e soluções logísticas personalizadas para quem deseja começar a exportar ou importar.

A iniciativa chega em um momento oportuno. Embora representem 96% dos negócios registrados no Brasil e respondam por cerca de 27% do PIB nacional, as MPEs ainda têm presença tímida no mercado externo: apenas 1% das exportações brasileiras são oriundas desse segmento. A disparidade revela obstáculos recorrentes, como desconhecimento técnico, burocracia, insegurança e altos custos logísticos.

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Capacitação e apoio de ponta a ponta

A nova parceria pretende preparar os pequenos empreendedores em todas as etapas da internacionalização, com um programa completo e gratuito. O Sebrae será responsável por ajudar as empresas a se organizarem previamente para o mercado externo, com conteúdos práticos e acessíveis como cursos, e-books e artigos sobre temas como precificação, emissão de documentos fiscais, adequação de embalagens e busca por fornecedores internacionais.

Já a DHL Express oferecerá suporte prático por meio de sua plataforma digital MyDHL+, que permite agendar coletas, rastrear envios e calcular custos e impostos, tudo em um único ambiente. A empresa também disponibilizará vídeos interativos explicativos e consultoria gratuita em todas as etapas da exportação e importação, além de descontos progressivos nos fretes internacionais, que podem chegar a 65%, e suporte especializado nos primeiros embarques.

Queremos desmistificar o processo de exportação e mostrar que crescer globalmente é mais acessível do que parece”, afirma Patricia Starling, vice-presidente comercial da DHL Express no Brasil. “Nossa intenção com a parceria é criar novas possibilidades e histórias de sucesso para os pequenos negócios.”

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Indústria de transformação puxa fila das exportações

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor que mais se destaca entre os pequenos exportadores é a indústria de transformação, que respondeu por 81% das exportações realizadas por microempresas e MEIs em 2024. Entre os produtos mais exportados estão calçados, vestuário, alimentos processados, cosméticos e artigos de decoração — itens com forte apelo em mercados como América Latina, Europa e Estados Unidos.

A expectativa é que, com capacitação adequada e acesso facilitado à logística internacional, outros setores também ganhem representatividade fora do país.

Empurrão para quem quer começar

Muitos empreendedores nem cogitam exportar, porque acham que o mercado externo não é para eles. Quando descobrem esse potencial, muitas vezes não sabem por onde começar”, destaca Roberta Aviz, coordenadora de Negócios Internacionais do Sebrae.

Além disso, a DHL oferece um diferencial relevante para quem deseja importar: não é necessário contratar um despachante próprio. Com estrutura própria no aeroporto de Viracopos (SP), a empresa faz a liberação alfandegária no próprio recinto, o que garante mais agilidade e economia para os pequenos negócios.

Comece agora

A plataforma já está disponível e pode ser acessada gratuitamente por qualquer empreendedor interessado. Entre os temas dos conteúdos oferecidos estão:

  • Como se planejar para exportar
  • Formação de preços no comércio exterior
  • Marketing e negociação internacional
  • Procedimentos operacionais e fiscais
  • Logística internacional passo a passo