Como já é tradição, a Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil já vai pegar as estradas para desfilar por dezenas de cidades no período de 12 de novembro e 23 de dezembro. Serão duas comitivas simultâneas que vão percorrer 93 municípios em sete estados: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, encantando mais de 63 milhões de pessoas.
Cada caravana contará com cinco caminhões VW Meteor 29.530, decorados com temas natalinos como Carrossel dos Sonhos e Presente de Natal. Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, os veículos simbolizam a parceria de longa data com a Coca-Cola FEMSA Brasil e reforçam a confiabilidade e robustez da marca nessa ação especial de fim de ano.
A Caravana de Natal terá suas emissões compensadas em cerca de 124 toneladas de CO₂ por meio do projeto CarbonFair, recebendo o selo de “Evento Neutro” da Eccaplan. Conforme Fabiana Taislam, Head de ESG e Comunicação Externa da Coca-Cola FEMSA Brasil, a ação reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade, equivalente à compensação de mais de 740 árvores em créditos de carbono.
Roteiro – Caravana de Natal Coca-Cola FEMSA Brasil 2025
– Caravana 1
– São Paulo
12/11 – Campinas e Indaiatuba
13, 14, 15 e 16/11 – São Paulo
17/11 – Sumaré
18/11 – Piracicaba e Limeira
19/11 – Cosmópolis, Americana e Santa Bárbara D’oeste
20/11 – Jundiaí
21/11 – Mogi das Cruzes e Suzano
22/11 – Osasco e Guarulhos
23/11 – Santo André e São Caetano do Sul
25/11 – Praia Grande e Guarujá
26/11 – São Vicente e Santos
27/11 – São José dos Campos
– Rio de Janeiro
28/11 – Resende
29/11 – Porto Real e Volta Redonda
– São Paulo
30/11 – Campos do Jordão
– Rio de Janeiro
02/12 – Teresópolis e Petrópolis
– Minas Gerais
03/12 – Juiz de Fora
04/12 – Itabirito
05/12 – Nova Lima
06/12 – Belo Horizonte
07/12 – Betim, Contagem e Ribeirão das Neves
09/12 – Divinópolis
– São Paulo
11/12 – São José do Rio Preto
12/12 – Bauru
13/12 – Marília
14/12 – Araçatuba
– Mato Grosso do Sul
16/12 – Campo Grande
17/12 – Itaporã e Dourados
– Paraná
19/12 – Mandaguaçu, Maringá e Sarandi
20/12 – Londrina e Cambé
22/12 – Ponta Grossa
23/12 – Curitiba
– Caravana 2
– Paraná
25/11 – Guarapuava
26/11 – Cascavel e Toledo
27/11 – Foz do Iguaçu
29/11 – Francisco Beltrão
– Santa Catarina
30/11 – Chapecó
– Rio Grande do Sul
01/12 – Passo Fundo
02/12 – Lajeado e Estrela
03/12 – Vera Cruz e Santa Cruz
04/12 – Santa Maria
05/12 – Bagé
06/12 – Pelotas
07/12 – Rio Grande
09/12 – Esteio, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo e São Leopoldo
Acaba de ser lançado o Fundo de Melhoria de Crédito para Ônibus Elétricos do Brasil. Ele é resultado de uma parceria entre o Ministério das Cidades, Bloomberg Philanthropies, BTG Pactual, Mitigation Action Facility e WRI Brasil, e tem como meta mobilizar cerca de 80 milhões de euros (equivalente a R$ 492 milhões) para financiar a compra de ônibus elétricos e a instalação de infraestrutura de recarga em todo o país.
Com a participação de investidores privados, o mecanismo deve alavancar aproximadamente 450 milhões de euros (R$ 2,68 bilhões) em investimentos até 2030, viabilizando a chegada de mais de 1.700 novos ônibus elétricos.
O fundo foi desenvolvido com apoio do Instituto de Política de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), da Catalytic Finance Foundation e da C40 Cities, e busca enfrentar um dos maiores entraves à descarbonização: o acesso das cidades a crédito acessível e de longo prazo para financiar infraestrutura.
A operadora de transportes Master Locações e Turismo, de Mossoró (RN), acaba de reforçar sua frota com cinco novos micro-ônibus Volare, sendo três unidades do modelo Fly 9 e duas do Fly 10. Os veículos foram entregues pela concessionária Volare Compacto e contam com configuração Executivo, voltada para operações de fretamento e turismo em diversas rotas pelo Brasil.
Eletra
São Paulo atingiu a marca de 1009 ônibus elétricos em sua frota municipal. O veículo de número 1000 é justamente um dos modelos da Eletra Industrial. Trata-se de um modelo de 15 metros de comprimento com plataforma Scania que vai operar pela empresa Transppass.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast
A Rodonaves, transportadora que deu origem ao Grupo Rodonaves, completa 45 anos de operação e entra em um novo ciclo de expansão guiado por tecnologia, eficiência e compromisso socioambiental, e uma meta de dobrar o faturamento até 2030. Além de contar uma história de inspiração, a Frota News conversou com o fundador e presidente do grupo, João Neves, e o CEO do grupo, Régis Tiecher, para conhecer mais sobre os planos e expectativas para os próximos anos.
Com seis empresas integradas — RTE Rodonaves, RTE Agro, IVECO Rodonaves, Rodonaves Locação de Veículos, Rodonaves Restauradora Multimarcas e Rodonaves Corretora de Seguros — o grupo consolidou em 2024 um faturamento de R$ 2,6 bilhões, crescimento de 9,5% em relação ao ano anterior. O plano estratégico prevê R$ 2,8 bilhões em 2025 e R$ 3,23 bilhões em 2026, com alta de 15% no período.
“Quando comecei a Rodonaves, há 45 anos, com uma bicicleta de carga chamada Charmosinha, não imaginava que chegaríamos até aqui com esse histórico. Mas o que sempre esteve claro para mim é que o trabalho, a confiança e o cuidado com as pessoas são o que movem uma empresa de verdade”, afirma João Naves.
À frente da gestão executiva desde 2023, o CEO Régis Tiecher traça um horizonte ambicioso. “Estamos lançando um plano até 2030, com o objetivo de elevar o faturamento do grupo de aproximadamente R$ 3 bilhões para R$ 6 bilhões. É um salto importante, sustentado por tecnologia, pessoas e eficiência operacional”, explica.
Segundo ele, o crescimento será impulsionado pelo ecossistema Rodonaves, que integra soluções de transporte, locação, concessionárias, corretora de seguros e serviços de manutenção. “Nosso ecossistema é uma vantagem competitiva. Ele conecta todas as etapas da cadeia logística, do transporte à manutenção de frota e seguros, gerando valor contínuo para os clientes.”
Tiecher também antecipa que a empresa lançará, em 2026, uma plataforma própria 100% digital, consolidando a transição para uma transportadora mais digital. “Será uma plataforma que facilitará cotação, rastreamento, pagamento e fidelização de clientes. Vamos atender com a mesma eficiência desde grandes contas até pequenos embarcadores”, afirma.
Sustentabilidade e renovação de frota
Com uma governança estruturada e metas de crescimento sustentável, a Rodonaves reforça seu compromisso com o ESG. Em 2025, destinou R$ 63 milhões à renovação da frota, adquirindo 108 novos caminhões e mantendo a idade média em quatro anos — bem abaixo da média nacional. Atualmente, 97% dos veículos do grupo — com uma frota em torno de 3 mil veículos — já utilizam motores Euro 5 e Euro 6, reduzindo emissões e consumo de combustível.
Em 2011, João Naves começa a parceria com a Iveco. Atualmente, com seis concessionárias da marca e cerca de 70% da frota com modelos fabricados pela montadora italiana
A companhia também aposta em inovação verde, com o desenvolvimento de um projeto de caminhões movidos a biometano, previsto para 2026. “O biometano é, sem dúvida, o caminho mais limpo e viável para o Brasil. Estamos trabalhando para alavancar essa tecnologia, em parceria com a Iveco, que já oferece soluções nesse segmento”, afirma Tiecher.
O grupo também lançará seu segundo Relatório de Sustentabilidade, consolidando a transparência de suas ações ambientais e sociais.
A cultura de valorização das pessoas é um dos pilares que sustentam os 45 anos da Rodonaves. “Cuidar de pessoas sempre foi o que me moveu. Nosso carisma e a proximidade com as equipes são o que nos diferenciam. É isso que faz a Rodonaves ser o que é hoje”, diz João Naves.
Entre as iniciativas sociais, destacam-se o Programa Movimenta, criado em 2023, que oferece formação teórica e prática para jovens ingressarem na área de logística — muitos deles já contratados pela própria empresa — e o Programa Tração, que desde 2010 formou mais de 500 motoristas, incluindo turmas exclusivas para mulheres, em parceria com o SEST SENAT e a Fabet.
“Nosso compromisso é com a educação e a formação. Nem sempre é só capacitar; é educar. Temos programas de aprendizes, parcerias com instituições e ampliamos em 50% o número de mulheres na operação em 2024, inclusive motoristas. É motivo de muito orgulho”, destaca Tiecher.
Valorização e retenção de motoristas
A relação da Rodonaves com seus motoristas é considerada uma extensão da cultura da empresa, baseada em respeito, cuidado e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. “O motorista é a peça principal do nosso negócio. Cuidamos dessas pessoas, ouvimos suas dificuldades, inclusive familiares, e buscamos oferecer as melhores condições possíveis. Quando ele viaja, a família sabe que pode contar conosco”, afirma João Naves.
Uma das principais políticas da companhia é garantir que os motoristas passem o fim de semana em casa com suas famílias. “Temos uma logística cuidadosamente planejada. As rotas são organizadas para que todos possam retornar para casa no sábado ou no domingo. É uma forma de valorizar a família, o descanso e a segurança”, explica Naves.
Segundo o empresário, a rota mais longa da empresa — Ribeirão Preto a Porto Alegre — é estruturada em dois turnos, com trocas em Curitiba, para assegurar essa rotina familiar. “É uma cultura que vem desde o início da Rodonaves e não pode ser mudada”, reforça o fundador.
Para o CEO Régis Tiecher, a valorização e retenção de motoristas também dependem de um ambiente de trabalho acolhedor e moderno. “Preocupamo-nos com a qualidade dos caminhões, o conforto nos pontos de descanso e o reconhecimento constante. É um trabalho de longo prazo, voltado para garantir que nossos motoristas se sintam respeitados e queiram continuar crescendo com a empresa.”
Atualmente, a Rodonaves mantém cerca de 1.500 motoristas e um total de 6.292 colaboradores diretos — sendo 1.157 (18,4%) mulheres e 5.135 (81,6%) homens — e cerca de 5 mil terceiros, entre parceiros e agregados.
Expansão logística e centros estratégicos
Com 427 unidades entre filiais, parceiros e Centros de Transferência de Cargas (CTCs), a Rodonaves realiza 84 mil operações de coleta e entrega por dia, somando 1,6 milhão por mês. São 15 CTCs, totalizando 73 mil m² e 845 docas, com recentes ampliações em Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO).
Para 2026, a companhia planeja inaugurar o CTC de Farroupilha (RS) e expandir sua operação em Chapecó (SC), reforçando o atendimento em até 24 horas no Rio Grande do Sul.
Olhar para o futuro
“Estamos construindo uma Rodonaves preparada para o futuro, dando sequência à trajetória iniciada há 45 anos, com tecnologia, sustentabilidade e eficiência como motores”, afirma Tiecher. “A combinação de pessoas, propósito e inovação é o que continuará nos diferenciando.”
Para João Naves, a essência do sucesso está em manter a cultura da empresa e a transparência nas relações. “Nunca quisemos parecer maiores do que somos. O segredo foi sempre dizer a verdade, cuidar das pessoas e acreditar que tudo pode dar certo. A Rodonaves é feita de gente boa, comprometida e feliz por fazer parte dessa história”, conclui o fundador, aos 77 anos, que promete seguir “na ativa até os 100”.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast
Tanto a Mercedes-Benz do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), quanto a Volvo do Brasil, em Curitiba (PR), possuem centros de experiência dos clientes. São espaços para receber os clientes, imprensa, fornecedores e outros públicos, com infraestrutura para reuniões, eventos, almoço, jantares, coquetéis etc. Agora, conheça o novo Centro de Experiência do Cliente recém inaugurado pela Mercedes-Benz Trucks.
A marca transformou completamente seu tradicional centro de clientes na Alemanha em um moderno Centro de Experiência do Cliente (CEC) para fortalecer a conexão com os visitantes. A reforma, que levou cinco meses, envolveu o trabalho conjunto de 14 diferentes especialidades — de designers e marceneiros a técnicos de tecnologia — sem que o espaço precisasse ser fechado ao público.
Na entrada, os visitantes são recebidos por uma parede de LED de grande formato e por um caminhão histórico de 1896, símbolo dos quase 130 anos da marca. A partir dali, é possível percorrer o Brand World, onde painéis iluminados e de forte impacto visual apresentam os valores renovados da Mercedes-Benz Trucks.
O History Wall, com 20 metros de extensão, conduz o visitante por uma linha do tempo que conecta o passado ao presente — do primeiro caminhão Daimler ao portfólio tecnológico atual.
À direita do foyer está o eActros 600 Experience World, um espaço de aproximadamente 600 m² dedicado à eletrificação e às tecnologias futuras. O ambiente permite que os visitantes conheçam de perto as soluções da marca para o transporte sustentável e a nova geração de caminhões elétricos.
As novas salas de reuniões contam com tecnologia de ponta e mobiliário de alto padrão, ideais para apresentações e discussões estratégicas. Já o Truck Lounge, com 1.400 m², é o coração social do centro. Instalado onde antes funcionava o “Restaurant am See”, o espaço ganhou um design contemporâneo com bar barista central, áreas de convivência, iluminação cênica e vegetação natural.
O lounge é também um espaço imersivo, onde mesas e áreas de descanso se distribuem entre quatro caminhões em exposição. Um contentor temático inspirado na comunidade RoadStars evoca o ambiente das paradas de estrada e reforça o elo entre a vida dos motoristas profissionais e a experiência da marca.
Parcerias em destaque e 25 anos do BIC
Outro ponto central é o World of Partnership, estruturado em torno de uma estante de madeira de 70 metros com vitrines dedicadas a 17 empresas parceiras, incluindo fornecedores e fabricantes de implementos. No mesmo ambiente, uma cafeteria integrada convida à interação entre visitantes e profissionais do setor.
O CEC abriga ainda o Industry Information Center (BIC), que completa 25 anos como espaço para consultoria, personalização de soluções e troca de experiências. O BIC reúne mais de 67 parceiros para promover uma colaboração ativa com o cliente.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast
Em um mundo que há práticas de “greenwashing” para o marketing em favor da agenda ESG, mostrar resultados passou a ser fundamental, e a Renault decidiu reinventar o papel da logística dentro de seu grupo global. O que antes era visto como uma operação de bastidor, o “balé invisível” que garante a entrega de milhões de veículos, hoje é um centro estratégico de inovação.
A montadora francesa, que vendeu mais de 2,264 milhões de veículos em 2024, colocou a Inteligência Artificial (IA) e os dados no coração de sua cadeia de suprimentos — uma rede que conecta 100 mil peças, 4 mil fornecedores e 25 fábricas em 11 países, entre elas a unidade de São José dos Pinhais (PR), parcialmente (26,4%) vendida à chinesa Geely Auto.
Na Renault, a IA é tratada como uma ferramenta de resolução de problemas reais, não como um projeto de laboratório. A missão é traduzir a complexidade operacional em clareza — do carregamento de caminhões à previsão de riscos globais.
OPTIM3D: Otimização do espaço (e do carbono)
Um dos projetos mais emblemáticos dessa jornada é o OPTIM3D.
Desafio: maximizar o uso do espaço nos caminhões sem aumentar o número de viagens.
Solução: um algoritmo de IA que calcula automaticamente a melhor forma de carregar os veículos, aproveitando cada centímetro cúbico disponível.
Impacto: menos caminhões nas estradas, mais eficiência logística e redução direta das emissões de carbono.
O OPTIM3D transforma algo aparentemente banal — o empilhamento de caixas e componentes — em uma equação de sustentabilidade e custo-benefício.
O segredo do sucesso, segundo o grupo, não está apenas na tecnologia, mas na colaboração sinérgica entre humanos e IA. Cientistas de dados, especialistas em logística, equipes de TI e universidades trabalham juntos para desenvolver algoritmos sob medida que unem machine learning, pesquisa operacional e IA generativa.
A filosofia é clara: a IA não substitui, mas potencializa as pessoas. Ela fornece as respostas para que as equipes possam tomar decisões mais rápidas, inteligentes e sustentáveis, disse Sébastien Liorzou, VP de Processos e Digital Supplay Chain.
O futuro: agentes autônomos e decisões em tempo real
A Renault já vislumbra o próximo passo: a adoção de agentes de IA autônomos, capazes de orquestrar tarefas logísticas, aprender com a experiência e sugerir ações em tempo real.
Ao colocar a inteligência artificial no centro de sua logística, a Renault demonstra que inovação e sustentabilidade podem andar lado a lado — e que cada caixa otimizada, cada rota recalculada e cada decisão antecipada compõem um movimento estratégico que vai muito além da tecnologia.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast
A ideia de veículos elétricos tem enfrentado muitos problemas no segmento de veículos comerciais de carga. A General Motors encerrou a produção de seu furgão de entrega elétrico a bateria BrightDrop depois de quatro anos por falta de compradores.
A site “Clean Trucking” confirmou esta informação com um porta-voz da GM que a empresa continuará oferecendo serviços como reparos e manutenção de rotina para as frotas BrightDrop existentes, mas que a produção se mostrou inviável economicamente.
O anúncio surpresa veio durante o relatório de lucros do terceiro trimestre da empresa, no último dia 21 de outubro. A GM citou uma demanda significativamente mais lenta do que o esperado como o motivo, com a fábrica da CAMI Assembly em Ingersoll, Ontário, operando bem abaixo da capacidade. Apesar do comunicado ter saído recentemente, a produção do BrightDrop foi suspensa desde maio passado.
Além disso, a mudança nas regulamentações e a perda de créditos fiscais nos EUA para veículos elétricos a bateria adicionaram obstáculos extras. Esse movimento, diz a GM, faz parte de seu plano maior para ajustar sua capacidade de produção de veículos elétricos na América do Norte.
“A decisão de encerrar a produção da van de entrega elétrica BrightDrop é impulsionada pela demanda do mercado e de forma alguma reflete o compromisso e a habilidade de nossa força de trabalho na CAMI“, disse Kristian Aquilina, presidente e diretor administrativo da GM Canadá.
A BrightDrop foi lançada em janeiro de 2021 como uma startup comercial de veículos elétricos sob o guarda-chuva da GM. Inicialmente operando como uma subsidiária integral, foi totalmente integrada à GM em novembro de 2023. Menos de um ano depois, tornou-se parte da marca Chevrolet.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast
Caminhões elétricos enfrentam barreiras, e a Volkswagen busca destravar o setor com o eletropostos no Rio de Janeiro
A eletrificação no transporte de carga é um desafio muito mais complexo do que no transporte de passageiros urbanos que tem apoio de políticas públicas e financiamento subsidiado. Mesmo na Europa — onde os incentivos governamentais e a infraestrutura de recarga estão muito mais avançados do que no Brasil —, os ônibus elétricos já representam 22,7% das vendas de veículos pesados de passageiros, enquanto os caminhões elétricos não passam de 3,8%.
Agora, imagine o grau de frustração quando se fala em eletrificação de veículos de caminhões em um país como o Brasil, onde a infraestrutura pública para automóveis ainda engatinha. Apesar disso, a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) mantém sua convicção: acredita no futuro elétrico e segue investindo na consolidação do e-Delivery, o primeiro e ainda único caminhão elétrico produzido no país.
Pioneira na eletromobilidade no transporte de cargas brasileiro, a VWCO dará um passo adiante ao participar do programa internacional Laneshift Rio, iniciativa global liderada pela C40 Cities e pelo The Climate Pledge, voltada à ampliação da infraestrutura pública de recarga na cidade do Rio de Janeiro. A montadora fará parte da Aliança Cidade-Empresa Laneshift, contribuindo com consultoria técnica e experiência de campo no desenvolvimento de soluções para o transporte comercial sustentável.
O e-Delivery está entre os veículos que serão utilizados no projeto para testar e aperfeiçoar um modelo de hub público de recarga. Segundo a VWCO, a participação no Laneshift representa uma oportunidade concreta de colaborar com o poder público e demais parceiros na construção de uma infraestrutura robusta de recarga, condição essencial para que o transporte elétrico de cargas ganhe escala. Uma iniciativa positiva, mas, mais representativa como agenda ESG da VWCO do que uma solução para logística.
Difícil será convencer o frotista de que ele poderá contar, todos os dias, com vagas disponíveis para recarregar os caminhões em pontos públicos — sujeitos a filas, disputas de espaço e eventuais falhas técnicas. O setor de logística precisa de eletropostos instalados dentro de suas próprias garagens, onde haja previsibilidade: vaga garantida, energia suficiente e carregadores com ao menos 99% de disponibilidade. Afinal, trata-se de um caminhão com agenda de entregas e horários rígidos a cumprir. Ainda assim, a infraestrutura pública pode atender parte da demanda — mesmo que, por enquanto, de uma minoria que não precisa da rigidez na operação de logística urbana.
“A colaboração entre setor público e privado é essencial para acelerar a descarbonização do transporte de carga. Com o Laneshift, temos a oportunidade de testar modelos reais de recarga pública e contribuir com nossa experiência em veículos elétricos para tornar essa transição uma realidade concreta nas cidades brasileiras, diminuindo a dependência dos clientes de infraestrutura própria e ampliando as oportunidades para expansão de suas frotas”, afirma Roberto Cortes, CEO e presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus.
O programa Laneshift prevê a instalação de 15 novos eletropostos públicos até 2028. Desde julho, a aliança opera um projeto demonstrativo de recarga no Rio de Janeiro, com dois eletropostos abertos ao público: o Eleposto Carioca, na Barra da Tijuca — o primeiro hub de recarga em área pública da cidade —, e outro na Avenida Brasil. Ambos funcionam como verdadeiros laboratórios urbanos para testar modelos de operação, cobrança e integração de veículos comerciais elétricos à malha urbana.
O piloto já contabiliza mais de 1.000 sessões de recarga e 35 MWh consumidos, envolvendo diferentes modelos de veículos de carga que circulam na capital fluminense. Atualmente, 20% de todas as recargas públicas do Rio de Janeiro já correspondem ao transporte de carga, demonstrando o potencial do segmento. Os dados coletados nessa fase de testes servirão de base para a expansão da rede de recarga prevista no Plano Estratégico 2025-2028 da cidade, com apoio técnico do Laneshift e participação ativa da VWCO.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast
Faz poucos dias que a Volvo do Brasil fez a atualização da linha de caminhões FH no Brasil e a matriz já nos presenta novidades. Acaba de ser lançado, por enquanto na Europa e em breve no Brasil, a nova geração de sua tecnologia I-Roll, agora equipada com uma função stop/start do motor, uma estreia mundial na indústria de caminhões pesados. Aliás, o uso de stop/start em “banguela” eletrônica não é inédito apenas na indústria de caminhões. A tecnologia é inédita na indústria automotiva em geral. O novo sistema promete reduzir ainda mais o consumo de combustível e as emissões de CO₂.
A inovação surge pouco depois da vitória da Volvo no Green Truck Award 2025, conquistada com o modelo Volvo FH Aero. O prêmio reconheceu o caminhão mais eficiente do mercado e o Volvo FH venceu o prêmio pela primeira vez entre 2017 e 2025. Nesse período, até 2024, a Scania era a única vencedora dessa premiação.
Desenvolvido internamente pela Volvo, o novo recurso de parada/partida do motor é uma evolução das já conhecidas tecnologias I-See e I-Roll, que utilizam dados topográficos e de rota para otimizar o desempenho. O sistema monitora continuamente a estrada e desliga o motor temporariamente quando identifica declives descendentes adequados, eliminando o consumo de combustível e as emissões de CO₂ durante esse período.
A nova função é ativada em velocidades acima de 60 km/h e, conforme as condições de condução — como topografia e temperatura ambiente —, pode reduzir até 1% adicional no consumo e nas emissões, somando-se às economias já obtidas pelas demais soluções da marca.
O sistema estará disponível a partir de novembro de 2025 nos modelos Volvo FH e FH Aero equipados com motor diesel de 13 litros.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast
A Mercedes-Benz Vans apresentou a escultura “THE BOuLDER”, uma obra de (arte ou marketing) e engenharia para gerar “buzz” sobre a nova geração da Sprinter. Será? Não é só isso. Para minha surpresa, eu tive outra interpretação: a recriação do “teaser“, técnica de marketing comum na indústria automobilística para prévias de lançamento de veículos. Com aparência pétrea e proporções na escala 1:1, a peça cria expectativas sobre a solidez, a durabilidade e a capacidade de continuidade da marca, que completa 130 anos de história no transporte.
Ao lado da nova eSprinter elétrica, foi exibido o Benz Combination Delivery Vehicle de 1899, o furgão Mercedes-Benz mais antigo e preservado no museu da marca.
Passado e presente juntos: a Mercedes-Benz cuidando da sua história
A trajetória das vans da marca remonta a 1896, quando Carl Benz criou o primeiro veículo de entrega motorizado, inaugurando um novo segmento na história do automóvel. Essa ação de marketing também serve para resgatar a história da empresa e da reviravolta do transporte no Século XIX. Até então, o transporte de carga realizado por carroças e charretes tinha a velocidade média de 10 km/h e por tempo limitado, pois a energia dos cavalos não era fácil de ser renovada.
O primeiro modelo, entregue à loja parisiense Du Bon Marché, combinava praticidade e inovação. Movido por um motor monocilíndrico de até 6 cv, o furgão transportava 300 kg e atingia 20 km/h. São números apenas ilustrativos para entendermos a diferença de épocas. O mais importante é que máquinas substituíram trabalhos que doloridos aos humanos e animais. A mesma substituição vem ocorrendo nas fábricas, nas quais robôs estão substituindo soldadores e trabalhadores expostos a ambientes tóxicos.
Vamos voltar ao assunto principal, já que o objetivo aqui não é falar sobre a indústria 4.0, mas sim como a futura Sprinter pode melhorar a gestão de frotas, a qualidade de trabalho do condutor e a digitalização da última milha.
O início da história da Sprinter, no entanto, continuidade do transporte de carga
Imagem recriada de 1896, quando Carl Benz criou o primeiro veículo de entrega motorizado
A Mercedes-Benz recriou até o teaser: agora esculpido em pedra para avisar que lá vem solidez
Um século depois, em 1995, a Mercedes-Benz se recriava com a Sprinter, que desde então soma mais de cinco milhões de unidades produzidas.
A Sprinter do futuro
A partir de 2026, a empresa lançará na Europa uma nova geração baseada na Van Electric Architecture (VAN.EA), dedicada a modelos totalmente elétricos, seguida pela Van Combustion Architecture (VAN.CA), que, logicamente, continuará oferecendo versões a combustão para mercados sem infraestrutura de redes de energia elétrica, como o Brasil e demais países do nosso continente. Talvez, até na Europa também, pois, segundo a ACEA (associação das montadoras), as vans eletrificadas ainda não chegaram em 13% de participação do mercado. A dominância ainda é de diesel (81,7%) e gasolina (4,7%). Para entender isso, publicamos uma entrevista com o CEO da Scania e do TRATON Group, além de presidente do Conselho de Veículos Comerciais da ACEA. A entrevista segue abaixo:
No entanto, qualquer projeto, para se adequar ao mercado global, precisa ser multienergia. Dessa forma, essa nova base técnica da Sprinter permitirá personalizações profundas, com múltiplas opções de motorização, entre-eixos e capacidades, atendendo desde operações urbanas de entrega até serviços especializados.
Mais digital
A nova geração de vans Mercedes-Benz será, segundo comunicado da empresa, a primeira totalmente integrada ao Mercedes-Benz Operating System (MB.OS) — uma plataforma chip-to-cloud que conecta todos os sistemas do veículo, do entretenimento à recarga elétrica, no caso de uma versão EV.
Com essa arquitetura, as vans passam a receber atualizações remotas (over-the-air), uma solução já amplamente utilizada por várias marcas, inclusive pela própria Mercedes-Benz no sistema MBUX. No entanto, o que a Mercedes-Benz está prometendo vai muito além do que conhecemos hoje. Essa tecnologia garante que o software permaneça sempre atualizado, não só o do multimídia como é atualmente. Além disso, a integração com a Mercedes-Benz Intelligent Cloud e o uso de inteligência artificial permitirão aprimorar continuamente funções de assistência ao motorista, desempenho e eficiência energética.
O melhor diferencial será a integração de aplicativos externos: empresas poderão conectar seus próprios sistemas de gestão de frota ou logística diretamente na central multimídia. Sobre integração de aplicativos, leia a entrevista que a Frota News fez com o diretor executivo da Plataform Science:
A tendência dos veículos comerciais é esta: ser uma plataforma inteligente e conectada, capaz de evoluir continuamente com seus usuários — e ser atualizada de forma contínua.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast
Análise do ciclo de vida completo mostra que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e vantagem na corrida global pela descarbonização. É o que mostra estudo inédito da Anfavea
Há três formas principais de medir a emissão de veículos, e elas representam a profundidade da análise ambiental. A primeira é Tanque à Roda (TTW), que mede apenas as emissões do escapamento durante a operação. A segunda, Poço à Roda (WTW) — também conhecida como Energia à Roda — amplia o escopo ao incluir as emissões da cadeia de energia, desde a produção do combustível ou da eletricidade até seu uso no veículo. Por fim, a Berço ao Túmulo (CTG) é a abordagem mais completa: soma o Poço à Roda às emissões geradas pela fabricação, manutenção e descarte final do veículo, oferecendo uma visão total do impacto ambiental de ponta a ponta.
Embora os veículos 100% elétricos a bateria apresentem emissão zero local (tanque à roda), estudos mostram que eles não são necessariamente a melhor solução quando se considera todo o ciclo de vida. Um novo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em parceria com a Boston Consulting Group (BCG), reforça essa conclusão: um caminhão a diesel com 15% de biodiesel (B15) pode emitir menos poluentes do que um caminhão totalmente elétrico rodando na China.
“O B15 se mostra muito mais eficiente do ponto de vista de menos emissões e, rodando com 100% de biodiesel, ele descarboniza quase como um veículo elétrico”, destacou Igor Calvet, presidente da Anfavea, ao apresentar o estudo intitulado “Caminhos da Descarbonização: a pegada de carbono no ciclo de vida do veículo”.
Estudo pioneiro mede emissões do “berço ao túmulo”
O trabalho, inédito no Brasil, calculou as emissões de CO₂ em todo o ciclo de vida dos automóveis, caminhões e ônibus fabricados no país — da pré-produção ao descarte — e comparou esses dados com os de veículos produzidos em mercados como União Europeia, Estados Unidos e China.
A análise revelou que mais de 94% das emissões dos caminhões e ônibus a diesel ocorrem durante o uso, o que reforça o papel dos biocombustíveis na redução da pegada de carbono. Nos elétricos, o cenário se inverte: a maior parte das emissões vem da produção das baterias e insumos, especialmente em países cuja eletricidade ainda depende fortemente de fontes térmicas.
Brasil tem a matriz mais limpa do mundo
Com 90% de sua matriz elétrica composta por fontes renováveis — hidrelétricas, solar, eólica e biomassa — e 50% da matriz energética total também renovável, o Brasil se destaca globalmente. “Certamente é um dos países, senão o maior, com a matriz mais limpa”, afirmou Calvet.
De acordo com o estudo, ônibus urbanos movidos a diesel com adição de 15% de biodiesel têm as menores emissões de carbono do mundo, e o biometano se mostrou a alternativa mais limpa para o transporte de longa distância, embora ainda limitada por infraestrutura e oferta.
Caminhos múltiplos para a descarbonização
Para o diretor executivo e sócio-sênior do BCG, Masao Ukon, o Brasil já parte de uma posição privilegiada. “O país tem uma pegada de carbono menor, sustentada por sua matriz renovável e décadas de experiência com biocombustíveis e veículos flex. O estudo mostra que é possível avançar ainda mais ao melhorar a eficiência em cada etapa da cadeia produtiva e de uso”, afirmou.
Segundo Gilberto Martins, diretor de assuntos regulatórios da Anfavea, não há uma única rota tecnológica para descarbonizar o transporte. “Biodiesel e gás natural (GNV) são caminhos diferentes que descarbonizam, assim como o HVO, que começa a ganhar espaço no mercado”, disse.
Quando o assunto é transporte público, a avaliação é semelhante: ônibus elétricos e movidos a biometano podem coexistir como soluções limpas e complementares, desde que apoiadas por infraestrutura adequada e políticas de incentivo.
Descarbonização depende da cadeia completa
O estudo reforça que o desafio da descarbonização não se limita ao tipo de motor, mas abrange toda a cadeia produtiva, desde a fabricação de peças e insumos até o descarte e a reciclagem. Essa visão mais ampla está alinhada ao programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que prevê, a partir de 2027, considerar a pegada de carbono no ciclo de vida completo como critério para concessão de incentivos à indústria automotiva.
Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística: Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast