sexta-feira, abril 3, 2026

Museu DAF lança exposição impressionante com IA passado e futuro

O Museu DAF, em Eindhoven, apresenta uma exposição inédita que une tradição e inovação: “Design com IA – Patrimônio e Horizontes”. A mostra destaca o papel da inteligência artificial na criação das futuras gerações de carros e caminhões, ao mesmo tempo em que revisita projetos históricos, reinterpretando-os com recursos digitais avançados. A exposição fica aberta até abril de 2026.

Da década de 1950 à era digital

Nos anos 1950, o designer Willem van den Brink projetou o primeiro carro de passageiros da DAF, apresentado em 1958 no Centro de Exposições e Convenções RAI. Mais tarde, ele também criou os caminhões 2600 e 2800, modelos icônicos para os entusiastas da marca.

A parceria com o design italiano começou em 1981, quando Giorgetto Giugiaro, famoso por veículos como o Fiat Panda e o Volkswagen Golf, colaborou com a DAF no desenvolvimento de um caminhão para longas distâncias — marco na história estética e funcional da montadora.

DAF 95: conforto e inovação sobre rodas

Em expansão, a DAF criou seu próprio estúdio de design, liderado por John de Vries. Do trabalho conjunto com Giugiaro nasceu o DAF 95, lançado em 1987, que se destacou pelo espaço interno sem precedentes. O modelo foi eleito Caminhão Internacional do Ano de 1988 e, anos depois, recebeu a cabine Super Space Cab, referência em conforto para motoristas.

Consolidação da identidade visual

Na década de 1990, Bertrand Janssen assumiu o design da marca, unificando a identidade dos caminhões DAF — dos modelos leves aos de longa distância. Sob sua direção, nasceu a série CF, com avanços importantes em ergonomia e design interior.

Em 2002, Bart van Lotringen passou a comandar o Centro de Design da DAF, ampliando o prestígio da marca. Sob sua liderança, surgiram os modelos DAF de Nova Geração, primeiros do mercado a atender ao novo padrão europeu de dimensões, com ganhos expressivos em aerodinâmica, eficiência e segurança.

A inteligência artificial no processo criativo

É nas etapas finais de design que a IA começa a transformar o processo criativo.
“Computadores e softwares estão assumindo tarefas que antes exigiam inteligência humana”, explica Lotringen, também curador da exposição. “Com base nas imagens e descrições que inserimos, eles nos oferecem sugestões que se aproximam cada vez mais daquilo que o designer idealiza.”

O passado revisitado pelo olhar digital

No DAF Design Center, a IA permite criar e comparar múltiplas variações de design em tempo recorde.

Nesta exposição, transformamos ilustrações do mestre Charles Burki — que criou materiais promocionais da DAF nas décadas de 1950 e 1960 — em imagens animadas”, conta Lotringen. “Também mostramos como projetos históricos, como o DAF Kini de 1967, poderiam ser reinterpretados hoje.”

Conectando passado, presente e futuro

A mostra também olha para o amanhã.

O designer Eric Stoddard, fundador da Cardesign Academy, apresentará como a IA pode ser aplicada em diversas etapas do design automotivo. Já Dan Darancou, da Peterbilt Trucks, exibe esboços futuristas que projetam o transporte nas próximas décadas.

“A inteligência artificial está evoluindo rapidamente e transformando a forma como pensamos o design”, conclui Lotringen. “A exposição do Museu DAF é um exemplo vivo dessa transição entre passado, presente e futuro.”

Visitação

A exposição “Design com ‘Inteligência Artificial’ – Passado e Futuro” pode ser visitada diariamente (exceto às segundas-feiras e no Natal), de 1º de novembro de 2025 a 30 de abril de 2026, das 10h às 17h.

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Em meio a batalha judicial, mais rodovias passam a ter pedágio pelo sistema Free Flow

Em meio a uma disputa judicial entre o Ministério Público Federal (MPF), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e as concessionárias, mais rodovias de São Paulo passaram a adotar a cobrança por meio de pórticos eletrônicos — conhecidos como Free Flow e rebatizados como Siga Fácil, em uma estratégia de marketing que traduz o conceito de “fluxo livre” para o português. Lógico que a implantação do sistema livre que melhora o fluxo nas rodovias deve continuar independentemente do atraso da adequação da legislação. No entanto, antes, é preciso entender o questionamento do MPF.

Prometido como solução para eliminar as filas de pedágio, o sistema Free Flow — que permite o pagamento eletrônico sem cancelas — tornou-se alvo de uma batalha judicial que ameaça frear sua expansão no país. O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma Ação Civil Pública contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e concessionárias, como a CCR RioSP (Motiva), questionando a legalidade da multa aplicada a motoristas que não quitam a tarifa dentro do prazo. A penalidade prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro é de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH, mesmo que o valor devido do pedágio seja inferior a R$ 2.

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Para o MPF, o não pagamento do pedágio eletrônico é uma inadimplência civil, e não uma infração de trânsito. A Procuradoria sustenta que o tratamento atual fere o Código de Defesa do Consumidor e impõe punição desproporcional. Os números reforçam a preocupação: em trechos como a BR-101 (Rio-Santos), já foram registradas mais de 1 milhão de multas em 15 meses, somando cerca de R$ 268 milhões em penalidades — um volume que poderia levar à suspensão em massa de CNHs em regiões de tráfego intenso.

Decisões provisórias

A Justiça Federal de Guarulhos deu razão ao MPF em decisão liminar, suspendendo a aplicação de multas no trecho da Via Dutra antes mesmo do início efetivo da cobrança. A ordem, de caráter liminar, foi proferida pela 6ª vara federal no último dia 23 de outubro. A decisão foi considerada um revés para a ANTT e a concessionária Motiva, que defendem o sistema como avanço tecnológico respaldado por normas recentes e pelo ambiente regulatório experimental da agência.

Apesar da liminar, o impasse está longe do fim. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) já havia mantido a validade das multas na BR-101, indicando divergência de interpretações dentro do Judiciário. Enquanto concessionárias reforçam campanhas de informação sobre prazos e descontos para usuários de tag, o MPF insiste que o país precisa decidir se atraso de pagamento de pedágio pelo sistema Free Flow será regido pelo rigor do trânsito ou pelas regras do consumo.

O desfecho desse embate pode redefinir o futuro da cobrança eletrônica nas rodovias brasileiras. A depender da decisão judicial, o Free Flow poderá ser visto como um marco de modernização do transporte ou como um símbolo de desequilíbrio entre tecnologia e direitos do cidadão.

Enquanto isso, no Congresso Nacional

O Congresso Nacional também entrou na disputa sobre o futuro do pedágio eletrônico no país. Deputados e senadores discutem projetos de lei que buscam equilibrar inovação tecnológica e direitos do consumidor. Entre as propostas, destaca-se a suspensão temporária das multas aplicadas no sistema Free Flow, medida aprovada na Câmara dos Deputados e agora em análise no Senado Federal — O PL 752/2025, do Pompeo de Mattos (PDT-RS). O objetivo é dar mais tempo para ajustes na operação e evitar punições consideradas desproporcionais.

Outra frente legislativa propõe a criação de um sistema nacional unificado de pagamento, com ampliação dos meios aceitos — como Pix, cartão e carteiras digitais — e maior transparência na identificação das concessionárias. As comissões temáticas da Câmara têm promovido audiências públicas para ouvir especialistas, representantes das empresas e do Ministério Público Federal, em busca de um modelo que garanta eficiência sem penalizar os motoristas.

Siga Fácil entre em operação mais rodovias de São Paulo

Desde 0h do dia 1º de novembro, a Concessionária Novo Litoral (CNL) inicia a operação do sistema de pedágio eletrônico Siga Fácil (nome do Free Flow rebatizado) nas rodovias sob sua administração, tornando-se a primeira concessionária do Estado de São Paulo a operar com 100% de pedágios eletrônicos.

Os pórticos eletrônicos utilizam câmeras e sensores que identificam os veículos por meio de placas ou tags, permitindo uma cobrança proporcional ao uso da rodovia, sem filas e com menor risco de acidentes. O pagamento pode ser feito em até 30 dias corridos após a passagem pelos pórticos.

Análise da Frota News

Nas praças de pedágio, a multa por evasão de pedágio se justificava quando havia a intenção clara de burlar o pagamento e causar danos materiais nas praças de cobrança. Agora, com o Free Flow, a dúvida é outra: deixar de pagar o pedágio eletrônico no prazo é o mesmo que evadir o pedágio? Quem tem razão nessa nova disputa — o Ministério Público Federal, que defende o direito do consumidor, ou as concessionárias e a ANTT, que sustentam a legalidade do sistema da multa como infração de trânsito? Ou será que é a legislação, ainda em adaptação, que precisa dizer o que de fato é justo nas rodovias do futuro?

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Como os gestores de frotas podem utilizar as novas ferramentas digitais do governo

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O futuro da mobilidade no Brasil já começou — e passa pela inteligência digital. Em parceria com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e o Ministério dos Transportes, o Serpro apresentou, durante a Expo ABLA 2025, a Suíte Serpro para Trânsito e Mobilidade, um ecossistema de soluções integradas que conecta empresas, governo e gestores de frotas em torno de uma mesma base de dados oficiais do Governo Federal.

Para os gestores de frotas, a novidade representa um avanço concreto na automação de processos, na redução de riscos e na tomada de decisões com mais segurança jurídica e agilidade operacional. A suíte reúne, em uma única plataforma, ferramentas como e-Frotas, Painel de Inteligência Veicular, Radar, Renave, Datavalid, Vio, Consulta Online Senatran, Carteira Digital de Trânsito (CDT) e Plataforma de Inteligência de Negócios — todas com integração direta às bases federais e atualizações em tempo real.

e-Frotas: dados oficiais a serviço da eficiência

Entre as soluções mais promissoras está o e-Frotas, que conecta empresas e governo para acesso instantâneo a informações sobre infrações, recalls, CRLV-e, transferências, restrições judiciais e ocorrências de roubo ou furto. Durante o evento, o Serpro apresentou duas novas funcionalidades: a possibilidade de vincular multas diretamente ao condutor que locou o veículo — reduzindo o número de autuações sem responsável — e a geração automática de boletos, recurso que simplifica o controle financeiro e reduz tarefas manuais nos departamentos de gestão.

Essas novidades reforçam o papel do e-Frotas como ferramenta de inteligência para quem administra grandes volumes de veículos, com acesso em tempo real e segurança jurídica em cada operação”, afirmou Roberta Fernandes, gerente do produto no Serpro em comunicado enviado ao Frota News pela assessoria de imprensa do Serpro. Segundo a estatal, o sistema já integra mais de 126 milhões de veículos, consolidando-se como um dos maiores bancos de dados automotivos do país.

Automação e integração

Ao reunir dados de diversas bases governamentais, a Suíte Serpro elimina gargalos que há décadas impactam o setor automotivo, como fraudes documentais, burocracia nas transferências e gestão fragmentada de informações. Com o uso de APIs abertas, as soluções podem ser integradas diretamente aos sistemas corporativos das empresas, automatizando rotinas e permitindo que as informações fluam de forma contínua e segura.

Para os gestores, isso significa mais previsibilidade, menor custo administrativo e decisões estratégicas baseadas em dados confiáveis. Além de impulsionar a eficiência operacional, a plataforma contribui para a redução de riscos e o aumento da transparência nas operações de transporte, fatores decisivos em um mercado cada vez mais orientado pela conformidade regulatória e pela sustentabilidade.

Impacto nacional e visão de futuro

O ecossistema digital do Serpro já reúne mais de 150 soluções tecnológicas, mil parceiros integrados e 200 contratos ativos com órgãos públicos e empresas privadas, além de ter evitado mais de R$ 14 milhões em fraudes.

Para o gestor de frota, a mensagem é clara: o uso inteligente de dados oficiais será o diferencial competitivo nos próximos anos. Em um setor em que tempo, segurança e compliance são recursos estratégicos, integrar-se a plataformas como a Suíte Serpro é mais do que uma escolha tecnológica — é um passo necessário rumo à gestão de frotas 4.0.

Como aproveitar as novas soluções do Serpro

  • Integre APIs à sua plataforma de gestão para automatizar processos e centralizar informações de frota.
  • Utilize o e-Frotas para acompanhar em tempo real multas, transferências e ocorrências de veículos.
  • Aproveite a geração automática de boletos para reduzir erros financeiros e aumentar a eficiência administrativa.
  • Acesse o Painel de Inteligência Veicular para análises estratégicas de uso, manutenção e risco.
  • Garanta compliance e segurança jurídica com dados oficiais e atualizados diretamente das bases do Governo Federal.
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Volkswagen Caminhões e Ônibus: 29 anos de Resende como ponto de virada

A inauguração da fábrica da Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende (RJ), em 1º de novembro de 1996, marcou uma das viradas mais emblemáticas da indústria automotiva brasileira. A unidade introduziu o conceito de Consórcio Modular, modelo em que fornecedores participam ativamente da linha de montagem, reduzindo custos e aumentando a flexibilidade de produção.

Os números de emplacamentos mostram claramente o impacto dessa mudança. Em 1996, ano da inauguração, a VWCO registrou 8.737 unidades emplacadas (7.417 caminhões e 1.320 ônibus). Já no ano seguinte, 1997, o total subiu para 10.638 veículos, um crescimento de 21,8%. A partir daí, a curva ascendente consolidou a montadora como uma das principais fabricantes de veículos comerciais do país.

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Crescimento acelerado nos anos 2000

O início dos anos 2000 foi um período de expansão industrial e tecnológica para a VWCO. Com a estabilização econômica e o fortalecimento do agronegócio, a demanda por transporte de carga aumentou significativamente.

  • 2000: 17.111 unidades emplacadas.
  • 2004: 28.148 unidades — crescimento de 64,5% em quatro anos.
  • 2013: pico histórico até então, com 49.859 unidades.

Crises e retomadas

O desempenho da VWCO reflete também as oscilações da economia brasileira. A crise financeira global de 2008 e a retração econômica de 2015–2016 impactaram fortemente o setor de transporte:

  • Em 2009, os emplacamentos caíram para 39.522 unidades (queda de 11% frente a 2008).
  • Em 2015, o volume recuou para 23.202 unidades, refletindo a recessão e a queda na demanda por transporte.
  • O fundo do poço veio em 2016, com apenas 15.488 veículos, menor nível desde o início dos anos 2000.

Mesmo assim, a VWCO demonstrou resiliência, aproveitando sua estrutura modular em Resende para ajustar a produção, reduzir custos e manter presença no mercado doméstico e de exportação.

Volkswagen
Vista aérea da fábrica de Resende

Nova era: eletrificação, eficiência e retomada

A partir de 2018, a VWCO iniciou uma nova fase de crescimento, impulsionada pela modernização de sua linha e pela ampliação de produtos de baixo consumo e menor emissão.

  • 2018: 24.971 unidades
  • 2019: 35.746 unidades (alta de 43%)
  • 2021: 44.702 unidades — nível semelhante ao recorde de 2013.

Mesmo com os impactos da pandemia em 2020, a empresa conseguiu sustentar volumes acima de 30 mil unidades anuais, consolidando-se entre as líderes nacionais. O desempenho recente também reflete a chegada do e-Delivery, o primeiro caminhão elétrico produzido no Brasil, fruto direto do avanço tecnológico iniciado em Resende.

Balanço de 1996 a 2024 (anos completos)

Nos 28 anos de operação da fábrica de Resende, os números apontam um crescimento de 348% nos emplacamentos totais — de 8.737 unidades em 1996 para 39.115 em 2024.

Ano Caminhões Ônibus Total
1996 7.417 1.320 8.737
2004 23.753 4.395 28.148
2014 36.157 6.481 42.638
2024 31.328 5.856 39.115

Mesmo com oscilações, a média de crescimento anual desde 1996 é de aproximadamente 5,7% ao ano. O maior salto absoluto ocorreu entre 2006 e 2008, quando o total de emplacamentos subiu de 27 mil para 44 mil unidades.

Em 2025, a montadora não ficou imune a retração do mercado de caminhões, mas vem garantindo a liderança. A marca registrou 22.300 emplacamentos de caminhões, uma queda de 4,3%, mesmo assim, uma retração menor do que o mercado total, que foi de 7,7%. Em ônibus, a empresa registra crescimento de 11,5%, com 4.506 unidades licenciadas. Esses números são do período entre janeiro e setembro, conforme dados da Carta da Anfavea.

De Resende para o mundo

A fábrica de Resende consolidou-se como símbolo de inovação e produtividade. O modelo modular, a capacidade de adaptação às demandas do transporte e o investimento em novas tecnologias transformaram a VWCO em referência no setor de veículos comerciais na América Latina.

Hoje, ao completar 29 anos de operação, a unidade fluminense não é apenas um polo de montagem, mas um centro de inovação industrial, que conecta o Brasil à estratégia global do Grupo TRATON.

International Truck of the Year 2026: vencedor será conhecido no dia 19 de novembro

Nas semanas que antecedem a cerimônia de entrega do prêmio International Truck of the Year (ITOY) 2026, marcada para 19 de novembro, durante a Solutrans, em Lyon — o French Commercial Vehicle and Body Show —, intensificam-se as atividades do júri de jornalistas responsáveis pelos testes rodoviários de avaliação dos candidatos ao título.

A lista de caminhões que concorrem neste ano inclui a linha elétrica XD-XF da DAF, o MAN TGS D30 Power Lion (a diesel) e o eTGS (elétrico a bateria), o Sany e435, também elétrico, e o Scania equipado com motorização Super 11. Os testes mais recentes realizados pelos jornalistas especializados do ITOY envolveram o Sany e435, na versão 8×4 — avaliado na Alemanha —, e a linha elétrica XD-XF da DAF, submetida a dois dias de condução intensiva na Holanda.

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Truck of the Year
DAF concorre com seus modelos elétricos

A cabine sobre chassi de quatro eixos do fabricante chinês pertence à segunda geração de eMixers, que estão à venda na Europa desde o segundo trimestre deste ano. Ela apresenta uma nova disposição — em relação à versão chinesa — das baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) produzidas pela CATL, instaladas nas laterais do chassi e sob a cabine do motorista. O habitáculo completamente redesenhado atende às normas de segurança do Regulamento Europeu GSR2.

O Sany e435 é equipado com um motor central de ímã permanente, com 270 kW de potência contínua e 405 kW de pico, acoplado a uma transmissão automática de quatro marchas. O carregamento de 20% a 100% da capacidade total da bateria leva cerca de 1 hora e 10 minutos, com potência de 250 kW. Há dois conectores disponíveis — um no lado direito e outro no lado esquerdo do chassi — que podem ser utilizados simultaneamente, cada um com 125 kW.

A nova geração de veículos elétricos a bateria (BEVs) da DAF inclui caminhões das linhas XD e XF, cobrindo uma ampla gama de aplicações de transporte — desde a distribuição urbana até o uso municipal, passando pela construção leve e por operações de média e longa distância.

Com o mesmo DNA dos modelos a diesel da nova geração, os DAF Electric oferecem um ganho de eficiência de até 9% em comparação à série anterior. Os modelos XD-XF elétricos, disponíveis nas versões cavalo mecânico e chassi rígido, são equipados com motores de ímã permanente Paccar EX-D1 ou Paccar EX-D2, separados por uma transmissão central integrada, com níveis de potência de 170–220 e 270 kW (220–300 e 370 cv) e 270–310 e 350 kW (370–420 e 480 cv), respectivamente.

Para atender a diferentes tipos de aplicação, a fabricante holandesa oferece múltiplas configurações de baterias LFP, de dois a cinco módulos, cada um com capacidade instalada de 105 kWh.
Um destaque especial é o sistema de condução com um pedal (one-pedal drive), que permite ajustar a velocidade do caminhão apenas com o pedal do acelerador, ativando a recuperação de energia — recurso particularmente útil em operações urbanas.

Sobre o ITOY

O ITOY (International Truck of The Year) foi criado em 1976 na Inglaterra como órgão sem fins lucrativos de jornalistas profissionais do setor de transporte terrestre, sendo, desde então, a premiação de maior prestígio na Europa. Com os membros associados de países fora da Comunidade Europeia, já conta com versões locais na Rússia (Europa Oriental), China (Ásia), Austrália, entre outros países, e na América Latina, coordenada pelo jornalista Marcos Villela, representante do Brasil na entidade como membro associado. 

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Marcopolo encerra terceiro trimestre com resultados positivos

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A Marcopolo encerrou o terceiro trimestre de 2025 com resultados positivos e um desempenho sustentado pela expansão internacional. A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,505 bilhões, alta de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi impulsionado, sobretudo, pelas operações externas, que ampliaram volumes e melhoraram o mix de vendas — tanto nas exportações a partir do Brasil quanto nas unidades produtivas no exterior.

O lucro bruto da companhia somou R$ 668,7 milhões, crescimento de 15,9% sobre o 3T24, enquanto o acumulado dos nove primeiros meses de 2025 chegou a R$ 1,646 bilhão, alta de 11,8%. O EBITDA totalizou R$ 419,8 milhões, com margem de 16,8%, e o lucro líquido consolidado foi de R$ 329,6 milhões, correspondendo a 13,2% de margem.

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Equilíbrio entre Brasil e exterior

A produção total do trimestre foi de 4.127 unidades, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (4.133 unidades). No Brasil, houve retração de 5,1%, enquanto as operações internacionais cresceram 26,2%, alcançando 829 unidades produzidas.

Entre as subsidiárias, destacaram-se os resultados da Marcopolo Austrália (Volgren), que ampliou rentabilidade mesmo com leve redução de volumes, e o lançamento do Paradiso G8 1300; da Marcopolo Argentina (Metalsur), que manteve entregas robustas de rodoviários de alto valor agregado; e da Marcopolo África do Sul (MASA), com forte desempenho e perspectivas positivas para 2026. Já a Marcopolo China (MAC) manteve resultado líquido positivo após reestruturação concluída em 2024.

“Os modelos rodoviários e urbanos de maior valor agregado ganharam representatividade na receita líquida do trimestre, com destaque para exportações e operações internacionais, compensando a acomodação de volumes no mercado interno”, afirmou o CFO Pablo Motta. “A operação global garante equilíbrio e resiliência dos resultados, mesmo diante de um cenário doméstico desafiador.”

Nova dinâmica de mercado

A Marcopolo reforçou sua liderança no mercado brasileiro de carrocerias, ampliando o market share para 48,7% no 3T25. O destaque foi o segmento de micros, que avançou 17,3 pontos percentuais.

O segmento rodoviário apresentou queda em volumes, mas melhoria no mix de vendas; já os modelos urbanos seguem em recuperação gradual, sustentados por programas de renovação de frota e pelo Refrota, iniciativa de financiamento de ônibus urbanos. O envelhecimento das frotas municipais e a perspectiva de novos incentivos públicos devem impulsionar a demanda no médio prazo.

Marcopolo na Busworld: parceria com a Volvo Buses em nova fase internacional 

A empresa também tem ampliado sua presença no segmento elétrico: 64 carrocerias de ônibus elétricos foram entregues no Brasil no 3T25. No acumulado do ano, já são 111 unidades Attivi, contra apenas oito em 2024.

No segmento de micros e Volares, as entregas ao programa federal Caminho da Escola somaram 631 unidades, ante 507 no mesmo período do ano anterior, referentes à licitação de 2023. Uma nova licitação está prevista para o quarto trimestre de 2025.

Os investimentos totalizaram R$ 103,2 milhões no trimestre e R$ 236,3 milhões no acumulado de nove meses, refletindo a estratégia de modernização industrial e desenvolvimento de novas tecnologias.

Perspectivas e foco em descarbonização

Para o encerramento do ano, a Marcopolo projeta ritmo aquecido de entregas em outubro e novembro, seguido por uma desaceleração em dezembro devido à menor quantidade de dias úteis. As exportações a partir do Brasil devem continuar firmes, com destaque para Chile, Argentina e Peru.

A companhia também aposta em novos programas federais e no avanço de propulsões alternativas, como elétricos e híbridos. Um dos destaques é o Volare Attack 9 híbrido a etanol, apresentado na Busworld Bélgica, junto com os novos Paradiso homologados para o mercado europeu — cujas primeiras entregas estão previstas para o 4T26 e 1S27.

“Esses modelos reforçam a presença global da Marcopolo e sua liderança em tecnologia de descarbonização, tema que destacaremos na COP30, em Belém (PA)”, concluiu o CFO Pablo Motta.

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BH comprova viabilidade de ônibus a gás e homologa modelo da Volare

Belo Horizonte avança como um dos laboratórios urbanos do país em mobilidade sustentável. Durante dois meses, um midiônibus movido 100% a Gás Natural Veicular (GNV) e Biometano operou em linhas regulares do transporte suplementar de passageiros, no âmbito do Projeto Suplementar Verde, desenvolvido em parceria pela Gasmig, Volare, Agrale, Sindpautras e Superintendência de Mobilidade (SUMOB). O resultado: o modelo foi homologado oficialmente como transporte suplementar na capital mineira, tornando-se referência nacional em eficiência e baixo impacto ambiental.

Foram 7.804 quilômetros percorridos em seis linhas urbanas, com 3.541 m³ de GNV consumidos em condições diversas de relevo, tráfego e lotação. A operação foi acompanhada por telemetria embarcada, medições técnicas e auditoria completa, segundo metodologia da ABNT e as diretrizes municipais de mobilidade sustentável.

O veículo testado foi um Volare Fly 10 GV 2025, com chassi Agrale e motorização Ciclo Otto de seis cilindros, projetado para operar exclusivamente com GNV e/ou Biometano. O enquadramento na categoria Midiônibus (NBR 15570) permitiu a instalação de cilindros de gás com 490 litros hidráulicos.

Durante a operação, não foram registrados problemas técnicos. O desempenho ficou muito próximo ao dos modelos a Diesel, com apenas pequenos ajustes realizados pelas equipes da Agrale e Volare. As temperaturas mais baixas, observadas em parte do período de testes, inclusive aumentaram a capacidade de enchimento dos cilindros, ampliando a autonomia do veículo.

O ideal seria com o uso do biometano, produzido a partir de resíduos orgânicos, como vetor de economia circular. No entanto, BH já possui 19 postos de abastecimento com GNV, o que permite a utilização de veículos a gás até o desenvolvimento da infraestrutura para abastecimento com o gás renovável.

Os condutores que participaram da operação destacaram o baixo nível de ruído e vibração e a suavidade na condução do midiônibus a gás.

Leia mais sobre o setor de transporte de passageiros:
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O que significa a nova identidade da Mahnic Soluções Logísticas?

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Mais do que uma mudança rebranding, o novo momento da Mahnic Soluções Logísticas representa uma transformação estratégica da, até então, Mahnic Operadora Logística. Após mais de 50 anos de atuação no Transporte Rodoviário de Cargas, a empresa familiar decidiu dar um passo à frente e reposicionar sua marca para refletir aquilo que já vinha se consolidando internamente: uma operação moderna, diversificada e voltada à inovação.

A nova identidade marca o amadurecimento da Mahnic e traduz sua visão de futuro. A diretora comercial e operacional Ludymila Mahnic explica que a mudança foi motivada pelo crescimento e pela necessidade de mostrar ao mercado uma atuação mais ampla do que o transporte rodoviário.

Queríamos trazer modernidade e evolução. Hoje temos grandes Centros de Distribuição em São Paulo e Goiás, locação de máquinas pesadas, mão de obra especializada para indústrias e outros segmentos. Deixamos de ser apenas uma transportadora: somos uma empresa de soluções logísticas completas”, destaca.

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Essa nova abordagem expressa não apenas o aumento no portfólio de serviços, mas também a maturidade da gestão e o fortalecimento da cultura organizacional baseada em transparência, agilidade e eficiência.

Nosso propósito é reforçar que crescemos, nos estruturamos e estamos prontos para entregar resultados reais, mantendo a confiança e a comunicação clara com clientes e parceiros”, afirma Ludymila.

A força simbólica da nova marca

O rebranding da Mahnic foi desenvolvido em parceria com a Treyo, consultoria especializada em branding estratégico. O trabalho envolveu um processo de imersão na história, nos valores e na cultura da empresa, resultando em uma identidade visual que traduz tanto o legado construído quanto o olhar para o futuro.

Um dos elementos mais emblemáticos do novo design é a releitura das “asas da Mahnic”, símbolo histórico que foi preservado e reinterpretado.

“As asas representam alcance e movimento — conceitos que continuam atuais, mas agora ganham uma dimensão mais ampla, ligada à logística e à armazenagem. O novo símbolo reflete estrutura, direção e fluidez, traduzindo nossa capacidade de conectar processos, pessoas e destinos”, explica Ludymila Mahnic.

Segundo Marcelo Martins, diretor de Criação da Treyo, a nova identidade também reflete um novo modelo de liderança e gestão dentro da empresa.

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DAF lança plano de manutenção para caminhões seminovos

Embora ainda não exista uma pesquisa ampla e consolidada sobre a adesão de planos de manutenção no transporte rodoviário de cargas, o setor já reconhece uma tendência inequívoca: cresce o número de transportadores que buscam previsibilidade e eficiência por meio de contratos de manutenção. Dados de fabricantes indicam essa mudança de comportamento. Em uma montadora, o índice de caminhões vendidos com plano de manutenção ativo saltou de 19% em 2022 para uma projeção de 40% em 2024. Outra marca revelou que oito em cada dez veículos são entregues com algum tipo de plano de serviços.

Atenta a esse movimento, a DAF Caminhões Brasil anuncia uma reestruturação dos planos DAF Multisuporte, adaptando o portfólio às novas exigências do mercado e oferecendo mais uma solução mais flexível e econômica. “Realizamos um estudo detalhado para entender as necessidades dos nossos clientes e, a partir disso, redesenhamos as tabelas e os planos para oferecer soluções ainda mais vantajosas”, explica Isabella Santos, gerente de Serviços ao Cliente da DAF Caminhões Brasil.

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Primeiro plano modular do Brasil

A principal novidade é o DAF Multisuporte Dinâmico. Segundo a fabricante, é um plano inédito no país e pioneiro dentro da PACCAR, grupo ao qual a marca pertence e que inclui as marcas norte-americanas Kenworth e Peterbilt. Voltado a caminhões com mais de dois anos de uso ou acima de 200 mil quilômetros rodados, o modelo se diferencia pela modularidade. Nele, o cliente escolhe quais serviços deseja contratar, como trocas de óleo de motor, transmissão ou bateria, de acordo com a realidade da operação.

O plano também é indicado para proprietários de modelos seminovos, que buscam manter os serviços recomendados pela montadora. Ele utiliza peças TRP, da PACCAR Parts, conhecidas garantia nacional de um ano. São mais de 30 mil itens em catálogo, incluindo peças genuínas DAF e PACCAR e multimarcas TRP — todas homologadas e aplicadas exclusivamente na Rede DAF, como condição para garantir cobertura completa durante a manutenção.

Portfólio DAF Multisuporte atualizado

Com a chegada do Dinâmico, o portfólio DAF Multisuporte passa a oferecer opções para diferentes perfis e fases de uso do caminhão:

  • Dinâmico – nova opção personalizável, ideal para caminhões fora da garantia e operações com necessidades específicas.
  • Óleos e Filtros – cobre todas as trocas de filtros de lubrificantes e combustível, além dos óleos do motor, transmissão e diferencial.
  • Preventivo – inclui revisões preventivas e checklists completos, com mão de obra e inspeção de cubos e eixos.
  • Pleno – reúne revisões preventivas, corretivas e preditivas em um único pacote abrangente.
  • Ultra – lançado durante a Fenatran 2024, traz pagamento flexível, gestor DAF dedicado, agendamento proativo e monitoramento do tempo de serviço na concessionária, com prioridade de atendimento.
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Ford confirma produção da Ranger Híbrida Plug-in na América do Sul

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A Ford confirmou a produção da Ranger Híbrida Plug-in em sua fábrica em Pacheco, na Argentina, e o Brasil será o seu maior destino por representar um mercado de quase 160 mil picapes médias por ano. O novo modelo marcará a chegada da primeira versão eletrificada da picape na região, um segmento que vem ganho competidores híbridos no último ano.

Para viabilizar o projeto, a montadora realiza um aporte adicional equivalente a R$ 915 milhões na unidade industrial, elevando o investimento total para 4,68 bilhões aplicados desde 2021. Este investimento é desde quando a planta passou por uma profunda modernização para receber a nova geração da Ranger — incluindo uma nova fábrica de motores e a introdução das versões cabine simples.

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O anúncio foi feito por Jim Farley, CEO global da Ford, durante uma visita de revisão de negócios à América do Sul.

“Estamos orgulhosos do nosso crescimento na América do Sul e entusiasmados em trazer esta nova tecnologia com a Ranger Híbrida Plug-in produzida na Fábrica de Pacheco, que demonstra o nosso profundo compromisso com a região”, declarou Farley.

Segundo Martín Galdeano, presidente da Ford América do Sul, o novo aporte consolida o papel estratégico da fábrica argentina.

“Este investimento é mais um passo na consolidação da Fábrica de Pacheco como um centro regional de produção de picapes, adicionando uma versão eletrificada de altíssima tecnologia para potencializar o sucesso da Ranger. Faz parte da nossa estratégia de dar poder de escolha aos clientes, com liberdade de optar pelo tipo de propulsão que melhor se adapta às suas preferências.”

Ranger XLT V6 2025: equilíbrio entre potência, tecnologia e versatilidade

Ranger híbrida

Os veículos híbridos plug-in tem o objetivo de unir o melhor dos dois mundos: condução elétrica com zero emissões e autonomia estendida de um veículo híbrido. No caso da Ford Ranger, ela foi projetada para atender tanto às demandas do trabalho quanto às aventuras de lazer, sem abrir mão da robustez e da capacidade de carga que caracterizam a picape.

O sistema híbrido plug-in da Ranger combina um motor 2.3 EcoBoost a gasolina — com um motor elétrico e uma bateria recarregável externamente (plug-in). Essa configuração permite rodar somente no modo elétrico por cerca de 40 a 45 quilômetros, uso indicado para trajetos urbanos sem emissões, além de entregar maior potência combinada e economia de combustível. A recarga pode ser feita em tomadas domésticas, carregadores rápidos ou durante a condução, por meio da recuperação de energia nas frenagens.

Crescimento e novos marcos

Desde o lançamento da nova geração, a Ranger praticamente dobrou sua participação de mercado na América do Sul, tornando-se a picape média de crescimento mais rápido da região.

Em 2025, a Ranger completa 30 anos de produção no mercado sul-americano e caminha para alcançar um novo recorde histórico anual de produção, com 76 mil unidades. Para atender à crescente demanda, a Ford já anunciou um aumento na velocidade da linha de montagem, permitindo alcançar um ritmo anual acima de 80 mil unidades em 2026, além da introdução de novas versões voltadas ao trabalho.

Mercado de picapes médias

Segundo a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias, o mercado de picapes médias foi de 191.776 unidades comercializadas até setembro. A Toyota Hilux mantém a liderança do segmento, com 36.155 unidades e 18,85% de participação, seguida de perto pela Fiat Toro, com 35.672 unidades (18,60%). No entanto, a Toro não deveria constar nesta categoria, já que é uma picape compacta intermediária (monobloco) e concorre em outro segmento, abaixo das médias tradicionais como Ranger, S10 e Amarok. Sua inclusão distorce a comparação direta, já que o modelo tem proposta, motorização e preço diferentes das demais.

Ranger
Fonte: Fenabrave’

Desconsiderando a Toro, a Ford Ranger aparece como a segunda picape média mais vendida do país, com 24.816 unidades e 12,94% de participação, consolidando o crescimento da nova geração. Logo atrás vêm a Chevrolet S10 (11,24%). Modelos como Mitsubishi Triton, Fiat Titano e Nissan Frontier mantêm volumes estáveis, embora com participação inferior a 5%.

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