O futuro silencioso e sustentável dos canteiros de obras já começou

canteiro de obras
Atualmente, a Noruega é exemplo em construção sustentável

Construção elétrica avança em ritmo acelerado e promete transformar o setor com menos emissões, ruído e impacto urbano e nos canteiros de obras.

Cidades mais silenciosas, com ar mais limpo e canteiros de obras que parecem ter saído de um filme futurista: essa é a nova realidade que começa a se formar com a eletrificação do setor da construção. Ainda que o caminho seja longo, empresas e governos já dão passos importantes para reverter o impacto ambiental de uma das indústrias mais poluentes do planeta.

A construção civil é responsável por cerca de 13% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo estimativas do setor. Só os canteiros de obras respondem por 1,1% do total mundial, o equivalente a 400 milhões de toneladas de CO₂ por ano, emitidas por máquinas pesadas movidas a diesel. No entanto, equipamentos elétricos, como escavadeiras, carregadeiras e caminhões, surgem como uma alternativa viável para mudar esse cenário.

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Volvo L25 Electric e ECR25

O setor de construção é um dos que mais estão recebendo investimento no Brasil, tanto para construção civil urbana quanto para grandes obras de infraestrutura. No entanto, a oferta de equipamentos elétricos ainda é bastante limitada, já que é um mercado que começou muito recentemente. A Volvo CE Construction Equipment oferece dois modelos no País: escavadeira compacta elétrica ECR25 e a carregadeira de rodas L25 Electric.

Na Europa, o portfólio da Volvo CE já oferece 14 modelos de máquinas para construção e mineração elétricos. Além disso, a Volvo Trucks oferece sete modelos para todos os segmentos e, especificamente para construção, o FMX.

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Terceiro lançamento para este ano

Em breve, a Volvo CE fará o seu terceiro lançamento de máquina elétrica para construção. A carregadeira L120 Electric foi apresentada ao mercado brasileiro em 2024 e deve começar a ser comercializada este ano. O modelo está sendo testado em operações reais, com destaque para a parceria com a Pedreira Caxiense Fagundes, no Rio Grande do Sul, em colaboração com a Linck Máquinas.

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Volvo L120 Electric em teste no Brasil para ser lançado ainda este ano

Os testes visam validar, em campo, o desempenho projetado em laboratório e identificar melhorias no uso da máquina. A L120 Electric é equipada com baterias de 282 kWh, oferecendo autonomia entre 4,5 e 6 horas, com recarga em menos de uma hora (dependendo do carregador).

Os resultados mostraram uma redução de até 90% nos custos com energia em comparação a modelos a diesel, além de benefícios como menor emissão de gases poluentes, menos ruído e vibração, e ambiente de trabalho mais saudável. A eletrificação do portfólio integra o compromisso da Volvo com metas climáticas baseadas em ciência, estabelecidas pela organização Science Based Targets (SBTi).

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XCMG Brasil

Outra marca que tem investido em veículos elétricos é a chinesa XCMG Brasil, que possui fábrica em Pouso Alegre, sul de Minas Gerais. Ele tem o maior portfólio entre caminhões e máquinas de construção e mineração no Brasil, mas, por enquanto, todos importados. Recentemente, ela lançou o primeiro caminhão pipa elétrico (leia abaixo reportagem sobre o modelo).

XCMG Brasil lança o primeiro caminhão pipa 100% elétrico do País

Em Oslo, na Noruega, essa transição já é realidade: 98% dos canteiros da cidade são livres de combustíveis fósseis, com quase um quarto deles totalmente eletrificados. O exemplo da capital norueguesa é emblemático de uma transformação em curso que pode redefinir os paradigmas da construção urbana.

Sonho de qualquer trabalho ou vizinho de canteiro de obra

A mudança não trata apenas da redução de emissões. Canteiros elétricos representam menos poluição sonora, melhor qualidade do ar e ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. “Além de construir infraestrutura e moradia, esses canteiros constroem uma nova visão de cidade: mais limpa, tranquila e sustentável”, destaca Gustav Boberg, da Volvo Construction Equipment.

A Volvo, aliás, foi uma das pioneiras nesse movimento. Em 2019, a empresa decidiu parar de desenvolver equipamentos menores a diesel e lançou suas primeiras máquinas elétricas durante a feira Bauma, na Alemanha. Desde então, vem expandindo sua atuação com soluções pensadas para atender às metas de sustentabilidade de cidades e governos locais.

Caminhões elétricos: mais do que transporte

Outro posto-chave na eletrificação da construção é o papel dos caminhões elétricos, que já estão em operação em canteiros ao redor do mundo. Muamer Music, gerente do segmento de construção na Volvo Trucks, vê esses veículos como verdadeiros catalisadores da mudança.

“Estar com um caminhão elétrico em um canteiro redefine sua visão sobre o que é possível. Eles são silenciosos, limpos e eficientes”, afirma. Embora a resistência inicial seja comum — especialmente por receio de que os veículos não tenham autonomia suficiente — a experiência prática costuma converter até os mais céticos.

Muamer destaca que os caminhões são capazes de realizar as tarefas mais exigentes, como transporte de areia, cascalho e materiais de demolição, com desempenho comparável ao dos modelos a diesel. E o melhor: “Com quatro baterias, você pode operar durante dois turnos diários sem problemas”, explica.

A infraestrutura acompanha

Para sustentar essa revolução, é preciso que a infraestrutura de recarga cresça no mesmo ritmo. A Europa já caminha para mais de 500 zonas de baixa emissão, o que pressiona o setor a se adaptar rapidamente. A construção de estações de recarga com equipamentos elétricos, por exemplo, é um exemplo emblemático do conceito “construir elétrico com elétrico”.

A colaboração entre governos, fornecedores de energia, empresas e fabricantes é essencial para garantir que essa transformação ocorra de forma integrada. “A verdadeira mudança exige parceria”, diz Gustav Boberg.

Uma mudança que já começou

O futuro da construção elétrica não está mais no campo das ideias. Está sendo moldado, parafraseando os próprios protagonistas, “no chão dos canteiros”. Cada projeto realizado com máquinas elétricas é mais do que uma obra concluída: é a comprovação de que a tecnologia funciona, é viável — e é necessária.

“A construção não pode parar”, reforça Muamer Music. “Mas ela pode evoluir. E a eletrificação é um grande passo à frente — para os clientes, para o meio ambiente e para todos que vivem próximos a essas obras. A cidade do futuro está sendo construída agora.”

 

Fabet promove formação exclusiva para mulheres no transporte de cargas

Formação de mulheres
Fonte: Fabet-SP

Iniciativa visa ampliar a participação feminina no setor e oferecer qualificação com inscrições de mulheres para novas turmas motoristas profissionais

A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet) está com inscrições abertas para uma nova turma do curso Formação de Mulheres para o Transporte de Cargas, que será realizada de 30 de junho a 12 de julho, na unidade da instituição em São Paulo.

O programa é direcionado a mulheres com CNH nas categorias C, D ou E, que estejam em processo de formação e não possuam experiência na condução de veículos truck ou articulados. Com carga horária de 116 horas ao longo de 13 dias, o curso tem como objetivo capacitar novas profissionais para atuarem no setor de transporte rodoviário de cargas — segmento historicamente dominado por homens.

A modalidade do curso é presencial e inclui serviços de apoio ao aluno, garantindo estrutura e suporte durante o período de formação. Os valores de investimento devem ser consultados diretamente com a Fabet.

Interessadas podem obter mais informações pelos telefones (49) 9918-8844, (49) 9936-1115 ou (11) 4708-1784, além do site oficial da entidade: www.fabetsp.com.br.

Com essa iniciativa, a Fabet reafirma seu compromisso com a inclusão e a profissionalização das mulheres no setor de transporte, contribuindo para a diversidade e fortalecimento da mão de obra qualificada no país.

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Cláudio Sahad é reeleito presidente do Sindipeças e da Abipeças

Fórum Transporte Sustentável
Claudio Sahad, presidente do Sindipeças

Reeleição marca continuidade de atuação estratégica em políticas públicas e fortalecimento da indústria nacional de autopeças

Cláudio Sahad, diretor da Ciamet Indústria de Artefatos de Metal, foi reconduzido à presidência do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e da Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças) para o triênio 2025-2028. Esta será sua segunda gestão consecutiva à frente das entidades, após suceder a Dan Ioschpe, presidente do Conselho da Iochpe-Maxion, no comando.

A posse já foi realizada, marcando o início de mais uma etapa de um trabalho que, nos últimos anos, tem sido decisivo para o fortalecimento do setor automotivo nacional. Durante o mandato anterior, Sahad liderou a participação ativa do Sindipeças na criação de importantes políticas públicas, como o programa Mover (Programa de Mobilidade Verde e Inovação — criado pelo governo brasileiro para incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias em mobilidade e logística) e a lei do Combustível do Futuro, voltada à descarbonização no transporte.

Após a criação dessas iniciativas, o Sindipeças teve papel fundamental em orientar e preparar suas associadas para aproveitarem as oportunidades dos programas prioritários, a exemplo do que já havia feito com o antecessor Rota 2030.

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Outro destaque da gestão foi a ampliação da presença das empresas associadas em feiras e missões comerciais internacionais, por meio do projeto Brasil Auto Parts, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil. A iniciativa foi renovada para os anos de 2025 e 2026, reforçando a estratégia de internacionalização e promoção das autopeças brasileiras no exterior.

Para o próximo triênio, Sahad e sua equipe pretendem seguir atuando na formulação de políticas públicas, com foco na implementação do Renovar, programa que prevê a renovação da frota de veículos do país. O plano inclui também a implantação de inspeção técnica veicular e o reforço de esforços para ampliar a localização de peças e componentes, promovendo maior competitividade e integração da cadeia produtiva nacional.

Em meio aos desafios enfrentados pelo setor, Sahad reforça o compromisso da indústria com sua missão histórica. “O setor de autopeças brasileiro nunca sequer cogitou a possibilidade de desistir de sua histórica vocação de produzir e integrar a complexa e apaixonante cadeia de produção automotiva, enfrentando com resiliência todos os desafios no caminho”, afirmou.

Cláudio Sahad assume a presidência de duas entidades do setor de autopeças. Qual a diferença entre elas?

Ambas defendem os interesses da indústria de componentes, porém, cada uma tem objetivos diferentes:

  1. Sindipeças: Seu foco principal é atuar como interlocutor entre as empresas do setor e o governo, defendendo os interesses da indústria em questões trabalhistas, tributárias e regulatórias.
  2. Abipeças: Seu objetivo é fomentar a cooperação entre as empresas associadas, promovendo o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a competitividade da indústria. Também atua em iniciativas estratégicas, como a promoção de exportações e a integração da cadeia produtiva.

Assim, enquanto o Sindipeças tem um papel mais voltado à representação institucional e política, a Abipeças foca no fortalecimento da indústria por meio de colaboração e inovação. Juntas, elas trabalham para impulsionar o setor automotivo brasileiro.

Volvo inaugura nova concessionária no norte do Rio Grande do Sul

no Rio
As instalações da Dipesul e Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões

A unidade fortalece a presença da Dipesul, representante da marca no RS. As instalações novas são maiores e mais modernas, e o investimento foi para melhorar o atendimento aos clientes do agronegócio, setor que teve crescimento de 35% em 2024, percentual bem superior ao crescimento do PIB na região, de 4,9%. Os dados econômicos foram divulgados no dia 3 de abril em coletiva do governador do RS, Eduardo Leite.

Localizada estrategicamente na BR-285, km 302, nº 1.850, no bairro Valinhos, a nova casa Volvo Caminhões ocupa um terreno de 14.363 m², com área construída de 3.607 m². Conta com 16 boxes de atendimento, três rampas no Pit Stop Volvo e funilaria. Para o conforto dos motoristas em serviço, oferece dormitórios e copa equipados, além de sala do cliente.

A nova concessionária Dipesul Passo Fundo faz parte da estratégia de expansão e fortalecimento da rede Volvo no Brasil, que atualmente conta com 107 unidades. Diversas casas estão sendo reformadas, ampliadas e realocadas para locais de fácil acesso. “Em 2025, serão R$ 56 milhões de investimentos na rede, que está em constante evolução para acompanhar o crescimento do mercado e as demandas dos clientes”, revela Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões.

Entroncamento estratégico

A cidade de Passo Fundo se destaca como um importante polo econômico no Rio Grande do Sul, sendo a terceira maior exportadora do estado. Passo Fundo é uma das cidades mais prósperas do norte gaúcho, que conta com 144 municípios.

norte do Rio
A BR-285 liga as regiões Leste e Oeste, e com outras rodoviarias, como a BR-153

A localização privilegiada da nova concessionária na BR-285 facilita o acesso e a logística, atendendo o crescimento do setor de transporte na região, impulsionado pela expansão agrícola e industrial.

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Nova concessionária Volvo reforça presença da marca em Rio Verde (GO)

Rio Verde, em Goiás, desempenha um papel crucial na economia e no transporte do Brasil. A cidade é um importante polo agrícola e industrial, destacando-se na produção de grãos, bem como soja e milho, além disso, é um grande produtor de proteínas animais. A cidade ganhou uma nova concessionária Volvo. A unidade reforça a atuação do Grupo Suécia, representante Volvo em Goiás, Tocantins e no Triângulo Mineiro.  

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Aliás, com instalações totalmente novas, maiores e mais modernas, a casa atende à crescente demanda do setor de transporte na região, impulsionada pela expansão agrícola. 

Certamente, a localização estratégica de Rio Verde, no coração do Centro-Oeste, facilita a convergência de diversas rotas importantes, o que impulsiona o transporte de mercadorias. Além disso, Rio Verde sedia a Tecnoshow Comigo, uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, que atrai investimentos e visitantes internacionais, promovendo o desenvolvimento econômico e tecnológico da região. 

Ficha técnica da Suécia Rio Verde 

A saber, a concessionária fica estrategicamente localizada na BR-060, km 377, n.º 4.752, ao lado do posto Décio. Com área construída de 5.234,33 m², num terreno de 48.401,55 m², a nova Suécia Rio Verde conta com 18 boxes de atendimento para caminhões, espaço exclusivo para ônibus, além de quatro boxes dedicados ao Pit Stop Volvo, serviço de lubrificação rápida que realiza assim, o atendimento em até uma hora, mediante agendamento. 

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A estrutura também dispõe de show room, estacionamento amplo, bem como, estoque de peças, área de veículos seminovos, refeitório, sala de espera, cabine de pintura e 15 boxes de funilaria, voltados para a reforma completa de veículos. A equipe de atendimento tem 86 colaboradores. 

 “A construção de uma nova concessionária, muito mais espaçosa, se tornou necessária por conta da alta demanda do agronegócio em Rio Verde, com intenso movimento de caminhões. A cidade é uma das maiores exportadoras de soja do Brasil”, destaca Ataídes Pozzi, CEO da Suécia Veículos. 

Expansão da rede Volvo 

A nova Suécia Rio Verde faz parte dos planos de fortalecimento da rede Volvo, que tem 107 casas no País. Várias delas estão sendo reformadas, ampliadas ou mudando para locais mais amplos e de melhor acesso. “Neste ano foram R$ 100 milhões de investimentos na rede, com recursos dos diversos grupos econômicos que representam a Volvo em todo o Brasil”, revela Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões. 

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Venda de caminhões cresce 4,83% no 1º trimestre, puxada pelo agro

1º trimestre
Fonte: Fenabrave. Gráfico: Frota News

Os licenciamentos de caminhões encerraram o primeiro trimestre de 2025 com crescimento de 4,83% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março, foram emplacadas 27.121 unidades, contra 25.871 registradas nos três primeiros meses de 2024. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 3, pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Segundo Arcelio Junior, presidente da entidade, o desempenho positivo do setor segue em linha com as projeções da federação, mesmo diante de um cenário econômico ainda marcado por incertezascrédito restrito e juros elevados.

“Mesmo com as incertezas que afetam o crédito e as taxas de juros elevadas, a boa expectativa do agronegócio tem levado transportadores a realizar investimentos moderados, com conversão de vendas mais lenta”, afirmou o dirigente em nota.

agronegócio, que segue aquecido, tem sido um dos principais motores da demanda por caminhões, especialmente os de maior porte, utilizados no escoamento de grãos e insumos.

Março supera fevereiro, mas ainda abaixo de 2024

No recorte mensal, março somou 9.200 caminhões licenciados, um avanço de 5,13% sobre fevereiro (8.751 unidades). Em comparação com março de 2024, no entanto, houve uma queda de 5%, atribuída ao menor número de dias úteis no mês devido ao feriado de Carnaval.

Mercedes-Benz lidera vendas no trimestre

No ranking das cinco marcas mais vendidas no acumulado de janeiro a março, a Mercedes-Benz assumiu a liderança com 6.801 caminhões emplacados, o que representa 25,08% de participação de mercado.

Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) ficou em segundo lugar, com 6.717 unidades licenciadas e 24,77% de participação.

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Participação de mercado por marca no acumulado do 1º trimestre

1º trimestre
Fonte: Fenabrave. Infográfico: Frota News

 

Vale destacar que as fabricantes Volvo e Scania, de origem sueca, concentram suas vendas nos segmentos de semipesados e pesados, categorias mais voltadas ao transporte rodoviário de longa distância e à atividade agroindustrial.

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DAF lança versões com motor PACCAR MX-13 para uso de B100: biodiesel puro

DAF B100
O novo motor foi lançado para a nova geração de todos modelos DAF
Para os transportadores que buscam reduzir sua pegada de carbono sem renunciar à confiabilidade, a DAF traz uma nova opção com combustível 100% renovável.

A DAF Trucks acaba de anunciar, na Europa, a nova geração de caminhões XF, XG e XG+ com um motor PACCAR MX-13 desenvolvido especialmente para funcionar com biodiesel B100 — uma alternativa renovável e de baixa emissão de carbono ao diesel fóssil. No Brasil, a Volvo já havia lançado do FH Flex (pode ser abastecido com qualquer proporcionalidade da mistura de diesel com diesel puro e até B100) e, também, a Scania já fornece modelos para uso com B100. Além disso, a JBS já fez teste, por iniciativa própria, com um DAF XF.

Essa novidade representa uma adição significativa para frotistas e transportadores que buscam soluções ambientalmente responsáveis, sem comprometer o desempenho operacional. O motor, com potência de 480 cv, conta com um software dedicado que otimiza o funcionamento do veículo, levando em conta o menor valor calorífico do B100 em relação ao diesel convencional.

Biodiesel B100: energia limpa e renovável

O biodiesel B100, também conhecido como FAME (Fatty Acid Methyl Esters) ou RME (Rapeseed Methyl Ester), é produzido exclusivamente a partir de óleos e gorduras vegetais renováveis. Seu uso pode reduzir as emissões de CO₂ em até 90% do poço à roda — um resultado comparável ao do HVO (óleo vegetal hidrotratado), com a vantagem de, em algumas regiões, estar mais prontamente disponível, como no Brasil.

Essa redução significativa de emissões faz do B100 uma escolha estratégica para empresas de transporte que buscam atender às metas ambientais e às exigências de clientes preocupados com sustentabilidade.

Mais uma alternativa sustentável

“Com a introdução do motor MX-13 para biodiesel, oferecemos outra alternativa aos transportadores comprometidos com o transporte sustentável”, afirma Jeroen van den Oetelaar, engenheiro-chefe da DAF Trucks. “Todos os caminhões DAF com motor de combustão já são compatíveis com HVO, mas o B100 está mais acessível em determinadas regiões. Com essa nova opção, proporcionamos mais um caminho para reduzir a pegada ecológica, sem comprometer a confiabilidade dos nossos veículos.”

A iniciativa não apenas contribui para um futuro mais limpo, como também posiciona a DAF entre os líderes na oferta de soluções verdes para o transporte rodoviário de cargas.

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O aumento do percentual de adição de biodiesel no diesel é cheio de polêmicas, mitos e verdades. Este artigo não é sobre as controvérsias, no entanto, para mostrar que a indústria de biodiesel vai muito bem, independentemente, do aumento do percentual da mistura. É o que prova a A Binatural, produtora de biocombustíveis, projeta faturamento de R$ 3,1 bilhões em 2025, alta de 20% sobre os R$ 2,6 bilhões registrados no ano passado.

Esta indústria recebe e deveria receber mais investimentos para o aumento da produção, principalmente, para atender a crescente frota que começou a utilizar o biodiesel puro (B100). Este tipo de uso é bastante controlado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Os limites do B100

A ANP limita o uso do B100 pelas transportadoras por algumas razões, entre elas, garantir a oferta para a mistura de 14% (B14) no diesel fóssil, que, em breve, será de 15% após adiamento desse aumento de percentual. Além disso, outro problema, pelo fato do biodiesel ser mais caro do que o diesel derivado do petróleo, é a denúncia de que muitos distribuidores fazem uma mistura inferior aos 14%, aproveitando assim a incapacidade de fiscalização pela agência reguladora devido a quantidade de postos e a dimensão do país.

De qualquer forma, a Binatural argumenta que o crescimento do faturamento virá do aumento da demanda, que segue firme mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel para 15% (B15). A mistura atual é de 14% (B14). “Temos parceiros adotando até B100, o que sustenta nossa projeção”, diz André Lavor, cofundador da Binatural. A saber, a empresa investe R$ 100 milhões para ampliar sua capacidade produtiva de 600 milhões para 700 milhões de litros/ano até 2027. Segundo Lavor, grandes empresas têm buscado a Binatural para descarbonizar frotas, movimento impulsionado pela Lei do Combustível do Futuro.

Insumos alternativos

Na produção, a Binatural depende menos do óleo de soja, que perfaz 40% da produção – 60% vêm de óleos residuais e gorduras animais. Aliás, a estratégia reduz a exposição às oscilações do mercado de soja e garante uma pegada de carbono até 90% menor ante o diesel convencional.

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Apoio à agricultura familiar

Com operações em Goiás e na Bahia, a Binatural ampliou o uso de matérias-primas da agricultura familiar no Norte e Nordeste, de 10% para 30% em 2024. A meta é atingir entre 35% e 40% em 2025. A companhia mantém parceria com 25 mil famílias, que fornecem insumos como mamona, açaí e baru para produção industrial.

Segundo a Binatural, o Brasil importa mais de 20% do diesel fóssil, o que nos torna vulneráveis a crises internacionais e oscilações cambiais. Quanto mais biodiesel usamos, menos dependemos de importações e mais fortalecemos nossa economia interna. Com a adoção de 25% de biodiesel prevista para 2035, estima-se uma economia de US$ 10 bilhões na balança comercial.  Além disso, cada R$ 1 investido em biodiesel impacta R$ 4,4 na economia brasileira. Esse efeito multiplicador gera valor para diferentes segmentos da cadeia produtiva.

ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Avaliação da VW Amarok V6 explica o aumento de vendas por causa do motor

VW Amarok V6
Avaliação da versão intermediária, Highline

Os clientes do setor Frota Agro são os maiores usuários de picapes no Brasil. E de cada 10 compradores de VW Amarok no Brasil, 9 são pessoas jurídicas, sendo a maioria dos agronegócios. Enquanto a futura Amarok, em fase final de desenvolvimento e lançamento previsto para 2027, avaliamos a ‘nova’ Amarok lançada em agosto de 2024. De ‘lanterninha” quando competia com motores de quatro cilindros, esta geração V6 já é um sucesso de vendas.

No primeiro bimestre desde ano, 1.812 unidades foram vendidas, segundo dados de emplacamentos do Denatran informados pela Fenabrave, associação dos concessionários de marcas. Este número é mais do que o dobro de licenciamento no mesmo período de 2024: 867 unidades. E, desde o lançamento desta geração, apenas com o motor V6, dificultou o comparativo com os concorrentes, pois a maioria, tem a vendas centradas em motores de quatro cilindros.

Produzida na fábrica da Volkswagen em Pacheco, na Argentina, a Amarok renovou seu fôlego até a chegada do modelo do futuro, a aposta para 2025 e 2026 é nesta geração que conta com três versões: Comfortline, Highline e Extreme – todas com motor V6 de 258 cv, tração 4Motion permanente e cabine dupla. Avaliamos a versão intermediária, Highline.

VW Amarok V6
Versão com a cor Azul Atlantic

Motor com overboost

Entre as picapes médias, a Amarok mantém sua posição de destaque como a mais potente da categoria. Equipada com o motor 3.0 V6 turbodiesel de 258 cv – podendo atingir 272 cv com o sistema overboost –, a picape acelera de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos. A Ford Ranger V6 tem 250 cv, e Toyota GR-Sport (saiu de linha no final de 2024) tinha 224 cv.

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O overboost é muito utilizado em motores de veículos esportivos, como Porsche Macan, BMW Série M e alguns modelos Fiat Abarth, para aumento de potência e torque por alguns segundos, geralmente, para ultrapassagens. Depois, a potência e torque voltam ao padrão para evitar superaquecimento e desgaste excessivo dos componentes.

Segurança intermediária

Ela não possui as avançadas tecnologia de condução semiautônomas já comuns no segmento, como o ACC (acelerador automático adaptativo), leitor de faixa com correção ativa etc. No lugar, ela vem uma solução ‘caseira’, o assistente de condução Safer Tag, desenvolvido em parceria com a Mobileye, empresa do Grupo Volkswagen. Sobre o painel, ele alerta o condutor sobre a distância do veículo da frente e sua distância em segundos: com o número em verde, quando a distância é segura, e vermelho, quando é muito próximo.

Para melhor entendimento das tecnologias de segurança na Amarok, fizemos um comparativo com a Ford Ranger, sua principal concorrente, além da Toyota Hilux:

Comparativo de Segurança – Amarok V6 x Ford Ranger

Equipamentos de Segurança Volkswagen Amarok V6 Ford Ranger
Airbags Frontais e Laterais
Airbags de Cortina
Airbag para os Joelhos do Motorista
Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC)
Controle de Tração
Assistente de Partida em Rampa (HSA)
Controle Automático de Descida (HDC)
ABS Off-road
Faróis Full-LED / LED Diurno ✅ (com faixa de LED na grade)
Farol Alto Automático
Sensor de Fadiga / Monitoramento do Condutor
Reconhecimento de Sinais de Trânsito
Sistema de Permanência em Faixa (com correção ativa)
Alerta de Saída de Faixa ✅ (via sistema Safer Tag – alerta sonoro/visual) ✅ (com correção ativa)
Alerta de Colisão Frontal ✅ (via Safer Tag – sem intervenção) ✅ (com frenagem autônoma de emergência)
Assistente de Frenagem Autônoma de Emergência (AEB)
Piloto Automático Adaptativo
Detecção de Pedestres e Ciclistas ✅ (alerta visual/sonoro com Safer Tag) ✅ (com frenagem autônoma)
Tecnologia de Assistência (origem) Mobileye (Safer Tag) Ford Co-Pilot 360

✔️ Resumo

Características Amarok V6 Ford Ranger
Foco Robustez e alerta de segurança via Mobileye Intervenção ativa e assistência à condução
Destaque exclusivo Sistema Safer Tag (parceria com Mobileye) Piloto automático adaptativo + AEB
Nível de automação Nível 1 (alertas visuais e sonoros) Nível 2 (intervenções ativas)

 

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Equipamentos de conforto e entretenimento

O modelo traz central multimídia com tela sensível ao toque de nove polegadas, conectividade com Apple CarPlay e Android Auto (necessita do cabo), navegação nativa, airbag de cabeça, além de portas USB-A na dianteira e USB-C na traseira.

No design, a Amarok reforça sua identidade com linhas mais agressivas e imponentes. Ganhou novos para-choques, capô, grade frontal e rodas, além de faróis full LED e uma moderna faixa de luz em LED integrada à grade. A traseira também foi redesenhada, com novas lanternas, emblema da Volkswagen e o nome “Amarok” posicionado no centro da tampa.

A carroceria agora está 96 mm mais longa, e duas novas cores – Branco Puro e Cinza Oliver – foram adicionadas ao catálogo, que já contava com Preto Mystic, Prata Pyrit, Cinza Indium e Azul Atlantic.

Capacidade de carga e tração 4X4 permanente

A Nova Amarok V6 é também a referência em capacidade de carga útil, com impressionantes 1.104 kg. A tração 4X4 permanente está presente em todas as versões, garantindo desempenho ideal tanto no asfalto quanto fora dele. Recursos como assistente de partida em rampas (HSA), controle automático de descida (HDC) e ABS Off-road completam o pacote de dirigibilidade e segurança em qualquer terreno.

Ficha Técnica – Nova Amarok V6 2025

Item Descrição
Motor 3.0 V6 turbodiesel
Potência 258 cv (com overboost até 272 cv)
Torque 59,1 kgfm
Aceleração (0–100 km/h) 8 segundos
Tração 4Motion (4×4 permanente)
Transmissão Automática de 8 marchas
Capacidade de carga útil 1.104 kg
Comprimento +96 mm em relação ao modelo anterior (dimensão total: aprox. 5,33 m)
Faróis Full LED com faixa de luz em LED na grade frontal
Versões disponíveis Comfortline, Highline, Extreme
Pacotes exclusivos Hero (apenas para Cinza Oliver) e Dark (para demais cores, exceto Cinza Oliver)
Cores disponíveis Branco Puro, Cinza Oliver, Preto Mystic, Prata Pyrit, Cinza Indium, Azul Atlantic
Central Multimídia Tela touch de 9” com navegação nativa, Apple CarPlay e Android Auto
Conectividade 1 porta USB-A (dianteira), 2 portas USB-C (traseira)
Airbags Frontais + airbag de cabeça
Assistentes de segurança Alerta de saída de faixa, de colisão frontal, assistente de subida (HSA), controle de descida (HDC), ABS Off-road
Tecnologia de assistência Safer Tag – sistema Mobileye
Blindagem de fábrica (opcional) Blindagem Vale+: mais leve, com vidros mais transparentes e garantia mantida
Acessórios opcionais Mais de 85 itens disponíveis, incluindo kit de proteção e estilo
Garantia 5 anos de fábrica
Produção Fábrica de Pacheco – Argentina

 

Frota Construção: Link-Belt nomeia Maysa Ribas para o Marketing AL

Link-Belt
Maysa Ribas

Com o objetivo de ampliar sua presença no Brasil e nos demais países da América Latina, a Link-Belt Escavadeiras inicia uma nova fase de crescimento, com estratégia para ampliar os negócios e reforçar a imagem da marca. Para liderar essa transformação, a empresa nomeou Maysa Ribas como nova gerente de Marketing para a América Latina.

Com 15 anos de experiência no desenvolvimento de negócios internacionais em diversos segmentos, Maysa já atuava na Link-Belt há dois anos como gerente de vendas para a região, período em que contribuiu para a melhoria da performance dos distribuidores e na identificação de novos mercados, sempre com atenção às especificidades culturais e comerciais de cada país.

“Vamos transformar dados em informações estratégicas, que não só orientam nossas ações, mas também ajudam a antecipar tendências e apoiam a tomada de decisões. Nosso objetivo é fazer do Departamento de Marketing um agente essencial para o desenvolvimento de soluções inovadoras”, afirma Maysa Ribas.

Respondendo diretamente ao diretor-geral da Link-Belt Brasil e América Latina, Matheus Fernandes, Maysa Ribas se diz entusiasmada com o desafio:

“Espero colaborar com minha equipe para transformar dados em insights valiosos, que nos ajudem a tomar decisões informadas e consolidar nossa liderança no mercado de escavadeiras. Minha expectativa é criar uma cultura de inovação e excelência, promovendo um ambiente onde todos possam contribuir de forma significativa para o crescimento da marca e a construção de relacionamentos duradouros com nossos distribuidores e clientes”, conclui.

Sobre a Link-Belt Latin America

As escavadeiras Link-Belt® chegaram na América Latina em 2004, mas ganharam ainda mais espaço no mercado latino-americano a partir de 2012, quando a LBX do Brasil, subsidiária da americana Link-Belt Excavator Company, empresa do grupo japonês Sumitomo, se estabeleceu na cidade de Sorocaba (SP). Desde então, os equipamentos têm aliado a tradição da marca americana de 150 anos de história com a tecnologia e qualidade consagradas da indústria japonesa.

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Mercado de equipamentos para construção: Um panorama global e nacional

Os equipamentos para construção têm se consolidados como pilares fundamentais na infraestrutura mundial, destacando assim, relevância das escavadeiras de esteiras, que lideram o mercado global com 34% de participação. Logo atrás, aparecem as carregadeiras de rodas, com 14%, seguidas pelas escavadeiras compactas, que representam 9% do setor. Adiante há o ranking dos maiores fabricantes de máquinas e caminhões para o setor de construção.

No Brasil, o cenário revela particularidades marcantes. Além de um mercado dinâmico que atrai novos fabricantes, as retroescavadeiras se destacam como o produto mais vendido, somando cerca de 11 mil unidades por ano e liderando o ranking com 30% de participação. Em segundo lugar, figuram as escavadeiras de esteiras, responsáveis por 22% das vendas, enquanto as carregadeiras de rodas ocupam o terceiro lugar, com 17%. Outros equipamentos, como rolos compactadores (9%), escavadeiras compactas (7%) e motoniveladoras (6%), complementam o ranking, enquanto a categoria “Outros” acumula 9%.

Nota do editor: Como jornalista, eu não gosto de estatísticas somente com percentuais, pois sei se o crescimento de 10% foi sobre a base 10 ou de 100. No entanto, no parágrafo acima, foram os dados que consegui até o momento e, de qualquer forma, mesmo que incompleto, são informações.

Esse panorama reflete não apenas o apetite do mercado brasileiro por inovação, mas também a competitividade crescente no segmento de construção. Com dados fornecidos pela Off-Highway Research (2023) e Sobratema (2024), é evidente que os avanços em tecnologia e eficiência continuarão moldando o futuro dos equipamentos para construção tanto no Brasil quanto no mundo.

Assista o Canal FrotaCast:

mercado de equipamentos
Os percentuais não revelam a realidade, que deveria ter os número de base

Os maiores fabricantes de máquinas para o setor de construção, incluindo tratores e caminhões, são frequentemente destacados em rankings globais como a “Yellow Table”. Aqui estão alguns dos principais nomes:

  1. Caterpillar: Líder mundial em equipamentos de construção, conhecida por sua ampla gama de produtos, incluindo escavadeiras, carregadeiras e caminhões de transporte.
  2. Komatsu: Fabricante japonesa que ocupa o segundo lugar global, com forte presença em equipamentos de mineração e construção.
  3. XCMG: Maior fabricante da China e terceiro no ranking global, com destaque para escavadeiras e guindastes.
  4. Sany: Outra gigante chinesa, conhecida por suas escavadeiras e equipamentos pesados.
  5. John Deere: Reconhecida por suas máquinas agrícolas e de construção, incluindo tratores e motoniveladoras.
  6. Volvo Construction Equipment: Focada em sustentabilidade, com equipamentos como carregadeiras e caminhões articulados.
  7. Liebherr: Fabricante alemã que atua em diversos segmentos, incluindo guindastes e escavadeiras.
ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Luiz Henrique Maia Bezerra assume nova posição de liderança na Volkswagen Caminhões e Ônibus

Luiz Henrique Maia Bezerra
Luiz Henrique Maia Bezerra

Com vasta experiência no setor automotivo e de relações institucionais, Luiz Henrique Maia Bezerra anunciou recentemente que está assumindo o cargo de Diretor na Volkswagen Caminhões e Ônibus. O comunicado foi feito há poucos dias e destaca um novo capítulo na trajetória profissional do executivo. Ele reporta ao vice-presidente de Relações Instituição, Marco Saltini.

Luiz Henrique, reconhecido por sua atuação em negociações governamentais e relações institucionais, trará sua expertise para continuar fortalecendo a posição estratégica da Volkswagen no mercado. Sua experiência prévia inclui cargos de liderança em organizações influentes, o que promete agregar ainda mais valor à sua nova função.

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VWCO recebe Selo Empresa Amiga da Mulher

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) foi reconhecida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro com o Selo Empresa Amiga da Mulher na categoria ouro, concedido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços e pela Secretaria da Mulher. Essa certificação fecha com as ações promovidas ao longo do mês de março, que tiveram como foco a criação de um ambiente cada vez mais inclusivo e com oportunidades iguais para todos, tanto dentro da companhia quanto na comunidade em geral.

Amiga
Foto: Divulgação

Investimentos para fortalecer a liderança feminina

A VWCO tem implementado diversos programas voltados à promoção da liderança feminina, abrangendo processos de seleção, desenvolvimento e capacitação profissional para mulheres. Como parte de sua estratégia de Diversidade e Inclusão, a montadora estabeleceu a meta de aumentar o número de mulheres em seu quadro executivo até 2029, além de elevar proporcionalmente a contratação de funcionárias em cargos gerais.

Entre as iniciativas de capacitação, destaca-se a parceria com o programa Industry4Her, que prepara colaboradoras para os desafios da Indústria 4.0. Além do desenvolvimento de habilidades técnicas, esse projeto também trabalha aspectos comportamentais e de liderança, impulsionando o crescimento profissional das participantes.

Mais mulheres em diferentes posições

Os esforços da empresa têm dado resultado: a representatividade feminina aumentou em diversos setores da companhia. Na equipe de motoristas de testes, por exemplo, a presença de mulheres triplicou, representando agora mais de 10% do time responsável pelo desenvolvimento e avaliação de durabilidade de veículos.

Ações sociais e impacto na comunidade

A Volkswagen Caminhões e Ônibus também estende suas iniciativas para além do ambiente interno. Como forma de incentivar mais mulheres a ingressarem na indústria, a empresa organizou uma visita especial em sua fábrica de Resende (RJ) para jovens entre 15 e 22 anos, apresentando as possibilidades de carreira e desenvolvimento profissional no setor automotivo.

Outra ação de grande impacto foi a gincana solidária realizada entre os colaboradores da empresa, que arrecadou mais de 10 mil absorventes para doação a mulheres em situação de vulnerabilidade social. Somente no último mês, mais de 20% do quadro de funcionários da VWCO participou voluntariamente de atividades sociais, reforçando o compromisso da empresa com a responsabilidade social.

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A mineira Lenarge adquire Zero Carbon Logistics e projeta faturamento de R$ 2 bi

Lenarge
Marcio Moraes (Presidente da Lenarge), Felipe Cota (CEO da ZeroCarbon) e Gustavo Moraes (CEO da Lenarge)

Fundada pelos irmãos Márcio e Marley Moraes em 1998, na cidade de Sabará (MG), a Lenarge se destaca nacionalmente com uma grande aquisição anunciada nesta semana. Ela comprou a Zero Carbon Logistics, especializada em logística sustentável. O valor da operação não foi divulgado, mas a movimentação estratégica deve resultar em um faturamento de R$ 2 bilhões para 2025, um crescimento de 30% em relação ao registrado pela Lenarge no último ano.

A princípio, com um volume de transporte anual de 15 milhões de toneladas de cargas, a Lenarge atende setores como siderurgia, mineração, construção civil e agronegócio. Aliás, a incorporação da Zero Carbon diversificará o portfólio da empresa, adicionando novas frentes de atuação, incluindo o transporte de equipamentos de manutenção, reparo e operações (MRO), armazenagem e locação de caminhões e equipamentos 100% elétricos. O novo grupo contará com mais de 2.200 colaboradores e uma frota superior a 3 mil equipamentos.

Expansão sustentável

A aquisição fortalece o compromisso da Lenarge com soluções de transporte sustentável. “As principais sinergias serão a expansão das boas práticas relacionadas à sustentabilidade e os ganhos de escala”, afirma Felipe Marçal Cota, CEO da Zero Carbon.

A empresa adquirida se destaca pelo uso de veículos elétricos e movidos a Gás Natural Liquefeito (GNL) para a redução de emissões na cadeia logística. Além disso, segundo Cota, a estratégia de centralização das operações logísticas reduz significativamente a necessidade de veículos em circulação, permitindo uma queda de até 20 vezes na emissão de CO2.

Lenarge
Os irmãos Marley e Márcio, fundadores da Lenarge
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Competitividade e novos negócios

Apesar do foco sustentável, a Zero Carbon mantém uma tabela de preços competitiva, segundo seu CEO. Ele atribui essa vantagem à automatização e centralização das operações, que reduzem desperdícios. “Reduzindo o CO2, diminuímos também as despesas e conseguimos enxugar os custos para não repassar para os clientes um valor acima do mercado para os serviços”, explica Cota.

Nos primeiros meses após a aquisição, o grupo planeja focar no crescimento orgânico, impulsionado pelo aumento previsto no faturamento. No entanto, novas aquisições não estão descartadas. “Temos outras aquisições no radar. Isso vem sendo discutido e analisado”, revela o executivo.

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