sexta-feira, abril 3, 2026

Comparativo Técnico: Foton Auman D 1722 vs. Mercedes-Benz Atego 1719

A Foton Brasil acaba de apresentar ao mercado o seu mais novo caminhão semipesado: o Auman D 1722 4×2. O modelo entra na faixa de Peso Bruto Total (PBT) de 16 toneladas, uma categoria estratégica no transporte de cargas no Brasil, principalmente, para o setor de distribuição de bebidas. E quem lidera esse segmento? De acordo com os dados de emplacamentos do Denatran, o campeão de vendas no primeiro trimestre de 2025 foi o Mercedes-Benz Atego 1719, com 729 unidades licenciadas, seguido pelo VW Constellation 17.210, 583 caminhões emplacados.

Mas como será que o estreante da Foton se sai frente a frente com o líder de mercado? A seguir, comparamos as fichas técnicas dos dois modelos para entender as diferenças e potenciais vantagens.

Leia também:

Avaliação da VW Amarok V6 explica o aumento de vendas por causa do motor

Comparativo de caminhões 8×2:  Scania P 320, VW Constellation 30.320, Volvo VM 360 Mercedes-Benz Atego 3033 

Comparativo: Novo VW Constellation 8×4 x Volvo VMX 8×4 x MercedesBenz Atego 8×4

Motorização

O Foton Auman D 1722 é equipado com o motor Cummins F4.5, que entrega 220 cv de potência a 2.300 rpm e torque de 820 Nm entre 1.200 e 1.500 rpm. Trata-se de um propulsor diesel de 4 cilindros em linha, com sistema de injeção eletrônica Common Rail e 4.460 cm³ de cilindrada.

Já o Mercedes-Benz Atego 1719 utiliza o motor OM 924 LA BlueTec 6, também de 4 cilindros em linha, com 4,8 litros. São 185 cv a 2.200 rpm e 700 Nm de torque entre 1.200 e 1.600 rpm — um conjunto bem conhecido por sua robustez e confiabilidade.

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

Transmissão

O Auman D 1722 traz uma caixa mecânica ZF 6S1000, de 6 marchas à frente e 1 à ré. No caso do Atego, há opções: transmissão automatizada PowerShift 3 Advanced de 8 marchas (MB G 140-8) ou manual G 90-6, ambas com embreagem monodisco de 395 mm.

A presença da versão automatizada no Mercedes-Benz é um diferencial importante para frotistas que priorizam conforto e economia de combustível.

Assista o Canal FrotaCast:

Dimensões e Capacidade

O Foton Auman D 1722 está disponível em duas versões de comprimento: 7.650 mm e 8.900 mm (versão L), com largura de 2.488 mm e altura de 2.800 mm. A distância entre-eixos varia entre 4.200 mm e 5.150 mm, com PBT legal de 16.000 kg, PBT técnico de 18.700 kg e CMT de 26.000 kg.

Já o Atego 1719 tem 6.258 mm de comprimento, 2.460 mm de largura e 2.861 mm de altura (com climatizador). O entre-eixos é de 3.590 mm, com PBT legal igual, de 16.000 kg, PBT técnico de 17.100 kg e PBTC/CMT de 27.000 kg.

Embora o Foton ofereça maior entre-eixos e comprimento na versão L — favorecendo implementações maiores — o Mercedes-Benz mantém vantagem no CMT.

Chassi e Suspensão

Ambos os modelos são construídos sobre chassis reforçados para aplicação severa.

O Foton utiliza suspensão dianteira com feixe de molas parabólicas, e traseira com feixe principal e auxiliar — uma configuração bastante convencional.

No Atego, a suspensão dianteira também é por molas parabólicas com amortecedores telescópicos, mas há a opção de suspensão pneumática, recurso que agrega mais conforto e adaptabilidade de carga. Na traseira, as molas trapezoidais curtas são destaque no equilíbrio entre robustez e absorção.

Freios e Segurança

Nos dois caminhões, os freios são a ar, tipo “S” Cam com circuito duplo, incluindo freio de estacionamento com molas acumuladoras e freio motor.

Em termos de eletrônica embarcada, ambos contam com ABS, ASR e ESC. O Mercedes-Benz adiciona ainda EBD (distribuição eletrônica de frenagem), ESS (sinalização de frenagem de emergência) e Hill Holder (assistente de partida em rampa) — itens importantes para segurança e dirigibilidade em diversas condições.

Se você curtiu essa reportagem e quer acompanhar mais dicas, bastidores e novidades exclusivas, me segue no Instagram: Instagram. Estou sempre por lá mostrando o que não cabe aqui!

Conclusão

A disputa entre o Foton Auman D 1722 e o Mercedes-Benz Atego 1719 evidencia dois perfis bem distintos de caminhão — e de público.

O Auman D 1722 aposta em força, maior capacidade técnica e preço competitivo, embora ainda seja uma novidade no mercado, com rede de concessionários em fase de expansão. A Foton não revelou o preço oficial, mas tudo indica que virá com valor agressivo para atrair frotistas dispostos a experimentar algo novo e pagar menos por isso.

Já o Atego 1719 carrega o peso da tradição. Conta com a maior rede de concessionárias do Brasil, grande disponibilidade de peças e uma rede de mecânicos especializada, tanto dentro quanto fora da autorizada. Além disso, oferece mais opções de transmissão e um pacote mais completo de itens de segurança e conforto. O preço médio de mercado, segundo a Tabela Fipe, gira em torno de R$ 522.360.

E você, quanto pagaria por um Foton Auman D 1722? Essa é a pergunta que pode decidir o futuro do modelo no mercado brasileiro.

Especificação Foton Auman D 1722 Mercedes-Benz Atego 1719
Motor Cummins F4.5 – 4 cil. em linha OM 924 LA BlueTec 6 – 4 cil. em linha
Potência 220 cv a 2.300 rpm 185 cv a 2.200 rpm
Torque 820 Nm (1.200–1.500 rpm) 700 Nm (1.200–1.600 rpm)
Transmissão Manual ZF 6S1000 – 6 marchas Manual G 90-6 ou Automatizada G 140-8
Comprimento 7.650 mm ou 8.900 mm 6.258 mm
Entre-eixos 4.200 mm ou 5.150 mm 3.590 mm
Largura / Altura 2.488 mm / 2.800 mm 2.460 mm / 2.861 mm
PBT Legal / Técnico 16.000 kg / 18.700 kg 16.000 kg / 17.100 kg
CMT (ou PBTC) 26.000 kg 27.000 kg
Suspensão dianteira Molas parabólicas Molas parabólicas com amortecedores
Suspensão traseira Parabólica principal + auxiliar Molas trapezoidais ou suspensão pneumática
Freios A ar, “S” Cam, com freio motor Idem ao Foton
Segurança eletrônica ABS, ASR, ESC ABS, ASR, ESC, EBD, ESS, Hill Holder
Rede de Concessionárias Em expansão Ampla, presente em todo o Brasil
Preço estimado A ser divulgado (estratégia agressiva) Média de R$ 522.360 (Fipe)

 

Importações da China batem recorde e vai demandar mais logística no Brasil

Em meio aos desdobramentos da guerra comercial desencadeada pelo governo de Donald Trump, as importações brasileiras de produtos chineses atingiram um marco histórico no primeiro trimestre de 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o volume importado somou US$ 19,058 bilhões, representando um crescimento de 34,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor foi de US$ 14,124 bilhões.

Esse recorde histórico de importações tem potencial para movimentar o setor de transportes no Brasil, criando oportunidades de negócios e exigindo adaptações logísticas importantes.

Leia também:

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

Entrevista: Fernando Valiate lidera virada na área de serviços da Scania

Investimentos no Brasil que vão gerar mais transporte: atualizado em 14/04

O volume de importações não apenas estabelece um novo recorde para a série histórica do Mdic, iniciada em 1989, como também supera o antigo marco de US$ 14,708 bilhões registrado em 2022. A aceleração das exportações chinesas, motivada pela tentativa de antecipar os impactos do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, é apontada como um dos principais fatores para esse aumento. Em março, as exportações da China para o mundo cresceram 12,4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

No Brasil, os produtos chineses responderam por 28,3% das importações totais no primeiro trimestre. Entre os itens mais importados estão plataformas e embarcações, que somaram US$ 2,662 bilhões, seguidos por válvulas e tubos, com US$ 1,014 bilhão.

Assista o Canal FrotaCast:

José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), destaca que a China tem oferecido condições vantajosas para atrair importadores brasileiros, mesmo para produtos que não são de necessidade imediata. Em 2024, as importações brasileiras da China já haviam alcançado US$ 63,636 bilhões, um aumento de 19,7% em relação a 2023.

Esse cenário reflete não apenas a força da economia chinesa, mas também a complexidade das relações comerciais globais em tempos de tensões econômicas e políticas.

Caminhões vocacionais já são 20% da produção da Volkswagen

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) alcançou em 2024 um novo marco e superou 40 modelos vocacionais em seu portfólio global. Além disso, duplicou seu volume de produção em apenas um ano.

Em 2023, a montadora havia produzido cerca de 3.750 unidades desses veículos especializados. Já em 2024, esse número saltou para mais de 8.500 unidades, o que representa aproximadamente 20% do total de veículos fabricados pela empresa no ano.

O principal fator por trás desse desempenho é a velocidade com que os novos modelos vocacionais chegam ao mercado. Segundo a montadora, os veículos são lançados, em média, seis meses após o modelo de série no qual se baseiam.

Com isso, a VWCO passou a oferecer um dos maiores portfólios vocacionais do mercado, com soluções específicas para aplicações off-road, construção civil, coleta de resíduos, combate a incêndios, transporte de valores e veículos com tração diferenciada.

Leia também:

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

MAN vai lançar novo motor D30 diesel para pesados desenvolvido com VW e Scania

Entrevista: Fernando Valiate lidera virada na área de serviços da Scania

Mercado de caminhões elétricos recua 25,4% no primeiro trimestre de 2025

O mercado brasileiro de caminhões elétricos atravessa um momento de retração. Segundo dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), as vendas desse tipo de veículo somaram apenas 85 unidades entre janeiro e março de 2025 — uma queda de 25,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 114 unidades.

A tendência de recuo foi sentida de forma ainda mais intensa em março. No mês, foram licenciados apenas 26 caminhões elétricos, contra 42 em fevereiro. O recuo mensal foi de expressivos 38,10%. Na comparação com março de 2024, quando 37 unidades foram vendidas, a redução foi de 29,7%.

Preço e infraestrutura explicam retração

O desempenho fraco do setor revela uma postura mais cautelosa por parte das empresas, que avaliam não apenas o preço dos veículos, mas também as limitações de infraestrutura para recarga. Caminhões maiores, com maior autonomia, exigem pontos de carregamento mais robustos — algo ainda escasso no Brasil.

“A infraestrutura de recarga ainda é voltada majoritariamente para frotas urbanas e pátios logísticos próprios”, explica um especialista do setor ouvido pela reportagem. “Isso favorece marcas que atuam com veículos menores e voltados à distribuição de curta distância.”

É exatamente nesse nicho que a JAC Motors tem se destacado. A montadora chinesa liderou o ranking de emplacamentos tanto em março (13 unidades) quanto no acumulado do primeiro trimestre, com 42 unidades vendidas. Os modelos da JAC atendem às demandas da chamada “última milha” da logística, operando principalmente em centros urbanos onde há alguma estrutura de recarga já estabelecida.

Assista o Canal FrotaCast:

Volkswagen perde a liderança para a JAC

Em 2024, a liderança pertencia à Volkswagen Caminhões, com a família Delivery somando 86 unidades emplacadas no primeiro trimestre. Contudo, em 2025, a marca caiu para a segunda colocação, com apenas 21 unidades vendidas. Apesar da qualidade dos modelos, o preço mais elevado parece ter sido um fator decisivo para a mudança de cenário.

Mesmo a Volvo, que apostou em um modelo de negócio baseado na locação de caminhões elétricos, não apareceu no ranking de emplacamentos divulgado pela Fenabrave.

Marcas e emplacamentos

Confira abaixo o desempenho dos principais fabricantes em março e no primeiro trimestre de 2025:

caminhão elétrico
Fonte: Fenabrave. Infográfico: Frota News

Perspectivas

Com o avanço da eletrificação no setor automotivo, espera-se que o mercado de caminhões elétricos volte a crescer nos próximos anos. No entanto, para isso, será necessário investimento pesado em infraestrutura de recarga e políticas de incentivo que tornem os modelos mais acessíveis às transportadoras e operadores logísticos.

Até lá, o mercado seguirá concentrado em nichos específicos e em marcas que oferecem soluções mais viáveis para a realidade atual das cidades brasileiras.

Se quiser, posso montar uma versão para web com elementos visuais como gráficos e cards de destaque. Deseja isso?

 

1.0 com foco em frotistas: economia, desempenho e participação em 2024

Quando o assunto são veículos para frotas, o TCO (Total Cost of Ownership ou Custo Total de Operação) está no centro das decisões. No entanto, é essencial que os gestores também levem em conta o conforto e a segurança dos colaboradores que vão utilizar esses automóveis diariamente. Com o olhar voltado para o segmento de motores 1.0 — os campeões de economia e simplicidade —, listamos os principais modelos disponíveis no Brasil em 2024, suas características técnicas, desempenho de consumo e posição no ranking de vendas para frotistas no ano passado.

Renault Kwid: sobrevivente da marca francesa

Com o fim das linhas Logan, Sandero e Stepway, o Renault Kwid é o único 1.0 aspirado remanescente da marca no Brasil. O subcompacto é equipado com motor SCe de três cilindros, entregando até 71 cv com etanol, sempre com câmbio manual de cinco marchas. Em 2024, foi o quinto mais vendido para frotistas, somando 50.117 unidades.

  • Consumo:
    Etanol – 10,4 km/l (cidade) / 10,8 km/l (estrada)
    Gasolina – 14,6 km/l (cidade) / 15,5 km/l (estrada)

Leia também:

Em frotas: Fiat Mobi ou Fiat Argo? Já perguntou ao colaborador?

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

Avaliação: Renault Oroch Iconic 1.6, uma picape coerente com o seu valor 

Volkswagen Polo: o queridinho das frotas

A liderança entre os modelos 1.0 aspirados para frotistas ficou com o Volkswagen Polo que manteve o motor MPI nas versões Robust, Track e MPI. O motor tricilíndrico entrega até 84 cv com etanol e se destaca pela robustez e confiabilidade. Foram 95.763 unidades vendidas para frotistas em 2024, garantindo o topo da lista.

  • Consumo:
    Etanol – 9,3 km/l (cidade) / 10,9 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,5 km/l (cidade) / 15,7 km/l (estrada)

Fiat: a força da variedade

A Fiat é a marca que mais oferece opções com motor 1.0 Firefly aspirado. Mobi, Argo e Cronos compartilham a mesma motorização — 75 cv com etanol e 71 cv com gasolina — sempre acompanhada de câmbio manual. No ranking de vendas, o Argo foi o 2º mais vendido com 62.843 unidades, seguido pelo Mobi, na 3ª posição, com 55.165. O Cronos também figura entre os TOP 10, ocupando a 9ª colocação, com 29.918 unidades.

  • Consumo Mobi:
    Etanol – 9,8 km/l (cidade) / 10,6 km/l (estrada)
    Gasolina – 14,0 km/l (cidade) / 15,1 km/l (estrada)
  • Consumo Argo:
    Etanol – 9,4 km/l (cidade) / 10,4 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,6 km/l (cidade) / 14,5 km/l (estrada)
  • Consumo Cronos:
    Etanol – 9,7 km/l (cidade) / 11,2 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,4 km/l (cidade) / 15,9 km/l (estrada)

Assista FrotaCast:

Hyundai: dupla eficiente

A Hyundai mantém o confiável motor 1.0 aspirado em dois modelos: HB20 e HB20S. Ambos oferecem até 80 cv com etanol e são equipados com câmbio manual de cinco marchas. O hatch HB20 conquistou a 4ª posição nas vendas para frotistas, com 54.043 unidades, enquanto o sedã HB20S ficou na 11ª posição, com 27.038 unidades.

  • Consumo HB20:
    Etanol – 9,9 km/l (cidade) / 10,7 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,3 km/l (cidade) / 15,4 km/l (estrada)
  • Consumo HB20S:
    Etanol – 9,7 km/l (cidade) / 10,9 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,4 km/l (cidade) / 15,4 km/l (estrada)

Chevrolet: bom desempenho, mas fora do pódio

A Chevrolet segue oferecendo o motor 1.0 aspirado nos modelos Onix e Onix Plus. Ambos contam com potência superior aos concorrentes: até 82 cv com etanol, além do diferencial do câmbio manual de seis marchas. O Onix ficou em 6º lugar, com 46.252 unidades, e o sedã Onix Plus ficou em , com 34.198 unidades.

  • Consumo Onix:
    Etanol – 9,6 km/l (cidade) / 11,9 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,8 km/l (cidade) / 16,9 km/l (estrada)
  • Consumo Onix Plus:
    Etanol – 9,7 km/l (cidade) / 12,4 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,9 km/l (cidade) / 17,4 km/l (estrada)

Citroën e Peugeot: o mesmo motor, resultados distintos

Com o motor 1.0 Firefly da Fiat, o Citroën C3 e o SUV-cupê Basalt adotam a estratégia da simplicidade. No entanto, os números de vendas foram modestos. O C3 foi o 26º modelo mais vendido, com 10.753 unidades, enquanto o Basalt ocupou a 44ª posição, com apenas 2.295 unidades.

  • Consumo C3:
    Etanol – 9,3 km/l (cidade) / 10,3 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,2 km/l (cidade) / 14,5 km/l (estrada)
  • Consumo Basalt:
    Etanol – 9,2 km/l (cidade) / 10,1 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,2 km/l (cidade) / 14,2 km/l (estrada)

Já o Peugeot 208, também com o motor Firefly, mostra desempenho técnico semelhante, mas pouco impacto entre os frotistas: apenas 7.051 unidades vendidas, ficando em 30º lugar.

  • Consumo 208:
    Etanol – 9,5 km/l (cidade) / 10,8 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,6 km/l (cidade) / 15,3 km/l (estrada)

Conclusão

Ao avaliar veículos 1.0 aspirados para uso corporativo, é preciso equilibrar custo, consumo e valor de revenda. O desempenho em vendas, como mostrado, também interfere diretamente na negociação de contratos, especialmente para empresas com frota terceirizada. Modelos como Volkswagen Polo, Fiat Argo e Hyundai HB20 mostram que é possível unir economia, desempenho e liquidez no mercado. Já opções como o Peugeot 208 e o Citroën Basalt ainda enfrentam desafios para conquistar a preferência dos frotistas.

 

De porta em porta à logística: o brasileiro que encontrou sucesso nas entregas nos EUA

Está difícil a vida de transportador no Brasil? Que tal tentar nos EUA? Foi exatamente essa virada de chave que o brasileiro Rogerio Policarpo escolheu fazer — e com sucesso. A história dele, revelada pelo portal Brazilian Times, especializado na cobertura da comunidade brasileira nos EUA, é exemplo de como visão empreendedora, coragem e um pouco de ousadia podem transformar realidades.

Fundador da High Speed Deliveries, uma empresa de logística sediada em Massachusetts, Rogerio mostra que é possível prosperar mesmo num dos setores mais exigentes da economia americana. Criada em 2020, a companhia nasceu com apenas cinco rotas de entrega. Em menos de três meses, já operava mais de 50, atendendo majoritariamente ao armazém da Amazon em Worcester. Hoje, com 105 funcionários e planos de expansão em andamento, a High Speed Deliveries se tornou símbolo de crescimento acelerado, eficiência e inclusão social.

Leia também:

Entrevista: Fernando Valiate lidera virada na área de serviços da Scania

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

Comparativo de consumo: furgões e chassis diesel até 3.500 kg

Da telecomunicação ao transporte: um salto com estratégia

Antes de mergulhar no mundo das entregas, Rogerio construiu uma sólida carreira no setor de telecomunicações. Trabalhou com gigantes como Comcast e RCN, liderando equipes de vendas porta a porta no Noroeste dos EUA e sendo peça-chave em operações milionárias. Mas foi em meio ao caos provocado pela pandemia de COVID-19 que ele enxergou uma nova oportunidade: o mercado logístico, impulsionado pelo boom do comércio eletrônico.

E foi assim que, em setembro de 2020, nasceu a High Speed Deliveries. Com a experiência acumulada em liderança e desenvolvimento de negócios, Rogerio soube rapidamente aproveitar a explosão da demanda por entregas — especialmente da Amazon — e transformar um pequeno projeto em uma operação robusta.

Crescimento veloz com impacto social

O que chama atenção na história da High Speed Deliveries não é só a escalada meteórica. É o impacto. Cerca de 30% de sua força de trabalho é composta por brasileiros e latinos — imigrantes que, muitas vezes, enfrentariam sérias barreiras no mercado formal americano. A empresa se tornou porta de entrada para dezenas de pessoas que buscavam não só um emprego, mas estabilidade, dignidade e um recomeço.

Muitos funcionários, segundo relatos do próprio Rogerio, construíram carreiras sólidas dentro da empresa ao longo dos últimos cinco anos. “A High Speed Deliveries é mais do que uma empresa. É um trampolim para quem quer recomeçar nos Estados Unidos com apoio, respeito e oportunidade”, afirma o empreendedor.

Assista o Canal FrotaCast:

Expansão geográfica e novas parcerias

O sucesso em Massachusetts abriu portas. Entre setembro de 2022 e janeiro de 2023, a High Speed Deliveries firmou um contrato temporário com a FedEx para atuar na alta temporada de fim de ano em Savannah, Geórgia. O desempenho da equipe superou expectativas e a gigante da logística considerou, a partir dali, uma parceria de longo prazo com operações na Flórida e na própria Geórgia.

De olho no futuro, Rogerio já prepara a entrada da empresa em Ocala, Flórida, onde pretende criar entre 50 e 100 empregos ainda no primeiro ano. A expansão acompanha o crescimento da demanda da Amazon na região e reforça a importância da empresa para a infraestrutura logística do país.

Tecnologia, inovação e um sonho em movimento

Mas Rogerio Policarpo não quer parar por aí. Com planos de expansão regional e nacional, ele também mira em inovações tecnológicas que possam otimizar as entregas, reduzir custos e elevar a experiência do cliente — uma exigência crescente num setor em transformação constante.

Ao lado disso, a empresa continua com o compromisso de inclusão social, promovendo diversidade e integração em seu quadro de colaboradores. A aposta é clara: crescer sem perder o propósito.

Um exemplo para outros brasileiros

A trajetória de Rogerio e da High Speed Deliveries é uma daquelas histórias que inspiram. Mostra que, com visão, coragem e preparo, é possível sim fazer a diferença — mesmo fora de casa. Em tempos em que muitos profissionais do setor logístico no Brasil enfrentam dificuldades, esse exemplo mostra que, para alguns, os Estados Unidos ainda podem ser terra de oportunidades.

Mais do que um caso de sucesso empresarial, a jornada de Rogerio é um lembrete de que o trabalho bem feito, com propósito, pode mudar vidas. Inclusive a sua.

Se quiser, posso transformar essa reportagem em um formato para blog ou LinkedIn também. Deseja isso?

 

Curso online da Fabet capacita profissionais para otimizar a gestão de pneus em frotas de veículo

A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet), unidade São Paulo, está com inscrições abertas para o curso online “Gerenciamento de Pneus para Frota de Veículos”, que será realizado no dia 17 de maio. Com carga horária de 8 horas e conteúdo 100% online, a formação é voltada para empresários, gestores, supervisores e coordenadores das áreas operacionais e de gestão que buscam aperfeiçoar o desempenho de suas frotas.

A capacitação tem como foco principal a gestão de pneus com ênfase em resultados e eficiência operacional. O curso promete apresentar os principais conceitos e boas práticas que ajudam a aumentar a vida útil dos pneus, reduzir custos e elevar a performance dos veículos, com conteúdos práticos e direcionados às demandas reais do dia a dia das operações.

Além de ser uma ferramenta estratégica para decisões mais assertivas, o curso é descrito como direto ao ponto, tornando-se ideal para profissionais que necessitam de soluções rápidas e eficazes para os desafios da manutenção de frotas.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por meio dos contatos: (49) 9 9936-1115 ou (11) 4708-1784, inclusive via WhatsApp.

Fabet Educação para quem move o Brasil.

Leia também:

Abril com novas oportunidades para formação profissional na Fabet

A Fabet São Paulo anuncia a abertura de novas turmas para cursos de formação profissional no setor de transporte, com início em abril. As vagas são limitadas e as inscrições já estão abertas.

Fabet Abril

Com o objetivo de impulsionar a carreira de novos profissionais e qualificar aqueles que já atuam no setor, a Fabet São Paulo oferece cursos neste mês para diferentes áreas do transporte rodoviário, incluindo:

• Formação de Condutores Sem Experiência para Truck e Articulado: Ideal para quem deseja iniciar na área de condução de veículos pesados, com turmas de 14 a 26 de abril.
• Formação de Monitor/Instrutor de Transporte de Combustível: Para profissionais que buscam especialização no transporte de combustíveis, com turmas de 21 de abril a 2 de maio.
• Caminhão Escola Avançado: Curso avançado para aprimoramento de técnicas de condução, com turmas de 28 de abril a 2 de maio.

Os cursos são ministrados por profissionais experientes e qualificados, em instalações modernas e equipadas com tecnologia de ponta. A Fabet São Paulo se destaca pela excelência na formação de profissionais para o setor de transporte, contribuindo para o desenvolvimento do setor e a segurança nas estradas.

Vagas limitadas

Devido à alta procura, as vagas são limitadas. Os interessados devem entrar em contato com a Fabet São Paulo o mais breve possível para garantir sua inscrição.
Informações e inscrições
Para mais informações sobre os cursos, valores de investimento e inscrições, entre em contato com a Fabet São Paulo pelos telefones:

• (11) 4708-1784
• (49) 9 9936-1115

Não perca a oportunidade de dar o próximo passo na sua carreira no setor de transporte. Invista em sua formação profissional e destaque-se no mercado de trabalho.

Saiba mais:

Fabet promove formação exclusiva para mulheres no transporte de cargas

FORLAND consolida su expansión global con el lanzamiento estratégico en Uruguay 

El 3 de abril de 2025, FORLAND presentó en Montevideo una nueva línea de camiones ligeros, marcando su ingreso oficial al mercado uruguayo. Este hito refuerza su estrategia global tras su exitosa expansión en Marruecos y Colombia a principios del mismo año, consolidando su presencia en Sudamérica.

El evento contó con la participación de ejecutivos de FORLAND, gerentes de concesionarios, medios especializados, clientes clave y representantes de instituciones financieras.

Han Changliang, Director Regional de FORLAND Sudamérica, destacó: «El lanzamiento en Uruguay es solo el inicio. Seguiremos introduciendo modelos adaptados a las necesidades locales y fortaleceremos la colaboración con nuestros socios a través de un servicio posventa de primer nivel». Reafirmó el lema de la marca: «FORLAND For You – Hacer cada era mejor», que guía nuestra visión de expansión global.

Marca global

Un representante de los socios locales añadió: «FORLAND es una marca global confiable. Nuestros clientes valoran especialmente la potencia, comodidad y eficiencia energética de sus camiones, factores clave para el mercado uruguayo».

La nueva gama incluye seis camiones ligeros diseñados para distribución urbana y transporte interurbano de media distancia. Estos vehículos no solo cumplen con las demandas específicas del mercado uruguayo, sino que superan los estándares regulatorios al adherirse a la normativa Euro V (etapa 5 de emisiones), anticipándose a las exigencias ambientales locales.

Para responder al crecimiento logístico de Uruguay, los nuevos modelos incorporan motores de alto rendimiento y transmisiones reforzadas, garantizando capacidad de ascenso en pendientes y resistencia a cargas pesadas en múltiples escenarios. Además, priorizan el confort del conductor con cabinas amplias, asientos ergonómicos y tecnologías de seguridad como ABS, alertas de cinturón desabrochado y climatización integrada.

Tan Gaoyu, Gerente de Marketing de FORLAND Sudamérica, enfatizó: «Uruguay es un pilar clave en nuestra estrategia. Pronto introduciremos otro camión rueda sencilla, camiones medianos, camiones eléctricos y VAN, creando un ecosistema localizado que cubra todas las necesidades logísticas de la región».

Este lanzamiento no solo subraya el compromiso de FORLAND con Sudamérica, sino que también impulsa la modernización del sector logístico uruguayo mediante soluciones innovadoras, sostenibles y adaptadas a las demandas locales.

A FORLAND consolida sua expansão global com um lançamento estratégico no Uruguai

Em 3 de abril de 2025, a FORLAND apresentou uma nova linha de caminhões leves em Montevidéu, marcando sua entrada oficial no mercado uruguaio. Este marco reforça sua estratégia global após sua expansão bem-sucedida para Marrocos e Colômbia no início daquele ano, consolidando sua presença na América do Sul.

O evento contou com a presença de executivos da FORLAND, gerentes de concessionárias, mídia especializada, clientes importantes e representantes de instituições financeiras.

Han Changliang, Diretor Regional da FORLAND América do Sul, enfatizou: “O lançamento no Uruguai é apenas o começo. Continuaremos a apresentar modelos adaptados às necessidades locais e a fortalecer a colaboração com nossos parceiros por meio de um serviço pós-venda de primeira classe. Ele reafirmou o lema da marca: “FORLAND para Você – Tornando Cada Era Melhor”, que norteia nossa visão de expansão global.

Marca global

Um representante dos parceiros locais acrescentou: “A FORLAND é uma marca global confiável. Nossos clientes valorizam especialmente a potência, o conforto e a eficiência energética de seus caminhões, fatores-chave para o mercado uruguaio.

A nova linha inclui seis caminhões leves projetados para distribuição urbana e transporte intermunicipal de média distância. Esses veículos não apenas atendem às demandas específicas do mercado uruguaio, mas também excedem os padrões regulatórios ao aderir ao padrão Euro V (emissões Estágio 5), antecipando os requisitos ambientais locais.

Para atender ao crescente setor logístico do Uruguai, os novos modelos contam com motores de alto desempenho e transmissões reforçadas, garantindo capacidade de subida e resistência a cargas pesadas em diversos cenários. Eles também priorizam o conforto do motorista com cabines espaçosas, assentos ergonômicos e tecnologias de segurança como ABS, avisos de cinto de segurança e controle climático integrado.

Tan Gaoyu, Gerente de Marketing da FORLAND América do Sul, enfatizou: “O Uruguai é um pilar fundamental da nossa estratégia. Em breve, lançaremos mais veículos de uma roda, caminhões médios, caminhões elétricos e vans, criando um ecossistema localizado que abrange todas as necessidades logísticas da região.”

Este lançamento não apenas reforça o compromisso da FORLAND com a América do Sul, mas também impulsiona a modernização do setor logístico uruguaio por meio de soluções inovadoras e sustentáveis, adaptadas às demandas locais.

Entrevista: Fernando Valiate lidera virada na área de serviços da Scania

Desde que a conectividade passou a integrar o cotidiano do transporte rodoviário, a área de pós-venda da Scania conquistou ainda mais protagonismo — e não por acaso. Com uma base sólida e uma visão estratégica de longo prazo, os serviços da marca se transformaram em uma peça-chave para fidelizar clientes, reduzir custos operacionais e impulsionar a transição energética. Para conhecer mais de perto essa nova fase, a Frota News conversou com Fernando Valiate, diretor de Serviços da Scania desde o final de 2023, com passagem de seis anos pelo Scania Group.

Segundo Valiate, a jornada começou ainda em 2016, quando a Scania lançou um projeto estratégico para desenhar como seria o transporte em 2030. O plano previa um futuro com caminhões autônomos, elétricos e, sobretudo, uma nova forma de pensar os serviços como centro de valor para o cliente.

“Foi aí que surgiu a divisão New Ventures and New Business, criada em 2017 para desenvolver modelos de negócios independentes da venda de caminhões, que é o core da Scania. A partir disso, buscamos entender mais a fundo o dia a dia dos transportadores. Foi quando criamos a transportadora-laboratório Lots, aqui na América Latina”, lembra Valiate.

Leia também:

MAN vai lançar novo motor D30 diesel para pesados desenvolvido com VW e Scania

Porto de Santos inicia operação com caminhões Scania GNC

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

A experiência de ser o cliente

Lançada em 2018, a Lots nasceu do zero, com a missão de operar como um cliente real da Scania. “Recebi o convite para liderar a implementação. Fui diretor de operações e vivemos um verdadeiro projeto de empreendedorismo interno. Crescemos até alcançar mais de 400 caminhões, 1.500 motoristas e operação em três países: Brasil, Chile e Peru”, relata.

Essa vivência foi determinante para a virada na área de serviços. Em 2023, com a chegada de Simone Montanha à presidência da Scania Brasil, Valiate foi convidado a assumir a diretoria de Serviços, levando consigo a bagagem adquirida na Lots. “A ideia é melhorar a experiência de todos os clientes, com base na vivência real de quem está na estrada”, resume.

Transformação e estratégia focada no cliente

Desde então, a área de serviços da Scania vem passando por um processo intenso de transformação, com foco total no cliente. Uma das principais ferramentas de avaliação é o NPS (Net Promoter Score), indicador de satisfação que é medido por concessionária e ainda segmentado por motorista, gestor e dono de frota. “Hoje, nosso NPS está em 86%. Queremos crescer ainda mais”, afirma Valiate.

Em 2024, a Scania registrou uma frota circulante de 110 mil caminhões com até 10 anos de fabricação no Brasil. Desse total, 70% utilizam serviços de manutenção nas concessionárias e impressionantes 90% estão conectados aos Serviços Conectados da marca. Como reflexo dessa evolução, a empresa registrou crescimento de 12% no faturamento com serviços e ampliou sua estrutura, atingindo 221 pontos de atendimento — sendo 106 concessionárias, 107 unidades dedicadas dentro de frotistas e 8 lojas de peças.

“Para clientes com mais de 20 caminhões, ir até a concessionária para manutenção deixa de ser viável. Por isso, oferecemos o serviço dedicado, com oficinas dentro da garagem do cliente”, explica Fernando Valiate.

Desafios com o segundo proprietário

A Scania também mira os caminhões seminovos, com contratos de manutenção mais simples e acessíveis, voltados ao segundo dono do veículo — um segmento estratégico, já que os grandes frotistas costumam renovar a frota entre 3 e 5 anos de uso.

“Criamos pacotes básicos para esse perfil. Mas a aplicação do veículo também importa muito. Por exemplo, no setor off-road (mineração, cana, florestal), 100% da frota já está conectada, porque a operação é 24/7 e exige respostas rápidas. O mesmo vale para ônibus e agora, também, para os portos”, destaca o Fernando Valiate.

Assista o Canal FrotaCast:

Porto de Santos: laboratório da transição energética

Um exemplo emblemático da nova fase da Scania é o Porto de Santos, o maior da América Latina, onde a empresa está implementando serviços voltados para veículos movidos a gás natural. A iniciativa, que conta com 35 canais integrados de atendimento, marca um passo importante rumo a operações com menor emissão de carbono.

“Estamos aplicando a mesma estratégia usada no off-road. Começamos por áreas confinadas, como portos, depois seguimos para corredores logísticos e, por fim, para o transporte rodoviário de longa distância”, explicou um executivo da marca durante apresentação técnica com representantes da indústria automotiva e logística.

Fernando Valiate
O Porto de Santos será laboratório para manutenção dedicada de caminhões Scania a gás

Além dos veículos, a Scania oferece pacotes de serviços para economia de combustível e suporte técnico. E, embora o abastecimento de gás ainda não esteja sob o escopo da empresa, isso pode mudar em breve. “Já temos empresas do grupo cuidando de soluções de carregamento elétrico. É questão de tempo até que o abastecimento de gás também entre no nosso portfólio de serviços”, revelou Fernando Valiate.

Caminho sem volta

Com visão de futuro, estratégia consolidada e atenção redobrada ao cliente, a área de serviços da Scania deixou de ser um complemento da operação para se tornar uma frente protagonista na transformação do transporte rodoviário e industrial no Brasil. A conectividade, aliada à experiência do cliente, já dita os próximos passos — e a sustentabilidade é o destino inevitável.

 

La revisión del VW Amarok V6 explica el aumento de ventas debido al motor

Los clientes del sector Agro Flota son los mayores usuarios de camionetas en Brasil. Y de cada 10 compradores de VW Amarok en el país, 9 son personas jurídicas, en su mayoría agroindustrias. Aunque el futuro Amarok se encuentra en las etapas finales de desarrollo, con lanzamiento previsto para 2027, evaluamos el “nuevo” Amarok lanzado en agosto de 2024. De ser considerado “el último en la fila” cuando competía con motores de cuatro cilindros, esta generación V6 ya es un éxito de ventas.

En los dos primeros meses de este año se vendieron 1.812 unidades, según datos de matriculación del Denatran reportados por Fenabrave, la asociación de concesionarios. Esta cifra representa más del doble de las licencias emitidas en el mismo período de 2024: 867 unidades. Desde el lanzamiento de esta generación, equipada exclusivamente con motor V6, las comparaciones con los competidores se han vuelto más difíciles, ya que la mayoría aún centra sus ventas en motores de cuatro cilindros.

Producida en la planta de Volkswagen en Pacheco, Argentina, la Amarok ha renovado su aliento hasta la llegada del nuevo modelo. La apuesta de la marca para 2025 y 2026 está en esta generación, que se ofrece en tres versiones: Comfortline, Highline y Extreme, todas con motor V6 de 258 CV, tracción integral permanente 4Motion y cabina doble. Evaluamos la versión intermedia, Highline.

Motor com sobrealimentación

Entre las pickups medianas, la Amarok sigue siendo la más potente de su categoría. Equipada con un motor turbodiésel 3.0 V6 de 258 CV —que alcanza los 272 CV gracias al sistema overboost—, acelera de 0 a 100 km/h en tan solo 8 segundos. En comparación, la Ford Ranger V6 ofrece 250 CV, y la Toyota GR-Sport (descontinuada a finales de 2024) tenía 224 CV.

El overboost se emplea ampliamente en motores deportivos —como en el Porsche Macan, BMW Serie M y modelos Fiat Abarth— para aumentar potencia y par por algunos segundos, generalmente durante adelantamientos. Luego, el sistema reduce los niveles para evitar sobrecalentamiento y desgaste prematuro de componentes.

Seguridad intermedia

No dispone aún de tecnologías avanzadas de conducción semiautónoma, como control de crucero adaptativo (ACC), lector de carril con corrección activa, entre otros. En su lugar, ofrece una solución propia: el asistente de conducción Safer Tag, desarrollado junto a Mobileye, empresa del Grupo Volkswagen. En el panel, el sistema informa al conductor sobre la distancia del vehículo de adelante, mostrando el tiempo de separación en segundos: en verde cuando es segura y en rojo cuando está muy cerca.

Comparación de seguridad: Amarok V6 vs. Ford Ranger

Equipamiento de seguridad VW Amarok V6 Ford Ranger
Airbags frontales y laterales
Airbags de cortina
Airbag de rodilla para el conductor
Control electrónico de estabilidad (ESC)
Control de tracción
Asistencia de arranque en pendiente (HSA)
Control automático de descenso (HDC)
ABS todoterreno
Faros Full-LED y luces diurnas LED ✅ (con tira LED en parrilla)
Luces altas automáticas
Sensor de fatiga / monitoreo del conductor
Reconocimiento de señales de tráfico
Mantenimiento de carril (con corrección activa)
Aviso de cambio de carril ✅ (via Safer Tag) ✅ (con corrección activa)
Alerta de colisión frontal ✅ (via Safer Tag, sin intervención) ✅ (con frenado autónomo)
Frenado de emergencia autónomo (AEB)
Control de crucero adaptativo (ACC)
Detección de peatones y ciclistas ✅ (alerta visual/sonora via Safer Tag) ✅ (con frenado autónomo)
Tecnología de asistencia Mobileye (Safer Tag) Ford Co-Pilot 360

Resumen

Características Amarok V6 Ford Ranger
Solución exclusiva Sistema Safer Tag (con Mobileye) Piloto automático adaptativo + AEB
Nivel de automatización Nivel 1 (alertas visuais y sonoras) Nivel 2 (intervenciones activas)

 

Equipamiento de confort y entretenimiento

La Amarok cuenta con un centro multimedia con pantalla táctil de 9 pulgadas, conectividad Apple CarPlay y Android Auto (con cable), navegación nativa, airbag de cabeza, y puertos USB-A (delantero) y USB-C (traseros).

En diseño, refuerza su identidad con líneas más agresivas e imponentes. Recibe nuevos paragolpes, capó, parrilla delantera, llantas, faros full-LED y una moderna tira de luz LED integrada en la parrilla. La parte trasera también fue rediseñada, con nuevas luces, el emblema de Volkswagen y el nombre “Amarok” en el centro del portón.

La carrocería ahora es 96 mm más larga. Al catálogo de colores —que ya incluía Mystic Black, Pure White y Oliver Grey— se suman dos nuevas opciones: Plata Pirita, Gris Indio y Azul Atlántico.

Capacidad de carga y tracción 4×4 permanente

El nuevo Amarok V6 también es referencia en capacidad de carga útil, con impresionantes 1.104 kg. La tracción integral permanente 4WD está presente en todas las versiones, garantizando desempeño ideal tanto en asfalto como fuera de él. Recursos como HSA (asistente de arranque en pendiente), HDC (control de descenso) y ABS todoterreno completan el conjunto de seguridad y conducción.

Ficha técnica del nuevo Amarok V6 2025

Motor: Turbodiésel V6 de 3.0 litros

Potencia: 258 CV (hasta 272 CV con overboost)

Par motor: 59,1 kgfm

Aceleración (0–100 km/h): 8 segundos

Tracción: 4Motion (4×4 permanente)

Transmisión: Automática de 8 velocidades

Capacidad de carga útil: 1.104 kg

Longitud: +96 mm (total aprox.: 5,33 m)

Iluminación: Faros LED completos + tira LED en parrilla

Versiones: Comfortline, Highline, Extreme

Paquetes exclusivos: Hero (solo Oliver Grey), Dark (para otros colores)

Colores disponibles: Blanco Puro, Gris Oliver, Negro Místico, Plata Pirita, Gris Indio, Azul Atlántico

Multimedia: Pantalla táctil de 9”, navegación nativa, Apple CarPlay y Android Auto

Conectividad: 1 USB-A (frontal), 2 USB-C (traseros)

Airbags: Frontales + de cabeza

Asistentes de seguridad: HSA, HDC, aviso de colisión y cambio de carril, ABS todoterreno

Tecnología de asistencia: Safer Tag (Mobileye)

Blindaje de fábrica (opcional): Vale+ (mais leve, com vidros mais transparentes e garantia mantida)

Acessórios opcionais: Mais de 85 itens disponíveis, incluindo kits de proteção e estilo

Garantía de fábrica: 5 anos

Producción: Fábrica de Pacheco – Argentina