Newsletter Frota News: Edição 39 com os principais temas de março

Edição 39
Frota News Digital - edição 39

A Edição 39 da Newsletter Frota News Digital oferece um panorama atualizado e abrangente do setor de transporte rodoviário de cargas e passageiros, com destaque para os desafios enfrentados pelos motoristas de caminhão e as estratégias para mitigar a escassez de profissionais. Um enfoque especial é dado à inclusão feminina no setor, ilustrando o impacto positivo da presença feminina através de várias iniciativas.

Link para a leitura da Newsletter 39 na íntegra em dois formatos: PDF ou FlipBook!

Os temas desta edição:

Edição 39
Com 50 páginas, a edição 39 da Newsletter do Frota News está com os principais temas dos últimos dia 15 de março

Adicionalmente, a edição mostra a inovação automotiva, com a Volkswagen liderando em veículos comerciais leves autônomos, e o artigo sobre os avanços da transição energética com o uso do hidrogênio. A Intermodal e outras iniciativas exploram sua contribuição à modernização e eficiência do setor, desde a modernização portuária até inovações em gestão de frotas.

Educação em transporte e novidades em implementos rodoviários também recebem atenção. Entre eles, o importante Curso Presencial de Gestão Estratégica promovido pela Fabet-SP, e a Série Especial Night Edition da Noma do Brasil.

A 39ª edição da Newsletter Frota News Digital está disponível para mais de 600 mil profissionais por meio de grupos de WhatsApp. Além de enviar por e-mail para um público qualificado no site oficial e nas redes sociais. Você também pode baixar a Newsletter pelo site www.frotanews.com.br. Basta clicar na capa igual a abaixo:

Edição 39
Capa da edição 39 da Newsletter Frota News Digital

Não perca tempo e mantenha-se atualizado com as últimas novidades do mundo do transporte rodoviário de cargas e passageiros.

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Entrevista: especialista analisa impacto do PL “Combustível do Futuro” no Brasil

Combustível do Futuro
Ricardo Souza, especialista em biodiesel e consultor na RGF
A recente aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei do “Combustível do Futuro” no Brasil pode representar uma mudança significativa na transição energética do país.

Este projeto “Combustível do Futuro” visa integrar políticas públicas para promover o maior uso de biocombustíveis, como o biodiesel, feito a partir de plantas (óleos vegetais) ou animais (gordura animal) com a finalidade de substituir o óleo diesel fóssil utilizado em veículos comerciais, como caminhões, ônibus, furgões, vans de passageiros, entre outros.

A proposta inclui o aumento da mistura de biodiesel no diesel derivado de petróleo, a criação de programas nacionais para o “diesel verde”, além de elevar a mistura de etanol na gasolina.

O projeto sobre “Combustível do Futuro”, que agora segue para o Senado, foi um substitutivo do deputado Arnaldo Jardim para o Projeto de Lei nº 528/20, baseando-se no PL 4.516/23 do Poder Executivo. A iniciativa reflete um esforço coletivo para desenvolver a bioeconomia nacional, promover a indústria desses biocombustíveis para gerar emprego e renda.

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O consultor da RGF especialista em logística, infraestrutura e licitações, Ricardo Souza, é um estudioso do tema. O Frota News foi buscar um melhor entendimento técnico e as respectivas implicações do projeto “Combustível do Futuro”, assim como esclarecimentos sobre como anda o desenvolvimento do biodiesel no Brasil e no mundo, conversando com o especialista no tema.

FN: Antes de compreender por que efetivamente o biodiesel gera um debate tão intenso, gostaria de saber um pouco mais a respeito desse combustível verde. Quais pré-condições fortalecem a aposta nesse biocombustível no Brasil?

RS: Entendo que três fatores favorecem a aposta no biodiesel no Brasil:

– Como grande produtor de oleaginosas (por exemplo, soja) e carnes (principalmente bovina), o país possui disponibilidade de matéria-prima para a produção de biodiesel.

– O baixo nível de investimento, a modularidade das plantas de produção e o domínio da tecnologia tornam mais fácil e escalável o aumento de produção de biodiesel.

– Os modelos de comercialização e distribuição já definidos, sem grandes alterações na cadeia logística, também favorecem a aposta nesse biocombustível.

FN: Quais são essas matérias-primas?

RS: No Brasil, a produção de biodiesel tem como principais matérias-primas o óleo de soja e o sebo bovino, porém outras possibilidades são os óleos de girassol, amendoim, mamona, milho, dendê ou palma, entre outros.

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FN: Agora vamos falar sobre a implementação dessa mistura.

O Congresso Nacional aprovou a Lei n° 11.097, em 13 de janeiro de 2005, que tornou obrigatória a adição de 2% de biodiesel ao diesel (B2) até 2008. A Resolução nº 6/2009 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aumentou para 5% o percentual obrigatório de mistura de biodiesel ao óleo diesel. Em 2017 foi aprovada a Lei nº 13.756 do Renovabio que junto à Resolução nº 16 de 2018 do CNPE ampliou a mistura par até 15% em 2023, porém o governo passado adiou a implantação desse aumento mantendo o patamar de 10% de mistura. Em 2023, com a alteração do governo central, o CNPE elevou a mistura para 14% de biodiesel no diesel a partir de 1º de abril de 2024, subindo para 15% um ano depois.

FN: As montadoras, e toda a cadeia abaixo delas, hoje já estão plenamente adaptadas a essa mistura?

RS: A Resolução CNPE nº 16, de 2018, que ampliou a mistura para o patamar atual com previsão de atingimento de mistura de 15% no diesel, passou à época por uma grande discussão e teve bastante resistência das montadoras e, principalmente, dos fornecedores de partes e peças de motores.

Essa resolução torna o Brasil o segundo país, além da Indonésia, a utilizar uma mistura obrigatória acima de B10 (10% de mistura), mas gera dificuldade em garantir o desempenho de longo prazo dos motores que utilizam essa mistura.

Além disso, apesar de a capacidade teórica instalada da indústria de biodiesel ser suficiente para atender à demanda projetada com B15, na prática vêm ocorrendo diversos problemas de qualidade no biodiesel a partir da implementação de misturas superiores à B10.

Aliado a isso está o fato de o biodiesel ser mais caro que o diesel mineral e contribuir para um aumento do preço na bomba. Isso fez com que o governo passado adiasse a implementação dos aumentos previstos na mistura, retornando para a utilização da B10.

FN: E, agora, com uma nova meta de elevação desse percentual e o aumento gradativo até 25%, como o senhor vê os preparativos das montadoras e dos parceiros de cadeia?

RS: Não vejo o governo atual ampliando o debate com as montadoras e sua cadeia de fornecedores de modo a termos garantias de que não teremos problemas com a implementação da B25 no curto prazo previsto no projeto de lei.

FN: Os aprendizados a partir do que ocorreu com a Resolução CNPE nº 16 podem ser úteis no futuro próximo devido ao aumento gradativo da mistura?

RS: Entendo que ampliar o debate e envolver mais as montadoras e seus fornecedores é essencial para o bom funcionamento do programa no futuro.

FN: Por que a discussão sobre o biodiesel vem ocupando tanto espaço na sociedade brasileira, diferentemente de outras soluções de energia limpa?

RS: Por ser uma tecnologia conhecida, já testada, de fácil implementação, com um investimento relativamente baixo e que trouxe bons resultados no passado. Além disso existe um grande lobby da associação dos produtores de óleo vegetal (Abiove) em favor desse tema.

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FN: Quais cadeias produtivas são impactadas com esse projeto “Combustível do Futuro”?

RS: Cadeias automotiva e de distribuição de combustíveis, cadeia de refino (pela redução da demanda de diesel) e cadeias de produção e de esmagamento de oleaginosas.

FN: A mistura vai requerer algum tipo de mudança ou adaptação dos players envolvidos? Quais?

RS: As principais mudanças estão na cadeia automotiva, principalmente na motorização e na garantia de longo prazo de funcionamento com a B25.

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FN: Quais são os gargalos que você identifica para a implementação da escala de misturas do projeto de lei dos “combustíveis do futuro”?

RS: Penso que temos três gargalos importantes:

  • Garantia de bom funcionamento dos motores com essa nova mistura — e estamos falando não apenas dos novos veículos pesados, mas de toda uma frota já existente e que está rodando.
  • Qualidade e preço do biodiesel produzido — a indústria tem que vencer os problemas de qualidade que ocorreram no passado, bem como garantir que a implementação da B25 não pese no bolso do caminhoneiro.
  • Fiscalização — caso o biodiesel continue com preços superiores ao diesel mineral, a ANP precisará reforçar a fiscalização da mistura obrigatória para evitar fraudes, que acabam distorcendo o mercado de distribuição de combustíveis.

FN: Vamos deixar de lado o projeto de lei para darmos uma olhada em como estão sendo implementados projetos similares no exterior. Quais países vêm adotando o biodiesel?

RS: Diversos países têm políticas de misturas de biocombustíveis (etanol ou biodiesel) obrigatórias, quer sejam com misturas definidas de etanol na gasolina, biodiesel no diesel ou mandatos gerais para todo o setor de transportes, que podem ser cumpridos de forma não uniforme em seus territórios nacionais. Entre eles estão os EUA, a União Europeia, Canadá, Colômbia, Equador, Argentina (outro grande produtor de biodiesel), Índia, Indonésia, Malásia e Uruguai.

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FN: Em linhas gerais, como vem sendo feita essa implementação?

RS: Falando especificamente de biodiesel, os mandatos variam muito, porém em geral ficam entre 5% e 10% de mistura.

FN: Pelo visto, então, não há similaridade com o projeto que vem sendo construído no Brasil?

RS: Não. O projeto brasileiro é muito mais ambicioso e obriga a mistura de forma horizontal em todo o território nacional.

FN: Quais vantagens e desvantagens você identifica no “Combustível do Futuro?

RS: O projeto busca a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE), o que é muito bom para o país. Ele tenta, também, trazer uma visão de planejamento do setor com a definição de marcos futuros de mistura, permitindo que o setor produtivo se prepare para a mudança a ser implementada.

As desvantagens estão na falta de discussão com a cadeia automotiva para termos garantias de não precisar de uma mudança de rota ao longo do percurso.

FN: Para finalizar, gostaria que nos desse um panorama sobre como visualiza o biodiesel nos próximos cinco anos no Brasil, suas tendências, consolidações e perspectivas.

RS: Visualizo a indústria de biodiesel como sendo uma das responsáveis pela redução de emissão de GEE no Brasil, com volumes crescentes de produção, quer sejam por ampliação da mistura ou por crescimento de consumo de diesel B (diesel já misturado com biodiesel), contribuindo para um fortalecimento da agroindústria nacional, com geração de empregos e impostos para o país.

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Automóveis elétricos: Desafios desanimadores e perspectivas em retrocesso para as locadoras brasileiras

locadoras brasileiras
Fiat 500e elétrico existe somente em fotografia para locação

O cenário atual da mobilidade elétrica no Brasil apresenta um paradoxo intrigante. Por um lado, há um crescente reconhecimento global da importância dos veículos elétricos (VEs) como uma alternativa mais limpa e sustentável em comparação aos veículos movidos a combustíveis fósseis. Por outro lado, falta quem quer pagar a conta da transição energética. As locadoras brasileiras já sinalizam que não vão pagar esta conta. Elas enfrentam desafios significativos na integração dos VEs em suas frotas, conforme indicado pelos dados recentes da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA).

A ABLA reporta que os VEs representam apenas 0,5% da frota total disponível para locação, um número que reflete tanto a cautela das locadoras quanto a hesitação do mercado. A baixa taxa de utilização de 25% — muito aquém do ideal de 75% — sugere que os consumidores ainda não estão plenamente convencidos ou preparados para adotar essa nova tecnologia em massa. Além disso, o retorno financeiro abaixo do ponto de equilíbrio para os investimentos realizados em VEs é uma preocupação palpável para as empresas do setor.

Tentamos fazer uma reserva nos sites das principais locadoras de automóveis, porém, só há veículos flex disponíveis para locação. Para conseguir a locação de um elétrico, é preciso solicitar um orçamento prévio, para análise da viabilidade econômica e disponibilidade.

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Este cenário é agravado por diversos fatores. Primeiramente, a infraestrutura de suporte para VEs no Brasil continua em desenvolvimento. A falta de estações de carregamento acessíveis e convenientemente localizadas é um obstáculo significativo para a adoção em larga escala. Em segundo lugar, há uma percepção de custo elevado associado à aquisição e manutenção de VEs, apesar dos benefícios ambientais a longo prazo. Por fim, a preferência dos consumidores pelos modelos flex, que podem ser abastecidos com etanol e representam 95% da frota, destaca a familiaridade e o conforto com as tecnologias existentes.

No entanto, é importante notar que a transição para a mobilidade elétrica é um processo complexo e multifacetado que envolve não apenas considerações econômicas, mas também ambientais e sociais. Os VEs têm o potencial de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar urbano. Além disso, à medida que a tecnologia avança e se torna mais acessível, espera-se que os custos de aquisição e manutenção diminuam. Novas tecnologias também estão para surgir, como baterias mais eficientes, e o futuro dos veículos movidos a hidrogênio, que podem dispensar o uso das baterias de lítios, pesadas, caras e eficiência questionável.

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Para as locadoras de veículos, adaptar-se a essa mudança requer uma estratégia bem pensada. Isso pode incluir investimentos em campanhas de conscientização para educar os consumidores sobre os benefícios dos VEs, parcerias com fabricantes para melhorar a acessibilidade e a viabilidade financeira, e colaboração com o governo e outras entidades para expandir a infraestrutura de carregamento. Mas sempre ficará a pergunta: quem pagará esta conta? O dedo é sempre apontado para o outro.

Em conclusão, o presente pode parecer desafiador para as locadoras de veículos elétricos no Brasil. No entanto, o futuro detém um potencial considerável para novas tecnologias de transição energética, como o biometano e o hidrogênio. Com políticas adequadas, incentivos e uma abordagem colaborativa, é possível superar os obstáculos atuais e pavimentar o caminho para uma mobilidade mais sustentável e eficiente, sem depender das atuais baterias. A transição para os veículos movidos a energia mais limpa é uma jornada que requer paciência, inovação e compromisso de todos os envolvidos no ecossistema da mobilidade.

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Setransbel lidera renovação de frota com ônibus Euro 6 comprados com isenção de ICMS e ISS

Setransbel
A viabilização deste investimento contou com um acordo histórico com o governo do estado e a prefeitura de Belém, que proporcionou a desoneração do ICMS e do ISS, minimizando o impacto tributário sobre as empresas e, consequentemente, sobre a tarifa cobrada dos usuários

O Setransbel (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém) anunciou a aquisição de 307 novos chassis Mercedes-Benz OF 1721 L, distribuídos entre 19 empresas operadoras da capital do Pará e Região Metropolitana. Como os novos ônibus são com tecnologia Proconve P8, equivalente ao Euro 6, eles poluem menos do que os atuais com tecnologia Proconve P5.

As primeiras unidades já foram enviadas às encarroçadoras em janeiro, com previsão de que toda a entrega seja concluída ainda neste primeiro semestre de 2024. O investimento total para a renovação da frota ultrapassa a marca de R$ 250 milhões, financiado integralmente pelas empresas associadas ao Setransbel.

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A viabilização deste investimento contou com um acordo histórico com o governo do estado e a prefeitura de Belém, que proporcionou a desoneração do ICMS e do ISS, minimizando o impacto tributário sobre as empresas e, consequentemente, sobre a tarifa cobrada dos usuários.

“A renovação da frota não beneficia apenas os usuários do transporte coletivo, mas também as cidades atendidas e as operadoras do sistema, inaugurando um ciclo de inovação e comprometimento com a qualidade do serviço prestado”, afirmou Paulo Gomes, presidente do Setransbel.

A renovação da frota de ônibus em Belém e na Região Metropolitana, liderada pelo Setransbel. Além disso, é um marco para a mobilidade urbana local. Sobretudo, promovendo avanços significativos em conforto, praticidade e sustentabilidade. A fim de alinhar aos objetivos globais de proteção ambiental e preparando a cidade para ser palco de eventos internacionais importantes, como a COP 30 em 2025.

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Chassi OF 1721

Oferecido nas versões com suspensão metálica ou pneumática, o chassi OF 1721 é indicado para transporte urbano de passageiros e para fretamento contínuo. Desenvolvido para receber carroçarias de até 13,2 metros, o OF 1721 vem equipado com o motor eletrônico dianteiro OM-924 LA de 4 cilindros. Ele oferece potência de 208 cv a 2.200 rpm e torque de 780 Nm de 1.200 a 1.600 rpm. A caixa de marchas é manual de seis velocidades.

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Scania apresenta novo caminhão elétrico com autonomia de 520 km

520 km
Duas promessas: bateria que dura a vida toda do veículo e maior autonomia

A Scania está ampliando sua linha de caminhões elétricos a bateria (BEV), com a introdução de novas máquinas elétricas, configurações de eixo e cabina, além de uma diversidade de soluções de tomada de força. Dentre as novidades, destacam-se as baterias com expectativa de duração para toda a vida útil do veículo e a autonomia de até 520 km para caminhões de 29 toneladas. Essas baterias são projetadas para operar com máxima eficiência, beneficiando-se de sistemas de aquecimento e resfriamento avançados.

A oferta da Scania agora transcende os modelos mais comuns de caminhões elétricos, como o importado, a pedido da PepsiCo Brasil, pela Scania Brasil, um semipesado P25, que está em teste na frota da fabricante de alimentos em Itu–SP. O novo modelo apresenta um autonomia de 520 km, quebrando a barreira dos 500 km. Lógico que esta autonomia depende de muitos fatores, principalmente, do treinamento do condutor.

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“Com os lançamentos contínuos, estamos adicionando mais valor e opções para os clientes”, afirma Fredrik Allard, vice-presidente sênior e chefe de mobilidade elétrica da Scania. A aceitação do mercado tem sido notável, com um crescente interesse dos clientes evidenciado pelo feedback positivo dos motoristas, que destacam a excelente desempenho e comportamento dos veículos em operações reais.

Entre as inovações, a introdução de um eixo tandem bogie para BEVs possibilita a especificação de caminhões para aplicações exigentes. Entre elas, basculantes e betoneiras, sem comprometer a tração ou a capacidade de carga. Além disso, a Scania apresenta duas versões da máquina elétrica EM C1-2, com 210 kW e 240 kW, ideais para operações de construção e serviços municipais, devido ao equilíbrio entre potência e especificações técnicas.

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Allard também enfatiza a maturidade do mercado de veículos elétricos. Além disso, a importância de uma infraestrutura de carregamento adequada, destacando que a Scania oferece suporte completo na configuração de soluções de carregamento. As soluções de tomada de força eficientes e robustas adicionadas à linha são fundamentais para diversas aplicações, reforçando a versatilidade dos BEVs da Scania.

A sustentabilidade é um pilar central nessa transição para a eletrificação. Dessa forma, as baterias dos caminhões BEV da Scania destacam-se pela longa duração, a fim de reduzir a baixa pegada de carbono. Ademais, vale lembrar, que depende da origem da produção da energia e os processos de produção das baterias para uma autonomia de 520 km.

Com uma vida útil estimada em 1,3 milhão de quilômetros e uma pegada de carbono reduzida, esses veículos são uma escolha ecologicamente responsável. Por fim, eficientes para o transporte, juntamente, com os caminhões movidos a biometano, biodiesel de segunda geração no uso B100, e HVO.

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Inovação: o caminho das mineradoras com a Cummins, Komatsu e Goodyear

caminho das mineradoras
700º Komatsu autônomo entregue na mina de Los Bayas, no Chile

Inovação e sustentabilidade: o caminho das mineradoras com a Cummins, Komatsu e Goodyear:

  1. O que a Cummins está propondo três pilares para frotas de mineradoras: motores menos poluentes, uso do biocombustível HVO e microrredes de energia
  2. Em North Hauler Joint Stock Co., Ltd., a Cummins começa a testar caminhão híbrido com 220 toneladas de capacidade de carga útil
  3. 700º caminhão autônomo de mineração da Komatsu é entregue em mina na América do Sul
  4. Novo pneu Goodyear para tratores de rodas

A indústria de mineração, tradicionalmente vista como um dos pilares mais resistentes da economia global, está diante de um momento decisivo. Com o aumento da conscientização ambiental e a urgência na luta contra as mudanças climáticas, mineradoras em todo o mundo estão se comprometendo com metas ambiciosas para reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa até 2030.

Antes, vale esclarecer, que estamos falando de veículos de frotas de mineradoras, e não sobre outras questões ambientais, como o trágico acidente com o rompimento previsível da Barragem de Brumadinho–MG em 25 de setembro de 2019, que vitimou 272 pessoas. A Vale e a Tüv Tüd, esta empresa alemã que certificou a segurança da barragem, estão respondendo civil e pelo criminalmente ocorrido na Justiça Brasileira.

O objetivo aqui é mostrar as mudanças com relação às frotas de caminhões amarelos e máquinas pesadas. Neste cenário desafiador exige a adoção de novas tecnologias e parcerias estratégicas para transformar operações há muito estabelecidas em exemplos de sustentabilidade e inovação. Nesse contexto, a Cummins Inc. emerge como um farol de esperança e um parceiro confiável para mineradoras comprometidas em reduzir sua pegada de carbono e avançar rumo a operações mais verdes.

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Para auxiliar as mineradoras a atingirem suas metas de sustentabilidade, a Cummins delineou três caminhos imediatos que podem ser seguidos hoje:

Um dos pilares dessa transformação é a adoção de motores Cummins Tier 4, que representam um avanço significativo na redução de emissões. Comparados aos motores produzidos antes de 2000, os motores Cummins usados em aplicações de mineração hoje emitem 90% menos gases nocivos. Essa melhoria não apenas atesta o compromisso da Cummins com a gestão ambiental, mas também oferece benefícios tangíveis para os mineradores, como maior economia de combustível e redução do ruído operacional. A atualização para motores Tier 4 pode ser realizada tanto pela aquisição de novos equipamentos quanto por meio de reformas de motores existentes, assegurando que soluções de curto prazo também contribuam para objetivos de longo prazo.

Utilização de combustíveis mais limpos

A Cummins também destaca a importância de transitar para combustíveis mais limpos, como o óleo vegetal hidrotratado (HVO). Este combustível alternativo pode reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa do poço às rodas em até 90%, dependendo da matéria-prima e do processo utilizado. Essa mudança representa uma oportunidade significativa para as mineradoras reduzirem ainda mais suas emissões, sem comprometer a eficácia operacional.

Energia verde

Finalmente, as microrredes surgem como uma solução inovadora para atender às demandas energéticas de operações de mineração de maneira sustentável. Capazes de operar de forma independente ou em conjunto com a rede tradicional, essas redes podem integrar fontes de energia renovável, como solar e eólica, para alimentar todas as necessidades da mina, desde o processamento de minério até a infraestrutura de carregamento para veículos elétricos. A adoção de microrredes não só contribui para a redução das emissões, mas também oferece uma maior resiliência e eficiência energética.

Caminhão híbrido de 220 toneladas de carga útil

caminho das mineradoras
O caminhão de mineração híbrido a diesel, o NHL NTH260

A Cummins Inc. firmou uma parceria com a North Hauler Joint Stock Co., Ltd. (NHL), fabricante líder de caminhões de mineração da China, para lançar um caminhão de mineração híbrido a diesel, o NHL NTH260. Com capacidade de carga útil de 220 toneladas, o NTH260 destaca-se pela sua eficiência e sustentabilidade, prometendo reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa e melhorar a eficiência do combustível. O veículo, que saiu da linha de produção em janeiro, será submetido a teste de campo na mina de ferro Baiyun do Grupo Baogang, na China.

700º caminhão autônomo da Komatsu

A Komatsu, recentemente, atingiu a marca com 700 caminhões autônomos em operação em todo o mundo. Isso, utilizando seu sistema FrontRunner. Dentre esses, 100 são do modelo 980E-AT, que estão entre os maiores caminhões basculantes de ultraclasse do planeta, capazes de transportar 400 toneladas cada. Este avanço tecnológico foi celebrado com a implementação do 700º caminhão AHS (Sistema Autônomo de Transporte) na mina de cobre Lomas Bayas da Glencore, no Chile. Dessa forma, marcando a expansão contínua e o sucesso da tecnologia de transporte autônomo da Komatsu desde o primeiro teste AHS em 2005 e a implementação comercial em 2008. Até o momento, a Komatsu implementou seus caminhões autônomos em 23 minas espalhadas por cinco países, o Brasil entre eles. No total, está transportando mais de 7,5 bilhões de toneladas métricas de materiais.

A inovação na operação de mineração não só promoveu uma melhoria significativa na segurança das operações e das pessoas envolvidas, como também trouxe benefícios ambientais substanciais, como o prolongamento da vida útil dos equipamentos e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a automatização proporcionou um aumento de produtividade de até 15%, ao reduzir a frequência de interrupções para manutenção ou trocas de turno, e diminuiu os custos com carregamento e transporte de materiais em até 15%.

Novo pneu Goodyear para tratores de rodas

o caminho das mineradoras
Pneu RL-5K Off-the-Road (OTR)

A Goodyear anunciou o lançamento do pneu RL-5K Off-the-Road (OTR) de três estrelas, especificamente projetado para carregadeiras de rodas grandes e tratores de rodas.

Este novo modelo no tamanho 45/65R45 representa a última inovação da Goodyear em pneus radiais OTR, com capacidade de carga aumentada em 16% devido à sua capacidade de suportar altas pressões de ar. Além disso, o RL-5K se destaca por sua banda de rodagem profunda e mais durável de 250 níveis, garantindo resistência a cortes e excelente tração em condições de terreno severas.

Com uma construção mais robusta, que inclui uma carcaça radial reforçada, o pneu também oferece recursos como uma profundidade de piso extraprofunda, um padrão de piso multidirecional e a tecnologia Hi-Stability para maior estabilidade e desempenho uniforme.

Loic Ravasio, da Goodyear, enfatizou a importância desta inovação em atender às necessidades do mercado por carregadeiras de rodas maiores e mais novas. O RL-5K é a adição mais recente ao portfólio OTR da Goodyear, reforçando o compromisso da empresa com a entrega de soluções completas de mobilidade por meio de produtos confiáveis, serviços de qualidade e soluções de gerenciamento de pneus.

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Desafios da gestão em um mundo em transformação

gestão
Maurício Vinhão, da WTW no Brasil

À medida que um novo ano se inicia, somos confrontados com uma miríade de oportunidades e desafios, delineando um cenário dinâmico para os meses à frente.

Por Maurício Vinhão*

No entanto, a complexidade da vida contemporânea nos leva a refletir sobre como os desafios têm se intensificado, tornando-se cada vez mais impactantes.

Ao olharmos para trás, os últimos anos foram marcados por eventos climáticos devastadores, pandemias que ultrapassaram as barreiras dos cinemas, colapsos de gigantes corporativos, crises econômicas globais e ciberataques em larga escala expondo vulnerabilidades. Esses e outros fatos impactaram as empresas e as organizações.

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Em uma análise mais crítica, fica evidente que as empresas que sofreram esses reflexos subestimaram ou negligenciaram um ponto muito importante: a gestão.

Importante destacar que não estamos falando de gestão de forma simplificada, com a administração das atividades. Mas, sim, da gestão ampla, que consegue avaliar o todo, que considera todas as variáveis e analisa as melhores opções, dentre uma gama de contextos e possibilidades.

Segmentos de saúde e benefícios, segurança cibernética, sustentabilidade financeira, dentre outros, foram fortemente impactados nos últimos anos. Quantos desses reflexos poderiam ser minimizados, ou até mesmo evitados, por meio dessa gestão ampla.

Alguns casos são emblemáticos. Em um mundo sujeito a diversas volatilidades econômicas, adotar seguros de Crédito é algo estratégico para os negócios.

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Newsletter Frota News: Edição 39 com os principais temas de março

Quem possuía, conseguiu lidar melhor com os episódios de falência e dificuldades financeiras de diversos grandes grupos.

Por causa da falta de gestão, muitas empresas não tinham essa cobertura, resultando em prejuízos financeiros grandes.

Mais do que isso, em um universo onde os próprios executivos estão expostos, é fundamental pensar em coberturas de D&O (sigla em inglês para Directors & Officers), um seguro que cobre despesas com defesas, acordos, indenizações e multas devidas pelos executivos, em razão de prejuízos relacionados aos atos de gestão causados a terceiros. Novamente, a falta de uma gestão ampla traz prejuízos, inclusive, pessoais.

O setor de saúde suplementar também é um bom exemplo, pois tem sido pressionado nos últimos anos, principalmente por conta da inflação médica global, o que causa impacto no bolso dos usuários. O Brasil, que por décadas lidou com inflação, tem plenas condições para lidar melhor com essa situação.

Em alguns casos, a falta dessa gestão ampla e eficiente traz riscos grandes, deixando claro o quanto ela é subestimada.

O Brasil é um dos países mais atacados por hackers do mundo, aparecendo sempre entre os cinco principais alvos em diversos levantamentos globais.

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Contudo, mesmo nesse cenário alarmante, somos apenas o 18º país no ranking mundial de cibersegurança, segundo o relatório Panorama do Uso de TI no Brasil, da FGVcia, de 2022.

A parte boa de tudo é que existem diversos caminhos e meios para se alcançar uma gestão ampla e eficiente, muitos deles tendo como base o ESG, em especial à governança. Podemos pegar, por exemplo, o Gerenciamento de Riscos, que ganha relevância no mundo corporativo.

Ele precisa ser levado a um novo patamar, adotando-o como um mecanismo crucial para a sobrevivência dos negócios.

Por meio de uma gestão ampla e eficiente, é possível utilizá-lo para considerar todas as variáveis, até mesmo as mais improváveis, para garantir resiliência diante da incerteza.

Para se ter uma ideia disso, um estudo conduzido pela Willis Research Network revelou que empresas que deram a devida atenção a riscos subestimados conseguiram evitar impactos significativos.

Em 2021, a redução da globalização foi identificada como o quinto risco emergente em uma pesquisa envolvendo 140 especialistas em risco.

Nesse último triênio, testemunhamos eventos globais que alteraram esse processo de integração política, econômica e cultural mundial.

Isso levanta questionamentos pertinentes sobre a reflexão das organizações sobre os riscos associados a fenômenos como a redução da globalização.

A diversidade emerge como um fator essencial na implementação dessa gestão ampla e eficiente. Empresas que investem em diversidade tornam-se menos suscetíveis a ameaças inesperadas, incorporam perspectivas diversas às suas atividades e inovam seus processos de trabalho. Este é um exemplo claro de como repensar a gestão pode ir além das práticas tradicionais.

A verdade é que muitas organizações ainda possuem barreiras que impedem a adoção de uma gestão eficaz, tendo dificuldades em se adaptar e se organizar para superá-las.

O ponto de partida é identificar áreas de incerteza, questionar a necessidade de novos cenários e avaliar se as equipes certas estão envolvidas em toda a organização.

O desafio é grande, mas reconhecer que precisa aprimorar a gestão facilita o processo. Aquelas que não se reavaliarem e se aprimorarem estarão sujeitas a golpes inesperados vindos de todas as direções.

Em um mundo em constante mudança, repensar a gestão não é apenas uma escolha sábia, mas uma necessidade premente para evitar ser nocauteado por golpes que não foram previstos.

* Maurício Vinhão é Head de Sales & Client Management da WTW no Brasil.

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O setor de logística no Brasil demora a buscar adequação às práticas ESG

práticas ESG
Consultor de transportes e logística Eric Derbyshire, da RGF & Associados

O consultor de transportes e logística Eric Derbyshire, da RGF & Associados, mostra os principais pontos de atenção para a adequação às práticas ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança corporativa). Além disso, as premissas sob as quais devem ser estruturados esses projetos. E afirma que essa agenda é sem volta. Portanto, quem começar a implementá-la agora terá uma vantagem competitiva considerável em breve.

O cenário empresarial brasileiro está passando por uma transformação significativa devido à crescente importância das práticas e dos princípios de ESG.

Gestão de frota

 

No setor de logística, cujas operações impactam diretamente o meio ambiente e a comunidade, as práticas sustentáveis e socialmente responsáveis tornam-se imperativas e, portanto, pautas que devem ser discutidas quanto antes para adequar esse setor a essa nova realidade e à nova conformidade de atuação corporativa.

Mas, antes mesmo de discutir os princípios e a importância das práticas ESG, há uma questão pouco mencionada que trata do modo de implementação dessas práticas.

Você se encontra numa posição privilegiada. Como consultor que tem implementado projetos com esse escopo, quais são as premissas necessárias antes da implementação desse tipo de projeto?

Eric Derbyshire: A implementação e a adaptação das práticas ESG hoje são incorporadas pela governança. Nesse contexto, é que surge a discussão sobre as práticas ESG. Hoje, nossos projetos de reestruturação contemplam a introdução a essas práticas. Em termos práticos, uma das primeiras medidas trata da montagem dos conselhos, da estrutura organizacional e dos comitês de auditoria que voltarão os olhos para esses e outros temas, que conferirão sustentabilidade à companhia. O dono não consegue tocar sozinho todos esses processos, ele precisa de ajuda! Quando montamos os conselhos ou comitês, mais de uma pessoa ajuda com as ideias e boas práticas, além de terem tempo, concentração e dedicação para abordarem temas mais estratégicos, uma vez que não estarão sendo consumidas pelo nervosismo do dia a dia das operações.

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Meio ambiente

Na questão ambiental, quais devem ser os principais focos de atuação? Quais são as medidas mais importantes que podem ser tomadas em curto, médio e longo prazos?

Eric: Sem dúvida nenhuma, a principal medida é acompanhar a transformação energética que o mundo está vivendo. Nesse contexto, as frotas à base de energia renovável e com mais autonomia são fundamentais, porém o maior desafio é adequar os veículos. Não é fácil, não é rápido e não é barato. Algumas dessas energias também ainda são muito caras de serem geradas, armazenadas e transportadas até o consumidor final.

Por outro lado, o governo deveria estar mais atento ao tema e estimular as adequações e transformações para a energia limpa. Dois bons exemplos são a redução ou isenção de IPVA e a abertura de linhas mais baratas de financiamento para veículos com este perfil.

E quanto à redução de resíduos? Como é possível melhorar o que se faz hoje? Isso vale para a reciclagem?

Eric: Esse é outro grande desafio, principalmente em relação ao descarte das baterias elétricas ao final da vida útil.

Como adequar a cadeia produtiva a essas medidas?

Eric: Com incentivos do governo, novas leis e conscientização das pessoas e empresas.

Há vantagem em liderar essas ações?

Eric: Deveriam, sim, ser beneficiados, e os exemplos, seguidos.

Frota própria é a solução?

Eric: Não. Isso deve valer para todas as empresas e veículos, independentemente se é frota própria ou terceirizada.

Algo mais sobre o tema meio ambiente?

Eric: A transformação energética é um caminho sem volta. A grande questão agora é como barateá-la e ser técnica e economicamente mais vantajosa.

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Social

Agora sobre a questão social, quais medidas podem ser tomadas pelas empresas?

Eric: Maior diversidade entre os empregados, principalmente em relação à raça, gênero, idade, classe social e necessidades especiais.

É preciso incentivar a diversidade e a inclusão no ambiente de trabalho?

Eric: Sim. A inclusão de todos é, sobretudo, muito importante para um país com menos desigualdades.

E sobre treinamento e capacitação? Há algo a melhorar? Programas de treinamento que promovam desenvolvimento profissional e pessoal são necessários? Como implementá-los?

Eric: Já existem medidas adotadas por muitas empresas que atendem a essas necessidades. Claro que, com o mundo mais digital e trabalhos híbridos, algumas adaptações são necessárias, porém o maior desafio hoje para as empresas é manter a taxa de turnover baixa, pois perder seus talentos pode custar mais caro do que investir em treinamentos e qualificação.

Há algo que queira acrescentar?

Eric: Ações voltadas à comunidade local, com parcerias público privadas que fomentem a geração de empregos e melhorias na educação. Certamente, devem ser cada vez mais incentivadas e fiscalizadas pelo governo.

Gestão Estratégica de Transporte
Inscrições abertas

Governança

E a governança. O que pode ser feito ou introduzido?

Eric: Ao integrar princípios de governança com práticas sustentáveis, as empresas podem não apenas reduzir seus impactos ambientais e sociais, mas também fortalecer sua resiliência, sua reputação e sua posição competitiva no longo prazo.

Isso seria transparência das informações? De que forma? Relatórios regulares sobre o desempenho ESG? Conduta ética? Como explicitar esse ponto?

Eric: Ética e transparência são apenas dois exemplos essenciais para construir uma base sólida de governança que promova a confiança. São, por certo, a sustentabilidade e o sucesso de uma organização no longo prazo.

O que mais você tem para apontar?

Eric: A governança corporativa é essencial para estabelecer a base de uma gestão empresarial sólida e, sobretudo, ética. Ela cria um ambiente propício para o crescimento sustentável. Além disso, a criação de valor e a confiança de todas as partes interessadas.

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Volvo do Brasil conquista título de Mercado do Ano pelo segundo ano consecutivo

Mercado do Ano
Os executivos da Volvo em cerimônia que reconhece o Brasil como Mercado do Ano para o Volvo Group

O Brasil conquista posição de destaque no setor de transporte de cargas, alcançando o patamar de sexto maior mercado global de caminhões e consolidando-se como o mais importante mercado da Volvo Trucks no mundo. O reconhecimento como Mercado do Ano foi celebrado na Suécia, durante um evento marcado pela presença de Martin Lundstedt, CEO do Grupo Volvo, Roger Alm, presidente da Volvo Trucks, Wilson Lirmann, presidente da Volvo do Brasil e América Latina, além de diretores da empresa e representantes da rede brasileira de concessionárias.

Pelo segundo ano seguido, o Grupo Volvo agracia a Volvo do Brasil com o título de Mercado do Ano, um feito devido aos impressionantes resultados que ela obteve em 2023. Estes foram significativamente impulsionados pela excelente receptividade do mercado à nova linha Euro 6, ressaltando o compromisso da marca com a inovação e a sustentabilidade.

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No cenário nacional, a Volvo manteve a liderança nas vendas de caminhões pesados pelo quinto ano consecutivo. Destaque para o modelo Volvo FH 540, que liderou o segmento com a venda de 7,2 mil unidades. A presença marcante da marca se estendeu com o Volvo FH 460, que ocupou a terceira posição no ranking de vendas dessa categoria, enquanto a linha VM destacou-se por sua superioridade com 6.896 unidades vendidas, alcançando 19,5% de participação do segmento. Esses números expressivos sublinham a preferência e a confiança depositadas pelos consumidores na Volvo, levando a empresa a esse renomado reconhecimento.

Além disso, é digno de nota que Brasil e Peru estão classificados entre os 14 principais mercados de caminhões da Volvo, globalmente. Por certo, isso evidencia a importância estratégica da América Latina para a empresa.

Wilson Lirmann, presidente da Volvo na América Latina, destacou o orgulho e a importância dessa conquista para a Volvo Trucks. Certamente, no contexto de um ano recordista para a companhia na escala global. “É um grande orgulho trazer essa conquista para casa, refletindo a relevância do nosso mercado e dos nossos negócios na América Latina”, afirmou Lirmann. Ele também enfatizou que, durante o evento na Suécia, ele e sua equipe receberam a honra, mas o reconhecimento pertence a todos. Por certo, especialmente, aos clientes da Volvo, que confiam à marca o desempenho e a eficiência de suas frotas e alcançam excelentes resultados operacionais.

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Fate desenvolve pneus para pesados elétricos em ônibus da Agrale

Fate
A Fate desenvolve pneus para atender a futura demanda de pneus para veículos elétricos pesados

Devido à falta de pneus para os modelos elétricos da BYD, o tema sobre pneus específicos para automóveis elétricos ganhou as redes sociais nos últimos dias. Foram muitas críticas e memes sobre a falta de pneus para os carros da BYD. E para ônibus, que já estão rodando no Brasil com tendência de crescimento?

Primeiramente, a indústria de veículos comerciais tem uma cultura de pós-venda mais profissionalizada do que a de automóveis de passeios. Tanto que a Fiat, como a Renault, contam com suas divisões Fiat Professional e a Renault Profissional para atender um público mais exigente. A Mercedes-Benz Cars & Vans também conta com uma rede dedicada às vans Sprinter.

No caso de pneus, existem as redes para atender veículos comerciais e as de veículos de passeio. Inclusive, marcas como Pirelli e Goodyear para veículos comerciais e de passeio são separadas. Inclusive, no caso da Pirelli, a dona da marca de pneus de veículos comerciais pesados é a Prometeon, que comprou a divisão de pneus Pirelli Industrial em 2017.

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No entanto, até podemos imaginar que os fabricantes de pneus estão se preparando para este novo mercado de veículos comerciais elétricos. No momento, ainda há mais dúvidas do que respostas.

A Fate, um fabricante de pneus na Argentina e com presença no Brasil por meio da Fate Pneus do Brasil, explica como está sendo o desenvolvimento de pneus para caminhões e ônibus.

Antes, esclareceremos o que já se sabe sobre as diferenças entre pneus dos carros elétricos e convencionais.
  1. Peso e composição: Os pneus dos carros elétricos são mais pesados do que os pneus dos veículos a combustão. Isso ocorre porque eles possuem mais massa e mais componentes para reduzir o ruído quando em contato com o solo. Além disso, a composição dos pneus elétricos é diferente. Eles podem incluir espuma de poliuretano de célula aberta para redução de ruídos.
  2. Resposta e estabilidade: Devido ao maior peso dos carros elétricos, os pneus são projetados para oferecer maior resposta em termos de aceleração, frenagem e precisão na direção. Essa resposta rápida é importante para garantir a segurança e a estabilidade do veículo.
  3. Transmissão de Potência: Os veículos elétricos têm uma forma diferente de transmitir a potência do motor às rodas. Eles possuem uma eficiência de 90% na distribuição da potência e do torque para as rodas, influenciando o design dos pneus. Vale lembrar, que 100% do torque do motor elétrico é transmitido para os pneus a partir da primeira rotação.

A Fate apresentou um novo conceito de pneu para veículos pesados elétricos. O pneu conceito SU-ELECTRIC, projetado para unidades de transporte urbano com propulsão 100% elétrica, é a plataforma de desenvolvimento de pneus para a mobilidade elétrica. Este pneu está sendo utilizado em testes de ônibus elétrico da Agrale. Eles estão trabalhando em conjunto para obter informações sobre o desempenho da montagem e assim poder dar continuidade à evolução deste pneu em desenvolvimento.

Esta apresentação dá origem a um spin off da atual linha de transporte Fate que será identificada como FATECARGO ZE e representa pneus de transporte desenvolvidos para mobilidade elétrica pesada.

Adicionam o nome ZE à já conhecida linha FATECARGO, que faz referência ao deus grego Zeus, portador do raio, e distingue os pneus para unidades elétricas do restante da linha FATECARGO.

Características do pneu conceito SU-ELECTRIC

Na primeira fase, desenharam o pneu conceito SU-ELECTRIC na medida 275/80R22.5, tendo em conta os conceitos orientadores.

Em sustentabilidade, substituíram os compostos especiais de banda de rodagem. Sobretudo, os óleos derivados de hidrocarbonetos, por óleos de origem vegetal.

Juan Manuel Scassi, gerente de Produto e EO, comentou.
Fate
Juan Manuel Scassi, gerente de produto da Fate
“Estamos orgulhosos de apresentar o primeiro pneu para mobilidade elétrica pesada do país. A SU-ELECTRIC é o resultado do trabalho conjunto de diversas áreas da Fate, desde as equipas de Investigação & Desenvolvimento até as equipas da Fábrica. Embora não vamos iniciar a comercialização do SU-ELECTRIC de imediato.”

Este pneu conceitual tem a missão de reunir as virtudes da linha FATECARGO às quais se somam em seu desenvolvimento os requisitos exigidos por unidades de propulsão 100% elétricas. Portanto, com maior resistência à abrasão e altos torques aplicados instantaneamente, além de níveis de emissão de ruído limitados a intervalos específicos.

O desenho da banda de rodagem para uso urbano e a maior profundidade da banda de rodagem são outras características deste pneu-conceito. Também, por fim, estão sendo feitos trabalhos para atingir níveis ideais de resistência ao rolamento para auxiliar na autonomia das baterias.

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