quinta-feira, abril 9, 2026

Cláudio Sahad é reeleito presidente do Sindipeças e da Abipeças

Reeleição marca continuidade de atuação estratégica em políticas públicas e fortalecimento da indústria nacional de autopeças

Cláudio Sahad, diretor da Ciamet Indústria de Artefatos de Metal, foi reconduzido à presidência do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e da Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças) para o triênio 2025-2028. Esta será sua segunda gestão consecutiva à frente das entidades, após suceder a Dan Ioschpe, presidente do Conselho da Iochpe-Maxion, no comando.

A posse já foi realizada, marcando o início de mais uma etapa de um trabalho que, nos últimos anos, tem sido decisivo para o fortalecimento do setor automotivo nacional. Durante o mandato anterior, Sahad liderou a participação ativa do Sindipeças na criação de importantes políticas públicas, como o programa Mover (Programa de Mobilidade Verde e Inovação — criado pelo governo brasileiro para incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias em mobilidade e logística) e a lei do Combustível do Futuro, voltada à descarbonização no transporte.

Após a criação dessas iniciativas, o Sindipeças teve papel fundamental em orientar e preparar suas associadas para aproveitarem as oportunidades dos programas prioritários, a exemplo do que já havia feito com o antecessor Rota 2030.

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Outro destaque da gestão foi a ampliação da presença das empresas associadas em feiras e missões comerciais internacionais, por meio do projeto Brasil Auto Parts, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil. A iniciativa foi renovada para os anos de 2025 e 2026, reforçando a estratégia de internacionalização e promoção das autopeças brasileiras no exterior.

Para o próximo triênio, Sahad e sua equipe pretendem seguir atuando na formulação de políticas públicas, com foco na implementação do Renovar, programa que prevê a renovação da frota de veículos do país. O plano inclui também a implantação de inspeção técnica veicular e o reforço de esforços para ampliar a localização de peças e componentes, promovendo maior competitividade e integração da cadeia produtiva nacional.

Em meio aos desafios enfrentados pelo setor, Sahad reforça o compromisso da indústria com sua missão histórica. “O setor de autopeças brasileiro nunca sequer cogitou a possibilidade de desistir de sua histórica vocação de produzir e integrar a complexa e apaixonante cadeia de produção automotiva, enfrentando com resiliência todos os desafios no caminho”, afirmou.

Cláudio Sahad assume a presidência de duas entidades do setor de autopeças. Qual a diferença entre elas?

Ambas defendem os interesses da indústria de componentes, porém, cada uma tem objetivos diferentes:

  1. Sindipeças: Seu foco principal é atuar como interlocutor entre as empresas do setor e o governo, defendendo os interesses da indústria em questões trabalhistas, tributárias e regulatórias.
  2. Abipeças: Seu objetivo é fomentar a cooperação entre as empresas associadas, promovendo o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a competitividade da indústria. Também atua em iniciativas estratégicas, como a promoção de exportações e a integração da cadeia produtiva.

Assim, enquanto o Sindipeças tem um papel mais voltado à representação institucional e política, a Abipeças foca no fortalecimento da indústria por meio de colaboração e inovação. Juntas, elas trabalham para impulsionar o setor automotivo brasileiro.

Volvo inaugura nova concessionária no norte do Rio Grande do Sul

A unidade fortalece a presença da Dipesul, representante da marca no RS. As instalações novas são maiores e mais modernas, e o investimento foi para melhorar o atendimento aos clientes do agronegócio, setor que teve crescimento de 35% em 2024, percentual bem superior ao crescimento do PIB na região, de 4,9%. Os dados econômicos foram divulgados no dia 3 de abril em coletiva do governador do RS, Eduardo Leite.

Localizada estrategicamente na BR-285, km 302, nº 1.850, no bairro Valinhos, a nova casa Volvo Caminhões ocupa um terreno de 14.363 m², com área construída de 3.607 m². Conta com 16 boxes de atendimento, três rampas no Pit Stop Volvo e funilaria. Para o conforto dos motoristas em serviço, oferece dormitórios e copa equipados, além de sala do cliente.

A nova concessionária Dipesul Passo Fundo faz parte da estratégia de expansão e fortalecimento da rede Volvo no Brasil, que atualmente conta com 107 unidades. Diversas casas estão sendo reformadas, ampliadas e realocadas para locais de fácil acesso. “Em 2025, serão R$ 56 milhões de investimentos na rede, que está em constante evolução para acompanhar o crescimento do mercado e as demandas dos clientes”, revela Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões.

Entroncamento estratégico

A cidade de Passo Fundo se destaca como um importante polo econômico no Rio Grande do Sul, sendo a terceira maior exportadora do estado. Passo Fundo é uma das cidades mais prósperas do norte gaúcho, que conta com 144 municípios.

norte do Rio
A BR-285 liga as regiões Leste e Oeste, e com outras rodoviarias, como a BR-153

A localização privilegiada da nova concessionária na BR-285 facilita o acesso e a logística, atendendo o crescimento do setor de transporte na região, impulsionado pela expansão agrícola e industrial.

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Nova concessionária Volvo reforça presença da marca em Rio Verde (GO)

Rio Verde, em Goiás, desempenha um papel crucial na economia e no transporte do Brasil. A cidade é um importante polo agrícola e industrial, destacando-se na produção de grãos, bem como soja e milho, além disso, é um grande produtor de proteínas animais. A cidade ganhou uma nova concessionária Volvo. A unidade reforça a atuação do Grupo Suécia, representante Volvo em Goiás, Tocantins e no Triângulo Mineiro.  

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Aliás, com instalações totalmente novas, maiores e mais modernas, a casa atende à crescente demanda do setor de transporte na região, impulsionada pela expansão agrícola. 

Certamente, a localização estratégica de Rio Verde, no coração do Centro-Oeste, facilita a convergência de diversas rotas importantes, o que impulsiona o transporte de mercadorias. Além disso, Rio Verde sedia a Tecnoshow Comigo, uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, que atrai investimentos e visitantes internacionais, promovendo o desenvolvimento econômico e tecnológico da região. 

Ficha técnica da Suécia Rio Verde 

A saber, a concessionária fica estrategicamente localizada na BR-060, km 377, n.º 4.752, ao lado do posto Décio. Com área construída de 5.234,33 m², num terreno de 48.401,55 m², a nova Suécia Rio Verde conta com 18 boxes de atendimento para caminhões, espaço exclusivo para ônibus, além de quatro boxes dedicados ao Pit Stop Volvo, serviço de lubrificação rápida que realiza assim, o atendimento em até uma hora, mediante agendamento. 

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A estrutura também dispõe de show room, estacionamento amplo, bem como, estoque de peças, área de veículos seminovos, refeitório, sala de espera, cabine de pintura e 15 boxes de funilaria, voltados para a reforma completa de veículos. A equipe de atendimento tem 86 colaboradores. 

 “A construção de uma nova concessionária, muito mais espaçosa, se tornou necessária por conta da alta demanda do agronegócio em Rio Verde, com intenso movimento de caminhões. A cidade é uma das maiores exportadoras de soja do Brasil”, destaca Ataídes Pozzi, CEO da Suécia Veículos. 

Expansão da rede Volvo 

A nova Suécia Rio Verde faz parte dos planos de fortalecimento da rede Volvo, que tem 107 casas no País. Várias delas estão sendo reformadas, ampliadas ou mudando para locais mais amplos e de melhor acesso. “Neste ano foram R$ 100 milhões de investimentos na rede, com recursos dos diversos grupos econômicos que representam a Volvo em todo o Brasil”, revela Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões. 

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Venda de caminhões cresce 4,83% no 1º trimestre, puxada pelo agro

Os licenciamentos de caminhões encerraram o primeiro trimestre de 2025 com crescimento de 4,83% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março, foram emplacadas 27.121 unidades, contra 25.871 registradas nos três primeiros meses de 2024. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 3, pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Segundo Arcelio Junior, presidente da entidade, o desempenho positivo do setor segue em linha com as projeções da federação, mesmo diante de um cenário econômico ainda marcado por incertezascrédito restrito e juros elevados.

“Mesmo com as incertezas que afetam o crédito e as taxas de juros elevadas, a boa expectativa do agronegócio tem levado transportadores a realizar investimentos moderados, com conversão de vendas mais lenta”, afirmou o dirigente em nota.

agronegócio, que segue aquecido, tem sido um dos principais motores da demanda por caminhões, especialmente os de maior porte, utilizados no escoamento de grãos e insumos.

Março supera fevereiro, mas ainda abaixo de 2024

No recorte mensal, março somou 9.200 caminhões licenciados, um avanço de 5,13% sobre fevereiro (8.751 unidades). Em comparação com março de 2024, no entanto, houve uma queda de 5%, atribuída ao menor número de dias úteis no mês devido ao feriado de Carnaval.

Mercedes-Benz lidera vendas no trimestre

No ranking das cinco marcas mais vendidas no acumulado de janeiro a março, a Mercedes-Benz assumiu a liderança com 6.801 caminhões emplacados, o que representa 25,08% de participação de mercado.

Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) ficou em segundo lugar, com 6.717 unidades licenciadas e 24,77% de participação.

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Participação de mercado por marca no acumulado do 1º trimestre

1º trimestre
Fonte: Fenabrave. Infográfico: Frota News

 

Vale destacar que as fabricantes Volvo e Scania, de origem sueca, concentram suas vendas nos segmentos de semipesados e pesados, categorias mais voltadas ao transporte rodoviário de longa distância e à atividade agroindustrial.

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DAF lança versões com motor PACCAR MX-13 para uso de B100: biodiesel puro

Para os transportadores que buscam reduzir sua pegada de carbono sem renunciar à confiabilidade, a DAF traz uma nova opção com combustível 100% renovável.

A DAF Trucks acaba de anunciar, na Europa, a nova geração de caminhões XF, XG e XG+ com um motor PACCAR MX-13 desenvolvido especialmente para funcionar com biodiesel B100 — uma alternativa renovável e de baixa emissão de carbono ao diesel fóssil. No Brasil, a Volvo já havia lançado do FH Flex (pode ser abastecido com qualquer proporcionalidade da mistura de diesel com diesel puro e até B100) e, também, a Scania já fornece modelos para uso com B100. Além disso, a JBS já fez teste, por iniciativa própria, com um DAF XF.

Essa novidade representa uma adição significativa para frotistas e transportadores que buscam soluções ambientalmente responsáveis, sem comprometer o desempenho operacional. O motor, com potência de 480 cv, conta com um software dedicado que otimiza o funcionamento do veículo, levando em conta o menor valor calorífico do B100 em relação ao diesel convencional.

Biodiesel B100: energia limpa e renovável

O biodiesel B100, também conhecido como FAME (Fatty Acid Methyl Esters) ou RME (Rapeseed Methyl Ester), é produzido exclusivamente a partir de óleos e gorduras vegetais renováveis. Seu uso pode reduzir as emissões de CO₂ em até 90% do poço à roda — um resultado comparável ao do HVO (óleo vegetal hidrotratado), com a vantagem de, em algumas regiões, estar mais prontamente disponível, como no Brasil.

Essa redução significativa de emissões faz do B100 uma escolha estratégica para empresas de transporte que buscam atender às metas ambientais e às exigências de clientes preocupados com sustentabilidade.

Mais uma alternativa sustentável

“Com a introdução do motor MX-13 para biodiesel, oferecemos outra alternativa aos transportadores comprometidos com o transporte sustentável”, afirma Jeroen van den Oetelaar, engenheiro-chefe da DAF Trucks. “Todos os caminhões DAF com motor de combustão já são compatíveis com HVO, mas o B100 está mais acessível em determinadas regiões. Com essa nova opção, proporcionamos mais um caminho para reduzir a pegada ecológica, sem comprometer a confiabilidade dos nossos veículos.”

A iniciativa não apenas contribui para um futuro mais limpo, como também posiciona a DAF entre os líderes na oferta de soluções verdes para o transporte rodoviário de cargas.

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O aumento do percentual de adição de biodiesel no diesel é cheio de polêmicas, mitos e verdades. Este artigo não é sobre as controvérsias, no entanto, para mostrar que a indústria de biodiesel vai muito bem, independentemente, do aumento do percentual da mistura. É o que prova a A Binatural, produtora de biocombustíveis, projeta faturamento de R$ 3,1 bilhões em 2025, alta de 20% sobre os R$ 2,6 bilhões registrados no ano passado.

Esta indústria recebe e deveria receber mais investimentos para o aumento da produção, principalmente, para atender a crescente frota que começou a utilizar o biodiesel puro (B100). Este tipo de uso é bastante controlado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Os limites do B100

A ANP limita o uso do B100 pelas transportadoras por algumas razões, entre elas, garantir a oferta para a mistura de 14% (B14) no diesel fóssil, que, em breve, será de 15% após adiamento desse aumento de percentual. Além disso, outro problema, pelo fato do biodiesel ser mais caro do que o diesel derivado do petróleo, é a denúncia de que muitos distribuidores fazem uma mistura inferior aos 14%, aproveitando assim a incapacidade de fiscalização pela agência reguladora devido a quantidade de postos e a dimensão do país.

De qualquer forma, a Binatural argumenta que o crescimento do faturamento virá do aumento da demanda, que segue firme mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel para 15% (B15). A mistura atual é de 14% (B14). “Temos parceiros adotando até B100, o que sustenta nossa projeção”, diz André Lavor, cofundador da Binatural. A saber, a empresa investe R$ 100 milhões para ampliar sua capacidade produtiva de 600 milhões para 700 milhões de litros/ano até 2027. Segundo Lavor, grandes empresas têm buscado a Binatural para descarbonizar frotas, movimento impulsionado pela Lei do Combustível do Futuro.

Insumos alternativos

Na produção, a Binatural depende menos do óleo de soja, que perfaz 40% da produção – 60% vêm de óleos residuais e gorduras animais. Aliás, a estratégia reduz a exposição às oscilações do mercado de soja e garante uma pegada de carbono até 90% menor ante o diesel convencional.

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Apoio à agricultura familiar

Com operações em Goiás e na Bahia, a Binatural ampliou o uso de matérias-primas da agricultura familiar no Norte e Nordeste, de 10% para 30% em 2024. A meta é atingir entre 35% e 40% em 2025. A companhia mantém parceria com 25 mil famílias, que fornecem insumos como mamona, açaí e baru para produção industrial.

Segundo a Binatural, o Brasil importa mais de 20% do diesel fóssil, o que nos torna vulneráveis a crises internacionais e oscilações cambiais. Quanto mais biodiesel usamos, menos dependemos de importações e mais fortalecemos nossa economia interna. Com a adoção de 25% de biodiesel prevista para 2035, estima-se uma economia de US$ 10 bilhões na balança comercial.  Além disso, cada R$ 1 investido em biodiesel impacta R$ 4,4 na economia brasileira. Esse efeito multiplicador gera valor para diferentes segmentos da cadeia produtiva.

ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Avaliação da VW Amarok V6 explica o aumento de vendas por causa do motor

Os clientes do setor Frota Agro são os maiores usuários de picapes no Brasil. E de cada 10 compradores de VW Amarok no Brasil, 9 são pessoas jurídicas, sendo a maioria dos agronegócios. Enquanto a futura Amarok, em fase final de desenvolvimento e lançamento previsto para 2027, avaliamos a ‘nova’ Amarok lançada em agosto de 2024. De ‘lanterninha” quando competia com motores de quatro cilindros, esta geração V6 já é um sucesso de vendas.

No primeiro bimestre desde ano, 1.812 unidades foram vendidas, segundo dados de emplacamentos do Denatran informados pela Fenabrave, associação dos concessionários de marcas. Este número é mais do que o dobro de licenciamento no mesmo período de 2024: 867 unidades. E, desde o lançamento desta geração, apenas com o motor V6, dificultou o comparativo com os concorrentes, pois a maioria, tem a vendas centradas em motores de quatro cilindros.

Produzida na fábrica da Volkswagen em Pacheco, na Argentina, a Amarok renovou seu fôlego até a chegada do modelo do futuro, a aposta para 2025 e 2026 é nesta geração que conta com três versões: Comfortline, Highline e Extreme – todas com motor V6 de 258 cv, tração 4Motion permanente e cabine dupla. Avaliamos a versão intermediária, Highline.

VW Amarok V6
Versão com a cor Azul Atlantic

Motor com overboost

Entre as picapes médias, a Amarok mantém sua posição de destaque como a mais potente da categoria. Equipada com o motor 3.0 V6 turbodiesel de 258 cv – podendo atingir 272 cv com o sistema overboost –, a picape acelera de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos. A Ford Ranger V6 tem 250 cv, e Toyota GR-Sport (saiu de linha no final de 2024) tinha 224 cv.

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O overboost é muito utilizado em motores de veículos esportivos, como Porsche Macan, BMW Série M e alguns modelos Fiat Abarth, para aumento de potência e torque por alguns segundos, geralmente, para ultrapassagens. Depois, a potência e torque voltam ao padrão para evitar superaquecimento e desgaste excessivo dos componentes.

Segurança intermediária

Ela não possui as avançadas tecnologia de condução semiautônomas já comuns no segmento, como o ACC (acelerador automático adaptativo), leitor de faixa com correção ativa etc. No lugar, ela vem uma solução ‘caseira’, o assistente de condução Safer Tag, desenvolvido em parceria com a Mobileye, empresa do Grupo Volkswagen. Sobre o painel, ele alerta o condutor sobre a distância do veículo da frente e sua distância em segundos: com o número em verde, quando a distância é segura, e vermelho, quando é muito próximo.

Para melhor entendimento das tecnologias de segurança na Amarok, fizemos um comparativo com a Ford Ranger, sua principal concorrente, além da Toyota Hilux:

Comparativo de Segurança – Amarok V6 x Ford Ranger

Equipamentos de Segurança Volkswagen Amarok V6 Ford Ranger
Airbags Frontais e Laterais
Airbags de Cortina
Airbag para os Joelhos do Motorista
Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC)
Controle de Tração
Assistente de Partida em Rampa (HSA)
Controle Automático de Descida (HDC)
ABS Off-road
Faróis Full-LED / LED Diurno ✅ (com faixa de LED na grade)
Farol Alto Automático
Sensor de Fadiga / Monitoramento do Condutor
Reconhecimento de Sinais de Trânsito
Sistema de Permanência em Faixa (com correção ativa)
Alerta de Saída de Faixa ✅ (via sistema Safer Tag – alerta sonoro/visual) ✅ (com correção ativa)
Alerta de Colisão Frontal ✅ (via Safer Tag – sem intervenção) ✅ (com frenagem autônoma de emergência)
Assistente de Frenagem Autônoma de Emergência (AEB)
Piloto Automático Adaptativo
Detecção de Pedestres e Ciclistas ✅ (alerta visual/sonoro com Safer Tag) ✅ (com frenagem autônoma)
Tecnologia de Assistência (origem) Mobileye (Safer Tag) Ford Co-Pilot 360

✔️ Resumo

Características Amarok V6 Ford Ranger
Foco Robustez e alerta de segurança via Mobileye Intervenção ativa e assistência à condução
Destaque exclusivo Sistema Safer Tag (parceria com Mobileye) Piloto automático adaptativo + AEB
Nível de automação Nível 1 (alertas visuais e sonoros) Nível 2 (intervenções ativas)

 

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Equipamentos de conforto e entretenimento

O modelo traz central multimídia com tela sensível ao toque de nove polegadas, conectividade com Apple CarPlay e Android Auto (necessita do cabo), navegação nativa, airbag de cabeça, além de portas USB-A na dianteira e USB-C na traseira.

No design, a Amarok reforça sua identidade com linhas mais agressivas e imponentes. Ganhou novos para-choques, capô, grade frontal e rodas, além de faróis full LED e uma moderna faixa de luz em LED integrada à grade. A traseira também foi redesenhada, com novas lanternas, emblema da Volkswagen e o nome “Amarok” posicionado no centro da tampa.

A carroceria agora está 96 mm mais longa, e duas novas cores – Branco Puro e Cinza Oliver – foram adicionadas ao catálogo, que já contava com Preto Mystic, Prata Pyrit, Cinza Indium e Azul Atlantic.

Capacidade de carga e tração 4X4 permanente

A Nova Amarok V6 é também a referência em capacidade de carga útil, com impressionantes 1.104 kg. A tração 4X4 permanente está presente em todas as versões, garantindo desempenho ideal tanto no asfalto quanto fora dele. Recursos como assistente de partida em rampas (HSA), controle automático de descida (HDC) e ABS Off-road completam o pacote de dirigibilidade e segurança em qualquer terreno.

Ficha Técnica – Nova Amarok V6 2025

Item Descrição
Motor 3.0 V6 turbodiesel
Potência 258 cv (com overboost até 272 cv)
Torque 59,1 kgfm
Aceleração (0–100 km/h) 8 segundos
Tração 4Motion (4×4 permanente)
Transmissão Automática de 8 marchas
Capacidade de carga útil 1.104 kg
Comprimento +96 mm em relação ao modelo anterior (dimensão total: aprox. 5,33 m)
Faróis Full LED com faixa de luz em LED na grade frontal
Versões disponíveis Comfortline, Highline, Extreme
Pacotes exclusivos Hero (apenas para Cinza Oliver) e Dark (para demais cores, exceto Cinza Oliver)
Cores disponíveis Branco Puro, Cinza Oliver, Preto Mystic, Prata Pyrit, Cinza Indium, Azul Atlantic
Central Multimídia Tela touch de 9” com navegação nativa, Apple CarPlay e Android Auto
Conectividade 1 porta USB-A (dianteira), 2 portas USB-C (traseira)
Airbags Frontais + airbag de cabeça
Assistentes de segurança Alerta de saída de faixa, de colisão frontal, assistente de subida (HSA), controle de descida (HDC), ABS Off-road
Tecnologia de assistência Safer Tag – sistema Mobileye
Blindagem de fábrica (opcional) Blindagem Vale+: mais leve, com vidros mais transparentes e garantia mantida
Acessórios opcionais Mais de 85 itens disponíveis, incluindo kit de proteção e estilo
Garantia 5 anos de fábrica
Produção Fábrica de Pacheco – Argentina

 

Frota Construção: Link-Belt nomeia Maysa Ribas para o Marketing AL

Com o objetivo de ampliar sua presença no Brasil e nos demais países da América Latina, a Link-Belt Escavadeiras inicia uma nova fase de crescimento, com estratégia para ampliar os negócios e reforçar a imagem da marca. Para liderar essa transformação, a empresa nomeou Maysa Ribas como nova gerente de Marketing para a América Latina.

Com 15 anos de experiência no desenvolvimento de negócios internacionais em diversos segmentos, Maysa já atuava na Link-Belt há dois anos como gerente de vendas para a região, período em que contribuiu para a melhoria da performance dos distribuidores e na identificação de novos mercados, sempre com atenção às especificidades culturais e comerciais de cada país.

“Vamos transformar dados em informações estratégicas, que não só orientam nossas ações, mas também ajudam a antecipar tendências e apoiam a tomada de decisões. Nosso objetivo é fazer do Departamento de Marketing um agente essencial para o desenvolvimento de soluções inovadoras”, afirma Maysa Ribas.

Respondendo diretamente ao diretor-geral da Link-Belt Brasil e América Latina, Matheus Fernandes, Maysa Ribas se diz entusiasmada com o desafio:

“Espero colaborar com minha equipe para transformar dados em insights valiosos, que nos ajudem a tomar decisões informadas e consolidar nossa liderança no mercado de escavadeiras. Minha expectativa é criar uma cultura de inovação e excelência, promovendo um ambiente onde todos possam contribuir de forma significativa para o crescimento da marca e a construção de relacionamentos duradouros com nossos distribuidores e clientes”, conclui.

Sobre a Link-Belt Latin America

As escavadeiras Link-Belt® chegaram na América Latina em 2004, mas ganharam ainda mais espaço no mercado latino-americano a partir de 2012, quando a LBX do Brasil, subsidiária da americana Link-Belt Excavator Company, empresa do grupo japonês Sumitomo, se estabeleceu na cidade de Sorocaba (SP). Desde então, os equipamentos têm aliado a tradição da marca americana de 150 anos de história com a tecnologia e qualidade consagradas da indústria japonesa.

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Mercado de equipamentos para construção: Um panorama global e nacional

Os equipamentos para construção têm se consolidados como pilares fundamentais na infraestrutura mundial, destacando assim, relevância das escavadeiras de esteiras, que lideram o mercado global com 34% de participação. Logo atrás, aparecem as carregadeiras de rodas, com 14%, seguidas pelas escavadeiras compactas, que representam 9% do setor. Adiante há o ranking dos maiores fabricantes de máquinas e caminhões para o setor de construção.

No Brasil, o cenário revela particularidades marcantes. Além de um mercado dinâmico que atrai novos fabricantes, as retroescavadeiras se destacam como o produto mais vendido, somando cerca de 11 mil unidades por ano e liderando o ranking com 30% de participação. Em segundo lugar, figuram as escavadeiras de esteiras, responsáveis por 22% das vendas, enquanto as carregadeiras de rodas ocupam o terceiro lugar, com 17%. Outros equipamentos, como rolos compactadores (9%), escavadeiras compactas (7%) e motoniveladoras (6%), complementam o ranking, enquanto a categoria “Outros” acumula 9%.

Nota do editor: Como jornalista, eu não gosto de estatísticas somente com percentuais, pois sei se o crescimento de 10% foi sobre a base 10 ou de 100. No entanto, no parágrafo acima, foram os dados que consegui até o momento e, de qualquer forma, mesmo que incompleto, são informações.

Esse panorama reflete não apenas o apetite do mercado brasileiro por inovação, mas também a competitividade crescente no segmento de construção. Com dados fornecidos pela Off-Highway Research (2023) e Sobratema (2024), é evidente que os avanços em tecnologia e eficiência continuarão moldando o futuro dos equipamentos para construção tanto no Brasil quanto no mundo.

Assista o Canal FrotaCast:

mercado de equipamentos
Os percentuais não revelam a realidade, que deveria ter os número de base

Os maiores fabricantes de máquinas para o setor de construção, incluindo tratores e caminhões, são frequentemente destacados em rankings globais como a “Yellow Table”. Aqui estão alguns dos principais nomes:

  1. Caterpillar: Líder mundial em equipamentos de construção, conhecida por sua ampla gama de produtos, incluindo escavadeiras, carregadeiras e caminhões de transporte.
  2. Komatsu: Fabricante japonesa que ocupa o segundo lugar global, com forte presença em equipamentos de mineração e construção.
  3. XCMG: Maior fabricante da China e terceiro no ranking global, com destaque para escavadeiras e guindastes.
  4. Sany: Outra gigante chinesa, conhecida por suas escavadeiras e equipamentos pesados.
  5. John Deere: Reconhecida por suas máquinas agrícolas e de construção, incluindo tratores e motoniveladoras.
  6. Volvo Construction Equipment: Focada em sustentabilidade, com equipamentos como carregadeiras e caminhões articulados.
  7. Liebherr: Fabricante alemã que atua em diversos segmentos, incluindo guindastes e escavadeiras.
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Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Luiz Henrique Maia Bezerra assume nova posição de liderança na Volkswagen Caminhões e Ônibus

Com vasta experiência no setor automotivo e de relações institucionais, Luiz Henrique Maia Bezerra anunciou recentemente que está assumindo o cargo de Diretor na Volkswagen Caminhões e Ônibus. O comunicado foi feito há poucos dias e destaca um novo capítulo na trajetória profissional do executivo. Ele reporta ao vice-presidente de Relações Instituição, Marco Saltini.

Luiz Henrique, reconhecido por sua atuação em negociações governamentais e relações institucionais, trará sua expertise para continuar fortalecendo a posição estratégica da Volkswagen no mercado. Sua experiência prévia inclui cargos de liderança em organizações influentes, o que promete agregar ainda mais valor à sua nova função.

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VWCO recebe Selo Empresa Amiga da Mulher

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) foi reconhecida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro com o Selo Empresa Amiga da Mulher na categoria ouro, concedido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços e pela Secretaria da Mulher. Essa certificação fecha com as ações promovidas ao longo do mês de março, que tiveram como foco a criação de um ambiente cada vez mais inclusivo e com oportunidades iguais para todos, tanto dentro da companhia quanto na comunidade em geral.

Amiga
Foto: Divulgação

Investimentos para fortalecer a liderança feminina

A VWCO tem implementado diversos programas voltados à promoção da liderança feminina, abrangendo processos de seleção, desenvolvimento e capacitação profissional para mulheres. Como parte de sua estratégia de Diversidade e Inclusão, a montadora estabeleceu a meta de aumentar o número de mulheres em seu quadro executivo até 2029, além de elevar proporcionalmente a contratação de funcionárias em cargos gerais.

Entre as iniciativas de capacitação, destaca-se a parceria com o programa Industry4Her, que prepara colaboradoras para os desafios da Indústria 4.0. Além do desenvolvimento de habilidades técnicas, esse projeto também trabalha aspectos comportamentais e de liderança, impulsionando o crescimento profissional das participantes.

Mais mulheres em diferentes posições

Os esforços da empresa têm dado resultado: a representatividade feminina aumentou em diversos setores da companhia. Na equipe de motoristas de testes, por exemplo, a presença de mulheres triplicou, representando agora mais de 10% do time responsável pelo desenvolvimento e avaliação de durabilidade de veículos.

Ações sociais e impacto na comunidade

A Volkswagen Caminhões e Ônibus também estende suas iniciativas para além do ambiente interno. Como forma de incentivar mais mulheres a ingressarem na indústria, a empresa organizou uma visita especial em sua fábrica de Resende (RJ) para jovens entre 15 e 22 anos, apresentando as possibilidades de carreira e desenvolvimento profissional no setor automotivo.

Outra ação de grande impacto foi a gincana solidária realizada entre os colaboradores da empresa, que arrecadou mais de 10 mil absorventes para doação a mulheres em situação de vulnerabilidade social. Somente no último mês, mais de 20% do quadro de funcionários da VWCO participou voluntariamente de atividades sociais, reforçando o compromisso da empresa com a responsabilidade social.

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A mineira Lenarge adquire Zero Carbon Logistics e projeta faturamento de R$ 2 bi

Fundada pelos irmãos Márcio e Marley Moraes em 1998, na cidade de Sabará (MG), a Lenarge se destaca nacionalmente com uma grande aquisição anunciada nesta semana. Ela comprou a Zero Carbon Logistics, especializada em logística sustentável. O valor da operação não foi divulgado, mas a movimentação estratégica deve resultar em um faturamento de R$ 2 bilhões para 2025, um crescimento de 30% em relação ao registrado pela Lenarge no último ano.

A princípio, com um volume de transporte anual de 15 milhões de toneladas de cargas, a Lenarge atende setores como siderurgia, mineração, construção civil e agronegócio. Aliás, a incorporação da Zero Carbon diversificará o portfólio da empresa, adicionando novas frentes de atuação, incluindo o transporte de equipamentos de manutenção, reparo e operações (MRO), armazenagem e locação de caminhões e equipamentos 100% elétricos. O novo grupo contará com mais de 2.200 colaboradores e uma frota superior a 3 mil equipamentos.

Expansão sustentável

A aquisição fortalece o compromisso da Lenarge com soluções de transporte sustentável. “As principais sinergias serão a expansão das boas práticas relacionadas à sustentabilidade e os ganhos de escala”, afirma Felipe Marçal Cota, CEO da Zero Carbon.

A empresa adquirida se destaca pelo uso de veículos elétricos e movidos a Gás Natural Liquefeito (GNL) para a redução de emissões na cadeia logística. Além disso, segundo Cota, a estratégia de centralização das operações logísticas reduz significativamente a necessidade de veículos em circulação, permitindo uma queda de até 20 vezes na emissão de CO2.

Lenarge
Os irmãos Marley e Márcio, fundadores da Lenarge
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Competitividade e novos negócios

Apesar do foco sustentável, a Zero Carbon mantém uma tabela de preços competitiva, segundo seu CEO. Ele atribui essa vantagem à automatização e centralização das operações, que reduzem desperdícios. “Reduzindo o CO2, diminuímos também as despesas e conseguimos enxugar os custos para não repassar para os clientes um valor acima do mercado para os serviços”, explica Cota.

Nos primeiros meses após a aquisição, o grupo planeja focar no crescimento orgânico, impulsionado pelo aumento previsto no faturamento. No entanto, novas aquisições não estão descartadas. “Temos outras aquisições no radar. Isso vem sendo discutido e analisado”, revela o executivo.

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Do crédito ao descrédito: como o governo Lula segue enganando a população

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De acordo com o Indicador de Inadimplência realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Quatro em cada dez brasileiros adultos (41,50%) estavam negativados em fevereiro de 2025, representando 68,76 milhões de consumidores. Houve um crescimento de 3,22% no número de inadimplentes no Brasil em relação a fevereiro de 2024. Esse aumento tem gerado preocupação e levantado dúvidas sobre o futuro econômico do país. Uma vez que a inadimplência é um fator negativo para investimentos e crescimento econômico.

O endividamento dos brasileiros ocorre por diversas razões: desde a falta de educação financeira até o aumento constante da inflação, especialmente de alimentos. Por exemplo, um número crescente de brasileiros tem utilizado o cartão de crédito como complemento de renda, muitas vezes recorrendo a mais de um cartão para equilibrar as finanças, em especial para o consumo de itens básicos como alimentação. O uso excessivo dessa modalidade pode levar ao aumento da inadimplência, uma vez que os juros elevados dificultam o pagamento das dívidas.

Diante desse cenário de pressão orçamentária das famílias, o governo federal propôs uma medida inédita e controversa: o uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) como garantia para um novo tipo de crédito consignado.

O crédito do trabalhador: mais uma promessa inócua do governo Lula

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em uma campanha publicitária, divulgou a seguinte mensagem: “Apertou o orçamento? O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula!”. O vídeo, publicado nas redes sociais, gerou grande repercussão, pois a medida defendida pelo governo tende a aumentar ainda mais o endividamento da população. A própria declaração da ministra evidencia essa contradição: ao invés de buscar soluções como a redução de impostos ou a criação de programas sociais eficazes, a alternativa oferecida pelo governo é simplesmente mais crédito, agora com o FGTS como garantia.

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O FGTS, por sua vez, é um instrumento utilizado para financiar programas como o Minha Casa Minha Vida e obras de infraestrutura, como pavimentação e saneamento básico. O fato de o governo permitir o uso desse fundo como garantia para empréstimos bancários levanta um questionamento importante: por que o trabalhador continua tendo o saque do FGTS limitado, enquanto os bancos podem usá-lo como garantia de pagamento?

Outro ponto relevante é que, embora o novo consignado ofereça juros menores em comparação a outras modalidades de crédito, o trabalhador continuará exposto a riscos significativos. O desconto do pagamento do empréstimo será feito diretamente na folha salarial e, caso haja perda do emprego, o valor da dívida poderá ser renegociado com a instituição financeira. Se todas as alternativas falharem, o FGTS será utilizado como último recurso, garantindo assim que os bancos não sofram prejuízos. O trabalhador, porém, não conta com garantias, apenas com mais uma dívida e um agravante: a perda parcial de sua reserva financeira. E fica a pergunta diante dessa proposta: se usar o FGTS como garantia é um alívio, por que o trabalhador não pode sacá-lo livremente? Seria o bem-estar da população menos prioritário que a saúde dos bancos?

Da falsa solução ao risco real: paliativos que agravam o problema

Medidas como essa têm pouco efeito na percepção pública e apenas reforçam a falta de compromisso com as promessas feitas durante a campanha eleitoral. Quem frequenta os supermercados sabe que os preços dos alimentos continuam em alta. Enquanto o salário perde poder de compra, tornando-se insuficiente para cobrir despesas básicas. Como resposta, o governo anunciou recentemente mais uma medida controversa e que pode apresentar riscos à saúde dos brasileiros: uma possível flexibilização da fiscalização sanitária do país, uma tentativa de reduzir o preço dos alimentos ao custo de menor rigor na qualidade dos produtos comercializados.

Isso levanta um questionamento fundamental: se a flexibilização sanitária não representa riscos à saúde, por que essa medida não foi adotada antes? Será que o governo, pressionado pela alta dos alimentos e pela queda na popularidade, adota essa estratégia desesperada e aposta em soluções arriscadas e imediatistas para tentar conter o descontentamento popular, mesmo que isso coloque em risco a segurança alimentar da população? Aguardamos as próximas soluções que o governo oferecerá e verificamos se o que ele já apresentou até o presente momento realmente funciona ou não. Aliás, ao que tudo indica o crédito do trabalhador e a possível flexibilização sanitária são apenas paliativos para os problemas reais da população brasileira.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

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Encontro logístico em São José do Rio Preto promete debates e networking

No próximo dia 16 de abril, São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, será palco do Encontro Nacional de Logística, realizado pela UNTOL (União Nacional de Transportadores e Operadores Logísticos). A expectativa é que o evento reúna profissionais do setor para discutir as últimas tendências e desafios da área, além de promover um networking qualificado.

O encontro, que será realizado no Hotel Saint Paul, a partir das 18h, contará com palestras de especialistas renomados, como o Juiz do Trabalho Marlos Melek, que abordará o tema “Contratação de Motorista MEI/PJ/Autônomo”. A programação também inclui debates sobre temas como tecnologia, inovação, gestão e infraestrutura logística.

Além das palestras, o evento oferecerá diversas oportunidades de networking, com espaços para troca de experiências e geração de negócios. Os participantes também poderão conhecer as últimas soluções e serviços para o setor, apresentados por empresas patrocinadoras, como a Noma do Brasil.

O Encontro Nacional de Logística é uma realização da UNTOL (União Nacional de Transportadores e Operadores Logísticos). Para mais informações e inscrições, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 95836-0108, com Tomio.

encontro logístico
Convite da UNTOL

Destaques do evento:

  • Palestra com o Juiz do Trabalho Marlos Melek sobre contratação de motoristas
  • Debates sobre temas relevantes para o setor de logística
  • Oportunidades de networking com profissionais de todo o país
  • Apresentação de soluções e serviços inovadores para o setor

Serviço:

  • Evento: Encontro Nacional de Logística
  • Data: 16 de abril
  • Horário: 18h
  • Local: Hotel Saint Paul – São José do Rio Preto, SP
  • Informações: (11) 95836-0108 (Tomio)
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