segunda-feira, abril 6, 2026

Naturgy Brasil destaca corredores sustentáveis para frota de pesados

A Naturgy, distribuidora de gás no estado do Rio de Janeiro e sul de São Paulo, anuncia investimentos de R$ 300 milhões e reforça papel do gás como solução para mobilidade urbana mais limpa e eficiente

Durante o Seminário de Gás Natural promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), nos dias 14 e 15 de maio, no hotel Fairmont, em Copacabana (RJ), a Naturgy destacou o crescimento do mercado de gás veicular e o papel da infraestrutura no avanço rumo a uma matriz de transporte mais sustentável.

Atualmente, 50% de todo o volume de gás distribuído pela empresa no estado do Rio de Janeiro é destinado ao GNV. Cerca de 1,7 milhão de veículos leves já utilizam o combustível, o que representa aproximadamente 20% da frota fluminense. Agora, o foco está em ampliar esse mercado para caminhões e, principalmente, ônibus.

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No painel “Novas demandas: gás natural e biometano para frotas pesadas”, Giselia Pontes Sereli, diretora comercial da Naturgy Brasil, apresentou os planos da companhia para aumentar a capilaridade da infraestrutura de abastecimento. “Recentemente, anunciamos investimentos da ordem de R$ 300 milhões para ampliar o projeto dos Corredores Sustentáveis. Nosso objetivo é implantar mais 16 corredores nas principais rodovias que ligam o Rio de Janeiro aos demais estados do Sudeste. Com isso, os veículos pesados terão autonomia total para circular utilizando o GNV”, afirmou.

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O estado do Rio de Janeiro já conta com dois corredores sustentáveis nas rodovias Via Dutra e Washington Luís, que somam 11 postos adaptados para o abastecimento de caminhões e ônibus a gás. A ampliação da malha visa facilitar a logística de transporte de cargas e passageiros com menor impacto ambiental.

Potencial de conversão na frota de ônibus

A executiva também destacou o enorme potencial da conversão da frota de ônibus urbanos para GNV, especialmente na cidade do Rio de Janeiro, que possui cerca de 4 mil veículos circulando diariamente. “Existem 37 garagens de ônibus municipais localizadas sob a nossa rede de gás. Isso nos dá uma grande vantagem para viabilizar o abastecimento dessas frotas com GNV, reduzindo significativamente o consumo de diesel e, consequentemente, as emissões”, explicou Giselia.

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Segundo dados da empresa, somente no município do Rio são consumidos aproximadamente 13 milhões de litros de diesel por mês. A substituição pelo gás natural pode representar uma redução de até 20% nas emissões de carbono, além de ganhos econômicos para as empresas operadoras.

Giselia ressaltou que a tecnologia de ônibus a gás já está consolidada, com veículos eficientes, preços competitivos e disponibilidade imediata. “Temos bons exemplos na América Latina. Em Bogotá, na Colômbia, 40% da frota de transporte urbano é composta por ônibus a gás, fabricados no Brasil. Isso mostra que temos a capacidade e a tecnologia necessárias para fazer essa transição no Brasil”, disse.

Caminho aberto para o biometano

A executiva também abordou o papel estratégico do biometano como fonte complementar ao gás natural. Segundo ela, ambas as fontes são intercambiáveis, o que permite que a infraestrutura atualmente em expansão para o GNV possa ser utilizada futuramente para o biometano, conforme a produção ganhar escala.

“Hoje, distribuímos cerca de 7 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural no mercado convencional, sem contar o volume destinado às térmicas. Em março deste ano, a produção de biometano no Brasil foi de cerca de 10 milhões de metros cúbicos por mês, segundo a ANP. Ou seja, ainda há um caminho a percorrer para que o biometano possa atender grandes demandas. Mas estamos preparados. A infraestrutura que estamos desenvolvendo estará pronta para receber essa nova fonte energética assim que sua produção amadurecer”, concluiu Giselia.

O painel, moderado por Gabriel Kropsch (Sinergás), também contou com a participação de Laércio Ávila (Consórcio BRT), Vinicius Reiter Plitz (Reiter LOG) e Erik Trench (Ultragaz), que reforçaram o papel do gás natural e do biometano na transformação da matriz energética do transporte brasileiro.

Jordana Albuquerque é a nova diretora de Gente e Gestão da Rodonaves

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Com mais de dez anos de experiência em Recursos Humanos, Jordana assume a função com o desafio de fortalecer as estratégias de desenvolvimento e sustentabilidade de pessoas dentro da companhia

A Rodonaves, uma das principais empresas de transporte rodoviário de cargas do país, anunciou a nomeação de Jordana Albuquerque como sua nova diretora executiva de Gente e Gestão. Com mais de dez anos de experiência em Recursos Humanos, Jordana assume a função com o desafio de fortalecer as estratégias de desenvolvimento e sustentabilidade de pessoas dentro da companhia.

Formada em Administração de Empresas pela PUC-Campinas, Jordana possui especializações em Gestão Estratégica de Pessoas e Recursos Humanos pela FIA Business School, além de Políticas e Práticas de RH pela Fundação Getúlio Vargas.

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Ao longo da carreira, Jordana destacou-se pela implementação de projetos voltados ao fortalecimento da diversidade de gênero e à valorização da participação feminina em cargos de liderança. “Assumo essa nova etapa com entusiasmo e muita responsabilidade. Chego com o propósito de impulsionar o crescimento das pessoas e da organização de forma sustentável, em alinhamento com o planejamento estratégico do negócio”, afirmou a executiva.

Jordana Albuquerque é a primeira mulher a integrar a diretoria executiva da Rodonaves, que conta ainda com Vera Naves na vice-presidência. Atualmente, 22% dos cargos de liderança da empresa são ocupados por mulheres – um índice superior à média do setor de transporte rodoviário de cargas, que, segundo o Índice de Equidade no TRC de 2024, é de apenas 3%.

Moto Keeness VFD estreia no Brasil e marca a chegada da gigante Yadea

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Modelo naked elétrica da Yadea será apresentado no Festival Interlagos, dia 29 de maio, e inaugura a operação da marca chinesa no país

A revolução elétrica sobre duas rodas acaba de ganhar um novo capítulo no Brasil. A Yadea, líder mundial em veículos elétricos de duas rodas, estreia oficialmente no país com o lançamento da naked esportiva Keeness VFD. A apresentação do modelo acontecerá no próximo 29 de maio, durante o Festival Interlagos 2025, maior evento do setor motociclístico no Brasil.

Além de marcar a chegada da Keeness, a data representa também o início das operações comerciais da Yadea no mercado brasileiro — um movimento estratégico da fabricante que mira um público jovem, urbano e conectado com as pautas de mobilidade sustentável.

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Com visual agressivo e proposta esportiva, a Keeness VFD promete ser uma alternativa moderna às nakeds a combustão. O modelo vem equipado com motor central de 5,5 kW (com picos de 10 kW), acelera de 0 a 50 km/h em apenas 4 segundos e atinge até 100 km/h de velocidade máxima. A tração final é feita por corrente, reforçando o caráter dinâmico da moto.

A autonomia é um dos grandes trunfos: são até 140 km com duas baterias removíveis de 72V e 32Ah cada. A recarga pode ser feita em tomadas convencionais, tornando a proposta ainda mais viável para o uso diário.

Entre os equipamentos, a Keeness conta com iluminação full-LED, painel digital LCD de 5”, freios a disco com ABS ou CBS, rodas de liga de 17 polegadas e pneus nas medidas 100/80-17 (dianteira) e 130/70-17 (traseira). O design segue o padrão agressivo das nakeds, com linhas angulosas e uma pegada moderna que reforça o apelo urbano.

Produção em Manaus

A produção da Keeness e de outros modelos da marca será feita no Polo Industrial de Manaus, em parceria com a Jabil Industrial do Brasil. O Brasil é o quarto país fora da China a contar com uma linha de montagem da Yadea — ao lado de Vietnã, Indonésia e Tailândia — e será uma base estratégica para a expansão da empresa na América Latina.

A marca também prepara o lançamento de outros modelos, como a scooter VoltGuard VFV e a urbana Y1, ampliando seu portfólio de soluções elétricas.

Com preços ainda não divulgados oficialmente, a Keeness VFD deve chegar às lojas logo após sua estreia no Festival Interlagos. A expectativa é de que a Yadea posicione o modelo de forma competitiva, buscando espaço entre os consumidores que desejam migrar para o elétrico sem abrir mão de desempenho e estilo.

Festival Interlados

O Festival Interlagos 2025 acontece entre os dias 29 de maio e 1º de junho, no Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo. A edição deste ano contará com test-rides, lançamentos e a presença das principais marcas do setor — incluindo outras estreantes como CFMoto e Moto Morini.

Com a chegada da Yadea, o mercado brasileiro de motocicletas elétricas dá um passo importante rumo ao futuro. E a Keeness VFD, com sua proposta ousada e tecnológica, promete acelerar essa transformação.

Volvo Trucks apresenta novo FH Aero Electric com autonomia de diesel

A Volvo Trucks lançará formalmente e começará a aceitar encomendas do Volvo FH Aero Electric com eixo elétrico no segundo trimestre de 2026. Voltado especificamente para operações de longa distância — na Europa, pois no Brasil seria média distância —, o novo modelo promete mais competitivo no segmento, com autonomia de até 600 quilômetros, carregamento super-rápido e capacidade de carga equivalente à dos caminhões a diesel tradicionais. Esta autonomia é quase o dobro do atual Volvo FH Electric.

Com esta nova autonomia, o Volvo FH Aero Electric ficará à frente da Mercedes-Benz Trucks e atrás da Tesla:
Modelo Autonomia (km) Bateria (kWh) Status
Tesla Semi 800 ~900–1000 Produção limitada
Volvo FH Aero Electric 600 780 Lançamento em 2026
Mercedes eActros 600 500 621 Produção em 2024
Freightliner eCascadia 370 438 Em produção (EUA)
Scania 45 R Electric 350 624 Em produção (Europa)

 

Embora o lançamento oficial ainda esteja a mais de um ano, a Volvo já começou a revelar imagens e informações técnicas sobre o caminhão. Clientes interessados também podem assinar uma carta de intenção de compra, antecipando sua entrada na próxima geração do transporte de carga com zero emissão.

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Projetado para enfrentar um dos segmentos mais difíceis de descarbonizar — o transporte de longa distância — o FH Aero Electric vem equipado com tecnologia de ponta em transmissão elétrica, conhecida como e-axle (eixo elétrico), que libera mais espaço para baterias e aumenta a eficiência energética do conjunto.

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O FH Aero Electric representa um verdadeiro avanço no transporte com zero emissão. Agora, as empresas de transporte podem operar longas distâncias com caminhões elétricos sem comprometer a produtividade”, afirma Roger Alm, presidente da Volvo Trucks. “O carregamento super-rápido e a alta capacidade de carga útil tornam esta uma solução extremamente competitiva.

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Carregamento ultrarrápido e dentro das regras

Um dos principais atrativos do novo caminhão é sua capacidade de carregamento acelerado. Adaptado ao padrão MCS (Sistema de Carregamento de Megawatts), o FH Aero Electric pode carregar de 20% a 80% da bateria em cerca de 40 minutos — tempo que se encaixa perfeitamente no intervalo de descanso obrigatório para motoristas profissionais na União Europeia. Na prática, isso significa que o caminhão pode ser recarregado durante pausas regulares, mantendo a operação eficiente ao longo do dia.

Robusto e com alta capacidade de carga

FH Aero Electric
Com nova tecnologia, FH Aero Electric passa a ter quase o dobro da autonomia do FH Electric atual

A configuração com eixo adicional (6×2) permite ao caminhão suportar um peso total de até 48 toneladas, acomodando oito baterias com capacidade instalada total de 780 kWh. Essa estrutura reforçada oferece distribuição de peso otimizada e permite operar com reboques pesados sem comprometer a performance ou a autonomia.

Com essa solução, a Volvo aproxima o desempenho dos caminhões elétricos aos modelos movidos a diesel — sem abrir mão da sustentabilidade.

Conectividade e serviços completos

Mais do que um veículo, o FH Aero Electric faz parte de uma oferta abrangente da Volvo Trucks, que inclui soluções personalizadas para planejamento de rotas, infraestrutura de carregamento, monitoramento da frota e assistência técnica.

Liderança global e visão para o futuro

Desde o início da produção em série, em 2019, a Volvo Trucks já entregou mais de 5.000 caminhões elétricos a clientes em 50 países. Hoje, a empresa é considerada uma referência mundial em eletrificação de veículos pesados, com oito modelos elétricos que atendem desde a distribuição urbana até aplicações industriais e, agora, o transporte de longa distância.

A iniciativa faz parte da estratégia tripla da Volvo para alcançar emissões líquidas zero até 2040, que combina:

  • Caminhões elétricos a bateria;
  • Caminhões elétricos com células de combustível;
  • Motores de combustão que utilizam combustíveis renováveis, como hidrogênio verde, biogás e biodiesel.

Gasola lança IA pioneira para automação no abastecimento de frotas

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A Gasola lançou uma Inteligência Artificial (IA) desenvolvida para transportadoras que utilizam seu serviço. A tecnologia atua desde a automação de processos antes realizados manualmente pelos motoristas, até o aprimoramento de fluxos internos.

A novidade chega em um momento em que o uso de IA tem ganhado força como aliada na prevenção de fraudes em sistemas de pagamento. Soluções avançadas já são capazes de detectar padrões anômalos, analisar grandes volumes de dados em tempo real e responder automaticamente a atividades suspeitas. De acordo com o estudo Pulso 2024 – Experiência Digital: a Evolução dos Serviços Financeiros na América Latina, 52% dos líderes do setor financeiro brasileiro pretendem implementar mecanismos de IA voltados à detecção de fraudes nos próximos dois anos.

Segundo Ricardo Lerner, CEO da Gasola, a nova tecnologia da empresa ainda está em fase inicial, mas já apresenta impactos concretos. “A Inteligência Artificial compara informações como a placa registrada com o que é identificado visualmente no momento do abastecimento, sinalizando se há correspondência ou divergência. Isso ajuda o motorista e a empresa a evitar falhas, garantindo mais segurança e agilidade, especialmente nos casos em que ocorrem erros de digitação”, explica.

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Antes da implementação da IA, o motorista precisava preencher manualmente informações no aplicativo e tirar fotos de elementos-chave, como a bomba de combustível. A validação dessas informações era feita por operadores humanos, o que tornava o processo mais demorado e sujeito a inconsistências.

Agora, com a automação em curso, a Gasola já observa avanços relevantes. “Temos relatórios mais consistentes, que melhoraram a experiência do motorista e reduziram falhas humanas. Também ganhamos produtividade nos times de gestão”, afirma Lerner. O cruzamento automático de dados e a redução de inconsistências tornam a tomada de decisão mais ágil e embasada, fortalecendo o papel estratégico da tecnologia no setor logístico.

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A previsão é que, em breve, dados como placa, volume abastecido e quilometragem sejam reconhecidos automaticamente por meio de imagens, sem necessidade de digitação. Isso permitirá à IA identificar eventuais tentativas de fraude — como o abastecimento de veículos não autorizados — e evitar erros simples, como digitações incorretas.

“Nosso objetivo é automatizar 100% do processo, eliminando a necessidade de input manual por parte do condutor e oferecendo aos gestores dados mais seguros e estruturados”, conclui Lerner. A solução acompanha uma demanda crescente do setor por eficiência operacional e redução de custos, entregando uma plataforma que fortalece a governança das empresas e melhora a performance de suas frotas.

Ferrari faz história em Miami com carros de Schumacher e Massa

Em Miami, enquanto os motores rugiam para mais uma rodada de Fórmula 1 em Ímola, Itália, um evento extraordinário remodelou a história do automobilismo. A Ferrari, conhecida por sua expertise, organização e exclusividade, demonstrou mais uma vez seu status icônico.

Durante o Ferrari Racing Days, realizado no circuito de Miami, dois carros lendários da escuderia italiana foram os protagonistas: a Ferrari F2003-GA e a Ferrari F1-2000, máquinas que marcaram épocas distintas na trajetória vitoriosa de Maranello.

A Ferrari F2003-GA é uma joia tecnológica que consolidou o domínio de Michael Schumacher. O modelo carrega as iniciais “GA” em homenagem a Gianni Agnelli, patriarca da Fiat, que faleceu naquele mesmo ano. Desenvolvido com uma aerodinâmica refinada e um motor V10 de 3 litros, o carro foi decisivo na conquista do sexto título mundial do alemão, superando o recorde de Juan Manuel Fangio. Com esse carro, Schumacher venceu cinco GPs em 2003 (Espanha, Áustria, Canadá, Itália e EUA). Além disso, a F2003-GA foi essencial para a Ferrari garantir o campeonato de construtores, superando a ameaça da Williams e da McLaren.

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A máquina foi recentemente leiloada por € 14,8 milhões (R$94,57 milhões), um dos valores mais altos já pagos por um carro de Fórmula 1 ainda em funcionamento. Um detalhe que aumentou seu valor: o chassi leiloado (número 229) venceu dois GPs nas mãos de Schumacher e ainda conta com o motor original V10 em perfeito estado, o que é raro nesse tipo de venda.

Já a Ferrari F1-2000 marcou o início da era dourada da Ferrari no novo milênio. Após 21 anos sem títulos de pilotos, a equipe de Maranello voltou ao topo em 2000 com uma temporada memorável. Schumacher venceu nove das 17 corridas daquele ano e selou o título no Japão, após uma batalha intensa com Mika Häkkinen da McLaren.

O modelo representava um avanço notável em relação ao seu antecessor, com novo conceito de aerodinâmica, câmbio mais leve e centro de gravidade rebaixado. O sucesso da F1-2000 não apenas encerrou um longo jejum como também inaugurou uma sequência histórica de cinco títulos consecutivos para Schumacher e seis para a Ferrari no mundial de construtores.

Este carro, que simboliza o renascimento da Ferrari, está avaliado atualmente entre US$ 7,5 e US$ 9,5 milhões (R$ 42,53 e 53,87 milhões), e alguns colecionadores consideram-no o “divisor de águas” que mudou a história recente da Fórmula 1.

Além do leilão e da exposição desses ícones, o evento em Miami contou com sessões do Ferrari Challenge North America, reunindo pilotos amadores e entusiastas da marca, além de experiências exclusivas para clientes, como voltas rápidas e aulas de pilotagem com instrutores da Scuderia.

Fique ligado nas próximas edições, enquanto nos aprofundamos em como esse evento em Miami personificou a Ferrari e elevou o automobilismo a patamares sem precedentes.

Ferrari
Alexandre Chalela e a Ferrari do Massa em Miami

Com colaboração e informações diretamente de Miami de Alexandre Chalela, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Sustentabilidade da NanoXD

DHL Global Forwarding promove André Maluf como novo Diretor de Produto Aéreo

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A DHL Global Forwarding, divisão do Grupo DHL especializada no transporte internacional de cargas marítimas e aéreas, anunciou a promoção de André Maluf ao cargo de Diretor de Produto Aéreo no Brasil. A nomeação reflete a estratégia da empresa de reforçar seu compromisso com a inovação, a eficiência operacional e a sustentabilidade no setor logístico.

Com uma trajetória consolidada em consultoria empresarial e ampla experiência em logística, comércio internacional, importação e gestão de frete, Maluf assume o novo desafio com a missão de otimizar a operação aérea da companhia, buscando maior competitividade e excelência no atendimento aos clientes.

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Em um mundo onde a economia está em constante mudança e os desafios logísticos se tornam cada vez mais complexos, a DHL Global Forwarding está se preparando para liderar essa transformação. A integração de André Maluf em nossa equipe é um passo estratégico que nos permitirá não apenas adaptar nossas operações às novas realidades do mercado, mas também inovar e oferecer soluções ágeis e sustentáveis. Juntos, vamos moldar o futuro da logística, garantindo que nossos clientes tenham sempre à disposição as melhores práticas e tecnologias para prosperar em um cenário econômico dinâmico,” afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding.

Entre os principais objetivos de Maluf à frente do Produto Aéreo estão a gestão de custos operacionais, o uso inteligente da capacidade de carga, a adoção de tecnologias de ponta com foco em práticas sustentáveis, o fortalecimento da conformidade regulatória e a elevação da experiência do cliente.

A promoção marca uma nova fase para a DHL Global Forwarding, que segue investindo em talentos estratégicos para sustentar seu crescimento e liderança no setor logístico global.

Computação Quântica: A próxima fronteira da logística

Enquanto muitos profissionais ainda estão assimilando os avanços da Inteligência Artificial e da automação, uma nova tecnologia começa a se destacar como promissora para transformar radicalmente a logística: a Computação Quântica.

Por Gláucio Rocha*

Embora ainda em fase inicial de desenvolvimento e testes comerciais, essa tecnologia tem o potencial de resolver problemas antes considerados intransponíveis pelos sistemas clássicos, especialmente na otimização de processos logísticos complexos. 

O que é Computação Quântica?

A computação quântica se baseia em princípios da mecânica quântica para realizar cálculos de forma exponencialmente mais rápida do que computadores tradicionais. Diferente dos bits (0 ou 1), os qubits podem existir em múltiplos estados ao mesmo tempo, permitindo que múltiplas soluções sejam testadas simultaneamente. 

Aplicações promissoras na logística

Roteirização e distribuição em larga escala:
Capaz de otimizar simultaneamente milhares de variáveis — como rotas, tempo, capacidade e condições externas — em tempo recorde. 
Gestão de estoques com múltiplas restrições:
Melhora o balanceamento entre custo, espaço, sazonalidade e demanda futura, mesmo em cadeias de suprimentos globais. 
Simulações avançadas para planejamento estratégico:
Empresas poderão antecipar e testar cenários complexos, como disrupções na cadeia, com altíssima precisão. 
Alocação de recursos e cargas em tempo real:
Decisões mais eficientes sobre onde e como alocar frotas e estoques, reduzindo desperdícios e aumentando o nível de serviço. 

Grandes players já estão testando:
Empresas em parceria com IBM e D-Wave, já experimentam algoritmos quânticos para resolver desafios logísticos e industriais. Ainda são pilotos, mas com resultados encorajadores. 

Desafios a superar

  • Infraestrutura ainda cara e limitada 
  • Falta de profissionais qualificados em computação quântica aplicada 
  • Necessidade de algoritmos específicos para cada problema logístico 

Conclusão

A computação quântica não será implementada da noite para o dia — mas quem começar agora a entender seu potencial e se preparar, terá uma vantagem estratégica nos próximos anos. Assim como a automação e a IA, ela deixará de ser “disruptiva” e se tornará parte do novo normal na logística global. 

*computação quântica

Profissional com mais de 20 anos de experiência em gerenciamento de Supply Chain e Logística, em empresas de grande porte de segmento estratégico como a Expresso Nepomuceno, Ambev, Globalbev, Logbev e Raia Drogasil. Atualmente, é mestrando em logística na Fundação Dom Cabral 

BorgWarner revela inovações em propulsão elétrica no 46º Simpósio de Motores

Durante o 46º Simpósio de Motores de Viena, realizado de 14 a 16 de maio de 2025, a BorgWarner apresentou duas inovações em propulsão elétrica: um módulo de potência de carboneto de silício (SiC) de 800 V com resfriamento de dupla face (DSC) e um inversor de tração multinível com tecnologia de onda limpa.

Módulo de potência SiC de 800 V com resfriamento de dupla face

O novo módulo de potência DSC da BorgWarner utiliza interruptores de energia Viper de última geração e é projetado para aplicações de alta densidade de corrente em veículos elétricos a bateria (BEVs). A inovação no design permite o resfriamento em ambos os lados do semicondutor, melhorando significativamente a gestão térmica e a eficiência da conversão de energia. Essa abordagem resulta em temperaturas de junção mais baixas ou em densidades de corrente mais altas, possibilitando inversores mais compactos e eficientes para veículos elétricos e híbridos.

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Inversor de tração multinível com tecnologia de onda limpa

Apresentado virtualmente, o novo inversor de tração multinível incorpora a tecnologia de onda limpa, que proporciona uma saída de sinal mais limpa e reduz a distorção harmônica. Essa melhoria contribui para uma maior eficiência do trem de força e um desempenho mais suave do motor elétrico. A tecnologia é especialmente benéfica para veículos que exigem alta eficiência energética e desempenho otimizado, como nos veículos comerciais.

Compromisso com a eletrificação e sustentabilidade

Essas inovações refletem o compromisso da BorgWarner com a eletrificação e a sustentabilidade no setor automotivo. A empresa tem expandido sua produção de inversores de SiC de 800 V, fornecendo componentes para importantes montadoras globais. Os inversores de SiC oferecem vantagens significativas em termos de eficiência energética, densidade de potência e redução de perdas de energia, contribuindo para maior autonomia dos veículos elétricos e tempos de carregamento mais curtos.

Além disso, a BorgWarner tem investido em soluções de gerenciamento térmico, como eCoolers e aquecedores de alta tensão, para melhorar a eficiência e a durabilidade dos sistemas de propulsão elétrica. Essas tecnologias são fundamentais para atender às crescentes demandas por veículos elétricos mais eficientes e sustentáveis.

Seminário AEA debate o futuro da segurança e conectividade veicular

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O avanço da conectividade, da inteligência artificial e dos sistemas embarcados têm transformado os veículos em verdadeiros computadores sobre rodas e, com isso, a necessidade de proteger esses sistemas contra invasões e alterações se tornou uma prioridade estratégica para a indústria automotiva. Com esse pano de fundo, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva realizou, na última quinta-feira, 15 de maio, no auditório da UNIP Vila Clementino, em São Paulo, o Seminário AEA de Segurança e Conectividade, evento marcado pelo lançamento do White Paper Cybersecurity 2025.
Tecnologia a serviço da vida – Com o tema “Tecnologias de Conectividade e Segurança Veicular a Serviço da Vida”, o evento reuniu especialistas da indústria automotiva para debater como a conectividade, a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes estão moldando o futuro da mobilidade com foco na preservação de vidas e na segurança no trânsito.
Na abertura, Everton Lopes, vice-presidente da AEA, ressaltou que a conectividade deixou de ser algo distante e hoje está no centro da estratégia das empresas, da indústria e das regulamentações. “Veículos que se comunicam entre si, com o ambiente e com os usuários representam grandes desafios, mas também oportunidades extraordinárias. Esses debates são essenciais para que possamos construir propostas de regulamentações sólidas, aplicáveis e capazes de reduzir acidentes e salvar vidas”, afirmou.
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Já Hilton Spiler, diretor de Segurança Veicular da AEA e um dos coordenadores do seminário, lembrou que o dia 17 de maio é celebrado como o Dia Mundial da Internet, tecnologia que revolucionou a forma como pessoas e objetos se conectam. Ele destacou a importância do evento para refletir sobre os avanços conquistados e os desafios ainda pela frente: “Percorremos um longo caminho, mas temos muito a fazer. A AEA, com mais de 40 anos de atuação, mantém seu compromisso de fomentar discussões relevantes para o futuro da mobilidade.”
Seminário AEA
Fonte: AEA
O circuito de palestras começou com João Carvalho, engenheiro do ETAS, fornecedor de soluções de software para a indústria automotiva, que apresentou os principais destaques do White Paper Cibersecurity 2025. O documento foi elaborado de forma colaborativa, com divisão de capítulos entre autores, discussões em grupo e participação de especialistas convidados em temas como infraestrutura segura, pentesting e segurança de sistemas embarcados.
O estudo resgata a trajetória da cibersegurança desde os primeiros vírus computacionais até os desafios contemporâneos de proteção dos veículos conectados, automatizados e definidos por software (os chamados Software-Defined Vehicles – SDVs). Em um cenário no qual automóveis possuem milhões de linhas de código e múltiplas interfaces com o ambiente externo, garantir a segurança digital se torna tão importante quanto assegurar o funcionamento mecânico.
Educação em Transporte: Fabet São Paulo
Entre os principais pontos do documento, destaca-se a diferenciação entre segurança cibernética e segurança funcional — dois conceitos distintos, mas complementares:
  • A segurança cibernética trata de ameaças intencionais, como ataques planejados por indivíduos ou grupos. O foco está em entender quem representa o risco, suas motivações e impactos. Busca-se garantir a confidencialidade, integridade e autenticidade dos dados.
  • Já a segurança funcional aborda falhas não intencionais dos sistemas elétricos e eletrônicos. Avalia como essas falhas ocorrem e seus impactos, com o objetivo de assegurar a integridade e consistência do funcionamento dos sistemas.
O White Paper Cybersecurity 2025 também analisa regulamentações nacionais e internacionais já em vigor, os impactos dessas implementações em outros mercados e os desafios a serem enfrentados no Brasil.
Na segunda palestra do dia, o engenheiro de Produto Sênior da Harman, Flavio Lira, apresentou soluções que utilizam câmeras e sensores internos para monitorar o comportamento de motoristas e ocupantes. Distrações como uso do celular, cansaço e estresse afetam diretamente a atenção ao volante. Para lidar com esses fatores, câmeras internas detectam o rosto do condutor, sua frequência cardíaca, posição da cabeça e padrão respiratório, permitindo avaliar seu nível de atenção e estado emocional com base no modelo de Paul Ekman, que identifica expressões como raiva, medo, surpresa e tristeza.
Sensores de ultrassom também auxiliam na identificação dos ocupantes, detectando, por exemplo, a presença de crianças ou animais esquecidos no veículo. As informações coletadas permitem que o sistema envie alertas e feedbacks ao motorista, promovendo maior segurança dentro do carro.
Já o diretor de pesquisa da Facens, Roberto Silva Netto, apresentou o projeto Conecta 2030, voltado à segurança de pedestres por meio da conectividade veicular. A motivação para o projeto surgiu diante do crescente número de atropelamentos, inclusive em faixas de pedestres, muitas vezes causados por falta de visibilidade ou atenção dos motoristas e pedestres.
A proposta é criar um ecossistema conectado e cooperativo capaz de detectar usuários vulneráveis nas vias, utilizando tecnologias como 5G, C-V2X e gêmeo digital. Com base no campus da Facens, o projeto desenvolve um ambiente de realidade mista, simulando situações de risco sem expor pessoas a perigo real.
A infraestrutura inclui Mobile Edge Computing (MEC), que permite o processamento rápido de dados para respostas quase em tempo real, além de sensores e comunicação veicular para identificar a presença de pedestres. Como destacou Silva Netto, a meta é “fazer com que a cidade veja e o carro fale”, promovendo mais segurança nas ruas e rodovias.
O último conteúdo da manhã ficou a cargo de Leimar Mafort, gerente de Engenharia da Bosch, que apresentou as aplicações da tecnologia Ultra Wide Band (UWB) para sistemas de acesso veicular.
Com previsão de que, em 2025, mais da metade dos veículos brasileiros tenha algum tipo de acesso por rádio, o destaque é para o uso do smartphone como chave digital. A tecnologia UWB permite acesso seguro e passivo ao veículo, sem necessidade de ações do motorista, e ainda possibilita o compartilhamento da chave com outras pessoas, com configurações personalizadas. Além disso, o UWB oferece localização precisa, pode ser integrado a sistemas de detecção de presença e representa uma evolução natural dos sistemas atuais baseados em antenas. A tendência é que a chave digital se torne padrão global, com apoio das OEMs, fabricantes de smartphones e iniciativas como o Car Connectivity Consortium.
A parte da tarde foi inaugurada com o Major Muniz, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, trazendo um panorama do sistema eCall (chamada automática de emergência). Segundo ele, o Brasil está avançando na adoção desse sistema, seguindo modelos internacionais como o europeu. Recentemente, o Projeto de Lei nº 217/2024 propôs a obrigatoriedade do eCall em veículos novos, vinculando seu acionamento aos Corpos de Bombeiros Militares estaduais. O sistema promete agilizar o resgate em acidentes ao transmitir dados como localização e tipo de colisão, mas enfrenta desafios como a adaptação da infraestrutura de emergência e a padronização tecnológica.
Se aprovado, o PL 217/2024 colocará o país no mesmo patamar de nações como os da União Europeia, onde o eCall já salvou milhares de vidas desde 2018. A experiência internacional serve de modelo, mas a adaptação à realidade brasileira será essencial para o sucesso do sistema.
A palestra de Emerson Batagini, engenheiro sênior da Bosch, abordou a evolução dos sistemas de frenagem, destacando desde os métodos rudimentares, como os freios por sapata em carroças, até os sistemas modernos com atuação eletrônica. O controle eletrônico de estabilidade, que completa 30 anos e se tornou obrigatório no Brasil a partir de 2024 para veículos leves e 2025 para pesados, foi um dos marcos mencionados. Tecnologias como ABS, ESP e assistentes de partida em rampa foram apresentadas como exemplos do avanço que salvam vidas no uso cotidiano.
Entre as tendências, Batagini apontou freios com atuação elétrica sem fluido, integração com sistemas de direção e novos requisitos voltados a veículos eletrificados. Além disso, a cibersegurança passa a ser um requisito essencial, com os freios baseados em software. A conclusão reforça a importância da frenagem segura como pilar central da evolução automotiva: “melhor do que acelerar é poder parar em segurança”.
Seguindo no tema de frenagem, Felipe Villasboas, gerente de Engenharia Elétrica e Eletrônica da General Motors, destacou a importância da frenagem automática de emergência (AEB) como parte dos sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS). O AEB atua como um recurso de emergência que assume o controle do veículo para evitar colisões, especialmente quando o motorista não reage a tempo. Apesar de não se tratar de um sistema autônomo, o AEB exige tecnologias robustas como sensores de radar, câmeras e, futuramente, a fusão com lidars (radares com tecnologia a laser), o que permite melhorar a resposta em condições adversas e em velocidades mais altas.
Villasboas ressaltou os desafios técnicos enfrentados, como detecção de objetos irregulares e interferências causadas por condições climáticas e iluminação. O caminho para um AEB mais eficiente, segundo ele, está na combinação de sensores (radar + câmera), elevando a precisão e confiabilidade do sistema — conhecido como Enhanced AEB.
Fechando o dia tivemos Leonardo Giglio, diretor executivo da Humanetics para a América Latina, maior fabricante do mundo de Anthropomorfic Test Devices (ATDs), como são chamados os bonecos de crash test.
Giglio tratou da evolução dos ATDs, que estão acompanhando, por sua vez, as atualizações na segurança veicular, saindo do foco exclusivo em lesões mais simples e frequentes — como fraturas de costela, fêmur e traumas cranianos — para enfrentar ferimentos mais complexos e menos visíveis, como lesões torácicas severas, fraturas de tornozelo e de acetábulo.
Esse avanço exige a superação das limitações dos antigos ATDs, que na década de 1970 tinham 10 canais para coletas de dados e hoje possuem 155. A indústria já ultrapassou os testes com barreiras rígidas únicas e agora trabalha com simulações mais completas e adaptadas à realidade, buscando reduzir drasticamente os níveis de lesões.
Hoje, os esforços se concentram em desafios, como a biofidelidade dos ATDs, ou seja, de torná-los cada vez mais parecidos com o corpo humano, além da diversidade dos modelos, o que contribui para garantir equidade de gênero na avaliação de riscos, proteger adequadamente pessoas idosas e testar veículos considerando diferentes posições de assento, uma vez que, segundo Leonardo, os veículos autônomos nível 5 são uma questão de tempo. O executivo ainda trouxe um roadmap com iniciativas e desafios para alcançar a Visão Zero: um cenário sem mortes no trânsito até 2050, o que exige melhorias contínuas em tecnologia, regulamentação e design, indo além das soluções óbvias e enfrentando as camadas mais complexas da segurança veicular.