quarta-feira, abril 8, 2026

Volare apresenta novo Fly 10 movido a gás biometano e GNV

A Volare amplia as opções de micro-ônibus de baixa emissão de carbono com o lançamento do Fly 10 movido a gás GNV e/biometano. No ano passado, a empresa apresentou o primeiro Attack 9 Híbrido durante a Lat.Bus 2024.

A tecnologia a gás está disponível no Volare Fly 10 nas versões para os segmentos urbano, executivo e escolar e poderá ser expandida para outros veículos do portfólio da marca.

“O lançamento do Volare Fly 10 GV faz parte do compromisso da empresa com a descarbonização e uma mobilidade mais sustentável. Demonstra também os investimentos robustos que vem fazendo com o objetivo de oferecer ao mercado modelos com tecnologias que promovam eficiência na operação. As primeiras unidades já estão em operação nas cidades de Guarulhos e Belo Horizonte e o modelo foi apresentado no Seminário promovido (no dia 25 de março) pela Prefeitura de São Paulo”, destaca Sidnei Vargas, gerente comercial da Volare.

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Segundo a Volare, o desenvolvimento do projeto envolveu quatro anos de trabalho e destaca investimentos que a marca vem fazendo no desenvolvimento contínuo de novas tecnologias. Por meio de parcerias estratégicas, foram concebidos uma plataforma e um powertrain com características que contribuem para o transporte sustentável e eficiente.

O motor, desenvolvido especialmente para aplicação GNV e biometano, em qualquer proporção. Quando abastecido apenas com GNV, as emissões de CO₂ reduzem cerca de 15%, segundo estudos da Scania e Iveco Group. Já, quando utilizado 100% de biometano, a redução pode chegar em até 96% das emissões de material particulado e 84% de gases que causam efeito estufa.

O modelo possui três cilindros de combustível capazes de armazenar 360 litros, o que representa autonomia de até 450 quilômetros dependendo da aplicação. O Volare movido a GNV e biometano conta com sistemas eletrônicos que garantem mais segurança e conforto, como controle de tração e estabilidade e bloqueio do veículo com porta aberta.

Edição 48 da revista Frota News

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Chassi Agrale com motor FPT N60 CNG

Recentemente, a Agrale lançou micro-ônibus MA 11.0 GNV, do mesmo segmento do Volare Fly 10. O modelo da fabricante gaúcha, que também é fornecedora da Volare, conta com o motor movido gás veicular da FPT Industrial, empresa do Iveco Group. O propulsor FPT N60 CNG (gás natural comprimido) gera 200 cv de potência e 750 Nm de torque. Além disso, ele é mais silencioso do que um motor a diesel, emitindo menos 3 dBA de ruído.

Conforme informações da FPT Industrial, o motor emite até 90% menos dióxido de nitrogênio (NO₂) e até 10% menos dióxido de carbono (CO₂) quando abastecido com gás natural veicular de origem fóssil. Utilizando biometano, um gás renovável, as emissões de CO₂ podem ser reduzidas em até 95%, contribuindo muito mais para a descarbonização do transporte de passageiros.

Stellantis fortalece liderança em três áreas estratégicas, entre elas, cadeia de suprimentos

A Stellantis, controladora das marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën RAM, entre outras, anunciou importantes mudanças em sua estrutura organizacional na América do Sul. A empresa nomeou três novos vice-presidentes para áreas-chave:

Matias Pablo Merino assume a vice-presidência de Supply Chain

Com mais de 25 anos de experiência no setor automotivo, Matias Pablo Merino assume a vice-presidência de Supply Chain, liderando toda a cadeia de suprimentos na América do Sul. Sua trajetória na Stellantis começou em 2017, na Argentina, e em 2019 ele assumiu responsabilidades no Brasil, demonstrando sua capacidade de liderança e conhecimento do mercado sul-americano. Formado em Ciências Políticas e Governo, Merino traz uma visão estratégica para otimizar a cadeia de suprimentos da empresa.

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Maiara Castro liderará a qualidade na região

Maiara Castro assume a vice-presidência de Qualidade para a América do Sul, sucedendo Geraldo Barra, que assumirá novos desafios na companhia. Com 18 anos de experiência na Stellantis, Maiara desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da Peugeot na região, aprimorando a experiência do cliente. Graduada em Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações pela PUC Minas e com pós-graduação em Gestão de Projetos pela Fundação Dom Cabral, ela traz um forte conhecimento técnico e de gestão para sua nova função.

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Erica Schwambach assume a vice-presidência de desenvolvimento de negócios

Erica Schwambach é a nova vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Stellantis para a América do Sul. Com uma trajetória de sucesso na empresa desde 2011, atuando nas áreas de Compras, Desenvolvimento de Produto e Supply Chain, Erica possui uma visão abrangente do negócio. Formada em Relações Internacionais pelo Ibmec e com especialização em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral, ela liderará o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios na região.

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Liderança Fortalecida para o Futuro

Os novos executivos responderão a Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul. “Damos as boas-vindas à Maiara, Erica e Matias em seus novos desafios. Com sua experiência e liderança, eles serão essenciais para impulsionar ainda mais nossos padrões de excelência e eficiência operacional na região. Temos plena confiança de que alcançarão grandes resultados nessa nova jornada”, destaca Cappellano.

Com essas nomeações estratégicas, a Stellantis reforça seu compromisso com o crescimento e a inovação na América do Sul, preparando-se para os desafios e oportunidades do futuro.

Telemetria como estratégia contra aumento dos custos no transporte

A telemetria, ferramenta que permite a coleta de informações à distância e em tempo real, tem se mostrado cada vez mais essencial para empresas do setor de transporte rodoviário. Ao fornecer dados precisos sobre o desempenho dos veículos e o comportamento dos motoristas, essa tecnologia possibilita a identificação de oportunidades de melhoria e a otimização de custos operacionais, elementos cruciais em um mercado pressionado por fatores como a alta do diesel e a escassez de mão de obra qualificada. Em entrevista exclusiva ao Frota News, Duane Reis, CEO da Gobrax, empresa especializada em soluções de telemetria, aprofundou como essa tecnologia tem revolucionado a gestão de frotas e contribuído para a redução de despesas. A telemetria, segundo Reis, não se limita a coletar dados, mas transforma informações em ações estratégicas.

Ferramenta de otimização

Diante do constante aumento do preço do diesel, Reis destaca que a telemetria permite que as empresas monitorem o consumo de combustível, identifiquem padrões de condução ineficientes e implementem medidas para otimizar o uso do diesel. “Com a telemetria, é possível reduzir o consumo de diesel em até 8%, o que representa uma economia significativa para as empresas, frequentemente superando em até 10 vezes o valor do investimento na tecnologia”, afirma o CEO.

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Além da economia de combustível, a telemetria também auxilia na redução dos custos de manutenção dos veículos. Ao monitorar o desempenho dos componentes e identificar possíveis falhas, as empresas podem realizar manutenções preventivas, evitando gastos com reparos corretivos e aumentando a vida útil dos veículos. Reis menciona casos de clientes que economizaram até 30% nos custos de manutenção preventiva.

Gestão de pessoas e Retenção de talentos

Reis ressalta que a telemetria não se limita à coleta de dados sobre os veículos, mas também contribui para a gestão de pessoas. Ao fornecer informações sobre o desempenho dos motoristas, como o cumprimento de prazos e a eficiência na condução, a telemetria permite que as empresas reconheçam e recompensem os melhores profissionais, incentivando a melhoria contínua.

“A telemetria traz um senso de justiça para os motoristas, que percebem que seu trabalho é reconhecido e recompensado”, explica Reis. “Isso contribui para a retenção de talentos e a criação de um ambiente de trabalho mais saudável.” A Gobrax, inclusive, desenvolveu o programa “Copa Gobrax”, que premia os motoristas com melhor desempenho, reconhecendo-os perante seus familiares.

Gobrax
O CEO da Gobrax entre os fundadores da empresa

O futuro da telemetria

Embora a telemetria já seja amplamente utilizada por grandes empresas, Reis acredita que ainda há um vasto mercado a ser explorado. “Acreditamos que a telemetria tem um grande potencial para transformar a gestão de frotas e otimizar os custos operacionais das empresas de transporte rodoviário”, afirma o CEO.

Reis destaca que a nova geração de empresas de telemetria, como a Gobrax, está focada em fornecer soluções completas, que incluem não apenas a tecnologia, mas também metodologia de trabalho e acompanhamento personalizado. Essa abordagem visa facilitar a tomada de decisões estratégicas por parte das empresas, impulsionando a eficiência e a competitividade do setor.

Gobrax
Aplicativo para o celular

Impactos transporte rodoviário

  • Redução de Custos:
    • Economia de combustível: até 8% de redução no consumo.
    • Diminuição dos custos de manutenção: até 30% de economia em manutenções preventivas.
  • Gestão de Pessoas:
    • Reconhecimento e recompensa de motoristas.
    • Retenção de talentos.
    • Melhora no ambiente de trabalho.
  • Eficiência Operacional:
    • Otimização de rotas e prazos.
    • Redução de ociosidade da frota.
    • Melhora na tomada de decisões estratégicas.
  • Impacto Ambiental:
    • Redução da emissão de poluentes pela diminuição do consumo de combustivel.

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A telemetria, portanto, se consolida como uma ferramenta indispensável para o futuro do transporte rodoviário, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental do setor.

 

Frota Agro: Conheça as linhas de crédito do BNDES e o que foi liberado para novos armazéns

Os armazéns são fundamentais para a logística do agronegócio, principalmente, em todos de crescimento de produção e de gargalo dos portos brasileiros. Para minimizar o problema, que vai continuar alto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aprovação de um financiamento de R$ 216,6 milhões para a construção e ampliação de armazéns agrícolas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Os recursos serão destinados a dois projetos de cooperativas e dois projetos de usinas de açúcar.

Com os armazéns, o transporte da produção é dividido em duas etapas, da fazenda até o armazém e dele para os portos ou para os clientes brasileiros.

Entre os beneficiados estão a Coamo Agroindustrial Cooperativa, que ampliará sua capacidade de armazenagem de soja e milho, e a Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), que aumentará o espaço de armazenamento de grãos e rações. Já as empresas sucroalcooleiras Energética Santa Helena e Vale do Paracatu Bioenergia utilizarão o crédito para construir armazéns voltados à produção e armazenamento de açúcar.

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O financiamento faz parte do Plano Safra 2024/25 e do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), destacando o compromisso do BNDES em fortalecer a infraestrutura do agronegócio brasileiro.

Essa iniciativa é um passo estratégico para aumentar a capacidade de armazenamento, garantindo eficiência e sustentabilidade para o setor agrícola.

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Conheça as linhas de créditos para o agronegócio

O BNDES oferece diversas linhas de crédito voltadas ao agronegócio, cada uma com objetivos específicos para atender às necessidades de produtores rurais, cooperativas e empresas do setor. Aqui estão algumas das principais:

  1. BNDES Crédito Rural: Apoia atividades agropecuárias e agroindustriais, incluindo custeio, aquisição de máquinas e equipamentos, e projetos de investimento.
  2. Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): Focado na construção e ampliação de armazéns para melhorar a capacidade de armazenamento de grãos e outros produtos agrícolas.
  3. Moderfrota: Financia a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, como tratores, colheitadeiras e pulverizadores.
  4. Inovagro: Incentiva a incorporação de tecnologias modernas nas propriedades rurais, promovendo maior produtividade e competitividade.
  5. Prodecoop: Destinado à modernização de sistemas produtivos e de comercialização de cooperativas agropecuárias.
  6. BNDES Prorenova: Apoia a renovação e implantação de novos canaviais para a produção de cana-de-açúcar.

Essas linhas de crédito são acessíveis por meio de agentes financeiros credenciados ao BNDES, e cada uma possui condições específicas de financiamento, como prazos e taxas de juros.

Movimento pela transformação da logística brasileira

Como o setor de transportes está consolidando a sua profissionalização e ajudando a transformação da logística do país a produzir mais e seguir crescendo

Jorge Görgen (*)

A logística nacional, especialmente o modal rodoviário, passa por uma transformação significativa, impulsionada pela profissionalização do setor. As empresas de transportes estão profissionalizando cada vez mais as suas gestões. Aliás, isso já acontece em várias transportadoras, algumas inclusive já chegaram na bolsa de valores de São Paulo.

Não é de hoje que o segmento de transportes é robusto no Brasil. Há muitos anos que temos algumas das maiores prestadoras de serviços de carga da América Latina, com 2 mil, 3 mil, 5 mil ou mais caminhões pesados em suas frotas.

Faltava elevar o patamar das suas administrações, treinando desde motoristas profissionais, cada vez mais capacitados e aptos a operar as novas tecnologias embarcadas nos caminhões, bem como os seus quadros administrativos, com executivos capazes de serem interlocutores das grandes indústrias, que buscam mais eficiência para os seus negócios.

No passado, os proprietários das transportadoras, muitos deles ex-caminhoneiros com visão comercial, centralizaram a interlocução com os clientes. Eles foram os fundadores das suas transportadoras. Na maioria das vezes, caminhoneiros com tino comercial que aos poucos largaram a boleia para gerenciar frotas, comprar mais caminhões e contratar outros motoristas.

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Histórias como essa contam-se a dezenas, ou até centenas, no segmento de transportes brasileiro. Agora chegou a vez de fazer a sucessão e passar o negócio para executivos bem formados, com cursos de graduação ou pós-graduação em logística e marketing dedicado ao transporte de cargas.

Função específica, que cada vez mais exige pessoal qualificado e de alto nível. Premissa global para o aperfeiçoamento de cadeias globais interconectadas por indústrias dinâmicas que abastecem seus clientes em todos os continentes.

Essas empresas se conectam com sistemas de rastreamento cada vez mais sofisticados, que avançaram juntos com a indústria da tecnologia da informação e a ampliação da cobertura por satélite. Tecnologia que promete crescer mais com o a escalada do envio de novas missões espaciais e satélites por Estados Unidos, China, Rússia, Índia, União Europeia e outros países.

A evolução do rastreamento

Os sistemas de rastreamento são fundamentais para a localização de caminhões e suas cargas preciosas de peças e produtos acabados, que formam cadeias de produção ou chegam as mãos dos consumidores finais nas cidades ou no campo.

Além disso, cresce no meio rural a identificação por códigos de endereçamento postal de propriedades antes isoladas, de difícil localização. Como acontece com o programa estadual desenvolvido pela Secretaria de Agricultura em parceria com startups de tecnologia.

Esse ambiente é primordial para as frotas próprias ou terceirizadas das transportadoras se deslocarem de forma ágil por todo o território nacional. Movimento similar ao que acontece nos países mais desenvolvidos do mundo.

Porém, existe ainda um calo para o segmento transportista vencer que é a baixa qualificação e formação do seu pessoal, que tem causa e efeito na remuneração do setor e no pouco valor agregado que transferem para os seus clientes.

Queixa generalista, que já não encontra eco nos corredores das entidades de classe mais organizadas e nas grandes empresas do transporte que respondem as maiores demandas do setor.

Profissionalização das transportadoras

A época das empresas de um único dono-administrador parece que está acabando à medida que crescem e surgem mais transportadoras profissionalizadas, com capital sólido, recursos humanos treinados e tecnologias apropriadas aos tempos atuais. Muito fruto de fusões e aquisições (inclusive por multinacionais) que aconteceram nos últimos anos.

Porém, o setor reclama que as margens ainda são baixas para investir e planejamentos de treinamento por muitas vezes ficam em segundo plano.

Mesmo assim, encontram-se avanços nos segmentos de transporte dos chamados bens duráveis, automotivo e que fazem a logística do varejo no país. Caso dos grandes grupos atacadistas, das montadoras de automóveis e dos fabricantes de eletroeletrônicos.

Esses grupos só não são mais eficientes por outros problemas crônicos do país, como segurança e falta de investimentos em infraestrutura, que não permitem as melhorias constantes em estradas, grandes obras de engenharia para o modal rodoviário (como túneis, pontes e viadutos) e em telecomunicações. Mas isso é tema para outro artigo.

A logística nacional que funciona, trabalha basicamente com dois sistemas de entrega consagrados: – o milkrun (onde as coletas são feitas em rotas por trajetos pré-estabelecidos); – ou com centros de consolidação de carga, que funcionam como buffers de armazenagem para remessas que irão reunir vários itens em um só caminhão até ao seu destino.

Exemplos da indústria automobilística

No planejamento de rota entra os sistemas de gerenciamento de transporte. Um dos mais conhecidos e usados pela indústria automotiva é o OTM, da Oracle. Já o abastecimento just-in-time vai direto para a linha de produção e normalmente em uma lógica em que a fábrica ou fornecedor de outra indústria tem armazém perto das instalações de uma linha de montagem na qual irá entrar a sua peça ou componente. Caso das montadoras de automóveis.

transformação na logística
A ferramenta E-TOSS (Electronic Toyota Operation Support System) é utilizada pela Toyota para otimizar o planejamento e a gestão de despachos logísticos. Ela ajuda a melhorar a eficiência no transporte, permitindo um planejamento mais preciso e reduzindo custos operacionais. Além disso, o E-TOSS é integrado a outras tecnologias para garantir maior sustentabilidade e eficiência nas operações logísticas

Problemas de quebra num canal de ligação algumas vezes nascem nas bases de fornecedores da indústria, que podem estar desorganizados, ou com falhas de produção, que resultam em atrasos, ou cargas incompletas no caminho para uma indústria montadora, por exemplo.

Mas as grandes indústrias têm os seus próprios sistemas de gerenciamento de transportes que programam as rotas de forma automática. Um dos mais bem sucedidos é o da montadora japonesa Toyota, que integra toda a sua rede de fornecedores com precisão e eficiência. Considerado um paradigma mundial do setor. Sendo case estudado nas escolas superiores de logística pelo mundo afora.

Mas por trás de tudo isso está a busca incessante pela redução de custos em cadeias complementares. Aqui, tempo e qualidade andam de mãos dadas, a serviço de encontrar resultados em segmentos tão competitivos, como o automotivo.

A influência das embalagens para maior eficiência

Um dos segredos também das grandes transportadoras e das indústrias que performam melhor é a padronização das embalagens que levam partes ou produtos acabados até os seus destinos. Seja uma plataforma de uma colheitadeira agrícolas, ou o console de um computador de uso pessoal. Isso faz uma diferença desde a hora da coleta, no trajeto e no descarregamento dos produtos.

Nisso, as montadoras de carros também estão entre as que apresentam os melhores exemplos. Porque sua gestão logística tem uma lógica direta com suas linhas de produção estáveis, grandes escalas, que não são tão afetadas por solavancos da economia a todo o momento.

Desafios da sazonalidade

Diferente se compararmos a sazonalidade das indústrias de máquinas agrícolas e de construção, e de outras indústrias de bens de capital, como a de caminhões e ônibus. Passíveis de sofrer com picos de safra e cotação das commodities no mercado mundial, ou desinvestimento em um país. Cenários, infelizmente, comuns de acontecer no Brasil.

Por hora, é bom constatar que o setor de transportes está se mexendo, fazendo a sua parte e, geralmente, sendo bem amparado pelas associações e entidades sérias que fazem o transporte e a logística brasileira acontecer.

Frota Agro
Jorge Görgen é um experiente profissional de comunicação corporativa com destaque nos setores automotivo e do agronegócio. Atuou como *Responsável de Comunicação Corporativa do Iveco Group, liderando estratégias para marcas como IVECO, IVECO Bus, FPT Industrial, IDV e Magirus. Anteriormente, acumulou **14 anos na CNH Industrial* como Gerente de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa. Atuando com marcas como Case e New Holland em toda a América Latina.
Formado em *Comunicação Social/Jornalismo* pela PUC/RS, com *MBA Executivo em Marketing pelo INSPER* e especialização em Comunicação Empresarial, Jorge foi duas vezes premiado como *Profissional do Ano de Comunicação Empresarial pela Aberje* (2018 e 2023). Também ocupou cargos de liderança, como *Vice-presidente da ANFAVEA* e de conselheiro da Aberje.
Jorge é reconhecido por sua expertise em comunicação estratégica e relações institucionais nos setores em que atua.
E-mail para contatos: jlagorgen@gmail.com

(*) Jorge Görgen é jornalista, consultor e especialista nos segmentos de transportes e agronegócio.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

 

Transporte de carros: expansão, inovação e tecnologias: As lições que vêm dos EUA

O mercado brasileiro de transporte rodoviário de cargas é responsável por mais de 60% do volume de mercadorias movimentadas no país. Representando cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB). Está projetado para alcançar US$ 54,20 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual composta de 4,80%. A saber, as informações são da Mordor Intelligence, empresa internacional de pesquisas de mercado. O crescimento é impulsionado por demandas emergentes nos setores de varejo, indústria e agronegócio, além da contínua evolução do e-commerce. Além disso, a digitalização de processos e a integração de novas tecnologias têm sido fundamentais para atender ao aumento no volume de cargas. 

Por Lucas Leite – empresário brasileiro do setor de transporte de carros nos Estados Unidos 

Parte significativa deste mercado no Brasil, o transporte de carros, ou car-hauling, também apresenta potencial de crescimento. Certamente, a expansão dos veículos elétricos e híbridos, somada ao aumento da infraestrutura de carregamento, está criando um cenário promissor para transportadores especializados. O aumento da produção de carros e a crescente demanda por veículos de luxo, incluindo os modelos elétricos premium, criam novas oportunidades para quem trabalha com car-haulers no Brasil.

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O mercado norte americano

Nos Estados Unidos o mercado de transporte de veículos é um setor altamente especializado e consolidado. Com uma demanda crescente impulsionada pelo comércio de carros novos e usados e pelo contínuo crescimento da indústria automobilística. A crise dos fretes de 2018 foi um divisor de águas para muitos empresários. Aliás, incluindo os que atuam no transporte de veículos, forçando muitos a repensarem suas operações em meio à instabilidade econômica.

Cheguei aos EUA em 2015, vindo do Brasil, com o objetivo de aplicar meus conhecimentos na área de administração e seguir a tradição familiar. A saber, que sempre esteve ligada ao transporte de cargas e à mecânica de caminhões. Já em 2018, quando me estabeleci no mercado de car-hauling, realizei um estudo de mercado focado nos preços e na análise do frete. Percebi que transportar apenas 1, 2 ou até 3 carros por vez poderia ser uma solução vantajosa, tanto financeiramente quanto em termos de qualidade de vida para o proprietário do caminhão. Até então, o mercado era dominado pelas grandes cegonhas, caminhões de grande porte capazes de transportar até nove veículos por vez.

Impacto socioeconômico da mini-cegonha

O estudo que realizei apontou que as mini-cegonhas trazem uma série de vantagens. O custo inicial de um caminhão para mini-cegonha é muito mais acessível em comparação com as cegonhas tradicionais: enquanto uma cegonha convencional pode custar cerca de US$ 150.000, o caminhão para mini-cegonha sai por cerca de US$ 60.000, com trailers custando em média US$ 15.000, contra US$ 40.000 para os caminhões maiores. Esse custo inicial mais baixo abriu portas para novos empreendedores.

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Outro benefício importante das mini-cegonhas é sua agilidade. Elas conseguem realizar viagens longas – como 1.000 milhas (o equivalente a 1.609,34 quilômetros) – em cerca de dois dias, enquanto as cegonhas tradicionais levam até quatro dias. Embora o valor do frete seja menor (US$ 1.950 contra US$ 2.700), a rentabilidade das mini-cegonhas é proporcionalmente maior, já que elas conseguem cobrar até 65 centavos por milha rodada, enquanto as cegonhas tradicionais ficam em torno de 30 centavos. Esse modelo tem sido muito atrativo para os clientes, como concessionárias e fabricantes de automóveis, que buscam soluções rápidas e eficientes para o transporte de veículos.

Adotar as mini-cegonhas surgiu como uma estratégia inovadora e eficiente e criou uma nova categoria dentro do mercado, incentivando a entrada de pequenos empreendedores no negócio. Essa abordagem se mostrou altamente eficaz, pois, além de reduzir significativamente os custos iniciais e operacionais, permitiu que muitos novos empresários entrassem no ramo, que antes estava restrito a quem tinha maior poder aquisitivo.

Na Truck-s Mile, empresa de transporte de carros que fundei na Flórida, em 2016, com a crescente adoção das mini-cegonhas, nossa frota aumentou de três caminhões em 2021 para 25 em 2024. Além disso, conseguimos manter um índice de satisfação dos clientes de 100%, e oferecemos uma infraestrutura de suporte completa para os motoristas parceiros, garantindo que possam oferecer o melhor serviço de transporte de veículos do país. Com isso, obtivemos, também, o reconhecimento do sistema de despachos de cargas norte americano.

Principais tendências para 2025

Com o olhar voltado para o futuro, as tendências para 2025 indicam que a tecnologia, a sustentabilidade e a busca por soluções mais rápidas e eficientes continuarão a moldar o setor de transporte de carros. Além disso, vejo com muito otimismo a evolução da automação e da inteligência artificial, que permitirão otimizar rotas, planejar melhor as cargas e reduzir os custos operacionais. A sustentabilidade, por sua vez, se tornará uma preocupação crescente, com o uso de veículos híbridos e elétricos ganhando força no mercado. O uso de blockchain também deve crescer, garantindo maior transparência e segurança nas transações e rastreamento dos veículos.

Nos Estados Unidos, as mini-cegonhas continuarão dominando o mercado. Oferecendo novas oportunidades tanto para os empresários que se adaptam às mudanças quanto para os consumidores que buscam soluções rápidas e sustentáveis. Além disso, a busca por cadeias de suprimento mais resilientes e ágeis, com o uso de tecnologias de rastreamento em tempo real, será uma tendência fundamental para o setor. Aliás, especialmente após os desafios impostos pela pandemia.

Sobre a Trucks’s Mile

Operando sob o nome fantasia de Truck’s Mile Dispatch Service, em 2016, nasceu a Dias & Leite Services and Transport LLC. Desde sua origem, a empresa tem como objetivo conectar clientes que precisavam transportar veículos com os proprietários de car-haulers. O empreendimento começou com uma frota pequena, mas cresceu de forma exponencial, e hoje atende todos os 48 estados dos EUA, exceto Alasca e Havaí. O compromisso com a pontualidade e a excelência no atendimento são diferenciais que ajudaram a Truck´s Mile a ganhar reconhecimento no sistema de despacho de cargas norte-americano, um mercado competitivo e em constante expansão.

Quem é Lucas Leite

Lucas Leite é um administrador de empresas e empreendedor trilíngue (português, espanhol e inglês). Com mais de dez anos de experiência em instituições financeiras, especialmente na área de vendas de seguros de vida. Desenvolveu competências em gestão de negócios, administração financeira, marketing e gestão de equipes.

Nos Estados Unidos, soube aplicar os conhecimentos adquiridos no Brasil para identificar uma oportunidade de negócio promissor e, com isso, fundar a Truck’s Mile.  Hoje, a empresa se destaca no ramo de transporte de veículos nos EUA.

A Frota News, tendo nos Estados Unidos, a segunda maior audiência em entre os países, mantém uma conexão para compartilhar conhecimento entre a logística brasileira e internacional. 

 

Frota Construção: A aposta da DAF Caminhões com a nova linha vocacional

O setor de construção continua a ser um pilar significativo da economia brasileria, principalmente, com os bilhões de reais previstos de investimentos para as áreas de infraestrutura, como rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da construção civil do setor de incorporação imobiliária. E por isso, a DAF Caminhões lançou a linha DAF Vocacional na última Fenatran.

Em 2024, o segmento registrou um crescimento expressivo de 4,3%, evidenciando sua relevância e dinamismo. Para 2025, as projeções mostram uma expansão mais contida, estimada em 2,3%, mas ainda com sinais de crescimento. No entanto, o horizonte não está isento de desafios.

O impacto da alta nos juros e nos preços dos combustíveis levanta preocupações sobre a sustentabilidade desse crescimento nos próximos anos. Conforme destaca Luis Gambim, Diretor Comercial da DAF Brasil, a montadora está atenta às movimentações do mercado e comprometida em oferecer soluções que atendam às demandas dos clientes com eficiência.

A aposta da DAF Brasil no setor de construção tem gerado resultados promissores. Segundo Gambim, o modelo CF Construção tem recebido um retorno positivo do mercado. Entre os diferenciais do veículo, destacam-se o escape vertical e a robustez, além de estar preparado para reboques, conexões e engates. Apesar de desenvolver-se no setor de construção, suas expectativas permitem atender outras áreas, como o agronegócio, ampliando ainda mais seu alcance.

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O equilíbrio entre inovação e atendimento às demandas específicas do setor de construção se mantém como a estratégia central da DAF Brasil. Gambim reforça: “Nosso compromisso é garantir que nossos clientes tenham sempre as melhores soluções para suas operações.”

A linha DAF Vocacional

A linha DAF CF Vocacional compete, principalmente, com as linhas off-road Volvo FMX e da Scania XT, e com as versões vocacionais das famílias Mercedes-Benz Atego e Arocs, e VW Constellation.

Os modelos vocacionais oferecem várias melhorias para aumentar a rotustez em comparação com os modelos rodoviários, incluindo conectores elétricos resistentes à poeira e às intempéries, bem como proteção reforçada ao longo do chassi, entre outras vantagens.

Além da construção

A família CF Off-Road foca em dois outros segmentos com previsão de crescimento este ano. Segundo a Associação Brasileira de Mineração (IBRAM), estão previstos investimentos de US$ 64,5 bilhões entre 2024 e 2028, superando os valores projetados para períodos anteriores. Além disso, empresas líderes, como a Vale, planejam aumentar sua capacidade produtiva, com investimentos de até US$ 7 bilhões em 2025 e uma produção estimada entre 325 e 335 milhões de toneladas de minério de ferro.

A política de taxação do governo dos Estados Unidos, Donald Trump, vai gerar oportunidades o setor florestal com maior demanda pelas commodities por outros países. Entre os produtos mais exportados com origem em nossas florestas estão celulose e papel, madeira serrada, carvão vegetal, resinas e óleos essenciais e biomassa.

Qualquer 1% de crescimento nesses setores gera maior demanda por caminhões e implementos rodoviários. Além disso, a desgaste dos caminhões vocacionais nesses ambientes é bem maior do que no rodoviário, obrigando uma renovação de frota mais acelerada pelos clientes das fabricantes de caminhões.

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Características técnicas dos caminhões vocacionais

A DAF Caminhões Brasil elegeu esses três segmentos com modelos bem definidos – isso não quer dizer que outros segmentos não podem utilizar os modelos CF Mineração, CF Florestal e CF Construção:

CF Mineração: Equipado com motor PACCAR MX-13 de 480 cv, freios PACCAR MX Engine Brake de 490cv e Intarder de 1.170 cv. Eles projetaram sua suspensão para cargas mais pesadas e o sistema de admissão de ar com duplo ciclone garantindo desempenho superior em ambientes com alta presença de poeira.

O que é o sistema com duplo ciclone: O sistema de admissão de ar com duplo ciclone é projetado para operar em ambientes com alta presença de poeira, como em operações de mineração. Ele funciona utilizando dois estágios de separação de partículas:

  1. Primeiro estágio: O ar é direcionado para dentro do sistema em um movimento ciclônico, ou seja, em espiral. Esse movimento cria uma força centrífuga que separa as partículas maiores de poeira e detritos do fluxo de ar, depositando-as em um compartimento específico.
  2. Segundo estágio: O ar passa por um segundo ciclone, onde partículas menores são removidas de forma semelhante. Isso garante que o ar que chega ao motor esteja significativamente mais limpo, reduzindo o desgaste e aumentando a eficiência do motor.

CF Florestal: Voltado para o setor madeireiro, é reconhecido pela robustez e pela eficiência de consumo, com escape vertical e conexões reforçadas, ideais para operações severas.

CF Construção: A cabine Day Cab e o motor PACCAR PX-7 de 310cv são destaques que oferecem conforto e segurança em jornadas intensas de trabalho.

Grupo Arena

Segunda a DAF, os clientes que testaram os caminhões relataram benefícios tangíveis, como maior produtividade e confiabilidade. De acordo com Alex Ferreira Gonçalves, motorista do Grupo Arena, o CF Construção “faz diferença no trabalho diário graças aos opcionais de segurança e itens de conforto, como banco regulável e volante escamoteável”.

O Grupo Arena está localizado na mesma cidade onde fica a fábrica da DAF Caminhões, em Ponta Grossa (PR), e atua nos ramos de Engenharia, Infraestrutura de Obras, Pavimentação Asfáltica, Incorporação, Artefatos de Concreto , Serviços de Saneamento, Parceira com  grandes Empresas, Concreto Usinado, Loteamentos.

Principais clientes do Grupo Arena:
vocacional
Fonte: Grupo Arena

À medida que os investimentos em infraestrutura impulsionam o setor de construção. A entrada da DAF Caminhões no segmento de caminhões vocacionais aumenta as opções de escolhas dos frotistas brasileiros desses setores.

ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Estudo revela qual é o nível de mecanização no agronegócio e os desafios

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A agricultura brasileira é um dos setores mais dinâmicos da economia nacional, mas sua estrutura produtiva apresenta contrastes marcantes em relação ao nível de mecanização. Grandes propriedades concentram a produção e a mecanização, enquanto pequenas fazendas, a maioria no País, ainda enfrenta dificuldades em acessar tecnologias modernas.

De acordo com o último Censo Agropecuário de 2017, 81,4% dos estabelecimentos agrícolas possuem menos de 50 hectares, mas ocupam apenas 12,8% da área total. Em contrapartida, propriedades com mais de 2.500 hectares representam apenas 0,3% dos estabelecimentos, mas concentram 32,8% das terras agrícolas. Essa disparidade territorial torna desafiador mapear a mecanização no campo: onde estão essas máquinas e quais culturas demandam maior investimento em tecnologia? Como se dá a aquisição desses equipamentos e quais são as reais necessidades do setor?

Até hoje, essas perguntas não tinham respostas claras. No entanto, o Panorama Setorial “Decifrando o Cenário de Máquinas Agrícolas“, conduzido pela [BIM]³ – Boschi Inteligência de Mercado, trará um levantamento inédito que mapeará a frota nacional de tratores, pulverizadores e colheitadeiras.

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“Este estudo da BIM³ irá promover uma visão aprofundada sobre a mecanização no campo, concentrando-se em propriedades acima de 200 hectares”, afirma Luís Henrique Vinha, sócio-conselheiro deste Panorama Setorial. “Embora 30% das propriedades tenham menos de 200 hectares, a maior parte da frota de máquinas agrícolas está nas médias e grandes propriedades, que concentram 70% da área rural do país. Ao focar nesse segmento, a pesquisa trará um diagnóstico mais fiel da realidade do mercado de máquinas, sem excluir os pequenos produtores, mas garantindo uma visão estratégica sobre os padrões de mecanização e seus impactos na produtividade agrícola”.

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O Panorama Setorial “Decifrando o Cenário de Máquinas Agrícolas” será um marco para o setor, oferecendo um levantamento detalhado sobre a distribuição da frota, a idade média dos equipamentos, os hábitos de compra e manutenção, além das perspectivas para inovação tecnológica e financiamento. “Em um país de dimensões continentais que abriga realidades tão diversas, mapear com rigor estatístico a frota de máquinas autopropelidas é um desafio”, reforça Vinha.

mecanização
Fonte: BIM]³ – Boschi Inteligência de Mercado

Realidade da frota agrícola brasileira – A mecanização agrícola acompanha a dinâmica de produção e as necessidades específicas de cada cultura. Grandes produtores de grãos, cana de açúcar e algodão investem na renovação da frota para maximizar a eficiência e reduzir custos operacionais, enquanto pequenas propriedades, com menor capacidade de investimento, recorrem a alternativas como locação, compra de máquinas usadas ou a adaptação de equipamentos mais antigos.

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O estudo trará um mapeamento detalhado da frota nacional, analisando sua distribuição por região, cultura e tamanho de propriedade. Além de identificar a idade média dos equipamentos e os fatores que influenciam a decisão de compra, a pesquisa trará um olhar inédito sobre a percepção de marca, preferência por peças de reposição, hábitos de manutenção e os impactos das novas tecnologias na decisão de compra.

Dados estratégicos – As máquinas agrícolas são peças-chave para a produtividade do agronegócio, setor que representa parcela relevante do PIB brasileiro. No entanto, a idade da frota e a crescente necessidade de tecnologias mais eficientes e sustentáveis intensificam os debates sobre a necessidade de modernização.

A frota de máquinas agrícolas é um ativo estratégico para a competitividade do agronegócio, mas até hoje não havia um levantamento detalhado sobre sua real dimensão e estado de conservação. “Com este estudo, montadoras, fornecedores de peças, instituições financeiras e formuladores de políticas públicas terão, pela primeira vez, um retrato preciso e completo da mecanização agrícola nacional”, diz Vinha.

A coleta de dados teve início em fevereiro de 2025 e a divulgação dos resultados está prevista para julho deste ano. A entrega final contará com relatórios detalhados e dashboards interativos, permitindo uma análise aprofundada e personalizada para diferentes setores do mercado.

Um novo capítulo da mecanização agrícola está prestes a começar – com dados precisos que impulsionarão melhores decisões que moldarão o futuro do campo no Brasil.

Entrevista: VP da Bravo, Maurício Nogueira, fala sobre a importância do agro para a empresa

Com quase 30 anos de trajetória, a Bravo Serviços Logísticos se consolida como uma referência no transporte e na gestão de operações logísticas da agroindústria brasileira. A empresa se destaca pela combinação de sua infraestrutura e especialização, especialmente para o setor químico de proteção ao agronegócio. Em entrevista exclusiva, Maurício Nogueira, vice-presidente de Operações, destacou os pilares que sustentam o crescimento da Bravo.

Atualmente, a Bravo conta com uma frota de aproximadamente 1.000 caminhões, majoritariamente do segmento de pesados, mas com veículos em outros segmentos também. Recentemente, a empresa investiu em 17 novos caminhões Scania movidos a gás natural veicular (GNV) e biometano, somando um total de 23 veículos sustentáveis. Os modelos adquiridos incluem os cavalos mecânicos G 410 e G 460, com destaques para o conceito “mochilão” do G 460, que ampliou a autonomia para até 650 km, atendendo rotas dos corredores azuis.

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A Bravo emprega cerca de 1.200 motoristas e oferece um programa de formação em sua escola própria, complementado pelo apoio de unidades do Sest Senat localizadas próximas à maioria de seus Centros de Distribuição. A frota é totalmente rastreada, assegurando controle completo sobre os caminhões e cargas. “Roubo de cargas não é mais uma preocupação para nós; estamos focados em segurança viária e no uso de câmeras de monitoramento, cuja implementação está em andamento”, explicou Nogueira.

Com 18 centros de distribuição estrategicamente distribuídas e uma capacidade de armazenagem de 830 mil posições de pallets, a Bravo está preparada para atender ao crescimento projetado nos próximos cinco anos. A integração com soluções tecnológicas, como o spin-off Evolog, um ecossistema digital colaborativo, reforça sua liderança em eficiência logística.

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Cerca de 60% das operações da Bravo são destinadas ao setor químico de proteção do agronegócio, um segmento essencial para a produtividade agrícola. A empresa fornece serviços que vão além do transporte, incluindo o armazenamento e a entrega direta nas fazendas, otimizando a cadeia logística de defensivos agrícolas.

Atenta às demandas do mercado, a Bravo também está expandindo sua atuação para o segmento B2C, ampliando sua base de clientes e diversificando suas operações.

Sobre o entrevistado

Com mais de 30 anos de experiência em Logística e Supply Chain, Maurício Nogueira construiu uma carreira sólida à frente de operações estratégicas em grandes players globais do setor. Ele assume a missão de fortalecer a estrutura operacional da Bravo em um momento de expansão, alinhando crescimento comercial a eficiência, governança e inovação.

Com foco na otimização de processos e na valorização de talentos, o executivo pretende impulsionar a digitalização e a automação para aumentar a produtividade da empresa. Além disso, Nogueira atuará na retenção de profissionais qualificados e na ampliação da capacidade de atendimento ao agronegócio de forma sustentável. Para Marcos Vilela Ribeiro, CEO da Bravo, essa movimentação representa um passo estratégico para consolidar o crescimento da companhia. “A chegada de Maurício traz um olhar inovador para nossa área operacional, preparando a Bravo para novos desafios e garantindo a excelência que nossos clientes já conhecem”, destaca Vilela.

Assista o Canal FrotaCast:

Sobre a indústria de proteção do agronegócio

A indústria química de proteção do agronegócio é um setor responsável por produzir substâncias químicas que ajudam a proteger as plantações e culturas agrícolas contra pragas, doenças e ervas daninhas. Esses produtos são conhecidos como defensivos agrícolas ou agroquímicos e incluem herbicidas, inseticidas, fungicidas e outros.

Esse ramo é essencial para garantir a produtividade e a saúde das plantações, ajudando os agricultores a combaterem problemas que poderiam reduzir suas colheitas ou afetar a qualidade dos alimentos. Apesar de sua importância, também há discussões sobre os impactos ambientais e à saúde humana, o que leva ao desenvolvimento de soluções mais sustentáveis e alternativas como o manejo integrado de pragas e os defensivos biológicos.

Entre 10 e 12 devem representar 80% da indústria química de proteção ao agronegócio. Os principais clientes da Bravo Serviços Logísticos são:

Bravo
As principais indústrias químicas de proteção do agronegócio e clientes da Bravo Serviços Logísticos

Sobre a Bravo

Desde sua fundação, em 1998, na cidade de Uberaba-MG, a Bravo percorreu uma trajetória de constante crescimento e transformação. Inicialmente com apenas 15 caminhões e um pequeno armazém, a empresa apostou no agronegócio e se especializou no transporte de defensivos agrícolas, consolidando-se como um operador logístico segmentado. Ao longo dos anos, novas filiais foram abertas em regiões estratégicas, como Paulínia-SP, polo importante do setor químico, e outras localidades agrícolas.

Entre 2008 e 2010, a Bravo investiu em estruturas modernas e na ampliação de sua governança, destacando-se pela adoção de novas tecnologias e pelo desenvolvimento de serviços como o 4PL, evolução implementada já em 2018.

O 4PL significa Fourth-Party Logistics (Logística de Quarta Parte). É uma evolução do conceito de 3PL (Third-Party Logistics), onde a responsabilidade logística vai além da execução das operações e passa a incluir a gestão estratégica de toda a cadeia de suprimentos e logística.

Um provedor 4PL, como mencionado no texto, integra e gerencia múltiplos serviços de logística e tecnologia em nome do cliente, utilizando plataformas digitais avançadas para oferecer maior visibilidade e eficiência. Ele não apenas transporta ou armazena, mas também coordena operações logísticas, assegura o uso otimizado de recursos e cria um ecossistema colaborativo, como a Bravo fez ao desenvolver a Evolog. É como um “orquestrador” de toda a logística, trazendo soluções inovadoras e estratégicas para o cliente.

A Bravo vive hoje uma nova transformação que é a preparação para chegar em 2025 de uma forma saudável, rentável, atrativa para novos talentos, sustentável, ainda mais eficiente e com a credibilidade de sempre, valorizando e considerando todas as pessoas envolvidas no negócio, desde os colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.

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Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

O agro e o Brasil: Uma conexão vital

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“Nessa terra em se plantando, tudo dá”, foi escrito por Pero Vaz de Caminha em sua célebre carta ao rei de Portugal. Logo que chegou aqui no Brasil, demonstrando claramente, em uma simples frase, a vasta riqueza brasileira.  E o tempo deu razão ao autor português, corroborando sua primeira impressão sobre a terra de Vera Cruz como de fato um solo fértil e gentil. Que após séculos à chegada da expedição de Pedro Álvares Cabral, tem sido alçada a posição de celeiro do mundo.

Tal posição se dá pelo solo sagrado de nosso solo fértil de nossa terra que possui praias paradisíacas, a fauna mais diversa e a flora mais rica do mundo. Além do Cerrado e claro, da Amazônia, tudo isso eternizado em nosso cancioneiro popular que celebra a vida no campo. A importância da agricultura e do trabalho do lavrador, além de evocar sentimentos de gratidão e amor pela terra. Toda a soma desses fatores torna o Brasil um lugar singular, colocando-o em posições líderes em diferentes setores, como por exemplo, no agronegócio.

Líder de mercado

O Brasil sendo o quinto país do mundo em área cultivada, tendo cerca de 7,6% do seu território utilizado para agricultura. Possui uma terra diversa e clima favoráveis, além da topografia colocando o país em uma posição de destaque no cenário global. Sendo o maior exportador mundial de commodities como soja, açúcar, café e suco de laranja, e o maior exportador de carne bovina e frango. Essa liderança dá ao Brasil uma grande influência geopolítica no mercado global, uma vez que há uma crescente demanda por alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O Brasil tem garantida a segurança alimentar mundial, especialmente em tempos de crises econômicas.

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A agricultura brasileira é reconhecida por sua alta competitividade, com produção excedente e conquista de novos mercados. Em 2022, por exemplo, o agronegócio representou 24,8% do PIB do Brasil. De acordo com dados calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Ademais o agro brasileiro tem melhorado a saúde e a qualidade de vida dos brasileiros, uma vez que tem sido um pilar importante na geração de empregos no Brasil, pois de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Além do impacto econômico, o setor agropecuário tem gerado uma impressionante quantidade de empregos, com aproximadamente 19 milhões de pessoas envolvidas de alguma forma com o agronegócio. Outro ponto importante, é que o setor é responsável por grande parte do abastecimento da despensa dos brasileiros. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) indicam que cerca de 70% dos alimentos na mesa dos brasileiros vêm da agricultura familiar, um importante motor de inclusão social e preservação da cultura e tradições locais.

O papel dos motoristas profissionais no agronegócio

Para a eficiência da logística deste setor vital para o Brasil, temos como destaque os motoristas profissionais. Aliás, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), mais de 60% da carga transportada no Brasil é feita por caminhões. Como em todos os outros países do mundo, refletindo a total dependência que as cidades têm do transporte rodoviário. Por isso, é fundamental a eficiência e segurança para garantir que o transporte da safra colhida, dos animais, insumos e mercadorias abasteçam as gôndolas dos mercados e, por consequência, o lar dos brasileiros.

Assista o Canal FrotaCast:

O trabalho desenvolvido por estes profissionais contribui para uma parcela do PIB brasileiro, pois eles movimentam a economia local e a nacional em uma cadeia que envolve desde os agricultores, fornecedores e comerciantes até chegar aos consumidores finais. Para isso, os motoristas enfrentam diversos desafios como as condições das estradas, a segurança no trânsito e o impacto das longas jornadas de trabalho. Nesse contexto, é de suma importância que o governo e a sociedade reconheçam e apoiem esses profissionais. E que políticas públicas voltadas para o investimento em infraestrutura rodoviária, melhores condições de trabalho e segurança dos motoristas sejam feitas para garantir o futuro promissor do agro brasileiro.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.