sábado, abril 4, 2026

Porto de Santos inicia operação com caminhões Scania GNC

O Porto de Santos, o maior da América Latina e um dos mais movimentados do mundo. A partir deste mês, caminhões movidos a gás natural comprimido (GNC) passaram a operar no terminal de contêineres Tecon Santos, administrado pela empresa Santos Brasil.

Ao todo, foram adquiridas 35 unidades do modelo Scania P 340, que utilizam GNC como combustível, que pode ser abastecido com o gás fóssil GNV ou renovável biometano. Com motor de nove litros e capacidade máxima de tração de 78 toneladas, os veículos contam com oito cilindros de armazenamento de gás e prometem reduzir em até 20% as emissões de CO₂ quando abastecido com GNV e 90% com biometano, na comparação com caminhões equivalentes a diesel.

O investimento foi de R$ 40 milhões e faz parte do Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que tem metas ambiciosas até 2040: diminuir em 70% as emissões diretas de gases de efeito estufa (escopos 1 e 2) e em 30% as emissões indiretas (escopo 3).

Essa aquisição representa apenas o início de um movimento maior. A empresa planeja substituir, gradualmente, os 140 caminhões a diesel de sua frota por alternativas menos poluentes ou de emissão praticamente nula.

A Scania, fabricante dos veículos, vem apostando fortemente nessa tecnologia. Nos últimos seis anos, a marca já comercializou 1.500 caminhões movidos a gás natural e projeta vender mais mil unidades até o fim de 2025. Para impulsionar ainda mais esse mercado, a montadora tem oferecido subsídios e condições facilitadas para aquisição dos modelos sustentáveis.

Os caminhões adquiridos são do modelo P 340, configurados especificamente para atender às necessidades operacionais do Tecon Santos após um estudo detalhado. Com motor de 9 litros, 340 cavalos de potência e torque de 1.600 Nm entre 1.100 e 1.400 rpm, os veículos são equipados com a transmissão Scania Opticruise G25CM de 14 marchas, que garante trocas rápidas e eficiente aproveitamento do torque. O entre-eixos de 3.950 mm acomoda perfeitamente os oito cilindros de gás, enquanto o eixo traseiro R885 assegura uma robusta capacidade máxima de tração (CMT) de até 78 toneladas.

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Multilixo
A susbstituição da frota começa em áreas nobre de São Paulo

A Multilixo, braço de gestão de resíduos do Grupo Multilixo terá parte de sua frota movida com biometano como fonte de energia — um avanço importante em seu projeto de descarbonização. Os veículos atenderão áreas estratégicas e de alta emissão de carbono, como as regiões da Avenida Paulista, Berrini e Faria Lima.

O biocombustível será produzido pela UTGR Jambeiro, a unidade de tratamento e geração de resíduos do Grupo Multilixo, responsável por operar a primeira usina autossustentável de biometano do Brasil.

“O projeto de descarbonização contempla uma série de iniciativas voltadas para a renovação da frota e a redução contínua das emissões de CO₂. Isso transforma não apenas nossa operação, mas também agrega valor à cadeia de nossos clientes, reforçando seus compromissos ESG”, afirma Lucas Urias, diretor de Planejamento Estratégico e Novos Negócios do Grupo Multilixo.

Multilixo
A Scania já vendeu mais de 1.400 caminhões a gás no Brasil

A estratégia prevê a migração de 20% da frota nos próximos cinco anos, com um investimento estimado em R$ 200 milhões.

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Biometano: 7º Fórum Sul Brasileiro começa esta semana com foco em resiliência

De 8 a 10 de abril, a cidade de Bento Gonçalves (RS) será palco de um dos principais encontros da cadeia de biogás e biometano do país. O 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB) reunirá mais de 700 participantes, entre especialistas, pesquisadores, produtores, representantes do setor público e privado, além de empresas nacionais e internacionais. A proposta é clara: debater soluções sustentáveis que aliem geração de energia limpa à destinação adequada de resíduos, com destaque para o papel estratégico do biogás na transição energética e na resiliência climática.

O retorno do evento ao Rio Grande do Sul acontece em um momento simbólico. Após a cheia histórica de 2024, o estado vive o desafio da reconstrução. E é nesse cenário que o biogás ganha protagonismo como tecnologia capaz de transformar passivos ambientais em ativos energéticos e econômicos.

A abertura oficial será no dia 8 de abril, às 9h, seguida do painel “Biogás e Resiliência Climática”, às 9h30, primeiro de uma série de dez debates que se estendem até o dia 9.

Leia a edição 48 da revista Frota News

“Temos a oportunidade de mostrar que o biogás é uma grande possibilidade para a produção de energia limpa no Brasil”, afirma Suelen Paesi, coordenadora do Fórum e pesquisadora da Universidade de Caxias do Sul (UCS). “Plantas de biogás permitem um processo eficiente de destinação de resíduos, ao mesmo tempo em que reduzem o impacto ambiental”, explica.

A pesquisadora destaca ainda que o conteúdo do FSBBB dialoga diretamente com as pautas da COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). “A captura do metano e sua conversão em energia verde é essencial para mitigar o aquecimento global e os efeitos das mudanças climáticas”, reforça.

Melhores do Biogás

Além dos debates, o evento contará com o Espaço de Negócios, onde mais de 50 marcas apresentarão tecnologias, equipamentos e soluções voltadas ao mercado global de energias renováveis. Empresas de nove países estarão representadas. Outro destaque será a entrega do prêmio Melhores do Biogás Brasil, que reconhece iniciativas inovadoras e bem-sucedidas no setor, além do Momento Startups do Biogás, voltado à apresentação de novos projetos e tecnologias.

O último dia do Fórum, 10 de abril, será dedicado a visitas técnicas, com três roteiros distintos que permitirão aos participantes conhecer de perto plantas produtoras de biogás e biometano, com foco em resíduos urbanos, industriais e da agropecuária.

Já no dia anterior à abertura, 7 de abril, a agenda contempla eventos pré-fórum direcionados a produtores rurais, extensionistas, agentes públicos e pesquisadores, incluindo uma sessão de negócios.

Um setor em expansão com enorme potencial

De acordo com o Panorama do Biogás no Brasil 2023, divulgado pelo CIBiogás, o país possui atualmente uma capacidade instalada em operação de 4,15 bilhões de Nm³. No entanto, o potencial estimado é 20 vezes maior: 84,6 bilhões de Nm³, com 10,8 bilhões possíveis de serem alcançados a curto prazo.

Atualmente, o Brasil conta com 1.365 plantas de biogás em operação. O Paraná lidera em número de unidades, seguido por Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo.

Realização e parceiros

O 7º FSBBB é promovido pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), Embrapa Suínos e Aves (de Concórdia, SC) e o Centro Internacional de Energias Renováveis – CIBiogás, de Foz do Iguaçu (PR). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

A programação completa pode ser conferida no site oficial do evento:
🔗 biogasebiometano.com.br/programacao2025

Volvo Penta

No estande da marca os visitantes poderão conhecer mais sobre as tecnologias que permitem o uso de biogás em motores para geradores de energia elétrica, uma solução sustentável para produtores rurais e indústrias. Estará exposto o motor G13, desenvolvido para operar com gás (GNV, biometano e biogás).

Especialistas da marca também estarão no evento para fornecer informações sobre o produto e discutir como as soluções da empresa contribuem para a eficiência energética e a redução de emissões de carbono nos processos produtivos.

Assista o Canal FrotaCast:

 

Uber Direct anuncia Ana Carparelli como nova General Manager no Brasil

Com quase uma década de experiência na empresa, executiva assume a liderança com foco em fortalecer a operação de logística e delivery no país

A Uber Direct, braço de logística e delivery corporativo da Uber, acaba de anunciar Ana Carparelli como sua nova General Manager no Brasil. Com uma trajetória de quase dez anos na companhia e sólida experiência em diversas frentes do negócio, Ana chega com a missão de expandir a presença da Uber Direct no mercado nacional e fortalecer sua atuação em setores estratégicos como e-commerce, farma, pet supply e food delivery.

Ana ingressou na Uber em 2016, inicialmente na equipe de Operações do Brasil. Desde então, acumulou uma série de contribuições relevantes à empresa, liderando iniciativas estratégicas tanto na América Latina quanto em mercados globais. Entre os destaques de sua carreira estão a condução de parcerias de pagamento, o desenvolvimento de produtos financeiros e a expansão de serviços para diferentes regiões. Mais recentemente, como diretora do Grupo de Negócios Financeiros da Uber para EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e APAC (Ásia-Pacífico), Ana coordenou o desenvolvimento e a ampliação de soluções financeiras voltadas a motoristas parceiros e usuários da plataforma.

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Agora à frente da operação da Uber Direct no Brasil, Ana assume o desafio de escalar o serviço no cenário competitivo da logística de última milha, setor que passa por uma rápida transformação impulsionada pelo crescimento do e-commerce e pelas crescentes expectativas dos consumidores por entregas mais rápidas e confiáveis.

“A Uber Direct tem um enorme potencial no Brasil, um mercado dinâmico e com demanda crescente por soluções logísticas inovadoras. Nosso objetivo é consolidar a plataforma como referência em entregas expressas e ajudar negócios de todos os tamanhos a atenderem seus clientes de forma mais confiável e eficiente. Temos o desafio de escalar ainda mais nossas operações, expandindo para novos segmentos e garantindo que a tecnologia da Uber continue transformando o setor de logística e delivery no país”, destaca Ana.

Assista o Canal FrotaCast:

Com uma combinação de tecnologia de ponta, roteirização inteligente e capilaridade nacional, a Uber Direct tem se posicionado como uma solução estratégica para empresas que buscam eficiência e flexibilidade nas entregas. A plataforma oferece desde serviços de entrega expressa até soluções de same-day e next-day delivery, atendendo desde grandes varejistas e restaurantes até pequenas e médias empresas. Sua integração simplificada permite que os negócios acessem a infraestrutura da Uber de maneira ágil, ampliando a capacidade logística com escala e controle.

A chegada de Ana Carparelli marca uma nova fase da Uber Direct no Brasil, com foco em inovação, crescimento e consolidação da marca como referência em logística corporativa no país.

Subsidiária de caminhões da Toyota confessa crime e foi condenada por fraude em testes

A Hino Motors, subsidiária integral da Toyota Motor Corporation, está no centro de um dos maiores escândalos ambientais da indústria automotiva nos Estados Unidos. A montadora japonesa confessou ter manipulado por quase uma década os testes de emissões de poluentes e consumo de combustível em mais de 100.000 veículos a diesel, violando diretamente a Lei do Ar Limpo (Clean Air Act). As informações são do site Clean Trucking.

O caso ganhou um novo desdobramento nesta semana, quando o juiz Mark A. Goldsmith, do Tribunal Distrital dos EUA, aceitou a confissão de culpa da empresa após investigações conduzidas pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) e o Departamento de Justiça (DOJ). A sentença impõe à Hino uma multa criminal de US$ 521,76 milhões (equivalente a R$ 3,22 bilhões) e a obrigação de pagar mais US$ 1,087 bilhão em confisco de lucros obtidos com a prática fraudulenta.

Além disso, a empresa ficará em liberdade condicional por cinco anos, durante os quais estará proibida de importar motores a diesel para os Estados Unidos. A Hino também terá que implementar um rigoroso programa de conformidade e ética corporativa, incluindo uma nova estrutura de relatórios e auditorias internas.

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Movimento pela transformação da logística brasileira

Segundo o DOJ, entre 2010 e 2019, engenheiros da Hino apresentaram intencionalmente pedidos falsificados de certificação de motores à EPA. Esses documentos continham dados manipulados sobre emissões de dióxido de carbono e consumo de combustível, além de omitirem informações cruciais sobre softwares embarcados que poderiam interferir negativamente nos sistemas de controle de emissões.

As consequências foram significativas: mais de 105.000 motores a diesel — em sua maioria instalados em caminhões pesados — foram vendidos ilegalmente nos EUA entre 2010 e 2022, operando fora dos padrões ambientais permitidos.

“A Hino importou ilegalmente mais de 105.000 motores que não cumpriam os padrões de emissões dos EUA e mentiu sobre o que estava fazendo”, declarou Adam Gustafson, procurador-geral adjunto interino da Divisão de Meio Ambiente e Recursos Naturais do DOJ. “A conduta criminosa da Hino deu a ela uma vantagem comercial injusta sobre outras empresas cumpridoras da lei, incluindo empresas americanas, e gerou mais de US$ 1 bilhão em receitas brutas.”

Outro crime

Essa não foi a única penalização recente sofrida pela empresa. Em janeiro deste ano, o estado da Califórnia, em conjunto com o California Air Resources Board (CARB), já havia firmado um acordo separado com a Hino, no valor de US$ 236,5 milhões, relacionado às mesmas práticas fraudulentas.

Somadas, as penalidades impostas à empresa ultrapassam US$ 1,6 bilhão, representando um marco histórico na aplicação de leis ambientais nos Estados Unidos.

O caso da Hino lança nova luz sobre a necessidade de reforço na fiscalização e transparência da indústria automotiva global, especialmente em um momento em que a transição para tecnologias mais limpas é cada vez mais urgente. A Toyota, como controladora da Hino, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o escândalo.

 

FrotaCast: As transformações digitais da Michelin Connected Fleet

No mais recente episódio do FrotaCast, o podcast referência no setor de transportes, o convidado da vez foi Lucas Mendes, CEO da Michelin Connected Fleet LATAM. Em um bate-papo revelador, Mendes compartilhou os bastidores de uma das mudanças mais significativas da última década na indústria da mobilidade: a aquisição da Sascar pela Michelin e os desdobramentos dessa união entre uma gigante global de pneus e uma empresa de tecnologia de gerenciamento de frotas.

O episódio marca os 10 anos da compra da Sascar pela Michelin, uma movimentação estratégica que redefiniu os rumos do grupo francês no cenário latino-americano — e global. “Foi um ponto de virada”, destacou Mendes. “A Michelin deixou de ser apenas uma fabricante de pneus para se tornar uma empresa de soluções em mobilidade, integrando tecnologia, conectividade e inteligência de dados ao seu portfólio.”

Com mais de 25 anos de experiência internacional, Lucas Mendes acumula 13 anos dentro do Grupo Michelin. Sua trajetória inclui a liderança da expansão global da Michelin Connected Fleet, uma divisão que hoje é peça-chave na transformação digital do setor de transportes. Em 2024, Mendes retornou ao Brasil para assumir a liderança da operação latino-americana e passou a integrar o Comitê Global de Liderança em Serviços e Soluções da Michelin.

Durante a entrevista, Lucas discutiu os desafios de integrar culturas corporativas distintas, os aprendizados ao longo dessa jornada e a importância de investir em inovação para construir um futuro mais eficiente e sustentável para o transporte rodoviário. “Conectividade não é mais uma tendência — é uma necessidade. E nós estamos aqui para liderar essa transição”, afirmou.

O episódio é um prato cheio para quem quer entender os rumos da mobilidade no Brasil e no mundo, abordando temas como telemetria avançada, análise preditiva, sustentabilidade nas estradas e a evolução do papel do gestor de frota.

Se você quer saber como a Michelin está moldando o futuro da mobilidade conectada — e o que isso significa para o setor —, este episódio do FrotaCast é imperdível.


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Ibero apresenta avanços de sustentabilidade para implementos

No 11º episódio do FrotaCast, Vicente Lima, diretor de projetos, desenvolvimento e manufatura da Ibero, compartilhou novidades com foco em sustentabilidade para a indústria de implementos rodoviários. Durante o bate-papo, Lima apresentou os novos eixos da linha verde, uma série de inovações que aliam sustentabilidade e eficiência operacional.

Projetada com foco na redução do impacto ambiental e no aumento do desempenho, a linha verde da Ibero traz avanços que prometem revolucionar o setor. Entre os destaques apresentados estão:

– Tecnologia de lubrificação e autolubrificação: eliminando a necessidade de manutenções frequentes, resultando em menores custos e menos paradas inesperadas.

– Vida útil prolongada: componentes projetados para durar até 30% mais, reduzindo a necessidade de substituições frequentes.

– Redução de peso: design inovador que reduz o consumo de combustível, beneficiando tanto a economia quanto a sustentabilidade.

– Maior resistência estrutural: materiais avançados aumentam a capacidade de carga líquida, fortalecendo a robustez dos implementos.

– Menos paradas para manutenção: otimizando a produtividade e garantindo maior disponibilidade dos equipamentos.

Assista o Canal FrotaCast:

Essas inovações refletem o comprometimento da Ibero com soluções que atendem às demandas do mercado por maior rentabilidade e menor impacto ambiental. Para saber mais sobre essas e outras tendências do setor de transporte e logística, acompanhe o FrotaCast, o podcast que conecta você às melhores ideias e soluções.

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Mercado Livre anuncia investimento recorde de R$ 34 bilhões no Brasil

O Mercado Livre revelou nesta terça-feira o maior investimento de sua trajetória no Brasil: R$ 34 bilhões. Este valor representa um crescimento significativo de 47,8% em relação a 2024, consolidando a confiança da empresa no mercado brasileiro e reforçando sua liderança global no e-commerce.

Este é o oitavo ano consecutivo em que o Mercado Livre aumenta os recursos destinados ao país, um reflexo de sua visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento sustentável. O aporte, que inclui bens de capital e uma parte das despesas operacionais, será direcionado para áreas estratégicas como logística, tecnologia para e-commerce, serviços financeiros, além de investimentos em marketing e na contratação de novos talentos.

Atualmente, o Mercado Livre já é a principal fonte de renda para mais de 1 milhão de famílias brasileiras. A operação logística do Mercado Livre no Brasil conta com uma frota de 2.800 veículos elétricos, tornando-se a maior frota privada de veículos elétricos da América Latina.

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Proibida de transportar passageiros, Grilo foca na entrega de cargas

Em meio aos desafios da logística urbana para entrega de mercadorias do e-commerce, o triciclo surge como mais uma alternativa. A startup Grilo Mobilidade, fundada em 2020, está entre as primeiras do mundo em seu segmento a adotar um modelo para reduzir a poluição e aumentar a segurança no trânsito. No entanto, apesar de seu pioneirismo, na polêmica categoria de transporte de passageiros por aplicativo foi suspensa em São Paulo. Aliás, o que favoreceu a logística urbana de carga com a mudança de foco. 

Grilo
CEO da Grilo, Carlos Novaes

Os triciclos elétricos da Grilo são um exemplo na mobilidade urbana. Com cabine fechada e velocidade máxima de 50 km/h, eles reduzem, teoricamente, em 90% o risco de acidentes fatais. A saber, desde sua criação, os veículos da startup já percorreram o equivalente a 25 voltas ao redor do planeta, sem qualquer registro de acidente com danos corporais, graças aos rigorosos protocolos de segurança adotados. 

Mesmo com uma decisão favorável do Grupo de Trabalho do Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV), que envolveu especialistas e entidades do setor, a regulamentação da categoria de passageiros ainda não foi estabelecida em São Paulo.  

Para o CEO da Grilo, Carlos Novaes, a regularização é uma medida urgente para cidades que buscam alternativas mais inteligentes e sustentáveis para o transporte urbano. “Grandes centros urbanos como São Paulo precisam de soluções eficientes para deslocamentos de curta distância. Apesar da suspensão do transporte individual de passageiros por aplicativo, nos adaptamos e seguimos operando na capital paulista com a entrega de mercadorias para empresas de diferentes portes”, afirma. 

Pequenos deslocamentos

Os chamados “pulos” da Grilo, pequenos deslocamentos sustentáveis, rápidos e seguros, exemplificam o potencial desse tipo de serviço para transformar a mobilidade nas cidades. “Precisamos encontrar meios de construir cidades mais inteligentes, que ofereçam soluções seguras e eficientes para os cidadãos. Adotar alternativas sustentáveis pode ser o caminho, mas é fundamental reduzir a burocracia para viabilizar essas mudanças”, conclui Novaes. 

Sobre a Grilo e os concorrentes 

Com atuação em Porto Alegre e São Paulo, a Grilo Mobilidade tem como missão reimaginar a mobilidade urbana. Assim, promovendo alternativas sustentáveis para deslocamentos de curta distância. A startup se posiciona como a primeira plataforma global de mobilidade urbana de impacto, alinhada às práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). Seu serviço é voltado para parcerias com empresas no transporte de mercadorias e passageiros, utilizando triciclos 100% elétricos movidos a bateria.  

Assista o Cana FrotaCast:

No entanto, ela não está sozinha nesse mercado. Aliás, aqui estão alguns concorrentes que também utilizam triciclos ou veículos similares para transporte de carga: 

  1. Tuk-tuks: Inspirados nos populares veículos asiáticos, os tuk-tuks são uma alternativa sustentável e eficiente para o transporte urbano. Eles são comuns em países como a Índia e estão ganhando espaço no Brasil. 
  1. Uber e 99: Embora sejam mais conhecidos pelo transporte de passageiros, essas empresas também estão explorando o uso de triciclos elétricos para deslocamentos curtos e entregas. 
  1. Movida: Em parceria com a Uber, a Movida lançou um serviço de transporte por tuk-tuks elétricos em Vitória, Espírito Santo, embora o serviço tenha sido descontinuado durante a pandemia. 

O futuro silencioso e sustentável dos canteiros de obras já começou

Construção elétrica avança em ritmo acelerado e promete transformar o setor com menos emissões, ruído e impacto urbano e nos canteiros de obras.

Cidades mais silenciosas, com ar mais limpo e canteiros de obras que parecem ter saído de um filme futurista: essa é a nova realidade que começa a se formar com a eletrificação do setor da construção. Ainda que o caminho seja longo, empresas e governos já dão passos importantes para reverter o impacto ambiental de uma das indústrias mais poluentes do planeta.

A construção civil é responsável por cerca de 13% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo estimativas do setor. Só os canteiros de obras respondem por 1,1% do total mundial, o equivalente a 400 milhões de toneladas de CO₂ por ano, emitidas por máquinas pesadas movidas a diesel. No entanto, equipamentos elétricos, como escavadeiras, carregadeiras e caminhões, surgem como uma alternativa viável para mudar esse cenário.

canteiro de obras
Volvo L25 Electric e ECR25

O setor de construção é um dos que mais estão recebendo investimento no Brasil, tanto para construção civil urbana quanto para grandes obras de infraestrutura. No entanto, a oferta de equipamentos elétricos ainda é bastante limitada, já que é um mercado que começou muito recentemente. A Volvo CE Construction Equipment oferece dois modelos no País: escavadeira compacta elétrica ECR25 e a carregadeira de rodas L25 Electric.

Na Europa, o portfólio da Volvo CE já oferece 14 modelos de máquinas para construção e mineração elétricos. Além disso, a Volvo Trucks oferece sete modelos para todos os segmentos e, especificamente para construção, o FMX.

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Terceiro lançamento para este ano

Em breve, a Volvo CE fará o seu terceiro lançamento de máquina elétrica para construção. A carregadeira L120 Electric foi apresentada ao mercado brasileiro em 2024 e deve começar a ser comercializada este ano. O modelo está sendo testado em operações reais, com destaque para a parceria com a Pedreira Caxiense Fagundes, no Rio Grande do Sul, em colaboração com a Linck Máquinas.

canteiro de obra
Volvo L120 Electric em teste no Brasil para ser lançado ainda este ano

Os testes visam validar, em campo, o desempenho projetado em laboratório e identificar melhorias no uso da máquina. A L120 Electric é equipada com baterias de 282 kWh, oferecendo autonomia entre 4,5 e 6 horas, com recarga em menos de uma hora (dependendo do carregador).

Os resultados mostraram uma redução de até 90% nos custos com energia em comparação a modelos a diesel, além de benefícios como menor emissão de gases poluentes, menos ruído e vibração, e ambiente de trabalho mais saudável. A eletrificação do portfólio integra o compromisso da Volvo com metas climáticas baseadas em ciência, estabelecidas pela organização Science Based Targets (SBTi).

Assista o Canal FrotaCast:

XCMG Brasil

Outra marca que tem investido em veículos elétricos é a chinesa XCMG Brasil, que possui fábrica em Pouso Alegre, sul de Minas Gerais. Ele tem o maior portfólio entre caminhões e máquinas de construção e mineração no Brasil, mas, por enquanto, todos importados. Recentemente, ela lançou o primeiro caminhão pipa elétrico (leia abaixo reportagem sobre o modelo).

XCMG Brasil lança o primeiro caminhão pipa 100% elétrico do País

Em Oslo, na Noruega, essa transição já é realidade: 98% dos canteiros da cidade são livres de combustíveis fósseis, com quase um quarto deles totalmente eletrificados. O exemplo da capital norueguesa é emblemático de uma transformação em curso que pode redefinir os paradigmas da construção urbana.

Sonho de qualquer trabalho ou vizinho de canteiro de obra

A mudança não trata apenas da redução de emissões. Canteiros elétricos representam menos poluição sonora, melhor qualidade do ar e ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. “Além de construir infraestrutura e moradia, esses canteiros constroem uma nova visão de cidade: mais limpa, tranquila e sustentável”, destaca Gustav Boberg, da Volvo Construction Equipment.

A Volvo, aliás, foi uma das pioneiras nesse movimento. Em 2019, a empresa decidiu parar de desenvolver equipamentos menores a diesel e lançou suas primeiras máquinas elétricas durante a feira Bauma, na Alemanha. Desde então, vem expandindo sua atuação com soluções pensadas para atender às metas de sustentabilidade de cidades e governos locais.

Caminhões elétricos: mais do que transporte

Outro posto-chave na eletrificação da construção é o papel dos caminhões elétricos, que já estão em operação em canteiros ao redor do mundo. Muamer Music, gerente do segmento de construção na Volvo Trucks, vê esses veículos como verdadeiros catalisadores da mudança.

“Estar com um caminhão elétrico em um canteiro redefine sua visão sobre o que é possível. Eles são silenciosos, limpos e eficientes”, afirma. Embora a resistência inicial seja comum — especialmente por receio de que os veículos não tenham autonomia suficiente — a experiência prática costuma converter até os mais céticos.

Muamer destaca que os caminhões são capazes de realizar as tarefas mais exigentes, como transporte de areia, cascalho e materiais de demolição, com desempenho comparável ao dos modelos a diesel. E o melhor: “Com quatro baterias, você pode operar durante dois turnos diários sem problemas”, explica.

A infraestrutura acompanha

Para sustentar essa revolução, é preciso que a infraestrutura de recarga cresça no mesmo ritmo. A Europa já caminha para mais de 500 zonas de baixa emissão, o que pressiona o setor a se adaptar rapidamente. A construção de estações de recarga com equipamentos elétricos, por exemplo, é um exemplo emblemático do conceito “construir elétrico com elétrico”.

A colaboração entre governos, fornecedores de energia, empresas e fabricantes é essencial para garantir que essa transformação ocorra de forma integrada. “A verdadeira mudança exige parceria”, diz Gustav Boberg.

Uma mudança que já começou

O futuro da construção elétrica não está mais no campo das ideias. Está sendo moldado, parafraseando os próprios protagonistas, “no chão dos canteiros”. Cada projeto realizado com máquinas elétricas é mais do que uma obra concluída: é a comprovação de que a tecnologia funciona, é viável — e é necessária.

“A construção não pode parar”, reforça Muamer Music. “Mas ela pode evoluir. E a eletrificação é um grande passo à frente — para os clientes, para o meio ambiente e para todos que vivem próximos a essas obras. A cidade do futuro está sendo construída agora.”

 

Fabet promove formação exclusiva para mulheres no transporte de cargas

Iniciativa visa ampliar a participação feminina no setor e oferecer qualificação com inscrições de mulheres para novas turmas motoristas profissionais

A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet) está com inscrições abertas para uma nova turma do curso Formação de Mulheres para o Transporte de Cargas, que será realizada de 30 de junho a 12 de julho, na unidade da instituição em São Paulo.

O programa é direcionado a mulheres com CNH nas categorias C, D ou E, que estejam em processo de formação e não possuam experiência na condução de veículos truck ou articulados. Com carga horária de 116 horas ao longo de 13 dias, o curso tem como objetivo capacitar novas profissionais para atuarem no setor de transporte rodoviário de cargas — segmento historicamente dominado por homens.

A modalidade do curso é presencial e inclui serviços de apoio ao aluno, garantindo estrutura e suporte durante o período de formação. Os valores de investimento devem ser consultados diretamente com a Fabet.

Interessadas podem obter mais informações pelos telefones (49) 9918-8844, (49) 9936-1115 ou (11) 4708-1784, além do site oficial da entidade: www.fabetsp.com.br.

Com essa iniciativa, a Fabet reafirma seu compromisso com a inclusão e a profissionalização das mulheres no setor de transporte, contribuindo para a diversidade e fortalecimento da mão de obra qualificada no país.

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Cláudio Sahad é reeleito presidente do Sindipeças e da Abipeças

Reeleição marca continuidade de atuação estratégica em políticas públicas e fortalecimento da indústria nacional de autopeças

Cláudio Sahad, diretor da Ciamet Indústria de Artefatos de Metal, foi reconduzido à presidência do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e da Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças) para o triênio 2025-2028. Esta será sua segunda gestão consecutiva à frente das entidades, após suceder a Dan Ioschpe, presidente do Conselho da Iochpe-Maxion, no comando.

A posse já foi realizada, marcando o início de mais uma etapa de um trabalho que, nos últimos anos, tem sido decisivo para o fortalecimento do setor automotivo nacional. Durante o mandato anterior, Sahad liderou a participação ativa do Sindipeças na criação de importantes políticas públicas, como o programa Mover (Programa de Mobilidade Verde e Inovação — criado pelo governo brasileiro para incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias em mobilidade e logística) e a lei do Combustível do Futuro, voltada à descarbonização no transporte.

Após a criação dessas iniciativas, o Sindipeças teve papel fundamental em orientar e preparar suas associadas para aproveitarem as oportunidades dos programas prioritários, a exemplo do que já havia feito com o antecessor Rota 2030.

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Outro destaque da gestão foi a ampliação da presença das empresas associadas em feiras e missões comerciais internacionais, por meio do projeto Brasil Auto Parts, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil. A iniciativa foi renovada para os anos de 2025 e 2026, reforçando a estratégia de internacionalização e promoção das autopeças brasileiras no exterior.

Para o próximo triênio, Sahad e sua equipe pretendem seguir atuando na formulação de políticas públicas, com foco na implementação do Renovar, programa que prevê a renovação da frota de veículos do país. O plano inclui também a implantação de inspeção técnica veicular e o reforço de esforços para ampliar a localização de peças e componentes, promovendo maior competitividade e integração da cadeia produtiva nacional.

Em meio aos desafios enfrentados pelo setor, Sahad reforça o compromisso da indústria com sua missão histórica. “O setor de autopeças brasileiro nunca sequer cogitou a possibilidade de desistir de sua histórica vocação de produzir e integrar a complexa e apaixonante cadeia de produção automotiva, enfrentando com resiliência todos os desafios no caminho”, afirmou.

Cláudio Sahad assume a presidência de duas entidades do setor de autopeças. Qual a diferença entre elas?

Ambas defendem os interesses da indústria de componentes, porém, cada uma tem objetivos diferentes:

  1. Sindipeças: Seu foco principal é atuar como interlocutor entre as empresas do setor e o governo, defendendo os interesses da indústria em questões trabalhistas, tributárias e regulatórias.
  2. Abipeças: Seu objetivo é fomentar a cooperação entre as empresas associadas, promovendo o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a competitividade da indústria. Também atua em iniciativas estratégicas, como a promoção de exportações e a integração da cadeia produtiva.

Assim, enquanto o Sindipeças tem um papel mais voltado à representação institucional e política, a Abipeças foca no fortalecimento da indústria por meio de colaboração e inovação. Juntas, elas trabalham para impulsionar o setor automotivo brasileiro.

Volvo inaugura nova concessionária no norte do Rio Grande do Sul

A unidade fortalece a presença da Dipesul, representante da marca no RS. As instalações novas são maiores e mais modernas, e o investimento foi para melhorar o atendimento aos clientes do agronegócio, setor que teve crescimento de 35% em 2024, percentual bem superior ao crescimento do PIB na região, de 4,9%. Os dados econômicos foram divulgados no dia 3 de abril em coletiva do governador do RS, Eduardo Leite.

Localizada estrategicamente na BR-285, km 302, nº 1.850, no bairro Valinhos, a nova casa Volvo Caminhões ocupa um terreno de 14.363 m², com área construída de 3.607 m². Conta com 16 boxes de atendimento, três rampas no Pit Stop Volvo e funilaria. Para o conforto dos motoristas em serviço, oferece dormitórios e copa equipados, além de sala do cliente.

A nova concessionária Dipesul Passo Fundo faz parte da estratégia de expansão e fortalecimento da rede Volvo no Brasil, que atualmente conta com 107 unidades. Diversas casas estão sendo reformadas, ampliadas e realocadas para locais de fácil acesso. “Em 2025, serão R$ 56 milhões de investimentos na rede, que está em constante evolução para acompanhar o crescimento do mercado e as demandas dos clientes”, revela Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões.

Entroncamento estratégico

A cidade de Passo Fundo se destaca como um importante polo econômico no Rio Grande do Sul, sendo a terceira maior exportadora do estado. Passo Fundo é uma das cidades mais prósperas do norte gaúcho, que conta com 144 municípios.

norte do Rio
A BR-285 liga as regiões Leste e Oeste, e com outras rodoviarias, como a BR-153

A localização privilegiada da nova concessionária na BR-285 facilita o acesso e a logística, atendendo o crescimento do setor de transporte na região, impulsionado pela expansão agrícola e industrial.

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Nova concessionária Volvo reforça presença da marca em Rio Verde (GO)

Rio Verde, em Goiás, desempenha um papel crucial na economia e no transporte do Brasil. A cidade é um importante polo agrícola e industrial, destacando-se na produção de grãos, bem como soja e milho, além disso, é um grande produtor de proteínas animais. A cidade ganhou uma nova concessionária Volvo. A unidade reforça a atuação do Grupo Suécia, representante Volvo em Goiás, Tocantins e no Triângulo Mineiro.  

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Aliás, com instalações totalmente novas, maiores e mais modernas, a casa atende à crescente demanda do setor de transporte na região, impulsionada pela expansão agrícola. 

Certamente, a localização estratégica de Rio Verde, no coração do Centro-Oeste, facilita a convergência de diversas rotas importantes, o que impulsiona o transporte de mercadorias. Além disso, Rio Verde sedia a Tecnoshow Comigo, uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, que atrai investimentos e visitantes internacionais, promovendo o desenvolvimento econômico e tecnológico da região. 

Ficha técnica da Suécia Rio Verde 

A saber, a concessionária fica estrategicamente localizada na BR-060, km 377, n.º 4.752, ao lado do posto Décio. Com área construída de 5.234,33 m², num terreno de 48.401,55 m², a nova Suécia Rio Verde conta com 18 boxes de atendimento para caminhões, espaço exclusivo para ônibus, além de quatro boxes dedicados ao Pit Stop Volvo, serviço de lubrificação rápida que realiza assim, o atendimento em até uma hora, mediante agendamento. 

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A estrutura também dispõe de show room, estacionamento amplo, bem como, estoque de peças, área de veículos seminovos, refeitório, sala de espera, cabine de pintura e 15 boxes de funilaria, voltados para a reforma completa de veículos. A equipe de atendimento tem 86 colaboradores. 

 “A construção de uma nova concessionária, muito mais espaçosa, se tornou necessária por conta da alta demanda do agronegócio em Rio Verde, com intenso movimento de caminhões. A cidade é uma das maiores exportadoras de soja do Brasil”, destaca Ataídes Pozzi, CEO da Suécia Veículos. 

Expansão da rede Volvo 

A nova Suécia Rio Verde faz parte dos planos de fortalecimento da rede Volvo, que tem 107 casas no País. Várias delas estão sendo reformadas, ampliadas ou mudando para locais mais amplos e de melhor acesso. “Neste ano foram R$ 100 milhões de investimentos na rede, com recursos dos diversos grupos econômicos que representam a Volvo em todo o Brasil”, revela Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões. 

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Venda de caminhões cresce 4,83% no 1º trimestre, puxada pelo agro

Os licenciamentos de caminhões encerraram o primeiro trimestre de 2025 com crescimento de 4,83% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março, foram emplacadas 27.121 unidades, contra 25.871 registradas nos três primeiros meses de 2024. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 3, pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Segundo Arcelio Junior, presidente da entidade, o desempenho positivo do setor segue em linha com as projeções da federação, mesmo diante de um cenário econômico ainda marcado por incertezascrédito restrito e juros elevados.

“Mesmo com as incertezas que afetam o crédito e as taxas de juros elevadas, a boa expectativa do agronegócio tem levado transportadores a realizar investimentos moderados, com conversão de vendas mais lenta”, afirmou o dirigente em nota.

agronegócio, que segue aquecido, tem sido um dos principais motores da demanda por caminhões, especialmente os de maior porte, utilizados no escoamento de grãos e insumos.

Março supera fevereiro, mas ainda abaixo de 2024

No recorte mensal, março somou 9.200 caminhões licenciados, um avanço de 5,13% sobre fevereiro (8.751 unidades). Em comparação com março de 2024, no entanto, houve uma queda de 5%, atribuída ao menor número de dias úteis no mês devido ao feriado de Carnaval.

Mercedes-Benz lidera vendas no trimestre

No ranking das cinco marcas mais vendidas no acumulado de janeiro a março, a Mercedes-Benz assumiu a liderança com 6.801 caminhões emplacados, o que representa 25,08% de participação de mercado.

Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) ficou em segundo lugar, com 6.717 unidades licenciadas e 24,77% de participação.

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Participação de mercado por marca no acumulado do 1º trimestre

1º trimestre
Fonte: Fenabrave. Infográfico: Frota News

 

Vale destacar que as fabricantes Volvo e Scania, de origem sueca, concentram suas vendas nos segmentos de semipesados e pesados, categorias mais voltadas ao transporte rodoviário de longa distância e à atividade agroindustrial.

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