sexta-feira, abril 3, 2026

Com produção nacional, Mercedes-Benz chega a 400 ônibus elétrico no Brasil

A Mercedes-Benz do Brasil superou a marca de 400 ônibus elétricos urbanos eO500U vendidos entre janeiro e setembro de 2025, consolidando como a fabricante com um dos maiores fabricantes de ônibus com produção e conteúdo nacional. A montadora também prepara o lançamento da versão articulado desse modelo 100% elétrico.  

Segundo a empresa, todas as unidades entregues até agora foram destinadas a operadores de transporte do Estado de São Paulo, especialmente à capital. “Essas 400 unidades do nosso ônibus elétrico foram entregues a empresas de transporte coletivo do Estado de São Paulo, principalmente da capital”, destaca Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. 

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A capital paulista é o epicentro da operação elétrica da marca. No último dia 22 de setembro, a Prefeitura de São Paulo anunciou a entrega de mais 120 ônibus elétricos para o transporte coletivo municipal, dos quais 80 unidades são do modelo eO500U, e os demais das marcas Eletra e BYD.  

De acordo com Barbosa, mais de 10 garagens do sistema SPTrans já operam com o chassi elétrico da Mercedes-Benz, que acumula mais de 5 milhões de quilômetros rodados desde o início da operação.  Entre os clientes, estão empresas como Viação Metrópole, Mobi Brasil, Sambaíba, Via Sudeste, Viação Grajaú e Viação Gato Preto. 

Tecnologia desenvolvida no Brasil e para a América Latina 

Produzido desde o final de 2022 na moderna Linha 4.0 da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), o eO500U é o primeiro ônibus elétrico urbano da Mercedes-Benz totalmente desenvolvido no Brasil, considerando as condições de operação locais e da América Latina. 

O modelo vem sendo testado fora de São Paulo, em demonstrações no Paraná, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, com previsão de expansão para o Rio de Janeiro. 

Paralelamente, a empresa prepara o lançamento do eO500UA, versão articulada do ônibus elétrico, apresentada na LatBus 2024 e com testes internos previstos para 2025. A estreia comercial está programada para 2026, com foco também em exportações para outros países latino-americanos. 

Exportações e aprovação técnica no exterior 

O avanço da eletromobilidade da Mercedes-Benz também ultrapassa fronteiras. O Chile e a Argentina já receberam o eO500U para demonstrações, e o México será o próximo destino. 

Segundo a montadora, o modelo já foi aprovado tecnicamente no Chile quanto ao consumo de energia e capacidade de passageiros, um passo importante para a consolidação da plataforma elétrica da marca na região. 

Eficiência tecnológica e operacional 

O chassi eO500U, derivado da linha O 500, é um modelo Padron 4×2 de piso baixo para carroçarias de até 13,2 metros, com autonomia de até 270 km — a maior entre os ônibus elétricos em operação no Brasil. 

O sistema de recarga plug-in CC2 garante recarga completa em até três horas, e as baterias NMC3, de nova geração, são as mesmas utilizadas no Mercedes-Benz eCitaro, referência da Daimler Buses na Europa. 

O veículo oferece uma condução silenciosa, suave e confortável, e seu conceito eletroeletrônico segue os parâmetros dos ônibus europeus da marca, incorporando direção elétrica, motores e eixos dedicados à tração elétrica. 

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Mercado de caminhões até setembro: retração persiste apesar de altas pontuais

A indústria brasileira de veículos pesados de carga segue em retração. Entre janeiro e setembro de 2025, as vendas de caminhões caíram 7,7%, ampliando a queda registrada até agosto (6,7%) em relação ao mesmo período de 2024. Já no segmento de ônibus, houve crescimento de 12,2%. Os dados são da Anfavea1 (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e indicam um cenário desafiador, especialmente nos segmentos mais pesados. 

Caminhões acumulam queda de 7,7% no ano 

O total de caminhões emplacados no acumulado de 2025 atingiu 84.066 unidades, contra 91.098 no mesmo período de 2024. A retração foi mais acentuada nos semileves (-20,5%) e nos pesados (-20,5%). 

Em contrapartida, os médios apresentaram um crescimento expressivo de 31,6%, e os semipesados avançaram 7,4%, demonstrando alguma recuperação em nichos específicos de transporte. 

Desempenho das montadoras (jan–set 2025) 

Volkswagen Caminhões e Ônibus 

Registrou retração em quase todos os segmentos. As vendas de semileves caíram 46,3%, leves 15,6%, e pesados 32,6%. Já os médios cresceram 11,1%, e os semipesados, 3,5%. No total, a marca acumulou queda de 4,6%. 

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Mercedes-Benz Vans 

Teve recuo de 28,4% no segmento de semileves, onde atua com a linha Sprinter. 

Mercedes-Benz do Brasil (Caminhões) 

Apresentou forte avanço em médios (+170,6%) e semipesados (+14,2%), enquanto os leves recuaram 7,5%. Nos pesados, a queda foi mínima (0,4%). No total, a montadora cresceu 10,9%. 

Scania 

Registrou retração em todas as categorias: -35,4% nos semipesados e -33,4% nos pesados. No total, o recuo foi de 28,2%. 

Volvo 

Apresentou alta de 12,6% nos semipesados, mas queda de 16,8% nos pesados. O acumulado geral mostrou redução de 11,2%. 

Mercado de ônibus cresce 12,2% no acumulado 

O segmento de ônibus segue em movimento oposto ao dos caminhões. De janeiro a setembro, as vendas subiram 12,2%, totalizando 17.690 unidades. 

  • Mercedes-Benz: 7.655 unidades (+15,4%) 
  • Volkswagen Caminhões e Ônibus: 4.506 unidades (+11,8%) 
  • Iveco: 1.838 unidades (+25,5%) 
  • Agrale: 2.363 unidades (-8,0%) 
  • Volvo: 389 unidades (-12,8%) 
Desempenho mensal: setembro registra recuperação 

Comparando com agosto, o total de caminhões cresceu 9,9%, subindo de 8.916 para 9.798 unidades. 

O mercado de ônibus também teve alta mensal, de 13,6%, passando de 1.720 para 1.954 unidades. 

Os números são do Renavam/Denatran, divulgados na Carta da ANFAVEA – Edição 473, de outubro de 2025. 

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BorgWarner participará do debate sobre o papel da educação na descarbonização do setor

A BorgWarner participará do Seminário Educação para Logística – Descarbonização 2025, promovido pelo Frota News, em um dos debates mais relevantes do evento. O Diretor Geral de Sistemas de Baterias da empresa, Marcelo Rezende, participará do painel “Descarbonização Começa na Sala de Aula: O Papel da Educação Técnica na Logística Verde”, que discutirá como a formação profissional se tornou um fator determinante para preparar o setor de transporte e logística diante das exigências de eficiência energética e redução de emissões. Ele dividirá o palco com Renato Florente, gerente de Engenharia da Marcopolo.

Marcelo Rezende ocupa o cargo desde fevereiro de 2022. Com mais de 25 anos de experiência na indústria automotiva, ele lidera iniciativas voltadas à eletromobilidade e à inovação em soluções de baterias, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável. Sua trajetória inclui passagens por empresas como Delphi Technologies, Continental e Honeywell, onde atuou em áreas estratégicas como Compras, Logística, Qualidade e Operações. Recentemente, tem participado de eventos como o Busworld 2025 e o podcast Conexão VE, destacando avanços em tecnologias de baterias inteligentes e sustentáveis.

Educação e metas de descarbonização

A discussão também abordará como o conhecimento aplicado e a inovação em processos educacionais podem acelerar a adoção de práticas alinhadas às metas globais de descarbonização.O debate terá a mediação do jornalista Joel Leite, fundador e diretor da Agência Autoinforme, referência no setor automotivo, que conduzirá as discussões sobre como a formação profissional é um elemento estratégico para viabilizar a transição da logística rumo a um modelo sustentável e de baixo carbono.

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Ao integrar esse debate, a BorgWarner reforça sua atuação em iniciativas voltadas à mobilidade sustentável e à inovação em soluções que apoiam a transição para um modelo de transporte de baixo carbono. A presença de Marcelo Rezende também evidencia o compromisso da empresa em contribuir com a construção de um ecossistema alinhado às metas globais de descarbonização, promovendo avanços tanto em tecnologia quanto na qualificação de profissionais.

Marcopolo na Busworld: parceria com a Volvo Buses em nova fase internacional 

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Em fase para ampliação da internacionalização da indústria brasileira de ônibus, a Marcopolo anunciou durante a Busworld Europe 2025, em Bruxelas, uma parceria com a Volvo Buses para a comercialização de veículos completos na França e na Itália. O acordo simboliza o retorno da fabricante gaúcha ao mercado europeu de ônibus rodoviários, um dos mais competitivos e exigentes do mundo. 

O ponto central do acordo é a combinação da carroceria Paradiso G8 1200, ícone da Marcopolo, com o chassi Volvo B13R. A versão europeia do modelo será produzida no Brasil e adaptada para atender aos rigorosos padrões técnicos e de segurança da União Europeia, incluindo normas de cibersegurança veicular, durabilidade e proteção contra incêndios. 

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A Volvo Buses assume o papel de contratante principal, sendo responsável pela venda, distribuição e suporte pós-venda por meio de sua rede de concessionários na França e na Itália. Já a Marcopolo cuidará da fabricação e exportação das carrocerias montadas sobre chassis fornecidos pela Volvo, numa integração que une duas referências globais em transporte rodoviário. 

“A parceria com a Volvo Buses está totalmente alinhada à nossa estratégia de retorno ao mercado europeu. Identificamos uma oportunidade concreta de oferecer soluções sob medida, com um produto desenvolvido para atender às demandas específicas da França e da Itália”, afirmou André Armaganijan, CEO da Marcopolo. 

A cerimônia de assinatura do acordo ocorreu no estande da Marcopolo na Busworld, com a presença de Anna Westerberg, CEO da Volvo Buses; Thomas Nylund, diretor da Volvo Europe; André Armaganijan e João Paulo Ledur, diretor de Estratégia e Transformação Digital da Marcopolo. O protocolo foi simbolicamente firmado sobre o próprio veículo exposto — um Paradiso G8 1200 Volvo B13R. 

As primeiras entregas estão previstas para o quarto trimestre de 2026, após a conclusão dos processos de homologação e certificação exigidos para operação no continente europeu. 

Destaque na Busworld: Geração 8 Consolida Padrão Global 

A Marcopolo foi a única fabricante brasileira de carrocerias presente na Busworld Europe 2025, e aproveitou o evento para reafirmar a força da Geração 8 (G8) — linha que revolucionou o design e o desempenho dos rodoviários da marca desde 2021. 

No estande da empresa, os visitantes puderam conhecer três grandes destaques: 

  • Paradiso G8 1200 – modelo protagonista da nova parceria com a Volvo, adaptado ao mercado europeu. 
  • Paradiso G8 1350 – veículo símbolo da marca, que alcançou o marco de 5 mil unidades produzidas da Geração 8. 
  • Viaggio G8 1050 – lançamento oficial da feira, voltado a rotas médias e operações de fretamento premium. 

Com presença já consolidada na América do Sul, África, Ásia e agora Oceania, a Marcopolo reforça sua vocação global. Somente da Geração 8, 1.500 unidades foram exportadas desde o lançamento. 

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Expansão global e competitividade brasileira 

Nos últimos dois anos, a Marcopolo realizou um profundo estudo sobre o mercado europeu, considerado o mais rigoroso do planeta em termos de segurança, confiabilidade e eficiência energética. O resultado é uma estratégia de reposicionamento com foco em parcerias locais e customização tecnológica. 

Com 11 fábricas em sete países, a Marcopolo reforça sua capacidade de atender demandas específicas de cada mercado, respeitando legislações técnicas e ambientais distintas. A versão europeia do Paradiso G8 1200 passará por ensaios de flamabilidade, durabilidade e cibersegurança, incorporando tecnologias que vão além dos requisitos atuais de transporte rodoviário. 

“Apresentamos a Geração 8 em um dos períodos mais desafiadores da nossa história, quando o setor enfrentava incertezas no Brasil e no mundo. Mesmo assim, a receptividade foi extremamente positiva”, comentou José Luis Moraes Goes, diretor de Operações Internacionais e Comerciais da Marcopolo. 

O Paradiso G8 1350 e o Marco de 5 Mil Unidades Produzidas 

Durante a Busworld, a Marcopolo também celebrou um marco histórico: a produção de 5 mil unidades da Geração 8. O veículo comemorativo é um Paradiso G8 1350, adquirido pela operadora mexicana ETN Turistar, referência no transporte rodoviário de luxo na América Latina. 

Fundada em 1991, a ETN opera em 23 estados do México, atendendo mais de 70 destinos e mantendo padrões rigorosos de segurança, conforto e pontualidade. Além da unidade simbólica, a empresa adquiriu 120 ônibus Paradiso G8 1800 Double Decker, reforçando a confiança internacional na qualidade da marca brasileira. 

Tecnologia e conforto no Paradiso G8 1350 

O Paradiso G8 1350, montado sobre chassi Scania K500C B6X2 Euro VI, tem 15 metros de comprimento, 3,99 metros de altura e 2,6 metros de largura. Voltado a viagens de alto padrão, o modelo incorpora o que há de mais avançado em conforto e assistência ao motorista: 

  • 27 poltronas leito, sendo 6 do tipo Next com design exclusivo; 
  • Monitores individuais de 13”, entradas USB-A e USB-C e controle central via tablet; 
  • Sistema de climatização Smart Duct com fluxo de ar otimizado; 
  • Visão 360° com câmeras DVR e sensores de bagageiro; 
  • Sistemas ADAS com frenagem automática, alerta de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e detecção de ponto cego; 
  • Faróis Full LED e sensores de cinto em todas as poltronas. 

Frota News anuncia Rinaldo Machado como painelista para o Seminário de Logística

A Frota News anunciou o jornalista e diretor-geral da revista Transpodata, Rinaldo Machado, como painelista do painel Comunicação essencial: da pedagogia à imagem corporativa. Este será o painel de abertura do Seminário Educação para Logística, que acontecerá no dia 14 de outubro de 2025, no Hotel Pullman Ibirapuera. A revista Transpodata também será media partner do evento. 

O painel oferecerá uma análise estratégica e interdisciplinar do papel da comunicação em diferentes esferas sociais, com foco na educação, na mídia e no ambiente organizacional. Também participará como painelista o jornalista Rodrigo Bernardino, fundador e CEO do Grupo Mostra de Ideia (GMI), com ampla atuação no setor de transportes e logística, atendendo entidades como NTC&Logística, FETCESP, entre outras empresas do setor. 

Comunicação essencial: da pedagogia à imagem corporativa

Este painel propõe uma análise estratégica e interdisciplinar do papel da comunicação em diferentes esferas sociais, com foco na educação, na mídia e no ambiente organizacional. 

A comunicação será abordada como instrumento de mediação pedagógica, construção de narrativas públicas e posicionamento institucional. Na educação, o debate se concentrará no desenvolvimento da linguagem, na alfabetização e na formação integral. Na mídia e nas organizações, o foco estará na gestão de imagem, cultura corporativa, relacionamento com stakeholders e construção de identidade. 

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Seminário
Inscrição pelo Sympla

A mediação será conduzida por Filipi Goschrman, jornalista com ampla experiência em inteligência de mercado, tendências, comportamento e negócios. Ele atua como diretor de comunicação na Frota News, onde elabora análises de cenário e conteúdo estratégico. Sua atuação combina visão de mercado com apuração de tendências e conexão entre público, setor e mídia. 

O objetivo do painel é promover reflexões que integrem diferentes contextos comunicacionais, contribuindo para a construção de uma comunicação mais consciente, eficaz e humanizada — da escola às corporações. 

Mais informações: Seminário Educação para Logística

Um sonho sobre rodas: o que você vai ver no Salão do Automóvel 2025

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Depois de sete anos ausente do calendário brasileiro, o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo retorna em 2025 prometendo uma edição que une lançamentos, experiências interativas e supermáquinas que fazem brilhar os olhos de qualquer apaixonado por carros. De 22 a 30 de novembro, o Distrito Anhembi será tomado por cerca de 67 mil metros quadrados de exposição, distribuídos em cinco pavilhões, onde estarão reunidos mais de 300 veículos — entre elétricos, híbridos, SUVs, picapes, clássicos e superesportivos. 

Se nas décadas passadas o Salão era dominado pelas grandes montadoras tradicionais, em 2025 o destaque fica por conta da força das marcas asiáticas, especialmente as chinesas. BYD, GWM, Geely, Omoda & Jaecoo, Denza e Leapmotor (do grupo Stellantis) ocupam lugar de protagonismo, refletindo a rápida expansão dessas importadoras no Brasil. Além delas, nomes consolidados como Fiat, Jeep, Honda, Hyundai, Kia, Mitsubishi, Renault, Toyota e RAM também confirmaram presença. 

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Em paralelo, o evento terá um espaço dedicado ao Dream Lounge, área premium com modelos de Ferrari, Lamborghini, McLaren, Aston Martin e até Bugatti — alguns deles apresentados por importadores, e não por estandes oficiais. Para os amantes da história, haverá ainda uma exposição de clássicos icônicos, que vai de supercarros lendários a modelos nacionais que marcaram época. 

As ausências sentidas 

Se por um lado o Salão comemora a diversidade, por outro chama atenção a ausência de pesos-pesados como Volkswagen, Ford e Chevrolet, além das marcas premium Audi, BMW, Mercedes-Benz, Volvo e Land Rover. Essas lacunas devem ser notadas tanto pelos entusiastas quanto pelo mercado, já que a participação em eventos desse porte também é uma vitrine de intenções comerciais. 

Experiência ampliada 

O conceito de 2025 vai além da exposição estática: o visitante poderá participar do Drive Experience, pista indoor para test-drive de modelos elétricos, híbridos e 4×4. Simuladores, ativações tecnológicas e espaços “instagramáveis” fazem parte da estratégia de engajamento, transformando a visita em uma experiência de imersão no futuro da mobilidade. 

O transporte para o público também recebeu atenção: haverá transfer gratuito entre o metrô Portuguesa–Tietê e o Anhembi. A organização espera superar a marca de 700 mil visitantes, alcançada na edição de 2018. 

educação logística
Parceria conta com participação do corpo docente especializado em logística

Quanto custa viver essa experiência? 

Os ingressos variam de acordo com a data e a experiência escolhida: 

  • Meia-entrada: a partir de R$ 58 (dias de semana). 
  • Inteira: R$ 116 (dias de semana) e R$ 145 (fins de semana). 
  • VIP/Dream Lounge: R$ 440 (dias úteis) e R$ 530 (fins de semana). 
  • Pré-estreia, em 21 de novembro: R$ 1.000, com abertura solene e acesso exclusivo. 

O que esperar desta edição? 

Mais do que revelar carros, o Salão do Automóvel 2025 pretende mostrar um retrato do mercado brasileiro e seus rumos. A forte presença de marcas chinesas evidencia a disputa pelo segmento de eletrificação e mobilidade acessível, enquanto os superesportivos mantêm vivo o lado emocional e aspiracional do setor. Já as ausências de marcas tradicionais levantam questionamentos sobre novas estratégias de marketing no Brasil. 

O que está claro é que, após anos de incerteza, o Salão volta a ser um símbolo de celebração do automóvel no País. E em 2025, essa celebração tem mais cara de futuro do que nunca. 

Minas traça 30 anos de obras: esperança, risco e dúvidas no plano de R$ 1,8 trilhão 

Minas Gerais anunciou aquilo que governos e setores produtivos repetem como mantra: planejamento de longo prazo. O Plano Estadual de Logística e Transportes de Minas Gerais (PELT-MG) mapeou mais de 900 projetos, distribuídos em cerca de 9.000 obras, com horizonte até 2055 — e uma cifra impressionante à volta disso: R$ 1,8 trilhão em investimentos “em avaliação”. O pacote promete modernizar rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos, atrair capitais privados e reduzir custos operacionais que hoje penalizam produtores e transportadores. Mas, por trás dos números, há lacunas importantes, riscos institucionais e sociais, e um desafio técnico-político de execução que exigirá muito mais do que vontade política. 

O PELT-MG não é apenas uma lista de obras: segundo a secretaria responsável, o diagnóstico usou simulações com métodos internacionais, o Five Case Model, e dados de big data (telefonia móvel e invoices) para mapear demanda real por transporte. A intenção declarada é construir uma carteira priorizada, avaliando impactos socioeconômicos e ambientais, e favorecer complementaridade entre investimentos públicos e privados. Para o curto prazo, o plano prioriza ~480 empreendimentos e estima R$ 513 bilhões em investimentos potenciais nos próximos cinco anos — dos quais R$ 145 bilhões estariam ainda em concepção. 

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O secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, sintetiza a proposta: pensar o que será gargalo daqui a 5, 10, 15 ou 20 anos e ordenar investimentos com visão de Estado. A criação da ARTEMIG, agência reguladora de transportes do Estado, sancionada em 2025, é apresentada como mecanismo para dar previsibilidade aos contratos pluridecenais. Mas planejamento e institucionalidade só valem se houver transparência, fontes de recursos claras e capacidade operacional para traduzir projetos em obras entregues. 

educação logística
Parceria conta com participação do corpo docente especializado em logística

Parte da justificativa é imediata: Minas possui a maior malha rodoviária do País e concentra pontos críticos que impactam custo e segurança. A Pesquisa CNT de Rodovias 2024 destacou, no Estado, 338 pontos críticos — somando problemas como erosões, grandes buracos e pontes estreitas — e calculou que a má condição do pavimento aumenta o custo operacional do transporte em torno de 37%, além de forçar consumo extra estimado em 187,3 milhões de litros de diesel e prejuízos por acidentes estimados em R$ 1,94 bilhão. Esses números oferecem argumento econômico ao plano: recuperar a infraestrutura pode reduzir custos logísticos e elevar competitividade. 

Onde as promessas encontram o terreno: riscos financeiros e de execução 

A cifra de R$ 1,8 trilhão representa “investimentos em avaliação” até 2055 — uma estimativa agregada que precisa de detalhamento. Em matérias e comunicados há variações numéricas e diferentes recortes temporais: enquanto o anúncio oficial agrega esse horizonte de longo prazo, o montante de curto prazo a ser efetivamente mobilizado (R$ 513 bilhões) depende fortemente de aporte privado e coordenação com a União — nem tudo é obrigação do Tesouro mineiro. A pergunta operacional imediata é: quanto será financiamento estatal vs. investimento privado vs. aportes federais, e qual o cronograma realista de desembolsos? Sem essa decomposição, o número massivo serve mais como vitrine do que como compromisso executório.  

Além disso, obras de grande porte historicamente sofrem com subestimação de custos, atrasos e litígios — fatores que exigem contingências robustas. A transição de planos em estudos para contratos em andamento exige capacidade técnica da administração estadual, inteligência na modelagem de risco das parcerias público-privadas e um sistema de governança capaz de fiscalizar 20, 30 anos de contratos. A criação da ARTEMIG é um passo, mas a agência ainda terá de provar independência técnica, governança e transparência na prática.  

Impactos sociais e ambientais: consultas e conflito territorial 

Obras logísticas costumam esbarrar em questões socioambientais: licenciamento, desapropriações, e consultas a comunidades tradicionais são pontos sensíveis. Projetos como o Rodoanel Metropolitano de BH já levantaram questionamentos sobre consulta a comunidades quilombolas e processos de licenciamento local. O plano afirma avaliar impactos socioambientais — mas resta checar como serão feitas as consultas e mitigações e se haverá garantias de direitos em conformidade com a legislação e jurisprudência sobre povos e comunidades tradicionais. Sem diálogo estruturado, grandes corredores logísticos podem gerar litígios que atrasam obras e elevam custos.  

Para além do envelope macro, jornalistas e analistas miram a prova de fogo: quais projetos entram na fase de licitação, quais têm estudos de viabilidade ambiental concluídos e quais já têm garantias de financiamento? O PELT priorizou 488 empreendimentos com potencial de atração de R$ 513 bilhões — o cruzamento entre essa lista e o status real de cada projeto (estudo, outorga, contrato de financiamento, licença ambiental) é a bússola para avaliar a execução. Um estudo de profundidade deve mapear, por exemplo, 10 projetos prioritários (rodovia, ferrovia, terminal) e verificar cronogramas, estudos, proprietários de obra e condicionantes socioambientais.  

Conclusão — por que isso importa para logística e transporte 

Se bem executado, o PELT-MG tem potencial para reduzir gargalos logísticos que hoje elevam custos, melhorar segurança viária, e integrar Minas a corredores nacionais e internacionais com ganho de competitividade. Mas planejamento de longo prazo em infraestrutura só se converte em benefício se vier acompanhado de financiamento realista, governança profissional, transparência e respeito a condicionantes socioambientais. Para o setor de transporte e logística, a chave é fiscalizar — técnica e politicamente — as primeiras frentes de obra: o que se entrega no curto prazo dirá se Minas pode cumprir a ambição para 2055. (Codemge) 

Fontes-chave consultadas para esta reportagem 
  • Páginas oficiais e materiais do PELT-MG / Codemge / Seinfra. (Codemge) 
  • Lei estadual nº 25.235/2025 (criação da ARTEMIG). (Assembleia MG) 
  • Pesquisa CNT de Rodovias 2024 (relatório). (Agência CNT) 
  • Cobertura jornalística sobre o lançamento do PELT e números divulgados (Diário do Comércio, agências setoriais).  
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Brasil fica na oitava posição entre os maiores produtores de veículos 

Enquanto Europa e Estados Unidos enfrentam retração, Brasil avança moderadamente nas vendas e ganha relevância industrial na América do Sul. 

A indústria automobilística mundial encerrou o primeiro semestre de 2025 com sinais mistos. De um lado, a Ásia, liderada pela China, puxou a expansão global com crescimento de dois dígitos na produção e nas vendas. De outro, a Europa registrou queda no consumo e na fabricação de veículos, pressionada por custos elevados e novas exigências ambientais. Nesse cenário desigual, o Brasil mostrou resiliência e consolidou sua posição como oitavo maior produtor de veículos do mundo, segundo relatório da ACEA (Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis). 

Vendas em alta, mas abaixo da média regional 

Entre janeiro e junho de 2025, 876 mil automóveis foram emplacados no Brasil, um aumento de 3,3% sobre o mesmo período do ano anterior. Embora positivo, o resultado ficou abaixo da média da América do Sul, que avançou 12,7%. Países vizinhos como Argentina (+86,4%) e Chile (+16,1%) mostraram recuperação acelerada após anos de retração, impulsionados por incentivos fiscais e realinhamento econômico. 

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Ainda assim, o Brasil respondeu por 58% de todas as vendas da região, reforçando sua centralidade no mercado sul-americano, em um ambiente marcado pela combinação de baixo desemprego, crédito mais acessível e importações ainda robustas, apesar da desvalorização cambial. 

Produção em ritmo mais forte 

Se nas vendas o Brasil cresceu de forma moderada, na produção o desempenho foi mais expressivo. O país fabricou 902,8 mil automóveis no primeiro semestre, alta de 5,7% em relação a 2024. Com isso, superou Canadá e Indonésia, mantendo-se entre os 10 globais. 

A expansão foi favorecida pela renovação de frotas corporativas, novos incentivos para veículos mais eficientes e, sobretudo, pela entrada de montadoras chinesas no mercado brasileiro, que iniciaram produção local. Esse movimento não apenas reduz a dependência de importações, como também projeta o Brasil como polo estratégico para a América Latina. 

Veículos comerciais puxam crescimento 

O segmento de veículos comerciais também contribuiu para o desempenho positivo. A produção de vans cresceu 18,3%, uma das maiores taxas do mundo, enquanto ônibus avançaram 3,6%. Nos caminhões, houve leve retração de 1,6%, mas o país segue como o maior fabricante da região. 

Brasil em comparação com o mundo 

Na fotografia global, o Brasil apresenta uma posição intermediária. Seu crescimento nas vendas ficou abaixo da média mundial (+5%), mas seu avanço na produção foi superior ao de mercados maduros como a União Europeia (-2,8%) e os Estados Unidos (-6,1%). Ainda que represente apenas 2,4% da produção global, o país demonstra força industrial em um continente que se tornou o mais dinâmico em 2025. 

Desafios no horizonte 

Apesar dos avanços, a indústria brasileira enfrenta desafios estruturais. Entre eles, a necessidade de acelerar a transição para veículos eletrificados, acompanhar o movimento global de eletrificação liderado pela Ásia e manter a competitividade diante da pressão de importações asiáticas, em especial da China. 

Mesmo assim, o relatório confirma que o Brasil segue como mercado estável, atrativo a novos investimentos e peça-chave na integração da indústria automobilística sul-americana ao cenário global. 

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Frota News anuncia o Senac como parceiro estratégico no Seminário Educação para Logística 

No próximo dia 14 de outubroSão Paulo será palco de um dos encontros mais relevantes para o setor de transportes e mobilidade corporativa. O Seminário Educação para Logística – Descarbonização 2025, promovido pela Frota News, acontecerá no Hotel Pullman Ibirapuera e reunirá executivos, gestores, educadores e especialistas para discutir como a formação profissional pode impulsionar a transição sustentável da logística no Brasil. 

Uma importante novidade acaba de ser anunciada: o Senac será o novo patrocinador oficial e parceiro do Seminário. A instituição terá uma forte presença de seu corpo profissional de docentes em todos os painéis do evento, reforçando a conexão entre educação de qualidade e as necessidades atuais do mercado de logística.  

O jornalista e idealizador do seminário, Marcos Villela, destaca que a educação sempre foi a pedra basilar do evento. Segundo ele, a educação figura como pilar central do projeto, sendo o caminho pelo qual ocorrerá a transformação necessária no setor de logística intermodal e no processo de descarbonização da mobilidade de pessoas e cargas. Villela ressalta: “O Senac é o braço forte que idealizei para compor este encontro. Estamos muito satisfeitos com essa parceria”. 

Seminário
Time de especialistas do Senac

Conheça os profissionais especialistas do Senac:

Painel — Inclusão da Mulher na Logística: Formando um Setor Mais Justo e Inovador 

Painelista: Paula Vidoti Perlatti — Bacharel em Logística pela FATEC-Jahu e em Engenharia de Produção pela UNICEP. Pós-graduada em Educação pela UFSCar e com MBA em Comércio Exterior pela ABRACOMEX, Paula atua como monitora de educação profissional no Senac, unindo vivência operacional e acadêmica na cadeia logística. 

Painelista: Renata Porto de Oliveira Martin — Profissional com 35 anos de experiência em Gestão da Cadeia de Suprimentos, Logística e Transportes, Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e Comércio Exterior. Tem trajetória consolidada em organizações multinacionais dos setores industrial, agroindustrial, de bens de consumo e energia. No meio acadêmico, é docente nos cursos de Gestão & Negócios do Senac e da Fundação Salvador Arena. 

Painel — Educação e Emprego: Como Suprir a Demanda de 3,4 Milhões de Profissionais? 

Painelista: Leticia Morais Neres — Bióloga e mestra em Cidades Inteligentes e Sustentáveis, com ênfase em pesquisa sobre barreiras e oportunidades na produção de biogás na Região Metropolitana de São Paulo. É consultora ambiental e professora na área de Meio Ambiente no Senac Jabaquara. 

Painelista: Fabio Pereira da Silva — Especialista em Logística e Supply Chain pela Universidade Nove de Julho, administrador de empresas formado pela Universidade Católica Ítalo-Brasileira e mestre em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo. É coordenador do Atendimento Corporativo EaD do Senac-SP e professor do curso de Pós-Graduação em Gestão Educacional na Faculdade Salvador Arena e no Sebrae. Atua também como consultor em logística e comércio exterior. 

Painel — Conexão Ensino–Empresa: Parcerias que Transformam a Logística 

Painelista: Fernando de Oliveira Porto — Graduado em Ciências Sociais e Pedagogia, com pós-graduação em Gestão de Pessoas e Metodologias Colaborativas. Atua há 18 anos como coordenador educacional no Senac São Paulo, liderando projetos voltados à formação profissional e à inovação pedagógica. 

Painelista: Fabio Moyses Trombeta — Mestre em Gestão e Empreendedorismo pela UNESP, com especializações em Administração Estratégica, Gestão Pública, Recursos Humanos e Gestão Escolar, além de bacharelado em Administração. Ingressou no Senac em 2006, onde atuou como docente até 2018, passando depois a exercer a função de Técnico de Desenvolvimento Profissional, responsável pela coordenação de cursos e projetos educacionais. Dedica-se ao desenvolvimento de pessoas, à inovação em práticas educacionais e à promoção de iniciativas voltadas à formação profissional e ao empreendedorismo. 

Painel — Descarbonização Começa na Sala de Aula: O Papel da Educação Técnica na Logística Verde 

Painelista: Bianca Simoni — Engenheira agrônoma formada pela Unesp de Jaboticabal e mestra em Resíduos Sólidos e Geotecnia Ambiental pela USP de São Carlos. Especialista em Gestão e Gerenciamento Ambiental, Educação Ambiental, Licenciamento Ambiental e Geoprocessamento pelas unidades da USP em São Carlos e Piracicaba. É docente no Senac São Carlos, nas áreas de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho, desde 2009. 

Painelista: Marcelo Cerqueira Silva — Mestre em Administração, Comunicação e Educação. Graduado em Economia e Administração, com especializações em Finanças e Logística. Possui experiência profissional nas instituições financeiras Noroeste, Santander, Citibank e Prudential Financial. Atua na Fundação Bradesco e como docente na Universidade Santo Amaro (UNISA), além de coordenar os cursos de graduação em Ciências Econômicas, Logística e Comércio Exterior na EaD do Centro Universitário Senac. 

Painel — Tecnologias Emergentes e Formação Profissional: IA, Big Data e Logística do Futuro 

Painelista: Rúbia Maria Cardoso de La Paz Arias — Mestre em Administração, com pesquisa em Organizações Inovadoras. Graduada em Engenharia Elétrica pelo Mackenzie, possui especializações em Gestão Ambiental pelo Senac, Gestão Estratégica pela FEA-USP, Gestão da Qualidade e Processos pela Fundação Vanzolini e Gerenciamento de Projetos pela FATEC-SP. Além da docência, é coordenadora de cursos no núcleo de Gestão e Negócios do Centro Universitário Senac, com consolidada trajetória em assessoria empresarial e especialização em Gestão Estratégica e Operações. 

Painelista: Marlon Cavalcante Maynart — Doutor e mestre em Ciência e Tecnologia/Química pela UFABC, com licenciatura em Química e formação técnica na área. Possui mais de 20 anos de experiência no ensino de Ciências da Natureza. Atualmente, atua no Senac EaD como professor de graduação em Gestão Ambiental e orientador do grupo de pesquisa SIGMA – Sustentabilidade e Inteligência Generativa no Senac, que utiliza Inteligência Artificial Generativa para analisar relatórios de órgãos oficiais como a CETESB (SP) e o INEA (RJ). 

Mais informações: Seminário Educação para Logística
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Pesquisa inédita: Descarbonização preocupa 70% das transportadoras, mas custos impedem investimentos

Uma nova pesquisa global da IRU (International Road Transport Union) revelou um retrato complexo da transição energética no transporte rodoviário comercial. O estudo mostra que mais de 70% dos operadores têm a descarbonização como uma preocupação central em suas estratégias, mas enfrentam barreiras significativas, que vão desde o alto custo de veículos e energia até a falta de infraestrutura adequada.

Apesar das dificuldades, o levantamento feito em diversos países aponta que mais de 50% das empresas planejam investir em combustíveis alternativos nos próximos cinco anos, com destaque para os biocombustíveis, considerados a alternativa mais viável no curto prazo. Em segundo lugar, aparecem os veículos elétricos, que ganham espaço, mas ainda esbarram na limitação de pontos de recarga e no preço elevado.

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Pressão regulatória versus realidade operacional

A pesquisa, que pela primeira vez avaliou o status da descarbonização no setor e os planos de investimento futuros, destaca uma contradição: as operadoras querem reduzir emissões, mas não encontram condições práticas para avançar.

“O setor de transporte rodoviário está comprometido com a neutralidade de carbono, mas esta nova pesquisa mostra que a maioria das empresas luta para conciliar as expectativas regulatórias e de mercado com os altos custos iniciais e a falta de infraestrutura”, afirmou Umberto de Pretto, secretário-geral da IRU.

Segundo ele, a situação é especialmente crítica para as pequenas e médias empresas (PMEs), que representam 85% das transportadoras em todo o mundo. “Se não removermos as barreiras de custo e infraestrutura, os veículos a combustíveis alternativos serão quase impossíveis de adquirir e operar para muitas transportadoras, colocando em risco os compromissos globais de neutralidade de carbono”, completou.

Seminário
Inscrição pelo Sympla

Barreiras financeiras e operacionais

Um dos pontos centrais levantados pelo estudo é a dificuldade de repassar os custos da transição aos clientes. A maioria dos operadores relatou que embarcadores e contratantes não estão dispostos a pagar mais caro pelos serviços de transporte, mesmo diante do investimento necessário em veículos limpos.

Além disso, a pesquisa mostra que 90% das empresas ainda planejam adquirir novos caminhões a diesel no futuro, reflexo direto da falta de condições competitivas para os combustíveis alternativos.

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Caminhos para avançar

O relatório defende que governos e reguladores precisam agir com urgência para criar incentivos, reduzir riscos de investimento e ampliar a infraestrutura de abastecimento e recarga. “Sem essas condições, milhões de operadores não conseguirão migrar para tecnologias de baixo carbono”, reforçou Pretto.

Além da análise sobre cargas, a pesquisa também avaliou o transporte coletivo de passageiros, eficiência de motoristas, veículos e redes logísticas, compondo um panorama global detalhado em 90 páginas. O documento dedica ainda seções às abordagens regulatórias atuais e às condições favoráveis necessárias para que o setor avance em direção à neutralidade climática.

Com a pressão crescente de metas ambientais e a necessidade de manter a competitividade, o transporte rodoviário comercial se vê diante de um dilema: o desejo de descarbonizar é real, mas as condições de mercado e infraestrutura ainda estão muito distantes da realidade das transportadoras.

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