segunda-feira, abril 6, 2026

Volvo anuncia Alfredo Santana como novo diretor de Relações Institucionais

A Volvo América Latina anunciou uma mudança importante em sua estrutura executiva: Alfredo Santana, atual diretor Jurídico do Grupo, passa a acumular também o cargo de diretor de Relações Institucionais. O executivo será responsável por fortalecer o relacionamento da marca com associações, entidades, governo e demais públicos institucionais nos segmentos de caminhões, ônibus, equipamentos de construção, motores e serviços financeiros.

Com a nova atribuição, Santana também assume uma das vice-presidências da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), tornando-se o principal representante da Volvo junto à entidade.

Com mais de 11 anos de trajetória na Volvo, Alfredo Santana acumula experiência nas áreas jurídica e institucional. Antes de ingressar no grupo, atuou em empresas como Sony Brasil, Moto Honda da Amazônia e Umicore Brasil. É formado em Direito pela Universidade Guarulhos, com especializações em Direito da Economia e da Empresa (FGV) e Gestão Estratégica de Negócios (Ibmec), além de cursar Filosofia.

Santana sucede Alexandre Parker, que encerrará sua carreira na Volvo em fevereiro de 2026, após 38 anos de contribuição. Parker teve papel relevante em diferentes áreas da companhia, passando por engenharia de ônibus e caminhões, serviços, coordenação de projetos, legislação e responsabilidade corporativa, encerrando sua trajetória como diretor de Assuntos Corporativos.

Leia mais:
  • Faz poucos dias que a Volvo do Brasil fez a atualização da linha de caminhões FH no Brasil e a matriz já nos presenta novidades. Acaba de ser lançado, por enquanto na Europa e em breve no Brasil, a nova geração de sua tecnologia I-Roll, agora equipada com uma função stop/start do motor, uma estreia mundial na indústria de caminhões pesados. Aliás, o uso de stop/start em “banguela” eletrônica não é inédito apenas na indústria de caminhões. A tecnologia é inédita na indústria automotiva em geral. O novo sistema promete reduzir ainda mais o consumo de combustível e as emissões de CO₂. Continue lendo…

Novo trator T7 da New Holland mostra que o biometano é real e competitivo

Quando mais motores movidos a biometano, independentemente do segmento, mais viável ficará a transição de todos os meios de transportes do diesel para biocombustível renovável. Por isso, o lançamento de mais um trator movido a biometano também pode fortalecer a indústria de caminhões a gás e também desta energia. Por isso é bem-vindo o lançamento do trator T7 da New Holland, revelado em 2023, mas comercialmente disponível recentemente para entregas em 2026.

Com tradicional acabamento Blue Power, o novo T7.270 Methane Power GNV (Gás Natural Veicular) amplia o alcance da tecnologia de combustíveis alternativos da marca. Ele pode operar com biometano obtido a partir de dejetos de animais, promovendo a sustentabilidade nas próprias fazendas. As propriedades podem capturar, processar e purificar o metano para utilizá-lo como combustível. Esse sistema de ciclo fechado reduz emissões, diminui o uso de fertilizantes e pode até mesmo alcançar uma pegada de carbono negativa.

Sob o novo capô, o modelo traz o motor NEF de 6,7 litros e seis cilindros produzido pela FPT Industrial, empresa do Iveco Group. Ele foi aprimorado com turbo de alto desempenho, novo mapeamento eletrônico, sistema de combustível específico e layout de pós-tratamento atualizado. O motor entrega torque máximo de 1.160 Nm e potência de até 270 cv. Com o novo mapeamento, o T7.270 Methane Power atinge intervalos de manutenção ampliados para 750 horas.

O time de design da New Holland otimizou o armazenamento de gás a bordo, aproveitando o chassi maior do novo T7. A capacidade padrão é de 657 litros (117,9 kg), podendo receber um tanque adicional de 480 litros (86,2 kg), totalizando 1.106 litros (204,1 kg).

Maior autonomia

Com o tanque adicional, o trator oferece até 11 horas de autonomia em operações de transporte. Já a válvula de abastecimento NGV2, amplamente utilizada em veículos rodoviários, suporta pressões de até 260 bar, garantindo reabastecimento rápido, comparável ao de um trator a diesel. O modelo conta ainda com a transmissão continuamente variável Auto Command.

Baseado na plataforma T7 com PLM Intelligence, o T7.270 Methane Power traz a cabine Horizon Ultra – mais silenciosa, com 66 decibéis. O conforto do operador é ampliado pelo maior espaço interno e pelo avançado sistema de suspensão. A gestão do trator é facilitada pela interface IntelliView™ 12, integrada ao apoio de braço SideWinder™, permitindo a integração perfeita na operação de implementos dianteiros e traseiros.

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Conhece a rota para o Pacífico? Ela faz 30 anos e abriu novas possibilidades para a logística internacional do Brasil

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Conhece a rota para o Pacífico? Há 30 anos, um grupo de brasileiros ousou atravessar os Andes de caminhão para provar que o transporte rodoviário podia conectar o Brasil ao outro lado do continente. Três décadas depois, essa travessia — símbolo de integração e visão logística — segue mais atual do que nunca.

Há 30 anos, um grupo de caminhoneiros e empresários do transporte rodoviário ousou atravessar os Andes para provar que o Brasil podia chegar ao outro lado do continente pelas estradas. Essa travessia, batizada de Projeto Pacífico, tornou-se um marco de integração logística e, três décadas depois, foi celebrada com emoção em São Paulo.

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Na noite do dia 5 de outubro, a NTC&Logística, a Fundação Memória do Transporte (FuMTran) e a Família Dias de Castro promoveram um evento especial no Edifício Sebastião Ubson Carneiro Ribeiro, em São Paulo, para celebrar os 30 anos da expedição que conectou simbolicamente o transporte rodoviário brasileiro ao Oceano Pacífico.

Realizado em 1995, o Projeto Pacífico foi liderado por Oswaldo Dias de Castro Jr. e Oswaldo Xavier Dias, com registros do fotógrafo Marcelo Vigneron, então integrantes do Expresso Araçatuba. A caravana percorreu rotas inéditas pela Bolívia, Chile e Peru, conectando o Brasil ao Oceano Pacífico em uma demonstração de coragem e visão de futuro.

Entre 1995 e 2025

Depois desta, outras expedições foram realizadas. Entre elas, a Expedição Rota da Integração Latino-Americana (RILA), realizada em 2013 e que contou com a cobertura realizada na época pelo editor da Frota News, Marcos Villela, e com dezenas de empresários do transporte e agronegócio. Ela partiu de Campo Grande (MS) e cruzou a Bolívia até os portos chilenos, testando na prática a viabilidade da rota para o Pacífico. Esta rota mostrou-se inviável, e outras expedições foram realizadas percorrendo trajeto Brasil–Paraguai–Argentina–Chile.

Pacífico
Legenda no sentido horário: parte do grupo da expedição; jornalista Marcos Villela; preparação para partida em Campo Grande; e chegada em Iquique com receptivo festivo

Esta última rota foi a que está sendo viabilizada. O projeto da Rota Bioceânica, também chamada de rota oceânica, avança com previsão de início de operação em 2026. A principal obra, a ponte internacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), já ultrapassou 70% de execução, enquanto os governos dos quatro países trabalham na padronização de trâmites aduaneiros e na melhoria das rodovias de acesso.

Transporte à frente do seu tempo

“O Projeto Pacífico é uma lembrança viva de como o transporte rodoviário sempre esteve à frente do seu tempo. Celebrar essa história é reafirmar o compromisso da NTC&Logística em valorizar o passado, fortalecer o presente e construir um futuro cada vez mais integrado e inovador”, Eduardo Rebuzzi.

O presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, também enfatizou a importância de resgatar a memória do transporte:

“O Projeto Pacífico representa coragem, inovação e o espírito de integração que move o transporte brasileiro. É um orgulho para a FuMTran manter viva essa trajetória e compartilhar esse legado com todo o setor”, destacou.

Um dos momentos mais marcantes foi a exibição do documentário inédito produzido pela FuMTran, com imagens originais da expedição e depoimentos dos protagonistas. O vídeo reviveu os desafios da travessia e emocionou o público, que aplaudiu de pé Oswaldo Dias de Castro Jr., Oswaldo Xavier Dias e Marcelo Vigneron.

Em seu discurso, Oswaldo Dias de Castro Jr. fez uma reflexão sobre o significado do projeto e sua atualidade.

É impressionante perceber como o ideal da integração continental continua atual. O que há 30 anos parecia um sonho, hoje é uma necessidade para o desenvolvimento do Brasil e da América do Sul”, afirmou.

Encerrando a celebração, os convidados visitaram a exposição FuMTran Origens, com fotos históricas de Marcelo Vigneron e peças originais da caravana. As imagens retratam as paisagens andinas, os veículos e os bastidores da expedição, transportando o público de volta a uma era em que o transporte rodoviário brasileiro desbravava fronteiras e ideias.

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Conheça os vencedores do 11º Prêmio de Sustentabilidade realizado pelo SETCESP

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Em sua 11ª edição, o Prêmio de Sustentabilidade do SETCESP reconheceu as empresas que mais se destacaram em práticas ambientais, sociais, de governança e segurança — reforçando o compromisso do setor com a agenda ESG e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

A cerimônia, realizada na sede do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), reuniu empresários e especialistas para celebrar as iniciativas que estão redefinindo o padrão de gestão e eficiência na logística brasileira.

Biometano e inovação ambiental

Na categoria Responsabilidade Ambiental, a vencedora foi a Jomed Transportes, que implementou um ponto de abastecimento interno com 100% de biometano para sua frota movida a gás. A medida reduziu o consumo de 308 mil litros de diesel e evitou a emissão de 717 toneladas de CO₂, além de otimizar a logística de abastecimento.

Impacto social em Cubatão

Já na categoria Responsabilidade Social, a Ceslog (Cesari Logística) foi reconhecida pelo projeto Cubatão + Sustentável, que promove a revitalização do polo industrial do município. A iniciativa inclui o plantio de 1.800 árvores, regularização de moradias e comércios e melhorias de tráfego, beneficiando diretamente 2.350 pessoas e contribuindo para a valorização urbana e a inclusão social.

Gestão participativa e segurança nas estradas

A Tassi Transportes levou dois troféus: em Governança, com o projeto Tassi Conecta, que estimula os colaboradores a apresentarem ideias inovadoras — 22 sugestões já resultaram em R$ 80 mil de economia em apenas três meses; e em Responsabilidade na Segurança Viária e do Trabalho, com o Tassi Protege+, voltado ao bem-estar dos motoristas. Desde a implantação, a empresa reduziu em 50% o absenteísmo, 60% os incidentes sem lesão e 67% os acidentes com lesões pessoais.

Compromisso coletivo com o futuro

Para Marcelo Rodrigues, presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, o prêmio mostra o poder de transformação do transporte de cargas.

As empresas estão provando que é possível unir competitividade, responsabilidade e inovação. A sustentabilidade é um caminho sem volta — quando o transporte adota práticas responsáveis,
toda a sociedade avança
”, afirmou.

Desde a criação do prêmio, 493 projetos de 99 empresas já foram inscritos, consolidando a iniciativa como uma das principais referências do setor em prol da sustentabilidade.

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Conheça a série especial dos 15 anos de legado do Mercedes-Benz Actros

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No competitivo mercado brasileiro de caminhões, as séries especiais têm um papel que vai além da exclusividade: elas celebram marcos históricos, reforçam o prestígio das marcas e criam uma conexão emocional com transportadores e motoristas que vivem a rotina das estradas. Mais do que uma edição limitada, cada versão comemorativa traduz a evolução tecnológica e o reconhecimento de modelos que marcaram época. É nesse espírito que a Mercedes-Benz lança o Actros Evolution Série Especial 15 Anos, edição exclusiva de apenas 15 unidades que homenageia a trajetória de sucesso do pesado top de linha da marca no País.

As unidades do Actros Evolution chegam com design exclusivo na cor cinza morsa, adesivos alusivos à data e a marca Mercedes-Benz estampada na testeira da cabina. São 10 caminhões Actros Evolution 2553 LS 6×2 e 5 Actros Evolution 2653 S 6×4, ambos equipados com o motor OM 471 de 530 cavalos, o mais potente já oferecido pela fabricante no Brasil.

“O Actros Evolution é a melhor versão do nosso top de linha rodoviário já vendida no País”, afirma Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil.

Design exclusivo e conforto premium

A Série 15 Anos traz cabina Top Space, com 1,84 metro de altura interna, retrovisores digitais MirrorCam de 2ª geração, painel digital de 12 polegadas e carregamento de celular por indução. Há ainda geladeira de 25 litros, ar-condicionado digital e noturno, bancos ergonômicos com até 11 regulagens e estrela Mercedes-Benz iluminada.

No exterior, a série especial exibe emblemas Evolution nas portas, rodas de alumínio brilhante e saias laterais, ressaltando a exclusividade da edição.

Características técnicas

Com motor Mercedes-Benz OM 471 LA de 530 cv de potência e 2.600 Nm de torque, ele ainda conta com freio-motor de 580 cv, bateria de 230 Ah (a maior do segmento) e filtro coalescente, que multiplica em 500 vezes o poder de filtragem para operações mais severas.

O pacote de equipamentos inclui ABA 5 (frenagem ativa com detecção de pedestres), assistente de ponto cego, sensor de fadiga, piloto automático adaptativo, controle eletrônico de estabilidade (ESC) e faróis em LED com farol alto inteligente.

Com versões 6×2 e 6×4, o Actros Evolution atende tanto a operações rodoviárias quanto mista, como o transporte de grãos e insumos no agronegócio. O modelo 2553 6×2 está homologado para semirreboques de 4 eixos, com PBTC de até 58,5 toneladas.

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Cases de eletrificação de pesados Volvo com Coca-Cola e IKEA

Entender a entrega de mais de 5.700 caminhões elétricos pela Volvo Trucks em 50 países é preciso entender as iniciativas dos embarcadores em cada país, principais decisores das decisões de investimentos na transição energética. A Frota News traz mais dois cases internacionais de embarcadores que estão investindo nos caminhões elétricos da marca sueca. Lógico que, em cada país, o embarcador não só leva em consideração as questões tecnológicas, mas por um conjunto de fatores estruturais: infraestrutura de recarga insuficiente, custo elevado de aquisição, falta de incentivos fiscais e modelos de negócio pouco adaptados à realidade dos frotistas brasileiros.

Casos de sucesso na Austrália mostram o caminho

Na Austrália, um mercado comparável ao brasileiro em extensão territorial e dependência do transporte rodoviário, a transição elétrica começa a ganhar corpo. O grupo logístico Toll, em parceria com a Coca-Cola Europacific Partners (CCEP), anunciou a segunda fase de um programa de US$ 67 milhões (cerca de R$ 375 milhões) para a eletrificação da frota de distribuição de bebidas.

O projeto inclui 12 caminhões rígidos Volvo FM Electric, com capacidade para 12 paletes e autonomia de até 270 km, que substituirão veículos a diesel nas operações urbanas de distribuição. O investimento, cofinanciado pela Agência Australiana de Energia Renovável (ARENA), prevê ainda estações de recarga dedicadas nos centros de distribuição da Coca-Cola em quatro estados australianos.

Este projeto prova que é possível unir sustentabilidade, confiabilidade e performance operacional”, afirmou Nick Vrckovski, presidente da divisão de varejo e consumo da Toll.
Com o apoio de nossos clientes e do governo, estamos construindo o maior programa de caminhões elétricos do setor privado australiano”, completou.

IKEA aposta em leasing para viabilizar a eletrificação

Volvo
Volvo FL Electric

Outro exemplo vem da IKEA Austrália, que incorporou quatro caminhões Volvo FL Electric de longa distância ao seu programa de entregas domésticas. O objetivo é atingir 100% de entregas com zero emissão — meta que já alcança 84% das rotas em áreas metropolitanas.

A inovação não está apenas nos veículos, mas no modelo de negócio: a IKEA firmou parceria com a CarBon Leasing e a operadora ANC Delivers para oferecer caminhões elétricos em regime de leasing, removendo a principal barreira à eletrificação — o alto custo inicial de aquisição.

O programa inclui manutenção, recarga e até relatórios de emissões de CO₂, facilitando o acesso dos pequenos transportadores que representam 98% do setor de entregas australiano.

Os novos caminhões Volvo FL têm autonomia de até 450 km e capacidade para 5,5 toneladas, e já acumularam mais de 1 milhão de quilômetros rodados no país. Além disso, a IKEA investiu US$ 4,5 milhões em infraestrutura de recarga, um dos gargalos ainda críticos para a expansão da frota elétrica.

Realidades distintas, lições em comum

Os exemplos australianos mostram que o avanço da mobilidade elétrica depende de uma tríade essencial:

  1. Incentivos governamentais, que reduzam o custo inicial e fomentem a infraestrutura;
  2. Modelos colaborativos, que integrem montadoras, operadores logísticos e clientes;
  3. Planejamento energético, garantindo a disponibilidade de energia limpa e estável.

No Brasil, esse ecossistema ainda está em formação. A ausência de linhas de crédito específicas e falta de clareza regulatória sobre recarga e tarifação elétrica dificultam a tomada de decisão dos gestores de frota. Além disso, o perfil operacional do transporte de cargas — com longas distâncias e poucos pontos de parada equipados — torna a eletrificação viável apenas em operações urbanas ou regionais de curta distância.

O que o gestor de frota precisa observar

Para quem lidera frotas comerciais no Brasil, a transição energética não é mais uma questão de se, mas de quando — e como. Ainda que o elétrico puro não seja uma solução imediata para todos os perfis de operação, projetos-piloto urbanos, híbridos, e testes com combustíveis alternativos, como biometano e HVO (diesel renovável), podem preparar o caminho para uma frota de baixo carbono.

A experiência internacional mostra que o futuro não será movido apenas a eletricidade, mas sim por uma combinação inteligente de tecnologias — e que o sucesso virá para quem começar a planejar agora.

Cada país vive sua própria transição. No Brasil, será mais gradual, mas inevitável. A questão é estar pronto para quando a infraestrutura chegar”, resume um executivo do setor automotivo.

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Pedágio eletrônico em debate: especialista explica desafios de comunicação do Free Flow

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A modernização do pedágio no Brasil avança em tecnologia, mas ainda enfrenta velhos dilemas: falta de transparência, desequilíbrio tarifário e insegurança jurídica. O tema ganhou contornos de batalha judicial entre o Ministério Público Federal (MPF), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e as concessionárias de rodovias, em torno da legalidade e da forma de punição de quem não paga as tarifas em dia do sistema Free Flow — modelo de pedágio eletrônico sem praças físicas.

Para aprofundar o debate, a Frota News conversou com a advogada Letícia Queiroz de Andrade, sócia-fundadora do escritório Queiroz Maluf Reis, especialista em Direito Público e em projetos de infraestrutura, concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). Letícia atua há mais de duas décadas na modelagem de contratos de concessão e acompanha de perto a transição tecnológica do setor.

“Free Flow é avanço, mas exige regras claras e comunicação
eficiente”, diz Letícia Queiroz

Para a especialista, o pedágio eletrônico é um passo inevitável e bem-vindo, mas precisa ser implementado com transparência, proporcionalidade e segurança jurídica.

“A ideia do Free Flow é excelente: tornar a tarifa mais proporcional ao uso, ampliar a base de pagantes e reduzir custos operacionais. Mas o sistema precisa de regras claras para evitar judicialização e distorções tarifárias”, afirma.

Segundo a advogada, o modelo permite que o motorista pague apenas pelo trecho efetivamente percorrido, o que corrige uma das distorções históricas do pedágio tradicional — o pagamento integral mesmo em deslocamentos curtos. “Se a tarifa fica mais proporcional, ela tende a ser mais equilibrada. Com mais gente pagando, menos gente tenta fugir do sistema, e o custo unitário cai”, explica.

Batalha jurídica e falta de padronização

A advogada reconhece, contudo, que a transição tem sido marcada por incertezas contratuais e divergências na interpretação da lei. “A grande dúvida é como implantar o Free Flow em contratos antigos, que não previam esse tipo de tecnologia. Como ficam as cláusulas de cobrança? Como ajustar o reequilíbrio econômico-financeiro?”, questiona.

Essas lacunas jurídicas abriram espaço para ações e manifestações de órgãos de controle. O MPF tem cobrado das concessionárias e da ANTT explicações sobre o modelo de cobrança e a destinação dos valores arrecadados.

Evasão, inadimplência e custo de cobrança

Outro ponto sensível é o tratamento da inadimplência — principalmente quando o usuário passa pelo pórtico e não efetua o pagamento. Letícia diferencia evasão (uso da via sem pagar) de inadimplência involuntária (por falta de informação ou problemas no sistema).

O problema é que, em muitos casos, o custo para cobrar o não pagante é maior do que o valor da tarifa. Mandar carta, notificar, acionar
judicialmente — tudo isso onera o sistema e, no fim, quem paga é o usuário que cumpre suas obrigações
”, observa.

Ela defende soluções tecnológicas e administrativas que ampliem os meios de pagamento e reduzam a judicialização. “O motorista precisa conhecer o sistema antes de ser multado. A comunicação deve vir antes da penalidade.”

Lições internacionais e peculiaridades brasileiras

Letícia compara a experiência brasileira à europeia. “Na Alemanha, as rodovias são fechadas, com poucos acessos. Lá é possível controlar a cobrança de forma integral. No Brasil, seria inviável fechar acessos — encravaria municípios e prejudicaria a mobilidade local. Temos uma malha continental, com trechos urbanos e rurais, e isso exige um modelo adaptado à nossa realidade”, explica.

Por isso, o Free Flow, na visão dela, não deve replicar modelos estrangeiros, mas sim incorporar princípios de proporcionalidade e eficiência. “É uma solução moderna e justa, desde que implantada com cuidado e sem transferir riscos indevidos ao usuário.”

Comunicação e confiança: o maior desafio

Mais do que tecnologia ou legislação, Letícia acredita que o desafio central do Free Flow será comunicar bem o novo modelo. “O usuário precisa entender o que está pagando, quanto está pagando e como pagar. A pior forma de conhecer o sistema é através de uma multa”, adverte.

Ela defende que concessionárias e órgãos públicos lancem campanhas de esclarecimento. “Quando o sistema é transparente e bem comunicado, a adesão cresce e a evasão diminui. Esse é o caminho para o pedágio eletrônico se consolidar como uma política pública eficiente.”

A transição para o Free Flow representa um avanço inevitável, mas também um teste de maturidade institucional. Como resume Letícia Queiroz, o sucesso do modelo dependerá menos da tecnologia e mais da coordenação entre governo, concessionárias, órgãos de controle e sociedade.

“O Free Flow é uma inovação necessária. Mas sem clareza nas regras e confiança do usuário, ele corre o risco de começar da pior forma possível — judicializado.”

 

Análise Frota News

As concessionárias de rodovias estão prontas, do ponto de vista tecnológico, para adotar o pedágio eletrônico. O Free Flow é uma realidade inevitável — e positiva — que aproxima o Brasil das melhores práticas internacionais. Mas, enquanto investem em pórticos e sensores, muitas delas esquecem o essencial: comunicar-se com a sociedade.

O setor fala de inovação, mas ainda se comporta como se bastasse instalar a tecnologia e esperar adesão automática. Não basta modernizar o sistema; é preciso conquistar a confiança dos usuários, sendo grande parte prestadores de serviços logísticos. E isso se faz com campanhas educativas.

Da mesma forma, as empresas que operam as tags eletrônicas precisam sair da invisibilidade. Elas são parte da solução — e deveriam disputar espaço no imaginário do usuário com clareza e serviço.

Em resumo, a tecnologia não é o problema; o desafio agora é de comunicação e relacionamento. O sucesso do Free Flow dependerá menos da eficiência dos pórticos e mais da capacidade do setor de falar com quem realmente sustenta o sistema: o usuário da rodovia, incluindo os transportadores.

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DAF amplia para três anos a garantia do trem de força de toda a linha de caminhões

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A DAF Caminhões anunciou a ampliação da garantia de fábrica para o trem de força de toda a sua linha de veículos, que passa a contar com três anos de cobertura para unidades adquiridas desde outubro de 2025. Segundo Luis Gambim, diretor comercial da DAF Caminhões, a decisão traduz a confiança da marca na robustez e eficiência dos produtos, além de representar um diferencial competitivo no mercado brasileiro.

“É fundamental que o cliente tenha total tranquilidade ao escolher um DAF, sabendo que está adquirindo um produto robusto, eficiente e respaldado por uma marca que acredita na inovação e na qualidade como pilares da sua atuação no Brasil”, afirma o executivo.

Garantia de três é o novo padrão da indústria de caminhões e ela traz benefícios para os clientes e maior fidelização do cliente à rede de concessionárias. Por isso, a empresa destaca a importância de o cliente seguir o cronograma de revisões da fábrica somente na rede autorizada e utilizar peças genuínas, fatores contratuais para garantir o direito aos três anos de garantia e, ao mesmo tempo, o melhor desempenho e a durabilidade dos caminhões.

Horímetro e Inclinômetro

A TRP, linha de peças multimarcas do PACCAR Group — do qual a DAF Caminhões faz parte — lançou dois equipamentos para caminhões vocacionais de todas as marcas que atuam em operações pesadas: o Horímetro TRP e o Inclinômetro TRP.

O Horímetro TRP registra automaticamente o tempo de funcionamento do motor, permitindo manutenções com base no uso real do veículo, enquanto o Inclinômetro TRP monitora o centro de gravidade de implementos e bloqueia operações em risco de tombamento, emitindo alertas sonoros e armazenando registros de uso.

Segundo Thiago Prestes, diretor de Marketing e Negócios da PACCAR Parts América do Sul, os dois equipamentos elevam o padrão tecnológico e de segurança do setor, combinando controle operacional e conformidade legal para caminhões fora-de-estrada.

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Confira quando a Caravana de Natal da Coca-Cola vai passar na sua cidade

Como já é tradição, a Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil já vai pegar as estradas para desfilar por dezenas de cidades no período de 12 de novembro e 23 de dezembro. Serão duas comitivas simultâneas que vão percorrer 93 municípios em sete estados: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, encantando mais de 63 milhões de pessoas.

Cada caravana contará com cinco caminhões VW Meteor 29.530, decorados com temas natalinos como Carrossel dos Sonhos e Presente de Natal. Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, os veículos simbolizam a parceria de longa data com a Coca-Cola FEMSA Brasil e reforçam a confiabilidade e robustez da marca nessa ação especial de fim de ano.

A Caravana de Natal terá suas emissões compensadas em cerca de 124 toneladas de CO₂ por meio do projeto CarbonFair, recebendo o selo de “Evento Neutro” da Eccaplan. Conforme Fabiana Taislam, Head de ESG e Comunicação Externa da Coca-Cola FEMSA Brasil, a ação reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade, equivalente à compensação de mais de 740 árvores em créditos de carbono.

    Roteiro – Caravana de Natal Coca-Cola FEMSA Brasil 2025

–      Caravana 1

– São Paulo

12/11 – Campinas e Indaiatuba

13, 14, 15 e 16/11 – São Paulo

17/11 – Sumaré

18/11 – Piracicaba e Limeira

19/11 – Cosmópolis, Americana e Santa Bárbara D’oeste

20/11 – Jundiaí

21/11 – Mogi das Cruzes e Suzano

22/11 – Osasco e Guarulhos

23/11 – Santo André e São Caetano do Sul

25/11 – Praia Grande e Guarujá

26/11 – São Vicente e Santos

27/11 – São José dos Campos

– Rio de Janeiro

28/11 – Resende

29/11 – Porto Real e Volta Redonda

– São Paulo

30/11 – Campos do Jordão

– Rio de Janeiro

02/12 – Teresópolis e Petrópolis

– Minas Gerais

03/12 – Juiz de Fora

04/12 – Itabirito

05/12 – Nova Lima

06/12 – Belo Horizonte

07/12 – Betim, Contagem e Ribeirão das Neves

09/12 – Divinópolis

– São Paulo

11/12 – São José do Rio Preto

12/12 – Bauru

13/12 – Marília

14/12 – Araçatuba

– Mato Grosso do Sul

16/12 – Campo Grande

17/12 – Itaporã e Dourados

– Paraná

19/12 – Mandaguaçu, Maringá e Sarandi

20/12 – Londrina e Cambé

22/12 – Ponta Grossa

23/12 – Curitiba

–      Caravana 2

– Paraná

25/11 – Guarapuava

26/11 – Cascavel e Toledo

27/11 – Foz do Iguaçu

29/11 – Francisco Beltrão

– Santa Catarina

30/11 – Chapecó

– Rio Grande do Sul

01/12 – Passo Fundo

02/12 – Lajeado e Estrela

03/12 – Vera Cruz e Santa Cruz

04/12 – Santa Maria

05/12 – Bagé

06/12 – Pelotas

07/12 – Rio Grande

09/12 – Esteio, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo e São Leopoldo

10/12 – Canoas, Cachoeirinha e Gravataí

11/12 – Porto Alegre

12/12 – Canela e Gramado

13/12 – Três Coroas e Igrejinha

14/12 – Farroupilha e Caxias do Sul

– Santa Catarina

16/12 – Tubarão e Criciúma

17/12 – São José e Florianópolis

18/12 – Antônio Carlos e Biguaçu

19/12 – Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú

20/12 – Blumenau

21/12 – Pomerode e Jaraguá do Sul

22/12 – Joinvile

– Paraná

23/12 – Araucária e São José dos Pinha

Nova linha de crédito de R$ 492 milhões é lançada para compras de ônibus elétricos

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Acaba de ser lançado o Fundo de Melhoria de Crédito para Ônibus Elétricos do Brasil. Ele é resultado de uma parceria entre o Ministério das Cidades, Bloomberg Philanthropies, BTG Pactual, Mitigation Action Facility e WRI Brasil, e tem como meta mobilizar cerca de 80 milhões de euros (equivalente a R$ 492 milhões) para financiar a compra de ônibus elétricos e a instalação de infraestrutura de recarga em todo o país.

Com a participação de investidores privados, o mecanismo deve alavancar aproximadamente 450 milhões de euros (R$ 2,68 bilhões) em investimentos até 2030, viabilizando a chegada de mais de 1.700 novos ônibus elétricos.

O fundo foi desenvolvido com apoio do Instituto de Política de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), da Catalytic Finance Foundation e da C40 Cities, e busca enfrentar um dos maiores entraves à descarbonização: o acesso das cidades a crédito acessível e de longo prazo para financiar infraestrutura.

Volare na Master Locações e Turismo

A operadora de transportes Master Locações e Turismo, de Mossoró (RN), acaba de reforçar sua frota com cinco novos micro-ônibus Volare, sendo três unidades do modelo Fly 9 e duas do Fly 10. Os veículos foram entregues pela concessionária Volare Compacto e contam com configuração Executivo, voltada para operações de fretamento e turismo em diversas rotas pelo Brasil.

Eletra

São Paulo atingiu a marca de 1009 ônibus elétricos em sua frota municipal. O veículo de número 1000 é justamente um dos modelos da Eletra Industrial. Trata-se de um modelo de 15 metros de comprimento com plataforma Scania que vai operar pela empresa Transppass.

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