sexta-feira, abril 3, 2026

A solução do Consórcio Cantareira para contratação de novas motoristas de caminhão

Em um movimento para promover a inclusão feminina no setor logístico da construção civil, o Consórcio Cantareira, formado pela OEC – Odebrecht Engenharia & Construção e Renea Infraestrutura, em parceria com a Fabet São Paulo, capacitou 11 mulheres para atuarem como motoristas de caminhão caçamba nas obras do Rodoanel Norte, em São Paulo.

O programa ofereceu treinamento técnico intensivo, combinando aulas práticas e teóricas, além da entrega de certificados de conclusão. Desde a capacitação, todas as participantes foram contratadas e agora desempenham suas funções no canteiro de obras, contribuindo diretamente para o avanço da infraestrutura na região.

A iniciativa não apenas supre a demanda por motoristas qualificados, mas também quebra barreiras em um setor historicamente dominado por homens. Segundo Meristela Ferreira do Carmo Carvalho, Gerente de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Consórcio Cantareira, o objetivo é transformar o setor, demonstrando que as mulheres têm total capacidade para atuar em operações pesadas com segurança e eficiência.

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O projeto reforça o compromisso das empresas envolvidas com a diversidade e inclusão, promovendo equidade de gênero e oportunidades de emprego para mulheres interessadas em ingressar na profissão. Além disso, a capacitação oferecida pela Fabet-SP garante que as novas motoristas estejam preparadas para os desafios do transporte de insumos e materiais.

A formação de motoristas mulheres pelo Consórcio Cantareira faz parte de um movimento mais amplo que começa a ganhar força no Brasil. Nos últimos anos, programas de capacitação exclusivos para o público feminino têm surgido tanto em empresas de transporte de cargas quanto em projetos de infraestrutura. A própria Fabet São Paulo se firmou como referência nacional nesse esforço, promovendo programas que incentivam a inclusão de mulheres no transporte pesado, quebrando barreiras em um setor tradicionalmente masculino.

motoristas de caminhão
A formatura na Fabet São Paulo: alunos com a equipe de profissionais fundação

A presença de mulheres no setor contribui para ampliar a oferta de mão de obra qualificada, promover diversidade e aprimorar a segurança operacional, devido ao perfil mais cauteloso e responsável das motoristas. A inclusão de mulheres motoristas traz benefícios significativos para a segurança e eficiência da operação, fortalecendo os objetivos de redução de acidentes operacionais e aumento da produtividade.

O Consórcio Cantareira já estuda ampliar o escopo do programa nos próximos meses, com a previsão inicial de formar 20 motoristas de caminhão mulheres. A ideia é não apenas realizar novas turmas de condutoras de caminhão basculante, mas também estender a capacitação para outras funções operacionais tradicionalmente ocupadas por homens, como operação de máquinas pesadas e condução de caminhões especializados.

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A iniciativa do Consórcio Cantareira representa mais do que a capacitação pontual de novas motoristas – é um passo significativo rumo à transformação cultural no setor da construção e transporte de cargas. Ao darem acesso a treinamento especializado, eliminam-se alguns dos obstáculos que impediam a entrada de mulheres, como a falta de experiência ou de confiança para manobrar veículos grandes. Além disso, ao tornarem visíveis exemplos bem-sucedidos de motoristas mulheres atuando, esses programas ajudam a derrubar preconceitos dentro das empresas e inspiram outras trabalhadoras.

A experiência no Rodoanel Norte mostra que incluir mulheres como motoristas de caminhão não é apenas possível, como benéfico e necessário. O consórcio já colhe frutos imediatos em produtividade e clima organizacional, enquanto as motoristas ganham profissão e independência. A sociedade, por sua vez, vê reforçada a mensagem de que oportunidades iguais constroem um futuro melhor.

Os carros elétricos com maior autonomia em 2025

A corrida pela eletrificação dos automóveis atingiu um novo patamar em 2025, e a autonomia é a estrela do momento. Com avanços significativos na tecnologia das baterias, os fabricantes conseguiram superar a barreira psicológica dos 500 km e estão alcançando marcas antes inimagináveis. Nesta reportagem especial, reunimos os modelos com maior autonomia do mercado em 2025, detalhando os dados mais recentes e os diferenciais de cada um. No final, explicações a diferença entre os padrões de medição EPA (EUA) e WLTP (Europa).

  1. Lucid Air Dream Edition R – 837 km (EPA) O sedã o da startup americana Lucid Motors continua a impressionar o mundo automotivo. Com 837 km de autonomia no padrão EPA (Environmental Protection Agency), o Lucid Air Dream Edition R é o líder absoluto em alcance. A versão de longo alcance combina um design aerodinâmico, uma bateria de 113 kWh e motores eficientes, proporcionando uma experiência de luxo e performance incomparável.
  2. Mercedes-Benz EQS 450+ – 729 km (WLTP) O sedã de luxo 100% elétrico da Mercedes-Benz alcança 729 km no padrão WLTP, colocando a marca alemã entre as mais eficientes da categoria. A versão EQS 450+ conta com uma bateria de 107,8 kWh e traciona apenas as rodas traseiras, o que contribui para o maior alcance. No padrão EPA, o mesmo modelo atinge cerca de 563 km.
  3. Chevrolet Silverado EV WT – 724 km (Estimativa EPA) A icônica picape da Chevrolet, agora em versão elétrica, traz uma proposta robusta com 724 km de autonomia estimada no padrão EPA. A versão WT (Work Truck) utiliza uma bateria Ultium de grande capacidade e prioriza eficiência para o uso comercial, sem renunciar a torque e capacidade de carga.
  4. Cadillac Escalade IQ – 724 km (Estimativa EPA) O SUV de luxo elétrico da Cadillac impressiona com 724 km de alcance estimado. Com dimensões generosas e uma bateria de cerca de 200 kWh, o Escalade IQ mostra que é possível combinar sofisticação, espaço interno e eficiência energética.
  5. Autonomia
    Volkswagen ID.7 Pro S

    Volkswagen ID.7 Pro S – 700 km (WLTP) A aposta da VW no segmento de sedãs elétricos de alto alcance, o ID.7 Pro S, traz uma autonomia de 700 km no padrão europeu WLTP. Com uma bateria de 86 kWh, design aerodinâmico e tecnologia embarcada de ponta, o modelo simboliza a nova fase da mobilidade alemã.

  6. Porsche Taycan (2024 atualizado) – 678 km (WLTP) Com as atualizações introduzidas no final de 2023, o Porsche Taycan agora oferece até 678 km de autonomia no ciclo WLTP. As melhorias incluíram ajustes na gestão térmica, software e motores, mantendo o desempenho esportivo da marca sem sacrificar a eficiência.
  7. Polestar 2 Long Range RWD – 654 km (WLTP) A marca escandinava, derivada da Volvo, atinge 654 km de alcance com sua versão de tração traseira e bateria de 82 kWh. O Polestar 2 combina minimalismo nórdico e tecnologia de ponta, sendo uma opção elegante para quem busca eficiência e estilo.
  8. Tesla Model S Long Range – 652 km (EPA) O clássico elétrico da Tesla permanece entre os líderes com 652 km de autonomia no padrão EPA. Com rodas de 19″, o Model S Long Range entrega uma condução refinada, alta performance e a tradicional infraestrutura de recarga da marca.
  9. Tesla Model 3 Long Range – 576 km (EPA) Compacto e eficiente, o Model 3 Long Range apresenta 576 km de alcance com tração integral e rodas de 18″. Um dos mais populares do mercado, o sedã da Tesla se destaca pelo excelente custo-benefício.
  10. Tesla Model X Long Range – 565 km (EPA) O SUV premium da Tesla, com 565 km no padrão EPA, alia espaço e desempenho. Com portas traseiras tipo “Falcon Wing” e configuração para até sete ocupantes, o Model X oferece luxo e praticidade em uma carroceria elétrica.
  11. Fisker Ocean Ultra – 563 km (EPA) Um dos SUVs mais sustentáveis do mercado, o Fisker Ocean na versão Ultra entrega 563 km no padrão EPA. A montadora californiana aposta em materiais reciclados e tecnologias verdes, combinando ecologia com mobilidade avançada.
  12. Hyundai IONIQ 6 RWD – 614 km (WLTP) Com visual aerodinâmico e soluções modernas, o IONIQ 6 de tração traseira alcança 614 km no ciclo WLTP. No padrão EPA, seu alcance é de 581 km, o que ainda o coloca entre os mais eficientes sedãs elétricos do mundo.
  13. BMW iX xDrive50 – 521 km (EPA) O SUV elétrico da BMW apresenta uma combinação de luxo, tecnologia e performance com seus 521 km de alcance EPA. Equipado com duas unidades motoras e bateria de ~111 kWh, o iX é o cartão de visitas da BMW na eletrificação de alto padrão.
  14. Kia EV9 Long Range RWD – 541 km (WLTP) O Kia EV9, SUV de três fileiras e perfil futurista, entrega 541 km no ciclo WLTP. Com opção de trção traseira e espaço para toda a família, o modelo representa a entrada da Kia no segmento dos elétricos premium de grande porte.

EPA vs. WLTP: o que são?

EPA (Environmental Protection Agency) – EUA

  • É o padrão dos Estados Unidos.
  • Considerado mais rigoroso e realista.
  • Testa os veículos em condições mais próximas da vida real, incluindo:
    • velocidades variadas,
    • uso do ar-condicionado,
    • subidas e descidas,
    • paradas e retomadas.
  • Por isso, os números de autonomia EPA geralmente são menores, mas mais confiáveis para uso diário.

WLTP (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Procedure) – Europa

  • É o padrão usado na União Europeia e outros países.
  • Mais moderno que o antigo NEDC, mas ainda tende a ser mais otimista que o EPA.
  • Os testes WLTP:
    • duram cerca de 30 minutos,
    • usam temperaturas amenas (~23°C),
    • não simulam uso intenso de acessórios (como ar-condicionado).
  • Os números WLTP geralmente são 10% a 20% mais altos do que os do EPA.

Exemplo comparativo

Modelo Autonomia (EPA) Autonomia (WLTP)
Tesla Model 3 Long Range ~576 km ~607 km
Hyundai Ioniq 6 RWD ~581 km ~614 km
BMW iX xDrive50 ~521 km ~630 km

 

Conclusão

Em 2025, os carros elétricos deixaram de ser apenas uma promessa de futuro e se tornaram protagonistas no presente. A diversidade de modelos com autonomia superior a 500 km comprova que a transição para uma mobilidade mais limpa e eficiente é uma realidade. Mais do que números impressionantes, esses modelos oferecem conforto, segurança e tecnologia de ponta, reafirmando que o carro elétrico é, de fato, o novo padrão da indústria automotiva global.

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

A Noma do Brasil, uma das principais fabricantes de implementos rodoviários do país, apresenta a Work Series, sua nova linha de produtos, que chega ao mercado com uma proposta inovadora: oferecer implementos robustos, duráveis e com o reconhecido DNA da marca, mantendo os altos padrões de qualidade da Geração Titanium, sua linha premium, mas agora com uma opção mais acessível.

A Work Series foi desenvolvida para atender a uma crescente demanda por implementos de alta performance com menor custo de aquisição. Mantendo a tradição de excelência da Noma, essa nova gama de produtos busca ampliar as possibilidades para transportadores que necessitam de confiabilidade e eficiência, sem comprometer o orçamento.

“Nosso objetivo com a Work Series foi democratizar o acesso a produtos de qualidade, preservando a robustez e a durabilidade já reconhecidas na Geração Titanium”, destaca Marcos Noma, presidente da empresa.

Engenharia de ponta: redução de custos sem abrir mão da qualidade

O desenvolvimento da Work Series representou um grande desafio para a equipe de engenharia da Noma. A meta era clara: reduzir custos sem comprometer os atributos que consolidaram a marca como referência no mercado de implementos rodoviários.

Para atingir esse equilíbrio, a empresa investiu em otimizações na linha de produção e realizou ajustes estratégicos no design, acabamento e itens de série. A estrutura principal, assim como os materiais aplicados ao chassi e à parte rodante, segue os mesmos padrões da linha premium Geração Titanium.

“O foco foi garantir a confiabilidade e a durabilidade características da Noma. O que muda é um design mais funcional e a redução de itens de série, tornando o produto mais acessível”, explica Harlei, gerente de Engenharia da Noma.

Rigor nos testes e certificações

Mesmo sendo uma linha com proposta mais econômica, a Work Series passa pelos mesmos rigorosos testes de qualidade e segurança aplicados a todos os produtos da Noma. Os implementos são submetidos a ensaios de resistência estrutural, simulações em ambientes extremos e testes de segurança, garantindo que os implementos ofereçam a mesma confiabilidade da linha premium.

Esse compromisso com a excelência é respaldado pela certificação ISO 9001, conquistada pela Noma em 2006 e mantida até hoje, reforçando sua cultura de melhoria contínua e foco na satisfação dos clientes.

Olhando para o futuro

A Work Series chega ao mercado com modelos padronizados, sem opções de customização nesta fase inicial. Segundo Marcos Noma, essa estratégia visa garantir maior escala de produção e manter os preços competitivos. No entanto, a empresa já estuda a possibilidade de versões customizáveis em futuras atualizações da linha, conforme a demanda do mercado.

Além disso, há planos para expandir o portfólio da Work Series nos próximos anos, incorporando novas tecnologias e modelos voltados para diferentes segmentos do transporte rodoviário de cargas.

DNA Noma: um diferencial competitivo

Noma Work Series
Detalhes da linha Noma Work Series

Mesmo sendo uma opção mais acessível, a Work Series preserva o principal diferencial da marca: a confiança. A Noma destaca que seus produtos oferecem maior tempo de operação e menor custo de manutenção em comparação com os concorrentes da mesma faixa de preço.

“Temos mais de 55 anos de mercado. Enquanto muitos tentam competir apenas por preço, a Noma entrega uma solução completa, que combina custo-benefício com alta eficiência operacional”, ressalta o presidente da empresa.

Compromisso com a sustentabilidade

A nova linha também reflete o compromisso da empresa com a sustentabilidade. A Noma adota processos industriais que minimizam o consumo de recursos naturais, evitam desperdícios e utilizam matérias-primas de alta qualidade, garantindo maior durabilidade e menor impacto ambiental ao longo do ciclo de vida dos implementos.

Mais que implementos, uma filosofia de trabalho

Com mais de cinco décadas de história, a Noma é uma empresa 100% brasileira, que carrega em seu nome os ideogramas japoneses “NO” (campo, estrada, espaço) e “MA” (verdade), símbolos que representam sua essência: transparência, solidez e compromisso com quem move o Brasil pelas estradas.

Além da inovação constante, a Noma investe no desenvolvimento profissional de seus colaboradores e em um ambiente de trabalho que estimula o crescimento conjunto. “Nosso objetivo é crescer junto com o setor e com nossos clientes”, reforça a empresa.

Uma nova solução com o selo de confiança Noma

Com o lançamento da Work Series, a Noma do Brasil reforça sua posição de vanguarda no mercado de implementos rodoviários, expandindo sua atuação para atender a um público que busca qualidade com controle de custos.

Mais do que um novo produto, a Work Series é uma resposta às necessidades do setor, combinando engenharia avançada, confiabilidade e acessibilidade. Com essa nova linha, a Noma amplia seu alcance e reafirma seu compromisso como parceira estratégica do transporte rodoviário nacional.

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Espírito Santo se consolida como hub logístico com R$ 100 bilhões em investimentos até 2030

O Espírito Santo vive um momento estratégico de transformação econômica. Com localização privilegiada na costa sudeste do Brasil e cercado por mais de 60% do PIB nacional em um raio de 1.200 km, o estado se fortalece como um dos principais hubs logísticos do país. A previsão é de que até 2030, mais de R$ 100 bilhões em investimentos produtivos sejam aplicados em território capixaba, impulsionando não apenas a indústria, mas todo o setor produtivo.

Os dados são do Observatório da Indústria da Findes, por meio da plataforma Bússola do Investimento, que mapeou quase 300 projetos previstos para os próximos anos. Desses, aproximadamente 90% têm origem em capital privado ou misto, o que demonstra a confiança do mercado no potencial de crescimento do estado.

Logística: o motor do desenvolvimento

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destaca que os investimentos em infraestrutura são fundamentais para alavancar a competitividade capixaba. “Estamos caminhando, mas ainda assim é preciso acelerar o passo. Os desafios persistem, e superá-los é essencial para o Espírito Santo se consolidar como hub logístico nacional”, afirma.

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As rodovias BR-101 e BR-262, dois dos principais corredores de escoamento de cargas do estado, estão no topo das prioridades. Após anos de impasse, a BR-101, sob concessão da Eco101, passará por repactuação contratual, e o novo modelo prevê R$ 10 bilhões em investimentos, com duplicação de 169 km, além de melhorias em faixas adicionais e segurança viária.

Já a BR-262, que liga Vitória a Belo Horizonte, deve finalmente sair do papel com a tão aguardada duplicação. O projeto terá início em 2025, com aporte inicial de R$ 2,3 bilhões oriundos do acordo de reparação da tragédia de Mariana. O traçado, inaugurado em 1968, continua o mesmo até hoje, sem duplicações significativas.

Recorde histórico nos portos capixabas

O complexo portuário capixaba alcançou em 2024 o maior volume de movimentação de contêineres da história. Foram registrados 357.640 TEUs, segundo dados da Antaq e do Observatório Findes – um salto de 34,7% em relação ao ano anterior.

Os terminais localizados na Grande Vitória, como Vitória e Vila Velha, além de portos privados em expansão, como o de Aracruz e o futuro Porto Central, estão no centro dessa performance. O estado foi também o primeiro do Brasil a conceder um porto público à iniciativa privada: a VPorts (ex-Codesa) assumiu a gestão do Porto de Vitória, reforçando a aposta na eficiência e modernização da operação logística.

Ferrovias e multimodalidade: os novos trilhos do futuro

No segmento ferroviário, o destaque é a EF-118, ferrovia federal que ligará os portos do Espírito Santo ao Rio de Janeiro. O projeto, considerado prioritário pelo governo federal, já passou por audiências públicas e deve ter o edital de licitação lançado ainda em 2025, com início das obras previsto para 2026.

“A EF-118 será estratégica não só para o Espírito Santo, mas para toda a região Sudeste, com impactos positivos também para Bahia e Rio de Janeiro”, afirma Baraona. A ferrovia vai viabilizar a conexão dos portos capixabas com a malha nacional, promovendo maior eficiência no escoamento de cargas e redução de custos logísticos.

Arco Leste: integração regional e desenvolvimento

Outro conceito que ganha força é o Arco Leste, um grande corredor logístico que busca integrar os portos da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro por meio de rodovias e ferrovias. A proposta, articulada por governos estaduais e entidades como a Findes, visa consolidar o maior complexo logístico-portuário do Brasil, com forte atuação no comércio exterior.

O Arco Leste inclui projetos como os portos de Aracruz, São Mateus, Presidente Kennedy (Porto Central) e o Porto do Açu, no norte fluminense. Todos estão em diferentes estágios de desenvolvimento e somam-se a um plano de infraestrutura integrada que tornará a costa leste brasileira uma nova potência logística.

Assista o Canal FrotaCast:

Educação voltada ao setor portuário

Para formar mão de obra qualificada que atenda à crescente demanda do setor logístico, o Senai-ES lançará no segundo semestre de 2025 o Senai Porto – a primeira unidade educacional instalada dentro de uma área portuária no Espírito Santo.

Localizado no Armazém 3 do Porto de Vitória, o projeto contará com investimento de R$ 34,2 milhões e capacidade para atender até 1.800 alunos por dia, com cursos voltados para Logística, Tecnologia da Informação, Gestão Portuária e Economia do Mar.

Um novo ciclo de crescimento

O Espírito Santo tem demonstrado capacidade de unir o setor público, privado e a sociedade em torno de uma agenda estratégica para o desenvolvimento. “Ter uma boa infraestrutura é fundamental para tornar a indústria mais competitiva, especialmente em um momento em que ela está agregando cada vez mais valor aos seus produtos”, conclui o presidente da Findes.

Tarifa do aço: Volvo inicia demissões nos EUA após queda na demanda por caminhões

O Grupo Volvo iniciou um processo de demissão de até 800 trabalhadores em suas operações nos Estados Unidos, em resposta à queda na demanda por caminhões pesados e à instabilidade do mercado agravada pelas políticas tarifárias impostas durante o governo de Donald Trump. As dispensas estão sendo realizadas de forma escalonada em três unidades: a fábrica da Mack Trucks em Macungie, na Pensilvânia; e duas instalações do grupo em Dublin, na Virgínia, e Hagerstown, em Maryland.

Segundo comunicado da empresa, as demissões são uma resposta direta à desaceleração nos pedidos de novos caminhões e ao aumento dos custos de produção, especialmente com a continuidade das tarifas sobre aço, alumínio e componentes importados. “Lamentamos ter que tomar essa atitude, mas precisamos alinhar a produção com a demanda reduzida por nossos veículos”, afirmou um porta-voz da Volvo.

Na unidade da Mack Trucks, na Pensilvânia, entre 250 e 350 trabalhadores devem ser desligados até o início de julho, representando cerca de 10% da força de trabalho local. A planta de Dublin já havia passado por uma rodada anterior de cortes, com cerca de 180 postos reduzidos em fevereiro, e agora deve dispensar mais 250 a 350 empregados. Em Hagerstown, o corte estimado é entre 50 e 100 funcionários.

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As demissões são classificadas como “indefinidas”, sem previsão de recontratação imediata, embora a empresa afirme que pretende convocar os trabalhadores de volta assim que a demanda voltar a crescer. As fábricas permanecem ativas, mas com redução de turnos e produção.

O impacto nas comunidades locais é significativo. Em Macungie, onde a Mack Trucks é um dos maiores empregadores da região, o sindicato UAW Local 677 lamentou o corte e afirmou que acompanha o processo para garantir o cumprimento dos acordos coletivos. Já em Dublin, onde a planta da Volvo Trucks é a principal montadora da marca na América do Norte, as demissões se somam à retração geral do setor de fretes, que vem enfrentando um período de baixa desde 2023.

O deputado estadual Josh Siegel, da Pensilvânia, criticou duramente as tarifas implementadas durante o governo Trump, classificando-as como “mal direcionadas” e prejudiciais à indústria americana. “Essas tarifas elevaram custos, desorganizaram cadeias de suprimentos e reduziram a confiança dos empregadores. O resultado é esse: empregos perdidos e instabilidade nas comunidades trabalhadoras”, declarou.

Assista o Canal FrotaCast:

Mesmo em meio às demissões, a Volvo mantém investimentos futuros, como o lançamento do novo caminhão Mack Pioneer, previsto para começar a ser produzido em Macungie no verão de 2025. A expectativa é que, com a recuperação gradual da demanda e maior estabilidade no mercado, parte desses empregos possa ser restaurada.

A Volvo Group North America emprega cerca de 20 mil pessoas no continente, e os cortes representam aproximadamente 4% da força de trabalho regional. Apesar das dificuldades, a empresa reforça seu compromisso com a produção nos Estados Unidos e afirma que seguirá monitorando o mercado para ajustar sua estratégia conforme necessário.

 

Do lixo ao diesel: Startup brasileira cria combustível sintético

Enquanto o preço do diesel sobe nas bombas e os custos da estrada pesam cada vez mais no bolso do caminhoneiro, uma startup brasileira pode estar prestes a virar esse jogo. A Haka Bioprocessos, em parceria com a Bosch Metal Liga, está desenvolvendo um diesel sintético feito a partir de resíduos plásticos e de origem animal — e o melhor: compatível com os motores de caminhão a diesel já existentes.

O combustível inovador, conhecido como diesel verde ou diesel renovável, tem o mesmo desempenho e características do diesel mineral, mas vem de fontes inusitadas como gordura de frango, carcaças, plásticos sujos e até lixo urbano. O produto está em fase piloto, mas com planos concretos para escalar a produção e atender o setor de transporte pesado.

“A gente transforma resíduos que iriam para o lixo em um combustível que pode rodar no caminhão sem nenhuma adaptação no motor”, explica Cyro Calixto, fundador da startup em sua rede social.

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Como funciona o diesel verde

Diferente do biodiesel tradicional, que é um éster (e pode causar problemas em motores mais antigos), o diesel verde da Haka é composto por hidrocarbonetos puros, muito semelhantes ao diesel fóssil. O processo envolve a quebra e purificação de resíduos por meio de tecnologias como pirólise e hidrogenação catalítica, chegando a um combustível com alta eficiência energética e menos impurezas.

A grande vantagem para o caminhoneiro? Pode ser misturado ao diesel comum e usado diretamente no tanque. Sem dor de cabeça, sem troca de peças, sem perda de potência.

Mais economia, menos poluição

Além de reduzir a dependência do diesel fóssil, o combustível sintético da Haka promete emissões até 83% menores de CO₂. Isso pode significar, no futuro, descontos em impostos, isenções ambientais e até créditos de carbono para empresas que utilizarem esse diesel nas suas frotas.

“Imagina o caminhoneiro poder abastecer com um combustível mais limpo, feito no próprio frigorífico de onde ele está saindo com a carga. Isso já está no nosso radar”, diz Cyro.

A proposta da Haka é instalar pequenas biorrefinarias dentro dos próprios frigoríficos e centros geradores de resíduos, permitindo que o combustível seja produzido e consumido localmente — inclusive para abastecer frotas de caminhões que fazem o transporte da carne e outros produtos.

Quando chega nas estradas?

Hoje, a planta piloto da Haka funciona no interior do Paraná e já está produzindo volumes de teste. Um segundo projeto está em implantação em Santa Catarina, com foco em atender frotas locais. O próximo passo é conseguir a liberação da ANP (Agência Nacional do Petróleo) para comercializar o diesel renovável em escala.

A expectativa é que o combustível esteja disponível para testes em transportadoras parceiras já nos próximos meses. E para os motoristas autônomos, a esperança é que logo o produto chegue nas distribuidoras ou postos que queiram apostar em uma alternativa mais limpa e mais barata.

O futuro do diesel pode estar no lixo

O Brasil produz mais de 80 mil toneladas de lixo por dia — e boa parte disso tem potencial energético. Com a tecnologia da Haka, esse lixo pode virar litros e litros de combustível limpo para abastecer caminhões, ônibus e máquinas agrícolas.

Para o dono de frota, o impacto é direto: redução no custo operacional, menor impacto ambiental e imagem positiva para o mercado.

Se depender da Haka Bioprocessos, o combustível do futuro vai sair do que antes era considerado problema: o lixo. E os caminhoneiros podem ser os primeiros a se beneficiar dessa revolução verde sobre rodas.

A produção global de diesel verde (HVO) está prestes a decolar

sintético
Mapa global do desenvolvimento do HVO

Novos projetos estão sendo implementados em todo o mundo, com destaque para o crescimento expressivo já em 2025

  • +6 vezes nos Estados Unidos
  • +3 vezes na Europa, no Leste Asiático e no Sudeste Asiático

Esse avanço mostra o papel estratégico do HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) — o diesel renovável — na transição para uma matriz energética mais limpa e resiliente.

Acreditamos que a diversificação das fontes de energia é essencial para acelerar a descarbonização das atividades humanas.

Assista o Canal FrotaCast:

A biomassa de origem vegetal e animal, disponível em praticamente todas as regiões do planeta, deve ser valorizada nas políticas públicas como insumo para biocombustíveis avançados — promovendo sustentabilidade, geração de renda e criação de empregos em diferentes setores da economia.

ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Tatra Phoenix en Bauma 2025: tecnología de punta y potencial para el mercado sudamericano

La marca checa Tatra Trucks fue una de las grandes protagonistas de la Bauma 2025, celebrada en Múnich, Alemania, al presentar dos nuevas versiones del Tatra Phoenix 8×8, completamente renovado en diseño, tecnología y rendimiento. En un stand dominado por el azul metálico de las carrocerías VS-Mont, la marca reafirmó su experiencia en vehículos todoterreno de alto desempeño — y despertó expectativas en el mercado sudamericano, donde ya opera a través de su filial Tatrabras.

Ingeniería robusta con un toque premium

Ambos modelos comparten la clásica arquitectura Tatra de chasis tubular central y tracción total permanente 8×8, pero con aplicaciones distintas. Uno está equipado con una caja volcadora trasera de 20 m³, mientras que el otro presenta una caja trilateral de 14,6 m³, ideal para operaciones versátiles en terrenos difíciles.

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Los dos camiones montan el confiable motor Paccar MX-13, con hasta 530 caballos de fuerza, y transmisiones automáticas y automatizadas de Allison y ZF, respectivamente, integradas con retardadores y caja reductora Tatra. Esta configuración asegura tracción, seguridad y eficiencia incluso en las condiciones más exigentes.

El interior de la cabina, basado en el diseño del DAF XDC, sorprende por su nivel de confort: aire acondicionado digital, sistema de infoentretenimiento, iluminación LED, refrigerador, cámaras del sistema Digital Vision que sustituyen los retrovisores, y hasta techo solar eléctrico.

¿Está mercado sudamericano listo para una nueva generación de Tatra?

Con presencia creciente en sectores como la minería, defensa y construcción pesada, Tatrabras ya ensambla modelos Tatra en suelo brasileño. La llegada de esta nueva generación Phoenix podría representar un avance clave, especialmente en un momento en que el mercado brasileño busca soluciones más tecnológicas, seguras y adaptadas al terreno nacional.

Tatra Phoenix
Tatra Phoenix 8×8

Las características de estos nuevos modelos dialogan directamente con las demandas locales: capacidad de carga de hasta 50 toneladas, suspensión independiente en los cuatro ejes, gran despeje del suelo y tracción permanente — todo con mayor confort y tecnología embarcada.

Además, la producción nacional no solo es técnicamente viable, sino también estratégica: reduciría costos de importación y permitiría una mayor competitividad frente a los actores tradicionales del segmento off-road. Si Tatrabras apuesta por este lanzamiento, podría consolidarse como un jugador clave en el mercado brasileño.

Conclusión

La nueva generación del Tatra Phoenix, presentada en Bauma 2025, demuestra que la marca evoluciona sin perder su esencia: robustez, innovación y excelencia fuera del asfalto. Con la estructura de Tatrabras ya operativa, la posibilidad de ver estos gigantes circulando por Brasil está más cerca que nunca. Para un sector que necesita soluciones duraderas y eficientes, la combinación entre ingeniería europea y vocación tropical parece imbatible.

ITOYJornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Antes do navio, o asfalto: por que a logística interna é decisiva para quem exporta

O Brasil exportou mais de US$ 340 bilhões em produtos em 2024, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Do agronegócio à indústria de transformação, empresas brasileiras estão cada vez mais conectadas ao mercado global. No entanto, para que uma carga chegue ao porto de Santos, Paranaguá ou Rio Grande, é preciso vencer o obstáculo da logística interna que ainda compromete prazos, custos e competitividade: o transporte interno.

“O Brasil é um país continental, e boa parte da produção exportável está longe dos portos. A logística nacional precisa funcionar com precisão para que a carga chegue ao ponto de embarque sem atrasos ou avarias”, explica Célio Martins, gerente de novos projetos da Transvias, maior guia de transportadoras do país. “Muitos exportadores têm uma operação de comércio exterior bem estruturada, mas enfrentam dificuldade na hora de escoar a carga da fábrica até o porto.”

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“Se uma indústria está no interior de Goiás e precisa levar um container até o porto de Paranaguá, é possível encontrar pelo Transvias uma transportadora que já faz esse trajeto regularmente. Isso evita tempo perdido com cotações demoradas, garante mais assertividade e reduz o risco de falhas logísticas”, complementa Martins.

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Lançamento: Edição 48 da revista Frota News Digital com especial Panorama da Indústria de Transporte

Segundo o IBGE, o transporte rodoviário é responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, o que torna o papel das transportadoras nacionais ainda mais relevante para a cadeia de exportação. Já um estudo da CNI aponta que o uso de soluções digitais pode reduzir em até 15% os custos logísticos — uma economia decisiva em contratos internacionais com margens apertadas.

Além de facilitar o acesso a transportadoras, o Transvias também contribui para descentralizar o transporte de cargas, permitindo que empresas de menor porte — muitas vezes localizadas fora dos grandes centros — tenham condições de competir em igualdade no mercado global.

Intermodal 2025: integração entre rotas, tecnologias e oportunidades

A importância da logística nacional para o comércio exterior será um dos temas que movimentam a Intermodal South America 2025, que acontece entre os dias 22 e 24 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O Transvias estará presente no evento, fortalecendo seu papel como elo entre quem produz e quem transporta — da origem até os portos e fronteiras.

Assista o Canal FrotaCast:

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Un túnel en la Cordillera puede redefinir la logística entre Brasil y el Pacífico, pero el proyecto sigue paralizado

Pensado como un nuevo eje estratégico del corredor bioceánico, el túnel entre Argentina y Chile beneficiaría directamente el transporte de carga brasileña hacia los puertos del Pacífico. El estudio de viabilidad ya está concluido, pero la obra aún depende de decisiones políticas y definición de financiamiento.

El Túnel Internacional Paso Las Leñas, proyectado para atravesar la Cordillera de los Andes entre Argentina y Chile, tiene el potencial de revolucionar la logística sudamericana, al crear una nueva vía permanente para el flujo de cargas desde Brasil hacia los puertos del Pacífico. Como parte del denominado corredor bioceánico central, el proyecto aportaría beneficios sustanciales en tiempo, confiabilidad y costos operativos, especialmente para el transporte terrestre que conecta el centro-sur brasileño con los mercados asiáticos vía Chile.

Con aproximadamente 13 km de longitud, el túnel conectaría la región de San Rafael, en Mendoza (Argentina), con la zona de Coya, en la Región de O’Higgins (Chile), creando un nuevo paso andino operativo durante todo el año, a diferencia de otros cruces que suelen cerrarse por nevadas.

La obra es clave para el transporte internacional de cargas, ya que acortaría trayectos y ofrecería una nueva vía para el envío de granos, carnes, insumos industriales y productos manufacturados brasileños hacia el Pacífico. En la práctica, se trata de una alternativa vial más corta y estable entre Porto Alegre, Uruguaiana, Mendoza y los puertos de San Antonio y Valparaíso, en Chile.

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Viabilidad confirmada, pero sin cronograma de ejecución

Entre 2020 y 2024, el proyecto avanzó con estudios de ingeniería, impacto ambiental y viabilidad económica, financiados por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID) y gobiernos regionales. Los informes fueron positivos: el túnel es técnicamente viable, ofrece beneficios logísticos relevantes y puede estructurarse mediante una asociación público-privada (APP).

El costo estimado de la obra ronda los USD 1.600 millones, incluyendo el túnel y los caminos de acceso en ambos países. Sin embargo, a pesar de tener los estudios finalizados, el proyecto aún no ha entrado en la fase de licitación. El principal obstáculo es institucional: el ente binacional EBILEÑAS, creado para liderar el emprendimiento, se encuentra inactivo por la falta de designaciones oficiales —principalmente del lado chileno.

Sin la reactivación de esta comisión, no es posible avanzar en la contratación ni en la construcción. Del lado chileno, el gobierno estima recién para el año 2031 el inicio de obras en una de las rutas de acceso al futuro cruce, lo que demuestra que se trata de un proyecto de largo aliento.

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Maquete do Túnel Paso Las Leñas. Foto: Marcos Villela

Impacto directo en la logística brasileña

Para el sector de transporte y logística de Brasil, el Paso Las Leñas representa una oportunidad concreta para reducir los costos logísticos y aumentar la competitividad de las exportaciones hacia Asia. Además, permitiría descongestionar los puertos atlánticos y diversificar los flujos de exportación por rutas terrestres más seguras y constantes.

Empresas de transporte internacional, operadores logísticos, exportadores y cámaras de comercio exterior vienen siguiendo de cerca la evolución (o estancamiento) del proyecto, que puede impactar directamente los planes de rutas, inversiones en flotas, terminales y centros de distribución a lo largo del corredor.

Mientras tanto, la indefinición política y la falta de financiamiento detienen el potencial de una de las obras de integración más prometedoras de América del Sur. Se espera que, con los estudios ya finalizados y el respaldo regional consolidado, los gobiernos de Chile y Argentina avancen finalmente en la estructuración financiera y en la convocatoria a licitación internacional.

Hasta entonces, el túnel Paso Las Leñas sigue siendo un proyecto viable y necesario, pero aún fuera del calendario logístico real.

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Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Túnel na Cordilheira pode redefinir a logística entre Brasil e Pacífico

Previsto como novo elo estratégico no corredor bioceânico, túnel entre Argentina e Chile beneficiaria diretamente o transporte rodoviário de cargas do Brasil rumo aos portos do Pacífico. Estudo de viabilidade foi concluído, mas construção ainda depende de decisão política e definição de financiamento.

O Túnel Internacional Paso Las Leñas, planejado para atravessar a Cordilheira dos Andes entre Argentina e Chile, tem potencial para revolucionar a logística sul-americana, criando uma nova rota permanente de escoamento de cargas do Brasil para os portos do Pacífico. Integrando o chamado corredor bioceânico central, o projeto traria ganhos substanciais em tempo, confiabilidade e custo operacional, especialmente para o transporte rodoviário que liga o centro-sul brasileiro aos mercados asiáticos via Chile.

Com cerca de 13 km de extensão, o túnel conectaria a região de San Rafael, em Mendoza (Argentina), ao setor de Coya, na Região de O’Higgins (Chile), criando um passo andino com capacidade de operação durante todo o ano — algo que não ocorre com o atual Paso Cristo Redentor, frequentemente fechado por nevascas.

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A obra é estratégica para o transporte internacional de cargas, encurtando trajetos e oferecendo uma nova via para o escoamento de grãos, carnes, insumos industriais e produtos manufaturados brasileiros com destino ao Pacífico. Na prática, trata-se de uma alternativa viária mais curta e estável entre Porto Alegre, Uruguaiana, Mendoza e os portos de San Antonio e Valparaíso, no Chile.

Viabilidade confirmada, mas execução indefinida

Entre 2020 e 2024, o projeto avançou com a realização de estudos de engenharia, impacto ambiental e viabilidade econômica, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governos regionais. Os resultados foram positivos: o túnel é tecnicamente viável, trará ganhos logísticos significativos e pode ser estruturado via parceria público-privadas (PPP).

O custo estimado da obra é de cerca de US$ 1,6 bilhão, incluindo o túnel e as vias de acesso nos dois países. Porém, apesar dos estudos concluídos, o projeto ainda não entrou na fase de licitação. O principal entrave é institucional: a entidade binacional EBILEÑAS, criada para conduzir o empreendimento, segue inativa por falta de designações oficiais – especialmente do lado chileno.

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A obra é estratégica para o transporte internacional de cargas, encurtando trajetos e oferecendo uma nova via para o escoamento de grãos, carnes, insumos industriais e produtos manufaturados brasileiros. Foto: Marcos Villela

Sem a reativação da comissão binacional, o processo de contratação e construção permanece travado. Do lado chileno, o governo prevê apenas para 2031 o início das obras de uma das estradas de acesso à futura travessia, o que dá a medida do horizonte de longo prazo que ainda envolve a execução.

Impacto direto na logística brasileira

Para o setor de transporte e logística do Brasil, o Paso Las Leñas representa uma oportunidade concreta de reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade das exportações rumo à Ásia. Além disso, ajudaria a desafogar os portos do Atlântico e a diversificar os fluxos de exportação por rodovias mais seguras e regulares.

Empresas de transporte rodoviário internacional, operadores logísticos, exportadores e associações de comércio exterior vêm acompanhando de perto o avanço (ou a estagnação) do projeto, que pode impactar diretamente planejamentos de rotas, investimentos em frotas, terminais e centros de distribuição ao longo do corredor.

Enquanto isso, a indefinição política e a falta de financiamento travam o potencial de um dos mais promissores projetos de integração sul-americana. A expectativa é que, com os estudos prontos e o apoio regional consolidado, os governos do Chile e da Argentina finalmente avancem na estruturação financeira e na convocação da licitação internacional.

Assista o Canal FrotaCast:

Até lá, o túnel Paso Las Leñas segue sendo um projeto viável e desejado, mas ainda fora do cronograma logístico real.