sexta-feira, abril 3, 2026

Tatra Phoenix na Bauma 2025: tecnologia de ponta e potencial para o mercado brasileiro

A Tatra Trucks voltou a chamar a atenção na Bauma 2025, realizada em Munique, Alemanha, ao apresentar dois modelos inéditos da nova geração do Tatra Phoenix 8×8, com atualizações importantes em design, tecnologia e performance. Em um estande vibrante, dominado pelo azul metálico das carrocerias VS-Mont, os novos caminhões reforçam o posicionamento da marca tcheca como referência global em veículos off-road de alto desempenho – e acendem um alerta positivo para o mercado latino-americano, onde a Tatra já atua por meio da Tatrabras.

Os modelos apresentados dividem a mesma base consagrada do chassi tubular central da Tatra e a tração integral 8×8, mas se diferenciam em aplicações e equipamentos. Um deles traz caçamba basculante traseira de 20 m³, enquanto o outro aposta numa configuração trilateral de 14,6 m³, ideal para operações mais versáteis.

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Ambos são equipados com o robusto motor Paccar MX-13, entregando até 530 cv, e transmissões automáticas e automatizadas da Allison e ZF, respectivamente, com retarders integrados e caixa de redução Tatra – uma combinação que garante desempenho em terrenos severos e segurança em declives acentuados.

O acabamento da cabine, inspirada na linha DAF XDC, surpreende: ar-condicionado digital, infoentretenimento, iluminação em LED, geladeira, sistema de câmeras Digital Vision no lugar dos retrovisores e até teto solar elétrico reforçam o caráter premium dos novos Phoenix.

O Brasil está pronto para um Tatra de nova geração?

Com presença crescente no setor fora de estrada brasileiro, especialmente em mineração, defesa e construção pesada, a Tatrabras já realiza a montagem de modelos Tatra em solo nacional. A chegada dessa nova geração poderia representar um salto estratégico para a marca no país, especialmente em um momento de transição tecnológica e busca por soluções mais eficientes em transporte de alto volume e tração integral.

Tatra Phoenix
O Tatra Phoenix com caçambas de 14,6 m3 e 20 m3

Além disso, os modelos Phoenix exibidos na Bauma possuem características que dialogam diretamente com as necessidades do mercado brasileiro: alta capacidade de carga (até 50 toneladas de PBTC), suspensão independente nos quatro eixos, excelente vão livre do solo e tração permanente — tudo isso com maior conforto, tecnologia embarcada e eficiência operacional.

Assista o Canal FrotaCast:

A montagem local não só seria viável do ponto de vista técnico, como poderia reduzir custos de importação e tornar o produto mais competitivo frente a players tradicionais do segmento off-road. Resta saber se a Tatrabras aposta nessa atualização como um passo definitivo para consolidar sua operação no Brasil — algo que, convenhamos, faria todo sentido diante da maturidade que o mercado nacional vem adquirindo para veículos especializados de alto desempenho.

Freio de estacionamento eletrônico em caminhões: o que acontece se a bateria acabar?

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Com a chegada dos caminhões modernos e cada vez mais tecnológicos, muitas funções, que, antes eram puramente mecânicas, passaram a ser controladas eletronicamente. Um bom exemplo é o freio de estacionamento eletrônico (EPB), uma solução que já equipa modelos das principais montadoras como Volvo, Scania, Mercedes-Benz, JAC Motors e Foton. Mas um questionamento ainda preocupa motoristas e operadores de frota: o que acontece se a bateria do caminhão descarregar? O freio ainda seguro o veículo?

A resposta é sim — e essa é justamente uma das maiores vantagens desse sistema.

Como funciona o EPB?

O freio de estacionamento eletrônico substitui a tradicional alavanca ou válvula do freio de mão por um botão no painel. Quando acionado, esse botão ativa um motor elétrico que movimenta um mecanismo mecânico de travamento das rodas, como pinças ou molas.

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E aqui está o pontos-chave: uma vez acionado, o sistema permanece travado por força mecânica — não é preciso energia elétrica contínua para manter o caminhão parado.

E se a bateria acabar?

Mesmo com pane elétrica total, o freio de estacionamento continua firme. Isso porque ele foi projetado para manter o travamento por meio de componentes mecânicos robustos, sem depender de energia.

O que muda é o processo de liberação do freio. Para destravar, aí sim é necessário que o sistema elétrico esteja em funcionamento. Se a bateria estiver descarregada, o freio de estacionamento não poderá ser solto até que haja restauração de energia.

Existe uma forma de destravar em emergência?

Sim. Muitos fabricantes preveem um procedimento manual de emergência para liberar o freio. Esse processo, no entanto, varia conforme o modelo e a montadora, e deve ser feito com cautela e, preferencialmente, por um técnico autorizado.

É fundamental que motoristas, frotistas e mecânicos conheçam o procedimento descrito no manual técnico do veículo — e nunca tentem forçar o destravamento sem conhecimento, pois isso pode danificar o sistema ou comprometer a segurança.

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Exemplo prático: Volvo e Scania

Modelos como o Volvo FH e o Scania R450 já utilizam o EPB com todos os sistemas de segurança integrados. Nos dois casos, o freio permanece travado em caso de pane elétrica, garantindo proteção contra deslocamentos acidentais em aclives ou pisos irregulares.

Além disso, o EPB está cada vez mais conectado a outros sistemas do veículo, como o controle de tração, auxílio de partida em rampa e até a telemetria, o que torna sua manutenção e monitoramento ainda mais estratégicos.

Segurança, conforto e modernidade

O avanço do freio eletrônico reflete uma tendência irreversível no transporte pesado: mais automatização, mais segurança e menos esforço físico para o condutor. Ao entender como esse sistema funciona, é possível operar com mais confiança e tirar o melhor proveito da tecnologia embarcada nos caminhões atuais.

Assista o Canal FrotaCast:

Dica final

Se você é gestor de frota, instrutor ou motorista profissional, vale a pena incluir esse tema em treinamentos e manuais internos. Entender a fundo o funcionamento do freio eletrônico pode evitar erros em campo e aumentar a vida útil do sistema.

 

As 10 maiores companhias de transporte marítimo de contêineres do Mundo— sua atuação no Brasil

No vasto oceano do comércio internacional, algumas empresas dominam os mares com autoridade em transporte marítimo. Em 2024, a logística global está mais integrada do que nunca, e essas gigantes são responsáveis por movimentar bilhões de dólares em mercadorias diariamente, conectando continentes, economias e pessoas.

De acordo com dados da Alphaliner e Container xChange, referência no setor, as 10 maiores companhias de transporte marítimo de contêineres do mundo, com base na capacidade total de TEUs (Twenty-foot Equivalent Units), são:

  1. MSC (Mediterranean Shipping Company)
  • Capacidade: 6.127.485 TEUs
  • Navios: 861
  • Sede: Genebra, Suíça
  • Presença no Brasil: Muito forte. Opera em todos os principais portos, como Santos, Paranaguá, Rio Grande e Itaguaí. A MSC também tem participação em terminais como o TCP, no Paraná.

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  1. Maersk
  • Capacidade: 4.395.066 TEUs
  • Navios: 716
  • Sede: Copenhague, Dinamarca
  • Presença no Brasil: Altamente ativa. Atua em todos os principais portos, com operações integradas de transporte e armazenagem. É controladora da Hamburg Süd, outra gigante com forte presença no país.
  1. CMA CGM Group
  • Capacidade: 3.793.632 TEUs
  • Navios: 643
  • Sede: Marselha, França
  • Presença no Brasil: Consolidada. Opera em rotas entre Brasil, Europa, Caribe e Ásia. Controla a Mercosul Line, especializada na cabotagem brasileira.

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  1. COSCO Shipping Lines
  • Capacidade: 3.279.936 TEUs
  • Navios: 508
  • Sede: Xangai, China
  • Presença no Brasil: Presente com rotas diretas e acordos compartilhados. Atende principalmente o Porto de Santos com rotas ligando à Ásia e Europa.
  1. Hapag-Lloyd
  • Capacidade: 2.249.765 TEUs
  • Navios: 292
  • Sede: Hamburgo, Alemanha
  • Presença no Brasil: Muito ativa, com presença comercial e operacional em todos os principais portos. É um dos principais operadores entre Brasil e Europa.

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  1. ONE (Ocean Network Express)
  • Capacidade: 1.938.647 TEUs
  • Navios: 246
  • Sede: Tóquio, Japão
  • Presença no Brasil: Opera rotas Ásia–América do Sul com escalas em Santos, Itapoá e Paranaguá.
  1. Evergreen Marine Corporation
  • Capacidade: 1.712.161 TEUs
  • Navios: 220
  • Sede: Taoyuan, Taiwan
  • Presença no Brasil: Forte atuação em rotas com a Ásia, com escalas frequentes nos portos de Santos e Paranaguá.

Assista o canal de videocast FrotaCast

 

  1. HMM (Hyundai Merchant Marine)
  • Capacidade: 913.867 TEUs
  • Navios: 83
  • Sede: Seul, Coreia do Sul
  • Presença no Brasil: Menor presença direta, mas participa de consórcios com outras companhias e atende rotas para o Oriente Médio e Ásia com escalas em Santos.
  1. ZIM Integrated Shipping Services
  • Capacidade: 781.026 TEUs
  • Navios: 130
  • Sede: Haifa, Israel
  • Presença no Brasil: Opera linhas estratégicas entre Brasil e Estados Unidos, Caribe e Europa, com escalas em Santos e Navegantes.
  1. Yang Ming Marine Transport Corporation
  • Capacidade: 711.393 TEUs
  • Navios: 98
  • Sede: Keelung, Taiwan
  • Presença no Brasil: Atua em rotas entre Brasil e Ásia, com escalas regulares nos portos de Santos e Paranaguá.

 

Matriz Global de Transportes de Carga: o que os números realmente mostram?

Um gráfico que circula nas redes sociais entre profissionais da logística e mobilidade apresenta uma visão comparativa da Matriz Global de Transportes de Cargas em quatro grandes economias: Brasil, Estados Unidos, União Europeia e China. Com base em fontes respeitadas como o ILOS, o US National Transportation Research Center, a Eurostat e o Bureau Nacional de Estatísticas da China, o material sugere um panorama em que o Brasil é rodoviário, a Europa e a China são aquaviárias, e os EUA seriam dominados por dutos e ferrovias.

Mas será que os dados apresentados estão mesmo corretos?

A Frota News fez uma checagem criteriosa e cruzou os números com dados oficiais mais recentes disponíveis até 2023. O resultado? Algumas surpresas e correções importantes.

matriz de transporte
Gráfico que circula nas redes sociais com alguns dados incorretos

Brasil: rodovias seguem dominando

Segundo o gráfico, o Brasil utiliza o transporte rodoviário para 62% de suas cargas. Essa informação é corroborada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que aponta que as estradas respondem por cerca de 61% da matriz nacional, com destaque para cargas de curto e médio alcance. O modal ferroviário aparece em segundo lugar, seguido pelo aquaviário. Aqui, o gráfico acerta por aproximação.

✓ Informação condizente com a realidade.

Estados Unidos: superestimação de ferrovias e dutos

A imagem mostra os EUA com 49% das cargas escoadas por dutos e 21% por ferrovias. A realidade, no entanto, é mais complexa. Segundo o Bureau of Transportation Statistics, em 2022, o transporte rodoviário movimentava 64% da carga (em peso), enquanto dutos respondiam por cerca de 20% e ferrovias por 8%.

Os números do gráfico estão superestimados para ferrovias e oleodutos, e subestimam a força do transporte por caminhões no país mais rodoviário entre as economias desenvolvidas.

✗ Dados imprecisos. Correção necessária.

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União Europeia: domínio aquaviário confirmado

O gráfico acerta ao apontar que o transporte aquaviário domina na União Europeia, com 70% de participação. De acordo com dados da Eurostat, o modal marítimo realmente é o mais utilizado, representando 67,4% do volume transportado em 2023. A seguir vem o rodoviário, com 25,3%, e o ferroviário, com pouco mais de 5%.

✓ Informação fiel à realidade.

China: rodovias são protagonistas, não os rios

A maior divergência encontrada está nos dados da China. O gráfico atribui ao transporte aquaviário 52% da matriz chinesa, o que contradiz os dados oficiais do National Bureau of Statistics of China. Segundo o órgão, em 2023, mais de 72% das cargas foram transportadas por rodovias, com apenas 16,8% por vias navegáveis e 9% por ferrovias.

Portanto, o gráfico inverte a hierarquia dos modais e transmite uma ideia equivocada sobre a estrutura logística chinesa, que hoje depende fortemente da malha rodoviária para atender seu território continental.

✗ Informação incorreta. Rodovias lideram na China.

Assista o Canal FrotaCast:

O que isso tudo revela?

Em um mundo onde decisões de investimento e planejamento logístico são cada vez mais orientadas por dados, a precisão estatística é fundamental. Informações imprecisas, mesmo que visualmente atraentes, podem levar a diagnósticos errados e estratégias mal direcionadas.

A checagem mostra que, embora o gráfico apresentado tenha se baseado em fontes confiáveis, há inconsistências importantes, especialmente nos dados dos EUA e da China. O cruzamento com bases atualizadas e oficiais é imprescindível para garantir que a análise da matriz de transportes — peça-chave para a economia — esteja ancorada na realidade.

Fontes consultadas sobre a Matriz Global de Transportes:

  • Confederação Nacional do Transporte (CNT)
  • Bureau of Transportation Statistics (EUA)
  • Eurostat (União Europeia)
  • National Bureau of Statistics of China
  • Relatórios do ILOS e TRIPNet

Se quiser, posso montar uma versão editável ou diagramada da reportagem. Deseja isso?

 

Cavese celebra 10 anos com edição especial do Scania V8 770

A concessionária Cavese, representante da Scania no sul e oeste de Santa Catarina, está comemorando uma década de atuação com o lançamento de uma edição especial do caminhão Scania V8 770, o mais potente da marca no Brasil.

Serão produzidas apenas 10 unidades numeradas do modelo, cada uma comercializada por R$ 1,4 milhão, na versão 6×2. Além disso, uma unidade adicional será sorteada entre os participantes de um grupo de consórcio exclusivo com 100 cotas. O sorteio está previsto para ocorrer durante a Fetranslog, feira de transporte e logística que acontecerá em novembro de 2025, em Chapecó (SC).

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O Scania V8 770 da edição especial apresenta características exclusivas, como pintura em tons de prata, cinza escuro e detalhes em vermelho, além de componentes como grade frontal em black piano e emblemas alusivos aos 10 anos da Cavese. Internamente, o caminhão conta com bancos e volante revestidos em couro, geladeira, climatizador de teto e sistema multimídia de 12,9 polegadas. A motorização é composta pelo propulsor DC16 123, um V8 de 770 cavalos de potência e torque de 3.372 Nm, acoplado à transmissão G38, que proporciona trocas de marcha mais rápidas e redução de peso em até 75 kg em relação à versão anterior.

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A Cavese, com sede em Tubarão (SC), possui filiais em Biguaçu, Chapecó, Lages, Videira e Concórdia, além de 14 pontos de atendimento dentro das operações dos clientes, conhecidos como Serviços Dedicados (CWS). A empresa integra o grupo das concessionárias próprias da Scania, ao lado da Suvesa e da Codema.

Assista o Canal FrotaCast:

O lançamento da edição especial coincide com o crescimento do setor de transportes em Santa Catarina. Atualmente, o estado abriga mais de 101 mil empresas ativas no setor de transporte, abrangendo desde microempreendedores individuais até grandes corporações. Esse ambiente dinâmico tem impulsionado o crescimento do setor, que registrou uma alta de 7,6% entre janeiro e setembro de 2024, conforme dados do IBGE.

Além disso, o setor de transporte, armazenagem e correio em Santa Catarina gerou um saldo positivo de 10.523 novos empregos formais no acumulado entre janeiro e novembro de 2024.

Economia de 7x na manutenção: o caminhão elétrico que conquistou a JBS

A rede de atendimento da Scania no Brasil também tem se expandido. Em 2021, a empresa contava com 161 pontos de atendimento, incluindo filiais, matrizes, estruturas dentro dos clientes e atendimentos remotos, cobrindo 100% do território nacional. A rede está 100% digitalizada e conectada, com 92% das unidades certificadas pelos padrões da marca.

Se você curtiu essa reportagem e quer acompanhar mais dicas, bastidores e novidades exclusivas, me segue no Instagram. Estou sempre por lá mostrando o que não cabe aqui!

A edição especial do Scania V8 770 estará disponível para demonstração nas unidades da Cavese a partir de julho de 2025, permitindo que os clientes conheçam de perto as características do modelo antes do sorteio na Fetranslog.

 

O Sistema Toyota está ultrapassado? Um olhar analítico sobre a montadora japonesa

Em meio à revolução elétrica da indústria automotiva, a Toyota, maior montadora do mundo, parece nadar contra a corrente. Enquanto Tesla e BYD ganham as manchetes com seus veículos 100% elétricos, muitos se perguntam: o Sistema Toyota de Produção está ultrapassado? Por que a Toyota ainda hesita em mergulhar de cabeça na eletrificação total?

A resposta exige mais do que uma leitura superficial. Está enraizada em uma filosofia centenária, pautada por princípios que resistem ao tempo e às modas passageiras. Para entender o “ritmo Toyota”, é preciso olhar com lupa para o Toyota Way, um conjunto de 14 princípios que norteiam suas decisões estratégicas e operacionais. Três deles (1, 8 e 13), são especialmente relevantes neste momento de transição.

Princípio 1 – Pensar no longo prazo, mesmo em detrimento de ganhos imediatos

No mundo das startups e dos lançamentos apressados, a Toyota parece antiquada. Mas o que para alguns é lentidão, para outros é prudência. A empresa japonesa não cede ao hype, e tampouco acelera em direção a um mercado ainda em formação sem antes mapear todos os riscos.

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Carro Mundial do Ano 2025: Kia EV3 vs. Volvo EX30, Hyundai Kona, Renault Mégane E-Tech e Peugeot e-3008

Apesar do otimismo em torno dos carros 100% elétricos (EVs), os desafios ainda são substanciais:

  • Autonomia limitada: especialmente em países com grandes extensões territoriais;
  • Infraestrutura de recarga insuficiente: em muitos lugares, simplesmente não há suporte para uma frota elétrica em larga escala;
  • Custo elevado de produção e aquisição;
  • Manutenção altamente especializada;
  • Sustentabilidade questionável das baterias, tanto no processo de extração de lítio quanto na reciclagem;
  • Desvalorização rápida dos EVs no mercado de usados.

Ao não seguir a maré de forma precipitada, a Toyota mostra que está mais preocupada em construir o futuro de maneira sólida do que em conquistar manchetes.

Princípio 8 – Inovação responsável: Usar apenas tecnologias testadas e confiáveis

A história da Toyota é marcada por revoluções silenciosas. O Prius, lançado em 1997, foi o primeiro híbrido produzido em massa — um marco que moldou o caminho para a eletrificação moderna. Mas foi feito com calma, testes rigorosos e confiabilidade japonesa.

Hoje, a marca segue investindo em hidrogênio, híbridos plug-in e combustíveis alternativos, sem abandonar a inovação. Mas, para a Toyota, inovar não é correr. É avançar com consistência.

Princípio 13 – Decisão por consenso e implementação rápida

A Toyota aplica o conceito japonês do Kaizen (melhoria contínua) com obsessão. Antes de qualquer grande movimento, uma pergunta precisa ser respondida: “Você analisou mais quais opções?”

Isso evita reações impulsivas a tendências. A escolha pelos híbridos, pela pesquisa em hidrogênio e pela análise criteriosa da eletrificação total se baseia em dados concretos: viabilidade de infraestrutura, impacto ambiental total (incluindo baterias) e custo-benefício para o consumidor médio.

E os Resultados? A cultura Toyota funciona?

A filosofia da Toyota não só resiste ao tempo, como entrega resultados sólidos. Um exemplo é a volatilidade das ações:

  • Toyota: 1,53 (baixa volatilidade)
  • BYD: 5,60 (volatilidade moderada)
  • Tesla: 83,02 (alta volatilidade)

Isso significa que, enquanto outras empresas oscilam conforme o humor do mercado, a Toyota se mantém estável, confiável e rentável a longo prazo. Para o investidor, fica a pergunta: você prefere apostar em hype ou em consistência?

Assista o Canal FrotaCast:

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

Volkswagen bate récord histórico de exportación con kits SKD y acelera su internacionalización

La operación internacional de Volkswagen Camiones y Buses (VWCO) avanza a toda velocidad. En 2024, la empresa alcanzó un récord histórico en la exportación de kits SKD (Semi Knocked Down), un sistema que consiste en el envío de vehículos parcialmente desmontados para su montaje final en otros países. En total, se exportaron 2.430 unidades, el mayor volumen registrado por la compañía hasta la fecha.

Este crecimiento expresivo confirma la estrategia de expansión internacional de VWCO, que viene consolidando su presencia global sin perder fuerza en el mercado brasileño. “Como reflejo de nuestra estrategia internacional, hemos superado año tras año nuestros resultados. Brasil sigue siendo nuestro mayor mercado consumidor y, por lo tanto, productor, pero hemos diversificado esta posición. Especialmente en 2024, el inicio de nuestra producción en Argentina fue crucial, la demanda en el país es fuerte y hemos ganado ritmo”, afirma Adilson Dezoto, vicepresidente de Producción y Logística de VWCO.

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¿Qué son los kits SKD?

Los kits SKD (sigla de Semi Knocked Down) son conjuntos de partes de un vehículo que se desmontan parcialmente en el país de origen y se envían a otro país para su ensamblaje final. Esta estrategia permite a la empresa atender mercados internacionales con mayor agilidad, reducir costos logísticos y, en muchos casos, aprovechar incentivos fiscales y políticas comerciales locales.

A diferencia del sistema CKD (Completely Knocked Down), en el que el vehículo se desmonta por completo, el SKD mantiene parte de la estructura ya ensamblada, lo que facilita el proceso de finalización en el destino. Es una solución eficiente para expandir la presencia global sin necesidad de instalar fábricas completas en cada país.

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Argentina: un nuevo polo estratégico

El gran destaque del año fue, sin duda, el inicio de las operaciones en Argentina. La expectativa inicial era producir alrededor de 800 vehículos en 2024, pero la marca ya superó las mil unidades ensambladas, con potencial para alcanzar las 2.700. En el país se ensamblan cinco modelos: dos de la línea Delivery (9.180 y 11.180), dos Constellation (17.280 en versiones rígida y tractora) y un modelo Volksbus (15.190 OD).

Este movimiento impactó directamente en las ventas de la marca en el mercado argentino, que se triplicaron en comparación con 2023. El desempeño refuerza el papel estratégico de la nueva planta para consolidar la presencia de VWCO en América Latina.

Además de Argentina, VWCO también envía kits SKD para el ensamblaje en su fábrica de México y a socios en Sudáfrica y Filipinas, según la demanda de cada región. La expansión de las actividades internacionales se apoya en inversiones en nuevos conceptos productivos y en la capacitación del equipo, con enfoque en eficiencia y escalabilidad.

Con el aumento de las exportaciones y la entrada en operación de nuevas líneas de ensamblaje, Volkswagen Camiones y Buses reafirma su compromiso con el crecimiento global, manteniendo la excelencia brasileña como motor de esta expansión.

ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Carro Mundial do Ano 2025: Kia EV3 vs. Volvo EX30, Hyundai Kona, Renault Mégane E-Tech e Peugeot e-3008

A Kia segue consolidando seu protagonismo no universo dos elétricos. Depois do sucesso do EV6 e EV9, agora é o EV3 que coloca mais um troféu na estante da montadora sul-coreana. O modelo foi eleito o Carro Mundial do Ano de 2025 por um júri composto por 96 jornalistas automotivos de 30 países — uma conquista que reafirma a força da marca na transição para a mobilidade elétrica.

Mas o que torna o EV3 tão especial? E como ele se comporta frente a outros nomes de peso que disputaram o mesmo título, como o Volvo EX30? Nesta reportagem, vamos além do prêmio e colocamos o EV3 lado a lado com seus principais rivais para entender se ele realmente merece o topo.

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Design e proposta

O Kia EV3 traz um visual arrojado, com linhas marcantes, iluminação em LED em forma de “T” e um interior minimalista, mas funcional. Ele bebe da mesma fonte visual do EV9, só que em um formato mais compacto e acessível.

Concorrentes diretos como o Volvo EX30 e o Hyundai Kona Electric também apostam em visuais modernos, mas com abordagens distintas. O Volvo, por exemplo, aposta no refinamento escandinavo e na sustentabilidade como pilares. Já o Kona traz uma releitura futurista, porém com uma pegada mais urbana e jovial.

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Autonomia e desempenho

O EV3 oferece duas opções de bateria, com destaque para a versão Long Range, que promete até 600 km de autonomia no ciclo WLTP — um dos melhores da categoria. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em cerca de 7 segundos, dependendo da versão.

O Volvo EX30, por sua vez, entrega até 476 km de autonomia e performance mais esportiva, com versões que chegam a 0–100 km/h em 3,6 segundos, o que o torna o elétrico compacto mais rápido do mundo. Já o Renault Mégane E-Tech e o Peugeot e-3008, outros fortes concorrentes, equilibram desempenho e eficiência, mas não alcançam a autonomia do EV3.

Assista nosso Canal FrotaCast: 


Tecnologia e conectividade

O interior do EV3 é repleto de telas, com destaque para o sistema Kia Connect de última geração, integração com Android Auto/Apple CarPlay sem fio, comandos por voz, e atualizações OTA (over-the-air).

No quesito tecnologia, o Volvo EX30 chama atenção pelo sistema Google integrado, enquanto o Mégane E-Tech aposta em uma experiência mais intuitiva com o Google Automotive. A Peugeot, por sua vez, vem se destacando com o novo i-Cockpit, mas ainda fica um passo atrás da coreana em fluidez e interface.

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Preço e posicionamento

Um dos grandes trunfos do Kia EV3 é o custo-benefício. Posicionado abaixo do EV6, ele pretende democratizar o acesso à linha elétrica da marca. Embora os valores variem por região, a Kia promete preços competitivos que devem colocá-lo frente a frente com SUVs a combustão premium.

Já o EX30, apesar de prometer ser o Volvo mais acessível, ainda carrega um preço mais salgado. O Kona, embora tenha uma etiqueta menor, não entrega o mesmo pacote de autonomia e tecnologia. Isso coloca o EV3 em uma posição estratégica.


Veredito

A vitória do Kia EV3 como Carro Mundial do Ano de 2025 não parece apenas fruto de um bom marketing — ela reflete um acerto real de projeto. Ao combinar design marcante, tecnologia de ponta, boa autonomia e preço competitivo, o modelo acerta em cheio no que o mercado procura.

Ainda há bons rivais no radar, mas o EV3 mostra que a Kia não está só apostando no futuro — ela está moldando ele.

Economia de 7x na manutenção: o caminhão elétrico que conquistou a JBS

Nos últimos três anos, a JBS multiplicou por sete vezes sua frota de caminhões elétricos, alcançando 281 veículos operados pela No Carbon, empresa do grupo especializada na locação de veículos 100% elétricos.

A frota da No Carbon é composta por caminhões JAC iEV1200T, modelo 100% elétrico com Peso Bruto Total (PBT) inferior a 8,5 toneladas, importado da China. Esses veículos são equipados com baús frigoríficos, permitindo o transporte simultâneo de produtos resfriados e congelados, com capacidade de até 4 toneladas. A autonomia é de até 150 quilômetros por carga, e o torque imediato de 1.200 Nm proporciona desempenho eficiente nas entregas urbanas.

Por que a JBS escolheu o JAC iEV1200T?

A escolha do JAC iEV1200T pela JBS se deve a uma combinação de fatores estratégicos. O modelo oferece um custo operacional significativamente menor, com custo por quilômetro rodado de aproximadamente R$ 0,26, cerca de cinco vezes mais econômico do que caminhões a diesel equivalentes. Além disso, o iEV1200T é atualmente o único caminhão 100% elétrico abaixo de 8,5 toneladas de PBT disponível no mercado brasileiro, tornando-se a opção mais viável para operações urbanas de distribuição.

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Impacto ambiental e operacional

A frota elétrica da No Carbon já percorreu mais de 12,5 milhões de quilômetros, evitando a emissão de aproximadamente 5,2 mil toneladas de CO₂ — o equivalente à absorção anual de 237 mil árvores adultas ou a 1.080 voltas ao redor do mundo em um carro. Além disso, os custos de manutenção dos caminhões elétricos são sete vezes menores em comparação com os veículos a diesel, devido à menor quantidade de componentes que necessitam de substituição.

Infraestrutura de recarga

Para suportar essa frota, a JBS, em parceria com a EZVolt, está ampliando sua rede de recarga, com a meta de atingir 130 pontos de carregamento distribuídos em centros de distribuição nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco, Bahia, Distrito Federal e São Paulo. Essas estações de recarga ultrarrápida permitem a reposição completa da bateria em cerca de uma hora.

Tecnologia e gestão

A No Carbon utiliza sistemas de telemetria e georreferenciamento para otimizar a logística, resultando em ganhos de segurança e eficiência. A empresa também oferece serviços de locação de veículos elétricos para outras empresas interessadas em soluções de transporte sustentável, com contratos que incluem manutenção preventiva, seguro contra terceiros e rastreamento em tempo real.

Total de JAC iEV1200T no Brasil

Desde o lançamento do JAC iEV1200T no Brasil em 2020, mais de 1.500 unidades do modelo foram emplacadas até o final de 2024. Esse número posiciona o iEV1200T como o caminhão elétrico leve mais vendido do país, refletindo a crescente demanda por soluções de transporte urbano sustentáveis e eficientes.

A adoção do iEV1200T por grandes empresas como JBS, PepsiCo, Natura, Magazine Luiza, CPFL e Porto Seguro destaca busca por caminhões leves elétricos para operações logísticas urbanas.

Durante essa visita, compartilhei alguns bastidores nos meus stories — dá uma olhada lá no meu https://www.instagram.com/marcosvillelah/, onde sempre mostro um pouco mais do que rola fora das páginas da reportagem.

A preferência pelo iEV1200T também se deve a sua disponibilidade no mercado brasileiro, sendo um dos poucos caminhões elétricos leves acessíveis para frotistas que desejam iniciar a transição para uma logística de baixo carbono.  Há opções com maior capacidade, como o VW e-Delivery, e menor, como o Ford E-Transit. Essas opções, apesar de serem tecnologicamente superiores, custam bem mais caros. O VW e-Delivery parte de R$ 872.885, com PBT de 11 toneladas; e o Ford E-Transit, parte de R$ 562 mil, com PBT de 4,2 toneladas.

Ficha técnica do JAC iEV1200T

  • Motorização: Elétrico, 177 cv de potência e 1.200 Nm de torque
  • Bateria: Ferro-lítio com capacidade de 97 kWh
  • Autonomia: Até 250 km com 2 toneladas de carga; 180 km com 4 toneladas
  • Peso Bruto Total (PBT): 7.490 kg
  • Capacidade de carga útil: 4.000 kg
  • Suspensão: Dianteira com feixe de molas; traseira com duplo feixe de molas
  • Freios: Sistema pneumático com ABS; discos ventilados na dianteira e tambor na traseira
  • Rodas e pneus: Rodas de aço aro 17,5” com pneus 215/75 R17,5
  • Preço médio: R$ 489.950,00 (Tabela Fipe, abril de 2025), menos do que a cotação de maio de 2024: R$ 514.497,00

Mesmo sem economia, Amaggi mantém aposta no uso de biodiesel puro em sua frota — e não está sozinha

A expectativa era de economia de até 5% em relação ao diesel convencional, mas os testes mostraram empate técnico — e, em alguns casos, custo até maior. Mesmo assim, a Amaggi decidiu manter e expandir o ousado projeto de descarbonização com o uso de biodiesel B100 em caminhões, máquinas agrícolas e embarcações. Outras empresas seguem o mesmo caminho, como a Binatural, que lançou em Goiás uma rota 100% sustentável em parceria com a Catto Transportes.

A Amaggi, gigante do agronegócio brasileiro, surpreendeu o mercado ao anunciar que manterá firme sua estratégia de substituir o diesel tradicional pelo biodiesel puro (B100) em suas operações, mesmo sem a economia financeira inicialmente prevista.

Após meses de testes com mais de 100 caminhões Scania movidos exclusivamente a B100 — além de máquinas agrícolas e embarcações fluviais —, a empresa concluiu que o custo operacional do biocombustível está tecnicamente empatado com o do diesel B14 (com 14% de biodiesel misturado ao combustível fóssil), podendo até ser superior em determinados contextos. Ainda assim, o projeto segue em ritmo acelerado.

“Mesmo sem a economia esperada, entendemos que o B100 é um investimento estratégico de longo prazo. E, para nós, a conta já fecha”, afirmou Ricardo Tomczyk, diretor de Relações Institucionais da Amaggi, durante evento promovido pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

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Binatural e Catto criam rota 100% sustentável no interior de Goiás

A Binatural, indústria referência na produção de biodiesel, também deu um passo importante ao lançar um projeto inédito de descarbonização em parceria com a Catto Transportes. Juntas, as empresas implantaram uma das primeiras rotas logísticas 100% sustentáveis do país, no interior de Goiás — desde o biocombustível utilizado no caminhão até a carga transportada, que são insumos recicláveis utilizados na fabricação do próprio biodiesel.

O caminhão utilizado é um modelo híbrido DAF XF 530, recentemente integrado à frota da transportadora. O veículo opera exclusivamente com biodiesel B100 e deve evitar a emissão de aproximadamente 396 toneladas de CO₂ em três anos de operação.

“Essa união mostra, na prática, que a descarbonização do transporte rodoviário é uma realidade e está acontecendo. Colocamos na estrada um caminhão B100 que transporta material reciclável, uma das matérias-primas do nosso próprio biodiesel. Da origem ao destino, essa é uma rota completamente sustentável”, afirma André Lavor, CEO e cofundador da Binatural.

“Criamos um dos primeiros trajetos 100% sustentáveis do país. Isso é o tipo de solução que nos move”, completa.

Para Michel Catto, diretor comercial da Catto Transportes, o projeto é estratégico e reposiciona a empresa para o futuro. “Estamos muito orgulhosos dessa parceria com a Binatural. Mostramos que é possível unir eficiência logística à preservação ambiental com inovação e compromisso com o futuro.”

Frota pioneira da Amaggi

Em 2023, a Amaggi recebeu da Scania mais de 100 unidades do modelo R 500 6×4 Super, configurados de fábrica para rodar com biodiesel 100%. Com isso, passou a operar a maior frota do mundo com esse tipo de combustível. Os caminhões transportam grãos entre o norte de Mato Grosso e o Pará, sendo abastecidos com biodiesel produzido pela própria Amaggi em sua usina em Lucas do Rio Verde (MT).

Integração vertical e autossuficiência

A Amaggi controla toda a cadeia produtiva do biocombustível. O B100 é fabricado a partir do óleo degomado de soja proveniente das esmagadoras da própria empresa. Isso garante autossuficiência, evita custos com impostos sobre combustíveis e fortalece a competitividade da operação.

A usina tem capacidade para 368 mil m³ por ano — volume suficiente para abastecer suas frotas rodoviária, agrícola e fluvial.

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Sustentabilidade do campo aos rios

Além da frota de caminhões, a Amaggi também expande o uso do B100 para máquinas agrícolas (em parceria com a John Deere) e para navegação fluvial. A empresa se tornou a primeira no Brasil a utilizar biodiesel puro em embarcações, com testes bem-sucedidos no empurrador “Arlindo Cavalca”. A meta agora é estender a operação para todos os 11 empurradores da subsidiária Hermasa, que operam nos rios Madeira e Amazonas.

Muito além da economia: é estratégia

Tanto Amaggi quanto Binatural apontam que o uso do B100 é, antes de tudo, uma decisão estratégica. A Amaggi persegue a meta de zerar suas emissões líquidas até 2050, investindo em soluções como agricultura regenerativa e energia limpa. A Binatural, por sua vez, fortalece sua atuação como agente de transformação da matriz energética brasileira, com respeito à vida e ao meio ambiente, como reforça o seu slogan: “Energia Boa”.

Conclusão: um novo momento para os biocombustíveis no Brasil

O avanço do biodiesel puro no Brasil, com projetos robustos e comprometidos como os da Amaggi e da Binatural, mostra que a transição energética não é mais uma tendência: é uma realidade em construção. Mesmo com desafios técnicos e financeiros, o B100 começa a ganhar espaço como combustível viável, limpo e estratégico.

Se o futuro do transporte passa pela sustentabilidade, o biodiesel puro está no centro dessa estrada — e as empresas que saem na frente terão vantagem competitiva e reputacional.

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