sábado, abril 4, 2026

Posto de biometano da L’Oréal recebe autorização da ANP após mais de um ano pronto

Depois de mais de um ano pronto, o posto de abastecimento de biometano da L’Oréal Brasil em parceria com a Gás Verde, em Jarinu (SP), finalmente recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para entrar em operação. A autorização excepcional foi concedida no último dia 24 de abril de 2025, abrindo caminho para que a companhia dê início, de forma oficial, à transição de sua frota de caminhões movidos a diesel e gás natural veicular (GNV) fóssil para veículos 100% abastecidos com biometano.

Instalado ao lado do Centro de Distribuição Gaia — o segundo maior da L’Oréal na América Latina, inaugurado em 2022 —, o posto foi anunciado publicamente pela empresa no início de 2024, como o primeiro dedicado ao abastecimento com biometano para operação própria do mercado na América Latina. Construído em parceria com a Gás Verde, líder na produção de biometano no continente, o projeto foi visto desde o início como um marco no setor de logística sustentável no Brasil.

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O Centro de Distribuição Gaia, em Jarinu, foi concebido com forte ênfase em práticas de sustentabilidade. O empreendimento utiliza energia elétrica 100% proveniente de fontes renováveis e é reconhecido como uma das principais iniciativas da L’Oréal para reduzir suas emissões de carbono. Com a implantação do posto de biometano, a empresa pretende dar um passo ainda mais ousado: a substituição completa de sua frota dedicada por caminhões movidos exclusivamente a combustível renovável.

Autorização histórica

O atraso para o início da operação, no entanto, decorreu da ausência de regulamentação específica para instalações de abastecimento exclusivamente com biometano. Até então, a ANP não previa essa modalidade em seu arcabouço normativo. A autorização concedida agora é considerada histórica: é a primeira vez que a agência reguladora aprova, de forma excepcional, o funcionamento de uma estrutura dedicada somente ao biometano.

Em comunicado oficial, a ANP explicou que a decisão de autorizar a operação, mesmo sem previsão formal em resolução vigente, foi tomada em função da importância estratégica do projeto para a diversificação da matriz energética veicular nacional.

“Mesmo sem a previsão em resolução, a ANP concedeu a autorização excepcional, por entender que se trata de um projeto importante na direção da diversificação da matriz energética veicular nacional”, informou a agência.

Biometano: combustível do futuro

O biometano é um combustível gasoso renovável, derivado da purificação do biogás produzido a partir de resíduos orgânicos, como lixo urbano e rejeitos agrícolas. Ele é essencialmente composto por metano, assim como o gás natural fóssil, mas tem impacto ambiental significativamente menor, por ser oriundo de fontes renováveis e ajudar na redução de emissões de gases de efeito estufa.

O fornecimento para o posto da L’Oréal em Jarinu será feito pela Gás Verde, empresa que já possui autorização da ANP para a produção de biometano. A parceria entre as duas companhias não apenas impulsiona a transformação da matriz energética do transporte pesado, como também fortalece o compromisso da L’Oréal em atingir suas metas globais de neutralidade de carbono.

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O posto de abastecimento que agora começa a operar é o mesmo planejado há mais de um ano, e não uma nova instalação. O tempo entre a conclusão física do projeto e sua efetiva autorização para funcionamento reforça os desafios enfrentados por iniciativas pioneiras que, ao inovarem, muitas vezes precisam esperar adaptações na regulamentação vigente.

Com a liberação da ANP, a L’Oréal Brasil dá início, de fato, a uma nova fase no transporte sustentável, liderando o mercado em práticas de baixo impacto ambiental e reforçando seu papel como referência em inovação e responsabilidade socioambiental no país.

Parceria com a Gás Verde

O Grupo L’Oréal no Brasil fechou um contrato pioneiro com a empresa Gás Verde para o fornecimento de 3,6 milhões de metros cúbicos de biometano. Esta iniciativa ainda é rara no Brasil, tendo similar conhecida, a da DHL na Europa. Esse biocombustível será utilizado para abastecer a frota dedicada de caminhões Scania a gás que atende a empresa.

A L’Oréal utiliza esses caminhões Scania faz alguns anos e, consciente que eles devem ser abastecidos com biometano em vez do GNV, sentiu a necessidade desta iniciativa, já que no Brasil, ainda são raros os postos com biometano.

O posto de abastecimento será localizado ao lado do Centro de Distribuição Gaia, sendo o segundo maior do Grupo na América Latina. Além disso, será o primeiro posto de biometano do mundo dedicado a uma empresa do segmento de cosméticos.

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Jeferson Fernandes, então diretor de Operações do Grupo L’Oréal no Brasil e atual VP de Logística da L’Oréal North America, destacou, na época, a importância dessa parceria. “Como a #1 empresa de beleza do mundo, reafirmamos nosso pioneirismo ao inaugurar esse posto de biometano em colaboração com a Gás Verde. É um marco significativo para a indústria, demonstrando nosso compromisso com metas ambiciosas para a agenda 2030”.

Biometano: uma solução sustentável

O biometano é um combustível 100% renovável e faz parte da economia circular, promovendo a indústria da reciclagem. Este gás é produzido a partir da limpeza do biogás proveniente da decomposição de resíduos sólidos urbanos. Sua eficácia na redução de emissões tem levado indústrias e transportadoras a adotá-lo cada vez mais em seus processos produtivos e frotas.

A parceria com a Gás Verde simboliza um avanço significativo na descarbonização da indústria, conforme destacado por Marcel Jorand, CEO da Gás Verde. A produção do biometano pela Gás Verde ocorre no Aterro de Seropédica (RJ), ademais, o maior da América Latina. Com essa iniciativa, a Gás Verde contribui para as metas ESG (ambientais, sociais e de governança) das empresas, sobretudo, avançando no processo de descarbonização e promovendo trocas sustentáveis. A parceria entre a L’Oréal e a Gás Verde, por fim, é um passo importante na direção de um futuro mais limpo e responsável para o setor de cosméticos.

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Entrevista: Alex Nucci, diretor da Scania, fala sobre pesado para o agro e ônibus rodoviário a gás

A transição energética no transporte coletivo urbano e rodoviário é uma realidade que avança em ritmo acelerado, mas cheia de desafios. Quem explica é Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções de Transporte da Scania Operações Comerciais Brasil, em entrevista exclusiva para a Frota News. Além disso, a marca apresentou recentemente um novo cavalo mecânico fora de estrada, capaz de revolucionar o transporte no setor sucroalcooleiro.

Confira a seguir os principais trechos da conversa:
Frota News: Como a Scania está se preparando para a transição do transporte coletivo para novas energias menos poluentes?

Alex Nucci: A Scania tem uma estratégia global de liderar a transição para um sistema de transporte mais sustentável. No Brasil, estamos apostando forte no biometano, no gás natural e nos elétricos. Estamos desenvolvendo veículos que possam atender à demanda de um transporte mais limpo, mas também economicamente viável para nossos clientes. Sabemos que essa transição precisa considerar as realidades regionais, tanto de infraestrutura quanto de disponibilidade de combustível.

Frota News: Quais são os maiores desafios para essa transformação?

Alex Nucci: Um dos principais desafios é a infraestrutura de abastecimento. Para gás e biometano, ainda temos uma rede limitada, e para a eletrificação total, pois o investimento em pontos de recarga das baterias é bastante alto. Outro ponto é a regulamentação e os incentivos fiscais, que ainda precisam evoluir para apoiar essa mudança em larga escala. E claro, há o desafio tecnológico: garantir que os novos veículos ofereçam a mesma confiabilidade e desempenho que os clientes já conhecem nos modelos a diesel.

Frota News: E para o transporte rodoviário de passageiros, há novidades?

Alex Nucci: Sim. Estamos trabalhando com soluções de ônibus a gás e biometano para operações rodoviárias, o que já é uma realidade em alguns clientes. Além disso, seguimos desenvolvendo alternativas híbridas e elétricas. Mas, como comentei, o sucesso da implementação depende muito de infraestrutura e incentivos.

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Frota News: A Scania também apresentou recentemente um novo modelo para o agronegócio. Pode nos contar mais?

Alex Nucci: Claro. Acabamos de lançar um cavalo mecânico fora de estrada totalmente projetado para o segmento de transbordo de cana-de-açúcar. Ele tem capacidade para tracionar dois implementos de carga, formando um bitrem de 7 ou 9 eixos. E o mais impressionante: o modelo é capaz de tracionar um Super Rodotrem de 91 toneladas, já que o seu CMT — Capacidade Máxima de Tração — chega a 150 toneladas. É uma solução pensada para aumentar a eficiência e produtividade no campo.

Frota News: Qual o impacto dessa solução no transporte agrícola?

Alex Nucci: Eleva muito o patamar de produtividade e segurança no transporte de cana. Além de substituir tratores agrícolas, que não foram feitos para a mesma robustez do transporte de carga, o novo cavalo mecânico reduz o custo operacional e melhora a gestão de frota, já que está totalmente conectado e preparado para operações inteligentes.

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Saiba mais sobre o Scania 560 G Super XT para o agronegócio

A Scania vai apresentar o cavalo mecânico 560 G Super XT fora de estrada totalmente preparado para substituir os tratores no competitivo mercado de transbordo de cana-de-açúcar.  Ele tem capacidade para tracionar dois implementos de carga, formando um bitrem de 7 ou 9 eixos. O modelo tem capacidade, inclusive, para tracionar um Super Rodotrem de 91 toneladas, já que o seu CMT (Capacidade Máxima de Tração) é de 150 toneladas.

Este nicho de mercado, altamente lucrativo, já vinha sendo dominado pelos caminhões rígidos autônomos e customizados, principalmente, pela Mercedes-Benz em parceria com a Grunner. A Volvo foi a pioneira ao adaptar veículos para essa aplicação, seguida pela Grunner, e depois pela Volkswagen, com o lançamento do Volkswagen Constellation 31.280 8×4 voltado para o setor. A Scania já flertou com o segmento no passado, chegando a apresentar um protótipo do P 280 Autônomo 8×4, mas sem levá-lo à produção em série.

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Capacidade de carga e ganhos operacionais

Em vez de usar tratores ou caminhões rígidos, com capacidade média para 22 toneladas, o cavalo mecânico Scania opera tracionando dois semirreboques de 34 toneladas cada. Essa configuração permite substituir dois veículos por um único conjunto, resultando em:

  • Redução de até 50% nos custos totais de operação;
  • Maior agilidade logística na safra;
  • Menor consumo de combustível por tonelada transportada.

O motor DC13 Super de 560 cv e o câmbio G33 automatizado asseguram desempenho robusto e economia de combustível, mesmo sob cargas extremas ou em terrenos irregulares.

Vantagens do caminhão sobre o trator no transbordo de cana

Uma tendência que se consolida no setor sucroalcooleiro é a substituição de tratores por caminhões no transbordo. O uso de caminhões como o Scania 560 G Super XT apresenta benefícios claros:

  • Maior capacidade de carga útil, reduzindo o número de viagens necessárias;
  • Menor custo operacional por tonelada transportada;
  • Velocidade superior na movimentação da carga até o ponto de descarregamento;
  • Maior conforto e segurança para o operador;
  • Durabilidade superior em operações contínuas de longa distância;
  • Facilidade de revenda no mercado de veículos comerciais.

Enquanto tratores são essenciais no corte e manuseio dentro da lavoura, caminhões adaptados ou específicos para o agro trazem ganhos significativos no transporte da matéria-prima até as usinas ou pontos de carregamento.

Autonomia: uma ausência sentida

Apesar dos avanços em capacidade de carga e flexibilidade operacional, o Scania 560 G Super XT não é equipado com sistemas de condução autônoma. Diferente de concorrentes como Volvo e Grunner, que já oferecem veículos autônomos para o transbordo de cana, a Scania ainda aposta na operação manual.

A ausência da tecnologia autônoma significa:

  • Dependência da habilidade do motorista para manter a precisão ao acompanhar colhedoras;
  • Maior risco de pisoteio de plantas e perdas de carga;
  • Maior variabilidade de produtividade entre operadores.

Nos caminhões autônomos, sensores e sistemas de navegação permitem acompanhar com exatidão a colhedora, otimizando o fluxo de carga e preservando o solo e as plantas.

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Flexibilidade e valor de revenda preservados

Outro destaque do projeto é a facilidade de conversão para uso rodoviário. A Scania projetou o 560 G Super XT com componentes removíveis, como mangas de eixo especiais e alargadores de chassi. A remoção desses itens devolve ao caminhão sua configuração original, tornando-o apto para operações em rodovias — um diferencial que preserva o valor de revenda do veículo.

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Segundo Marcelo Gallao, diretor de desenvolvimento da Scania Brasil, o lançamento visa atender à necessidade crescente de transportar volumes maiores em menor tempo, especialmente durante as janelas curtas de colheita da cana-de-açúcar.

O projeto contou com a parceria da Megatec, especialista em implementos agrícolas, garantindo que o conjunto final atenda às condições extremas de operação no campo.

Extrema (MG) consolida-se como principal polo logístico do país com chegada de gigantes como H&M, Mars e Daiichi Sankyo

O Sul de Minas, principalmente a cidade de Extrema, segue consolidando sua posição como uma das regiões mais estratégicas para o setor de transporte e logística no Brasil, graças à sua localização privilegiada, excelente infraestrutura e incentivos fiscais atrativos. A região conta com uma robusta rede de estradas que facilita a movimentação de cargas e possui um dos principais complexos portuários secos da América Latina.

A Estoca, empresa de logística especializada em e-commerce B2C, ampliou recentemente seu Centro de Distribuição em Extrema (MG) para expandir seus serviços de Fulfillment, oferecendo gestão logística completa com foco em entregas rápidas, personalizadas e sem erros. A expansão reflete o crescimento acelerado do e-commerce no país.

Com tecnologia própria, a Estoca monitora em tempo real todo o processo, desde o estoque até a entrega. A empresa oferece ainda empacotamento personalizado e escalabilidade para atender ao aumento da demanda em períodos de alta, como Black Friday e Natal.

Segundo o CEO Caio Almeida, a localização estratégica de Extrema, próxima às principais rodovias de São Paulo, é um grande diferencial para a distribuição nacional. Além disso, a cidade oferece alíquotas de ICMS entre 2% e 6%, o que torna a operação ainda mais competitiva.

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Extrema
Novo CD da Sanofi operado pela DHL no Sul de Minas

Com centros também em Itapevi (SP) e Recife (PE), a Estoca já ultrapassou a marca de 7 milhões de pedidos entregues, impulsionada pelas vendas em alta no último trimestre de 2024.

Extrema já abriga importantes operações logísticas de empresas como Ambev, Mercado Livre, Tok&Stok, Fisia (distribuidora da Nike), Yoki, Bauducco e Kopenhagen. A cidade também conta com transportadoras, concessionárias de caminhões de diversas marcas e distribuidores de implementos rodoviários, como a Noma do Brasil e a Rodosafra Implementos.

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Novos investimentos fortalecem a região

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O dinamismo da cidade ganhou novo impulso com a chegada de mais gigantes. A Sanofi, em parceria com a DHL, inaugurou em junho de 2024 um novo centro de distribuição de 8 mil m², gerando 150 empregos diretos. Esta é a quarta unidade da DHL em Extrema e a segunda instalada em seu campus logístico de 91 mil m² às margens da Rodovia Fernão Dias. O novo CD conta com armazenagem climatizada, antecâmaras refrigeradas e infraestrutura certificada para o manuseio de medicamentos.

Recentemente, a H&M também escolheu Extrema para instalar seu primeiro centro de distribuição no Brasil. O novo CD da gigante sueca do varejo de moda é parte de sua estratégia de expansão no país, focando em entregas mais rápidas e eficientes para o comércio eletrônico e lojas físicas.

Outro grande movimento foi o da Mars Pet Nutrition, que inaugurou um centro de distribuição de 6 mil m² em Extrema, ampliando sua capacidade logística para atender com mais eficiência as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Além disso, a farmacêutica japonesa Daiichi Sankyo reforçou a presença do Sul de Minas no mapa logístico nacional com a abertura de seu centro de distribuição em Varginha (MG). A nova instalação fortalece o suporte da companhia às operações de medicamentos de alta complexidade no Brasil.

A Leroy Merlin, referência no setor de materiais de construção e decoração, também inaugurou seu maior centro de distribuição nacional em Extrema, com 52 mil m², projetado para abastecer de forma ágil as regiões Sudeste e Sul.

O grupo Petz, por sua vez, iniciou as operações de seu novo centro logístico na cidade, com 40 mil m², focado em entregas de alta performance para o segmento pet.

Sul de Minas: novo hub logístico brasileiro

Esses investimentos confirmam que Extrema e o Sul de Minas estão se tornando o novo hub logístico brasileiro. A localização estratégica, a infraestrutura moderna e os incentivos fiscais tornam a região cada vez mais atraente para grandes marcas globais. O movimento de expansão no setor logístico impulsiona não apenas o desenvolvimento econômico regional, mas também reforça o protagonismo do Brasil no cenário global de distribuição e transporte.

Braspress Air Cargo: A nova força no transporte aéreo de cargas no Brasil

A tradicional expertise logística da Braspress parece que tomou RedBull e ganhou asas. Com o lançamento oficial da Braspress Air Cargo (BAC) durante a Intermodal South America 2025, a companhia inaugurou uma nova era para o transporte de cargas no Brasil, ampliando sua presença nos modais logísticos e apostando fortemente na integração rodoviária e aérea.

Com base operacional no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), a BAC inicia suas atividades conectando o Sudeste ao Norte do país por meio da estratégica rota Campinas–Manaus, utilizando duas aeronaves Boeing 737-400F.

Infraestrutura em Viracopos: Um Hub Estratégico

Em abril de 2024, a Braspress assinou um contrato de cessão de área com a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos. O espaço de 3.513,39 m², incluindo 1.042,16 m² de área edificada, será fundamental para o processamento e movimentação de cargas aéreas, consolidando Viracopos como centro logístico da operação.

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“Estamos investindo pesado para garantir uma infraestrutura robusta e moderna em Viracopos, de onde vamos irradiar eficiência para todo o Brasil”, destacou Urubatan Helou, Diretor-Presidente da Braspress, em entrevista durante a feira.

Certificação: Conquista da homologação aérea

O lançamento da operação só foi possível após a conquista do Certificado de Operador Aéreo (COA), concedido pela ANAC em 24 de abril de 2025. O processo de certificação, que durou 15 meses, envolveu extensas auditorias, treinamentos de tripulações e rigorosos testes de segurança.

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“A certificação da ANAC é a garantia de que seguimos os mais altos padrões de qualidade e segurança para nossas operações aéreas”, celebrou Helou.

Operações iniciais: Campinas–Manaus

O primeiro voo da BAC parte da rota Manaus–Campinas–Manaus, utilizando o Boeing 737-400F, prefixo PS-BPB. A segunda aeronave, PS-BPA, operará como reserva técnica, assegurando a continuidade dos serviços e a agilidade no atendimento a demandas especiais.

A escolha da rota não foi aleatória: o corredor logístico Manaus–Campinas é vital para abastecer a Zona Franca de Manaus e garantir o escoamento de produtos para o maior polo industrial e comercial do país.

“Essa rota estratégica integra diretamente nossa operação rodoviária, aumentando a velocidade e a eficiência do transporte porta a porta”, explicou Helou no estande da Braspress na Intermodal.

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A operação aérea é vista pela Braspress como o primeiro passo para uma expansão mais ampla. A empresa já estuda novas rotas para atender polos industriais e centros de distribuição em outras regiões do país, sempre integrando os modais rodoviário, aéreo, fluvial e rodofluvial.

Com uma frota terrestre de 3.090 veículos próprios e 110 filiais, a companhia está preparada para criar uma malha logística multimodal ainda mais ágil e competitiva.

“A visão é clara: ser a empresa brasileira com a logística mais completa e eficiente, seja por terra, água ou ar”, concluiu Helou.

Conheça o Boeing 737-400F: O Cargueiro Ideal para a BAC

O Boeing 737-400F foi a escolha da Braspress Air Cargo para iniciar suas operações aéreas. Este modelo é reconhecido pela sua versatilidade, eficiência operacional e capacidade ideal para o transporte de cargas nacionais.

  • Capacidade de carga: Até 20 toneladas
  • Volume útil: Aproximadamente 149 m³
  • Autonomia: Até 3.700 km com carga máxima
  • Velocidade de cruzeiro: 780 km/h
  • Configuração: Paletizada para rápida movimentação de carga

Projetado originalmente para o transporte de passageiros, o 737-400 foi convertido para a versão Freighter (F), adaptando-se perfeitamente às demandas da logística moderna.

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Braspress na Intermodal: Um novo capítulo

A participação da Braspress na Intermodal South America 2025 marcou um divisor de águas para a empresa. Ao expor pela primeira vez no evento, a companhia apresentou não apenas sua nova divisão aérea, mas também reforçou seu compromisso com inovação e excelência.

A feira serviu para a BAC consolidar parcerias, captar novos clientes e mostrar ao mercado que está pronta para competir em um segmento que exige precisão, agilidade e confiabilidade.

“A Intermodal foi o palco ideal para mostrarmos que a Braspress agora também domina os céus”, afirmou Helou, empolgado com o início dessa nova jornada.

Uber e Volkswagen anunciam frota de táxis autônomos

Em um movimento que promete redefinir o futuro da mobilidade urbana, a Uber e a Volkswagen anunciaram, nesta semana, uma parceria para o lançamento de uma frota de táxis autônomos nos Estados Unidos e, posteriormente, em outros países. O projeto utilizará a van elétrica ID. Buzz AD, equipada com tecnologia de condução autônoma desenvolvida pela MOIA, subsidiária da Volkswagen especializada em soluções de mobilidade.

O início da operação está previsto para Los Angeles, com testes programados para o final de 2025 e o lançamento comercial esperado em 2026. A iniciativa também prevê uma expansão progressiva para outras cidades norte-americanas ao longo da próxima década.

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A ID. Buzz AD é a versão autônoma da icônica Kombi reimaginada, agora totalmente elétrica. Durante a fase inicial do projeto, os veículos contarão com operadores humanos a bordo para monitorar as operações e garantir a segurança, até que as certificações regulatórias necessárias para a operação 100% autônoma sejam obtidas. Além disso, as empresas vão precisar de licenças especiais para circular em vias em condições de receberem veículos autônomos.

Christian Senger, CEO da Volkswagen Autonomous Mobility, ressaltou a importância da parceria:

“Estamos moldando o futuro da mobilidade, e nossa colaboração com a Uber acelera essa visão.”

Do lado da Uber, Dara Khosrowshahi, CEO da plataforma, celebrou o anúncio:

“Integrar veículos autônomos à nossa operação é um passo fundamental para ampliar as opções de transporte e garantir mais eficiência e sustentabilidade aos nossos usuários.”

A Uber já vem construindo uma malha diversificada de mobilidade autônoma, trabalhando também com parceiros como Waymo, Motional e WeRide. A parceria com a Volkswagen fortalece ainda mais a estratégia da empresa de se posicionar como uma referência em transporte inteligente e sustentável.

Para a indústria de transporte, o projeto Uber-Volkswagen é visto como um divisor de águas. Ele combina o know-how de uma das maiores montadoras do mundo em produção de veículos elétricos e autônomos com a capacidade de escala e operação de uma plataforma que movimenta milhões de viagens diariamente.

Análise Frota News

A entrada da Volkswagen no ecossistema de mobilidade autônoma dos EUA, em parceria com a Uber, mostra a crescente tendência de integração entre montadoras e plataformas digitais. Para o setor de frotas, essa evolução acena para novos modelos de operação e gestão, onde a tecnologia e a eficiência energética serão pilares indispensáveis. A expectativa é que, com o sucesso dos testes, o conceito se expanda para além dos Estados Unidos, influenciando também o futuro do transporte em outras regiões.

 

Do caos à leveza: evento em São Paulo promete transformar o jeito de empreender

São Paulo recebe, no dia 24 de maio, um evento pensado especialmente para quem deseja transformar sua trajetória empreendedora: “Do Caos à Leveza”, um encontro voltado para mulheres que buscam mais equilíbrio, propósito e resultados reais nos negócios.

Idealizado por especialistas em empreendedorismo e desenvolvimento pessoal, o evento contará com a presença de Lorena Godói, uma das grandes referências em inovação e estratégia para pequenas e médias empresas no Brasil. Com uma abordagem prática e inspiradora, Lorena e outros nomes confirmados prometem levar as participantes a repensar suas rotinas, modelos de gestão e visões de futuro.

Rotina construtiva

Segundo a organização, o objetivo é claro: tirar o peso da rotina e construir uma nova jornada empreendedora, mais alinhada com os desafios modernos — e com a busca por leveza e prosperidade. “Se você sente que está fazendo tudo, mas ainda falta leveza, estratégia e resultados reais no seu negócio, esse encontro é para você”, destaca o convite oficial.

Lorena Godói
Lorena Godói será uma das palestrantes

O evento também oferecerá oportunidades exclusivas para marcas e empreendedoras que queiram ampliar sua visibilidade, por meio de cotas de patrocínio e espaços para exposição.

Últimas vagas

As inscrições seguem abertas pelo Sympla, com promoções especiais para quem garantir a vaga até hoje. Além disso, convidar uma amiga empreendedora pode render um desconto no valor do ingresso — incentivando a rede de apoio e colaboração entre mulheres.

“Do Caos à Leveza” é mais do que um evento: é um chamado para sair do modo automático e construir uma nova forma de empreender, com equilíbrio e estratégia, em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente.

Serviço:
Local: Alameda Campinas, 463 Jardim Paulista – São Paulo (SP)
Data: 24 de maio das 8h30 às 13h
Ingressos: Últimos lotes promocionais disponíveis no site oficial
Link para inscrição no Sympla

 

Caminhoneiros: o pilar fundamental da economia brasileira

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Em um país de dimensões continentais como o Brasil — o quinto maior do mundo em extensão territorial, atrás apenas de Rússia, Canadá, China e Estados Unidos, com um território de mais de 8,5 milhões de km² —, sabemos da importância do transporte rodoviário para a movimentação da economia. Os caminhoneiros são, sem dúvida, o pilar fundamental de toda a cadeia de suprimentos do Brasil, garantindo o abastecimento nacional, desde alimentos e combustíveis até medicamentos e matérias-primas, muitas vezes transportando esses insumos de grandes centros urbanos para regiões remotas. Mas, para que isso aconteça, os motoristas profissionais enfrentam inúmeros desafios ao longo de suas jornadas.

Desafios enfrentados nas estradas

Um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou que quase metade das rodovias avaliadas no Brasil estão em condições precárias. Como exemplo, podemos citar a BR-319 (Amazonas–Rondônia), que apresenta trechos com lama e buracos, e a BR-163 (Pará–Mato Grosso), fundamental para o escoamento da produção agrícola, mas que sofre com falta de pavimentação em alguns trechos e atoleiros em épocas de chuva.

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Várias rodovias essenciais, como a BR-319, têm obras interrompidas há anos, seja por falta de verbas públicas ou má gestão, aumentando o risco de acidentes.
Há ainda a insegurança e a falta de policiamento nas estradas, sendo o roubo de cargas uma realidade em muitas regiões. Estados como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, registram altos índices. A ausência de postos policiais e de monitoramento por câmeras contribui para a maior exposição dos motoristas ao risco.

Outro aspecto importante são os pedágios elevados em rodovias que não apresentam melhorias, como falta de conservação e pouca sinalização. Isso resulta em aumento dos custos operacionais, principalmente para os motoristas autônomos.

Esses desafios representam um problema constante para a categoria, e políticas públicas voltadas à melhoria da infraestrutura nacional contribuiriam ainda mais para o fortalecimento da economia brasileira.

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Atuação essencial no abastecimento

Em 2018, presenciamos a paralisação dos caminhoneiros por dez dias, gerando perdas altíssimas para o país. Na ocasião, os brasileiros sentiram os efeitos imediatos da greve: falta de combustíveis, aumento de preços nos supermercados, escassez de medicamentos e até paralisação de indústrias.
Esses efeitos não apenas evidenciaram a força desse modal, como também a relevância do trabalho desses profissionais para a nossa economia.
Considerando que mais da metade da carga no Brasil é transportada pelas rodovias, é fato notório que os caminhoneiros conectam diversas regiões, ligando áreas produtoras a centros consumidores.

Além disso, como já abordado em outro texto, o agronegócio — pilar fundamental da nossa economia — depende fortemente do trabalho dos caminhoneiros para o escoamento da produção.

Propostas para a valorização

Não há como discordar da importância da categoria para o Brasil, embora existam pouquíssimas políticas governamentais voltadas à valorização e à melhoria da qualidade de vida daqueles que, a peso de ouro, carregam o país.

Como apresentado ao longo deste texto, são necessários investimentos tanto em infraestrutura quanto na conscientização sobre o trabalho desempenhado pelos caminhoneiros. A sociedade como um todo deve buscar e defender esses avanços, visando não apenas o bem comum, mas também o reconhecimento da dedicação e do empenho desses profissionais.

Para isso, é essencial exigir que os governos federal, estaduais e municipais invistam em políticas públicas eficazes, como a criação de pontos de parada equipados com estrutura adequada para oferecer conforto e descanso; além disso, são urgentes estradas bem conservadas e maior segurança, com policiamento reforçado nas rodovias.

Também são necessárias políticas de crédito e incentivos fiscais para a aquisição e manutenção dos veículos.

Devemos, ainda, garantir o acesso dos caminhoneiros à saúde, considerando que eles enfrentam jornadas exaustivas, com poucas oportunidades de repouso, o que compromete sua saúde física e mental, contribuindo para o surgimento de doenças cardiovasculares, depressão e ansiedade.

 

Fabet oferece curso online de Gestão Estratégica de Manutenção e Combustível

A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet São Paulo) anuncia um novo curso online voltado para empresários(as), gestores(as), supervisores(as) e coordenadores(as) de empresas de transporte e demais frotistas. Com foco em otimizar o desempenho técnico e econômico das operações, o curso “Gestão Estratégica de Manutenção e Combustível” será realizado no dia 7 de junho, com carga horária de 8 horas.

O objetivo do curso Gestão Estratégica de Manutenção e Combustível é capacitar os profissionais para entenderem como a gestão eficiente da manutenção e do combustível impacta diretamente nos custos operacionais. A proposta é oferecer uma visão estratégica para quem busca mais controle, menos desperdício e melhores resultados nas operações de transporte rodoviário de cargas.

Com uma abordagem prática, o conteúdo promete ferramentas que auxiliam na tomada de decisão e no desenvolvimento de estratégias inteligentes para se destacar no mercado. A Fabet reforça que o curso é uma excelente oportunidade para profissionais que desejam se antecipar às demandas do setor e aumentar a competitividade de suas operações.

Interessados podem obter mais informações pelos telefones (49) 9 9936-1115 (WhatsApp) e (11) 4708-1784.

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Curso online da Fabet capacita profissionais para otimizar a gestão de pneus em frotas de veículo

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A Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte) é uma instituição que leva educação, treinamento e desenvolvimento para quem faz do meio de transporte o seu meio de vida. A instituição possuí programas e atividades pedagógicas para conduzir passo a passo todo o profissional da área, empresários, motoristas e prestadores de serviços, rumo a um caminho mais eficiente, seguro e inteligente na operação do transporte brasileiro.

GWM vai inaugurar fábrica e lançará Poer: nova rival para Hilux, Ranger e S10

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A Great Wall Motors (GWM) está prestes a inaugurar oficialmente sua fábrica em Iracemápolis, no interior de São Paulo, consolidando um dos movimentos mais aguardados do setor automotivo nacional nos últimos anos. Herdando a estrutura que anteriormente foi da Mercedes-Benz, a GWM reconfigurou completamente o complexo industrial, que já está em funcionamento para a produção de protótipos e calibração dos sistemas de montagem.

A nova planta, moderna e adaptada para as exigências da indústria 4.0, representa a aposta da marca chinesa em sua expansão no Brasil e na América Latina. A inauguração oficial está prevista para junho.

Primeiro lançamento: a Poer turbodiesel

Enquanto finaliza os últimos ajustes de produção, a GWM se prepara para lançar a Poer, sua primeira picape nacionalizada. O modelo, que terá como destaque uma motorização 2.4 turbodiesel, chega para enfrentar um dos segmentos mais aquecidos do mercado brasileiro, dominado por nomes de peso como Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger.

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A Poer aposta em atributos que já são reconhecidos na China e em outros mercados: robustez, alto nível de tecnologia embarcada e acabamento refinado. A versão turbodiesel foi escolhida estrategicamente para atender às expectativas de um público que ainda valoriza desempenho, torque elevado e confiabilidade para o trabalho pesado — características imprescindíveis no campo e em regiões rurais, mas também cada vez mais apreciadas por quem busca um veículo para lazer e aventura.

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Além da motorização a diesel, a Poer também terá uma variante híbrida plug-in, o que permitirá à GWM atender tanto o cliente tradicional quanto o público que já busca soluções mais sustentáveis, sem renunciar à versatilidade de uma picape.

Poer
Painel da versão Poer turbodiesel vendida no México

Concorrentes de peso e posicionamento

O mercado que a GWM pretende disputar é um dos mais competitivos no Brasil. Hoje, a Toyota Hilux lidera entre as médias a diesel, seguida de perto pela Chevrolet S10 e pela Ford Ranger, que acaba de ser renovada e traz versões diesel e V6. Outras rivais que a Poer enfrentará incluem a Mitsubishi L200 Triton e a Volkswagen Amarok — esta última também prestes a receber uma nova geração.

Além disso, a Ram Rampage, fabricada em Pernambuco, ampliou a disputa ao unir a força do motor turbodiesel 2.0 a uma proposta mais urbana e luxuosa. E, mais recentemente, a BYD Shark chegou ao mercado como a primeira picape híbrida plug-in da categoria, adicionando um novo ingrediente à batalha pela preferência dos consumidores.

A GWM, no entanto, aposta que pode encontrar seu espaço oferecendo uma proposta equilibrada entre tecnologia de ponta, robustez e preço competitivo — características que já fizeram sua linha Haval H6 conquistar mercado rapidamente.

Fábrica pronta para crescer

A planta de Iracemápolis tem capacidade inicial para produzir cerca de 50 mil veículos por ano, com possibilidade de expansão para até 100 mil unidades anuais, conforme a demanda. Além da Poer, a unidade será responsável pela nacionalização do Haval H6, SUV híbrido que já se tornou um dos carros eletrificados mais vendidos do Brasil.

Com um índice de nacionalização projetado para atingir 60%, a fábrica não apenas abastecerá o mercado interno, mas também servirá como base de exportação para outros países da América do Sul, fortalecendo a posição estratégica da operação brasileira dentro da estrutura global da GWM.

Conclusão: um novo desafiante no jogo das picapes

A chegada da Poer representa muito mais do que o lançamento de um novo modelo: ela simboliza a entrada definitiva da GWM no território mais competitivo do mercado automotivo nacional. Com a fábrica pronta, uma linha de produtos estrategicamente pensada e a promessa de tecnologia avançada a preços agressivos, a marca chinesa tem potencial para se tornar uma das protagonistas dessa nova fase do setor.

Se conseguirá conquistar espaço entre rivais tão estabelecidos, só o tempo e a receptividade do público dirão. Mas uma coisa já é certa: a disputa pelo mercado de picapes no Brasil acaba de ganhar um novo e ousado competidor.

 

Aneel anuncia aumento na conta de luz: impacto atinge consumidores e motoristas de elétricos

Prepare o bolso (e o bom humor): a partir de maio de 2025, a conta de luz dos brasileiros vai ganhar um “upgrade” nada desejado. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que entra em vigor a bandeira tarifária amarela — ou seja, um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Se já era difícil economizar, agora até o seu carro elétrico vai pensar duas vezes antes de sair da garagem.

A principal culpada da vez é a famosa falta de chuva, que, como sempre, aparece para bagunçar os reservatórios das hidrelétricas. Com isso, as termelétricas precisam ser acionadas — o que não só pesa no bolso como também tira um pouco da “aura verde” dos veículos elétricos. Resumindo: está todo mundo no mesmo barco furado.

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Quem tem painel solar sorri

Se você é daqueles sortudos que instalaram painéis solares no telhado, parabéns: você vai sentir menos esse baque. Já quem depende da rede elétrica convencional, é hora de lembrar que “economizar energia” não é apenas desligar a luz da cozinha.

O sistema de bandeiras tarifárias funciona assim:

  • Verde: tudo tranquilo para quem não sofre os apagões da Enel;
  • Amarela: alerta amarelo e um custo extra de R$ 1,885;
  • Vermelha Patamar 1: carteira chorando com R$ 4,46 a mais;
  • Vermelha Patamar 2: pânico total: R$ 7,87 de acréscimo.

Dicas para não entrar pelo cano (Elétrico)

A Aneel, sempre otimista, recomenda:

  • Desligar os aparelhos quando não estiver usando (desculpa, carro elétrico, você vai ficar na garagem parado);
  • Aproveitar a luz natural (e fazer amigos ao ar livre!);
  • Usar transporte público ao invés do seu possante elétrico (o planeta agradece);
  • Manter os aparelhos em dia para não gastar mais energia do que o necessário;
  • E, claro, rezar para São Pedro mandar umas chuvinhas.

Adotar hábitos mais sustentáveis pode aliviar o bolso e ajudar a segurar o sistema elétrico nacional — porque, convenhamos, já tem conta demais subindo por aí.