segunda-feira, abril 6, 2026

Eletrocar Show estreia tímida, mas ambiciosa: evento quer triplicar de tamanho em 2026

Eletrocar Show estreia tímida, mas ambiciosa: evento quer triplicar de tamanho em 2026

Realizada pela primeira vez dentro da tradicional Eletrolar Show — agora no modernizado Distrito Anhembi, em São Paulo —, a Eletrocar Show 2025 surge como uma aposta promissora para o setor de mobilidade elétrica no Brasil. Embora tenha ocupado apenas 5% da área total da feira voltada ao mercado de eletrônicos, a nova mostra automotiva trouxe ineditismos e promete crescer três vezes mais na próxima edição, prevista para 2026.

A proposta é ousada: transformar a Eletrocar em uma plataforma de negócios B2B que conecte montadoras, fornecedores de tecnologia, gestores de frotas e startups com o mercado brasileiro e latino-americano. “É uma nova perspectiva: em vez de esperar o comprador ir até a indústria automotiva, estamos trazendo a indústria até onde os compradores já estão”, declarou Juan Pablo De Vera, presidente da Eletrocar Show.

A feira contou com a participação de apenas três marcas automotivas:

  • GWM, com os modelos híbridos Haval H6 e Tank 300;
  • Farizon, do Grupo Geely, que estreou oficialmente no Brasil com vans elétricas representadas pela Timber; Leia sobre:

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  • LECAR, fabricante nacional que apresentou o sedã 459, ainda em fase de protótipo.

Saiba mais:

O Lecar 459 e a vocação brasileira para veículos híbridos a biocombustível

A expectativa dos organizadores é otimista: em 2026, a Eletrocar deverá ocupar 15% da área da Eletrolar Show, mais que o triplo do espaço atual. Segundo Juan Pablo, o objetivo é “fomentar negócios, abrir novos canais comerciais e oferecer um ambiente de networking estratégico para impulsionar vendas, infraestrutura e a indústria como um todo”.

Lecar 459: inovação nacional com alcance surpreendente

Entre os destaques, o LECAR 459 chamou a atenção por suas soluções técnicas incomuns. De design simples e proporções médias (4,35 metros de comprimento), o sedã traz um motor elétrico de 120 kW (165 cv) da fabricante chinesa Hepu, que aciona diretamente as rodas traseiras. A energia é fornecida por uma bateria também chinesa, recarregada por um motor a combustão de 1 litro flex turbo, oriundo da Renault, produzido pela Horse em São José dos Pinhais (PR).

Trata-se, segundo o criador Flávio Assis, de um “híbrido de alcance estendido”, semelhante à proposta do Nissan e-Power. O modelo não exige recarga externa, já que o motor a combustão funciona exclusivamente como gerador.

Assis divulgou uma autonomia de 1.000 km com 30 litros de etanol, ou 33,3 km/l, índice raro até para veículos compactos. No entanto, o número carece de homologação oficial e ainda precisará passar pelo rigoroso processo de certificação do Inmetro. O executivo também não forneceu dados sobre o consumo com gasolina, apesar do carro ser flex, e omitiu a distância entre-eixos do modelo.

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Com produção prevista para começar em agosto de 2026, na nova fábrica em Sooretama (ES), a 120 km de Vitória, o Lecar 459 chegará ao mercado com preço estimado em R$ 159.300, incluindo um pacote ADAS de direção semiautônoma Nível 2.

Além do sedã, a plataforma servirá de base para a futura picape Campo, que deverá ser lançada posteriormente.

Exposição ainda tímida, mas cheia de potencial

A Eletrocar Show estreou com cerca de 20 marcas expositoras, entre veículos, infraestrutura de recarga e soluções de conectividade. Destaques incluem:

  • WEG, com motores e carregadores ultrarrápidos;
  • Kamai, com novos carregadores de custo competitivo;
  • Yala, com motos elétricas disponíveis para test ride;
  • e a já citada Farizon, com sua linha de veículos comerciais leves.

Uma pista exclusiva para test drives contou com mais de 35 modelos de duas e quatro rodas, enquanto workshops técnicos e experiências sensoriais ampliaram a imersão do público.

A expectativa é que mais de 40 mil visitantes corporativos passem pela feira nos quatro dias de evento.

Novo polo de inovação

O fundador do Grupo Eletrolar All Connected, Carlos Clur, explica que a Eletrocar nasceu integrada à Eletrolar Show para acelerar o amadurecimento da eletromobilidade no Brasil, aproveitando o ecossistema já consolidado da feira de eletrônicos. “Assim como a Eletrolar se tornou a principal vitrine de tecnologia de consumo da América Latina, a Eletrocar quer seguir o mesmo caminho dentro do universo da mobilidade elétrica”, afirma.

Se o futuro da mobilidade elétrica no Brasil ainda é uma estrada em construção, a Eletrocar Show se posiciona como uma de suas alavancas iniciais, apostando na convergência entre tecnologia, inovação e novos hábitos de consumo. O mercado, agora, observa se a ousadia será acompanhada pela adesão de mais marcas e pela expansão real do setor nos próximos anos.

TRATON Financial Services Brasil estreia com foco em frotistas e concessionárias da VWCO 

Nova operação da gigante global TRATON Financial Services começa no Brasil em 1º de julho com soluções de crédito direto ao consumidor e apoio à rede autorizada da VWCO 

Em reportagens anteriores, a Frota News destacou a relevância estratégica dos serviços financeiros próprios das montadoras — ferramentas fundamentais para reduzir a dependência dos grandes bancos comerciais e ampliar a competitividade no financiamento de veículos pesados. A chegada da TRATON Financial Services Brasil confirma essa tendência e vai além: consolida um foco total nas vendas de caminhões e ônibus. A partir de julho, todos os modelos da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) passarão a contar com financiamento via CDC oferecido diretamente pela nova instituição. Até então, esse papel era dividido com a Volkswagen Financial Services, tradicionalmente voltada ao segmento de automóveis. Agora, com uma estrutura dedicada e especializada, a holding TRATON – que controla marcas como Scania, MAN Truck & Bus, VWCO e International – inaugura no país uma operação com hiperfoco em transporte comercial. 

O anúncio oficial foi feito nesta quarta-feira (26/6), em São Paulo, com a presença de Rene Renkema, COO global da TRATON Financial Services, Eduardo Portas, CEO da nova operação brasileira, e Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO. 

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Consolidação no Brasil como mercado estratégico

A nova operação inicia oficialmente em 1º de julho e representa um passo decisivo da TRATON para fortalecer sua presença em mercados-chave. “O Brasil é atualmente um dos maiores mercados para veículos comerciais do GRUPO TRATON, e este lançamento é um marco importante para nós”, afirmou Renkema. “Temos orgulho de intensificar nossa colaboração com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, líder de mercado em caminhões no país, e de apoiar seus clientes e concessionárias com soluções financeiras personalizadas.” 

A criação da TRATON Financial Services Brasil ocorre logo após a implantação de uma estrutura semelhante no México, voltada para as marcas Volkswagen Camiones y Buses e MAN Truck & Bus. Segundo Renkema, essas iniciativas refletem uma estratégia clara de aproximação com as marcas do grupo e seus clientes em mercados prioritários. 

Perspectivas positivas para 2025

Ricardo Alouche, vice-presidente da VWCO, também destacou o papel estratégico do novo serviço financeiro diante das perspectivas positivas para o mercado de veículos comerciais no próximo ano. “Temos desafios, mas também oportunidades em 2025. A atividade industrial tem mantido taxas positivas, o otimismo no comércio cresceu pelo segundo mês consecutivo, e o Governo Federal já elevou a projeção de crescimento do PIB para 2,4%”, analisou. 

Segundo ele, “o que movimenta a indústria de caminhões é o PIB. E se o PIB está positivo, certamente teremos uma boa indústria. Embora o momento ainda seja de cautela, a economia brasileira tem mostrado resiliência. O novo banco será nosso grande parceiro na prospecção e no fechamento de importantes volumes de vendas de caminhões novos.” 

Alouche ressaltou ainda que a VWCO atua com especialistas há mais de quatro décadas, desenvolvendo produtos sob medida, com forte presença internacional. “Agora, com uma equipe financeira também especialista, voltada exclusivamente às particularidades do nosso mercado, adicionamos mais uma fortaleza à Volkswagen em caminhões e ônibus.” 

Ele reforçou que o portfólio comercial da montadora inclui desde veículos com zero emissão, como o e-Delivery e o Constellation a biometano, até projetos em andamento com o ônibus elétrico e tecnologias de propulsão híbrida. “Temos a rede mais profissional e atualizada, com cerca de 150 concessionárias atendendo o Brasil inteiro. Com o apoio da TRATON Financial Services, teremos ainda mais capacidade de oferecer soluções completas ao cliente”, concluiu. 

Alinhamento total com a VWCO

Para Roberto Cortes, presidente da VWCO, a novidade representa mais um capítulo de expansão da montadora no país. “Começamos no Brasil há 44 anos e crescemos de forma superlativa: construímos aqui nossa maior fábrica, nosso centro mundial de pesquisa e desenvolvimento e expandimos nossa rede autorizada. A parceria com a TRATON Financial Services Brasil nos permitirá atender frotistas e transportadores autônomos com ainda mais eficiência, oferecendo o melhor custo total de operação”, destacou. 

Soluções financeiras sob medida

A TRATON Financial Services Brasil estreia oferecendo Crédito Direto ao Consumidor (CDC) para os compradores de veículos VWCO e crédito rotativo para a rede de concessionárias. Em breve, também passará a disponibilizar seguros e financiamentos via BNDES/FINAME, além de outras soluções voltadas à aquisição de máquinas e equipamentos. 

Os interessados poderão acessar os produtos diretamente nas concessionárias da marca em todo o país. 

Segundo Eduardo Portas, a operação inicia com cerca de 100 colaboradores e sede na zona sul de São Paulo. “Já nascemos com um relacionamento próximo com a Volkswagen Caminhões e Ônibus e com a ACAV (Associação Brasileira dos Concessionários Volkswagen Caminhões e Ônibus). Nosso propósito é oferecer soluções completas de financiamento em curto prazo, com taxas bastante competitivas”, afirmou o executivo. 

Com essa estrutura dedicada ao transporte, o GRUPO TRATON amplia sua atuação de forma integrada, fortalecendo um ecossistema que vai muito além da produção de veículos, com suporte financeiro customizado para toda a cadeia logística. 

Brasil oficializa diesel B15. Há vantagens e riscos que requerem cuidados redobrados

O governo federal oficializou nesta quarta-feira (26) o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil para 15%, o chamado B15. A notícia é boa para quem tem frota com poucos anos de uso, tem fornecedor confiável e faz boa gestão dos estoques do combustível e da manutenção dos caminhões.  

A medida, que passa a valer a partir de 1º de julho e — se não fosses os problemas da infraestrutura de armazenagem e distribuição do biodiesel — representa mais um passo na transição energética brasileira e reforça o papel estratégico do biodiesel na matriz de combustíveis do país.  

O anúncio inaugura um novo ciclo de oportunidades e desafios para o setor, com reflexos positivos em três frentes: economia, meio ambiente e inclusão social. Isso, desde que haja cuidado e fiscalização em toda a cadeia de produção e distribuição. O cuidado podemos esperar dos principais produtores e distribuidores, já a fiscalização, a própria ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) já disse que não ter condições de fiscalizar os 40.970 postos do País.  

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Atenção redobrada o combustível 

Análise Frota News: Com o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel os donos de caminhões a diesel precisam redobrar a atenção para garantir o bom desempenho e a durabilidade dos motores. Aqui vão os principais cuidados recomendados: 

  • Manutenção preventiva rigorosa: siga o cronograma do fabricante e fique atento a filtros, bicos injetores e sistema de combustível. O biodiesel tem maior tendência à formação de borras e contaminação por umidade. 
  • Drenagem diária do filtro racor: essa prática simples evita o acúmulo de água e impurezas, comuns com o uso de biodiesel, e protege o sistema de injeção. 
  • Abasteça em postos confiáveis: a qualidade do combustível é essencial. Prefira locais com alta rotatividade e boa reputação para evitar diesel contaminado. 
  • Evite misturar tipos diferentes de diesel: como S10 e S500, pois isso pode comprometer a eficiência do motor e aumentar o risco de falhas. 
  • Mantenha o tanque sempre cheio: isso reduz a condensação de água no reservatório, o que ajuda a preservar a qualidade do combustível. 
  • Armazenamento adequado: se você mantém estoque próprio, invista em tanques limpos, protegidos da umidade e com sistema de filtragem eficiente. 

Essas medidas são especialmente importantes agora que o Brasil caminha para misturas ainda maiores, como o B20 e o B25 até 2030.  

As vantagens do biodiesel 

“O aumento da mistura de biodiesel representa ganhos ambientais, sociais e econômicos para o país. Estamos falando de descarbonização, geração de empregos e mais renda para os agricultores familiares. Além disso, é mais um passo para a redução da dependência brasileira em relação à importação do diesel fóssil”, afirma André Lavor, CEO e cofundador da Binatural.  

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a adoção do B15 deve atrair R$ 5,2 bilhões em investimentos destinados à construção de novas usinas e plantas esmagadoras de soja — principal insumo do biodiesel no Brasil. A expectativa do governo é de que sejam criados mais de 4 mil empregos, diretos e indiretos, com um impacto positivo de R$ 17 milhões em massa salarial. 

Na ponta social, a medida deve beneficiar mais de 5 mil famílias de agricultores familiares, integradas ao programa Selo Biocombustível Social, com incremento de até R$ 600 milhões na renda anual desses produtores. O selo é uma política pública que exige contrapartidas sociais das usinas produtoras, promovendo desenvolvimento regional e inclusão produtiva no campo. 

Além dos efeitos econômicos e sociais, o B15 deve proporcionar uma redução anual de 1,2 milhão de toneladas de CO₂, colaborando com as metas estabelecidas na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no Acordo de Paris. 

Capacidade já instalada e futuro rumo ao B25

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a indústria nacional já conta com capacidade instalada suficiente para atender a uma mistura de até 20% (B20) sem comprometer o abastecimento. Isso significa que o setor está preparado para atender às demandas crescentes por combustíveis mais limpos. 

Para a Binatural, no entanto, é essencial que o avanço da mistura seja acompanhado por previsibilidade regulatória e um calendário transparente que permita atingir o B25 até 2030 — meta já sinalizada pelo governo federal. 

“O B15 é uma conquista coletiva, mas também um ponto de partida. O biodiesel representa uma das principais ferramentas que o Brasil tem para descarbonizar sua matriz energética sem perder soberania, nem competitividade. Nosso setor está pronto para crescer junto com o país, de forma responsável e com impacto real na vida das pessoas”, complementa André Lavor. 

Biodiesel como vetor de soberania energética e transição justa 

A expansão do uso do biodiesel reforça a estratégia brasileira de reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, promovendo ao mesmo tempo a valorização de insumos agrícolas nacionais, especialmente da agricultura familiar. Trata-se de uma transição energética justa, com benefícios que se espalham da indústria ao campo, passando pelo meio ambiente. 

O B15 não é apenas um novo percentual de mistura: é um símbolo do potencial que o Brasil tem para liderar a agenda global de energia renovável com responsabilidade social, competitividade e visão de futuro. 

Atlas CNT 2025 revela gargalos e avanços no transporte rodoviário em meio à explosão da frota pesada

Setor transportador cresce e se moderniza, mas infraestrutura viária federal avança a ritmo lento; concessões aumentam, mas duplicações ainda são insuficientes, como mostra o Atlas CNT 2025

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou, terça-feira (24), a terceira edição do Atlas CNT do Transporte, uma das mais abrangentes publicações técnicas sobre infraestrutura logística do Brasil. Com dados atualizados, análises por modal e recortes regionais, o Atlas apresenta um panorama detalhado da realidade do setor em um país de dimensões continentais — onde o transporte terrestre, especialmente o rodoviário, ainda desempenha papel central na circulação de mercadorias e pessoas, como em todos os países do mundo.

O Atlas 2025 é resultado de um trabalho metodológico robusto. A publicação reúne dados da própria CNT, como a Pesquisa CNT de Rodovias, e de outras fontes oficiais, organizados em mapas interativos com novos recursos gráficos, incluindo visualizações em 3D. A Frota News fez uma curadoria das principais informações para este artigo e há o link para os gráficos no final deste artigo.

Com ênfase em diagnósticos estruturais e intermodais, o Atlas também destaca a atuação sustentável do setor, por meio do programa Despoluir, além de abordar os efeitos da infraestrutura na produtividade econômica nacional.

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O Atlas vai além de um repositório de informações. É um instrumento de inteligência que mostra, de forma clara, a grandiosidade do setor transportador e como sua atuação é imprescindível para o desenvolvimento do país”, afirma Vander Costa, presidente do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL).

Rodovias concentram maior parte da movimentação no Brasil

No Brasil, o sistema rodoviário responde por 65% da movimentação de cargas e 95% do transporte de passageiros. Está é a média das maioria das grandes economias do mundo, não sendo novidade, e nem particularidade do Brasil. Quando o PIB de um país cresce, o transporte cresce para todos os modais, obviamente, haviando deficiências em alguns modais devido a proplemas históricos de gestão pública da infraestrutura.

A razão da predominância do transporte rodoviário terrestre continua sendo óbvia: flexibilidade, capilaridade e capacidade de atendimento porta a porta, especialmente em curtas e médias distâncias. Mas, diferentemente de outros modais, como o ferroviário e o aquaviário, o sistema rodoviário depende de infraestrutura amplamente disponível, o que revela tanto sua importância quanto sua vulnerabilidade. Além disso, o setor exportador tem grande interesse nos modais ferroviário e aquaviário para atender os importadores de commodities.

Segundo o Atlas, a malha rodoviária brasileira compreende rodovias federais, estaduais, distritais e municipais, com jurisdições e responsabilidades distintas. No caso das rodovias federais, a nomenclatura “BR” seguida de três dígitos define a orientação geográfica (radial, longitudinal, transversal, diagonal ou de ligação), conforme o Plano Nacional de Viação.

As rodovias radiais, como a BR-040, partem de Brasília para outras capitais. As longitudinais (BR-153, por exemplo) cruzam o país no eixo Norte-Sul, enquanto as transversais (como a BR-262) o fazem no sentido Leste-Oeste. Já as diagonais e rodovias de ligação conectam regiões em múltiplas direções e integram a malha nacional e internacional.

Frota pesada cresce quase 42%, mas malha federal pavimentada pouco evolui

Entre 2014 e 2023, a frota de veículos pesados no Brasil cresceu 41,8%, enquanto a extensão da malha rodoviária federal pavimentada aumentou apenas 0,3%. Isso significa um descompasso alarmante entre a demanda por infraestrutura e a capacidade instalada do país, gerando gargalos logísticos e riscos crescentes de acidentes, especialmente em trechos não duplicados.

Atualmente, apenas 12,8% da malha federal é duplicada ou está em processo de duplicação, o que representa 8.493 quilômetros em todo o território nacional. Considerando a importância do escoamento da produção agroindustrial e o aumento da circulação de cargas pesadas, esse índice é insuficiente para atender às exigências de eficiência, segurança e competitividade logística.

Avanço nas concessões: mais 8,8 mil km transferidos à iniciativa privada desde 2018

Uma das principais evoluções desde a última edição do Atlas, lançada em 2018, foi a ampliação da malha concedida à iniciativa privada. Nesse período, foram concedidos mais 8.834 quilômetros de rodovias, um crescimento de 45,5% em relação ao volume anterior. As concessões, além de transferirem à iniciativa privada a responsabilidade por operação, manutenção e investimentos, também preveem metas de desempenho, como duplicações, melhorias de segurança e atendimento ao usuário.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é o órgão regulador das concessões federais, enquanto agências como a Artesp (SP) e a Agepar (PR) desempenham função equivalente em níveis estadual e municipal. Apesar do avanço em concessões, o desafio permanece na necessidade de fiscalização efetiva e planejamento regionalizado para garantir a continuidade das melhorias.

Modernização metodológica e cartográfica

O Atlas 2025 foi produzido com ferramentas de georreferenciamento de ponta, como o QGIS 3.34.11, e bancos de dados espaciais em PostgreSQL/PostGIS. A estrutura cartográfica utiliza o sistema geográfico EPSG 5880 – SIRGAS 2000 – Brazil Polyconic, o que garante precisão na leitura espacial dos mapas.

Entre os destaques metodológicos estão a padronização dos layouts temáticos, a compatibilização de fontes públicas e privadas e a construção de mapas multimodais — que integram as redes rodoviária, ferroviária, aquaviária e aeroviária em uma mesma visualização.

Outros modais ganham espaço, mas dependem de integração

Embora o modo rodoviário continue e continuará dominante, o Atlas destaca o avanço de outros modais. No setor ferroviário, há o avanço de projetos como a Transnordestina, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). No aquaviário, foi implementada uma nova metodologia de gestão das hidrovias interiores, com padronização semelhante à das rodovias. Já no modo aéreo, 49 aeroportos foram concedidos desde 2018, com a adoção de um novo modelo de concessão por blocos.

A publicação reforça a necessidade de integração entre os modais — ainda incipiente no Brasil — como forma de melhorar a competitividade logística e reduzir custos com o transporte de cargas de longo curso.

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Sustentabilidade e planejamento são imperativos

Com mais de 2,7 milhões de trabalhadores formais, o setor transportador representa 5% da mão de obra com carteira assinada no país e está presente em 98,1% dos municípios brasileiros. Seu papel estratégico para a economia nacional exige ações contínuas de planejamento, investimento e modernização.

Commodities representam quase a totalidade do transporte ferroviário 

Conclusão

O Atlas CNT do Transporte 2025 confirma o óbvio, que o Brasil segue dependente do modo rodoviário, cuja infraestrutura, no entanto, está defasada frente ao crescimento da frota e às exigências da economia. A ampliação de concessões, o fortalecimento de marcos regulatórios e a valorização de políticas de integração modal são caminhos apontados para superar os desafios logísticos do país. Mais do que um repositório de dados, o Atlas reafirma-se como um instrumento técnico e estratégico para guiar o futuro do transporte nacional.

Link para acesso a todos os mapas: atlas.cnt.org.br

Ariel Montenegro assumirá a presidência da Renault do Brasil

A Renault está passando por um momento de forte reestruturação em sua liderança na América do Sul. Nesta terça-feira, 24 de junho, a montadora anunciou o argentino Ariel Montenegro como novo presdiente a partir de 14 de julho. A mudança ocorre com a saída de Ricardo Gondo da presidência da Renault do Brasil, apenas duas semanas depois da saída de Luiz Fernando Pedrucci do comando regional.

Montenegro tem uma longa trajetória dentro da Renault. Engenheiro mecânico, começou sua carreira na montadora em 2005 como aprendiz na Argentina. Desde então, assumiu diversos cargos na América e na França, incluindo o posto de Diretor Executivo e Chefe de Gabinete do CEO da marca Renault, em 2020. Desde 2022, ele presidia a Renault-SOFASA, braço colombiano da empresa.

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A dança das cadeiras nos postos-chave acontece em um momento decisivo para a Renault no Brasil. No próximo dia 9 de julho, a empresa lançará o Boreal, seu terceiro SUV produzido no complexo de São José dos Pinhais (PR). Ainda neste mês, começa a ser vendido no País o primeiro modelo 100% elétrico da Geely, montadora chinesa que firmou parceria estratégica com a Renault e que já tem participação na planta paranaense.

A associação com a Geely promete transformar a operação brasileira da Renault. Na semana passada, a empresa chinesa anunciou que deterá 26,4% da joint venture que será responsável por fabricar e distribuir veículos Renault e Geely no Brasil, incluindo a possível produção de veículos comerciais leves sob a marca Renault. A operação, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelas autoridades regulatórias brasileiras.

Mercado Livre, mobilidade elétrica e transporte público na edição 50 da Frota News

As recentes mudanças de liderança e os novos investimentos sinalizam uma reconfiguração profunda da Renault no Brasil e na América do Sul. A chegada de Ariel Montenegro à presidência nacional deve representar uma fase mais integrada com os planos globais da marca, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para um novo ciclo de produtos e parcerias industriais no País.

DRiV nomeia Marcelo Rosa como novo diretor geral no Brasil

A DRiV, divisão da Tenneco no mercado de reposição automotiva, anunciou Marcelo Rosa como novo diretor geral da operação brasileira. A chegada do executivo marca um momento decisivo para a empresa, que vive uma fase de forte crescimento no País após registrar, em 2024, o maior avanço entre todas as unidades globais do grupo.

A nomeação de Rosa ocorre logo após a criação da DRiV Brasil Soluções Automotivas, unidade legal lançada em abril deste ano como parte da estratégia de fortalecimento da presença local. A nova estrutura sustenta planos ambiciosos que incluem lançamentos de produtos, expansão do portfólio e maior aproximação com o aftermarket brasileiro.

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Com mais de 25 anos de experiência no setor automotivo, Marcelo Rosa possui passagens por empresas como Dana, Continental, Meritor e Affinia, nas quais atuou em cargos de liderança nas áreas de vendas, marketing, portfólio e reestruturação de negócios. Engenheiro de Produção, com especialização em Controladoria e MBA em Administração pelo Insper, o executivo também fundou a MRA Automotive, consultoria voltada à indústria de autopeças — uma vivência empreendedora que agregou à sua visão estratégica do setor.

Antes de ingressar na DRiV, atuava como head de Aftermarket da Dana para a América do Sul, comandando operações em mercados como Brasil, Argentina e Colômbia.

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Na nova função, Rosa será responsável por liderar a expansão comercial e operacional da DRiV no Brasil. Entre as prioridades, está o fortalecimento da presença das marcas Monroe e Monroe Axios, já reconhecidas no mercado, além de acelerar a introdução de linhas globais como Champion, FP Diesel e Wagner.

Chego à DRiV motivado por um projeto de transformação e crescimento. Temos um portfólio robusto, marcas com grande valor percebido e uma equipe altamente qualificada. Nosso foco será ampliar nossa presença no mercado, fortalecer parcerias com distribuidores e aplicadores, e seguir contribuindo para o desenvolvimento do aftermarket brasileiro com inovação, proximidade e excelência em execução”, destaca o novo diretor geral.

Natural do Rio Grande do Sul e com 44 anos, Marcelo Rosa é reconhecido por seu perfil analítico, postura “hands-on” e forte senso de liderança com mentalidade de dono. Valoriza a construção de equipes colaborativas e uma cultura organizacional voltada a resultados sustentáveis.

DPaschoal passa por rebranding e reforça integração entre marcas do grupo

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O Grupo DPaschoal está promovendo um rebranding estratégico em suas empresas com o objetivo de alinhar visualmente suas marcas e reforçar a percepção de pertencimento e integração entre elas. A mudança marca um novo momento na trajetória do grupo e busca aproveitar o forte reconhecimento da marca DPaschoal entre consumidores e parceiros.

A nova identidade visual traz elementos já consagrados da DPaschoal, como a bandeira vermelha e a tradicional paleta de cores, reforçando os atributos de solidez, confiança e inovação. A iniciativa visa não apenas atualizar a linguagem visual, mas também traduzir a tradição do grupo para uma comunicação mais moderna, coerente e estratégica.

O projeto foi desenvolvido com base em pesquisas com stakeholders internos e um estudo de notoriedade da marca. Os resultados indicaram uma clara oportunidade de fortalecer a conexão entre as empresas do grupo, o que nos levou a uma evolução importante na comunicação visual”, explica Sérgio Davico, diretor de Marketing da DPaschoal e líder do processo de rebranding.

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O trabalho contou com a coordenação de João Neves e o envolvimento direto de toda a equipe de Marketing, além da colaboração de gestores das diversas marcas do grupo. O cuidado foi garantir que cada identidade visual mantivesse sua essência, mas ao mesmo tempo refletisse sua ligação com a DPaschoal e sua proposta de valor compartilhada.

Segundo Davico, a padronização dos elementos visuais aumenta a consistência da comunicação e reforça a confiança do consumidor. “A nova identidade fortalece a percepção de pertencimento e traduz a nossa tradição em uma linguagem mais atual. Estamos dando um passo importante na integração do nosso ecossistema de soluções automotivas”, completa.

A implementação das novas identidades visuais teve início no final de 2024 e seguirá de forma gradual em todos os pontos de contato com o público, incluindo lojas, canais digitais e materiais institucionais.

Com o rebranding, a DPaschoal reafirma seu compromisso com a excelência e com a experiência do cliente, mostrando-se preparada para os desafios de um mercado em constante transformação.

Sobre a DPaschoal

A DPaschoal atua no setor automotivo desde 1949 e concentra suas atividades na prestação de serviços automotivos especializados e na revenda e distribuição de pneus e peças multimarcas. Em janeiro de 2024, 70% do grupo foi adquido pela Stellantis.

A rede conta com mais de 120 lojas próprias, localizadas em oito estados, e oferece produtos e serviços nos segmentos de veículos leves, pesados e agrícolas, além dos 28 centros de distribuição de pneus e peças, com atuação em todo o território nacional. Trabalhando com a multicanalidade, a DPaschoal oferece diversas plataformas para atender os diferentes tipos de clientes e parceiros, com propostas B2B e B2C, atuando em e-commerce e lojas físicas.

Prêmio Mobilidade Limpa 2025 destaca os veículos mais eficientes em consumo energético no Brasil

Iniciativa da Agência Autoinforme, o Prêmio Mobilidade Limpa reconhece automóveis e comerciais leves com melhor desempenho ambiental, com base em dados do Inmetro; evento foi realizado durante a Eletrocar Show, em São Paulo

A Agência Autoinforme revelou hoje os vencedores da 3ª edição do Prêmio Mobilidade Limpa, que reconhece os automóveis e comerciais leves mais eficientes em consumo energético no Brasil. A premiação ocorreu durante o segundo dia da Eletrocar Show 2025, no Distrito Anhembi, na capital paulista, e teve como objetivo principal incentivar fabricantes e importadores a investirem em soluções de mobilidade mais limpas e eficientes, ao mesmo tempo em que alerta os consumidores sobre os modelos com menor impacto ambiental.

Neste ano, o prêmio avaliou 1.481 modelos e versões de 35 marcas, englobando veículos elétricos (165 modelos), híbridos plug-in (130), híbridos convencionais (159), flex (370), a gasolina (421) e a diesel (236). Os dados utilizados foram extraídos da base pública do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, com data-base de dezembro de 2024.

Lançado originalmente em julho de 2023 durante o Festival Interlagos – Carros, o Prêmio Mobilidade Limpa teve como foco inicial apenas os veículos eletrificados. No entanto, com a evolução das tecnologias e a necessidade de considerar o impacto ambiental em todos os segmentos, a premiação passou a contemplar também os modelos a combustão mais eficientes em consumo de energia, medido em megajoules por quilômetro (MJ/km).

Nosso objetivo é reconhecer e divulgar os esforços das montadoras e importadoras que investem em eficiência energética, independentemente da fonte de propulsão”, afirmou Joel Leite, diretor da Autoinforme. “É fundamental levar essas informações ao consumidor, que tem papel decisivo na escolha de tecnologias mais limpas e sustentáveis.”

Dados e tendências

Antes da entrega dos troféus, os convidados acompanharam uma palestra de Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, que traçou um panorama sobre a evolução dos veículos eletrificados no Brasil a partir de 2018, com ênfase na crescente participação das montadoras chinesas. Briganti também apresentou projeções para o setor até 2030, destacando o avanço da eletrificação, a transformação na cadeia de suprimentos automotiva e os desafios da infraestrutura de recarga.

A premiação reforça o papel da transparência de dados públicos e da análise técnica independente como ferramentas fundamentais para promover a mobilidade de baixo carbono. A iniciativa também está alinhada aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no combate às mudanças climáticas.

Veículos reconhecidos

Embora os vencedores por categoria não tenham sido detalhados neste anúncio inicial, a Autoinforme informou que os modelos premiados representam um recorte dos veículos mais avançados em termos de consumo energético e impacto ambiental reduzido, tanto entre os eletrificados quanto entre os movidos a combustíveis fósseis ou alternativos.

O Prêmio Mobilidade Limpa 2025 reforça que a mobilidade sustentável não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente – e que cada avanço na eficiência energética, seja qual for a tecnologia, conta no esforço global pela descarbonização.

A lista completa com todos os vencedores pode ser acessar no seguinte link: pml_2025_geral_marca

 

11º Santos Film Fest exalta memória e diversidade com 96 filmes em mais de 10 espaços culturais

Com o tema “Histórias que ecoam, lições que permanecem”, o 11º Santos Film Fest começa nesta segunda-feira (24/6) e vai até o dia 2 de julho, transformando a cidade de Santos (SP) em um grande palco para o cinema brasileiro. Serão exibidos 96 filmes — entre longas e curtas — em mais de 10 espaços culturais, com sessões ao ar livre, mostras temáticas, atividades inclusivas e homenagens a personalidades que marcaram a trajetória do audiovisual nacional e regional.

Entre os homenageados estão o músico santista Chico Gomes, criador da técnica Triplo Domínio; o cineasta Rodiney Assunção, documentarista da cultura local; Guilherme de Almeida Prado, diretor de obras como A Dama do Cine Shanghai; Imara Reis, atriz com mais de cinco décadas de carreira; Maurice Legeard, francês radicado em Santos e fundador do Clube de Cinema e da Cinemateca da cidade; e Wanderley Camargo (Leyzão), pioneiro regional e fundador da FLIP Filmes.

A abertura oficial será no Cine Roxy, com a pré-estreia do documentário Chico Gomes: Triplo Domínio, seguida da entrega de uma estrela na Calçada da Fama do cinema ao homenageado. Outros destaques incluem retrospectivas das trajetórias de Almeida Prado e Imara Reis, além da celebração do centenário de nascimento de Maurice Legeard.

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Mostras e inclusão

Com curadoria atenta à pluralidade, o festival exibe mostras como a Regional (no Cine Roxy), Universitária, Periférica (Arte no Dique), Humanidades (Cinemateca de Santos) e sessões infantis em escolas e ONGs. O Cine Arte Posto 4 sediará as mostras competitivas nacionais, retrospectivas e sessões de clássicos.

A programação também promove sessões de cinema azul (voltadas a pessoas com deficiência), lançamentos de livros, palestras e bate-papos. Entre os 908 filmes inscritos, cerca de 100 são longas-metragens e mais de 800 são curtas — número que confirma o fôlego da produção audiovisual independente no Brasil.

Legado local e transformação cultural

Nos últimos 11 anos, o Santos Film Fest impulsionou o cenário audiovisual da Baixada Santista. Entre os frutos dessa atuação estão a criação do curso de Cinema e Audiovisual da UniSantos, a Escola de Cinema Glauber Rocha (no Instituto Arte no Dique) e a revitalização do Cine Roxy — esta última viabilizada pela Lei Paulo Gustavo, sob gestão de Toninho Campos e Maurilio Moriyama.

O júri do festival reúne profissionais renomados das artes, cinema e educação, com nomes como Jamer Guterres de Mello, Rogério Ferraraz, Tay, Márcia Okida, Delson Matos Gomes e Ondina Clais, organizados por categorias como Nacional, Humanidades, Animação, Periférica, Regional e Universitária.

Organização e encerramento

Organizado pelo Instituto CineZen Cultural — sob direção de André Azenha e produção de Paula Azenha — o festival tem apoio institucional da Prefeitura de Santos, UniSantos, Sesc e diversas empresas locais.

A cerimônia de encerramento será em 2 de julho na Open House Idiomas, escola decorada com pinturas de Waldemar Lopes que homenageiam clássicos do cinema, ocasião em que serão anunciados os vencedores das mostras competitivas.

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Sobre o Santos Film Fest
Criado a partir da Mostra Cine Brasil Cidadania (2014–2015), o festival surgiu em 2016 e se consolidou como o principal evento cinematográfico do litoral paulista, com mais de 700 filmes exibidos e 150 atividades formativas. A iniciativa oferece programação gratuita, inclusiva e de grande relevância cultural para o país.

Sobre o Instituto CineZen Cultural
Fundado em 2009 por André Azenha, o Instituto é responsável por organizar o festival e outras ações em Santos, como a PalafitaCon e o Festival Batman Day. Já publicou quase 20 livros e é reconhecido por seu trabalho plural e independente no litoral paulista.

Stellantis reforça foco global em veículos comerciais com liderança de CEO na América do Sul

Emanuele Cappellano acumula comando da Pro One e segue como CEO na América do Sul

A Stellantis, uma das maiores montadoras globais, deu um passo estratégico para consolidar sua atuação no segmento de veículos comerciais ao nomear Emanuele Cappellano como responsável mundial pela divisão Stellantis Pro One. O executivo, que desde novembro de 2023 ocupa o cargo de CEO da Stellantis na América do Sul, passa agora a acumular ambas as funções, reforçando o protagonismo da região nas decisões globais do grupo.

A nomeação de Cappellano foi anunciada nesta segunda-feira (23) por Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, junto com a formação do novo Stellantis Leadership Team (SLT) — comitê diretivo que reúne os principais líderes da companhia em âmbito internacional. Com a nova atribuição, o executivo brasileiro também passa a integrar esse seleto grupo, que terá papel crucial na condução da estratégia mundial da montadora.

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A divisão Stellantis Pro One é voltada exclusivamente para o segmento de veículos comerciais, como vans, utilitários e furgões, sob marcas como Fiat Professional, Peugeot, Citroën, Opel, Ram e Vauxhall. Ao atribuir sua liderança a um executivo da América do Sul, a empresa sinaliza a relevância crescente do mercado sul-americano tanto em volume quanto em inovação no setor de transporte e logística.

Em nota oficial, Filosa destacou a importância do time global recém-formado:

A equipe que anuncio hoje reúne o que há de melhor na Stellantis: líderes que desenvolveram suas trajetórias dentro da empresa, com uma visão centrada nas pessoas, profundo conhecimento das nossas marcas, produtos e clientes, competência e um espírito empreendedor que será essencial para o nosso sucesso.”

Além de Cappellano, o novo SLT será composto por lideranças de diferentes regiões e áreas estratégicas da empresa. O próprio Filosa, que lidera o grupo, acumulará também as funções de COO da América do Norte e das marcas americanas. Os demais integrantes são:

  • Doug Ostermann, CFO e responsável por fusões e aquisições;
  • Jean-Philippe Imparato, COO da operação Europa Ampliada e agora também da Maserati;
  • Philippe de Rovira, com comando sobre operações fora das Américas e Europa, e pela Stellantis Financial Services;
  • Davide Mele, Planejamento de Produto;
  • Ned Curic, Desenvolvimento de Produto e Tecnologia;
  • Sebastien Jacquet, Qualidade;
  • Monica Genovese, Compras;
  • Scott Thiele, Supply Chain;
  • Arnaud Deboeuf, Manufatura;
  • Xavier Chéreau, Recursos Humanos e Sustentabilidade;
  • Clara Ingen-Housz, Relações Governamentais e Comunicação.

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Outros quatro executivos reportarão diretamente a Filosa: Ralph Gilles (Design), Olivier Francois (Marketing), Alison Jones (Peças, Serviços e Economia Circular) e Giorgio Fossati (Conselheiro Geral).

A ampliação do papel de Cappellano reforça a aposta da Stellantis na integração global de suas operações, com atenção especial às sinergias do setor de veículos comerciais, cuja importância cresce diante da expansão do comércio eletrônico, da demanda por soluções de entrega sustentáveis e da evolução tecnológica no transporte urbano e intermunicipal.