segunda-feira, abril 6, 2026

Cummins, Vale e Komatsu testam caminhão de mineração movido a etanol e diesel

A Cummins anunciou testes bem-sucedidos com uma nova célula voltada ao uso de etanol como combustível em motores de alta potência. A iniciativa integra o projeto conjunto com a mineradora Vale e a fabricante de equipamentos Komatsu, que busca desenvolver um caminhão de transporte de mineração bicombustível — movido a etanol e diesel — com foco na redução significativa de emissões de gases de efeito estufa. 

Lançado oficialmente em julho de 2024, o programa tem como objetivo adaptar motores a diesel já existentes, especificamente o modelo QSK60 da Cummins, para operarem com até 70% de etanol. Essa proporção é capaz de reduzir em até 70% as emissões de CO₂ em caminhões fora de estrada com capacidade entre 230 e 290 toneladas. São os primeiros veículos desse porte a utilizarem etanol como parte do combustível. 

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Os sistemas bicombustíveis etanol/diesel oferecem benefícios expressivos para a indústria de mineração, incluindo a possibilidade de descarbonização de até 70%, mantendo desempenho e produtividade,” afirmou Luke Mosier, líder de Programas de Inovação da Cummins. “Além disso, as mineradoras podem aproveitar a infraestrutura e frota já existente, sem a necessidade de investimentos iniciais em novos equipamentos.” 

Testes avançam até 2026

A nova célula de teste, localizada na fábrica da Cummins em Seymour, Indiana (EUA), é um marco técnico que permitirá avaliações controladas e precisas antes que os testes em campo tenham início nas operações da Komatsu. A planta foi projetada para suportar uma ampla faixa de motores — de 38L a 95L — e possui infraestrutura dedicada para medições rigorosas de emissões, com controle ambiental e sistemas de armazenamento de combustíveis que garantem segurança e qualidade. 

De acordo com Gbile Adewunmi, vice-presidente de Mercados Industriais da Cummins, o projeto representa um passo concreto no compromisso da empresa com soluções práticas e sustentáveis: “Estamos investindo em infraestrutura e tecnologias que possibilitem a transição energética do setor, com foco em combustíveis de baixo carbono e aplicações de alto impacto como essa.” 

Vale aposta no etanol como vetor da transição

A Vale, parceira do projeto, vê no etanol um pilar estratégico para alcançar sua meta de reduzir em 33% as emissões dos escopos 1 e 2 até 2030. Carlos Medeiros, vice-presidente Executivo de Operações da mineradora, destacou a relevância dos caminhões fora de estrada nesse esforço: “Esses veículos são grandes consumidores de diesel e, portanto, importantes emissores. Ao priorizar o etanol — um combustível já amplamente utilizado no Brasil, com infraestrutura de abastecimento consolidada — conseguimos aliar viabilidade operacional e sustentabilidade.” 

A tecnologia de transição também é vista pela Komatsu como uma alternativa realista e escalável. “Nosso projeto contínuo de bicombustível reflete o compromisso com soluções práticas que permitam a descarbonização imediata das operações de mineração,” ressaltou Dan Funcannon, vice-presidente Sênior de Transporte de Superfície da Komatsu. “O lançamento da célula de teste é um marco empolgante nesse caminho.” 

Foco em soluções de curto e médio prazo

Ricardo Alexandre, vice-presidente de Mineração da Komatsu Brasil, reforçou o caráter transformador do projeto. Segundo ele, ao combinar diesel e etanol em motores de grande porte, a parceria oferece uma resposta concreta às demandas ambientais, operacionais e econômicas do setor: “Essa iniciativa não só avança em termos tecnológicos, como também fortalece a confiança entre Komatsu, Vale e Cummins. É uma solução que tem o potencial de gerar impacto real no curto prazo e influenciar positivamente o futuro da mineração sustentável no Brasil e no mundo.” 

Com o programa de testes em andamento até 2026, as três empresas apostam na robustez técnica, na escalabilidade e no impacto ambiental positivo da solução para consolidar o etanol como um vetor importante na jornada rumo à neutralidade de carbono na mineração pesada. 

Exclusivo: Luca Sra detalha estratégias da Iveco para transição energética e novas parcerias 

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Durante entrevista exclusiva aos jornalistas do International Truck of The Year, Luca Sra, presidente da Unidade de Negócios de Caminhões do Iveco Group, compartilhou a visão estratégica da companhia sobre o futuro da mobilidade sustentável, as parcerias internacionais e os caminhos tecnológicos que estão sendo trilhados para enfrentar os desafios da transição energética no setor de transportes pesados. 

Transição energética com “sanidade”

Sra foi direto ao afirmar que a Iveco não vai abandonar o caminho da sustentabilidade, mas destacou a necessidade de equilíbrio e racionalidade na transição energética: “Traçar regras e legislar é uma coisa — estar tecnologicamente pronto é outra”, afirmou. Para ele, além da tecnologia, fatores como infraestrutura, ecossistema e oferta de energia são fundamentais para a viabilidade da mudança. 

Ele acredita que veículos elétricos a bateria (BEVs) podem ter papel imediato em operações como mineração e distribuição regional, mas defende soluções variadas, incluindo biocombustíveis, para aplicações mais exigentes, como o transporte de longa distância. 

Parceria estratégica com a Ford Otosan

Um dos pontos altos da conversa foi a parceria entre a Iveco e a turca Ford Otosan. O projeto, segundo Sra, busca “inovar na forma de cooperar” e visa dividir os custos de desenvolvimento, dobrar o poder de compra e acelerar avanços tecnológicos. “Vendemos cerca de 25 mil caminhões por ano cada uma, então juntos são 50 mil”, explicou. 

O desenvolvimento da nova cabine está sendo liderado pela unidade de caminhões da Iveco, com apoio das áreas de tecnologia e digital. O projeto é dividido em partes iguais (50/50) entre as empresas e inclui o desenvolvimento conjunto da estrutura bruta (body-in-white), mas com diferenciações substanciais em powertrains e eletrônica. 

Nova geração de cabines: conforto, modularidade e eficiência

A nova cabine, fruto da parceria, será modular, com versões diurna, estendida e “super sleeper”. No entanto, Sra adiantou que uma cabine de entrada baixa — comum em frotas urbanas e licitações públicas — não está nos planos imediatos. 

Questionado sobre o conforto e espaço interno, Sra destacou dois pilares do projeto: valorização do motorista e eficiência aerodinâmica. “Estamos vendo uma escassez e envelhecimento da população de motoristas. Isso vai se tornar mais crítico. Precisamos atrair mais gente, inclusive mulheres e jovens”, afirmou. A aerodinâmica da nova cabine deve representar um ganho de 3 a 4% em eficiência, segundo projeções internas. 

Luca Sra
Jornalistas do International Truck of The Year com Luca Sra

Multipropulsão e foco na diversidade energética

Embora a Iveco esteja avançando em veículos elétricos, Sra enfatizou que a meta não é ser “100% elétrica”, mas sim manter a liderança tecnológica em diversos tipos de propulsão. A empresa aposta em um portfólio que inclui diesel, gás natural, GNL, biocombustíveis, BEV e hidrogênio. 

Neste contexto, o motor de combustão a hidrogênio aparece como uma aposta promissora. “É uma ideia inteligente e estamos tecnicamente prontos. Para longas distâncias, pode ser uma solução real — se houver fornecimento e infraestrutura adequados”, disse. 

Legislação ambiental e paridade de custos

Sobre as multas impostas pela União Europeia a fabricantes que não atingirem as metas de redução de CO₂, Sra foi cauteloso, mas destacou um ponto crítico: “O que falta é paridade de TCO (custo total de propriedade). Precisamos de custos de energia competitivos por kWh ou kg de hidrogênio e alguma forma de equilíbrio com o diesel. 

Lições da parceria com a Nikola

Apesar das turbulências na parceria com a Nikola, Sra afirmou que a colaboração foi essencial para o avanço tecnológico da Iveco. “Foi um grande acelerador. Muito do que você vê no S-eWay e no eixo elétrico foi desenhado inicialmente para a Nikola”, revelou. 

Ele também reforçou a importância do domínio de software para os novos veículos e destacou que a empresa vem se estruturando internamente para liderar neste campo, com plataformas cada vez mais definidas por software. 

Conclusão 

A entrevista com Luca Sra deixa claro que a Iveco está se posicionando como uma marca pragmática e versátil, disposta a liderar a transição energética sem perder a conexão com as demandas reais do mercado. Seja com novas parcerias, soluções modulares ou powertrains alternativos, a empresa aposta na inovação sustentável com foco em eficiência, colaboração e visão de longo prazo. 

Covestro avança com trasnsporte com GNV, mas poderia mirar no biometano

A Covestro, empresa de produção de polímeros, anunciou a implementação do uso de um caminhão movido a gás natural comprimido (GNC) na rota de entrega de seus produtos à AUNDE Brasil, companhia especializada na fabricação de têxteis e espumas para a indústria automotiva.

Trata-se de um caminhão movido a gás que pode ser abastecido com gás fóssil ou gás renovável, o biometano. A empresa não informa o modelo, pela forto é um Scania 6×2, potente estar com um motor dse 420 cv ou 460 cv, ambos lançados na última Fenatran.

O veículo faz parte da frota da Ambipar. Segundo as empresas envolvidas, a mudança poderá gerar uma redução de 15% a 20% nas emissões de dióxido de carbono (CO₂) na comparação com caminhões movidos a diesel. Isso porque esles estão abastecidos com gás natural veicular de origem fóssil.

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Para melhor as reduções e até justiticar o investimento de 20% a mais em um caminhão a gás, a Cotreve já deveria ter em seu planejamento o abastecimento desde caminhão com biometano.

Biometano vs. GNV

O biometano apresenta diversas vantagens em relação ao GNV fóssil, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade e à redução de emissões de gases de efeito estufa. Por ser produzido a partir de resíduos orgânicos, como dejetos agropecuários e esgoto sanitário, o biometano é uma fonte de energia renovável que contribui para a economia circular. Além disso, seu uso ajuda a diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados, estimula a geração de empregos locais e proporciona uma significativa redução nas emissões de CO₂ em até 90%, podendo alcançar níveis neutros dependendo do processo produtivo. Isso o torna uma alternativa estratégica para o setor de transportes e para empresas que buscam atingir metas de descarbonização.

“Nosso compromisso com a Economia Circular vai além da oferta de produtos mais sustentáveis. Estamos sempre em busca de iniciativas que tragam valor agregado a nossos clientes e vemos grande potencial na otimização de processos logísticos”, afirma André Borba, gerente de marketing e vendas da Covestro para a América Latina.

Vale reforçar, que o GNV não faz parte da Economia Circular, mas o biometano sim.

“Essa colaboração exemplifica como podemos transformar a indústria química e os segmentos que atendemos. Nosso objetivo é viabilizar uma operação mais sustentável para os negócios”, explica Bruna Redinha, gerente de Logística Integrada da Covestro Latam.

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A ação faz parte do esforço da Covestro para reduzir suas emissões de escopo 3 – aquelas geradas fora dos processos diretos da empresa, abrangendo fornecedores e clientes. Este tipo de emissão representa cerca de 80% da pegada de carbono total da companhia. A meta da empresa é reduzir em 10 milhões de toneladas métricas suas emissões até 2035, o que equivale a uma queda de 30% em relação a 2021. A longo prazo, a Covestro planeja alcançar a neutralidade de carbono nessas emissões até 2050.

As emissões de escopo 1 dizem respeito aos próprios processos industriais da empresa, enquanto as de escopo 2 se referem ao consumo de energia comprada. Já as de escopo 3, mais difíceis de controlar, incluem toda a cadeia de suprimentos — desde fornecedores até o uso final dos produtos.

A Ambipar, responsável pela operação logística do caminhão movido a GNC, participa como agente ativo na transição para um transporte mais limpo. “Temos muito orgulho em firmar esta parceria, que reforça nosso compromisso com uma agenda sólida de sustentabilidade. A Ambipar entende seu papel como agente de transformação e, por isso, investe constantemente em soluções inovadoras que promovem um futuro mais responsável do ponto de vista ambiental”, afirma Helio Matias, diretor de Logística da companhia.

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Há várias formas de transição energética. Por exemplo, trocar um caminhão Euro 5 por Euro 6 já é um passo. Trocar um caminhão a diesel por um movido a gás, é mais um passou se este for abastecido com GNV, e 10 passos se for abastecido biometano. A dica que deixamos é, já, no comunicação abra um canal de comunicação com a imprensa e explique porque no momento vai utilizar somente GNV e quais foram os militantes para não ter um plano para utilizar o biometano.

Oficinas mais verdes: como sustentabilidade e inovação estão transformando a manutenção de frotas

A busca por eficiência econômica aliada à preservação ambiental se tornou uma prioridade crescente nas oficinas mecânicas. Regulamentações ambientais mais rígidas, maior conscientização dos clientes e os avanços tecnológicos estão forçando o setor a adotar soluções mais sustentáveis e inteligentes. E essa transformação pode, além de beneficiar o meio ambiente, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade dos negócios para atrair novos clientes

Sustentabilidade na prática: materiais e processos inovadores

Oficinas comprometidas com o futuro já estão adotando materiais alternativos mais ecológicos. Um exemplo são os lubrificantes de resfriamento modernos à base de água, que substituem os produtos tradicionais ricos em óleo. Também ganham espaço tintas e adesivos de baixa emissão, que utilizam processos de cura avançados para reduzir impactos ambientais.

A tecnologia de pulverização eletrostática, por exemplo, proporciona uma distribuição mais uniforme da tinta, reduzindo o consumo de solventes e melhorando o aproveitamento do material. Já os agentes de limpeza biodegradáveis ajudam a minimizar o descarte de produtos químicos no meio ambiente.

Outro avanço importante são os fluidos de cura térmica, que permitem vedar componentes de difícil acesso, como blocos de motor e cárteres de óleo, eliminando a necessidade de substituições mais invasivas. “Eles se destacam pela durabilidade e resistência, o que reduz o tempo de reparo e eleva a satisfação do cliente”, afirma Oliver Taskin, diretor executivo da Steel Seal.

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Energia, água e eficiência

O consumo de energia e água é um dos pontos centrais para tornar uma oficina mais verde. Investimentos em sistemas fotovoltaicos e iluminação LED inteligente com recuperação de calor são medidas que geram economia a longo prazo e reduzem a pegada de carbono.

Além disso, o reaproveitamento da água utilizada nos processos internos tem se tornado uma prática essencial. Sistemas modernos de tratamento e recirculação permitem que esse recurso seja reutilizado, diminuindo custos e impacto ambiental.

Gestão de resíduos e reciclagem: pequenos gestos, grandes resultados

A gestão de resíduos é outro pilar importante da sustentabilidade. A adoção de peças remanufaturadas certificadas tem crescido nas oficinas, com qualidade comparável à de componentes novos. Separação adequada de lixo, descarte correto de baterias e eletrônicos, além da reutilização de lubrificantes e solventes, são práticas que reduzem significativamente o impacto ambiental e os custos operacionais.

Por exemplo, temos a PACCAR Parts  que vem expandindo seu catálogo de peças remanufaturadas sob a linha REMAN, que inclui componentes como cabeçote do compressor, válvula secadora de ar, válvula de alimentação e cabeçote do cilindro. Essas peças passam por um rigoroso processo de remanufatura, garantindo qualidade e desempenho comparáveis aos de componentes novos, mas com um custo até 30% menor. Além disso, elas seguem princípios de economia circular e estão alinhadas com práticas ESG (Environmental, Social, and Governance).

A BorgWarner é outro exemplo. Ela oferece uma linha de peças remanufaturadas também sob o programa REMAN, que inclui principalmente turbocompressores. Além disso, a empresa também disponibiliza válvulas EGR remanufaturadas, que fazem parte do gerenciamento de gases de escape.

Inovações que moldam o futuro das oficinas

A tecnologia vem sendo uma forte aliada das oficinas mecânicas na jornada sustentável. Ferramentas de diagnóstico inteligentes, por exemplo, já possibilitam a detecção precisa de falhas e evitam reparos desnecessários. O uso da inteligência artificial para analisar dados de veículos em tempo real está se tornando uma realidade cada vez mais acessível.

Outro recurso promissor é a impressão 3D, que permite a fabricação de peças de reposição no próprio local, eliminando prazos de entrega e rotas de transporte. Já a realidade aumentada tem auxiliado os técnicos na execução de reparos complexos, otimizando o tempo de serviço e a produtividade.

Taskin reforça: “A sustentabilidade começa com pequenos passos. Cada investimento em tecnologia verde representa uma melhoria significativa na rentabilidade a longo prazo.”

A importância da capacitação

A velocidade das mudanças tecnológicas exige que os profissionais do setor estejam em constante atualização. Aliás, participação em feiras, cursos de capacitação e redes de troca de conhecimento são estratégias fundamentais para manter a competitividade. “Somente quem acompanha os avanços da indústria estará apto a enfrentar os desafios do futuro”, conclui o executivo.

Conclusão

A oficina do futuro já começa a ser construída hoje. A integração entre sustentabilidade, inovação tecnológica e eficiência operacional não é mais uma opção, mas uma exigência de mercado. Adaptar-se a essa nova realidade não só melhora o desempenho ambiental do negócio, como garante vantagem competitiva em um setor cada vez mais exigente.

 

Carros de Frotas Corporativas: Quais Modelos Dominaram o Mercado no Último Ano?

O mercado de frotas corporativas está passando por muitas transformações, onde muitas empresas estão prezando por modelos mais econômicos. 

Tanto o preço do combustível quanto o valor das manutenções passaram por altas nos últimos anos, o que acabou alterando algumas preferências no mercado automotivo. 

Por exemplo, muitas famílias estão em busca de carros usados baratos, que apresentem economia, baixo valor de manutenção e eficiência. 

Atualmente, muitas empresas que trabalham com frotas corporativas já têm alguns carros preferidos, tendo em vista diversos diferenciais. 

Mas afinal, quais carros são esses? 

Se você quer saber a resposta para essa pergunta, continue acompanhando este artigo que aqui vamos mostrar para você quais carros estão dominando as frotas corporativas! 

O que as empresas buscam em um carro para frotas corporativas?

Antes de falarmos sobre os carros em si, é importante entender o que as empresas buscam na hora de adquirir um carro para suas frotas corporativas. 

Em primeiro lugar, o custo-benefício é um dos fatores mais importantes, tendo em vista que o carro ainda vai gerar outros gastos com seguro, IPVA, combustível, entre outros. 

Por exemplo, um carro mais barato, porém, que consome muito combustível, não é ideal para frotas corporativas a longo prazo. 

Aliás, falando em combustível, uma grande parte das empresas com frotas corporativas escolhem veículos mais econômicos, tendo em vista que o uso do automóvel será muito recorrente, senão diário. 

Além disso, um dos pontos mais importantes para qualquer carro de frota corporativa é a confiabilidade. 

Investir em um modelo que precisa de poucas manutenções e não costuma estragar é algo essencial, tanto para evitar problemas durante os percursos quanto para economizar dinheiro. 

O conforto e a segurança também são itens essenciais e que devem ser pensados, tendo em vista que afetam a forma de trabalhar dos motoristas e passageiros. 

Por fim, muitas empresas também têm em mente o valor de revenda dos veículos como um fator, tendo em vista que a troca da frota costuma ser feita com uma boa frequência. 

Modelos de carros que mais dominam as frotas corporativas

Agora que você já conhece alguns dos pré-requisitos, chegou a hora de conhecer alguns dos carros mais procurados para as frotas corporativas. 

Vale ressaltar que o tipo do veículo usado pela empresa vai depender do ramo dela, mas abaixo mostraremos alguns dos mais populares. 

Fiat Strada

O Fiat Strada é o carro mais vendido do Brasil desde 2021, e isso não acontece por nada. 

O veículo oferece um ótimo desempenho, custo-benefício e, se comparado com outras picapes do mercado, também é muito econômico. 

Além disso, a área de carga do veículo é grande, o que é ideal para empresas que trabalham com mudanças ou manutenções. 

Chevrolet Onix

O Onix já foi o carro mais vendido do Brasil e até hoje continua em rankings altos da mesma lista, mostrando a força e a popularidade do modelo. 

Ele é equipado com um motor 1.0 Turbo, que além de potente, também oferece uma ótima economia de combustível, o que é perfeito para uma frota corporativa. 

Outro diferencial do veículo é a sua fácil manutenção, que não costuma ter valores altos e uma facilidade para encontrar peças. 

Renault Kwid

Outro carro bastante popular aqui no Brasil e que também é um dos mais procurados para frotas corporativas é o Renault Kwid. 

Ele é perfeito para empresas que precisam de bastante agilidade nos trajetos urbanos e um bom custo-benefício, seja na hora da compra ou do abastecimento. 

Apesar dos pontos positivos, seu espaço interno é uma certa desvantagem, principalmente para empresas de entrega.  

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Mercedes-Benz Arocs 6×6: em sua versão para missões militares exigentes

Modelo 6×6 encomendado pelas Forças Armadas alemãs combina engenharia de ponta, capacidade off-road e possibilidade de uso civil após a vida útil militar

O Mercedes-Benz Arocs, um dos mais robustos caminhões da marca alemã, acaba de ganhar uma nova missão: servir com excelência em operações militares. Desenvolvido especialmente para tarefas logísticas em terrenos desafiadores, o modelo 6×6 foi escolhido pela BwFuhrparkService – empresa que fornece veículos às Forças Armadas da Alemanha – como solução confiável para transporte pesado em condições extremas.

Projetado com foco em ambientes off-road, o Arocs apresenta atributos que o tornam opção para operações em obras, zonas de conflito ou em áreas com infraestrutura precária. Com tração integral, elevada distância do solo e um chassi reforçado, o caminhão oferece robustez e desempenho superior em terrenos pantanosos, arenosos ou rochosos.

Capacidade para missões críticas

O Arocs 6×6 conta com molas de aço e é capaz de atravessar áreas alagadas ou rios com até 0,9 metro de profundidade. Sob o capô, o motor OM 470 entrega 335 kW (455 cv) e um torque de até 2.200 Nm, garantindo força e tração mesmo com cargas pesadas em aclives acentuados. Toda a gama atende ao padrão de emissões Euro VI da União Europeia e está equipada com a transmissão automatizada PowerShift 3, que oferece trocas de marcha suaves e eficiente controle da tração.

A carga útil dos veículos chega a 10 toneladas, o que amplia significativamente a versatilidade operacional – desde o transporte de suprimentos e equipamentos até a mobilização de estruturas logísticas móveis.

Design militar com base comercial

6x6
O Arocs 6×6 podem atravessar áreas alagadas ou rios com até 0,9 metro de profundidade

Embora sejam veículos comerciais de série, os Arocs 6×6 encomendados foram adaptados com um conjunto limitado de itens militares, classificados como “hümS” (Hülfs- und Sonderfahrzeuge). As modificações incluem pintura de camuflagem, preparação para ambientes hostis e compatibilidade com sistemas de transporte intermodal. A vantagem desse conceito está na versatilidade: os caminhões podem ser utilizados em missões militares e, posteriormente, recomercializados para uso civil com poucas adaptações, maximizando o ciclo de vida do produto.

Um dos destaques é a carroceria intercambiável de 15 pés, fornecida pela Sonntag Fahrzeugbau GmbH. Este sistema permite que cargas sejam embarcadas e desembarcadas rapidamente, inclusive transferidas entre diferentes modais, como caminhões, trens ou embarcações. Mesmo em terrenos severos, a estrutura permanece estável e protege o material transportado contra torções.

Produção integrada em rede internacional

A fabricação dos Arocs 6×6 é realizada em uma cadeia de produção franco-alemã. A planta de Gaggenau fornece os eixos e as transmissões; a fábrica de Mannheim produz o motor OM 470; e a maior unidade da Mercedes-Benz Trucks, em Wörth, realiza a montagem principal do veículo e a união entre chassi e cabine – etapa conhecida como “casamento”.

Já na unidade de Molsheim, na França, são integrados os componentes militares específicos, como o tratamento químico da superfície e a pintura especial com baixa refletividade para dificultar a detecção por visão noturna ou câmeras termográficas.

A estrutura modular de produção permite unir escala industrial com customizações sob medida. Esse modelo híbrido resulta em maior agilidade de entrega e adaptação eficiente a diferentes demandas dos clientes institucionais.

Mercedes-Benz Special Trucks: soluções sob medida para defesa

Responsável pela produção do Arocs militar, a Mercedes-Benz Special Trucks é a divisão da Daimler Truck voltada para veículos especiais. A unidade desenvolve soluções para os segmentos de defesa, combate a incêndios, resgate e socorro em catástrofes. O portfólio inclui modelos como Actros, Arocs, Unimog e Zetros, em versões convencionais e altamente especializadas.

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Com produção nas plantas de Wörth e Molsheim, a Special Trucks opera com alta capacidade para atender grandes encomendas e fornece produtos personalizados para atender aos mais diversos requisitos operacionais, desde logística leve até transporte de cargas superdimensionadas em cenários extremos.

Versatilidade militar com foco na sustentabilidade

Ao combinar um caminhão de série com recursos militares sob medida, a Mercedes-Benz não apenas atende às exigências das forças armadas modernas, como também oferece uma solução alinhada com a sustentabilidade e a eficiência logística. O Arocs 6×6 é mais do que um caminhão militar: é uma plataforma robusta e flexível, pronta para enfrentar os desafios mais exigentes – nas estradas ou fora delas.

E no Brasil?

A Mercedes-Benz do Brasil não oferece nenhum caminhão com tração total, nem 4×4, por questões mercadológicas. No entanto, assim como há a divisão Mercedes-Benz Trucks Special na Europa, a empresa conta no Brasil com o Centro de Customização e, demandas, com a deste Arocs 6×6 são analisadas caso por caso, inclusive, se é mais barato fazer a customização no Brasil ou a importação do modelo completo da Alemanha.

Golf GTI: retorno ao Brasil e recorde nas pistas com Edition 50

A Volkswagen escolheu um palco simbólico para apresentar ao mundo o novo Golf GTI Edition 50: a edição 2025 das 24 Horas de Nürburgring, que acontece no próximo dia 20 de junho. O modelo especial antecipa as comemorações dos 50 anos do GTI, marco que será oficialmente celebrado em 2026, junto ao lançamento do veículo no mercado.

Mas o Edition 50 já escreveu seu nome na história da marca antes mesmo da estreia. Com o piloto Benny Leuchter ao volante, o esportivo registrou o tempo de 7:46.13 minutos no lendário circuito de Nordschleife, estabelecendo um novo recorde para veículos de produção com tração dianteira da Volkswagen.

O GTI mais rápido da história da VW em Nürburgring

Leuchter, que há anos colabora com o departamento de engenharia da Volkswagen no desenvolvimento de modelos esportivos, descreveu a experiência como “realmente impressionante“. Para ele, o GTI Edition 50 é “uma declaração clara da Volkswagen sobre o autêntico conceito GTI – a combinação de potência superior com um chassi extremamente preciso, além de uma tração dianteira mais eficaz do que nunca”.

O piloto ressaltou que o carro usado no teste é tecnicamente idêntico ao que será vendido futuramente, reforçando que o desempenho não se trata de uma versão exclusiva para pista.

Acerto para Nürburgring: rodas forjadas e pneus semi-slick

Para atingir o novo tempo recorde, o Golf GTI Edition 50 estava equipado com um pacote de performance pensado especialmente para pistas. Entre os destaques, estão suspensão recalibrada, rodas forjadas de 19 polegadas e pneus semi-slick Bridgestone Potenza Race. A redução da massa não suspensa proporcionada pelas rodas mais leves também contribuiu significativamente para a performance do carro.

“O conjunto permite que o piloto percorra a pista na linha ideal do traçado e com altíssima precisão”, explica Leuchter. “Se você quer ser rápido em Nürburgring, precisa compensar as irregularidades do asfalto e manter velocidade nas curvas. O Edition 50 faz isso com perfeição, permanecendo estável durante os 20,8 km do percurso.”

Comparativo com recordes anteriores

O novo recorde superou marcas estabelecidas anteriormente pelo próprio Leuchter com dois modelos históricos da Volkswagen. Em 2016, o piloto cravou 07:49.21 com o Golf GTI Clubsport S, e em 2022, com o Golf R 20 Years (com tração integral), o tempo foi de 07:47.31.

Há, no entanto, uma particularidade nos tempos cronometrados: enquanto os recordes antigos desconsideravam cerca de 200 metros da pista (início e fim na arquibancada T13), o novo tempo de 07:46.13 do Edition 50 inclui todo o percurso. Quando ajustado ao mesmo trecho das voltas anteriores, o tempo registrado pela câmera onboard foi ainda mais impressionante: 07:41.27.

Golf GTI
Foram 24 horas com paradas apenas para abastecimento

Por enquanto, o Golf GTI Edition 50 figura no ranking de Nürburgring como modelo pré-série, até que as vendas sejam iniciadas oficialmente.

O GTI está voltando ao Brasil

A celebração dos 50 anos do GTI não ficará restrita à Europa. Um dos esportivos mais icônicos e queridos do público brasileiro está com seu retorno confirmado ao país. A versão regular do Golf GTI será relançada em breve no Brasil, integrando o projeto VW Legends, ao lado do Nivus GTS e do Novo Jetta GLI – reforçando o novo momento de esportividade da Volkswagen por aqui.

Uma lenda viva

O Golf GTI Edition 50 chega como uma homenagem moderna ao espírito original do GTI, que nasceu em 1976 para redefinir o conceito de esportividade entre os compactos. Com visual discreto, mas comportamento dinâmico irrepreensível, o modelo atravessou décadas como referência em dirigibilidade e prazer ao volante.

Agora, com essa edição especial, a Volkswagen não apenas honra esse legado, como demonstra que o futuro do GTI continua veloz – e cada vez mais preciso.

Iveco celebra 50 anos com três lançamentos, incluindo o sósia do Fiat Scudo

A cidade de Turim, berço industrial da Iveco, Fiat e Pirelli, foi palco de uma celebração que conectou passado, presente e futuro do transporte comercial. O evento “50xBeyond”, alusivo aos 50 anos da marca, foi para apresentar não apenas a trajetória da Iveco, mas sua visão para as próximas, além de três lançamentos.

Olof Persson, CEO do Grupo Iveco, abriu o evento com um discurso que destacou o conceito “spirit in movement”. Em suas palavras, “o futuro do transporte é elétrico, digital e colaborativo”. Ele reforçou que a marca não apenas acompanha as tendências globais, mas deseja moldá-las. Luca Sra, presidente da Unidade de Caminhões, complementou com uma visão de inovação radical, apontando para investimentos consistentes em eletrificação, autonomia e combustíveis alternativos.

Estreias globais: a nova geração da mobilidade elétrica

Três lançamentos marcaram a transição da Iveco rumo a um portfólio cada vez mais sustentável:

  • Iveco S-eWay Artic: o primeiro cavalo mecânico 100% elétrico da marca. Equipado com nove módulos de bateria que somam 738 kWh, oferece autonomia robusta e capacidade de recarga rápida (de 0 a 80% em 90 minutos a 350 kW). Com potência contínua de 480 kW, é voltado para aplicações regionais e de longa distância.
  • eJolly e eSuperJolly: os novos veículos leves surgem da parceria com a Stellantis. O eJolly é focado na distribuição urbana e tem peso bruto entre 2,8 e 3,2 toneladas. Já o eSuperJolly cobre aplicações entre 3,5 e 4,2 toneladas, com autonomia superior a 420 km. Ambos têm design compacto e zero emissão.

Museu a céu aberto: passado que inspira

três lançamentos
Primeiro Iveco Daily. Foto: Focus on Transport

Além das inovações, a Iveco montou uma exposição que emocionou os mais nostálgicos. Modelos icônicos, como o primeiro Daily de 1978 e o lendário Turbostar dos anos 1980, foram exibidos em condição impecável. Também estiveram presentes edições limitadas do S-Way Anniversario e protótipos movidos a gás natural e eletricidade. A exposição funcionou como uma línea do tempo viva, reafirmando a presença duradoura da marca no cenário europeu.

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Convidados especiais e memórias na pista

O lendário piloto de Fórmula 1 Riccardo Patrese participou da programação, aproximando o público da tradição italiana de velocidade e inovação. A presença de Patrese simbolizou a conexão entre desempenho, segurança e eficiência, qualidades que a Iveco busca em seus novos projetos.

Desfile pela cidade: homenagem e futuro

O encerramento do “50xBeyond” acontecerá com um desfile de 16 veículos históricos, atravessando Turim da “Industrial Village” até as OGR (Oficinas Grandi Riparazioni). É uma celebração pública da herança da marca e sua ligação com a cidade, que também se projeta como capital da mobilidade inteligente.

Perspectiva para os próximos 50 anos

Com parcerias estratégicas, aposta em digitalização e comprometimento com a sustentabilidade, a Iveco deixa claro que quer liderar a próxima fase do transporte comercial. O “50xBeyond” não apenas comemorou um legado, mas lançou um novo ciclo de inovação, ousadia e conexão com as demandas do planeta.

Com informações da revista Focus on Transport!

Conheça os vencedores do Prêmio AEA ESG 2025

Foram revelados ontem (12) os vencedores do Prêmio AEA ESG 2025, durante cerimônia no Millenium Centro de Convenções, em São Paulo. A premiação foi para três projetos de nas categorias Inovação Tecnológica e Ambiental, Social e Governança e Jornalística, entre mais de sessenta trabalhos inscritos.

O principal vencedor da categoria Inovação Tecnológica e Ambiental foi o trabalho “Redução de emissões de carbono e de consumo de energia elétrica em set up, utilizando plástico drop in em tanques de veículos comerciais”, desenvolvido pela Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), Bepo e Universidade Estácio de Sá. A pesquisa foi conduzida por Aline Miguez Figueiredo, Caio Marcello Felbinger Azevedo Cossu, Eliezer Schmallfuss Beier, Paulo Rogério Martins, Sergio Roberto Amaral e Thiago de Miranda Nogueira.

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Na categoria Social e Governança, o destaque foi o projeto colaborativo “Toyota do Brasil – Reimaginando o Futuro Sustentável”, assinado pela Toyota, Borkar, Orquestra de Sucata e Uniarte, com participação de Marcos Vinícius Maceno, Paulo Henrique Gomes, Ramatis Radis, Jozene Noal e Judite Fernanda Simionato. A iniciativa alia educação ambiental e inclusão social com foco em comunidades vulneráveis, promovendo transformação social por meio da arte e da sustentabilidade.

Já na categoria Jornalística, o prêmio principal ficou com a reportagem “Brasil possui 62 projetos de hidrogênio verde em aportes de US$ 70 bilhões”, da Agência Autodata, de autoria da jornalista Soraia Abreu Pedrozo, que destacou a crescente relevância do hidrogênio verde como vetor da transição energética no Brasil e no mundo.

Menções honrosas reconhecem projetos de impacto

Além dos premiados principais, o júri concedeu menções honrosas a trabalhos que, embora não tenham levado o troféu, apresentaram alto grau de excelência.

Na categoria Inovação Tecnológica e Ambiental, foram reconhecidos os projetos:
  • “Gestão dos recursos hídricos no processo de usinagem de blocos de alumínio”, da Robert Bosch, com autoria de Eduardo Bacci, Emerson Batagini e Vinicius Ragazzi;
  • “Gêmeo digital de emissões sonda de perfuração – otimização de consumo de combustível e redução nas emissões”, da Constellation, Escola Politécnica da USP e Petrobras, por André Barbosa Medeiros, Cristiano André Christmann Zank, Douglas José Rosa, Eduardo Aoun Tannuri, Eduardo Lorenzetti Pellini e José Ricardo Brígido de Moura.
Em Social e Governança, foram destacadas as iniciativas:
  • “Programa Autonomia e Renda Petrobras”, de Adriana Maria Ferreira Martins e equipe;
  • “Salas Transpetro de Amamentação”, de Flavio Godinho, Keurrie Cipriano, Lilian Rossetto de Carvalho e Marcele Pires da Silva.
Já na categoria Jornalística, receberam menções honrosas os trabalhos:
  • “Motores elétricos evoluirão em 8 anos o que os a combustão levaram décadas”, de Leonardo Henrique Felix, da revista Auto Esporte;
  • “O que acontece com os carros elétricos quando a bateria acaba?”, de Isadora Lima Carvalho, da revista Quatro Rodas.

Uma premiação para além do discurso

Criado a partir da evolução do tradicional Prêmio AEA de Meio Ambiente, o Prêmio AEA ESG reforça a necessidade de se transformar intenções em ações concretas. A iniciativa reconhece empresas, universidades, institutos de pesquisa e profissionais da imprensa que promovem soluções práticas com impactos reais nos pilares Ambiental, Social e de Governança – cada vez mais centrais na agenda estratégica das organizações.

A edição de 2025 foi coordenada por Mário Reis (Mercedes-Benz), com uma banca de jurados formada por especialistas de peso do setor, como Alessandra Prando (Adient), Alexandre Xavier (IQA), Ana Paula Grether (Especialista ESG), Anderson Suzuki (AEA), Antonio Calcagnotto (AEA), Catherine Magalhães (ANFAVEA), Claudia Andreatini (UNIP), entre outros representantes da academia, da indústria, de entidades setoriais e de órgãos públicos.

E se o futuro do ônibus rodoviário for a gás? Rota SP–Campinas vira laboratório

Scania e Viação Santa Cruz iniciam testes com ônibus movido a gás natural e biometano entre São Paulo e Campinas 

Enquanto o transporte de cargas já avança no caminho da descarbonização — com mais de 1.700 caminhões Scania movidos a gás natural ou biometano em operação no Brasil —, o setor rodoviário de passageiros ainda enfrenta incertezas. As perguntas e dúvidas existem — e as respostas são escassas para dois dos três pilares da operação. Mas é preciso ir a campo para buscá-las. Foi exatamente com esse espírito que a Viação Santa Cruz, a Scania e a Comgás uniram forças para testar, em condições reais, um ônibus movido a gás na rota entre São Paulo e Campinas. 

Vamos entender, primeiro, quais são esses três pilares: técnico, ambiental e financeiro. O pilar ambiental já foi respondido em dezenas de artigos publicados pela Frota News. 

Pilar ambiental

Em resumo, um veículo pesado abastecido com gás biometano ou gás natural veicular (GNV) de origem fóssil apresenta uma significativa redução nas emissões de poluentes em comparação aos movidos a diesel. O uso de biometano pode reduzir as emissões de CO₂ em até 90%, já que é um combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos. Já o GNV fóssil também oferece vantagens ambientais, com reduções de até 20% nas emissões de CO₂ em relação ao diesel. Além disso, ambos os combustíveis gasosos proporcionam diminuição de até 85% nas emissões de óxidos de nitrogênio (NOₓ) e praticamente eliminam a emissão de particulados. 

No pilar técnico

A questão está bem resolvida para caminhões, que podem ter autonomia de até 900 km (com mochilão de quatro cilindros) e até 1.700 km com uso de GNL (gás natural liquefeito). Além disso, as distribuidoras de gás e os governos de diversos estados estão investindo em infraestrutura para que as principais rotas tenham postos com bombas de abastecimento de alta vazão, além da instalação de postos dentro das garagens dos frotistas. 

No pilar econômico

O maior problema no segmento de caminhões era, há três anos, a diferença de até 40% no preço entre o modelo a gás e o a diesel. No entanto, com a nacionalização dos motores Scania a gás em 2022 e o aumento no preço dos caminhões a diesel com a introdução do Euro 6, houve uma redução significativa dessa diferença — atualmente em cerca de 20%, segundo a Fipe. 

Agora, vamos entender a questão dos dois pilares — técnico e econômico — que ainda representam desafios para o setor de transporte rodoviário de passageiros. 

No pilar técnico, a questão da autonomia é um dos desafios para distâncias acima de 400 km. Até essa distância, parte dos bagageiros dos ônibus pode ser ocupada com até seis cilindros de gás tipo 1, o que garante uma autonomia de 450 km. A distância entre São Paulo e Campinas é de apenas 102 km; portanto, o ônibus pode ir e voltar com apenas um abastecimento. 

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Francisco Mazon, proprietário da Viação Santa Cruz

Segundo Francisco Mazon, proprietário da Viação Santa Cruz, os bagageiros em trechos curtos não são muito utilizados pelos passageiros, nem para encomendas urgentes; portanto, a questão técnica ficou bem resolvida. 

E nas distâncias acima de 400 km? Ainda não existem respostas definitivas, pois o bagageiro é mais utilizado, tanto para bagagem dos passageiros quanto para encomendas urgentes. Uma das possíveis soluções é a utilização de cilindros tipo 4 instalados no teto da carroceria dos ônibus. O cilindro tipo 4 é construído com polímero (geralmente polietileno de alta densidade) e totalmente revestido com fibras de carbono, o que o torna muito mais leve — pesando de 30% a 50% do peso de um tipo 1. Porém, esse tipo de cilindro ainda está em fase de homologação, e os fabricantes de carrocerias terão que desenvolver novos modelos adaptados para essa tecnologia. 

E o pilar econômico?

Neste pilar está a maior interrogação. Em caminhões, o embarcador ajuda a pagar a conta. Em ônibus urbanos, o contribuinte — mesmo sem saber — paga a conta por meio de subsídios arrecadados via impostos. E no rodoviário? Quem vai pagar a diferença em nome do meio ambiente?

Reduzir ou zerar a diferença parece ser a saída mais viável. A Viação Santa Cruz vai utilizar o ônibus Scania por 90 dias, em regime de comodato, renováveis por mais 90 dias, para fazer as contas. Serão analisados os custos com gás, manutenção etc, para no final, saber sobre a viabilidade desta transição de ônibus rodoviário a diesel por modelo a gás, mesmo que somente em operações até 400 km.

O veículo utiliza o chassi Scania K 340 4×2, encarroçado pela Marcopolo. Com 14 metros de comprimento, acomoda 46 passageiros e tem motor de 340 cavalos de potência, comparável ao dos modelos a diesel. A autonomia gira em torno de 450 quilômetros, e o abastecimento completo dos cilindros leva de 15 a 20 minutos — tempo que pode ser reduzido pela metade caso o projeto avance para a fase de implantação de um posto interno na garagem da operadora, algo já previsto pela Comgás. 

“Vamos primeiro testar o veículo para depois decidir pela compra para substituir parte da frota, algo em torno de dez unidades”, afirmou Francisco Carlos Mazon. Apesar de o custo ser de 20% a 30% mais alto do que o de um ônibus a diesel, os ganhos ambientais e a previsibilidade nos custos operacionais são vistos como compensatórios. 

2025 será marcado como início da demanda por ônibus a gás

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Alex Nucci

A iniciativa é vista como estratégica pela Scania, que aposta na ampliação do mercado de ônibus movidos a gás no Brasil. “O momento é propício: temos produção nacional de motores, uma infraestrutura mais fácil de expandir que a dos veículos elétricos e um custo total de propriedade competitivo”, destacou um Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções de Transporte da Scania Operações Comerciais Brasil da montadora. A meta é chegar a 150 unidades vendidas até o fim de 2025, com foco principal no transporte urbano, mas com atenção crescente ao setor rodoviário. 

A parceria com a Comgás inclui não apenas o abastecimento do veículo em um posto conectado à rede da companhia, mas também estudos para instalação de infraestrutura dedicada na garagem da Viação Santa Cruz. Essa fase é vista como essencial para a escalabilidade do projeto, ao eliminar gargalos logísticos e reduzir tempos de parada. 

A redução de até 90% nas emissões de CO₂ quando se utiliza biometano é um dos grandes trunfos ambientais do projeto. Segundo Henrique Sonja Penha, gerente Executivo de Vendas da Comgás, a empresa trabalha na integração das cadeias de produção regionais de biometano para gerar valor econômico com sustentabilidade e atrair atenção de gestores e reguladores. A rede da Comgás já está conectada com duas grandes usinas de biometano, uma em Piracicaba, e outra em Paulínea. 

Outra iniciativa em Goiânia

Além da rota São Paulo–Campinas, a Scania participa de outro projeto relevante em Goiânia (GO), onde a prefeitura negocia a aquisição de ônibus urbanos a gás com abastecimento a partir de uma usina de biometano em construção. No portfólio atual da montadora estão três modelos urbanos e um rodoviário a gás. 

Ainda incipiente, o mercado de ônibus movidos a gás no Brasil tem avançado de forma pragmática. A aposta da Scania, da Comgás e da Viação Santa Cruz evidencia que, mesmo com desafios em custo e infraestrutura, o segmento começa a sair da fase experimental. O futuro do transporte mais limpo pode, literalmente, estar pegando a estrada.