segunda-feira, abril 6, 2026

O que são os “cabelinhos” dos pneus e como viram matéria-prima para outros produtos

Micropartículas de borracha, ruído, sensores de precisão e até impacto em rios e lagos: os famosos “cabelinhos” dos pneus novos vão muito além da estética — e um fabricante explica por quê.

Eles costumam chamar atenção nas lojas e concessionárias e são frequentemente interpretados como um símbolo de autenticidade. Os “cabelinhos” de borracha presentes em pneus novos, no entanto, não são mais indicativos de qualidade ou de que o item jamais foi usado. Na realidade, esses filamentos são resíduos naturais do processo de fabricação dos pneus — e, se não forem devidamente removidos, podem comprometer tanto o desempenho do produto quanto o meio ambiente.

Desde 2013, a Dunlop, entre outros fabricantes, remove sistematicamente esses resíduos de sua produção, numa medida que alia controle de qualidade, redução de ruído, sustentabilidade e rentabildiade. “O consumidor muitas vezes associa os cabelinhos a um sinal de pneu novo, mas isso é um equívoco”, afirma Alex Rodrigues, Gerente de Processos da Dunlop. “Eles são, na verdade, vestígios do processo de vulcanização, e a remoção é benéfica em diversos aspectos.”

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A ciência por trás dos cabelinhos

Os filamentos surgem durante a etapa de vulcanização, quando o pneu “verde” — ainda maleável — é prensado contra moldes metálicos aquecidos a cerca de 150 °C. Para permitir a saída do ar durante essa fase, o molde possui microfuros técnicos chamados de spews ou “respiros”. Parte da borracha escapa por esses microfuros, formando os pequenos fios ao redor da peça.

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Apesar de inofensivos à primeira vista, esses resíduos causam três problemas relevantes, segundo a Dunlop:

  1. Interferência no controle de qualidade: Os cabelinhos podem distorcer resultados de sensores usados em testes de força radial e balanceamento, prejudicando a confiabilidade dos dados de avaliação do pneu.
  2. Ruído e vibração: Ao entrarem em contato com o asfalto, especialmente em pisos lisos, os filamentos provocam ruídos e vibrações perceptíveis para os ocupantes do veículo.
  3. Micropoluição ambiental: Com o desgaste natural durante o uso, os cabelinhos se soltam e são levados pela chuva para sistemas de drenagem urbana, atingindo rios e lagos. Lá, as micropartículas podem ser confundidas com alimentos por peixes, gerando desequilíbrios ecológicos e interferências na cadeia alimentar.

Considerando a escala de circulação de pneus no país, esse tipo de poluição se torna significativa”, alerta Rodrigues. “É um impacto silencioso, mas real.”

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“Cabelinhos” reciclados geram retorno financeiro

A prática de remover os cabelinhos vai além da prevenção de impactos negativos: os resíduos coletados são reutilizados industrialmente por meio do coprocessamento, integrando a estratégia de economia circular da empresa.

Entre as novas aplicações desses resíduos estão:

  • Pisos antiderrapantes, usados em ambientes industriais e residenciais;
  • Gramados sintéticos, com maior absorção de impacto;
  • Aditivos para asfalto, que aumentam a resistência das vias;
  • Artefatos de borracha, reaproveitando as propriedades físicas do material.

O verdadeiro selo de qualidade

Em vez de confiar na presença dos cabelinhos como sinal de um produto novo, consumidores atentos devem buscar fabricantes que priorizem processos avançados de produção, testagem rigorosa e práticas sustentáveis. Afinal, o que garante um pneu de qualidade não são os resíduos visíveis, mas a gestão eficiente dos pneus e a constante avaliação do desempenho dos pneus da frota.

Equidade no transporte: protagonismo feminino ganha força em Goiás

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A unidade do SEST SENAT em Goiânia (Goiás) foi palco de um importante debate sobre equidade de gênero no setor de transporte rodoviário de cargas no último dia 16. Com foco em iniciativas voltadas à valorização da mulher no setor, o painel “Desafios e oportunidades na equidade de gênero no setor de transportes” contou com a participação de Ludymila Mahnic, diretora comercial e operacional da Mahnic Operadora Logística.

O encontro integrou a programação do programa Caminhos para Elas: Criando oportunidades no transporte para as mulheres, promovido pelo Iveco Group em parceria com o SEST SENAT. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacitação e a inclusão de motoristas mulheres, oferecendo suporte para que elas conquistem espaço em um segmento historicamente masculino.

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Caminhos para Elas: O movimento de caminhões empoderando as mulheres no Brasil

Destinado a representantes de transportadoras, profissionais de Recursos Humanos e gestores da região, o evento destacou boas práticas voltadas à contratação e retenção de mulheres motoristas, além de enfatizar os ganhos que a diversidade proporciona em termos de produtividade, sustentabilidade e inovação no transporte.

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Durante sua participação, Ludymila Mahnic compartilhou a trajetória da Mahnic Operadora Logística na construção de um ambiente mais inclusivo. “As mulheres trazem um olhar atento aos detalhes, sensibilidade e uma capacidade de análise que enriquecem tanto a operação quanto a gestão. Na Mahnic, acreditamos que promover a igualdade de oportunidades é essencial, e temos orgulho de contar com mulheres em cargos de liderança e também ao volante”, afirmou a executiva.

Ela destacou ainda o impacto positivo da participação feminina no dia a dia da operação. “Ver o interesse e o comprometimento das futuras motoristas é uma grande motivação. Saber que estamos contribuindo para abrir caminhos com mais segurança, respeito e acolhimento é extremamente gratificante.”

Esta foi a segunda edição do programa Caminhos para Elas, que segue em expansão com o compromisso de sensibilizar empresas, qualificar profissionais e fomentar um ambiente de trabalho mais representativo. A iniciativa visa transformar a realidade de um setor ainda marcado por desigualdades de gênero, promovendo um transporte de cargas mais diverso, eficiente e justo.

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Quem é Ludymila Mahnic

Ludymila Mahnic é diretora Comercial e Operacional da Mahnic Operadora Logística, empresa goiana com 50 anos de tradição no transporte de cargas. É formada em Administração, com pós-graduação em Gestão de Pessoas e Marketing, além de MBA em Logística, Supply Chain e Transportes. Reconhecida por sua atuação em defesa da inclusão feminina no setor logístico, Ludymila é uma das vozes que vêm impulsionando a transformação cultural e de gestão no transporte rodoviário de cargas.

Beleza em movimento: A estrutura logística da L’Oréal

Responsável por movimentar cerca de R$ 19,5 bilhões por ano no Brasil e gerar 43 mil empregos diretos e indiretos, inclusive no setor de transporte e logística, a L’Oréal se consolida como uma das maiores forças industriais e logísticas do país. A estrutura da companhia, composta por fábricas, centros de distribuição e hubs de inovação, vai muito além da beleza: é uma engrenagem logística de alta performance com foco em eficiência operacional e sustentabilidade.

Infraestrutura estratégica: o poder da capilaridade

A L’Oréal Brasil conta com quatro unidades principais — duas fábricas (Rio de Janeiro e São Paulo), uma sede administrativa e centro de inovação na capital fluminense e, desde 2022, o CD Gaia, em Jarinu (SP). Com 62.500 m², esse centro de distribuição é o maior da empresa no país e desempenha papel estratégico no abastecimento de todo o território nacional.

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Localizado em um ponto logístico privilegiado, com acesso às rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Dom Pedro, além da proximidade ao Porto de Santos e aos aeroportos de Viracopos e Guarulhos, o CD Gaia impulsiona a agilidade nas entregas e a redução do tempo de trânsito para os principais centros de consumo.

Já o centro de distribuição de Duque de Caxias (RJ) atua com foco em sustentabilidade. Desde 2021, adota a política de “Aterro Zero”, reduzindo em cerca de 58 toneladas/ano os resíduos industriais, além de substituir fitas plásticas por papel Kraft e utilizar almofadas de bioplástico compostável nos envios.

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Caminhos sustentáveis: a transição verde nos transportes

O compromisso da L’Oréal com a sustentabilidade se estende à logística de transporte. Em parceria com a Gás Verde, a empresa passou a utilizar caminhões movidos a biometano, uma inovação que posiciona o grupo como pioneiro na adoção desse tipo de combustível na América Latina.

Em 2025, a companhia já realiza 80% das cargas diretas no estado de São Paulo com caminhões a biometano e 100% dos deslocamentos entre sua fábrica e o CD Gaia. Com isso, evitou a emissão de 2.200 toneladas de CO₂ equivalente em relação ao ano anterior.

O objetivo é ambicioso: até 2030, 60% de todos os produtos transportados pela L’Oréal no Brasil deverão ser movimentados com veículos a biometano. E mais: todas as entregas nas regiões Sul e Sudeste devem ser 100% sustentáveis.

Parcerias logísticas que impulsionam excelência

A L’Oréal Brasil opera com uma malha integrada de transporte, utilizando desde caminhões próprios até parcerias estratégicas com operadores logísticos de alto desempenho. Um exemplo é a Mello Transportes, reconhecida em 2024 no Programa de Excelência em Transporte da L’Oréal por sua performance e ações de responsabilidade social.

A escolha criteriosa de parceiros com boas práticas ambientais e sociais reforça a política da empresa de alinhar rentabilidade, eficiência e compromisso socioambiental em toda a cadeia de abastecimento.

Do frete à embalagem: eficiência de ponta a ponta

Além do transporte sustentável, a L’Oréal promove soluções inovadoras de packaging e logística reversa. A iniciativa “Pallets para Elas”, por exemplo, promove a reciclagem de pallets industriais e sua conversão em produtos para ONGs lideradas por mulheres. Outro destaque é a substituição total de fitas plásticas por fitas de papel nas unidades de distribuição, reduzindo impactos ambientais e custos operacionais.

A operação também reduz ao máximo o uso de transporte aéreo, privilegiando a cabotagem e o transporte terrestre sempre que possível, sem comprometer prazos de entrega.

Impacto econômico e social: além da cosmética

A operação logística da L’Oréal Brasil transcende o setor de cosméticos. Ao movimentar R$ 19,5 bilhões e empregar diretamente milhares de profissionais em centros logísticos, indústrias e transportadoras, a empresa contribui para o fortalecimento de clusters logísticos em regiões como o interior paulista e a Baixada Fluminense.

O investimento em tecnologia limpa, energia 100% renovável nas fábricas, e o engajamento em metas de descarbonização, consolidam o grupo como referência global em logística sustentável.

Futuro em construção

A jornada da L’Oréal Brasil aponta para um futuro cada vez mais eficiente e verde. Com metas ambiciosas para 2030, como a eliminação total de emissões em transporte nas regiões Sul e Sudeste e a ampliação da frota a biometano, a empresa desafia o setor a repensar o papel da logística em um mundo em transição.

No coração dessa revolução, estão profissionais, transportadoras, fornecedores e comunidades que enxergam na logística da beleza uma poderosa ferramenta de transformação econômica e ambiental.

 

Renault lança versão do Kardin com foco em vendas diretas

O Renault Kardian estava afastado dos SUV compactos e líderes de vendas diretas. Agora, para dar um “empurrãozinho” para cima, a fabricante francesa lançou o Kardian Authentic com foco nas vendas direitas e também para o público PDC (Pessoas com Deficiência), que contam com isenção de IPI e ICMS. O preço desta nova versão de entrada parte de R$ 119.990.

Nos primeiros seis meses de 2025, o Kardian teve 10.284 unidades emplacadas, sendo 2.776 por vendas diretas.

Sob o capô, o SUV compacto da Renaut traz o motor 1.0 turbo TCe de 125 cv e 220 Nm de torque — o maior entre seus principais concorrentes —, associado à transmissão automática EDC de dupla embreagem úmida.

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Essa versão amplia as opções de aquisição do Kardian no Brasil, trazendo um pacote de equipamentos bem competitivo e toda a modernidade do SUV mais premiado do segmento”, afirma Aldo Costa, diretor de Marketing da Renault do Brasil.

Bem equipado desde a versão de entrada

Kardian
Painel digital, tela multmídia e ar-condicionado digital

O Kardian Authentic mantém o padrão elevado de equipamentos que tem caracterizado o modelo desde seu lançamento. Entre os destaques estão os seis airbags de série (frontais, laterais e cortina), controlador e limitador de velocidade, sensores de estacionamento traseiro e central multimídia de 8” com espelhamento Android Auto e Apple CarPlay — ambos com e sem fio.

O painel de instrumentos digital de 7” oferece visual moderno e informações claras ao motorista, enquanto as novas calotas pretas Flexwheel reforçam o visual urbano com um toque de exclusividade.

Outro diferencial funcional são as barras de teto longitudinais que, com o auxílio de uma ferramenta fornecida com o carro, podem ser transformadas em barras transversais com capacidade para até 80 kg — solução prática para ampliar a capacidade de transporte sem comprometer o design.

Versátil e urbano

Medindo 4,12 metros de comprimento, 1,75 m de largura e 1,54 m de altura, o Kardian foi pensado para o uso urbano, mas sem abrir mão da versatilidade. Seus ângulos de ataque (20°) e saída (36°) permitem rodar por terrenos irregulares com tranquilidade, enquanto a distância entre eixos de 2,60 metros — a maior da categoria — garante conforto superior aos ocupantes traseiros.

O porta-malas com capacidade de 358 litros (VDA) reforça o compromisso do modelo com a praticidade no dia a dia e em viagens curtas.

Nova fase da Renault no Brasil

Produzido no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, o Kardian foi o primeiro modelo da Renault no Brasil a adotar a nova identidade visual da marca. Além do design renovado, ele marca o início de uma nova fase da montadora no país, voltada à modernização da gama de produtos e ao fortalecimento de sua presença no competitivo segmento B-SUV.

A nova versão Authentic reforça essa estratégia ao oferecer uma combinação difícil de encontrar no mercado: preço competitivo, bom desempenho, segurança e conectividade, com foco especial nas vendas diretas e no público PCD.

Crise na ANP ameaça fiscalização enquanto fraudes em combustíveis disparam no Brasil

Agência intensificou fiscalizações em 2025, mas enfrenta cortes orçamentários que afetam operações e ameaçam a segurança no transporte rodoviário, favorecendo o aumento das fraudes

A adulteração de combustíveis segue como um desafio crítico para o transporte rodoviário brasileiro. Em 2025, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou o ano com uma ofensiva contra fraudes: somente nos dois primeiros meses do ano, foram coletadas cerca de 530 amostras de óleo diesel B e biodiesel — um salto de quase 80% em relação ao mesmo período de 2024.

A fiscalização resultou na interdição cautelar de três distribuidoras em São Paulo por irregularidades na mistura obrigatória de biodiesel, com possibilidade de multas de até R$ 500 milhões em caso de reincidência.

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Essas ações ocorrem em um cenário contraditório. Ao mesmo tempo em que a ANP reforça a vigilância, a própria agência enfrenta uma crise orçamentária sem precedentes. A partir de 28 de julho, a sede da ANP no Rio de Janeiro passará a funcionar apenas às quartas e quintas-feiras.

Em Brasília, o expediente já foi reduzido desde o início do mês, e os cortes orçamentários também levaram à suspensão do canal 0800, da pesquisa semanal de preços dos combustíveis e da fiscalização contínua da qualidade nas bombas. A agência opera com apenas R$ 105,7 milhões em orçamento discricionário — valor 82% menor do que o registrado em 2013.

Mercado Livre, mobilidade elétrica e transporte público na edição 50 da Frota News

Para especialistas do setor, como Kassio Seefeld, CEO da startup TruckPag, o risco de abastecimento com combustível adulterado pode ser mitigado por meio de tecnologia e gestão inteligente.

O alerta é relevante, sobretudo diante do recorde de consumo de diesel no Brasil. De acordo com o Instituto ILOS, em 2024 o país consumiu cerca de 67 bilhões de litros do combustível — maior volume da série histórica. Desses, aproximadamente 78% foram direcionados ao transporte rodoviário, que inclui caminhões, ônibus e veículos comerciais leves.

fraudes
Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. Crédito da imagem: Mariana Gurgacz

Seefeld destaca ainda que a manutenção preventiva é uma aliada contra os impactos de combustíveis adulterados. “Manter os motores em bom estado permite que eventuais falhas sejam detectadas e corrigidas com agilidade, antes que causem danos maiores à frota”, pontua. Além disso, a conscientização das equipes operacionais é considerada vital.

“Treinamentos contínuos e alertas sobre sinais de combustível ruim, como perda de potência ou aumento no consumo, ajudam os motoristas a agir rapidamente.”

Na visão do executivo, a soma de tecnologia, gestão e capacitação pode formar uma barreira robusta contra práticas fraudulentas. “A colaboração entre abastecimento, manutenção e operação cria uma rede de proteção. Isso, somado a processos bem definidos, evita muitas dores de cabeça para as empresas”, conclui.

Enquanto o setor privado se mobiliza para conter os prejuízos, a fragilidade da ANP preocupa. Com menos recursos, a agência pode não conseguir manter a fiscalização necessária em um mercado que movimenta bilhões de litros de combustíveis — e onde a confiança do consumidor está diretamente ligada à atuação do regulador.

Caminhão autônomo da Lume transporta bobinas em operação inédita na ArcelorMittal

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A Lume Robotics realizou uma demonstração bem-sucedida de seu caminhão autônomo para transporte interno de bobinas de aço na unidade da ArcelorMittal Tubarão, localizada na Serra (ES). O projeto é fruto de uma parceria estratégica entre a Lume Robotics, a Vix Logística, do Grupo Águia Branca, e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

A operação, realizada com uma carreta tri-articulada – semelhante aos tradicionais comboios logísticos utilizados na usina –, percorreu autonomamente o trajeto entre os pátios BQ0 e BQ5, transportando bobinas a quente em um ambiente fabril de alta complexidade. A precisão nas manobras e a estabilidade em curvas críticas demonstraram a robustez e a maturidade da tecnologia desenvolvida inteiramente no Espírito Santo.

O sucesso da demonstração confirma que veículos autônomos não são mais apenas uma promessa, mas uma realidade cada vez mais integrada às operações industriais”, afirma Rânik Guidolini, CEO da Lume Robotics. “Este projeto posiciona o Brasil entre os líderes mundiais na aplicação de mobilidade autônoma em ambientes fabris.

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A solução embarcada da Lume Robotics foi projetada para operar em rotas mapeadas, com recursos de navegação autônoma, como detecção e reação a obstáculos, paradas automáticas em zonas de segurança e comportamento adaptativo conforme a dinâmica da planta. Um representante da FINEP acompanhou a demonstração, reforçando o caráter estratégico da iniciativa para o avanço tecnológico nacional.

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O projeto faz parte da agenda de inovação da ArcelorMittal, que visa incorporar tecnologias emergentes com potencial de transformar suas operações. “As perspectivas de uso da tecnologia seguem em avaliação. Esta etapa é fundamental para entendermos o impacto real das soluções autônomas nos nossos processos produtivos”, destaca Fabíola Mendes Murta, gerente de Transformação Digital da unidade de Aços Planos da companhia.

Revo estreia em Caxias do Sul com 100% da frota com furgões 100% elétricos

Com foco em logística urbana livre de emissões do tanque a roda, a Revo Transportes estreia em Caxias do Sul com frota de furgões 100% elétrica. A operação é exclusiva para o segmento B2B, com foco em coletas e entregas programadas, e tem como diferencial o uso de vans elétricas desenvolvidas pela Arrow Mobility, também sediada na cidade.

Com autonomia de até 200 quilômetros por carga, cada furgão elétrico pode evitar a emissão de até 2 toneladas de CO₂ por ano, um contraponto importante aos veículos a combustão que emitem, em média, 150 gramas de CO₂ por quilômetro rodado, segundo a Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME).

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Revo
Pollyan Borba, responsável pelas operações da Revo

A frota da Revo é composta por modelos Arrow One, com capacidade para até 2 toneladas de carga. O modelo adota o conceito de walk-in-van bastante comum nos Estados Unidos. Ele permite acesso interno mais fácil ao compartimento de carga, aumentando a segurança das operações e a ergonomia para os motoristas.

A tecnologia embarcada inclui o sistema de abertura automática da porta lateral por aproximação da pulseira FastOne, reduzindo o tempo de parada e o risco de extravios.

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Pollyan Borba, responsável pelas operações da RevoSegundo Pollyan Borba, head de operações da Revo, a nova operação representa uma proposta de valor que une sustentabilidade e desempenho logístico. “Apostamos em uma frota 100% elétrica, que proporciona entregas mais silenciosas, sustentáveis e eficientes. É uma logística corporativa moderna e eficiente, pensada para empresas que valorizam práticas responsáveis”, afirma.

Competição inédita coloca caminhões a diesel, GNL e elétricos à prova

A estreia da competição Truck Efficiency Run powered by KRONE movimentou o tradicional International ADAC Truck-Grand-Prix, realizado no lendário circuito de Nürburgring, na Alemanha. Organizada pela ADAC Mittelrhein e pela ETRA Promotion, a competição reuniu motoristas de diferentes países europeus para um desafio inédito: percorrer a exigente pista Nordschleife com o máximo de eficiência, nas categorias Diesel, GNL (gás natural liquefeito) e Elétrico.

O objetivo era claro: demonstrar, sob condições reais de operação, qual motorista conseguia extrair o melhor desempenho energético de seu caminhão. Mais do que comparar tecnologias, a prova evidenciou o papel crucial da habilidade, estratégia e calma dos condutores na busca pela máxima eficiência.

“Essa competição coloca o motorista no centro da discussão sobre eficiência. A Nordschleife foi o palco ideal para demonstrar como a condução impacta diretamente no consumo de combustível e no desempenho sustentável dos veículos”, afirmou Georg Fuchs, diretor-geral da ETRA.

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A experiência, fora da rotina dos participantes, foi desafiadora: exigiu técnica, controle emocional e adaptação rápida a um ambiente de alta pressão e visibilidade. Mesmo assim, os competidores mostraram profissionalismo e se engajaram com entusiasmo. Um exemplo foi Dominik Kabelitz, da Koch International, que conquistou o segundo lugar na categoria elétrica: “Foi um fim de semana fantástico. A organização foi impecável e o evento deixou uma ótima impressão. Com certeza participaria novamente”.

Após as disputas, os participantes também puderam aproveitar o clima vibrante do Truck-Grand-Prix, conhecido por reunir a comunidade do transporte europeu em torno de corridas, exposições e networking.

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Mais do que premiar vencedores, a primeira edição do Truck Efficiency Run marcou o início de uma nova abordagem no setor: reconhecer que a eficiência no transporte pesado depende não só da evolução tecnológica, mas também — e sobretudo — da atuação dos motoristas. A repercussão positiva já indica que o evento deverá ganhar força nas próximas edições.

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A seguir, os três melhores colocados em cada categoria com base no Performance Index (quanto menor o índice, maior a eficiência atingida em relação ao padrão do fabricante):

Categoria Diesel/HVO
  1. Colin Guppy – SCANIA R460 | Hövelmann Logistik – PI: 0,76
  2. Christina Scheib – FORD F-MAX | Scheib Transporte – PI: 0,92
  3. Johannes Springer – MERCEDES Actros | Ernst Frankenbach GmbH – PI: 0,96
Categoria GNL (Gás Natural Liquefeito)
  1. Lukasz Marszał – IVECO Magirus AS440ST | Reinert Logistik – PI: 0,78
Categoria Elétrico
  1. Hans-Peter Borchardt – MAN eTGX | Duvenbeck Transport GmbH – PI: 2,07
  2. Dominik Kabelitz – MAN eTGX | Koch Internationale Spedition – PI: 2,14
  3. Marcel Maute – MERCEDES Actros | Lorang GmbH – PI: 2,22

Observação: o índice de desempenho é calculado considerando o consumo real em relação aos parâmetros técnicos do fabricante, peso do veículo e eventuais penalidades. Por isso, os resultados não são comparáveis entre tecnologias diferentes.

As falsas narrativas do governo Lula – ricos contra pobres

Ao polarizar ainda mais a sociedade com seu discurso de ricos contra pobres, o governo Lula tenta desviar o foco de suas próprias falhas.

Por Professor Ives Gandra*

As recentes manifestações do presidente, afirmando que defende os pobres contra os ricos, que o aumento do Imposto sobre Obrigações Financeiras (IOF) só atingiria os ricos e que ele é um defensor dos pobres, levantam uma questão que não tem nada a ver com a realidade. Qualquer tributação sobre as empresas implica prejuízo para os pobres, pois reflete no consumo.

As empresas sobrevivem porque têm lucro. Ou seja, elas não resistem se não conseguirem gerar lucro, não só para remunerar seus acionistas, mas também para reinvestir e manter a competitividade no mercado.

O presidente Lula, devido ao fracasso em cortar as contas públicas e não ter um plano efetivo para isso, quer aumentar a tributação que o Congresso rejeitou por esmagadora maioria. Com isso, ele busca dizer que o Congresso está defendendo os ricos e que ele defende os pobres.

Contas públicas

Tentar transferir a sua incapacidade de controlar as contas públicas para um falso problema — de que são os ricos que não o deixam administrar, enquanto ele faz estragos monumentais na administração, principalmente nas estatais, com a nomeação de seus amigos e gastos impensados — é evidente que é uma falácia, igual à pregação sempre fracassada do marxismo.

Os marxistas é que sempre disseram que podiam ser ditadores na Romênia, na Polônia, em todos os países da União Soviética, porque estavam defendendo o povo, os pobres, enquanto arruinavam os países.

Todos os países, naquela época, que eram conservadores, progrediram. E todos os que “defendiam o pobre” através de ditaduras, na época da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, não tiveram progresso e caíram. Basta dizer que voltaram a progredir a partir da queda do Muro de Berlim.

Ideológico

Então, me parece que essa falsa colocação, não dignifica o presidente Lula — que foi um presidente pragmático nos dois primeiros mandatos e agora virou um presidente ideológico —, de considerar que o seu fracasso na administração das contas públicas, que leva o presidente do Banco Central por ele nomeado a manter juros elevados para corrigir e conter a inflação que ele não consegue controlar com seu frágil arcabouço fiscal, se deve aos ricos, que não querem aumento de tributação. Isso é uma farsa.

Tenho a sensação de que, se o presidente Lula continuar assim, estando com dois anos e meio de seu governo sem um plano de recuperação das contas públicas, a não ser aumentando o endividamento e a tributação, tornará ainda mais sofrida a vida do povo brasileiro.

Se ele não quiser fazer a lição de casa, de cortar efetivamente os gastos, de fazer a política fiscal como Gabriel Galípolo está fazendo a política monetária, para tentar conter a inflação que o presidente Lula não controla, é evidente que seu governo continuará numa queda monumental da avaliação junto à opinião pública, em que a rejeição já é muito maior do que a aprovação.

Discursos como esse, de que ele realmente defende os pobres e que são os ricos que não querem aumento de tributos para que ele possa auxiliá-los, o povo não aceita mais. Isso também porque os cidadãos ainda têm as redes sociais para se comunicarem, e qualquer um, por mais simples que seja, pode ter acesso às informações corretas. O povo tem percepção do que está acontecendo no Brasil.

As próximas eleições

Pessoalmente, mesmo não tendo votado no presidente Lula, gostaria que o governo desse certo, pois todo brasileiro prefere mais que seu país progrida do que ser favorável a uma ou outra corrente que esteja no Poder. Vejo que ele, entretanto, está mais preocupado em ganhar as eleições do que com o Brasil.

Por essa razão, ele faz questão de dizer que defende os pobres contra os ricos que não querem aumento de tributos. Vale destacar, mais uma vez, que tais tributos, ao incidir sobre as operações de todas as empresas, repercutiriam, necessariamente, nos preços de todos os produtos.

Tomara que o presidente Lula perceba, neste último ano e meio de governo que ainda tem, que a função de um presidente é governar o país para um bem futuro, mesmo com medidas amargas, e não procurar, com histórias e narrativas, mostrar realidades que, efetivamente, não existem.

*Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Rimatur reforça frota de turismo com dois novos Volare Fly 10

A Rimatur Transportes Ltda., uma das operadoras de transporte do Paraná, incorporou dois novos micro-ônibus Volare Fly 10 à sua frota. Os veículos, entregues pela concessionária Rodo Service, serão utilizados em operações de turismo e foram escolhidos pela robustez, conforto premium e eficiência operacional — características que vêm consolidando a linha Fly como uma das preferidas do setor.

Com 10,145 metros de comprimento e 24 poltronas Semileito Super Soft dispostas no layout 2×1, os novos ônibus se destacam pelo alto padrão de comodidade aos passageiros. Os assentos são mais largos e contam com itens como suporte para celular, porta-copos, tomadas USB tipo A e tipo C, além de tomada de 110V. O modelo ainda inclui sistema de ar-condicionado, sanitário, porta-pacotes, bagageiro, faróis de rodagem diurna (DRL) e itinerário eletrônico, agregando tecnologia e praticidade à experiência de viagem.

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Segundo Sidnei Vargas, gerente de vendas da Volare, a parceria com a Rimatur é sólida e estratégica: “A Rimatur possui estreito relacionamento com a Volare e é parceira desde os primeiros modelos desenvolvidos. Periodicamente, faz a renovação de sua frota, sempre buscando veículos que atendam às necessidades específicas de cada segmento de negócio. A escolha pelo Fly 10 demonstra o seu foco na excelência e nas melhores soluções de transporte”.

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A relação entre Rimatur e Volare teve início em 1999 e, desde então, já resultou na aquisição de cerca de 250 veículos da marca. A constância dessa parceria reforça a confiança mútua entre as empresas, especialmente em um mercado cada vez mais exigente quanto à eficiência operacional e à experiência dos passageiros.

Com sede em Curitiba e atuação diversificada nos segmentos de fretamento, turismo e transporte de colaboradores, a Rimatur emprega cerca de 1.000 colaboradores diretos e indiretos, e mantém uma frota de mais de 600 veículos. A empresa conta com estruturas operacionais em São José dos Pinhais, Campo Largo e Fazenda Rio Grande, ampliando sua capilaridade na região metropolitana da capital paranaense.