segunda-feira, abril 6, 2026

Jefferson Ferrarez analisa desafios e estratégias da Mercedes em 2025

Entrevista com Jefferson Ferrarez, da Mercedes-Benz: “Após boom dos pesados, vemos uma retomada gradual e estratégica nos demais segmentos” 

O mercado de caminhões vive um momento de reacomodação após um período de forte crescimento puxado pelos pesados. Para entender os movimentos do setor em 2025, a Frota News conversou com Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços da Mercedes-Benz do Brasil. O executivo analisou a retração dos pesados, o avanço nos segmentos de leves, médios e semipesados, e detalhou como a montadora está posicionando suas linhas Actros e Axor (relançada ontem) para atender diferentes perfis de transportadores.

Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos), de janeiro a junho desde ano houve o emplacamento de 29.409 caminhões pesados, com um crescimento de 19,3% sobre o mesmo período de 2023. Este volume representou 52,5% do mercado total (56.767 unidades). Já no mesmo período de 2025, foram emplacados 24.708 pesados, uma queda de 16%, representando 46% do total de 54.756 caminhões licenciados no primeiro semestre. Além de pesados, somente o segmento de semileves teve queda de 8,4%. Os demais cresceram: leves, 3,1%; médios, 23,5% e semipesados, 12%.

Com os números conhecidos, veja a seguir os principais trechos da entrevista. 

A queda nos pesados após um 2024 excepcional

Ferrarez iniciou a entrevista contextualizando o desempenho recente do mercado. Segundo ele, o forte crescimento observado em 2024 — sobretudo no segundo semestre — foi impulsionado por uma conjunção favorável de fatores: consolidação da nova tecnologia Euro 6 e cenário macroeconômico positivo. 

O mercado de caminhões encerrou 2024 numa forte tendência de crescimento. A tecnologia Euro 6 já estava consolidada e houve um aquecimento em todos os segmentos, especialmente no de extrapesados. Foi um desempenho que superou qualquer
previsão da indústria.
 

Contudo, o início de 2025 marcou uma virada. O aumento da taxa Selic impactou diretamente os pesados, segmento mais sensível ao custo do crédito. Em contraste, leves, médios e semipesados mantiveram ritmo de crescimento. 

O segmento extrapesado sentiu muito a elevação da Selic. Já havia tido um crescimento muito expressivo, e agora arrefeceu. Mas os demais segmentos mantiveram o fôlego, com uma demanda reprimida sendo atendida.” 

 Renovação de frota: um ciclo em ritmos distintos 

Jefferson Ferrarez
Jefferson Ferrarez

Ferrarez também aponta que a renovação de frota contribuiu para a atual configuração de mercado. Nos pesados, esse movimento já vinha ocorrendo desde o lançamento do Euro 6, enquanto os demais segmentos começaram a renovar mais tardiamente. 

“A renovação dos pesados começou com força no segundo semestre do ano passado. Agora, ela continua, mas em um ritmo mais moderado. Já os leves e semipesados estavam esperando e só agora estão renovando, mesmo com juros altos.” 

Rentabilidade e eficiência pós-pandemia

Em um cenário de margens mais apertadas, a rentabilidade se tornou uma prioridade estratégica. Ferrarez confirma que a Daimler Trucks passou por uma transformação profunda desde a pandemia, buscando maior eficiência operacional. 

“A indústria se reinventou após a Covid. Hoje, a Mercedes-Benz é muito mais enxuta, eficiente em custos. Isso é essencial frente à competitividade global, com novos entrantes e pressão por margens sustentáveis.” 

Novo posicionamento: Actros premium e Axor competitivo

Com o relançamento da linha Axor, a Mercedes-Benz reforça sua estratégia de atuar de forma segmentada no mercado. Enquanto o Actros permanece como modelo premium, com foco em tecnologia e sofisticação, o Axor ocupa uma posição mais competitiva em preço. 

“O Actros segue como nosso caminhão premium, para brigar com os suecos. O Axor entra com uma proposta mais básica e acessível, sem canibalizar o Actros. Assim, ampliamos nosso portfólio com clareza de posicionamento.” 

Ferrarez ressaltou que a diversificação é essencial para atender um mercado cada vez mais exigente e segmentado. 

“Ampliar o portfólio é essencial para jogar de forma correta nos diversos segmentos. O cliente precisa de opções adequadas à sua operação.” 

Expectativas para o futuro

Questionado sobre novos lançamentos e expansão da família Axor, Ferrarez preferiu manter a cautela, mas deixou no ar que novidades podem surgir. 

“O futuro a Deus pertence!”, respondeu, em tom bem-humorado. 

Conclusão

A entrevista com Jefferson Ferrarez revela como a Mercedes-Benz do Brasil está ajustando suas estratégias à nova realidade do transporte rodoviário. Com foco na eficiência operacional, posicionamento estratégico de produtos e sensibilidade ao cenário econômico, a montadora busca manter a liderança em um mercado cada vez mais dinâmico. 

99Food retorna com R$ 1 bi e mira liderança no delivery urbano

Com aportes robustos, taxas zeradas e promessa de preços menores, app da 99 volta ao mercado para desafiar o iFood em um setor que vive nova guerra de gigantes.

Dois anos após encerrar as operações no segmento de delivery, a 99 — controlada pela chinesa DiDi — está de volta ao jogo. E não pretende apenas participar: quer protagonizar. Com um investimento de R$ 1 bilhão previsto para os próximos anos, a empresa relançou o aplicativo 99Food e promete mexer com o mercado dominado há mais de uma década pelo iFood.

A operação-piloto começou por Goiânia, onde o app passou a oferecer taxa zero para restaurantes por dois anos, além de descontos de até 30% para consumidores. Segundo a empresa, cerca de 4 mil entregadores já estavam ativos na capital goiana poucas semanas após o retorno. O plano é ambicioso: até 2027, a 99 pretende levar sua plataforma de entrega de comida para mais de 3.300 cidades brasileiras.

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Apostamos em uma lógica ganha-ganha-ganha: para o restaurante, para o consumidor e para o entregador”, resume Zhenyu Liu, presidente da 99 no Brasil. Além da vertical de alimentação, o aporte bilionário também contempla a integração de serviços no aplicativo, que busca se consolidar como um super-app, reunindo mobilidade, delivery e serviços financeiros por meio da 99Pay.

Nova fase da “guerra dos apps”

O retorno da 99Food não ocorre isoladamente. Ele representa um capítulo de uma disputa acirrada que começa a se redesenhar após o fim dos contratos de exclusividade do iFood, determinado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2022. Desde então, novos players ganharam fôlego.A

A gigante chinesa Meituan, líder global em entrega de alimentos, estreou no país com a marca Keeta, prometendo investir R$ 5,6 bilhões ainda em 2025. A entrada da Meituan, aliás, é vista como o movimento mais ousado da atual onda de concorrência.

Embora o iFood continue com larga vantagem em participação de mercado — entre 70% e 85%, dependendo da região —, analistas indicam que os novos aportes e políticas de incentivo estão começando a mudar o comportamento de restaurantes e consumidores. O fim da exclusividade abriu as portas para uma reconfiguração do mercado.

Sustentabilidade do modelo em xeque

Apesar da euforia inicial, há dúvidas sobre a viabilidade financeira dos modelos adotados pelos novos entrantes. Subsidiar pedidos, isentar taxas e operar com margens apertadas são estratégias eficazes para atrair usuários, mas difíceis de sustentar no longo prazo. A própria 99 admite que a fase atual é de “conquista de mercado”, com planos de monetização gradual a partir de 2027.

Por outro lado, o iFood responde com inovação. Além de integrar seus serviços à plataforma Uber em algumas capitais e investir em inteligência artificial para otimizar rotas e cardápios, a empresa vem apostando em novos formatos de fidelização, como clubes de vantagens e programas de assinatura para consumidores e restaurantes.

A grande questão é: quem resistirá à nova guerra de preços e benefícios? Para muitos analistas, o cenário se assemelha a uma corrida de resistência — e não de velocidade. “Não basta ter fôlego financeiro. É preciso saber onde investir, como escalar e, principalmente, quando transformar volume em rentabilidade”, pontua Kloh.

O consumidor como protagonista

Independentemente de quem vencer a disputa, o principal beneficiado, por ora, é o consumidor. Com mais opções, melhores preços e serviços mais rápidos, o mercado de delivery urbano entra em um novo ciclo de competitividade. Para os restaurantes, a diversificação de canais também representa uma oportunidade de escapar das altas taxas que marcaram o domínio do iFood por anos.

O jogo recomeçou. E, desta vez, os concorrentes estão chegando mais fortes, mais preparados — e com muito mais dinheiro.

Pedágio free flow gera dúvidas e preocupa setor de transporte, diz SETCESP

A implementação do sistema de pedágio por fluxo livre, conhecido como free flow, tem gerado dúvidas e apreensões entre transportadoras paulistas. Segundo pesquisa realizada pelo IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas) a pedido do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), mais da metade das empresas do setor (53%) acredita que o novo modelo trará aumento de custos operacionais.

A cobrança proporcional, feita automaticamente toda vez que o veículo passa sob os pórticos do sistema, substitui o antigo modelo com praças físicas. Para a coordenadora de projetos do IPTC, Raquel Serini, essa mudança pode representar despesas extras para quem antes optava por rotas alternativas ou percorria apenas parte dos trechos tarifados.

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“Essa imprevisibilidade do valor cobrado em cada viagem tende a dificultar um reajuste preciso no frete”, pontua. O levantamento mostra que 80% das empresas já consideram repassar os custos ao cliente por meio de aumento nas tarifas de frete.

Além dos impactos financeiros, o novo sistema também é visto como um desafio para empresas de menor porte: 24% das transportadoras consultadas consideram o free flow complexo, principalmente por conta das exigências tecnológicas e dúvidas sobre a cobrança em casos de inadimplência ou ausência de tag eletrônica. Outro ponto sensível, apontado por 21% das empresas, é a desconfiança sobre a eficácia da fiscalização.

Redução do tempo de viagem

Apesar das críticas, há quem veja benefícios. Para 35% das empresas, a principal vantagem do free flow é a redução do tempo de viagem, eliminando as paradas nas praças de pedágio. Ainda assim, a avaliação geral do setor está dividida: 43% se dizem favoráveis ou muito favoráveis ao novo sistema, contra 44% que se posicionam de forma contrária. Outros 11% permanecem indiferentes.

Mudanças sempre geram resistências”, analisa Marcelo Rodrigues, presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP. “Muitos transportadores preferem modelos conhecidos e temem os riscos da transição, principalmente quando há pouca clareza nos critérios de cobrança. Por isso, o SETCESP está acompanhando de perto a implementação do sistema free flow para orientar e esclarecer suas associadas.”

Os 30 anos dos motorhomes Sprinter e as novidades para 2025

A Mercedes-Benz Vans celebra uma trajetória de três décadas de protagonismo no segmento de motorhomes com destaque para o Sprinter, modelo que se consolidou como referência entre as bases de casa sobre rodas. No Salão de Caravanas de Düsseldorf 2025, que ocorre de 29 de agosto a 7 de setembro, a marca alemã celebra os 30 anos do veículo com uma ampla exposição, reunindo desde a primeira geração de 1995 até os mais recentes lançamentos desenvolvidos em parceria com grandes fabricantes do setor.

Hoje, um em cada dez Sprinter vendidos no mundo é convertido em motorhome, reflexo da crescente demanda por mobilidade aliada ao conforto e à liberdade proporcionados pelos veículos recreativos.

Três gerações de evolução

Desde 1995, o Sprinter passou por três grandes fases de desenvolvimento. A primeira geração já demonstrava vocação para o segmento de lazer, com versões chassi, cabine simples, vans com teto alto e entre-eixos variáveis. Em 2006, a segunda geração trouxe avanços em conforto e segurança, como ESP, faróis bi-xenônio e assistência contra vento lateral, fatores importantes para condutores de primeira viagem.

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A partir de 2018, a terceira geração reforçou a posição do modelo no mercado global. A introdução da variante com cabeçote de tração ampliou as possibilidades de layout interno, permitindo soluções mais criativas e espaçosas para a área de convivência. Além disso, novos sistemas de assistência como o DISTRONIC, a central multimídia MBUX com tela sensível ao toque e o modo de hibernação elevaram o conforto ao patamar de um automóvel de passeio.

Atualmente, o Sprinter oferece três opções de tração — traseira, integral e dianteira — e, desde 2021, conta com um sistema de tração integral que distribui o torque de forma totalmente variável entre os eixos. Para o mercado brasileiro é oferecida somente a versão com tração traseira. No entanto, há empresas especializadas em modificação para 4×4.

Novidades e futuro elétrico

Entre os lançamentos que farão sua estreia no evento de Düsseldorf estão o Carthago C-line I 4.9 LE, o Encanto da CS-Reisemobile, o Malibu I 450 RB-LE, o Arto 84E da Niesmann+Bischoff, e o modelo Multisport & Regeneration da Alphavan, entre outros. As novidades reforçam o compromisso da Mercedes-Benz com a personalização e a inovação.

Além disso, a marca prepara o terreno para o futuro com a Mercedes-Benz Van Architecture, uma nova base modular que dará origem a veículos com motores a combustão de última geração (VAN.CA) e modelos 100% elétricos (VAN.EA), reforçando a liderança tecnológica no setor de vans.

Estreia do novo Classe V Marco Polo HORIZON

Outro destaque da marca no evento é a estreia do renovado Classe V Marco Polo HORIZON, que combina elegância e praticidade com foco em lazer e aventuras. Compacto (menos de 2 metros de altura), o modelo traz o motor diesel OM654, teto pop-up com cama superior, bancos giratórios, iluminação ambiente com 64 cores e cockpit widescreen com duas telas de 12,3”. Com duas portas deslizantes e mesas dobráveis, o veículo é ideal para viagens curtas ou escapadas de fim de semana, atendendo a um público que busca versatilidade sem abrir mão do conforto premium.

 

FuMTran lança episódio sobre JK e seu legado para a infraestrutura brasileira

A Fundação Memória do Transporte (FuMTran) lançou novo episódio da série Protagonistas, parte do projeto FuMTran Mídia, dedicado à trajetória de Juscelino Kubitschek de Oliveira (JK), presidente do Brasil entre 1956 e 1961. O vídeo, já disponível no canal oficial da instituição, revisita os principais marcos do governo que prometeu “cinquenta anos em cinco” e promoveu uma das maiores transformações estruturais da história do país.

Com linguagem acessível, o conteúdo destaca feitos históricos como a construção de Brasília, a expansão da malha rodoviária, o incentivo à indústria automobilística e os investimentos em logística e integração nacional. Entre as obras mencionadas estão as rodovias Belém-Brasília e Brasília-Acre, fundamentais para o desenvolvimento da nova capital e para a formação de uma malha logística que, até hoje, sustenta o transporte rodoviário como principal meio de circulação de mercadorias no Brasil.

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Além da visão desenvolvimentista, o episódio oferece uma abordagem humanizada de JK, relembrando suas origens em Diamantina (MG), sua formação como médico e sua trajetória política como prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas Gerais. A produção enfatiza sua habilidade de articulação, carisma e fé no progresso, traços que moldaram uma política voltada à modernização e à integração territorial.

O projeto audiovisual é resultado de pesquisa criteriosa, uso de imagens históricas e recursos visuais envolventes. Segundo a equipe da FuMTran, valorizar figuras como JK é essencial para compreender os caminhos e desafios do presente. “Resgatar essas trajetórias é essencial para compreendermos os desafios e caminhos do presente”, afirma a equipe.

A série Protagonistas tem como missão narrar a história de personalidades públicas e profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da infraestrutura de transportes no Brasil. Com rigor histórico e foco na educação e na valorização cultural, a iniciativa reforça o papel da FuMTran na preservação da memória do setor.

Para assistir ao episódio completo sobre Juscelino Kubitschek, acesse o canal oficial da Fundação Memória do Transporte.

Novo Mercedes-Benz Axor Euro 6 mira segmento de pesados de entrada a partir de R$ 698 mil

Com presença do CEO global da Mercedes-Benz Trucks, Achim Puchert, a Mercedes-Benz do Brasil marcou o retorno oficial do Axor ao mercado. O pesado chega renovado, com mecânica do Actros Euro 6 (Proconve P8), cabine do Axor anterior com facelift e duas configurações iniciais: Axor 2038 4×2 e Axor 2045 6×2. A estratégia da marca é clara — oferecer um cavalo mecânico mais acessível e competitivo, com preços entre R$ 698 mil e R$ 738 mil, abaixo do Actros 2045 S 4×2 de entrada, que parte de R$ 801 mil.

Com mais de 100 mil unidades vendidas desde sua introdução há duas décadas, o Axor é um dos nomes mais fortes entre os pesados da Mercedes-Benz. “Ele chega para ocupar novamente seu lugar no coração dos estradeiros e também na razão, porque entrega muito mais em desempenho, economia, praticidade e confiabilidade”, afirmou Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços da marca. A montadora projeta a venda de mais de mil unidades da nova linha em 2025, ano em que a marca já contabiliza crescimento de 13% nas vendas e 25% de participação de mercado.

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O novo Axor traz grade frontal redesenhada, para-choque mais largo e faróis halógenos ou em LED com proteção opcional. Ele está alinhado com os demais modelos da marca e vai ser, facilmente, confundido com o Arocs, do qual herda para-choque e faróis.

Internamente, a cabina exibe painel com display de 12,7 cm, volante multifuncional, botão de partida, chave inteligente e banco pneumático com 11 regulagens, além de conforto ampliado por suspensão pneumática da cabine e túnel central rebaixado e 20 cm acima do restante do piso.

Axor
Mesma cabine, porém, com interior modernizado

Sob o capô, o destaque é o motor OM 460 LA de 13 litros Euro 6, que substitui o anterior de 12 litros da versão Euro 5. Disponível com potências de 380 cv (Axor 2038) e 450 cv (Axor 2545), o propulsor está acoplado à transmissão automatizada Powershift 3 Advanced de 12 marchas, com três modos de condução: Standard, Econômico e Power.

Segurança e durabilidade como diferenciais

O novo Axor foi submetido a um extenso programa de testes, somando mais de 300 mil quilômetros rodados com até 58,5 toneladas de peso bruto total combinado (PBTC) e simulações que, segundo a montadora, equivalem a mais de sete voltas ao redor da Terra. Entre os principais recursos de segurança estão sistemas EBS, ABS, ASR, Hill Holder, ESC, EBD e ESS, além de luzes de freio de emergência e faróis em LED.

A linha ainda traz duas opções de cabina (Leito Teto Alto e Baixo), ambas pensadas para operações de longa distância, e capacidade máxima de tração de até 62 toneladas – podendo chegar a 68 toneladas nas versões com redução nos cubos. Com chassi e suspensão similar ao do Actros, o novo Axor foi pensado para aplicações em operações com baú, sider, graneleiro, cegonheiro, tanque, prancha e outras.

Sobre novas versões, como 6×4 e fora de estrada, a diretoria da marca respondeu que, neste primeiro momento, os rodoviários foram priorizados e, que novas versões podem surgir no futuro.

Foco no mercado interno e exportações

Durante o lançamento, o CEO global da Mercedes-Benz Trucks, Achim Puchert, destacou a importância estratégica do mercado nacional. “O novo Axor atende às necessidades diárias dos nossos clientes e reforça nosso compromisso com o Brasil, um dos mercados mais importantes para a marca no mundo. Ele tem potencial não só local, mas também para exportações”, afirmou.

Com o retorno do Axor ao portfólio, a Mercedes-Benz amplia ainda mais sua presença no mercado de pesados e busca ficar mais forte na briga pela liderança, agora, com uma linha de 45 modelos, dos leves aos pesados.

Mercado de máquinas de construção segue estável no 1º semestre de 2025 e aposta em seminovos

Apesar das incertezas econômicas e da escassez de crédito para alguns setores, a demanda por máquinas de construção manteve-se estável no primeiro semestre de 2025, segundo a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema). O cenário atual reflete a continuidade de uma curva de recuperação iniciada no segundo semestre de 2024, puxada por setores como mineração, saneamento e concessões de infraestrutura.

De acordo com Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, o desempenho do segmento neste primeiro semestre foi influenciado por forças distintas. “O agro sofreu com falta de financiamento, por isso, a venda de máquinas foi estável. Já a construção civil, que depende de investimentos privados, mesmo com um número interessante de lançamentos imobiliários, foi um setor que diminuiu a aquisição de equipamentos. A alta de juros tem um impacto direto nessa área”, afirma.

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Mercado Livre, mobilidade elétrica e transporte público na edição 50 da Frota News

Daniel será um dos participantes da primeira edição do Radar Tendências, evento da Sobratema que será transmitido no próximo dia 24 de julho, às 15h, pelo canal da associação no YouTube. O encontro vai apresentar um panorama completo sobre o comportamento do mercado de máquinas em 2025, com dados, previsões e análises setoriais.

Esforço do setor e alta dos seminovos

Em meio aos desafios, a indústria e os distribuidores se mobilizaram para manter o mercado aquecido. Segundo Daniel, as vendas de equipamentos não estão ocorrendo de forma espontânea, mas sim como resultado de iniciativas agressivas do setor. “Houve um esforço grande da indústria e dos dealers para equilibrar a demanda do mercado, com ações que garantiram preço e condições de pagamento, inclusive com subsídios frente aos juros altos”, explica.

Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento

Um dos pontos de destaque no período foi o crescimento das vendas de equipamentos seminovos e usados. A presença de grandes empresas e o uso crescente de plataformas digitais estão impulsionando essa fatia do mercado. Além disso, os equipamentos de médio ciclo de vida oferecem boa eficiência operacional e menor custo, o que os torna mais atraentes em um momento de crédito restrito. “Os bancos endureceram as exigências para concessão de financiamento, por receio de inadimplência”, aponta o vice-presidente da entidade.

Composto por quatro blocos temáticos, o Radar Tendências vai analisar aspectos técnicos, econômicos e comerciais que impactam a cadeia da construção e mineração. O evento contará ainda com a participação de Alberto Silva, CEO do Grupo Lafaete, do economista Fernando Garcia de Freitas, sócio-diretor da Ex Ante Consultoria Econômica, e de Mario Miranda, coordenador do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção e Mineração.

A programação abordará:

  1. Percepções de mercado – oportunidades, riscos e estratégias.
  2. Investimentos e financiamento – fontes de crédito e situação atual da frota.
  3. Tendências de vendas por macrossetor – análise dos principais segmentos.
  4. Projeções para o segundo semestre e 2025 – com destaque para os desafios esperados.

O evento será gratuito e aberto ao público interessado em entender os rumos do setor de máquinas para construção e mineração no Brasil.

Ford Pro bate recorde de vendas e cresce 53% no primeiro semestre de 2025

A Ford Pro, divisão de veículos comerciais da Ford América do Sul, encerrou o primeiro semestre de 2025 com resultados expressivos: crescimento de 53% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior e um novo recorde mensal em junho, com mais de 1.100 unidades da picape Ranger e da van Transit comercializadas no Brasil. Esse foi o melhor resultado mensal da divisão desde sua criação, em 2021.

O bom desempenho semestral, com cerca de 4.000 unidades vendidas, foi puxado principalmente pela picape Ranger, que registrou um crescimento de 111%, totalizando aproximadamente 2.300 unidades. O sucesso da linha no mercado comercial tem como um dos fatores a maior disponibilidade das versões XL e XLS, que contam com transmissão manual e automática. “O crescimento da Ranger no segmento comercial foi viabilizado pela maior disponibilidade da picape nas versões XL e XLS”, destacou Ivan Nakano, gerente comercial da Ford Pro.

A Transit também contribuiu para os resultados, com alta de 6% nas vendas no semestre. A van enfrentou um início de ano com estoques reduzidos devido à transição de ano-modelo, mas retomou ritmo de crescimento a partir de abril com a chegada da nova linha 2026. Agora, além de novas versões e equipamentos, o modelo passou a oferecer dois anos de garantia sem limite de quilometragem, ampliando sua atratividade. Segundo Nakano, a Ford Pro segue confiante para o restante do ano: “Temos a linha de vans e picapes mais avançada do mercado, uma estrutura completa de serviços e estamos preparados para ajudar os clientes a obter o máximo de produtividade no seu negócio”.

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Volkswagen entrega 42 chassis Volksbus para a Paraty Mobilidade

A Volkswagen Caminhões e Ônibus concluiu a entrega de 42 chassis Volksbus 17.230 para a Paraty Mobilidade, tradicional operadora de transporte urbano com sede em Ibaté, no interior de São Paulo. A negociação foi intermediada pela concessionária Marka, responsável pelo atendimento à região.

Com mais de quatro décadas de atuação, a Paraty Mobilidade iniciou suas atividades em 1982, operando linhas rodoviárias entre cidades como São Carlos, Araraquara, Ibaté e Itirapina. Desde então, ampliou sua presença para os segmentos de transporte coletivo urbano, fretamento privado e público, transporte escolar e intermunicipal, consolidando-se como referência regional em mobilidade.

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O Volksbus 17.230, um dos modelos mais vendidos da marca, foi escolhido para integrar a frota da empresa por sua robustez, economia e desempenho nas operações urbanas. “O Volksbus 17.230 é um dos líderes de mercado na sua categoria e tem se mostrado o parceiro ideal para operações urbanas como as da Paraty Mobilidade. Estamos muito satisfeitos em contribuir com a modernização da frota de uma empresa que há décadas impacta positivamente a mobilidade no interior de São Paulo”, destaca Jorge Carrer, diretor de Vendas de Ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Campo Grande recebe três caminhões Scania a gás para coleta de lixo

Conforme a Frota News já havia adiantado em 29 de maio em um artigo sobre a descarbonização da coleta de lixo na capital sul-mato-grossense, Campo Grande, agora temos a confirmação e mais detalhes sobre o início de operasção de três caminhões movidos a gás Scania G 280 XT 4×2, além do início de testes com um ônibus também movido a gás.

Na última sexta-feira (11), a prefeitura e a Solurb — concessionária responsável pela limpeza urbana da cidade — receberam oficialmente três caminhões Scania modelo movidos a GNV (Gás Natural Veicular de origem fóssil) ou biomenano, um gás renovável, mais limpo e que faz parte da economia circular. A cerimônia foi realizada na sede da Casa Scania P. B. Lopes, representante da marca sueca na região.

A aquisição dos novos veículos representa a modernização de parte da frota da Solurb, substituindo caminhões movidos a diesel por modelos com tecnologia mais limpa. Com a entrega, Campo Grande torna-se a terceira cidade do Brasil a operar a coleta de resíduos sólidos com caminhões movidos a gás, ao lado de São Paulo e Curitiba.

Além da renovação da frota com caminhão a gás, a Solurb instalou gerador de hidrogênio em 30 caminhões da frota a diesel que já estava em operação. Leia mais no artigo abaixo:

Solurb avança na descarbonização da frota com uso do gerador de hidrogênio no MS

Descarbonização em pauta

O projeto de renovação da frota está alinhado com o plano municipal e estadual de descarbonização. De acordo com a presidente da MS Gás, Cristiane Schmidt, a entrega é apenas o primeiro passo de uma iniciativa mais ampla que pretende neutralizar as emissões de carbono de Campo Grande até 2030. “Estamos trabalhando para que o aterro sanitário, operado pela Solurb, passe a produzir biometano. Esse combustível 100% renovável substituirá o gás natural atualmente utilizado, ampliando ainda mais a descarbonização da frota pesada da cidade”, destacou a executiva.

Campo Grande
Fabio Rezende (gerente da P. B. Lopes Campo Grande), Henrique Gomes (diretor da P. B. Lopes), Daniela Lopes Gomes, Elcio Terra, superintendente da Solurb (camisa branca), prefeita Adriane Lopes recebe a chave simbólica da entrega e Cristiane Schmidt (presidente da MS Gás)

Além de reduzir significativamente as emissões de CO₂, o motor do caminhão a gás de ciclo Otto também proporciona menor nível de ruído, melhora a qualidade do ar e reduz a dependência de combustíveis fósseis. A coleta de resíduos sólidos é uma das atividades urbanas mais sensíveis às emissões locais e de ruídos, uma vez que os veículos rodam diariamente em áreas densamente povoadas.

Tecnologia Scania a favor do meio ambiente

Os modelos entregues são caminhões Scania G 280 XT 4×2, equipados com motor de 9 litros Euro 6, capazes de operar tanto com gás natural comprimido (GNV) quanto com biometano em qualquer proporção. Os veículos foram configurados com cabine G — que acomoda até quatro ocupantes — e contam com o pacote off-road XT, ideal para as exigências operacionais do segmento de coleta urbana.

Segundo Daniel Bandeira, gerente de Vendas de Soluções de Transporte da Scania no Brasil, o modelo foi projetado para entregar desempenho robusto com menor impacto ambiental. “A Scania é pioneira no desenvolvimento de caminhões movidos a gás no país. Desde o início das vendas, em 2019, já comercializamos mais de 1.500 unidades, sendo mais de 150 dedicadas à coleta de resíduos. Campo Grande tem potencial para ampliar ainda mais esse mercado”, afirmou.

Com torque de 1.350 Nm e peso bruto total combinado (PBTC) de 40 toneladas, os veículos têm autonomia elevada, graças à capacidade de armazenagem de até 230 m³ de gás em seus oito cilindros. A transmissão é feita pela caixa Opticruise G25CM, a mesma utilizada na linha Scania Super, que proporciona trocas de marchas mais suaves e eficientes.

A jornada de aquisição junto à Casa Scania foi extremamente positiva. Recebemos apoio consultivo desde o início, o que nos deu a confiança necessária para investir em uma tecnologia relativamente nova para nossa região”, declarou Elcio Terra, superintendente da Solurb.

Transporte coletivo também na mira

Além da entrega dos caminhões, Campo Grande iniciou também os testes com um ônibus urbano movido a gás natural, fornecido pela mesma concessionária. O veículo será avaliado durante 30 dias em rotas urbanas, com o objetivo de expandir a aplicação da tecnologia sustentável também ao transporte coletivo da cidade.

“A ideia é verificar o desempenho em diferentes situações operacionais, desde consumo e autonomia até conforto dos passageiros e comportamento dinâmico em vias de alta e baixa demanda”, explicou Daniela de Andrade Lopes Gomes, diretora da Rede P. B. Lopes

Com a possível adoção em larga escala, a substituição gradual dos ônibus a diesel por modelos a gás ou biometano traria ganhos substanciais para a qualidade do ar, saúde da população e emissões de carbono.

PACCAR Parts lança novos filtros TRP para caminhões multimarcas

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A PACCAR Parts, responsável pela comercialização de peças e acessórios para caminhões DAF no pós-garantia e para veículos pesados e semipesados multimarcas, acaba de anunciar uma nova linha de filtros separadores de combustível da marca TRP. A novidade chega ao mercado com foco em elevar a proteção do motor, melhorar o desempenho dos veículos e manter o padrão de excelência já consolidado pela PACCAR.

Projetados para atender uma ampla gama de marcas e modelos, os novos filtros TRP garantem uma filtragem altamente eficiente, capaz de reter partículas ultrafinas e impedir a passagem de água e contaminantes ao sistema de injeção. Essa barreira de proteção contribui diretamente para o aumento da vida útil de componentes críticos como a bomba e os bicos injetores, promovendo uma queima mais limpa do combustível, com ganhos em eficiência operacional e redução de custos com manutenção corretiva.

Os produtos chegam com três meses de garantia nacional e estão disponíveis nos códigos 0917223, 0917224 e 0917225, contemplando diferentes aplicações em caminhões multimarcas. Para quem deseja conhecer mais detalhes técnicos e aplicações práticas, o episódio 11 do PodParts, o podcast oficial da TRP Brasil, já está disponível nas principais plataformas digitais. A iniciativa reforça o compromisso da PACCAR Parts com inovação, qualidade e suporte completo ao transportador brasileiro.

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Ar-condicionado elétrico de teto

Trabalhar em um ambiente com temperatura controlada é mais saudável e interfere diretamente na produtividade do profissional. Para atender esta demanda, a PACCAR Parts, líder no segmento de peças e serviços de pós-venda para  caminhões, carretas e ônibus multimarcas, anuncia a chegada ao mercado do Ar-condicionado Elétrico de Teto TRP. Desenvolvido para caminhões DAF e  veículos multimarcas, o equipamento promete elevar o padrão de conforto.

Com funcionamento 100% elétrico, o novo sistema proporciona economia de diesel, redução de ruído na cabine e maior segurança ao motorista. Projetado para operar em todas as condições climáticas, o Ar-condicionado Elétrico de Teto TRP (Código da Peça 0917194) garante autonomia de até oito horas com o veículo desligado, permitindo conforto térmico durante paradas, pernoites ou operações de carga e descarga.

PACCAR Parts lança Ar-condicionado Elétrico de Teto TRP e celebra avanço no e-commerce