Os caminhões com PBT acima de 15 toneladas seguem como os “queridinhos” da indústria brasileira. Essa preferência, destacada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), não é à toa: eles representam maior valor agregado, tecnologia embarcada e rentabilidade. Divididos entre os segmentos de semipesados e pesados, esses modelos concentram quase 80% das vendas de caminhões no país — um indicativo do seu peso estratégico para a cadeia de transporte e logística.
Pesados ainda lideram, mas em retração
De acordo com dados do setor, os pesados responderam por 42,75% das vendas de caminhões em junho de 2025, ligeiramente acima do mês anterior (42,62%). No acumulado do ano, no entanto, registram participação de 46,05%, uma queda expressiva em relação ao mesmo período de 2024, quando somavam 52,02%. Essa retração de 16% no segmento preocupa fabricantes e transportadoras, já que cada caminhão pesado movimenta cifras elevadas — em média, cerca de R$ 1 milhão por unidade.
Enquanto os pesados recuam, os semipesados demonstram fôlego: representaram 32,70% das vendas em junho, ligeiramente abaixo de maio (34,32%), mas com avanço consistente no acumulado do ano, saltando de 28,34% em 2024 para 31,97% em 2025.
Os caminhões médios também mostram tendência positiva, passando de 15,37% em maio para 16,46% em junho, acumulando 14,04% no ano contra 11,23% no mesmo período do ano anterior. Já os leves mantêm participação estável (4,93% em junho), enquanto os semileves recuam: 3,15% no mês, com 3,06% no acumulado, ante 3,49% em 2024.
O que os números revelam
Mesmo com oscilações mensais, os dados confirmam a relevância dos pesados e semipesados, que juntos respondem por quase 80% do mercado. Mas a queda nas vendas dos extrapesados acende um alerta: com juros elevados e maior carga tributária, o financiamento — essencial para aquisição desses veículos — torna-se mais restritivo, impactando toda a cadeia produtiva.
Quando os pesados desaceleram, a indústria sente
O impacto vai além do volume de vendas. Como explica um executivo do setor ouvido pela reportagem, “é preciso vender cinco caminhões semileves para atingir o faturamento de um pesado”. Isso significa que qualquer retração nesse nicho atinge diretamente a rentabilidade das montadoras e a capacidade de renovação das frotas, refletindo no custo do transporte e, por consequência, no preço final dos produtos.
Em resumo:
Quando os pesados desaceleram, toda a cadeia — da indústria ao transporte — sente os efeitos. Reduzir juros e facilitar o acesso ao crédito é fundamental para estimular esse segmento e fortalecer o setor.
Apesar da retração de 3,5% nas vendas totais de caminhões no primeiro semestre de 2025, os segmentos de leves, médios e semipesados registraram desempenho positivo, com altas de 3,1%, 23% e 12%, respectivamente. Aproveitando esse cenário, a Iveco tem reforçado a presença da linha Tector — que abrange modelos de 9 a 31 toneladas — como uma das principais opções do mercado, com resultados expressivos nos leves (10,4%) e médios (7,1%), ainda que tenha registrado queda de 9,8% nos semipesados.
Para potencializar a participação nesses segmentos, a montadora tem investido em campanhas para consolidar o nome Tector como referência entre as principais escolhas do transportador. A estratégia é apoiada por um portfólio versátil, com destaque para os modelos 31-280 e 31-320 8×2, que oferecem maior capacidade de carga, segundo eixo direcional de fábrica, predisposição elétrica para baús e carrocerias, além do maior comprimento de chassi da categoria — ideal para implementos de até 9,5 metros.
Segundo a Iveco, os modelos da linha 8×2 também trazem avanços no consumo de combustível, com redução de até 6% em relação às versões anteriores, o que contribui para a eficiência operacional e diminui o custo por quilômetro rodado. “A linha Tector é um verdadeiro coringa, tanto para o transportador quanto para o autônomo. Nossos clientes contam com robustez, economia, alta disponibilidade e maior capacidade de carga. É uma solução completa para quem busca produtividade e confiabilidade em diferentes operações”, afirma Carlos Fraga, diretor de Marketing da Iveco para a América Latina.
Além da variedade de configurações, com câmbio manual ou automatizado e ampla gama de opcionais, a linha Tector também avança na sustentabilidade. Entre os modelos, está o Tector NG, movido a gás natural e biometano, que alia desempenho a menor impacto ambiental. “Com o portfólio Tector, a Iveco reafirma seu compromisso com a inovação e com a oferta de produtos que combinam alto desempenho, baixo custo operacional e soluções alinhadas às tendências do mercado”, completa Fraga.
A Marcopolo concluiu a maior entrega de carrocerias de ônibus elétricos de sua trajetória: 95 unidades do modelo Attivi Low Entry foram fornecidas à Sambaíba Transportes Urbanos, uma das principais operadoras de transporte coletivo da capital paulista. Os veículos serão destinados às linhas que atendem a zona norte de São Paulo.
“O fornecimento de 95 novos ônibus elétricos para São Paulo demonstra a capacidade da indústria nacional em atender à crescente demanda por um transporte público sustentável e de baixas emissões. Também destaca o papel da Marcopolo em desenvolver soluções eficientes e inovadoras para cada mercado e momento”, afirmou Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais mercado interno e marketing da fabricante.
As carrocerias Attivi Low Entry foram projetadas especialmente para o transporte urbano e contam com chassis Mercedes-Benz eO500U. Com 13,25 metros de comprimento, cada veículo comporta até 80 passageiros – 28 sentados em poltronas City Estofada e 52 em pé – e traz sistema de ar-condicionado, câmeras internas de monitoramento, carregadores USB distribuídos pelo salão, quatro portas para embarque e desembarque, além de dispositivos de acessibilidade.
Attivi: a aposta da Marcopolo na eletrificação
O Attivi é a primeira carroceria da Marcopolo desenvolvida para chassis elétricos, seja em configuração própria (Attivi Integral) ou em parceria com fabricantes, como Mercedes-Benz e BYD.
No caso do Attivi Integral, o projeto prioriza a nacionalização de componentes, incluindo baterias e sistemas eletroeletrônicos, garantindo maior autonomia da indústria nacional. O modelo pode transportar até 81 passageiros, oferece autonomia de até 250 km e tem tempo de recarga de até quatro horas.
A iniciativa integra a estratégia da Marcopolo para acelerar a descarbonização do transporte público brasileiro, com soluções adaptadas às necessidades de cada cliente e região. Recentemente, a companhia investiu R$ 50 milhões na ampliação da capacidade produtiva de veículos elétricos em sua planta de São Mateus (ES), consolidando-se como uma das principais desenvolvedoras de tecnologias limpas para o setor.
Com esta entrega, a Marcopolo reforça seu protagonismo no avanço da mobilidade sustentável, contribuindo para que cidades brasileiras avancem na transição para sistemas de transporte público com menor impacto ambiental.
Sob o tema “Tecnologia e Mobilidade – Futuro Inteligente e Sustentável”, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva promove nos dias 13 e 14 de agosto, no Novotel Center Norte, em São Paulo, a 32ª edição do SIMEA – Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva. Reconhecido como o principal fórum técnico do setor no país, o evento espera receber entre 1.100 e 1.200 participantes.
A programação inclui dois painéis temáticos, intitulados “Mobilidade sustentável” e “Tecnologia moldando o futuro da mobilidade”, duas mesas redondas – “Desenhando o futuro da mobilidade” e “Das pistas para as ruas: a evolução da tecnologia da mobilidade” –, além de três palestras especiais (corporativas) e sessões técnicas com 60 trabalhos selecionados.
Segundo Luciana Giles, diretora de Comunicação da AEA e coordenadora do SIMEA 2025, a edição deste ano tem um marco importante: “Pela primeira vez na história do SIMEA, teremos 14 mulheres participando das apresentações e mediações, o que representa 56% dos speeches do evento. Essa é uma ação intencional para dar visibilidade ao papel da mulher profissional brasileira no setor automotivo”, afirmou. Apesar do avanço na programação, o levantamento dos trabalhos técnicos mostra um alerta: dos 293 autores dos 60 papers, 254 são homens (86,7%) e apenas 39 mulheres (13,3%).
A curadoria do conteúdo oficial do simpósio ficou a cargo de Luciana Giles e Marinna Silva, diretora de Marketing da AEA. Já os trabalhos técnicos, que somaram 110 inscrições, foram avaliados por uma banca coordenada pelo professor Ronaldo Salvagni, da POLI/USP.
Painéis e debates com grandes nomes
No primeiro dia, a solenidade de abertura terá a presença de Claudio Sahad (Sindipeças), Gilberto Martins (Anfavea), Marcelo Godoy (Abeifa), Ricardo Gondo (presidente de honra do evento), além de Marcus Vinicius Aguiar (presidente da AEA) e Luciana Giles (coordenadora do SIMEA 2025).
O Painel 1 – Mobilidade Sustentável contará com palestras de Thaianne Resende (Ministério do Meio Ambiente), Fernanda Rezende (CNT) e Heloisa Loureiro Escudeiro (Insper), com mediação da jornalista Cleide Silva. Na sequência, a mesa redonda “Desenhando o futuro da mobilidade” reunirá Margarete Gandini (MDIC), Keurrie Goes (Transpetro), Marinna Silva (Ford) e Ana Mandelli (IBP), sob a mediação de Paula Braga (Automotive Business). Duas palestras corporativas, da Bosch e da Petrobras, completam a programação do dia.
No segundo dia, o Painel 2 – Tecnologia moldando o futuro da mobilidade terá a participação de Murilo Ortolan (AEA), Paula Aluani (Google/Waze) e Rodnei Bernardino de Souza (consultor), com mediação de Raquel Cardamone (Bright Cities). Já a mesa redonda “Das pistas para as ruas: a evolução da tecnologia da mobilidade” contará com Fernando Julianelli (HPE), Janayna Bhering (Fundep) e Max Wilson (ex-piloto e comentarista), mediada pela jornalista Milene Rios.
No encerramento, Ricardo Gondo e Ronaldo Salvagni apresentarão um balanço preliminar da 32ª edição do evento.
Com essa programação, o SIMEA 2025 reafirma sua posição como o mais relevante espaço de debate técnico sobre os rumos da mobilidade e do setor automotivo no Brasil, trazendo à pauta temas que vão da sustentabilidade à inovação tecnológica.
O mercado de trabalho para motoristas segue aquecido no Brasil. De acordo com dados do Banco Nacional de Empregos (BNE), entre janeiro e junho de 2025 foram abertas 6.405 vagas para a função, número que já corresponde a 87,7% de todas as oportunidades registradas ao longo de 2024. No ano passado, o total de novas vagas foi de 7.299.
São Paulo segue como o estado com mais oportunidades, somando 1.073 vagas no primeiro semestre de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina (867) e Minas Gerais (745). Em 2024, o ranking foi semelhante, com São Paulo na liderança (1.583 vagas), seguido por Minas Gerais (790) e Santa Catarina (766).
Além das vagas abertas, a procura por oportunidades na área também cresceu. Nos seis primeiros meses deste ano, o BNE registrou 139.724 buscas por vagas e 67.022 candidaturas, sendo o Paraná o estado com mais inscrições (10.925), seguido por São Paulo (9.515) e Rio de Janeiro (6.586). Em 2024, foram 91.473 buscas e 64.963 candidaturas, com o Paraná liderando novamente (14.711 candidaturas).
Para José Tortato, COO do BNE, os números mostram um ritmo acelerado de contratações:
“Nos primeiros seis meses de 2025, o número de vagas para motoristas já representa 87,7% de todo o volume registrado ao longo de 2024. Esse dado indica uma forte aceleração na abertura de oportunidades, o que pode sinalizar um crescimento da demanda por motoristas neste ano, especialmente se a tendência se mantiver no segundo semestre”, afirma.
Perfil buscado e salários
As exigências variam conforme o tipo de vaga e empresa contratante. Em geral, pedem-se experiência prévia, habilitação nas categorias B, C ou D, além de disponibilidade para viagens – principalmente para quem atua no transporte rodoviário de cargas. Também são valorizados conhecimentos de rotas urbanas e rodoviárias, noções básicas de mecânica, organização e boa comunicação.
Segundo dados do portal SalárioBR, os salários para motoristas oscilam conforme o porte da empresa:
Pequenas empresas: de R$ 1.989,05 (trainee) a R$ 2.912,18 (master).
Médias empresas: entre R$ 2.386,86 e R$ 3.494,61.
Grandes empresas: de R$ 2.864,24 a R$ 4.193,53 no nível master.
Os valores foram calculados com base em mais de 62 mil salários cadastrados e 41 contribuições formais.
Mais de 144 milhões de motoristas habilitados no país
De acordo com o Ministério dos Transportes/Senatran, o Brasil tinha 144.916.937 condutores habilitados em junho de 2025. A região Sul concentra a maior parte das habilitações (86.441.352), seguida pelo Sudeste (43.229.699), Centro-Oeste (7.985.657), Norte (4.659.731) e Nordeste (2.600.498).
O mercado de utilitários esportivos e picapes a diesel acaba de ganhar um novo ingrediente na formação de preços — e não é nada que agrade os consumidores. Com a publicação do Decreto nº 12.549/2025, que regulamenta o programa Carro Sustentável dentro do plano Mover, o governo criou o chamado IPI Verde: uma nova forma de tributar veículos baseada em critérios ambientais e tecnológicos.
Na prática, enquanto os compactos nacionais de baixo consumo receberam isenção total do IPI, picapes e SUVs a diesel entraram na ponta oposta da tabela, com acréscimos que podem elevar a alíquota em até 13,5 pontos percentuais.
A lógica é simples: veículos movidos a diesel têm emissões maiores de poluentes e, por isso, recebem um acréscimo automático de 12 pontos percentuais na alíquota de IPI. Somam-se a isso penalidades extras para motores mais potentes — de 0,75 a 1,5 ponto percentual para modelos acima de 143 cv —, o que coloca a maioria dos SUVs e picapes médias a diesel no topo da tabela do novo imposto.
Assim, um SUV a diesel pode saltar de 18,8% para até 19,8% de IPI, enquanto uma picape média passa de 3,9% para até 6,4%.
Apesar do aumento expressivo na alíquota, o repasse ao consumidor será moderado. Na ponta do lápis, o preço de um SUV de R$ 300 mil sobe cerca de 2,5%, o que equivale a R$ 9 mil a mais. Para as picapes médias, o impacto é menor: cerca de 1,1% de acréscimo, algo próximo de R$ 3,6 mil no mesmo patamar de preço.
Quem são os mais afetados?
Modelos como Toyota SW4 e Chevrolet Trailblazer, ambos com motores a diesel acima dos 200 cv, estão entre os que mais sentirão o peso do novo imposto. Picapes médias como Ford Ranger, Chevrolet S10 e Toyota Hilux também terão aumento, mas em menor intensidade.
Quem ganha com isso?
Se os utilitários a diesel foram penalizados, os compactos sustentáveis se beneficiaram. Modelos como Chevrolet Onix, Fiat Mobi, Renault Kwid e Volkswagen Polo Track já registram queda de preços com a alíquota zerada. Essa “soma zero” deixa claro o objetivo do governo: financiar a redução de impostos dos veículos menos poluentes com a cobrança maior dos que mais emitem.
E agora?
O IPI Verde entra em vigor em outubro de 2025. Até lá, montadoras e concessionárias ajustam suas estratégias para absorver parte do impacto e evitar repasses agressivos. Para os consumidores, a mudança pode ser um empurrão para considerar alternativas mais limpas — híbridos, elétricos ou até versões flex dos utilitários.
Em resumo: o decreto não pretende apenas arrecadar mais, mas acelerar a transição para uma frota menos poluente, com incentivo direto aos compactos nacionais e pressão sobre utilitários a diesel — os campeões de emissões.
No Brasil, as linhas Atego e Arocs são referência no setor de construção – atuando desde as obras urbanas até os trabalhos mais pesados. Mas, e na Europa? Quais soluções a Mercedes-Benz oferece por lá? E, principalmente, quais dessas tecnologias e modelos poderiam ser bem-sucedidos no nosso mercado?
Recentemente, a marca promoveu um evento off-road exclusivo em Ötigheim, onde apresentou sua linha de veículos para aplicações severas. Os destaques foram os basculantes Arocs, que enfrentaram terrenos irregulares, subiram e desceram rampas íngremes, atravessaram trechos com águas profundas e dominaram passagens sinuosas – provando seu desempenho em condições extremas. O robusto Unimog U 5023, com cabine dupla e vocação para terrenos inóspitos, também chamou atenção.
Desenvolvido para as demandas mais severas do transporte de materiais e da engenharia civil, o Arocs europeu aposta na versatilidade. Sua gama de carrocerias vai de basculantes de três vias a modelos roll-off e soluções personalizadas para diferentes tipos de obra.
As opções de eixos impressionam: vão de 4×2 a 8×8, incluindo suspensão pneumática e agora até eixo dianteiro de nove toneladas. No Brasil, temos apenas as versões 6×4 e 8×4 – o que levanta a questão: será que o mercado nacional comportaria o Arocs 4×2 ou mesmo um 8×8?
Sob o capô, os motores Euro VI OM 470, OM 471 e OM 473 entregam até 625 cv (460 kW), com amplo torque e baixo consumo. Por aqui, a faixa de potência vai de 495 a 530 cv. Será que o motor OM 473, com seus 625 cv, teria espaço entre os nossos pesados?
Outro recurso de destaque é o Acionamento Auxiliar Hidráulico (HAD), que garante tração extra em condições desafiadoras sem os custos e o peso de uma tração integral convencional. Já a embreagem turbo-retardador proporciona partidas e frenagens suaves mesmo com cargas extremas em rampas íngremes.
Segurança de ponta – e cara
Na Europa, o Arocs vem recheado de tecnologia: Active Brake Assist 6, capaz de frear automaticamente para pedestres e ciclistas; Active Sideguard Assist 2, que auxilia em manobras de conversão; controle de cruzeiro adaptativo, assistente de manutenção de faixa e monitoramento de atenção ao motorista.
Esses sistemas elevam o padrão de segurança, mas trazem um dilema: será que o mercado brasileiro, mais sensível a custos, absorveria tecnologias tão sofisticadas?
A iluminação também é um diferencial: faróis LED com assinatura distinta são de série, e há opção de versões full-LED para visibilidade aprimorada, além de grades de proteção para uso em terrenos agressivos.
Conectividade e eficiência no canteiro de obras
A partir de julho, o Arocs europeu passa a contar com o Multimedia Cockpit Interactive 2 – painel 100% digital com tela tátil central, que facilita o controle de funções como tomadas de força e sistemas de assistência.
Integrado ao TruckLive, o sistema oferece dados em tempo real para navegação, gestão de frota, manutenção e atualizações over-the-air. Dependendo da configuração da cabine, o recurso pode ser de série ou opcional.
Atego: o médio que dá conta do recado
No segmento europeu de médios (e de semipesados no Brasil), o Atego é sinônimo de agilidade em ambientes urbanos e obras de pequeno porte. Sua cabine compacta facilita manobras em espaços estreitos. No Brasil, a linha Atego foi ampliada para opções fora de estrada para ocupar o espaço (temporariamente?) deixado pelo Axor 6×4 e 8×4.
Lá fora, ele também recebe tecnologias como Active Brake Assist 6, Sideguard Assist 2, Frontguard Assist e assistentes de faixa e atenção. No Brasil, essas soluções ainda não são cogitadas, pelo menos por enquanto, por questões de custo.
Unimog U 5023: quando o off-road é obrigatório
Unimog
Com tração integral permanente, eixos pórticos, profundidade de imersão de até 1,20 m e capacidade para sete tripulantes, o Unimog U 5023 é feito para missões fora de estrada: serviços de resgate, emergências e operações em terrenos extremos.
Seu design modular permite diversas configurações. Há anos que a Mercedes-Benz do Brasil estuda a sua viabilidade econômica do Unimog para o mercado nacional, porém, ainda não foi possível.
História viva: o clássico LP 1519
Arocs e o precursor LP 1519
O Mercedes-Benz LP 1519, de 1965, marca o primordio dos caminhões de construção Mercedes-Benz. Esse clássico foi o primeiro com cabine cúbica produzida na fábrica de Wörth e marcou época nos anos 1970 e 1980 como plataforma, cavalo-mecânico e basculante. O modelo exibido ainda foi um dos primeiros a testar suspensão a ar.
FUSO eCanter: a aposta elétrica para cidades
Parte do grupo Daimler Truck, o FUSO eCanter combina propulsão elétrica com robustez. Com bateria M, entre-eixos de 3.400 mm e basculante Meiller Trigenius, ele é ideal para serviços municipais e paisagismo.
O modelo pode ser carregado em 6 horas via CA (22 kW) ou em apenas 26 minutos (20–80%) com carregamento rápido CC (104 kW). Sua carga útil de 3,1 toneladas e as dimensões compactas o tornam prático para centros urbanos. Na Fenatran, ele foi apresentado ao público brasileiro e segue em estudo como alternativa elétrica urbana.
As perguntas que ficam no ar
Haveria mercado para um Arocs 4×2 ou 8×8 no Brasil?
O motor OM 473 de 625 cv teria espaço entre os nossos pesados?
Sistemas de assistência tão avançados (e caros) seriam absorvidos pelo mercado nacional?
O Unimog U 5023 pode se tornar viável economicamente por aqui?
O FUSO eCanter será a aposta elétrica da Daimler para o transporte urbano brasileiro?
Em um setor em que a segurança e a precisão são indispensáveis, a Prando Transportes é mais um case que mostramos sobre resultados dos investimentos em tecnologia e treinamento. A transportadora implementou um sistema completo de telemetria e videomonitoramento, que hoje serve como base para um novo modelo de capacitação de motoristas.
Dados que viram conhecimento
O projeto parte de um princípio simples e poderoso: os dados coletados em tempo real não devem ser apenas armazenados, mas transformados em conhecimento prático. Ao monitorar o comportamento dos condutores, com alertas sobre situações de risco — como excesso de velocidade ou condução inadequada —, a empresa consegue criar treinamentos personalizados e muito mais eficazes.
“Todos os dados gerados durante a operação são apresentados nos nossos treinamentos e na integração de novos motoristas”, explica Eder dos Santos, gestor da Torre de Controle Operacional da Prando. “Utilizamos, por exemplo, registros de excesso de velocidade para conscientizar sobre os riscos reais que corremos se os limites não forem respeitados. Também analisamos eventos anteriores como forma de aprender com o passado e evitar novas ocorrências.”
A mudança trouxe resultados rápidos e mensuráveis: queda expressiva nos índices de eventos operacionais, redução significativa no número de tombamentos e melhora nos indicadores de desgaste da frota. Além disso, houve uma redução no consumo de combustível, fator que impacta diretamente a sustentabilidade e a competitividade da operação.
Segundo Eder, um dos maiores desafios foi mudar a percepção dos motoristas sobre a tecnologia embarcada. “No começo, havia certa resistência. Era preciso deixar claro que não se tratava de uma ferramenta de fiscalização ou punição, mas de um recurso para ajudá-los a desempenhar suas funções com mais segurança e tranquilidade. Hoje, o entendimento é outro: os motoristas enxergam a tecnologia como aliada e reconhecem os benefícios na prática.”
Mais do que reduzir custos e aumentar a produtividade, a experiência da Prando mostra que dados podem ser usados estrategicamente para a gestão de pessoas. O fator humano, segundo a transportadora, continua sendo o centro da operação, agora potencializado por soluções inteligentes.
“O fator humano é fundamental para a eficiência da nossa operação. E quando ele é potencializado pela tecnologia, os resultados vêm de forma ainda mais consistente”, reforça Eder.
A experiência da Prando Transportes evidencia uma tendência crescente no setor: usar tecnologia não apenas para monitorar, mas para formar profissionais melhores, mais conscientes e preparados para os desafios da estrada.
Como funciona o sistema de telemetria e videomonitoramento
O sistema adotado pela Prando Transportes, em parceria com a Platform Science, combina tecnologia embarcada nos veículos e plataformas inteligentes de análise de dados. Na prática, funciona assim:
Sensores e câmeras: instalados nos caminhões, capturam informações em tempo real, como velocidade, frenagens bruscas, acelerações excessivas e comportamento do motorista ao volante.
Transmissão instantânea: esses dados são enviados para a central de monitoramento da empresa, permitindo uma visualização imediata da operação.
Análise comportamental: alertas automáticos identificam situações de risco — como excesso de velocidade ou manobras perigosas — e geram relatórios detalhados.
Uso em treinamentos: as informações coletadas são transformadas em conteúdo prático para capacitação, sendo apresentadas em cursos e na integração de novos condutores.
Feedback contínuo: os motoristas recebem orientações personalizadas para corrigir comportamentos inseguros e melhorar sua performance ao volante.
Sobre a Prando Transportes
A Prando Transportes é uma empresa com mais de 25 anos de atuação no interior de São Paulo, destacando-se pelo transporte de cargas nos setores sucroalcooleiro, agrícola e de eucalipto por meio de locação de veículos e logística integrada. Com uma frota moderna e renovada periodicamente, composta por veículos das marcas Volvo, Mercedes-Benz e Volkswagen, a empresa conta com clientes como Raízen, Viralcool, JBS, Eldorado Brasil, Cargill, Cosan, Betterbeef, Frigol, entre outros.
Fontes: Site e LinkedIn da Prando Transportes e Platform Science , fornecedora de tecnologia para gestão de frotas deste case.
Em uma investida ousada que combina tradição, tecnologia e estratégia, a Toyota do Brasil vai movimentar o mercado nacional com três lançamentos programados entre agosto e outubro de 2025. Com foco em eficiência, eletrificação e versatilidade, os modelos abrangem diferentes públicos e segmentos — de frotistas a famílias em busca de um SUV moderno e econômico.
A marca japonesa, que já goza de sólida reputação entre os consumidores brasileiros, aposta na força de seu nome para entrar em novos nichos e reforçar sua presença em outros. E vem armada com argumentos consistentes.
Toyota Hiace: o utilitário versátil que chega para incomodar os veteranos
Com lançamento previsto para o final de agosto, o Toyota Hiace desembarca no Brasil após anos de espera. Sucesso em diversos mercados globais, o modelo chega importado da Argentina com uma proposta direta: ser uma opção robusta, confiável e moderna no segmento de vans e furgões, tanto para o transporte de carga quanto de passageiros — incluindo uma versão com até 14 lugares.
Sob o capô, o conhecido motor 2.8 turbodiesel — o mesmo da Hilux — entrega cerca de 163 cv e 42,8 kgfm, privilegiando torque em baixa rotação. A transmissão automática promete conforto para aplicações urbanas, enquanto a suspensão traseira com feixe de molas reforça o apelo à durabilidade em condições severas de uso.
O Hiace deve enfrentar de frente Mercedes-Benz Sprinter, Ford Transit, Fiat Ducato, Renault Master e Citroën Jumper, com o diferencial da reputação Toyota em confiabilidade mecânica e pós-venda.
Corolla GLi HEV: eletrificação para frotas
Em setembro, é a vez do Corolla ampliar sua linha híbrida com uma proposta mais acessível e frotistas: o novo GLi HEV, que estreia como a porta de entrada à eletrificação da marca. O modelo mantém o conjunto motriz híbrido-flex já conhecido, com motor 1.8 de ciclo Atkinson (101 cv com gasolina) e motor elétrico (72 cv), totalizando 122 cv de potência combinada.
A economia de combustível é um dos grandes atrativos: estimativas apontam médias de até 17,5 km/l com gasolina em uso urbano. Além disso, o modelo deve contar com os principais itens de segurança da linha atual, como controle de estabilidade, sete airbags e assistências de condução.
O preço estimado gira em torno de R$ 170 mil, mas pode ficar na casa dos R$ 140 mil em vendas diretas, o que o coloca como uma alternativa real ao BYD King e outros híbridos compactos emergentes.
Yaris Cross: o SUV compacto híbrido-flex que promete balançar o mercado
Outubro marca a estreia do principal lançamento da Toyota em 2025: o inédito Yaris Cross, SUV compacto que será produzido em Sorocaba (SP) e posicionado abaixo do Corolla Cross. Desenvolvido sobre a plataforma DNGA (compartilhada com modelos da Daihatsu), o modelo terá versões com motor 1.5 aspirado e também com motorização híbrida plena (HEV) — a mesma combinação de motor a combustão ciclo Atkinson e propulsor elétrico.
Com 4,31 metros de comprimento, entre-eixos de 2,62 metros e porta-malas de mais de 460 litros, o modelo é generoso nas medidas. Os destaques tecnológicos incluem multimídia flutuante de 10,1″, painel digital, pacote Toyota Safety Sense e ar-condicionado digital.
O consumo na versão híbrida pode passar de 25 km/l em ciclo urbano, segundo dados obtidos com base na performance de modelos similares na Ásia. A versão topo de linha contará com o programa Toyota 10, que amplia a garantia total para 10 anos ou 200 mil quilômetros, desde que as revisões sejam feitas na rede autorizada.
Três lançamentos, um recado claro: Toyota quer mais
A ofensiva da Toyota sinaliza claramente a intenção da marca de ampliar sua fatia de mercado, apostando em três pilares distintos:
Utilitários leves: com o Hiace, atende uma demanda crescente por vans confiáveis e fáceis de manter.
Eletrificação democrática: com o Corolla GLi HEV, torna o híbrido mais acessível a frotistas, taxistas e motoristas de app.
SUV híbrido nacional: com o Yaris Cross, traz um modelo alinhado com o desejo do consumidor urbano por eficiência e status, sem abrir mão do bolso.
A julgar pelo histórico da marca e pela boa aceitação dos híbridos no Brasil, a Toyota tem bons motivos para acreditar que 2025 terminará com mais um capítulo de sucesso em sua trajetória por aqui.
A Bravo Serviços Logísticos anunciou Antonio Carlos de Sousa Junior como novo gerente corporativo de HSE (Saúde, Segurança e Meio Ambiente). Com mais de duas décadas de experiência em grandes empresas nacionais e multinacionais, o executivo assume a missão de fortalecer a cultura de segurança e sustentabilidade da organização.
Com formação em Engenharia de Segurança do Trabalho e Engenharia Ambiental, além de MBAs em ESG, Sustentabilidade, Gestão Estratégica e Administração de Pessoas, Junior também acumula especializações em Sistema de Gestão Integrado (SGI) e certificações pela Exemplar Global e Lean Six Sigma Black Belt.
Na nova função, Antonio Junior será responsável por implementar o Sistema de Gestão de HSE Bravo, com foco em áreas estratégicas como auditoria interna, gestão de emergências, segurança no transporte e inteligência de dados. “Minha meta é transformar as boas ações em rotina em todos os níveis e engajar a equipe, fazendo da segurança um verdadeiro diferencial competitivo”, afirma o executivo.
A chegada do novo gerente acontece em um momento de transformação na Bravo, que está consolidando uma estrutura mais técnica e orientada por resultados, com células especializadas na área de HSE. A proposta é estabelecer uma cultura sólida, preventiva e sustentável em todos os níveis da organização.
Para o CEO da Bravo, Marcos Vilela, a nomeação representa um passo decisivo na evolução da empresa. “A vasta experiência de Antônio em HSE reforça nosso compromisso com a segurança em toda operação logística, um pilar estratégico para nós. Sua expertise contribuirá diretamente para a padronização de processos e promoção do uso inteligente de dados”, destaca o executivo.