segunda-feira, abril 6, 2026

Nova geração Scania? Protótipo camuflado revela mudanças radicais

De acordo com informações da revista holandela Truckstar, a Scania pode estar se preparando para revelar uma nova geração de caminhões. Fotos que circulam na web mostram um cavalo mecânico de testes fortemente camuflado, flagrado nas proximidades de uma unidade de produção da marca sueca, indicando que mudanças significativas podem estar a caminho.

O que mais chama a atenção no protótipo é a dianteira redesenhada: mais arredondada, com linhas aerodinâmicas evidentes e uma nova configuração de grade e para-choques. O estilo lembra as tendências adotadas recentemente por outros fabricantes europeus, como Volvo e Mercedes-Benz.

Outro detalhe curioso é que, ao contrário do que se esperaria de uma fase avançada de desenvolvimento, o veículo utiliza espelhos retrovisores convencionais em vez das câmeras digitais presentes nas versões mais recentes da Scania. Especialistas acreditam que essa escolha pode estar relacionada a uma fase preliminar de testes, com foco em outros aspectos técnicos, mas destacam que o retorno dos espelhos digitais parece inevitável nas versões de produção.

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Sob a camuflagem, há indícios de que a cabine foi projetada para atender aos futuros padrões europeus de visibilidade direta, que exigem maior segurança para usuários vulneráveis, como ciclistas e pedestres. Essa adaptação pode impactar profundamente o desenho das cabines nos próximos anos.

Fontes ligadas ao setor indicam ainda que a Scania estaria trabalhando em conjunto com a MAN Truck & Bus — empresa que também faz parte do Grupo Traton — no desenvolvimento de uma cabine completamente nova e ultra-aerodinâmica. O modelo flagrado seria, portanto, um passo intermediário rumo a essa próxima geração de veículos.

Embora a fabricante ainda não tenha se pronunciado oficialmente, as especulações apontam que o lançamento dessa nova linha pode ocorrer entre 2026 e 2027, quando, também, a geração atual estará completando o seu ciclo de 10 anos. Até lá, os entusiastas e profissionais do transporte seguem atentos aos próximos movimentos da marca sueca.

Mercedes desafia Volvo com nova direção Servotwin

A Mercedes-Benz Trucks lançou a nova geração do Servotwin, seu sistema de direção voltado para veículos com altas cargas no eixo dianteiro.  O novo Servotwin combina fontes de alimentação hidráulicas e elétricas em um circuito duplo e sobrepõe ao torque aplicado pelo motorista com um torque suplementar controlado eletronicamente, o que garante máxima precisão e controle ajustável em diferentes situações de rodagem.

O sistema foi completamente redesenhado para proporcionar um manuseio mais suave e seguro, especialmente em velocidades mais altas, com ganhos expressivos na estabilidade direcional e na sensação de controle. Segundo a fabricante, a medição mais precisa do torque de direção melhora a resposta em todas as condições, elevando a dirigibilidade tanto no transporte de longa distância quanto em operações urbanas e de distribuição.

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Entre os destaques está o retorno ativo do volante, que traz automaticamente a direção para a posição central após as curvas, reduzindo o esforço físico do motorista e aumentando o conforto. Outro avanço é a possibilidade de escolher entre três modos de assistência, ajustáveis pelo painel do veículo, que alteram o comportamento da direção e do retorno ativo em velocidades abaixo de 30 km/h, permitindo a personalização conforme a preferência do condutor e o tipo de operação.

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O novo Servotwin também melhora significativamente a estabilidade em linha reta, tornando o caminhão menos sensível a sulcos e imperfeições do asfalto – um benefício especialmente importante para aplicações de longa distância. Nas manobras em baixa velocidade ou até mesmo com o veículo parado, o esforço ao volante foi reduzido ao mínimo graças à combinação da assistência hidráulica com um motor elétrico integrado.

Volvo Dynamic Steering

Servotwin
O VDS foi pioneiro no segmento de caminhões pesados

O lançamento da Mercedes-Benz chega para disputar espaço com uma solução já consolidada no mercado: o Volvo Dynamic Steering (VDS). O sistema da Volvo, que combina direção hidráulica tradicional com um motor elétrico de até 25 Nm de assistência, é amplamente reconhecido por reduzir o esforço físico do condutor — em até 85% durante manobras — e por suas funções ativas de compensação, como a correção automática de desvios causados por desníveis na pista ou ventos laterais. Além disso, o VDS integra-se a sistemas de segurança avançados, como manutenção de faixa, e oferece personalização de comportamento conforme o tipo de condução ou terreno.

Enquanto o VDS prioriza conforto e assistência ativa ao motorista, com alto grau de integração a sistemas de segurança, o novo Servotwin da Mercedes-Benz reforça seu compromisso com a robustez operacional, mirando operações de alto PBT e exigência extrema de dirigibilidade. Na prática, trata-se de duas filosofias distintas: uma voltada ao alívio físico e aumento do controle dinâmico, outra focada na precisão e estabilidade em condições de carga severa.

O avanço desses sistemas mostra como a direção de caminhões vem evoluindo rapidamente. Mais do que facilitar o trabalho do motorista, a meta é criar um ambiente de condução mais seguro, confortável e inteligente, preparando o terreno para novas soluções de automação que já despontam no transporte rodoviário de carga.

Corolla Cross XR vs. Tiggo 7 Sport e uma diferença de R$ 43 mil

Por muito tempo, o Toyota Corolla Cross reinou absoluto no imaginário de quem buscava um SUV médio equilibrado, confiável e com a reputação sólida da marca japonesa. Mas o cenário está mudando. A ofensiva das marcas chinesas — liderada por modelos com preço competitivo e recheados de tecnologia — traz um novo protagonista à disputa: o Caoa Chery Tiggo 7 Sport. E, neste duelo direto entre os dois, a briga foi intensa.

Preço: vantagem esmagadora para o Tiggo

Logo no primeiro round, o Tiggo 7 Sport acerta um golpe pesado: R$ 139.990 contra os R$ 182.990 do Corolla Cross XR. São R$ 43 mil de diferença — valor que, por si só, já influencia a decisão de compra de muitos consumidores. E não para por aí: o custo com IPVA também é menor, com uma economia média de R$ 1.700 por ano em estados que cobram 4% do valor do veículo.

Espaço e dimensões: o chinês leva a melhor

Quando o assunto é porte, o SUV chinês também sai na frente: mais largo, mais alto e com maior entre-eixos que o rival japonês, o Tiggo oferece ainda um porta-malas de 525 litros, contra os 440 litros do Corolla. No quesito conforto, a cabine mais moderna, com iluminação interna configurável, painel atualizado e bancos com melhor acabamento reforçam a sensação de um carro de categoria superior.

Motores: força x eficiência

Sob o capô, a Toyota ainda mostra seus trunfos. O motor 2.0 aspirado de 175 cv supera os 150 cv do 1.5 turbo do Tiggo 7 Sport em potência máxima. Porém, no torque, o SUV chinês compensa ao entregar força em rotações mais baixas — o que garante mais agilidade no dia a dia.

No consumo, o Corolla Cross confirma seu DNA econômico: 11,5 km/l na cidade com gasolina contra 10 km/l do Tiggo. A vantagem pode representar até R$ 6.270 de economia em cinco anos. Mas será que isso compensa os R$ 43 mil de diferença no preço inicial?

Conforto e dirigibilidade

Tiggo
O Toyota Corolla Cross XR mede 4,46 metros de comprimento, 1,82 metro de largura e 1,62 metro de altura, apresentando proporções equilibradas típicas de um SUV médio. Já o Caoa Chery Tiggo 7 Sport é ligeiramente maior em todos os aspectos, com 4,50 metros de comprimento, 1,84 metro de largura e 1,70 metro de altura, o que lhe garante mais porte visual e espaço interno.

Um ponto crítico para quem valoriza conforto: o Tiggo 7 Sport adota suspensão traseira independente Multilink, mais sofisticada e estável que o eixo de torção usado no Corolla Cross XR.

Manutenção e rede de concessionárias

Em pós-venda, a Toyota ainda domina: são 287 concessionárias contra 140 da Caoa Chery. Contudo, no custo de manutenção, a vantagem muda de lado: as revisões do Tiggo custam R$ 4.332 até 50 mil km, contra R$ 4.576 do Corolla.

O veredito

Após os critérios analisados, o Tiggo 7 Sport saiu vencedor em mais pontos, principalmente por entregar mais espaço, mais itens de conforto e um custo de aquisição significativamente menor. Já o Corolla Cross segue sendo a escolha segura, com reputação consolidada, maior rede de assistência e consumo mais baixo.

No fim das contas, a escolha é racional ou emocional?
Se o bolso falar mais alto, o Tiggo 7 Sport apresenta um pacote muito competitivo, que compensa seu consumo maior e rede menor. Mas, se a tradição e a confiabilidade são prioridade, o Corolla Cross continua sendo o porto seguro.

Lontras celebra a força do campo e das estradas na 53ª Festa do Colono e dos Motoristas 

Show nacional de Sula Miranda será destaque no domingo; programação valoriza cultura, trabalho e tradição 

Em Lontras, no Alto Vale do Itajaí, julho é mês de festa — e de gratidão. Entre os dias 25 e 27 de julho, a cidade catarinense realiza a 53ª Festa do Colono e dos Motoristas, um dos mais tradicionais eventos da região. Mais do que entretenimento, a celebração é um tributo a dois pilares da economia e da cultura local: os trabalhadores do campo e os profissionais das estradas. 

O ponto alto da programação será no domingo, dia 27, quando a cantora Sula Miranda, conhecida como a “Rainha dos Caminhoneiros”, sobe ao palco do Pavilhão de Eventos Ivo Eloy Mendes para um show nacional gratuito às 14h. “É sempre emocionante cantar para quem vive a estrada todos os dias. Essa festa tem um significado muito especial”, disse a artista nas redes sociais, convidando o público para a apresentação. 

Tradição que se renova

Mais de meio século de história transformou a Festa do Colono e dos Motoristas em um encontro que mistura fé, cultura e confraternização. Além da gastronomia típica, o evento terá desfiles, apresentações culturais e estandes de produtos ligados ao setor agrícola e de transporte. “É um momento de celebrar, mas também de fortalecer os laços comunitários e valorizar quem sustenta a nossa cidade”, afirmou um dos organizadores. 

Gastronomia e atrações

No cardápio, pratos que remetem às origens rurais da região e ao acolhimento das famílias colonas. Para além da comida, o público poderá acompanhar uma agenda recheada de atrações artísticas regionais, que abrem caminho para a apresentação de Sula Miranda no encerramento do evento. 

Gratidão em festa

Para a prefeitura, a festa vai além do entretenimento. É um ato de reconhecimento. “Motoristas e colonos são a espinha dorsal do nosso município. Sem eles, nada anda. Celebrar essas categorias é reafirmar nossa identidade e nosso futuro”, destacou a administração municipal em nota. 

Com entrada gratuita e público estimado em milhares de visitantes, a Festa do Colono e dos Motoristas reafirma seu papel como um dos eventos mais importantes do calendário lontrense — mantendo vivas as tradições e projetando-as para novas gerações. 

Dia do Motorista: o que realmente importa para quem vive na estrada 

Todo 25 de julho, Dia de São Cristóvão — padroeiro dos motoristas —, repete-se um ritual: empresas, entidades e concessionárias aproveitam a data para disparar releases e campanhas em busca de espaço na mídia. É a oportunidade perfeita para ações de marketing se travestirem de homenagem. Mas por trás desse barulho publicitário, o que realmente chega aos motoristas? 

Neste artigo, fomos além da enxurrada de mensagens protocolares e selecionamos algumas iniciativas, como exemplos de fatos, que trazem benefícios concretos para quem passa boa parte da vida ao volante. Afinal, celebrar o Dia do Motorista não é apenas postar mensagens de agradecimento: é oferecer condições melhores de trabalho, mais segurança nas estradas e reconhecimento genuíno a esses profissionais que movimentam o país. 

Além das homenagens: benefícios reais

Em vez de apenas felicitar, algumas empresas têm aproveitado a data para anunciar melhorias tangíveis. É o caso de ações como: 

Ações concretas da JSL 

A JSL tem investido em iniciativas concretas para formação e capacitação de novos profissionais, com destaque para a Escola de Motoristas, lançada em 2025, que oferece 374 horas de formação técnica e comportamental em parceria com o SEST SENAT. O programa, que começou no Mato Grosso do Sul com uma turma piloto de 20 participantes, pretende abrir quatro turmas por ano em diferentes regiões do país, atraindo homens e mulheres sem experiência para a profissão e ajudando a enfrentar o déficit geracional no setor. 

Outro destaque é o Programa Mulheres na Direção, criado em 2021, que já está em sua 15ª edição e formou mais de 220 profissionais para funções como motoristas de carreta e operadoras de empilhadeira. A iniciativa tem impacto social relevante, como mostra o caso de Eleonara Faria, que após mais de 800 currículos recusados por falta de experiência conseguiu se formar e atuar como motorista na companhia aos 57 anos, transformando sua trajetória profissional. 

A empresa também mantém a Cultura de Segurança com foco na redução de acidentes, utilizando tecnologias como câmeras de reconhecimento de distrações, sensores anti-fadiga, simuladores de direção e plataformas de avaliação física e emocional. Essas ferramentas, integradas à torre de controle de Itaquaquecetuba (SP), permitiram uma redução de 20% no número total de acidentes entre 2021 e 2024, reforçando o compromisso da JSL com a segurança e o bem-estar dos quase 11 mil motoristas que movimentam sua operação diariamente. 

Programa Agrega+ 

A BBM Logística celebra o Dia do Motorista com dois grandes eventos simultâneos em São José dos Pinhais (PR) e Cachoeirinha (RS), oferecendo aos participantes serviços de saúde, bem-estar, alimentação gratuita, sorteios e espaço kids, em um encontro voltado a motoristas autônomos, agregados e colaboradores. A celebração também reforça o programa Agrega+ BBM, que transforma motoristas em parceiros agregados, oferecendo previsibilidade de receita, ganhos acima da média, assistência técnica, suporte operacional e capacitação contínua. Voltado especialmente para as regiões de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, o programa busca enfrentar a escassez de motoristas no país e criar um modelo sustentável de empreendedorismo no transporte, fortalecendo a categoria e ampliando as oportunidades no setor. 

Prêmios em convenção da GTF 

dia do motorista
Convenção dos Motoristas da GTF

A GTF (antiga GTFoods) celebrou o Dia do Caminhoneiro com a Convenção dos Motoristas, reunindo mais de 400 motoristas e colaboradores no CTG de Maringá (PR). O evento teve como foco o reconhecimento e a valorização dos profissionais, com premiações para os motoristas que se destacaram nas operações, sorteio de brindes e momentos de integração. A programação incluiu ainda um almoço especial e show exclusivo da banda Herança, reforçando o compromisso da empresa com o bem-estar, o desenvolvimento e o reconhecimento daqueles que mantêm suas operações em movimento. 

Clube Irmão Caminhoneiro 

A Shell, por meio da Raízen, comemora o Dia do Motorista e os 37 anos do Clube Irmão Caminhoneiro com uma série de benefícios para os profissionais da estrada, mas condicionados a serem clientes da marca. Foram distribuídos mais de 60 mil cupons de desconto para abastecimentos com diesel pelo app Shell Box, válidos em toda a rede de postos da marca no país. Membros do clube poderão garantir até R$ 0,25 de desconto por litro, limitado a R$ 25 por operação, além de 10% de desconto em produtos selecionados na loja do Shell Box Clube. 

Jamef 

A Jamef investe de forma contínua na capacitação e valorização dos motoristas, com um programa interno que aborda direção defensiva, condução econômica, gestão de risco, saúde emocional e uso de tecnologias embarcadas, combinando aulas teóricas, práticas e simulações reais. Além disso, oferece infraestrutura de apoio, como espaços climatizados de descanso, alimentação saudável, acompanhamento psicológico e ações de integração, promovendo um ambiente acolhedor e seguro. 

Empresa de logística do Grupo Yamaha 

A Yamalog criou um Espaço de Bem-Estar em suas 15 filiais, acessível também a motoristas terceirizados, oferecendo ambiente climatizado, sofás, TV, Wi-Fi, máquinas de café, lanche e mesas para refeições.  

 Esses tipos de iniciativas têm impacto direto no bem-estar e na segurança do motorista, indo muito além das ações protocolares. 

 O que os motoristas esperam das empresas

Para quem vive nas estradas, o reconhecimento vai além das datas comemorativas. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), os motoristas autônomos representam 38% da frota de transporte de cargas do país, e enfrentam desafios que incluem longas jornadas, insegurança nas rodovias e falta de infraestrutura em pontos de parada. 

“Uma homenagem é sempre bem-vinda, mas o que a gente espera mesmo é respeito, estradas seguras e locais adequados para descansar. Isso vale muito mais do que um brinde no dia 25”, diz João Ferreira, caminhoneiro há 22 anos, que transporta grãos entre o Centro-Oeste e o Sudeste. 

Esse sentimento é compartilhado por motoristas de ônibus, que enfrentam pressões de horários e a falta de apoio psicológico. Investir em políticas de bem-estar, treinamento contínuo e planos de carreira aparece entre as principais demandas da categoria. 

Reconhecimento que vai além das palavras

Homenagear motoristas é também reconhecer o papel estratégico que exercem na logística e na economia do país. O transporte rodoviário é responsável por cerca de 65% de toda a carga movimentada no Brasil, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). 

Por isso, ações mais relevantes têm buscado criar espaços de escuta e propor soluções — seja por meio de parcerias entre transportadoras e concessionárias, programas públicos de apoio ou campanhas de conscientização sobre segurança e saúde. 

Iniciativas como o Programa Estrada para a Saúde (da CCR) e os projetos de inclusão digital e capacitação promovidos pelo SEST/SENAT são exemplos de como a data pode servir como gatilho para mudanças reais no dia a dia dos profissionais. 

O Dia do Motorista pode ser mais do que um momento simbólico. É uma oportunidade para que empresas, governos e sociedade reconheçam a importância de quem mantém o país em movimento e, principalmente, apresentem ações que saiam do discurso e impactem a rotina desses profissionais. 

 

Apesar da retração no Brasil, Scania mantém perspectiva de crescimento global

De abril a junho de 2025, o Grupo Scania apresentou resultados mistos, com fortes progressos táticos e alinhamento à sua estratégia de longo prazo, apesar da queda na demanda e volatilidade cambial. Apesar do cenário desafiador, a companhia manteve presença sólida no mercado.

Receita e resultado operacional

  • A receita de vendas totalizou 49,9 bilhões de coroas suecas, uma queda de 10 % em relação ao mesmo período do ano passado (≈ R$ 28,94 bi).
  • O resultado operacional ajustado ficou em SEK 4,5 bilhões, ante SEK 8,0 bilhões no segundo trimestre de 2024. O retorno ajustado sobre vendas caiu de 14,5 % para 9,0 %, refletindo margens mais apertadas (≈ R$ 2,61 bi).

Entregas e pedidos

  • As entregas de veículos caíram 5%, com 24.602 unidades vendidas, incluindo 117 veículos de emissão zero (ZEV), contra 62 unidades no ano anterior.
  • Os pedidos recebidos totalizaram 20.393 veículos (+6%), dos quais 156 foram ZEVs (ante 141 um ano atrás).

Desafios regionais e mercado brasileiro

  • A receita e os resultados foram especialmente impactados por volumes menores e efeitos adversos de câmbio.
  • No Brasil, as entregas tiveram queda mais acentuada, influenciada por juros elevados, inflação persistente e estoques altos nos pontos de venda. No último trimestre, foram entregues 2.763 caminhões e 261 ônibus, totalizando 3.024 veículos. No mesmo período de 2024, foram 5.104 caminhões e 215 ônibus, totalizando 5.319 unidades. A retração foi de 45,88% em caminhões e crescimento de 21,40% em ônibus.

Mercado europeu e posição estratégica

  • A Scania manteve participação estável de 17,9% no segmento de caminhões pesados na Europa, em um mercado em contração.
  • A demanda europeia apoiou a alta nos pedidos, reversão de um cenário de entrada crescente nos trimestres anteriores.

Visão da liderança

Christian Levin, presidente e CEO da Scania e do Grupo TRATON, destacou:

Embora o ambiente macro permaneça instável, estou confiante de que estamos em uma posição forte e única para desempenhar um papel de liderança na formação do futuro de nossa indústria.”


Tabela convertida para reais (cotação 1 SEK ≈ 0,58 BRL)

Indicador Valor original (SEK) Valor aproximado em reais (BRL)
Receita de vendas 49,9 bilhões de SEK R$ 28,94 bilhões
Resultado operacional ajustado 4,5 bilhões de SEK R$ 2,61 bilhões
Entregas totais 24.602 veículos 3.024
ZEV entregues 117 unidades 0
Pedidos totais 20.393 veículos (informação indisponível)
ZEV pedidos 156 unidades (informação indisponível)

Contexto e conclusões

Apesar da retração na receita e nos lucros, impulsionada por menores volumes e variação cambial, a Scania equilibrou resultados de curto prazo com avanços estratégicos. O desempenho resiliente na Europa e o crescimento nos pedidos indicam potencial no longo prazo. Entretanto, os desafios no Brasil e outros mercados emergentes reforçam a importância de adaptação à instabilidade macroeconômica.

Nova unidade da Macropeças em Sinop fortalece rede Volare no Centro-Oeste

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A Macropeças Multimarcas, tradicional concessionária de veículos comerciais com matriz em Cuiabá, ampliou sua presença no Mato Grosso com a inauguração de uma nova unidade Volare em Sinop. Localizada na Rua Brasil, 225, no Loteamento Alto da Glória, a concessionária foi projetada para atender com mais proximidade os clientes da região norte do Estado, oferecendo uma estrutura moderna com área total de 1.500 m².

Segundo Carlos Pinto de Magalhães, diretor da Macropeças, a expansão reforça o compromisso da empresa com a qualidade e a eficiência no atendimento. Com seis profissionais treinados pela fábrica, a nova loja tem capacidade para atender até seis veículos por dia e oferece serviços de revisão de garantia, manutenção mecânica, elétrica, freios, cubos, suspensão, troca de óleo, além de funilaria, pintura, câmbio, diferencial e limpeza e manutenção do sistema de ar-condicionado. A estrutura conta ainda com vala de serviço, box de atendimento e ferramental especializado.

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Ônibus escolar rural

A Iveco Bus entregará 32 novos ônibus escolares a Brumadinho (MG) por meio do programa Caminho da Escola, do FNDE. Os veículos, que serão entregues nos próximos meses, fazem parte da linha da marca voltada ao transporte escolar rural, com versões que comportam até 59 alunos. A Iveco Bus já ultrapassou 10 mil unidades entregues desde que passou a integrar o programa Caminho da Escola, consolidando-se como uma das principais fornecedoras de veículos adequados às necessidades da rede pública de ensino em regiões urbanas e de difícil acesso.

Renovação da frota da Urubupungá

Sinop
Volksbus renova frota da Urubupungá na Grande São Paulo

A Volkswagen Caminhões e Ônibus concluiu a entrega de 30 chassis Volksbus 17.260 S para a empresa Urubupungá, do grupo NSO, com atuação na região de Osasco (SP). Três unidades contam com transmissão automática, e a aquisição, realizada pela concessionária Dibracam, faz parte do plano de renovação da frota da operadora, que transporta cerca de 600 mil passageiros por mês.

Segundo Jorge Carrer, diretor de Vendas de Ônibus da VWCO, a negociação foi resultado da busca da Urubupungá por referências sobre a performance dos chassis junto a outros operadores, o que fortaleceu a parceria. Os veículos entregues possuem motor Euro 6, suspensão pneumática integral e um pacote de segurança avançado, garantindo mais conforto, eficiência operacional e redução nas emissões de poluentes.

Caminhão pesado ou extrapesado? Afinal, qual é a diferença?

Quem entrou no site das marcas de caminhões ou já leu em sites de notícias: “Esse aqui é um caminhão extrapesado”. A palavra parece mágica. Carrega um ar de imponência, como se dissesse: “Este é o chefão da rodovia”. Mas… existe mesmo uma definição técnica do que é “extrapesado”? Quais são as diferenças entre um pesado e um extrapesado?

Pois é. Não existe.

Sim, você leu certo. “Extrapesado” é um rótulo muito mais publicitário do que técnico. Perguntei a todas as fabricantes de caminhões no Brasil e ninguém bateu o martelo sobre uma definição. Cada uma puxa a sardinha para o seu lado.

A Anfavea — a associação que representa as montadoras — tem uma tabela técnica: semileve, leve, médio, semipesado e pesado. E só. “Extrapesado”? Nem aparece na lista. O que não impede as marcas de carimbarem seus catálogos com o termo para dar aquele charme a mais, como quem classifica de SUV um carro hatch compacto dois centímetros mais alto, como é o caso do VW Tera em relação ao VW Polo.

extrapesados
As definições técnicas para classificação e segmentação dos caminhões, segundo a Anfavea

Para testar os limites da confusão, fui perguntar também ao ChatGPT. O robô respondeu, cheio de convicção: “Pesados vão de 15 a 45 toneladas; extrapesados, acima de 45 toneladas”. Soa plausível… até você ver a lista de exemplos que ele deu. Vamos dizer que nenhum deles passaria no “vestibular” da Anfavea. Quando cobrei as fontes, recebi um combo de normas do Contran, Carta da Anfavea e interpretações que pareciam debate de boteco, e, nenhuma delas tem alguma informação sobre extrapesados.

E no mundo real? Vamos a um exemplo prático. A Volkswagen Caminhões chama o Constellation 19.380 4×2 de extrapesado. Certo. Agora, coloque na balança um Volvo FMX 540 com capacidade de tracionar até 250 toneladas — ou seja, o equivalente a puxar cinco Constellation 19.380 de uma vez. Vamos chamá-lo de quê? Super extrapesado? Ultra extrapesado? Versão “Hulk”?

No fim das contas, “extrapesado” virou quase um apelido carinhoso que as marcas usam para deixar seus brutos mais brutos. Não é um conceito técnico, não está em nenhuma norma, mas funciona como argumento de venda.

E, cá entre nós, quem está na boleia pouco se importa com o nome. O que conta mesmo é a força que vem por trás do volante — seja ela pesada, extrapesada, ou digna de super-herói.

Transporte público gratuito: Estudo da UFMG vê impacto econômico baixo e ganhos expressivos

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A proposta que pode transformar o transporte coletivo de Belo Horizonte em gratuito ganhou um reforço de peso. Um estudo técnico elaborado por economistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que a contribuição empresarial prevista no Projeto de Lei 60/2025, que institui a Tarifa Zero na capital mineira, representaria um acréscimo médio de apenas 0,91% na folha salarial das empresas — valor inferior a 1%.

O levantamento desmistifica um dos principais temores do setor produtivo: o de que a medida traria custos excessivos ou provocaria a evasão de CNPJs. Pelo contrário, segundo os pesquisadores, mais de 80% das empresas de Belo Horizonte seriam beneficiadas pelo novo modelo, já que se enquadram como microempresas e ficariam isentas da contribuição.

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“O estudo prima por uma análise setorial minuciosa e conclui inequivocamente que há baixíssima possibilidade de impactos negativos, enquanto o potencial de ganhos sociais é grande, sobretudo pelo caráter redistributivo da proposta”, explica a professora Ana Maria Hermeto, do Departamento de Economia da UFMG e coautora do estudo.

Nova lógica de financiamento

Hoje, as empresas arcam com o Vale-Transporte dos empregados. Com o novo modelo, esse gasto seria substituído por uma taxa fixa de aproximadamente R$ 185 por trabalhador, isentando companhias com até nove funcionários. Na prática, o impacto líquido sobre as empresas seria pequeno e previsível, aponta o estudo.

Além disso, os pesquisadores destacam que Belo Horizonte possui “alta rigidez locacional” — características urbanas, logísticas e institucionais que dificultam a realocação de empresas. Ou seja, o risco de “fuga” de CNPJs seria mínimo. “Diante das vantagens competitivas de operar em uma capital estruturada e com abundância de mão de obra, a migração de empresas é improvável”, afirma Hermeto.

Experiências que dão certo

A pesquisa da UFMG também dialoga com um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que analisou 52 cidades brasileiras que já implementaram a Tarifa Zero. Os resultados indicam efeitos econômicos e sociais expressivos:

  • 7,5% de aumento no número de empresas após a adoção da gratuidade;
  • 3,2% de crescimento nos empregos formais;
  • 4,1% de redução nas emissões de gases de efeito estufa.

Para o economista André Veloso, doutor pela UFMG, a medida pode impulsionar a economia local. “Pesquisas muito consistentes identificaram crescimento significativo de empresas e empregos em cidades com Tarifa Zero, o que sugere que Belo Horizonte pode até atrair novos CNPJs”, avalia.

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Mais renda, mais dinamismo

A proposta tem ainda um caráter redistributivo: libera renda para as famílias mais pobres, que comprometem até 20,7% da renda com transporte, segundo o IBGE. Esse alívio no orçamento doméstico significa mais consumo no comércio local, maior acesso a oportunidades de trabalho e estudo e melhores condições de mobilidade urbana.

Outro dado relevante é que cerca de 80% dos estabelecimentos da cidade são microempresas — totalmente isentas da contribuição prevista no projeto. Para os especialistas, isso fortalece o tecido econômico local e reduz desigualdades.

Uma política estratégica

Mais que uma medida de mobilidade, a Tarifa Zero surge como ferramenta de desenvolvimento econômico e social. “É uma política pública que democratiza o transporte, melhora a circulação de renda e contribui para um modelo urbano mais sustentável”, resume Hermeto.

O estudo da UFMG reforça que a proposta não apenas é viável, como pode ser estratégica para Belo Horizonte, combinando justiça social, dinamismo econômico e avanços ambientais.

Começou o Truck X & Charada Truck Show 2025

O setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil tem um encontro marcado com a inovação e a celebração. Entre os dias 24 e 27 de julho de 2025, o Posto Arco-Íris, na cidade de Roseira (SP), receberá o Truck X & Charada Truck Show 2025, evento que promete se tornar referência no calendário do transporte nacional.

Fruto da união estratégica entre o Truck X, projeto do Grupo TranspoData, e o consagrado Charada Truck Show, que já soma 13 edições de sucesso, o evento chega com uma proposta ousada: criar um ambiente onde negócios, tecnologia, relacionamento e cultura se encontram em torno da paixão por caminhões.

Estamos criando muito mais do que um evento: trata-se de um ecossistema completo onde todos os elos da cadeia do transporte rodoviário poderão se encontrar, trocar experiências e fechar negócios”, afirma Rinaldo Machado, diretor estratégico do Grupo TranspoData. Ele destaca ainda o poder de alcance da parceria: “A união com o Charada Truck Show potencializa nosso engajamento com o público e amplia a visibilidade do projeto”.

Estrutura de alto nível em um ponto estratégico

O evento acontecerá no Posto Arco-Íris, localizado no km 82 da Rodovia Presidente Dutra (sentido Rio de Janeiro), um dos principais corredores logísticos do país. O complexo, que acaba de passar por uma ampla expansão, terá 200 mil m² de área total e capacidade para receber simultaneamente mais de 600 caminhões.

Com essa nova infraestrutura, os participantes terão acesso a uma experiência completa, que inclui áreas para exposições, demonstrações, estacionamento e diversas atividades programadas durante os quatro dias.

Público qualificado e protagonista do setor

Truck X
Vista aérea do Posto Arco-Íris

A expectativa da organização é reunir mais de 10 mil visitantes, entre empresários, gestores de transportadoras, caminhoneiros autônomos, executivos de montadoras e implementadoras, fornecedores de soluções para o transporte, oficinas, truck centers e apaixonados pelo universo truck.

É um público que vive o transporte rodoviário diariamente, que toma decisões estratégicas e movimenta a economia. Esse contato direto com quem faz o setor acontecer é um dos grandes diferenciais do evento”, destaca Carol Del Vechio, idealizadora do Charada Truck Show.

A força da cultura truck

Com mais de uma década de história e uma comunidade fiel, o Charada Truck Show levará ao evento toda a sua experiência em criar conexões com o público apaixonado por caminhões. Estão previstas presenças de influenciadores digitais do setor, caminhões customizados e atrações que celebram a cultura truck, reforçando o espírito de comunidade e orgulho pela profissão.

A união com o Truck X representa um salto qualitativo para o Charada Truck Show. Vamos entregar ainda mais valor à nossa comunidade e abrir espaço para novas parcerias com marcas e transportadoras”, reforça Carol.

Últimas oportunidades para marcas

A menos de 40 dias da abertura, as últimas cotas de patrocínio e espaços para expositores estão em fase final de comercialização. Para as empresas do setor, trata-se de uma oportunidade estratégica para conectar-se diretamente com os principais protagonistas do transporte rodoviário brasileiro.

O Truck X & Charada Truck Show 2025 é o ambiente ideal para lançamentos, ativações de marca, demonstrações ao vivo e negócios qualificados. É um evento feito por e para quem move o Brasil”, conclui Rinaldo Machado.


Serviço

Truck X & Charada Truck Show 2025
Posto Arco-Íris – Rod. Presidente Dutra, km 82 – Roseira (SP) – Sentido Rio de Janeiro
24 a 27 de julho de 2025
Público-alvo: Transportadoras, motoristas autônomos, empresários, fornecedores, profissionais do setor e entusiastas

Informações e oportunidades comerciais:
martins@frotanews.com.br