sexta-feira, abril 3, 2026

Dia do Motorista: Comemorar ou continuar reflexão iniciada em 1896? 

Vamos, primeiro fazer esta reflexão. Imagina entrar em um avião e perguntar para o dono do avião:

“O seu piloto foi treinado?”

— “Não, mas foi indicado pelo filho da Lucrécia. É um menino muito bom, dedicado, honesto, tirou a carteira de piloto profissional de primeira e tem bom caráter”.

“Mas, seu piloto está descansado, dormiu bem, não está há horas trabalhando?”

— “Sim. Ele trabalhou só oito horas e, ele é muito bom, ele pode trabalhar mais umas quatro ou cinco horas, e ainda tirar o atraso na viagem”. “Entendi. Mas, pelo menos, ele se alimentou bem e está com os exames de saúde em dia”. “Ele se alimentou muito bem, comeu arroz, feijão e um coxão mole. Exames de saúde são feitos a cada cinco anos, e o último foi só há quatro anos”. 

Você voaria neste avião?  

Mas esta é a realidade para boa parte dos motoristas de caminhões, principalmente autônomos e agregados.  

Acompanho a evolução do setor de transportes há mais de 30 anos e há uma evolução, mas longe da desejável. Em alguns segmentos, temos grandes evoluções, pois há muitas transportadores e embarcadores que conseguem valorizar este profissional e investem, principalmente em treinamento. Mas não é a maioria. O que podemos fazer é refletir para melhorar. Há transportadoras tentando mudar essa realidade, mas barram em custos, valores de fretes que refletem no valor das mercadorias transportadas.  

Portanto, temos que analisar a questão com base em dados e fatos, pois só assim podemos buscar melhorias e, realmente, aumentar os motivos para comemorar o Dia do Motorista. Vamos entrar um pouco nesta questão, mas longe de esgotar o assunto, mas podemos quebrar alguns mitos. 

Quando lembramos do motorista 

Então, sem generalizar, os motoristas profissionais são lembrados em momentos específicos: quando faltam e a mercadoria não chega, quando atrasam e hoje. Em 25 de julho, o Brasil celebra o Dia do Motorista, uma data que homenageia esses profissionais essenciais para a economia e o cotidiano dos países. Embora o Dia do Caminhoneiro seja comemorado em outras duas datas – 30 de junho e 16 de setembro — 25 de julho também é o Dia de São Cristovão, padroeiro dos motoristas.   

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Portanto, a importância do motorista profissional para o mundo funcionar desde a formação das cidades e da economia em geral começou há 128 anos. Foi a partir da necessidade pela substituição do cocheiro pelo caminhoneiro.  

O caminhão foi criado em 1896 por Gottlieb Daimler, o que permitiu grandes mudanças econômicas no mundo. Desde então, a profissão de caminhoneiro começou e a necessidade deste profissional só cresceu, como de muitas outras profissionais. Não é uma competição de qual é a profissão mais importante, mas o Dia do Motorista e de reflexão neste dia.  

Desde a criação do caminhão, a humanidade ainda não inventou transporte mais eficiente, economicamente viável e democrático do que o veículo automotor sobre pneus. Há alternativas, mas economicamente inviável para a maioria da população.  

Não devemos desvalorizar os outros modais, pois cada um tem seu papel fundamental e a importância da intermodalidade faz crescer a eficiência do transporte. Os caminhões entregam cargas em 5.570 municípios e para cerca de 210 milhões de brasileiros. Os caminhões levam carga até os trens, navios e aviões, inclusive, o combustível para esses veículos funcionarem e é isso que faz a intermodalidade dar certo. 

A dependência do transporte rodoviário é global 

Pois é! Gostamos de dizer que “em um país de dimensões continentais como o Brasil, a dependência do transporte rodoviário é imensa, o que torna a profissão ainda mais crucial”. É uma verdade, assim como é verdade que os Estados Unidos, que tem a maior rede ferroviária do mundo, realizam mais de 77,4% do transporte de carga por caminhões. Tanto que, a frota de caminhões lá é 10 vezes maior do que a do Brasil. 

Também é verdade no Uruguai, Argentina, Mônaco, Inglaterra, França etc. Ou seja, para todos os países. A única exceção é o Vaticano que, mesmo assim, precisam que os caminhões levem tudo que é consumido lá dentro. 

Transporte nas 20 maiores economias do mundo 

Em novembro de 2022, eu fiz uma pesquisa sobre o uso do transporte rodoviário de carga nas 20 maiores economias no mundo. A saber, a pesquisa foi tendo como fonte o site do governo de cada país, estudos acadêmicos e entidades independentes do setor de transporte, como a CNT (Confederação Nacional do Transporte) no Brasil. Com base nos dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo FMI (Fundo Monetário Mundial) de 2022, temos a tabela abaixo: 

| Posição | País           | PIB em US$ trilhões | Participação do TRC | 

|———|—————-|———————|——–

| 1.º     | Estados Unidos | 22,998         | 77,4%                     

| 2.º     | China          | 17,458              | 80,0%

| 3.º     | Japão          | 4,937                | 90,0%               

| 4.º     | Alemanha       | 4,226             | 72,8%               

| 5.º     | Reino Unido    | 3,188             | 98%                  

| 6.º     | Índia          | 3,042                 | > 60%              

| 7.º     | França         | 2,935                | 89%                 

| 8.º     | Itália         | 2,101                  | 79,4%              

| 9.º     | Canadá         | 1,991               | 69,1%               

| 10.º    | Coreia do Sul | 1,799              | > 60%              

| 11.º    | Rússia         | 1,776                | 70%                 

| 12.º    | Austrália      | 1,633                | 77,4%              

| 13.º    | Brasil         | 1,608                  | > 61%             

| 14.º    | Irã            | 1,426                   | 79%                

| 15.º    | Espanha        | 1,426               | 71,6%             

| 16.º    | México         | 1,295                | 83,2%             

| 17.º    | Indonésia      | 1,186               | 70 – 80%        

| 18.º    | Países Baixos | 1,019               | 55,6%            

| 19.º    | Arábia Saudita | 0,834             | Dado não disponível 

| 20.º    | Suíça          | 0,813                 | 65,0%

Breve análise dos dados 

Dos 20 maiores PIBs do mundo, 18 países dependem mais do transporte rodoviário de cargas do que o Brasil e dois estão em percentual pouco abaixo do Brasil. A princípio, isso refuta a percepção comum de que o Brasil é excessivamente dependente do modal rodoviário em comparação com outras grandes economias. Países como os Estados Unidos, Reino Unido, Japão, França, entre outros, têm uma dependência muito maior das rodovias para o transporte de cargas. 

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O que isso significa para o Brasil? 

É claro que o Brasil enfrenta desafios significativos em termos de infraestrutura de transporte, incluindo a baixa porcentagem de estradas pavimentadas. No entanto, a dependência do modal rodoviário não é um problema exclusivo do Brasil, mas uma característica comum entre as maiores economias do mundo. 

O debate sobre a multimodalidade é relevante, pois a diversificação dos modais de transporte pode trazer benefícios econômicos e ambientais para as exportações brasileiras. Mas, para isso, é necessário um investimento significativo na formação de motoristas, em boas condições de trabalho, em infraestrutura etc. 

Dessa forma, os caminhoneiros precisam ser valorizados sem desvalorizar outros profissionais, pelo menos, como são valorizados os maquinistas de trens, comandantes de navios e pilotos de avião. Todos esses profissionais são importantes para os transportes, mas o caminhoneiro é o menos valorizado. Vários países no mundo estão com caminhões parados por falta de motoristas e o Brasil caminha para isso também, se nada não for feito

Diferentemente das economias mais evoluídas, o Brasil ainda não sofre grave falta de motoristas porque ainda não exigimos alto padrão de eficiência e segurança no momento da contratação do serviço de transporte. No Brasil ainda há a cultura de quanto menor o custo, melhor, independentemente da segurança. Isso explica — não tudo, mas principalmente —, a quantidade de acidentes nas estradas e diversos outros problemas de logísticas que temos.   

Quantas vezes vamos continuar repetindo os principais problemas que já conhecemos há anos? 

Certamente, condições de trabalho com longas jornadas, falta de pontos de descanso adequados e a pressão por prazos apertados são rotina para muitos motoristas. A insegurança nas rodovias brasileiras por diversas razões, a rotatividade de profissionais e ausência por problemas de saúde etc.  

Iniciativas e soluções 

Atualmente, há muitas iniciativas e soluções possíveis. Aqui no Frota News, trabalhamos incansavelmente para divulgar essas iniciativas para ser uma plataforma que reúna as informações dessas iniciativas para transformá-las em conhecimento.   

Conclusão 

Por fim, o Dia do Motorista é uma oportunidade para refletir sobre a importância dessa profissão e os desafios enfrentados por seus profissionais. Aliás, é essencial que a sociedade, o governo e as empresas reconheçam e valorizem o trabalho dos motoristas, implementando políticas e práticas que melhorem suas condições de trabalho e assegurem sua saúde e segurança. Por certo, neste 25 de julho, além de homenagear os motoristas, é momento de reforçar o compromisso com melhorias que tornem suas jornadas mais dignas e seguras. 

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VWCO: Torre de Controle da VolksCare, programa Global de Trainee e exportações

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A VolksCare, estrutura de serviços e pós-vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), inaugura a torre de controle Volks|Uptime. Ele integra serviços e dados de veículos conectados por meio da Plataforma RIO. A Volks|Uptime identifica alertas e vai direcionando o serviço necessário de forma ágil e eficiente, aumentando a disponibilidade dos veículos. Atualmente, mais de 4.000 veículos são monitorados pela plataforma, garantindo leitura de dados focada em disponibilidade operacional, economia e eficiência. 

Assim, com a conectividade RIO, os dados são armazenados em nuvem, permitindo uma rápida resposta para aumentar a disponibilidade dos veículos e oferecer consultoria para melhorar a performance.  

“O Volks|Uptime é um serviço proativo, preditivo e preventivo, com diagnose remota e alertas sobre revisões e manutenções dos veículos. Isso permite melhor planejamento das paradas para reparos, resultando em maior disponibilidade para os clientes”, afirma Antonio Cammarosano, diretor de Serviços e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus. 

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A saber, após a identificação dos alertas e performance dos veículos, as revisões e manutenções são agendadas no concessionário mais próximo da rota do motorista, com verificação antecipada das necessidades de peças. Caso o alerta seja crítico, mecânicos ou guinchos são enviados imediatamente. Para melhorar o desempenho, enviamos relatórios aos clientes mostrando pontos onde é possível realizar melhorias.

Programa Global Trainee 2024  

A VWCO abre inscrições para o seu programa Global Trainee 2024, destinado a recém-formados que buscam desafios e aprendizado em um ambiente dinâmico e globalizado. Mas corra, pois as inscrições vão até o dia 26 de julho. 

Reconhecida como a melhor empresa para trabalhar no Rio de Janeiro e a sétima no Brasil pelo ranking Great Place to Work, a VWCO oferece vagas para sua fábrica em Resende (RJ) e escritórios em São Paulo (SP). O programa é uma das principais portas de entrada para novos talentos, ocorrendo em paralelo ao programa internacional de trainees do Grupo TRATON. 

 Os candidatos devem se inscrever até o dia 26/7 pelo link: https://diversity.selecty.com.br/vaga/29/vaga-para-programa-de-trainee-talentos-negros-2024-volkswagen-caminhoes-e-onibus-brasil  

 Os participantes desenvolverão habilidades em uma experiência diversa e dinâmica, conhecendo o cotidiano de uma empresa multinacional e tendo a possibilidade de experiências internacionais, especialmente na Alemanha, Suécia e Estados Unidos.  

“A diversidade de perspectivas e experiências, assim como o desenvolvimento de jovens talentos, é fundamental para o sucesso sustentável de nossa organização. Buscamos indivíduos que possam se tornar líderes transformadores”, diz Livia Simões, vice-presidente de Pessoas & Cultura e Sustentabilidade da VWCO. 

O programa é afirmativo para pessoas negras, reforçando o compromisso com Diversidade & Inclusão. Os candidatos devem ter concluído a graduação entre dezembro de 2020 e dezembro de 2022. O processo seletivo inclui teste on-line, dinâmica em grupo e entrevista. 

12.500 Veículos no Peru 

O Peru, um dos maiores mercados internacionais da VWCO, celebra a marca de 12.500 veículos da montadora em circulação. Do total, destinamos 8.300 para o transporte de cargas e 4.200 para a movimentação de passageiros. Além disso, a unidade que simboliza esta conquista chegou ao país para integrar a frota do Grupo Arguelles na limpeza pública. 

Certamente, a VWCO se consolida no Peru por meio da Euromotors, importadora oficial, contando com uma rede de seis concessionários e cinco oficinas de atendimento, estrategicamente distribuídas. “Em um cenário de grande competitividade, sempre nos posicionamos como grandes parceiros de nossos clientes e importadores, com produtos de qualidade, serviços de excelência e uma relação próxima, focada em suas necessidades. Esses pilares nos conduzem a mais este marco em nossa internacionalização”, destaca Leonardo Soloaga, diretor de Vendas Internacionais da VWCO. 

A saber, o caminhão de número 12.500 integra um lote de 62 caminhões VW, destinados à coleta de lixo, com implementos para compactação. O Grupo Arguelles, líder no mercado local e especializado na coleta e transporte de resíduos, atualmente opera com uma frota de 300 caminhões Volkswagen e mantém uma aliança estratégica com a marca. 

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Virtu GNL realiza Road Show para mostrar o Scania movido a gás liquefeito 

O setor de logística, transporte e agronegócio no Brasil está testemunhando uma revolução verde, liderada por iniciativas inovadoras como o Road Show da Virtu GNL. A Virtu GNL, uma empresa destacada no cenário nacional pela sua abordagem sustentável. Assim,  continua sua jornada pelo Mato Grosso, um estado chave na produção agrícola do país.  

Aliás, a viagem começou na última segunda-feira com um Scania 6×2 movido a GNL de 460 cv. A equipe da empresa percorrerá os estados de Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará e Piauí, passando por diversos clientes e parceiros do agronegócio.  

O Road Show já visitou às futuras instalações do Agro Club Tecnológico de Rondonópolis; à sede do Grupo Botuverá; e ao Grupo Fribon. Recentemente, o time da Virtu GNL fez uma parada estratégica na sede da Amaggi, uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro, conhecida por sua busca constante por inovação.  

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As visitas não são apenas uma cortesia empresarial, mas uma demonstração do compromisso da Virtu GNL com soluções de transporte ecoeficientes que utilizam Gás Natural Liquefeito (GNL).  

A princípio, o GNL surge como uma alternativa promissora ao diesel, tradicionalmente utilizado em veículos de carga para longas distâncias. Com a parceria entre a Virtu GNL, a Eneva e a Scania Brasil apresentaram o primeiro caminhão movido a GNL fabricado no território brasileiro. No entanto, ele é um de quase duas centenas que fazem parte do projeto.  

Veículos movidos a gás não é novidade. A inovação está na tecnologia utilizada para a fabricação dos motores de ciclo Otto movidos a gás que garantem o mesmo desempenho de um caminhão a diesel. Quando abastecido com gás natural, a redução das emissões de poluentes em relação ao diesel pode ser reduzida em 15%.  Quando for abastecido com biometano, o que está nos planos do projeto, a redução pode das emissões pode chegar a 90% e com outras vantagens. O biometano faz parte da economia circular, portanto, é uma energia renovável, diferentemente do gás natural fóssil e do diesel fóssil.  

A boa notícia é que o motor da Scania pode ser movido a gás natural ou metano, ou ainda com a mistura dos dois. O Iveco também começou a oferecer a mesma tecnologia nos modelos S-Way e Tector.  

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Tecnologia viável para o Brasil 

Este marco representa não apenas um avanço tecnológico, mas também um passo significativo para a redução da pegada de carbono no setor de transportes e do agronegócio.  

O caminhão movido a GNL é uma vitrine de como a tecnologia pode ser aplicada para alcançar a sustentabilidade sem comprometer a eficiência, e com a finalidade de um custo viável para os transportadores e embarcadores.  

Além disso, com emissões significativamente menores de gases poluentes, o uso do GNL em veículos pesados oferece uma solução mais limpa para os desafios logísticos do Brasil, especialmente em um país com dimensões continentais e com dependência de infraestrutura.

O papel de cada parceiro

O projeto prevê a utilização de caminhões movidos a GNL, abastecidos por postos da Virtu GNL, que receberão o combustível da Eneva, produtora de gás natural no interior do Amazonas.  

Certamente, a Scania é responsável pela fabricação dos veículos, sendo pioneira no Brasil em produção deste modelo em escala comercial. Para isso, a Eneva e Virtu GNL realizam a compra de 180 caminhões pesados a GNL, sendo o maior volume de aquisição na América Latina até o momento. A maior vantagem do GNL em relação ao GNV é a maior autonomia. 

“Este é um projeto pioneiro, o maior de descarbonização do transporte de longa distância do país. É uma solução logística disruptiva, sustentável e eficiente. Nessa primeira fase, a Virtu GNL implantará duas centrais de descarbonização nos municípios de Presidente Dutra e Balsas, no Maranhão. A saber, com investimento inicial de R$ 180 milhões para atuar como plataforma integrada no escoamento da produção. O projeto da Virtu GNL é criar o corredor verde de GNL do Norte ao Sul do Brasil, com investimento previsto de R$ 5,7 bilhões, que compreende 39 centrais de descarbonização e 5.300 cavalos mecânicos até 2030”, explicou José de Moura Júnior, CEO da Virtu GNL, na ocasião do anúncio do projeto.  

Maior autonomia  

O GNL é uma forma de armazenar o gás natural em estado líquido, reduzindo seu volume em cerca de 600 vezes. Isso facilita o transporte e o abastecimento dos veículos, que podem rodar até 1.100 km sem precisar reabastecer. Além disso, o GNL emite cerca de 20% menos CO₂ do que o diesel, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 

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O que esperar da Volvo Buses na Lat.Bus 2024

Como era de esperar, o destaque da Volvo Buses na Lat.Bus Transpúblico 2024 será o seu ônibus biarticulado 100% elétrico e único no Brasil. Aliás, os elétricos serão o tema da maioria dos expositores de chassis e carrocerias. Assim, a maior feira do transporte de passageiros da América Latina, que ocorrerá entre os dias 6 e 8 de agosto, no São Paulo Expo, promete ser a feira que dá os primeiros passos para a eletromobilidade no transporte público de passageiros. Os passos seguintes vão depender da infraestrutura, do poder público e da capacidade financeira de todos envolvidos. 

A Volvo Buses apresentará seu ônibus biarticulado 100% elétrico no estande A51, refletindo seu compromisso com a eletromobilidade no mercado nacional.  O modelo está em base de teste. No entanto, o BZL Elétrico padrão passou por testes em Curitiba e São Paulo. Após uma bem-sucedida fase de testes, a Viação Redentor, um dos operadores do sistema de transporte urbano de Curitiba, adquiriu o Volvo BZL Elétrico para operar regularmente na capital do Paraná. 

Carroceria Marcopolo Attivi

O modelo Volvo entre para a Viação Redentor foi montado com carroceria Marcopolo Attivi,  com uma estrutura desenvolvida para chassi 100% elétrico. Com dimensões de 12.950 mm de comprimento, 2.550 mm de largura e 3.675 mm de altura, o Attivi oferece um espaço interno amplo e confortável com ar-condicionado que possui um sistema de renovação de ar que segue o conceito aeronáutico, trocando o ar do interior do veículo a cada três minutos. O design arrojado inclui faróis full LED, enquanto a tecnologia embarcada traz portas pantográficas com sistema antiesmagamento.

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Tanto o modelo padrão como o biarticulado elétrico serão produzidos no complexo industrial da Volvo em Curitiba (PR), com potencial de exportação para outros países. 

Além do BZL Elétrico, a Volvo revelará outras novidades em chassis urbanos, para fretamento e rodoviários apenas na abertura do evento, mantendo a tradição de trazer inovações significativas para a Lat.Bus. Os veículos pesados movidos a combustão ainda terão muitos anos pela frente por serem mais viáveis economicamente. No entanto, eles ainda podem evoluir na contribuição para a descarbonização do transporte. 

No campo da segurança, a Volvo apresentará aprimoramentos em seu Sistema de Segurança Ativa (SSA), que inclui tecnologias avançadas como aviso de colisão frontal, suporte de manutenção de faixa e freio de emergência automático.   

Fique atento ao Frota News para mais novidades reveladas no evento.

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Caminhões: as marcas que crescem acima da média em 2024  

Neste artigo, apresentamos os dados sobre as marcas que crescem acima da média do mercado com base nos números de emplacamentos divulgados na Carta da Anfavea (Associação dos Fabricantes) do primeiro semestre de 2024. Além disso, há análises dos números por segmento conforme a entidade que representa as montadoras.

Total de todos os segmentos 

Nos seis primeiros meses deste ano, foram emplacadas 56.767 unidades de caminhões, representando um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2023 (52.547). O segmento de pesados engloba caminhões cavalos mecânicos com PBTC (Peso Bruto Total Combinado) igual ou superior a 40 toneladas e modelos chassi rígido com CMT (Capacidade Máxima de Tração) igual ou superior a 45 toneladas. 

A saber, a Scania foi a montadora que mais cresceu no primeiro semestre, com 9.472 caminhões emplacados, um aumento de 87,6%. Ela cresceu 86,1% no segmento de pesados e 119,6% no de semipesados. A segunda em crescimento foi a DAF Caminhões, com 28,5%, seguida da Volvo, com 13,2%. Vale relativizar que, em volume, a Volkswagen lidera o mercado com 14.026 unidades e, também, que é muito desafiador consegui um percentual de crescimento sobre uma base de vendas já bastante alta.

As demais ficaram abaixo dos 8% e algumas tiveram números negativos. Confira todos os números abaixo: 

média do mercado
Dados da Carta da Anfavea sobre o total de caminhões emplacados em 2024 e 2023 no primeiro semestre

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Semileves 

Neste segmento estão os caminhões com PBT de 3.500 kg a 4.999 kg, incluindo também furgões e picapes, como as Ram 2500 e 3500. O segmento apresentou uma queda de 27,9%, com 3.295 unidades emplacadas, muito abaixo das 4.571 de 2023. A Ford foi a marca que mais cresceu no segmento, com 566,7%. No entanto, esse percentual alto é devido à baixa base de comparação, já que a marca entrou no segmento de caminhões com o lançamento da Transit Chassi de 4.700 kg de PBT em setembro do ano passado. Tirando a Ford e a Ram (picapes), todas as marcas tiveram resultado negativo nos primeiros seis meses de 2024. 

Leves 

Nesta categoria estão os caminhões entre 6.000 kg de PBT e 9.999 kg, com poucos concorrentes no mercado. Com 4.596 unidades vendidas, os leves apresentaram um crescimento de 1,1%. A líder em crescimento foi a Mercedes-Benz, e a vice-líder, a Volkswagen Caminhões, com crescimentos, respectivamente, de 10% e 4%, segundo a Anfavea. 

Médios 

Este segmento contempla os caminhões com PBT de 10.000 kg a 14.999 kg. Houve uma queda de 0,5%, com 4.294 caminhões licenciados, sendo a Volkswagen Caminhões a única marca com crescimento (12,8%) e 3.280 unidades emplacadas. 

 Semipesados 

A partir deste segmento, com caminhões com PBT de 15.000 kg a 45.000 kg de CMT para chassi rígido e 40.000 kg para cavalos mecânicos, o nível da concorrência aumenta tanto na oferta de fabricantes quanto de modelos. Nos seis primeiros meses, foram emplacadas 15.164 unidades, 5% acima do mesmo período de 2023. A marca que teve o maior crescimento foi a Scania (119,8%), com 534 unidades, pois não estava atuante neste segmento desde o lançamento da nova geração para se dedicar aos pesados. Outra que teve crescimento foi a DAF (90,8%) com 681 unidades, também uma recente competidora nesta categoria. A Mercedes-Benz também conseguiu um resultado acima da média (13,4%), com 3.687 unidades. A Volkswagen também ficou pouco acima da média (6,4%), com 6.590 caminhões licenciados. 

Pesados 

Este é o segmento de ouro da indústria de caminhões, no qual há maior competitividade, mais tecnologia e mais opções de modelos. Os mais vendidos têm preço acima de R$ 1 milhão, mostrando que os frotistas desta categoria pagam e valorizam tecnologias. Assim, os caminhões pesados representam 51,5% das vendas de toda a indústria e emplacaram 29.418 unidades, com crescimento de 19,3%. 

Então, mais uma vez, a Scania Brasil liderou em crescimento (86,1%), com 8.938 unidades emplacadas. Ela foi seguida pela DAF, com crescimento de 21,6% e 3.919 caminhões licenciados. Por 0,1%, a Volvo não ficou abaixo da média do mercado e cresceu 19,4%, com 8.239 pesados licenciados. 

Conclusão 

Certamente, a forma como as associações classificam os segmentos é bastante antiga, não permitindo uma análise mais precisa. Em outros países, essas classificações são diferentes. Por exemplo, na Europa, há apenas caminhões leves, médios e pesados. Assim, cada montadora faz um tipo de classificação conforme os segmentos de foco. No caso da DAF Caminhões, Scania e Volvo, elas seguem o padrão europeu. Portanto, suas estatísticas contemplam os caminhões com PBT acima de 16 toneladas. As demais não possuem um consenso, principalmente por serem “full-liner”, produzindo caminhões de semileves a pesados, como é o caso da Iveco, Mercedes-Benz e Volkswagen. 

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Ford treina novos profissionais para manutenção de veículos elétricos

O uso de veículos comerciais em frotas ainda é menor do que no uso de automóveis particulares. No entanto, o potencial para a logística urbana é maior, pois há um planejamento por parte dos gestores de frotas. E, para isso, será necessário a formação de pessoas para atender um segmento muito sensível em disponibilidade dos veículos, que parados geram prejuízo, rodando geram faturamento. Aliás, para elevar o nível do pós-vendas, a Ford Brasil desenvolveu um programa robusto de treinamento para manutenção de veículos elétricos. 

O Senai-SP conta com um centro de excelência de laboratórios de eletrificação mais avançados do mercado, atenderá a Ford Academy, divisão criada pela Ford Brasil. 

Segurança

Manter carros elétricos exige um nível de conhecimento superior em eletroeletrônica. Principalmente por questões de segurança, devido às tensões que podem chegar a até 600 volts. Além do conhecimento técnico, são necessárias ferramentas e equipamentos especializados, como uma mesa de elevação específica para manuseio de baterias. 

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Renato Silva, coordenador de Treinamento Técnico da Ford, explica que a norma brasileira NR10 ainda não contempla especificidades para trabalhos em veículos elétricos. “Por isso, nos baseamos nos padrões americano e europeu, que são mais rigorosos, para desenvolver nosso treinamento”, afirma Silva. 

 Certificação rigorosa 

A princípio, o programa de eletrificação da Ford é dividido em três níveis de certificação. O nível 1 abrange itens convencionais que não interagem com o sistema de alta tensão, como freios e amortecedores, sendo obrigatório para todos os técnicos da rede.  Nível 2 envolve serviços próximos ao sistema de alta tensão, como a substituição do compressor do ar-condicionado, onde o mecânico precisa desenergizar o veículo para trabalhar com segurança. O nível 3 é destinado à manutenção de sistemas energizados e ao trabalho dentro da bateria de alta tensão. 

Certamente, essa certificação é rigorosa, totalizando 116 horas de treinamento, sem contar o motor, outros componentes e cursos on-line. Em comparação, o treinamento para veículos a diesel possui aproximadamente 50 horas. Outro diferencial do programa é a capacitação para reparos internos nas baterias, bem como chicotes, fusíveis e módulos internos, o que evita a troca completa da peça e reduz o custo do serviço. 

 Estrutura especializada 

 Atualmente, a Ford possui 55 concessionárias especializadas para dar assistência aos modelos elétricos E-Transit e Mustang Mach-E, além da picape Maverick Hybrid. Essas concessionárias estão estrategicamente localizadas nas áreas de maior concentração de vendas e contam com pelo menos dois técnicos treinados para diagnóstico e reparo de veículos eletrificados. Para itens específicos que necessitem de manutenção, os demais pontos da rede estão preparados para oferecer o serviço de leva e traz do veículo do cliente até essas oficinas especializadas.  

O avanço da eletrificação automotiva no Brasil não só reflete a evolução tecnológica, mas também a necessidade de uma força de trabalho qualificada e bem treinada para garantir a manutenção segura e eficiente desses novos veículos. Isso inclui treinamento de socorristas dos bombeiros e os próprios usuários dos veículos elétricos em situações de colisão.  

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Agronegócio e transporte sustentáveis evoluem juntos 

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O transporte é fundamental para garantir a entrega dos produtos do agronegócio nos prazos corretos, com controle adequado de processos e redução de custos. Por outro lado, o agronegócio é o maior cliente dos transportes e de toda a sua cadeia, como a indústria de caminhões, implementos rodoviários etc. A Confederação Nacional do Transporte estima que 61% das mercadorias em geral são transportadas por via terrestre. E esse número sobe para 75% quando se trata do agronegócio. 

A logística desse setor envolve diversos desafios, como a fragilidade e perecibilidade dos produtos, sazonalidade da colheita e outros fatores que impactam diretamente o transporte de cargas. 

A importância global 

No cenário global, o Brasil desponta como uma potência de destaque na agricultura, tanto por sua abordagem sustentável quanto pela receita de sua indústria. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o país se posiciona à frente de outros no que diz respeito ao crescimento da produtividade baseada em ciência e tecnologia e em produção por unidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Tal constatação o levou ao patamar de líder mundial em produção agrícola sustentável, solidificando um setor que se desenvolve cada vez mais. 

Essa expansão se reafirma na receita do nicho – as exportações do agronegócio atingiram um recorde no primeiro trimestre de 2024. Totalizando mais de US$ 37,4 bilhões, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária. 

Nesse sentido, além da sustentabilidade no campo, o setor do agronegócio deve contar com um transporte mais limpo, com caminhões Euro 6 e, se possível, em breve, abastecidos com biodiesel puro (B100). Duas gigantes do agro, JSL e Amaggi, já estão investindo em frotas B100. 

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Além disso, a adoção de práticas agrícolas e de transportes inovadoras, como o uso de biotecnologia e máquinas agrícolas e veículos movidos a biometano e etanol, tem permitido ao Brasil manter altos níveis de produção com menor impacto ambiental. Atualmente, todos os fabricantes de motores possuem tecnologia para uso de biocombustíveis e os fabricantes de caminhões e máquinas agrícolas já começaram a utilizar essa tecnologia, o que foi demonstrado na última Agrishow. 

O compromisso do país com a agricultura sustentável é reforçado por políticas públicas que incentivam a pesquisa e o desenvolvimento, bem como a adoção de tecnologias limpas pelos produtores rurais e seus fornecedores. 

A importância dos fornecedores 

 Os impactos positivos dessa abordagem são evidentes não apenas no mercado internacional, mas também na economia doméstica. A organização do setor agrícola brasileiro gera empregos diretos e indiretos, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico em várias regiões. 

Nesse panorama, as indústrias fornecedoras de produtos agrícolas desempenham um papel essencial na promoção dessa sustentabilidade. Investindo significativamente em pesquisa e desenvolvimento, essas indústrias criam soluções inovadoras, como o biofertilizante produzido em fazendas na mesma usina que produz biogás. 

Com esses avanços, o Brasil continua a consolidar sua posição no mercado global, demonstrando que é possível combinar sucesso econômico e responsabilidade ambiental. A agricultura sustentável no Brasil não é apenas uma prática, mas um modelo de desenvolvimento que pode servir de exemplo para outros países. 

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Mercedes-Benz amplia funcionalidades do Vans Connect

A conectividade de fábrica já é quase padrão em caminhões pesados e os benefícios disso têm começado a ser percebido faz pouco tempo. Agora, começa a fazer parte também da gestão de furgões e vans. Para oferecer um serviço mais sofisticado, a Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil fez parceria com a Michelin ConnectedFleet.  

Vale lembrar que a Michelin adquiriu a Sascar, uma das empresas brasileiras mais respeitadas em serviços de gestão de frotas e rastreamento de cargas, em junho de 2014. O investimento total foi de R$ 1,6 bilhão. Essa aquisição permitiu à Michelin entrar no mercado de rastreamento de veículos no Brasil e expandir suas operações para outros países. 

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Com esta parceria, a Mercedes-Benz Vans anuncia uma inovação na sua plataforma de conectividade, Vans Connect, destinada à linha Sprinter no mercado brasileiro. Além das diversas funcionalidades já existentes que auxiliam na gestão de frotas, o sistema agora conta com o recurso de compartilhamento em tempo real da localização do veículo. 

 Aline Rapassi, Head de Produto Vans da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil, destaca a importância da nova funcionalidade: “Esse novo recurso oferece ainda mais segurança e previsibilidade, tanto para quem possui uma frota quanto para os clientes que utilizam serviços com os nossos veículos. Buscamos continuamente oferecer a melhor experiência com a linha Sprinter e acreditamos que essa funcionalidade chegou para agregar ainda mais tecnologia e versatilidade para o nosso portfólio que é o maior da categoria”. 

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A ativação dessa novidade é simples e não possui custo adicional. O próprio usuário pode ativar o recurso por meio de um cadastro do veículo na plataforma, gerando um link que permite o compartilhamento da localização por, no mínimo, uma hora. Este link pode ser compartilhado com qualquer pessoa, aumentando a segurança e transparência nas operações de transporte. A funcionalidade é especialmente útil em operações de transporte escolar, onde os pais podem monitorar a localização da van que transporta seus filhos, além de beneficiar serviços de transfer e entregas em geral. 

Todos os veículos Sprinter vendidos no Brasil vêm equipados de fábrica com o Vans Connect. O serviço pode ser ativado a qualquer momento mediante uma assinatura a partir de R$49,90. Entre os recursos disponíveis no serviço, destacam-se os alertas de velocidade, mudanças de trajeto, tráfego fora de horário e a organização de rota personalizada com áreas e pontos de interesse definidos pelo usuário, contribuindo ainda para a recuperação veicular (SVR) quando necessário. 

João Guilherme Franco, diretor de Marketing e Televendas da Michelin Connected Fleet, enfatiza que a nova funcionalidade oferece um avanço para os serviços de entrega e transporte no segmento de vans.

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Borracha para apagar lápis têm mesma origem dos pneus, mas quais as diferenças? 

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Da estrada ao papel, entenda como a composição e a função definem a eficácia de diferentes tipos de borracha. Você já se perguntou se a borracha de um pneu poderia apagar lápis? Afinal, a matéria-prima para ambas têm a mesma origem. Como fabricante de pneus, a Dunlop esclarece que isso não é possível, e o resultado ainda seria uma folha de caderno rasgada ou mais suja. 

Diante desta questão, a Dunlop explica as principais diferenças entre a borracha usada em pneus e a borracha tradicional encontrada nos estojos escolares, além do motivo pelo qual a borracha do pneu não pode cumprir essa função. 

A fabricação da borracha de apagar lápis envolve a mistura de diversos materiais, sendo um dos principais o caulim, que determina o grau de maciez ou abrasividade. Enquanto a borracha das borrachas de apagar é feita para ser relativamente macia e eficaz na remoção do grafite do papel, a borracha dos pneus é projetada para ser extremamente dura e resistente, especialmente na área do talão, a estrutura que fixa o pneu na roda. Um dos ingredientes chave para essa resistência é o carbono, que confere durabilidade e resistência ao pneu. 

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A borracha escolar pode ser produzida com borracha natural, extraída do látex da seringueira, borracha sintética, derivada do petróleo, ou uma combinação de ambas. Além disso, ingredientes como enxofre e caulim são essenciais. O enxofre é aquecido com a borracha em um processo chamado vulcanização, que transforma a borracha de um estado plástico (mole e maleável) para um estado elástico (mais resistente a deformações). O caulim regula a maciez e abrasividade da borracha, uma dosagem precisa é fundamental para que a borracha possa apagar sem rasgar o papel. 

No momento de apagar, as partículas de grafite entremeadas nas fibras do papel se ligam às partículas da borracha escolar. O atrito faz com que o grafite se junte aos resíduos da borracha que se soltam, facilitando a remoção do grafite sem danificar o papel. Alguns pequenos pedaços de borracha penetram no papel, suavizando o processo e deixando a folha pronta para novas correções. 

Em contraste, a borracha dos pneus é projetada para suportar grandes cargas, calor, atrito e impacto. Isso se deve a doses mais altas de enxofre na vulcanização e outros aditivos, que aumentam a dureza do material. O carbono, que compõe cerca de um quinto da borracha de um pneu de carro de passeio, é o principal responsável por sua resistência e pela cor preta característica dos pneus. Essa mesma característica de resistência é o que tornaria a borracha do pneu incapaz de apagar o grafite: ela não teria aderência suficiente com o papel e acabaria rasgando a folha antes de conseguir apagar qualquer marca. 

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Portanto, a borracha dos pneus é projetada para ter durabilidade e resistência em condições extremas, e por isso não possui as propriedades necessárias para apagar lápis de maneira eficiente. Essa explicação não apenas revela as diferenças fundamentais entre esses dois tipos de borracha, mas também destaca a importância dos materiais e processos específicos envolvidos em sua fabricação para atender às necessidades distintas de cada aplicação. 

 “Enquanto a borracha dos pneus é projetada para suportar as condições mais extremas de calor, atrito e impacto, a borracha das borrachas escolares é formulada para ser delicada e eficaz na remoção de grafite sem danificar o papel. Essa diferença fundamental na composição e propósito é o que torna impossível usar a borracha de um pneu para apagar lápis,” explica Alex Campos de Melo Rodrigues, gerente de processos da Dunlop Pneus. 

Práticas sustentáveis 

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Plantio de árvores está entre as ações da Dunlop

A Dunlop Pneus destaca-se como líder na implementação de práticas sustentáveis na indústria de pneus, apresentando resultados expressivos em junho, mês dedicado ao meio ambiente. Em 2023, a empresa conseguiu reutilizar 36% da água residual industrial, um avanço significativo comparado aos 13% de 2022. Além disso, manteve a marca de zero resíduos enviados para aterro, refletindo um compromisso contínuo com a gestão sustentável de resíduos.  

Na redução de emissões de CO2, a Dunlop implementou melhorias no reaproveitamento de vapor no processo de vulcanização, no isolamento térmico das vulcanizadoras e no retrofit do sistema central de ar-condicionado, resultando em uma redução total de aproximadamente 160,6 toneladas de CO2 por ano. Essas iniciativas demonstram o esforço da empresa em aliar inovação e eficiência à responsabilidade ambiental.  

A empresa também promoveu ações de conscientização ambiental entre seus colaboradores, como um labirinto virtual com perguntas sobre sustentabilidade e o plantio de árvores. Alinhada à meta global da Sumitomo Rubber Industries de alcançar zero emissões de carbono até 2050, a Dunlop reforça seu papel crucial na preservação ambiental no Brasil. 

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A inovação tecnológica e seu impacto sobre o que consumimos

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Na procura pelo domínio dinâmico da Tecnologia da Informação (TI), ficar atento às tendências globais é fundamental para prosperar em um cenário cada vez mais competitivo e que influencia a forma como vivemos e consumimos. 

Muito temos visto e consumido sobre inovação tecnológica, mas, afinal de contas, o que é inovação tecnológica? Inovação tecnológica é basicamente quando algum produto ou serviço é melhorado ou criado devido à tecnologia. 

Quais as experiências que você percebe ter mudado com a tecnologia? 

É fundamental adotar uma postura aberta ao conhecimento e não se limitar ao aprendizado em ambientes formais. Esta é uma das habilidades profissionais que mais serão exigidas nos próximos anos, também chamada de aprendizagem ao longo da vida. A qualificação e requalificação são cruciais, e as tecnologias que apoiam esse processo serão implementadas em grandes empresas de diversos setores. Aplicativos de realidade aumentada e Learning Analytics são algumas das ferramentas nessa área. 

As transformações tecnológicas que viveremos nos próximos dias, meses e anos são gigantescas. Ainda não conseguimos, de fato, mensurar os impactos de tais mudanças. A grande verdade é que elas serão partes decisivas para a existência de um futuro, principalmente no quesito ambiental. As práticas de ESG – a sigla em inglês ESG representa a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa (Environmental, Social and Governance) – se mostram cada vez mais necessárias e urgentes. 

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A descarbonização é uma agenda necessária em nossa sociedade, visto os grandes problemas ambientais que presenciamos e que já são inquestionáveis. Não conseguiremos reverter, mas podemos reduzir tais impactos. Ações e iniciativas como o Prêmio Mobilidade Limpa reforçam essa atenção às marcas, fabricantes e montadoras automotivas. 

Estar com esses executivos das maiores marcas do setor nos faz abrir os olhos para as grandes tendências e experiências que nos aguardam. O futuro é agora! 

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