sexta-feira, abril 3, 2026

Diário da Frota News no Campo de Provas da Mercedes-Benz 

Como publisher da Frota News convidado, tive a oportunidade de vivenciar experiências exclusivas no Campo de Provas da Mercedes-Benz do Brasil, localizado em Iracemápolis, interior de São Paulo. Durante dois dias, exploramos de perto as inovações da marca, testamos os veículos em diferentes condições e avaliamos a performance dos caminhões. Essa jornada será contada em dois capítulos: a hospedagem dentro do Actros Evolution e suas características, as pistas do campo de provas, os testes de performance com avaliação pelo sistema FleetBoard e, finalmente, o relato da experiência de dormir no caminhão e passar um dia inteiro nas pistas realizando diversos tipos de testes. 

Não faria sentido contar uma experiência de pernoite em uma cabine de caminhão dentro de um ambiente totalmente controlado. No entanto, para quem precisa escrever para os decisores de compra das frotas, avaliar se há coerência entre o marketing dos caminhões e a experiência real é essencial. Essa vivência se torna uma referência valiosa para comparar o que é prometido e o que é efetivamente entregue. 

Foram 12 jornalistas convidados, e havia 12 caminhões Mercedes-Benz Actros preparados como um verdadeiro hotel sobre rodas. Recebi as chaves do “apartamento 281” das mãos do diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil, Luiz Carlos Moraes, que também ocupou uma das unidades. 

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Não estávamos em um posto de rodovia, expostos a riscos, mas seguimos uma rotina semelhante à de um motorista profissional: organizar os objetos pessoais nos compartimentos da cabine, abastecer a geladeira com água, programar os sistemas de climatização interna (detalhes no capítulo sobre o caminhão), pegar a fila para o banho (quatro chuveiros para 12 pessoas), jantar e preparar a cabine para dormir. 

Compra de provas
Cada Actros recebeu uma numeração, sendo o apartamento de cada convidado no Campo de Provas

A versão que ocupei foi um Actros 2653 6×4, topo de linha em trem de força, mas intermediário em termos de conforto para o motorista. Ele contava com beliche, geladeira, climatizador, cortinas e um rádio com Bluetooth e USB, em vez do sistema multimídia com tela sensível ao toque e aplicativos de serviços e entretenimento. 

Testes práticos e avaliação pelo FleetBoard

Durante a experiência, primeiramente, tivemos a oportunidade de dirigir o Actros Evolution em diferentes pistas, tanto acompanhado por pilotos de teste da Mercedes-Benz quanto ao volante. Além disso, o sistema FleetBoard registrou nosso desempenho, atribuindo notas para direção eficiente, frenagem e consumo de combustível. Por fim, recebemos um certificado de avaliação, comprovando, assim, a experiência imersiva e educativa fornecida pela marca.

A experiência no Campo de Provas da Mercedes-Benz evidenciou como a marca investe em tecnologia, segurança e inovação. Com uma infraestrutura de ponta e um caminhão que redefine os padrões de eficiência, o futuro do transporte de cargas está cada vez mais conectado, seguro e inteligente. 

Campo de Provas
Antes de ir para as pistas, as instruções sobre o Campo de Provas com Andreas Hueller, gerente do CTVI, e Luis Carlos Moraes, diretor de Comunicação e Relações Instituicionais da Mercedes-Benz
Inaugurado com um investimento de R$ 90 milhões, inicialmente, o Campo de Provas da Mercedes-Benz é um dos mais avançados do Hemisfério Sul. Com 1,3 milhão de metros quadrados e 16 pistas de asfalto, concreto e terra, totalizando 12 km, além disso, o local é essencial para o desenvolvimento de veículos comerciais. Assim, o campo permite testes de durabilidade, conforto, segurança e eficiência energética.

Desde 2023, parte das instalações está disponível para a indústria nacional, ampliando sua influência no desenvolvimento automotivo no Brasil. O campo também se destaca na avaliação de veículos autônomos, híbridos e elétricos, consolidando-se como um polo tecnológico de relevância global. 

Campo de Provas
Alguns dos testes: rolagem e frenagem na pista oval, manobra e frenagem autônoma
Os principais testes realizados incluem: 
  • Teste de Durabilidade: Avalia o desgaste dos componentes em diferentes condições. 
  • Teste de Desempenho: Mede aceleração, frenagem e torque em aclives e declives. 
  • Teste de Conforto: Analisa ruído e vibração dentro da cabine. 
  • Teste de Segurança: Verifica sistemas avançados como freios e assistências de direção. 
  • Teste de Eficiência Energética: Examina consumo de combustível e emissões. 
Participamos da demonstração da frenagem autônoma e do ACC (piloto automático preditivo), inicialmente, no qual o condutor programa a distância em relação ao veículo da frente. Em seguida, na pista oval, pudemos avaliar a eficiência de desempenho sendo, assim, analisado pelo FleetBoard quanto à capacidade de aproveitar a inércia para economia de combustível e frenagem sem o uso do freio de serviço.
Após passar por vários desses testes monitorado pelo tecnologia de telemetria FleetBoard da Mercedes-Benz, este jornalista recebeu as seguintes notas:
campo de provas
Fonte: Mercedes-Benz do Brasil

Actros Evolution

O Actros Evolution foi apresentado na última Fenatran. Seu motor Mercedes-Benz OM 471 LA de 530 cavalos de potência a 1.600 rpm, com torque de 2.600 Nm a 1.100 rpm. É o mais potente da marca no Brasil desde a introdução da versão Proconve P8 (Euro 6). Outro destaque dessa terceira geração do OM 471 LA é o freio-motor de alta performance, com 580 cv de potência de frenagem. O que me ajudou a conquistar nota 9,19 em 10 no quesito frenagem. 

Nas pistas de ruídos, verificamos os baixos índices de ruído e vibração. Já o menor consumo de combustível, até 8% menor que o do OM 460 da legislação Euro 5, foi comprovado por testes da engenharia da Mercedes-Benz do Brasil. 

Oferecido nas versões Space e Top Space, a cabine do Actros foi desenvolvida para o Brasil dentro da plataforma global de caminhões da Mercedes-Benz. Espaçosa, acomoda confortavelmente dois ocupantes e possui um túnel de 120 mm, um dos mais baixos do mercado, proporcionando uma altura interna de até 1,84 m na parte traseira. Tenho 1,82 m de altura e, no espaço do vão do motor, minha cabeça quase tocava o teto, mas ainda dentro do limite. 

Por dentro da cabine

O interior da cabine, na cor bege, segue a tendência dos veículos Mercedes-Benz, transmitindo um ambiente aconchegante e espaçoso. A posição de dirigir é mais ergonômica, semelhante à de um automóvel, com regulagem ampla da coluna de direção (cerca de 30° e 100 mm de profundidade), acomodando motoristas de diferentes biotipos. 

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O banco pneumático possui até 11 regulagens e um design envolvente que “abraça” o motorista. Tem um curso total de 50 cm e um extra de 6 cm, acionado por alavanca. O cinto de segurança do motorista é integrado ao banco e possui regulagem de altura. 

A cama, sem recortes, tem colchão de peça única, espuma de alta densidade e tecido confortável, garantindo uma noite de sono normal. Além disso, mede 2,20 m de comprimento e 75 cm de largura, sendo removível para facilitar manutenções. O modelo avaliado contava com beliche opcional. 

A cabine, oferece mais de 30 porta-objetos, totalizando cerca de 700 litros de espaço. A geladeira gaveta, com capacidade de 25 litros, fica sob a cama e possui sensor de inclinação para evitar danos. Mesmo com o caminhão desligado, a água armazenada permaneceu gelada na manhã seguinte. 

O painel digital na versão Advanced possui duas telas de 12 polegadas de alta resolução. A versão Classic, testada por mim, conta com rádio Bluetooth e USB. Aliás, o volante multifuncional tem quatro raios e diâmetro de 450 mm, garantindo praticidade ao motorista. 

O Actros Evolution também conta com iluminação interna em LED, climatizador, ar-condicionado automático digital e sistema de aquecimento estacionário, proporcionando conforto térmico ideal. 

Além disso, incorpora tecnologias de segurança como ABA 5, Side Guard Assist, Attention Assist, Lane Warning System e muitos outros dispositivos que elevam o nível de proteção e eficiência do caminhão. 

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Explosión en el mercado de pesados en Argentina en el primer trimestre de 2025

IVECO sorprende, pero Mercedes-Benz mantiene el liderazgo entre las marcas de pesados en Argentina

El mercado argentino de vehículos comerciales pesados arrancó con fuerza en 2025. De enero a marzo, las ventas de camiones y autobuses registraron un crecimiento impresionante del 119,1% en comparación con el mismo período del año pasado. Según datos de la SIOMMA (Sociedad de Investigación de Mercado y Opinión) y la ACARA (Asociación de Concesionarios de Automotores de la República Argentina), se patentaron 5.457 unidades, frente a las 2.491 del primer trimestre de 2024.

Este salto significativo refleja una recuperación de la confianza del sector productivo, impulsada por señales de mejora en la economía argentina y una baja en las tasas de interés, que hasta el año pasado eran un obstáculo importante para las inversiones en renovación de flotas.

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Mercedes-Benz lidera, pero IVECO da la sorpresa

Apesar de la recuperación general del mercado, el protagonismo se repartió entre marcas tradicionales. Mercedes-Benz mantuvo el liderazgo general entre los fabricantes, con 2.140 vehículos vendidos, lo que representa un crecimiento del 79,1% interanual. La marca alemana dominó el ranking de modelos más vendidos, ocupando siete de los diez primeros lugares, incluyendo los camiones livianos Accelo 1016 y 815, los medianos Atego 1729s, el pesado Actros 2545, además del chasis de autobús BMO 384 (OF1621).

Sin embargo, la gran sorpresa del trimestre fue IVECO, que logró colocar los dos modelos más vendidos del período: el IVECO 170E y el IVECO STRALIS, con 322 y 335 unidades, respectivamente. Estas cifras representan aumentos del 97,5% y un impresionante 280,7% respecto al mismo período de 2024. En total, la marca italiana vendió 1.294 unidades, con un crecimiento del 79,2%, asegurando así la segunda posición en el ranking por marcas.

Volkswagen también entra en escena

Otra novedad fue la presencia de Volkswagen, cuyo modelo VW Constellation se ubicó en la octava posición entre los más vendidos, con 167 unidades – un crecimiento extraordinario del 8.250% –, reflejo de una estrategia de reposicionamiento en el segmento de pesados y una mayor disponibilidad de crédito para flotas.

¿El inicio de una nueva etapa de recuperación?

El fuerte desempeño del sector en el arranque del año genera optimismo entre analistas y empresarios argentinos, que ya observan señales de reactivación en sectores como la logística, la construcción y el agro, todos altamente dependientes del transporte terrestre de carga.

Además, las políticas de incentivo para la renovación de flotas, que están siendo evaluadas por el gobierno argentino, podrían dar aún más impulso a las ventas en los próximos trimestres. “La estabilidad cambiaria reciente y la baja en el costo del financiamiento permitieron que el empresario vuelva a planificar”, afirmó un directivo de ACARA.

Con la expectativa de nuevos lanzamientos y una mayor competitividad entre entre pesados en Argentina, el mercado de camiones en Argentina podría estar iniciando una nueva fase de expansión, tras años de retracción e incertidumbre.

 

VW Tiguan R-Line Turbo: nova versão estreia com 268 cv, mais luxo e esportividade

Depois de estrear no Brasil no fim de 2023 com a versão Allspace R-Line, a Volkswagen volta aos holofotes com uma nova configuração internacional da Tiguan: a R-Line Turbo, que traz mudanças significativas em motorização, design e tecnologia. São 48 cv a mais em relação à versão brasileira, além de um visual mais esportivo e uma cabine ainda mais sofisticada.

Apostando em um visual marcante e tecnologias de ponta, o novo modelo tem como destaque o motor 2.0 litros turbo de quatro cilindros, que entrega 268 cv de potência e 35,6 kgfm de torque. Embora o torque seja o mesmo da versão nacional, o ganho em potência se deve à adoção de um turbocompressor maior, reforços internos no motor e sistemas como resfriamento a óleo dos pistões e comando variável de válvulas.

Outro diferencial é o uso do ciclo Miller, uma estratégia de combustão voltada à eficiência energética, que permite ao modelo funcionar com gasolina comum, sem sacrificar performance.

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DNA esportivo com tração integral

A nova Tiguan R-Line Turbo entrega desempenho digno de modelos esportivos. Ela vem equipada com tração integral 4Motion de série, câmbio automático de oito marchas e discos de freio maiores, oferecendo condução segura e responsiva em qualquer condição.

Estilo marcante e acabamento refinado

Tiguan
Painel da Tigual Allspace R-Line atual e o novo painel

O visual também evoluiu. A R-Line Turbo traz retrovisores e teto em preto brilhante, rodas de liga leve de 20 polegadas e elementos iluminados nas extremidades dianteira e traseira, destacando sua proposta mais agressiva e premium.

Por dentro, o destaque vai para o acabamento de luxo: madeira de nogueira, couro marrom acolchoado, costuras brancas no painel e uma lista generosa de equipamentos. A central multimídia de 15 polegadas e o painel digital de 10,3″ criam uma cabine conectada e tecnológica.

Entre os itens de série estão:

  • Sistema de som Harman Kardon com 12 alto-falantes
  • Bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e massagem
  • Iluminação ambiente personalizável
  • Carregador por indução para smartphones

R-Line Turbo (EUA) x Allspace R-Line (Brasil)

Característica R-Line Turbo (EUA) Allspace R-Line (Brasil)
Motor 2.0 TSI – 268 cv 2.0 TSI – 220 cv
Torque 35,6 kgfm 35,6 kgfm
Câmbio Automático de 8 marchas Automático de 8 marchas
Tração Integral (AWD) de série Integral (AWD)
Rodas 20″ 19″
Central multimídia 15″ 10,1″
Interior Couro marrom + madeira Couro preto + alumínio
Preço (estimado) US$ 46 mil R$ 278 mil (abril/2025)

 

Mercado e expectativa para o Brasil

Com preço estimado em US$ 46 mil nos Estados Unidos, a Tiguan R-Line Turbo mira rivais de peso como BMW X1, Audi Q5 e Mercedes GLC, oferecendo recursos comparáveis por um valor mais competitivo para quem não importa muito com status de marca.

Ainda não há confirmação oficial sobre sua chegada ao Brasil, mas especialistas do setor acreditam que a VW pode trazer o modelo via importação — ou incluí-lo em um futuro plano de produção local voltado para SUVs premium.

Assista nosso Canal FrotaCast: 

Se chegar ao mercado nacional, é provável que custe acima de R$ 300 mil, posicionando-se como a Tiguan mais sofisticada já vendida no país.

Maesk realiza mega logística e transporta 635 toneladas para WEG por 3 mil km de Minas até Amazônia

Uma operação que mobilizou rodovias, portos e rios por mais de 3 mil quilômetros. Assim foi a travessia de 635 toneladas de equipamentos rumo ao coração da floresta amazônica, em uma jornada que envolveu planejamento milimétrico, desafios ambientais e uma verdadeira dança entre engenharia e logística. A responsável por liderar essa façanha foi a WEG, multinacional brasileira com sede em Jaraguá do Sul (SC), referência global em soluções para energia e automação.

A missão: entregar três transformadores de grande porte e dezenas de acessórios ao município de Silves (AM), no Norte do Brasil. A entrega era parte do projeto Azulão, uma iniciativa bilionária do setor energético que promete injetar 950 megawatts (MW) de energia no sistema nacional, a partir da exploração de gás natural na região.

Uma jornada multimodal

A logística começou em Betim (MG), onde os transformadores foram cuidadosamente acondicionados e distribuídos em 24 caminhões. Da cidade mineira, os veículos seguiram por rodovias até o Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, onde a carga foi consolidada para embarque marítimo.

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Do litoral fluminense, as cargas seguiram por navio até Belém (PA), utilizando o Porto de Outeiro. A precisão nos prazos era crucial, já que a etapa seguinte — fluvial — dependia diretamente das condições de navegabilidade da bacia amazônica, afetada por uma estiagem histórica.

Desafio amazônico: vencer a seca dos rios

A etapa final, e mais crítica, foi a travessia pelos rios amazônicos, entre Belém e Silves. Com os níveis das águas em baixa, a operação exigiu acompanhamento constante das condições da bacia, além de cálculos rigorosos sobre o peso da carga e o calado das embarcações. Um erro poderia significar encalhe, atrasos ou até a perda de equipamentos essenciais para o projeto Azulão.

“Foi um trabalho de precisão e sinergia. Nada poderia sair do planejado”, relata um dos engenheiros envolvidos na operação.

Muito mais que logística

Mais do que um desafio técnico, a entrega representava um ponto crucial para o cronograma do projeto Azulão, que movimenta cerca de R$ 5,8 bilhões em investimentos. Os transformadores entregues são peças-chave para a infraestrutura de geração de energia no estado do Amazonas. Qualquer falha colocaria em risco semanas — senão meses — de trabalho e bilhões em investimentos.

Para garantir o sucesso, a WEG contou com a parceria da gigante de logística Maersk e uma rede de fornecedores e operadores especializados em transporte de cargas pesadas, navegabilidade fluvial e engenharia de risco. Tudo isso com respeito às especificidades ambientais da região, sem comprometer os ecossistemas sensíveis da floresta.

Força industrial brasileira

A travessia das 635 toneladas até Silves não foi apenas um feito logístico — foi uma demonstração da força industrial do Brasil. A WEG, que começou como uma pequena empresa em Santa Catarina, mostrou mais uma vez sua capacidade de liderar projetos de alta complexidade, mesmo em regiões de difícil acesso.

Assista o Canal FrotaCast:

Ao conectar engenharia de ponta, sensibilidade ambiental e uma logística de guerra, a empresa reforça sua posição como protagonista do desenvolvimento energético e da infraestrutura nacional.

No fim, mais do que transformar componentes em energia, a operação simboliza a capacidade brasileira de transformar desafios em soluções — e sonhos em realidade.

 

PERSE revogado: A bomba que explodiu no colo da hotelaria brasileira

Imagine estar em plena recuperação após o maior colapso da história da hotelaria moderna — e, de repente, ver o principal suporte fiscal do setor sendo arrancado sem cerimônia. Foi exatamente isso que aconteceu após a aprovação da revogação dos benefícios fiscais do PERSE (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), sacramentada pelo Congresso Nacional em 2024.

O programa, criado pela Lei nº 14.148/2021, previa isenção de tributos como IRPJ, CSLL, PIS/Pasep e Cofins por até 60 meses para empresas do setor de eventos, turismo e hotelaria — um respiro vital diante do colapso econômico causado pela pandemia. A revogação, proposta pela Medida Provisória nº 1.202/2023, publicada em 28 de dezembro de 2023, gerou imediata comoção no setor e, mesmo com forte resistência de entidades e parlamentares ligados ao turismo, foi confirmada em 2024 pelo Legislativo.

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Agora, em abril de 2025, o setor sente os efeitos reais dessa decisão. Hotéis, pousadas, operadoras e pequenas redes que contavam com a previsibilidade tributária do PERSE enfrentam um cenário instável, com aumento de carga tributária, travamento de investimentos e risco iminente de fechamento em massa.

E não foi a única voz de indignação. Entidades como a FBHA e a Resorts Brasil também se posicionaram duramente. O discurso é unânime:

🔴 Menos empregos

🔴 Menos investimento

🔴 Mais risco de fechamento de hotéis

O impacto vai além das planilhas

Estamos falando de um setor que gera milhões de empregos, movimenta a economia local e é peça-chave na imagem do Brasil como destino turístico. E, diferente de outras indústrias, a hotelaria não consegue se reinventar da noite para o dia. Precisa de planejamento, previsibilidade e — principalmente — confiança no ambiente regulatório.

Revogar o PERSE sem diálogo, sem transição e sem escuta ativa é mais do que um erro político: é uma ameaça real ao futuro de milhares de empreendedores que estavam tentando se reerguer.

E agora, Brasil?

Nos bastidores de Brasília, o clima é de tensão. Parlamentares ligados ao turismo já pressionam por mudanças. Há quem fale em reverter a medida no Congresso. Mas enquanto isso não acontece, o setor faz o que sempre fez: se adapta. Resiste. Luta.

Mas sejamos francos: o PERSE não era privilégio, era justiça. E sua revogação pode custar caro — não só para os hoteleiros, mas para o país inteiro.

Exportando cultura de caminhões para a China: Uma parte importante da Scania

O artigo “Exportando cultura de caminhões para a China: Uma parte Importante dos negócios da Scania” é de autoria do jornalista, editor da revista sueca Trailer e membro do ITOY, Rutger Andersson, e publicado no Brasil com exclusividade pela Frota News. Confira:

Mats Harborn, veterano da Scania na China e chefe do escritório do TRATON Group na China, vê a cultura de caminhões como um componente chave na construção da marca Scania na China. Tudo começou quando eles trouxeram Svempa e a “Red Pearl” para Xangai em 2011. Há apenas alguns meses, um dos clientes da Scania organizou o maior festival de caminhões já realizado na China.

Há claras semelhanças com os grandes festivais de caminhões na Suécia e na Europa, com muitos caminhões de várias marcas desfilando pelo enorme centro de testes da Porsche em Xangai. Muitos deles buzinam e piscam as luzes.

Este foi o terceiro – e maior – festival organizado pelo Special Truck Club (STC), fundado e presidido pelo cliente da Scania, Liu Weitao. Os dois primeiros festivais foram realizados em instalações menores nos arredores de Xangai. Pela primeira vez, o STC alugou o grande centro de testes da Porsche em Xangai. — “Foi um sucesso fantástico. Liu e sua equipe montaram um programa muito ambicioso”, diz Mats Harborn, chefe do escritório do TRATON Group em Pequim.

Seu colega David Källsäter, o novo CEO da empresa de vendas da Scania na China, fez o discurso de abertura, assim como Liu e o prefeito de Jiading, um distrito de Xangai, que também participou ativamente do festival de caminhões.

Mats participou de um seminário sobre cultura de caminhões. Ele sabe como isso ajudou a construir a marca Scania na Europa e trabalhou a longo prazo para fazer o mesmo na China.

Shanghai Automotive Show

Para entender como tudo começou, temos que voltar a 2011. — “Foi quando trouxemos Svempa e a ‘Red Pearl’ para o Shanghai Automotive Show e roubamos a cena. Dois anos depois, fizemos o mesmo com a ‘Green Jade’.” Quando a mídia perguntou por que a Scania exibiu esses atrativos, Mats explicou que eles queriam ajudar a cultivar uma cultura de caminhões na China. — “Acreditamos que isso tem muitos efeitos positivos, como mais bem cuidado dos caminhões, o que, por sua vez, melhora a eficiência do combustível e prolonga a vida útil do veículo.”

Há cerca de dez anos, Mats também demonstrou esse fenômeno a um grupo de jornalistas chineses, levando-os ao Trailer Trucking Festival no Mantorp Park.

Liu Weitao, que normalmente transporta eletrônicos just-in-time, foi um dos transportadores que levou a mensagem a sério. Em 2021, ele fundou o Special Truck Club e organizou o primeiro festival de caminhões. Antes do segundo evento, ele fez uma “peregrinação” por terra para a Europa em busca de inspiração.

Liu e o colega motorista Guo Longxian dirigiram seu Scania V8 mais de 13.000 km de Xangai ao Truck Star Festival em Assen, cerca de 200 km a nordeste de Amsterdã. — “Dirigimos e dormimos no caminhão por duas semanas. A cabine é alta e espaçosa, e as condições de vida eram extremamente confortáveis”, Liu nos contou quando o Trailer.se cobriu a viagem no verão de 2023.

Viisita à Södertälje

Depois de participar do Truck Star Festival, eles continuaram para a Suécia para visitar a sede da Scania em Södertälje e Svempa, que se tornou algo como um guru da cultura de caminhões na China.

Para o festival deste ano, Svempa também enviou uma saudação em vídeo com Mats Harborn, desejando boa sorte aos organizadores.

Mats vê esta terceira edição como um verdadeiro avanço para os festivais de caminhões na China. Foi uma verdadeira celebração com elementos profissionais e populares.

O evento contou com exposições de caminhões, seminários, test drives de caminhões e passeios em carros de alto desempenho da Porsche. Na área de exposição, onde os transportadores exibiam orgulhosamente seus caminhões personalizados e pintados, os visitantes podiam comprar mercadorias, acessórios para caminhões, lanches e cordeiro grelhado com bebidas adequadas.

Quando a noite caiu, a área se iluminou com caminhões decorados e um show de luzes no palco, onde DJs e bandas de rock tocaram música energizante. — “Foi uma experiência inesquecível para todos – jovens e idosos, homens e mulheres, profissionais e visitantes curiosos.”

Ao contrário dos dois primeiros festivais, que foram dominados pela Scania, Volvo, Mercedes e MAN, este ano contou com muitos caminhões decorados com marcas chinesas na frente.

Enquanto os primeiros pioneiros tinham que importar peças personalizadas da Europa, esses acessórios agora também são fabricados na China.

Finalmente, o sucesso no centro de testes da Porsche em Xangai inspirou Liu Weitao a planejar a quarta edição do festival. Ele está planejando outra visita à Europa e espera que o Truck Star Festival envie um representante para seu evento na China.

Liu Weitao sobre porque a cultura de caminhões importa:

“Na China, o mercado ainda está se desenvolvendo, e muitos transportadores e motoristas não levam seus veículos a sério. Se você não ama seus cavalos de trabalho – os caminhões em que você vive e trabalha por longas horas todos os dias – o nível de toda a indústria de transporte e setor de veículos permanecerá baixo.”

“Quando conseguimos que proprietários, motoristas, fabricantes e fabricantes de equipamentos respeitem e amem verdadeiramente seus caminhões, algo muda. As pessoas começam a manter seus veículos melhor e a dirigir de forma mais responsável. Isso reduz os custos de combustível, manutenção e reparo. Também prolonga a vida útil do veículo e aumenta o valor de revenda. É um ganha-ganha-ganha para todos!” (Contado a Mats Harborn com grande entusiasmo.)

O ano em que os caminhões de quatro eixos mudaram o transporte pesado

Neste artigo, vamos mostrar a evolução dos caminhões de quatro eixos 8×4 para construção e mineração desde abril de 1985 até os diais atuais. Também quais são os modelos oferecidos atualmente pela DAF Caminhões Brasil, Scania, Volkswagen e Volvo. A Iveco já chegou a ter modelo 8×4, mas no momento, oferece somente o 6×4.

Salão de Hannover

Em abril de 1985, durante a Feira de Hannover, foi apresentada uma nova geração de caminhões rígidos de quatro eixos, marcando um avanço significativo na engenharia de veículos pesados. Essa linha incluía seis modelos básicos, distribuídos em quatro categorias de potência, variando de 250 cv a 355 cv. Esses caminhões foram projetados principalmente para aplicações como basculantes e chassis para betoneiras, ambos com dois eixos motrizes, atendendo às demandas crescentes dos setores de construção e mineração.

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A introdução desses caminhões de quatro eixos visava otimizar a distribuição de carga e aumentar a capacidade de transporte, mantendo a manobrabilidade e a eficiência operacional. A configuração 8×4, com dois eixos dianteiros direcionais e dois traseiros motrizes, proporcionava melhor aderência e estabilidade, especialmente em terrenos desafiadores.

Além disso, a variedade de potências oferecidas permitia que os veículos fossem adaptados a diferentes necessidades operacionais, desde o transporte urbano até operações em canteiros de obras e mineração. A flexibilidade na aplicação desses caminhões refletia a evolução das exigências do mercado e a busca por soluções mais eficientes e econômicas.

Impacto no setor e evolução posterior

A apresentação desses modelos na Feira de Hannover de 1985 sinalizou uma tendência crescente na indústria de veículos pesados: a especialização e a customização dos caminhões para atender a nichos específicos do mercado. Essa abordagem influenciou o desenvolvimento de futuras gerações de caminhões, incentivando inovações em design, motorização e configurações de eixos.

No Brasil, por exemplo, a adaptação de caminhões para configurações como o 8×2 tornou-se comum, visando aumentar a capacidade de carga sem comprometer a legislação de trânsito e as limitações de infraestrutura. Modelos como o Scania R 440 8×2 exemplificam essa evolução, oferecendo soluções mais econômicas e eficientes para o transporte de cargas pesadas.

Mercado brasileiro

Atualmente, no Brasil, há vários modelos 8×4 rígido oferecidos pelas principais marcas. Vamos conhecer os principais de fábrica, lembrando, que é um segmento que as montadoras oferecem outras opções por meio de customização.

Marca Modelo Potência PBT técnico
DAF CF FAD 8×4 MX-13 480 cv 58.000 kg
Mercedes-Benz Atego 3330 8×4 K / B 286 cv 45.100 kg
Mercedes-Benz Arocs 58 Ton 8×4 K 495 cv 58.000 kg
Scania Super G B8x4HZ XT* 560 cv 60.000 kg
Volkswagen Constellation 33.260 8×4 260 cv 32.400 kg
Volvo VMX MAX 8x4R 360 cv 33.400 kg
Volvo FMX 8x4R 540 cv 52.000 kg
Volvo FMX MAX 8x4R 540 cv 58.000 kg

 

*No caso da Scania, que não trabalha com modelos pré-definidos, fizemos a configuração do modelo considerando a aplicação severa off-road e, o modelo sugerido pelo aplicativo foi o Super G XT B8x4HZ. O B no nome significa que se trata de um chassi rígido, e o HZ é a o tipo de suspensão, mecânica neste caso. A sigla XT significa que o caminhão vem com os reforços para uso fora de estrada.

Assista nosso Canal do FrotaCast:

Scania S 770:  Casal transforma o caminhão mais potente do Brasil em motorhome de luxo

Há sonhos que não se explicam — apenas se sentem. Nascem em silêncio, crescem entre desafios e, quando menos se espera, ganham forma. Ou melhor, ganham rodas. Foi assim com Marcos Alexandre Juchem e Ana Patricia Caye, o casal por trás da Arlemar Transportes. Juntos, eles transformaram o caminhão mais potente do Brasil, um Scania S 770 V8, em algo muito além de um veículo: uma casa sobre rodas, um símbolo de persistência e paixão que carrega toda uma história familiar.

A trajetória de amor pelos caminhões começou em 1985, quando o pai de Marcos adquiriu seu primeiro Scania, um modelo 112 comprado na Brasdiesel, então responsável pelo atendimento no Rio Grande do Sul. A partir dali, a paixão virou negócio: em 1993, nascia a Arlemar Transportes, nome que une os irmãos Arley e Marcos — “Arle” e “Mar” — em uma transportadora que hoje, 32 anos depois, ostenta uma frota de 28 caminhões, quase todos da marca sueca, incluindo relíquias como um Scania 113 de 1996 com apenas 55 mil quilômetros rodados e um V8 143 restaurado.

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Mas não foi uma estrada fácil. Começando com fretes gerais como terceirizados, a empresa enfrentou altos e baixos até se tornar parceira direta da Ambev, transportando 100% da carga da companhia nos estados do Sul do país. A solidez de hoje veio da resistência de ontem — como nas viagens feitas por Marcos ainda nos anos 90, a bordo do Scania 112 do pai, com Ana ao lado desde os 15 anos, dividindo a boleia e a vida.

“Comecei a viajar aos 18, meu pai sempre teve caminhão, sempre estive na estrada. Mas viajando como motorista você não conhece os lugares, só trabalha. Acho que o sonho começou aí”, conta Marcos.

motorhome
Foto: Divulgação

O caminhão que virou lar

Em 2022, durante a Fenatran, Marcos e Ana deram o próximo passo em direção a esse sonho. Adquiriram um Scania S 770 V8, e desde o início já sabiam: aquele não seria apenas mais um caminhão na frota. Com a entrega feita em 2023, começou a transformação: um motorhome de luxo, feito sob medida para a família e com tudo o que um lar precisa — e muito mais.

“Com certeza nossa intenção era ter uma casa premium num caminhão premium”, afirma Marcos. E conseguiram.

Ana, que também dirige o S 770, valoriza o conforto e o silêncio do motor V8, e já conquistou pontuação máxima no sistema de conectividade da Scania. “Quem sabe pisar faz mais economia que os outros”, diz, orgulhosa.

A decoração e os pedidos de adaptação ficaram a cargo dela. O veículo foi entregue já com algumas modificações específicas: sem bagageiros laterais, sem parking cooler e com o freio Retarder — tudo para facilitar a transformação em residência. O chassi foi alongado em São Marcos (RS), e a montagem interna ficou por conta da Vegini, empresa de Santa Catarina.

Segundo Alexandre Felix, gerente de Negócios da Scania Operações Comerciais Brasil, o projeto é motivo de orgulho. “O Marcos está sempre nos desafiando internamente e nos ajuda a desenvolver coisas diferentes. Esse é nosso intuito como marca: entregar aquilo que o cliente precisa, seja para o transporte ou para a realização de um sonho, como foi o caso deste motorhome.”

Uma casa sobre rodas — e que casa!

Com 13,5 metros de comprimento e 45 m² de área útil com as laterais expandidas, o motorhome é uma verdadeira mansão móvel. Conta com dois quartos — um deles suíte —, banheiro, seis televisores (incluindo uma de 75 polegadas na cozinha externa), três aparelhos de ar-condicionado, forno elétrico, micro-ondas, adega, lareira, sistema de som JBL com sound bar e torre de 1.000 watts.

Além disso, há autonomia de verdade: gerador a diesel, tanque de mil litros de água, pintura cinza Nardo (a mesma do Scania comemorativo de 65 anos) e segurança de ponta, com fechadura eletrônica, sistema antirroubo original de fábrica, rastreador, câmera de ré e câmeras laterais.

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Na área externa, o show continua: cozinha completa com fogão, coifa, geladeira duplex, freezer horizontal, chopeira, cervejeira, máquina lava e seca de 12 kg e muito mais. Tudo planejado para que a estrada nunca seja obstáculo — apenas caminho.

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Destino: liberdade

Os primeiros destinos já estão definidos: Bonito (MS) e Aparecida (SP), dois sonhos antigos de Ana. “Estamos aguardando a documentação sair do Detran. No documento precisa constar motorhome, e aí sim podemos viajar. Assim que estiver pronto, quero ir a Bonito e Aparecida”, conta. Argentina e Uruguai também estão no radar.

Foram dois anos de transformação até que o Scania S 770 se tornasse o que é hoje: não apenas o caminhão mais potente do Brasil, mas um símbolo do que é possível quando se sonha com o coração e se constrói com persistência.

Da boleia ao lar, da estrada ao aconchego, a história de Marcos, Ana e da Arlemar Transportes é uma homenagem sobre rodas à coragem de sonhar. E você, já pensou até onde um sonho pode te levar?

Fonte: Jornada Scania

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Lançamento: Retrofit do Fiorino Elétrico para concorrer com Renault Kangoo E-Tech

Um banco digital e uma locadora ultrapassam a Fiat e lançam o Fiorino Elétrico, para oferecer uma solução sustentável para a logística urbana. O BS2, primeiro banco digital especializado em empresas, e a MEV, pioneira na conversão de veículos a combustão para elétricos no Brasil, anunciaram nesta semana uma parceria para o lançamento da Fiorino Elétrico por assinatura, novo produto da MEV Rental, braço de locação de veículos eletrificados do grupo MEV Mobilidade S.A.

Há dois anos, a Stellantis, dona da marca Fiat, Peugeot, Citröen, entre outras, chegou a anunciar o desenvolvimento do kit para retrofit de comerciais leves, Fiat Fiorino e Peugeot Partner em versões com motorização elétrica. O projeto era em parceria com o Senai, WEG e Fuel Tech. No entanto, não há mais notícias sobre este projeto.

Fiorino elétrico
Projeto da Stellantis para retrofit de Peugeot Partner e Fiat Fiorino em versões elétricas

Fiorino by MEV

Desenvolvida especialmente para empresas de logística de última milha, o Fiorino Elétrico chega ao mercado como uma solução para reduzir custos operacionais e a pegada de carbono das empresas. A novidade é oferecida por meio de um modelo de assinatura flexível, com cobertura completa da BS2 Seguros.

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Fiat Scudo: O furgão intermediário para cargas

Em frotas: Fiat Mobi ou Fiat Argo? Já perguntou ao colaborador?

“Estamos entusiasmados em apoiar uma iniciativa tão inovadora e necessária como a da MEV. A mobilidade sustentável no setor de logística não só impacta positivamente o meio ambiente, mas também traz benefícios para toda a cadeia de empresas que dependem desse setor”, afirma Adriano Romano, CEO do BS2 Seguros. “Essa colaboração é uma oportunidade de alinhar tecnologia, sustentabilidade e segurança para gerar valor em todo o mercado”.

“Com o Fiorino Elétrico por assinatura, estamos entregando uma alternativa sustentável, econômica e inovadora para as empresas que enfrentam os desafios da última milha”, destaca Matheus Maia, CEO e cofundador da companhia.

O serviço oferece acesso a uma frota equipada com tecnologia de ponta e assistência especializada, pronta para atender às exigências do transporte urbano moderno. A expectativa é que a união entre a MEV Rental e o BS2 Seguros funcione como um facilitador na transição para frotas elétricas, tornando o setor logístico mais eficiente e ambientalmente responsável.

Renault Kangoo E-Tech

No segmento do Fiorino, a única opção no mercado brasileiro é oferecida pela Renault, também por meio de assinatura. O furgão Kangoo E-Tech 100% elétrico lançado no Brasil compete em posição intermediária entre de capacidade de carga entre 3,3 m³ (BYD eT3) e os modelos irmãos da Stellantis (Fiat e-Scudo, Citroën Ë-Jumpy e Peugeot e-Expert) de 6,1 m³. No entanto, o novo Kangoo elétrico chega com preço, eficiência e uma ampla lista de equipamentos que o torna mais competitivo entre os modelos para entregas urbanas.

O novo Kangoo E-Tech 100% elétrico vem equipado com um motor de 90 kW (120 cv) e 25 kgfm (245 Nm) de torque instantâneo. A nova bateria de íons de lítio de 45 kWh, composta por oito módulos independentes, possui autonomia de 210 km, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) e autonomia no ciclo urbano de até 329 km e de 300 km no ciclo combinado, conforme a norma do INMETRO (SAE J1634).

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O espaço volumétrico de carga é de 4,3 m³, de peso de 800 kg e de reboque de 1.500 kg. As medidas internas são de 2,2 metros de comprimento, 1,5 metro de largura e 1,3 metro de altura. A área de carga possui portas traseiras 1/3 – 2/3 que podem abrir de 90.º a 180.º. A sua porta lateral deslizante extralarga (864 mm) permite a acomodação de grandes objetos e facilidade de carga e descarga em centros urbanos. No novo Kangoo a bitola traseira e mais larga que a anterior para oferecer mais espaço de carga.

As fechaduras das portas lateral e traseiras foram removidos para aumentar a resistência à intrusão e ao roubo. Um sistema de travamento oferece um nível mais alto de proteção: os controles internos de destravamento das portas só se ativam se a chave for utilizada. Com isso, em caso de arrombamento da cabine, a área de carga permanece fechada.

 

 

Toyota Hilux Mild Hybrid 48V: novo capítulo nas picapes sustentáveis

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Robustez, resistência e confiabilidade sempre foram marcas registradas da Toyota Hilux. Mas agora, a icônica picape japonesa inaugura uma nova era com a chegada da Hilux Mild Hybrid 48V – um modelo que equilibra potência bruta e consciência ambiental como poucas vezes se viu no segmento.

Hibridização inteligente, sem perder o DNA off-road

A principal novidade é sob o capô. Primeiramente , o consagrado motor 2.8 turbodiesel de 204 cv ganhou um reforço tecnológico: um sistema mild hybrid de 48V, que integra um motor-gerador elétrico de 12 kW e uma bateria de íons de lítio. Além disso , o conjunto oferece torque extra de 65 Nm nos momentos mais críticos, como, por exemplo , arrancadas em terrenos soltos ou subidas íngremes.

Na prática, isso significa mais eficiência e controle, sem renunciar à tração 4×4, bem como aos 500 Nm de torque, à capacidade de reboque de 3.500 kg e à carga útil de 835 kg. Por fim , a Toyota afirma que o novo sistema garante uma economia de combustível de até 10%, o que resulta em uma redução proporcional nas emissões de CO₂.

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Tecnologia que trabalha em silêncio

Um dos grandes trunfos da nova Hilux híbrida está na forma como o sistema elétrico atua: silenciosamente e sem interferir nas características estruturais da picape. A bateria e o motor elétrico foram integrados de forma a não comprometer a altura livre do solo ou o espaço da caçamba – dois pontos essenciais para quem realmente encara trilhas, pedras e travessias.

O sistema Start & Stop também foi refinado: está mais rápido e menos perceptível. Garantindo uma experiência de direção mais suave, tanto no barro quanto no trânsito urbano.

Visual renovado, essência preservada

A Hilux Mild Hybrid 48V não é só moderna por dentro. Por fora, o design recebeu atualizações importantes: nova grade frontal tridimensional, faróis full LED, para-choques redesenhados e rodas de 18 polegadas no acabamento VXL. A postura segue imponente, com o toque extra de sofisticação que os tempos pedem.

O interior combina resistência e tecnologia. A central multimídia de 8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, os bancos com aquecimento, o ar-condicionado automático e os sistemas de segurança como controle de cruzeiro adaptativo, sistema de pré-colisão, sensores de estacionamento, câmera de ré e controle de descida tornam a condução mais confortável e segura – na estrada ou fora dela.

Versátil na trilha e na cidade

Apesar da alma aventureira, a nova Hilux também se sente em casa no asfalto. Graças à tecnologia híbrida leve, o modelo recebeu na Europa o selo ambiental ECO, o que garante benefícios como acesso a zonas de baixa emissão, isenção ou descontos em pedágios e facilidades para estacionamento em áreas urbanas restritas.

É possível passar o fim de semana explorando cavernas vulcânicas na Capadócia, e na segunda-feira encarar a rotina urbana com agilidade e eficiência.

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Chegada ao Brasil prevista para 2026

Atualmente disponível na Espanha em versão única – cabine dupla com acabamento VXL –, a nova Hilux Mild Hybrid 48V parte de 51.250 euros para o público geral e 41.497 euros (sem impostos) para empresas e frotistas.

A chegada ao Brasil está prevista para 2026, e promete causar impacto num mercado cada vez mais atento à eficiência energética, mas que ainda exige veículos preparados para qualquer terreno.

Conclusão: força com inteligência

A Toyota mostra que inovação e tradição podem andar juntas. A Hilux Mild Hybrid 48V não apenas mantém viva a reputação da picape mais respeitada do mundo, como também a projeta para o futuro. É o tipo de veículo que encara desafios com naturalidade, mas que agora faz isso de forma mais limpa, econômica e tecnológica.

Será que os fãs da Hilux vão aprovar essa revolução híbrida?