Frotistas concentram R$ 9,8 bilhões da fase 2 do Move Brasil; verba para ônibus chega a 75% de comprometimento
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou R$ 10 bilhões em aprovações na linha BNDES Mais Mobilidade, destinada à renovação da frota nacional de caminhões, caminhões‑tratores, ônibus, micro‑ônibus e implementos rodoviários. O montante, equivalente a 47,1% da dotação total de R$ 21 bilhões, foi atingido em apenas 12 dias após a abertura do protocolo de propostas.
A linha contabiliza 8.377 operações, com tíquete médio de R$ 1,2 milhão, atendendo transportadores autônomos, cooperados, empresários individuais e empresas de transporte rodoviário e urbano. Até o momento, 1.373 municípios foram contemplados. Os frotistas concentram a maior parte dos recursos: R$ 9,8 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão destinados à compra de ônibus. Já os autônomos somam R$ 139,8 milhões em 315 operações.
O ritmo das contratações já consumiu cerca de metade dos recursos do Move Brasil 2. No segmento de ônibus, a demanda é ainda maior: 75% da verba destinada à modalidade já está comprometida.
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Move Brasil 2: ampliação do crédito e novas regras
Com a abertura do protocolo em 29 de maio, o governo ampliou o escopo do programa, que agora totaliza R$ 21,2 bilhões em recursos. A nova fase do programa estabelece uma série de diretrizes específicas. Entre elas, a reserva de R$ 2 bilhões para a aquisição de ônibus e micro‑ônibus, além de R$ 2 bilhões destinados a transportadores autônomos e cooperados, ampliando o alcance da política pública. Para veículos novos, passa a ser obrigatória a fabricação nacional e o atendimento ao padrão Proconve P‑8, que estabelece limites mais rígidos de emissões.
No caso de caminhões e caminhões‑tratores seminovos, a liberação é restrita a autônomos e cooperados, desde que os veículos tenham fabricação a partir de 2012 e atendam ao padrão Proconve P‑7, além de cumprirem critérios de rastreabilidade fiscal. O programa também define um limite de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo para contratação.
As condições de financiamento variam conforme o perfil do beneficiário. Os prazos podem chegar a 120 meses, com carência de até 12 meses para autônomos, enquanto empresas de transporte de cargas têm prazos menores, de até 60 meses. As taxas de juros podem alcançar níveis competitivos, chegando a 13% ao ano, dependendo da política adotada pelo agente financeiro.
Além da aquisição dos veículos, o programa permite financiar itens complementares, como seguros e comissões de fundos garantidores, voltados especialmente para empresas com receita bruta anual de até R$ 300 milhões, ampliando a segurança e a viabilidade das operações.
Impacto na indústria e continuidade do programa
A iniciativa chega em um momento de retração nas vendas de caminhões, pressionadas pelos juros elevados. Embora não alcance proprietários de veículos muito antigos, o programa deve impulsionar montadoras, fabricantes de implementos, concessionárias e serviços de manutenção.
A primeira fase do Move Brasil, operacionalizada pelo BNDES Renovação de Frota, já havia demonstrado a força da demanda: entre dezembro de 2025 e maio de 2026, foram 8.444 operações, 5.135 clientes atendidos e 15,6 mil caminhões financiados, totalizando R$ 9,7 bilhões.
Banco Mercedes-Benz acelera liberações e ultrapassa R$ 1 bi

O Banco Mercedes-Benz do Brasil aprovou R$ 1,069 bilhão em financiamentos do programa BNDES Mais Mobilidade (Move Brasil 2) nas duas primeiras semanas de operação, superando todo o volume submetido na fase anterior do Move Brasil, que havia totalizado R$ 616 milhões.
A instituição mobilizou equipes comerciais e a rede de concessionárias Mercedes-Benz para acelerar análises e aprovações e total aprovado, R$ 768 milhões foram destinados à compra de caminhões e implementos rodoviários, enquanto R$ 301 milhões financiaram ônibus e carrocerias.
Segundo Leonardo Piccinini, presidente e CEO do Banco Mercedes-Benz, o desempenho inicial confirma a relevância do BNDES Mais Mobilidade para o setor de transporte, impulsionado pela retomada dos investimentos em cargas e passageiros.
Com orçamento de R$ 21,2 bilhões e recursos limitados, o programa opera por ordem de contratação, o que leva a instituição a recomendar que empresas antecipem pedidos para garantir acesso às condições competitivas. Piccinini destaca que o banco está preparado para apoiar transportadores na busca por eficiência operacional, renovação de frota e aumento de competitividade.
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VWFS expande CarBank e supera 100 mil contratos no mercado multimarcas
A Volkswagen Financial Services (VWFS) apresenta balanço sobre a divsão multimarcas CarBank, criada em 2022 para ampliar a venda de financiamentos para clientes de outras marcas. Segundo Rodrigo Capuruço, CEO da VWFS), a iniciativa já acumula mais de 100 mil contratos negociados e reúne cerca de 8 mil lojas e concessionárias cadastradas em todo o país. Desde sua criação, o CarBank registrou crescimento de 89% em ativos e 53% no volume de contratos.
O avanço do CarBank também se apoia em tecnologia e inteligência de dados para acelerar a concessão de crédito e garantir maior autonomia aos parceiros. De acordo com Carlos Augusto de Mello Carneiro, Diretor de Multicanais da VWFS Brasil, a análise de crédito é realizada em minutos, assegurando agilidade e competitividade aos lojistas. A operação reforça o movimento da VWFS de transformar o acesso à mobilidade no país, conectando inovação, proximidade com parceiros e uma estratégia de crescimento contínuo.
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