quinta-feira, maio 7, 2026

MWM apresenta motor a biometano de 570 cv e entra no segmento de pesados a gás

A MWM, subsidiária da Tupy, abriu uma nova frente no mercado de transporte pesado ao apresentar um motor a biometano/GNV de 15 litros, seis cilindros em linha, 570 cv e 2.600 Nm, desenvolvido em parceria tecnológica com a chinesa Yuchai. O conjunto, instalado em um DAF XF repotencializado, marca a entrada da empresa em um nicho que até então não tinha oferta nacional de alta potência movida a gás.

Embora a apresentação tenha destacado a equivalência de desempenho em relação aos motores diesel tradicionais, o ponto inédito está no segmento de maior potencial de clientes: solução de gás voltada especificamente para operações severas, como composições de 7 e 9 eixos — um segmento historicamente dependente do diesel.

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A empresa trata o projeto como uma vitrine de sua capacidade de entregar alternativas reais de descarbonização para frotas que precisam de força máxima, mas querem reduzir emissões e custos operacionais associados ao combustível fóssil.

O que há de novo no motor de 570 cv

O motor de 570 cv da MWM se destaca por combinar potência inédita para um modelo a gás no Brasil com uma arquitetura de grande porte alinhada ao padrão global dos pesados, calibração específica para biometano — reforçando o foco em combustíveis renováveis — e integração ao chassi DAF XF repotencializado, comprovando sua viabilidade para longas distâncias. A solução ainda amplia o portfólio de tecnologias de baixo carbono da empresa, que inclui outras aplicações movidas a gás e biometano.

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A parceria firmada em 2025 entre Tupy/MWM e Yuchai começa a render resultados práticos no Brasil, com a fabricante chinesa — uma das maiores do mundo — fornecendo a base tecnológica que permitiu à MWM avançar rapidamente no segmento de motores a gás de alta potência.

Essa cooperação coloca a empresa em posição competitiva em um mercado impulsionado pela expansão do biometano e pela pressão por redução de emissões no transporte rodoviário.

Para as frotas, a chegada de um motor a gás com desempenho equivalente ao diesel abre espaço para reduzir emissões sem perder força, migrar gradualmente para combustíveis renováveis e até obter ganhos econômicos em regiões com oferta competitiva de biometano, ao mesmo tempo em que acelera a demanda por infraestrutura e novas tecnologias de baixo carbono.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Atuo como jornalista no setor da mobilidade desde 1989 em diversas redações. Também nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, e depois como editor da revista Transporte Mundial por 22 anos, e diretor de redação de núcleo da Motor Press Brasil. Desde 2018, represento o Brasil no grupo do International Truck of the Year (IToY), associação de jornalistas de transporte rodoviário de 34 países. Desde 2021, também atuo como colaborador na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, entidade educacional sem fins lucrativos). Em 2023, fundei a plataforma de notícias de transporte e logística Frota News, com objetivo de focar nos temas que desafiam as soluções para gestão de frotas.
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