quarta-feira, maio 22, 2024

Presidente do Sindipeças, Claudio Sahad: “Brasil tem uma oportunidade única”

O Fórum Transporte Sustentável, em sua quinta edição, aborda o desafio da descarbonização no setor de transporte, logística e mobilidade, com a participação de renomados especialistas, executivos e profissionais. Para antecipar alguns dos temas que serão debatidos no evento, que acontece no dia 29 de novembro, a OTM Editora, promotora do Fórum, entrevistou Claudio Sahad, presidente do Sindipeças, que falou sobre as oportunidades e os obstáculos para a indústria automotiva nacional.

Potencial para bioenergia

Segundo Sahad, o Brasil tem potencial para ser um líder na produção de veículos com baixa emissão de carbono, graças à sua matriz energética diversificada e limpa.

“Temos condições de produzir energia elétrica a partir de várias fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica, solar, biomassa e etanol. Isso nos dá uma vantagem competitiva em relação a outros países que dependem de combustíveis fósseis”, afirma o presidente do Sindipeças.

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No entanto, ele alerta que é preciso haver uma política pública consistente e de longo prazo para incentivar o desenvolvimento tecnológico e a inovação no setor.

“Não podemos ficar reféns das decisões dos grandes fabricantes globais, que vão deixar de produzir motores a combustão em algum momento. Temos que ter capacidade de produzir veículos elétricos, híbridos, a hidrogênio ou qualquer outra tecnologia que se mostre viável e sustentável”, defende.

Para Sahad, o Brasil tem uma oportunidade única de se posicionar como um fornecedor mundial de veículos com motor a combustão. Ademais, porque ainda terão demanda por muitos anos em países emergentes ou com infraestrutura precária.

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“Nós temos uma experiência acumulada na fabricação de motores flexíveis, que podem usar etanol ou gasolina. Isso nos coloca em uma situação privilegiada para atender esses mercados. Mas para isso, precisamos ter uma visão estratégica e um planejamento adequado”, conclui. Por fim, neste link é possível acessar a entrevista na íntegra.

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