sexta-feira, abril 10, 2026

Falta de logística da COP30: Países podem desistir ou reduzir as delegações

A menos de seis meses da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para ocorrer de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém, Pará, aumentam as preocupações internacionais quanto à capacidade da cidade em sediar um evento dessa magnitude. Com base na Lei de Acesso à Informação, o jornal Estado de S.Paulo teve acesso aos telegramas de países que manifestaram temores com a infraestrutura, principalmente, falta de hospedagem ou preços abusivos. 

A edição do ‘Estadão’ deste domingo traz a manchete “Países relatam temor e cogitam até desistir da COP-30”. 

COP-30
Reprodução de manchete da edição de 25 de maio de 2025 do jornal “Estado de S.Paulo”

Apesar dos esforços em andamento, questões relacionadas à infraestrutura, logística e hospedagem têm gerado apreensão entre delegações estrangeiras, organizações da sociedade civil e especialistas.

Segundo ainda o jornal paulista, representantes de países como China, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e Noruega manifestaram, de forma reservada, preocupação com a infraestrutura de Belém (PA) para sediar a COP30. Há a possibilidade de algumas delegações desistirem de participar do evento devido a dificuldades logísticas, especialmente relacionadas à hospedagem. As informações constam de telegramas diplomáticos trocados entre o Itamaraty e embaixadas brasileiras no exterior entre janeiro e abril deste ano, obtidos via Lei de Acesso à Informação.

O governo federal e o governo do Pará afirmam estar atuando em parceria para ampliar a capacidade de hospedagem e mitigar os riscos. Entre as ações previstas estão o incentivo à reforma de hotéis, a adaptação de escolas para alojamento temporário e o uso de navios como hospedagem flutuante. Uma imagem aérea anexada à reportagem mostra as grandes obras em andamento na cidade, que busca se adequar à responsabilidade de sediar uma das mais importantes conferências ambientais do mundo.

Infraestrutura e Logística Sob Pressão

Belém enfrenta desafios significativos em sua infraestrutura urbana. Obras viárias, como a construção da Avenida Liberdade, têm sido alvo de críticas devido a impactos ambientais e atrasos. Além disso, a cidade lida com problemas crônicos de saneamento básico e mobilidade urbana, que podem comprometer a experiência dos participantes da conferência.

Hospedagem: Preços Elevados e Capacidade Limitada

COP-30
Valor de uma diária em hotel 3 estrelas e quase 16 km de dist|ãncia de Belém. É é um das raras opções encontradas, pois a maioria esta esgotada

A capacidade hoteleira de Belém é limitada, e a alta demanda por acomodações durante a COP-30 resultou em preços exorbitantes. Relatos indicam que diárias em plataformas como Airbnb e Booking.com ultrapassam valores razoáveis, tornando a participação no evento financeiramente inviável para muitas delegações e membros da sociedade civil.

Resposta das Autoridades

Em resposta às críticas, o governo brasileiro anunciou medidas para mitigar os problemas, incluindo a construção de novas vias, melhorias no transporte público e a ampliação da capacidade de hospedagem por meio de navios de cruzeiro e adaptações de escolas e instalações militares. No entanto, especialistas alertam que o tempo restante até a conferência pode ser insuficiente para a conclusão de todas as obras planejadas.

Principais ações em mobilidade e transporte

1. Renovação da Frota de Ônibus

Está em curso a substituição da frota de ônibus urbanos por veículos mais modernos e sustentáveis. A previsão é de incorporar 503 novos ônibus, incluindo 100 elétricos e 50 movidos a gás natural, todos equipados com ar-condicionado e Wi-Fi 

2. Expansão do BRT Metropolitano

O sistema de Bus Rapid Transit (BRT) está sendo ampliado, com destaque para o corredor da Avenida Júlio César. A conclusão do BRT Metropolitano visa integrar Belém a municípios vizinhos como Ananindeua e Marituba, melhorando a mobilidade regional.

3. Ampliação do Aeroporto Internacional de Belém

O Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans) está passando por obras de expansão para aumentar sua capacidade de atendimento de 7 milhões para 14 milhões de passageiros por ano, visando acomodar o fluxo esperado durante a COP30 

  1. Construção da Avenida Liberdade

Uma nova via expressa de 13,2 km, a Avenida Liberdade, está sendo construída para melhorar o tráfego na cidade. Embora planejada desde 2012, sua execução foi acelerada com a proximidade da COP30. O projeto inclui iluminação solar, ciclovias e passagens para fauna, mas tem gerado controvérsias devido ao impacto ambiental na área de floresta amazônica.

5. Requalificação de Vias Urbanas

Diversas avenidas importantes, como Visconde de Souza Franco, Tamandaré, Duque de Caxias e Pedro Álvares Cabral, estão sendo revitalizadas. As melhorias incluem modernização da iluminação, instalação de semáforos inteligentes, faixas de pedestres iluminadas, pontos de ônibus com Wi-Fi e implantação de ciclovias.

6. Terminal Hidroviário da Tamandaré

Está prevista a construção do Terminal Hidroviário da Tamandaré, visando melhorar o transporte fluvial, essencial na região amazônica.

Porém, como ocorreu com a Copa do Mundo de 2014, com muitas obras ainda sem conclusão uma década depois, teme-se que o mesmo ocorra com Belém. 

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Pesquisa CNT: Empresas de ônibus investem em renovação da frota e estrutura de manutenção

O setor de transporte rodoviário interestadual de passageiros atravessa uma fase de transição. Ao mesmo tempo em que preserva suas raízes familiares, investe em modernização da frota, estrutura de manutenção interna e diversificação de serviços. É o que revela a mais recente Pesquisa CNT Perfil Empresarial 2024, aliada aos dados de mercado do primeiro quadrimestre de 2025 divulgados pela Anfavea sobre as vendas de chassis nos primeiros quatro meses deste ano.

Enquanto o transporte aéreo amplia sua participação nas viagens de longa distância, os ônibus seguem relevantes, especialmente por sua capilaridade, menor custo e conectividade com regiões fora do alcance dos aeroportos. Esse cenário demanda maior profissionalização das empresas, estratégias de renovação e qualidade nos serviços.

Frota mais nova e voltada ao conforto do passageiro

Os dados da CNT mostram que a frota das empresas que atuam no segmento regular interestadual é, majoritariamente, composta por veículos das classes executiva, double decker e convencional com banheiro. A idade média da frota gira entre 4 e 10 anos, com predominância de veículos com motor traseiro (85%), mais silenciosos e confortáveis.

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A preocupação com o passageiro também se reflete nos itens de bordo: 92,6% da frota possui ar-condicionado, 88,7% tem banheiro e 66,8% oferecem Wi-Fi. A conectividade e o conforto se tornam cada vez mais decisivos na escolha da empresa por parte do usuário.

Em termos ambientais, 72% dos ônibus a diesel operam com motores da fase P7 do Proconve (Euro 5), e outros 9% já utilizam a tecnologia P8 (Euro 6), mais eficiente em redução das emissões. Embora os veículos elétricos ainda representem uma parcela mínima, a presença dessa tecnologia no setor já é uma realidade em expansão para rotas até 300 km.

manutenção própria

Fonte: CNT

Manutenção sob controle: maioria adota oficinas próprias

Manter a frota operando com segurança e pontualidade exige estrutura técnica de suporte. Nesse quesito, a pesquisa aponta que 62,2% das empresas realizam manutenção em oficinas próprias. O modelo híbrido, que combina serviços internos e terceirizados, é adotado por 35,6% das transportadoras. Apenas 2,2% dependem exclusivamente de prestadores externos.

A centralização das oficinas nas mãos das operadoras proporciona maior agilidade nas rotinas de revisão, economia em contratos e padronização dos processos técnicos. Em um setor onde o tempo de parada impacta diretamente os custos e a experiência do cliente, esse diferencial torna-se estratégico.

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Empresas familiares mantêm protagonismo

Mesmo com a pressão por modernização, o setor mantém uma forte base familiar. Cerca de 93% das empresas são controladas por famílias, das quais 73,8% já estão na segunda ou terceira geração. Embora a cultura organizacional esteja enraizada em modelos tradicionais, há um movimento visível em direção à profissionalização da gestão: 42,9% operam com administração híbrida, unindo dirigentes familiares e executivos externos.

A estrutura jurídica reflete essa origem. Mais de 86% das empresas têm formato de sociedade limitada (Ltda.), o que permite maior controle familiar e simplicidade administrativa. A maior parte está sediada nas regiões Sudeste e Sul, com operação nacional sustentada por redes de filiais – presentes em 91% das companhias ouvidas.

Outro dado relevante: 84,4% das empresas não dependem exclusivamente do transporte interestadual. Atuando também com cargas, fretamento e linhas urbanas, elas buscam diluir riscos e ampliar oportunidades de receita.

Crescimento nas vendas de chassis aponta para renovação da frota

O mercado de ônibus apresenta sinal claro de recuperação em 2025. Segundo a Anfavea, foram emplacados 7.729 chassis entre janeiro e abril, crescimento de 32,4% em relação ao mesmo período de 2024. Nesta estatística estão inclusos todos os tipos de chassis, desde micro-ônibus até rodoviários 8×2.

A liderança permanece com a Mercedes-Benz, que comercializou 3.889 unidades no quadrimestre, seguida pela Volkswagen Caminhões e Ônibus (1.966), Agrale (1.123) e Iveco (775). Esta última teve o maior salto proporcional: 252,3%. O avanço é atribuído à retomada de investimentos em renovação de frota por parte das empresas e à maior oferta de crédito.

Os dados de produção no primeiro quadrimestre da Fabus (Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus — leia-se de carrocerias), confirma em crescimento do setor e uma melhor visão por segmento.

Entre janeiro e abril de 2025, foram produzidas 8.626 carrocerias de ônibus no Brasil. Participação por segmento:

  • Urbanos: 3.446 unidades — 39,95%
  • Rodoviários: 2.536 unidades — 29,40%
  • Intermunicipais: 86 unidades — 1,00%
  • Micro-ônibus: 2.040 unidades — 23,65%
  • Miniônibus: 518 unidades — 6,01%
manutenção própria
Fonte: CNT

A predominância dos modelos urbanos e rodoviários destaca a crescente exigência por serviços mais modernos, confortáveis e eficientes nas operações municipais e interestaduais. A presença relevante dos micro e miniônibus também sinaliza a importância de frotas adaptadas para rotas regionais e serviços diferenciados.

A divisão da produção por segmento mostra a predominância dos ônibus urbanos (39,95%) e rodoviários (29,40%), refletindo a crescente demanda por serviços de transporte mais modernos, eficientes e confortáveis em linhas urbanas e interestaduais.

Este cenário projeta não apenas um aumento na idade média da frota nacional, mas também reforça o movimento de qualificação dos serviços prestados, em resposta à concorrência com modais alternativos e operadores irregulares.

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Desafios permanecem, mas o setor demonstra força

Embora resiliente, o transporte rodoviário interestadual convive com desafios importantes. O custo do diesel e a infraestrutura rodoviária deficiente seguem como entraves para a expansão sustentável.

Ainda assim, a combinação de empresas tradicionais, com base familiar sólida, gestão cada vez mais técnica e forte estrutura de manutenção, aponta para um setor em renovação. Com investimentos crescentes em tecnologia, conforto e eficiência, o transporte por ônibus segue como peça-chave na mobilidade brasileira — especialmente fora dos grandes eixos urbanos e aeroportuários.

Fiat Ducato 2026 chega com mesmo motor do Scudo, porém menos potente

A linha Fiat Ducato 2026 foi lançada com novo motor 2.2 Turbodiesel, que entrega 140 cv de potência e 350 Nm de torque, 10 cv e 10 Nm a menos em comparação com o Fiat Scudo, também, lançamento recentemente com o motor 2.2 Turbodiesel.

O modelo, disponível nas configurações furgão Cargo e MaxiCargo, e van de passageiro Comfort e Luxo, conta apenas com transmissão manual de 6 velocidades. Segundo a montadora, com a nova motorização, o Ducato ficou 8% mais econômico em relação ao motor anterior, com médias de consumo de 10,8 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada.

O visual externo do Ducato 2026 também passou por melhorias. O para-choque foi redesenhado, os retrovisores ganharam novo formato e o modelo passa a contar com novas calotas. A paleta de cores inclui agora o Preto Carbon, que se soma às opções Prata Grigio Artense e Branco Bachisa.

Por dentro, a cabine recebeu atualizações, com novo volante e direção elétrica. O painel ganhou um novo cluster, rádio BT de 5 polegadas e painel de portas redesenhado.

Jeep Renegade

Fiat Ducato 2026
Versção Especial de 10 anos

Na mesma semana da chegada da linha 2026 do Fiat Ducato, outra marca da Stellantis também apresentou novidades. Trata-se da linha 2026 do Jeep Renegade. O modelo recebeu atualizações de design, tecnologia e segurança, com novo posicionamento de preços — até R$ 15 mil mais baixos, dependendo da versão.

Entre os principais destaques, a versão Sport passa a ser a nova porta de entrada da gama, equipada com o motor T270 TurboFlex, câmbio automático de 6 marchas. A versão Altitude ganha uma nova cor (Azul Jazz) e mantém o visual off-road e as telas maiores. Já as versões Longitude e Sahara adicionam itens como chave presencial, partida remota e sensor de estacionamento dianteiro. A versão Willys continua como a única com tração 4×4, com pneus ATR+ e recursos de condução semiautônoma.

A grande atração da linha é a Série Especial Comemorativa 10 anos, baseada na versão Willys. Limitada a 1.010 unidades, ela se destaca pelo design exclusivo, com logotipia alusiva à data, numeração sequencial e acabamentos diferenciados, como novas rodas, adesivos e bordados especiais.

Segundo Hugo Domingues, vice-presidente da Jeep para a América do Sul, o Renegade continua sendo um ícone da marca, somando mais de meio milhão de unidades vendidas no Brasil, mantendo-se relevante frente à concorrência por sua combinação única de estilo, desempenho e capacidade off-road.

Cetric reforça frota com caminhões Roll On Roll a gás biometano

O Grupo Cetric, sediado em Santa Catarina e atuação em diversos outros estados, avança com a operação de sua frota de caminhões 100% movidos a biometano. Ao todo, são seis caminhões Roll On Roll Off e um Poliguindaste, todos do modelo Scania G460 A6X4C.

A frota a gás é a mais coerente com a atividade comercial da Cetric, que atua com coleta e tratamento de resíduos. Dessa forma, esses veículos são abastecidos exclusivamente com biometano produzido internamente pela própria Cetric, a partir do biogás gerado no tratamento de resíduos sólidos orgânicos e industriais que a empresa recebe todos os dias.

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Esse processo envolve três etapas principais:

  1. Produção de biogás — obtido a partir da decomposição dos resíduos em biodigestores;
  2. Purificação do biogás — transformando-o em biometano com alto nível de pureza, adequado para uso automotivo;
  3. Abastecimento interno — com infraestrutura própria que garante independência energética e controle de qualidade.
Cetric
Outras aplicações com o Scania G460 a gás

Com isso, a empresa fecha um ciclo completo de economia circular, onde o próprio resíduo movimenta os veículos que o transportam. Além disso, ela reduz a tendência da aquisição de diesel fóssil.

Sabia mais:

Eren Biogás Brasil

O grupo francês EREN, em parceria com a brasileira IVRI, anunciou a criação da Eren Biogás Brasil (EBB), uma joint venture que planeja investir entre R$ 3 a 4 bilhões no desenvolvimento de projetos de biogás no Brasil nos próximos cinco a sete anos. A empresa atuará em quatro frentes — resíduos agroindustriais, lodo de esgoto, dejetos animais e indústria sucroalcooleira — para produzir biometano, biofertilizantes e CO₂ biogênico. A EBB já negocia parcerias com empresas do agronegócio nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com projetos que devem receber entre R$ 80 e R$ 130 milhões cada. A proposta é impulsionar a economia circular e a transição energética com foco em sustentabilidade, independência energética e uso eficiente de resíduos orgânicos.

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Resíduos de Manaus vai gerar biogás

O Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR), em construção em Manaus, será responsável por transformar gases do efeito estufa gerados na decomposição de resíduos da Região Metropolitana em biogás, oferecendo uma solução sustentável para o descarte de lixo urbano. Com um terço das obras concluídas, o centro já pode receber resíduos de municípios num raio de até 150 km da capital amazonense. A iniciativa é vista como modelo ideal para cidades como Manaus, que ainda destina cerca de 3 mil toneladas diárias a um aterro sanitário saturado, e busca acabar com os lixões, como destacou o presidente da Abrema, Pedro Maranhão.

Edição especial da Scania Super 500 limitada já está esgotando

Poucos dias após o lançamento, a Série Especial Scania Super 500 R já teve 300 unidades vendidas até o fechamento desta reportagem. A série é limitada em 500 cavalos mecânicos. Lançada em abril de 2025, a série especial celebra o sucesso da nova geração de caminhões Scania Super, que aliás, tem como novidade, o novo motor Super de 11 litros. Leia mais:

Scania amplia família do motor Super com novo 11 litros

O Super 500 está disponível nas concessionárias da marca até 30 de junho de 2025, ou até as 200 unidades restantes serem vendidas. A boa aceitação do mercado — com mais da metade da série já comercializada — confirma o interesse dos clientes séries especiais.

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Exclusividade em todos os detalhes

A série Super 500 é baseada na consagrada configuração R 500 6×2, com o potente motor de 13 litros e 500 cv, que entrega 2.650 Nm de torque entre 900 e 1.320 rpm. A motorização faz parte da nova plataforma Super, apresentada em 2022, e que trouxe uma evolução em eficiência energética, garantindo economia de combustível entre 8% e 14% na comparação com a geração anterior.

O design externo da edição especial chama a atenção com a pintura exclusiva cinza Nardo, saias laterais e defletores de ar, além de adesivos estilizados em forma de raio e detalhes em preto brilhante (Ebony Black) na grade frontal e para-choques.

Conforto e tecnologia a bordo

Super 500
Personalização na parte externa, e completo na interna

No interior, o caminhão oferece uma verdadeira experiência premium para o motorista. Os bancos com revestimento em couro. O novo painel digital de 12,9 polegadas da Scania, presente na edição especial Super 500, eleva a experiência de condução ao integrar em uma única interface intuitiva as principais informações do caminhão, comandos do sistema de climatização, entretenimento e segurança. Com visual moderno, comandos multifuncionais, por voz e conectividade avançada com plataformas como My Scania e o app Scania Driver, o painel permite atualizações remotas (OTA) e gestão mais eficiente da operação.

Segurança de última geração

A Scania também equipou o Super 500 com um pacote robusto de tecnologias de segurança ativa. Entre os principais recursos estão o freio de emergência automático (AEB), o assistente de permanência em faixa (LDW), airbags laterais e frontais, e controle eletrônico de estabilidade (ESP). O modelo também já vem preparado para instalação de rastreador, atendendo às exigências de grandes transportadoras e frotistas.

Serviços inteligentes

Além do caminhão em si, a edição especial inclui o pacote Scania PRO, que reúne manutenção preventiva com mão de obra inclusa, inteligência de manutenção preditiva, relatórios de desempenho de motoristas e atendimento pela Control Tower da marca. O objetivo é garantir máxima disponibilidade do veículo e redução do custo total de operação (TCO).

Iveco renova presença no Nordeste com nova concessionária em Fortaleza

A Audax Caminhões, concessionário Iveco em Parnamirim (RN), Maceió e Arapiraca (AL), assumiu a representatividade da Iveco em Fortaleza (CE). A nova concessionária, que inicia suas operações em junho, marca o retorno da rede à capital cearense após a saída da Forza Iveco.

A operação em Fortaleza será integrada à estrutura robusta de atendimento ao cliente da marca, garantindo acesso a serviços especializados, peças e soluções completas para o transporte de cargas em toda a região.

Fortaleza
Ana Guedes. Foto: reprodução

Essa movimentação representa mais um passo concreto na consolidação da Iveco como uma marca alinhada às necessidades do caminhoneiro e do transportador brasileiro”, afirma Ana Guedes, responsável pela Rede Iveco na América Latina.

Importante destacar que o novo empreendimento em Fortaleza nada tem a ver com o Grupo Audax de São Paulo, conhecido por sua atuação no setor de tecnologia e software. A Audax Caminhões é um grupo empresarial com foco no transporte pesado e presença crescente no setor automotivo do Nordeste.

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Nordeste é o quarto em emplacamentos de caminhões

Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), 36.408 caminhões foram emplacados no Brasil entre janeiro e abril de 2025. O destaque ficou com a região Sudeste, que liderou com folga os percentuais de participação no mercado nacional ao longo dos quatro primeiros meses do ano.

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A distribuição por região, de acordo com o levantamento da entidade, mostra que o Sudeste respondeu por 43,72% dos emplacamentos em abril — o maior índice mensal registrado no quadrimestre. Desde janeiro, a região tem se mantido na liderança, com percentuais acima de 42%, confirmando sua importância logística e econômica no transporte de cargas pesadas.

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Na segunda posição aparece a região Sul, que também apresentou desempenho consistente, com participação variando entre 26,48% e 29,91% ao longo dos meses. O Centro-Oeste, que tem forte vocação agropecuária, registrou percentuais entre 8,08% e 8,97%, mantendo estabilidade.

Já o Nordeste oscilou entre 13,34% e 14,63%, demonstrando um mercado relevante e em leve crescimento, enquanto o Norte foi a região com menor participação, com percentuais em torno de 5,3% a 5,8%.

Participação regional no emplacamento de caminhões (Jan-Abr/2025):

  • Sudeste: de 42,19% (jan) a 43,72% (abr)
  • Sul: de 29,91% (jan) a 27,78% (abr)
  • Nordeste: de 13,69% (jan) a 14,07% (abr)
  • Centro-Oeste: de 8,50% (jan) a 8,97% (abr)
  • Norte: de 5,81% (jan) a 5,45% (abr)

Os dados reforçam o papel estratégico das regiões Sudeste e Sul no transporte rodoviário de carga no Brasil, ao mesmo tempo em que sinalizam a consolidação do mercado nas demais regiões. O balanço foi divulgado no Informativo de Emplacamentos (edição 268), publicado pela Fenabrave em maio de 2025.

Conheça o caminhão futurístico Shell Starship 3.0 com motor a gás

Um laboratório sobre rodas. Assim é definido o Shell Starship 3.0, o futurista caminhão-trator desenvolvido pela Shell em parceria com fabricantes e engenheiros especializados para mostrar, na prática, o que é possível alcançar hoje com tecnologias sustentáveis e disponíveis no mercado. A mais nova geração do projeto aposta em uma combinação ousada: um motor Cummins a gás natural e um conjunto de soluções aerodinâmicas, leves e eficientes.

Desde sua estreia em 2018, o Starship chamou a atenção do setor com seus números de eficiência: 3,8 km/l — valor excepcional à época. Agora, com motor Cummins X15N a gás natural, o Starship 3.0 mantém o foco em eficiência operacional, mas com ênfase redobrada na redução de emissões. Ainda que a média de consumo fique em torno de 3,8 km/l — equivalente ao que o diesel mais eficiente pode entregar hoje — o diferencial está nas emissões por tonelada transportada: uma melhoria de 3,23 vezes na tonelada-km por quilo de CO₂e emitido, comparado à média do setor.

Inovação com foco na realidade das frotas

Mais do que um protótipo futurista, o Starship foi concebido como um modelo de demonstração realista. “Não faz sentido apresentar soluções inalcançáveis. A ideia é mostrar o que qualquer frota pode adotar agora”, afirma Heather Duffey, gerente global de comunicações integradas da Shell Commercial Road Transport. A empresa descartou alternativas como o hidrogênio — ainda sem infraestrutura suficiente — e escolheu o gás natural por sua viabilidade e disponibilidade imediata.

Shell Starship 3.0
O implemento conta com recursos aerodinâmicos e placas solares para alimentar gerar energia para a bateria e poupar o motor

Um dos elementos mais emblemáticos do Starship é sua cabine em fibra de carbono com formato de projétil. O design não mudou muito desde a primeira geração, e com razão: é altamente aerodinâmico e contribui significativamente para a eficiência energética. Entrar na cabine é como embarcar em uma aeronave executiva: degraus retráteis, ausência de portas convencionais e um cockpit que mistura instrumentos analógicos e digitais, espelhos substituídos por câmeras e um para-brisa panorâmico que oferece visibilidade total.

Apesar da sofisticação, o interior não oferece conforto para longas estadias, como beliches ou micro-ondas. O propósito é outro: testes, coleta de dados e demonstrações técnicas.

Rodando e testando

Sobre o motor Cummins X15N. “Não dá pra sentir a diferença entre gás natural e diesel em termos de desempenho”, garante Eric Rector, caminhoneiro veterano e um dos co-pilotos do projeto. Ele e seu irmão Brian percorreram mais de 1.300 quilômetros na Califórnia, com o caminhão carregado, para levantar dados de consumo e emissões.

Shell Starship 3.0
Fonte: Shell

O motor também é capaz de operar com gás natural renovável (RNG), chamado de biomentano no Brasil, um combustível de baixo carbono derivado de resíduos orgânicos, o que potencializa ainda mais a pegada ecológica. Embora o RNG ainda enfrente desafios logísticos, o gás natural comprimido (GNC) segue como alternativa viável e disponível.

O desafio da descarbonização viável

O Shell Starship não é apenas um símbolo de inovação, mas um chamado à ação. Em meio a debates sobre eletrificação e metas ambientais ambiciosas, ele mostra que há caminhos intermediários tecnicamente sólidos, financeiramente viáveis e sustentáveis. “As frotas não vão sair comprando tecnologia nova sem ver resultados”, resume Duffey. E é justamente aí que o Starship entra: testando, provando e oferecendo dados reais para orientar decisões.

Em um cenário global onde a pressão por emissões zero cresce, o caminhão da Shell aponta um caminho possível: transição inteligente, com base na ciência, tecnologia aplicável e respeito ao ritmo do mercado. O Starship é, de fato, uma estrela em movimento — e, se depender da Shell, vai continuar iluminando o futuro do transporte de cargas por muitos quilômetros ainda.

Ford inicia as vendas da F-150 Tremor no Brasil pelo preço de R$ 580 mil

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A Ford inicia as vendas no Brasil da F-150 Tremor, uma nova versão com propostade aliar desempenho off-road e conforto para o uso diário. Com preço de R$ 580.000, a Tremor ocupa o topo da linha ao lado das versões Lariat e Lariat Black, trazendo atributos exclusivos.

Visual marcante, com detalhes em laranja na carroceria e na cabine, faróis full-LED e uma presença robusta garantem à F-150 Tremor uma identidade para concorrer com a Ram 1500. Ela chega com o poderoso motor Coyote 5.0 V8 a gasolina, que entrega 405 cv e 556,5 Nm de torque, acoplado ao câmbio automático de dez marchas e tração 4WD inteligente com múltiplos modos de condução — Normal, Eco, Esportivo, Escorregadio, Off-Road, Rock Crawl e Rebocar/Transportar.

A nova F-150 Tremor é uma picape de características únicas no mercado, pensada para um cliente que busca versatilidade sem abrir mão de robustez, tecnologia e sofisticação”, afirma Marcel Bueno, diretor de Marketing da Ford América do Sul.

Engenharia para ir além

A Tremor não é apenas visual. Sua engenharia foi pensada para enfrentar os terrenos mais desafiadores, com suspensão exclusiva, pneus All-Terrain, protótipos metálicos inferiores, bloqueio eletrônico do diferencial traseiro e diferencial dianteiro Torsen com escorregamento limitado. Com altura do solo de 277 mm e capacidade de imersão de 600 mm, a picape encara trilhas com controle, graças também ao piloto automático off-road com função “one pedal drive” e ao assistente de curvas em baixa velocidade.

Interior premium

F-150 Tremer
O quadro de instrumentos digital de 12”, central multimídia SYNC 4 com tela de 12” e conexão sem fio com Apple CarPlay e Android Auto

Por dentro, a F-150 conta com bancos com aquecimento, ventilação, ajustes elétricos e memória, acabamento com costuras e detalhes em laranja, painel com seis botões customizáveis no teto, além de quadro de instrumentos digital de 12”, central multimídia SYNC 4 com tela de 12” e conexão sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. Destaque também para o sistema de som B&O, head-up display e ar-condicionado dual zone.

Na caçamba, o diferencial é o Pro Power Onboard, um gerador integrado com duas tomadas de 127 V e capacidade de até 2.000 W, para uso no campo, obras ou atividades que exigem ferramentas elétricas.

Capacidade de carga e reboque

Com capacidade de carga de 671 kg (1.495 litros de volume útil) e apta a rebocar até 3.945 kg, a F-150 Tremor conta com tecnologias que facilitam a tarefa, como o sistema Pro Trailer Assist, controle de oscilação e freio de reboque integrados.

Segurança

O modelo vem equipado com oito airbags e um pacote de assistências à condução: piloto automático adaptativo com Stop&Go, assistente de manutenção e centralização em faixa, frenagem autônoma com detecção de pedestres, monitoramento de ponto cego com cobertura para reboque, assistente de manobras evasivas, entre outros.

Transporte resiste à turbulência econômica e cresce acima da média nacional, aponta CNT

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Mesmo diante de juros elevados, inflação persistente e câmbio instável, setor mantém trajetória de expansão, cresce acima da média e supera patamares pré-pandemia

Em um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros altos, inflação fora da meta e instabilidade cambial, o setor de transporte brasileiro segue demonstrando notável resiliência. É o que revela o mais recente Boletim de Conjuntura Econômica da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgado nesta quinta-feira (22), que analisa os principais indicadores que afetam diretamente a atividade transportadora no país.

Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, o grupo “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio” foi o destaque em março deste ano, com crescimento de 1,7% em relação a fevereiro — desempenho quase seis vezes superior à média do setor de serviços, que avançou apenas 0,3%.

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A recuperação não se limita ao curto prazo. Desde o nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, o setor transportador acumula alta de 19,6%, impulsionado principalmente pelo transporte de cargas, que está 35,6% acima do patamar anterior à crise sanitária. Já o transporte de passageiros, ainda em ritmo mais lento de recuperação, apresentou crescimento de 2,0% em março e já opera 1,8% acima dos níveis pré-pandemia.

Juros altos travam investimentos

Apesar dos bons números, o setor enfrenta fortes pressões oriundas da política monetária. A recente decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa Selic para 14,75% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos — adiciona mais um desafio para transportadoras e investidores do setor.

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“A taxa de juros elevada dificulta o acesso ao crédito, desestimula novos investimentos e pressiona os custos operacionais das empresas”, analisa Fernanda Schwantes, gerente executiva de Economia da CNT. A inflação, que acumula alta de 5,53% em 12 meses, segue acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2025, fixada em 4,5%.

As projeções do Relatório Focus apontam que tanto os juros quanto a inflação devem permanecer em níveis elevados até o fim de 2025, com a taxa básica mantida nos atuais 14,75% e a inflação fechando o ano em 5,5%.

Combustíveis: queda pontual, pressão contínua

Abril trouxe um pequeno alívio com a queda de 0,45% no índice de preços do grupo combustíveis. O óleo diesel, essencial para o transporte de cargas e passageiros, recuou 1,27% no mês. Porém, o insumo acumula alta de 4,37% no ano, o que continua pressionando os custos logísticos e impactando os preços de produtos e passagens.

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Etanol e gasolina também registraram queda pontual em abril, mas ainda apresentam alta no acumulado de 2025, mantendo o combustível como um ponto de atenção para o setor.

Câmbio favorável, mas com alerta ligado

No câmbio, o dólar teve trajetória de queda nos primeiros meses do ano, passando de R$ 6,21 em janeiro para R$ 5,63 em maio, impulsionado pela política monetária e por acordos internacionais. Ainda assim, a previsão é que a moeda americana encerre 2025 cotada a R$ 5,82, o que pode impactar empresas que dependem da importação de veículos, peças e equipamentos.

PIB em alta e transporte como destaque

O IBC-Br, indicador do Banco Central que antecipa a tendência do PIB, cresceu 0,8% em março, acumulando alta de 1,3% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior. A projeção de crescimento da economia brasileira para o ano é de 2,02%, número que poderá ser revisto de acordo com a evolução do cenário fiscal e dos impactos externos.

Nesse contexto, o desempenho do setor de transporte se mostra ainda mais relevante. “O setor enfrenta desafios conjunturais e estruturais, como a necessidade de investimentos em infraestrutura e maior integração entre modais. Mesmo assim, cresce acima da média e reforça sua importância estratégica”, afirma Schwantes. Ela defende a adoção de políticas públicas que promovam segurança jurídica e previsibilidade para os empresários do setor.

Apesar das incertezas econômicas, o transporte brasileiro segue firme na direção do crescimento — movido pela demanda, sustentado pela eficiência e impulsionado pela necessidade de um país que não para.

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Brasil na rota da eletrificação com chegada recorde da BYD e novos investimentos da Stellantis

A chegada do maior navio de transporte de veículos do mundo ao Porto de Itajaí, trazendo mais de 7 mil modelos elétricos da BYD, e o anúncio da produção de híbridos na fábrica da Stellantis em Goiana (PE), marcam uma nova fase na logística da mobilidade sustentável no país.

O Brasil deu neste mês dois passos com impactos na cadeia logística e mobilidade elétrica. De um lado, o supernavio BYD Shenzhen atracou em Itajaí (SC) com a maior remessa de veículos eletrificados já enviada da China ao país. Do outro, a Stellantis revelou seus planos para eletrificar a produção nacional a partir de 2026, com a introdução da plataforma Bio-Hybrid em sua fábrica de Goiana (PE). Os dois movimentos, embora distintos, apontam para um mesmo caminho: a transformação da infraestrutura logística e produtiva para atender a um mercado cada vez mais voltado à sustentabilidade e à inovação.

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Chegada do cargueiro chinês BYD Shenzhen

O setor de logística brasileiro registrou nesta semana um marco histórico com a atracação do BYD Shenzhen, o maior navio transportador de veículos do planeta, no Porto de Itajaí (SC). Em sua primeira viagem internacional, o cargueiro trouxe mais de 7 mil veículos elétricos e híbridos da fabricante chinesa BYD (Build Your Dreams), na maior remessa já recebida pelo Brasil desse tipo de tecnologia.

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Foto: Divulgação/BYD

Com 219,9 metros de comprimento e capacidade para até 9.200 automóveis, o navio do tipo Ro-Ro (roll-on/roll-off) é uma peça-chave na nova estratégia global da BYD de verticalizar sua logística marítima. Equipado com sistema de propulsão híbrido — que combina Gás Natural Liquefeito (GNL) com energia elétrica — o BYD Shenzhen também se destaca por reduzir de forma significativa as emissões de gases poluentes no transporte marítimo, reforçando o compromisso com práticas logísticas mais sustentáveis.

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Porto de Itajaí: um hub em ascensão

A escolha do Porto de Itajaí para a operação logística não foi aleatória. Com estrutura adaptada para receber embarcações de grande porte e localização estratégica na Região Sul, o porto vem se consolidando como ponto de entrada relevante para veículos importados, especialmente os eletrificados. A operação de desembarque foi realizada com o apoio de equipes especializadas e seguiu protocolos rigorosos de eficiência e segurança.

“A chegada do BYD Shenzhen demonstra que o Brasil está preparado para operar em alto nível logístico quando se trata de mobilidade elétrica. O Porto de Itajaí já se posiciona como um hub de entrada e distribuição desses veículos”, afirma um executivo ligado à operação.

Logística integrada e sustentável

Com o crescimento da demanda por carros elétricos no Brasil, a logística de importação precisa evoluir em paralelo. A BYD já trabalha com uma frota de cargueiros própria e pretende expandir ainda mais esse modelo. Além do Shenzhen, a marca opera os navios Explorer No.1, Changzhou e Hefei, com previsão de chegar a oito embarcações até 2026. O objetivo é garantir independência logística, reduzir custos operacionais e ampliar o controle sobre prazos e rotas.

A operação realizada em Santa Catarina marca uma transição importante: da logística tradicional para uma logística verde, conectada com as metas ambientais globais e as exigências do consumidor moderno.

Impactos para o mercado e próximos passos

Além da entrega recorde, a operação sinaliza uma mudança de patamar para o mercado brasileiro de veículos eletrificados. A chegada em massa desses modelos vai permitir uma distribuição mais ágil para os concessionários, reduzir prazos de entrega e democratizar o acesso à tecnologia elétrica em diversas regiões do país.

A expectativa é que novas operações desse porte se tornem mais frequentes com o início da produção nacional da BYD, prevista para começar em breve na planta de Camaçari (BA). A estratégia integrada de importação e produção local deve transformar o Brasil em um centro logístico e industrial de relevância para o setor automotivo verde na América Latina.

Fábrica da Stellantis em Goiana

Enquanto a BYD movimenta o setor logístico com operações de importação recorde, a Stellantis traça planos ambiciosos de eletrificação com foco na produção nacional, com significativo impacto na logística. Em comemoração aos 10 anos de sua planta em Goiana (PE), o grupo anunciou um novo ciclo de investimentos de R$ 13 bilhões até 2030 apenas para a unidade pernambucana, parte dos R$ 30 bilhões que serão aplicados em todo o país.

O presidente da Stellantis América do Sul, Emanuele Cappellano, revelou que a partir de 2026 a fábrica passará a produzir veículos sobre a nova arquitetura Bio-Hybrid, que combina motores bicombustíveis com níveis variados de eletrificação. O primeiro modelo híbrido será derivado de um produto já em linha, e depois dele a planta dará início à renovação total de seu portfólio, com seis novos modelos previstos até 2028 — todos com algum nível de eletrificação.

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Além disso, a fábrica continuará focada na produção de veículos da plataforma média, com expectativas de nacionalização do Peugeot 3008, hoje montado na Europa sobre a STLA Medium, mesma base da nova geração do Jeep Compass. A flexibilidade de plataformas permitirá à montadora explorar soluções modulares e híbridas, maximizando a eficiência produtiva.

Cappellano destacou que a produção será altamente nacionalizada, com o objetivo de reduzir custos e garantir preços mais acessíveis aos consumidores. Hoje, a unidade de Goiana já emprega 6,4 mil pessoas diretamente e sustenta uma cadeia de 38 fornecedores locais — número que a Stellantis pretende quase triplicar até 2030, chegando a 100 parceiros industriais na região.

Para o setor de logística, essa movimentação representa um novo desafio: integrar, com eficiência e sustentabilidade, as cadeias de suprimentos de veículos híbridos e eletrificados, tanto importados quanto de produção nacional. A transição energética em curso exigirá não apenas investimento industrial, mas também modernização logística em todas as etapas — da chegada de peças ao escoamento de produtos acabados.