sábado, abril 11, 2026

Atlas CNT 2025 revela gargalos e avanços no transporte rodoviário em meio à explosão da frota pesada

Setor transportador cresce e se moderniza, mas infraestrutura viária federal avança a ritmo lento; concessões aumentam, mas duplicações ainda são insuficientes, como mostra o Atlas CNT 2025

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou, terça-feira (24), a terceira edição do Atlas CNT do Transporte, uma das mais abrangentes publicações técnicas sobre infraestrutura logística do Brasil. Com dados atualizados, análises por modal e recortes regionais, o Atlas apresenta um panorama detalhado da realidade do setor em um país de dimensões continentais — onde o transporte terrestre, especialmente o rodoviário, ainda desempenha papel central na circulação de mercadorias e pessoas, como em todos os países do mundo.

O Atlas 2025 é resultado de um trabalho metodológico robusto. A publicação reúne dados da própria CNT, como a Pesquisa CNT de Rodovias, e de outras fontes oficiais, organizados em mapas interativos com novos recursos gráficos, incluindo visualizações em 3D. A Frota News fez uma curadoria das principais informações para este artigo e há o link para os gráficos no final deste artigo.

Com ênfase em diagnósticos estruturais e intermodais, o Atlas também destaca a atuação sustentável do setor, por meio do programa Despoluir, além de abordar os efeitos da infraestrutura na produtividade econômica nacional.

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O Atlas vai além de um repositório de informações. É um instrumento de inteligência que mostra, de forma clara, a grandiosidade do setor transportador e como sua atuação é imprescindível para o desenvolvimento do país”, afirma Vander Costa, presidente do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL).

Rodovias concentram maior parte da movimentação no Brasil

No Brasil, o sistema rodoviário responde por 65% da movimentação de cargas e 95% do transporte de passageiros. Está é a média das maioria das grandes economias do mundo, não sendo novidade, e nem particularidade do Brasil. Quando o PIB de um país cresce, o transporte cresce para todos os modais, obviamente, haviando deficiências em alguns modais devido a proplemas históricos de gestão pública da infraestrutura.

A razão da predominância do transporte rodoviário terrestre continua sendo óbvia: flexibilidade, capilaridade e capacidade de atendimento porta a porta, especialmente em curtas e médias distâncias. Mas, diferentemente de outros modais, como o ferroviário e o aquaviário, o sistema rodoviário depende de infraestrutura amplamente disponível, o que revela tanto sua importância quanto sua vulnerabilidade. Além disso, o setor exportador tem grande interesse nos modais ferroviário e aquaviário para atender os importadores de commodities.

Segundo o Atlas, a malha rodoviária brasileira compreende rodovias federais, estaduais, distritais e municipais, com jurisdições e responsabilidades distintas. No caso das rodovias federais, a nomenclatura “BR” seguida de três dígitos define a orientação geográfica (radial, longitudinal, transversal, diagonal ou de ligação), conforme o Plano Nacional de Viação.

As rodovias radiais, como a BR-040, partem de Brasília para outras capitais. As longitudinais (BR-153, por exemplo) cruzam o país no eixo Norte-Sul, enquanto as transversais (como a BR-262) o fazem no sentido Leste-Oeste. Já as diagonais e rodovias de ligação conectam regiões em múltiplas direções e integram a malha nacional e internacional.

Frota pesada cresce quase 42%, mas malha federal pavimentada pouco evolui

Entre 2014 e 2023, a frota de veículos pesados no Brasil cresceu 41,8%, enquanto a extensão da malha rodoviária federal pavimentada aumentou apenas 0,3%. Isso significa um descompasso alarmante entre a demanda por infraestrutura e a capacidade instalada do país, gerando gargalos logísticos e riscos crescentes de acidentes, especialmente em trechos não duplicados.

Atualmente, apenas 12,8% da malha federal é duplicada ou está em processo de duplicação, o que representa 8.493 quilômetros em todo o território nacional. Considerando a importância do escoamento da produção agroindustrial e o aumento da circulação de cargas pesadas, esse índice é insuficiente para atender às exigências de eficiência, segurança e competitividade logística.

Avanço nas concessões: mais 8,8 mil km transferidos à iniciativa privada desde 2018

Uma das principais evoluções desde a última edição do Atlas, lançada em 2018, foi a ampliação da malha concedida à iniciativa privada. Nesse período, foram concedidos mais 8.834 quilômetros de rodovias, um crescimento de 45,5% em relação ao volume anterior. As concessões, além de transferirem à iniciativa privada a responsabilidade por operação, manutenção e investimentos, também preveem metas de desempenho, como duplicações, melhorias de segurança e atendimento ao usuário.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é o órgão regulador das concessões federais, enquanto agências como a Artesp (SP) e a Agepar (PR) desempenham função equivalente em níveis estadual e municipal. Apesar do avanço em concessões, o desafio permanece na necessidade de fiscalização efetiva e planejamento regionalizado para garantir a continuidade das melhorias.

Modernização metodológica e cartográfica

O Atlas 2025 foi produzido com ferramentas de georreferenciamento de ponta, como o QGIS 3.34.11, e bancos de dados espaciais em PostgreSQL/PostGIS. A estrutura cartográfica utiliza o sistema geográfico EPSG 5880 – SIRGAS 2000 – Brazil Polyconic, o que garante precisão na leitura espacial dos mapas.

Entre os destaques metodológicos estão a padronização dos layouts temáticos, a compatibilização de fontes públicas e privadas e a construção de mapas multimodais — que integram as redes rodoviária, ferroviária, aquaviária e aeroviária em uma mesma visualização.

Outros modais ganham espaço, mas dependem de integração

Embora o modo rodoviário continue e continuará dominante, o Atlas destaca o avanço de outros modais. No setor ferroviário, há o avanço de projetos como a Transnordestina, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). No aquaviário, foi implementada uma nova metodologia de gestão das hidrovias interiores, com padronização semelhante à das rodovias. Já no modo aéreo, 49 aeroportos foram concedidos desde 2018, com a adoção de um novo modelo de concessão por blocos.

A publicação reforça a necessidade de integração entre os modais — ainda incipiente no Brasil — como forma de melhorar a competitividade logística e reduzir custos com o transporte de cargas de longo curso.

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Sustentabilidade e planejamento são imperativos

Com mais de 2,7 milhões de trabalhadores formais, o setor transportador representa 5% da mão de obra com carteira assinada no país e está presente em 98,1% dos municípios brasileiros. Seu papel estratégico para a economia nacional exige ações contínuas de planejamento, investimento e modernização.

Commodities representam quase a totalidade do transporte ferroviário 

Conclusão

O Atlas CNT do Transporte 2025 confirma o óbvio, que o Brasil segue dependente do modo rodoviário, cuja infraestrutura, no entanto, está defasada frente ao crescimento da frota e às exigências da economia. A ampliação de concessões, o fortalecimento de marcos regulatórios e a valorização de políticas de integração modal são caminhos apontados para superar os desafios logísticos do país. Mais do que um repositório de dados, o Atlas reafirma-se como um instrumento técnico e estratégico para guiar o futuro do transporte nacional.

Link para acesso a todos os mapas: atlas.cnt.org.br

Ariel Montenegro assumirá a presidência da Renault do Brasil

A Renault está passando por um momento de forte reestruturação em sua liderança na América do Sul. Nesta terça-feira, 24 de junho, a montadora anunciou o argentino Ariel Montenegro como novo presdiente a partir de 14 de julho. A mudança ocorre com a saída de Ricardo Gondo da presidência da Renault do Brasil, apenas duas semanas depois da saída de Luiz Fernando Pedrucci do comando regional.

Montenegro tem uma longa trajetória dentro da Renault. Engenheiro mecânico, começou sua carreira na montadora em 2005 como aprendiz na Argentina. Desde então, assumiu diversos cargos na América e na França, incluindo o posto de Diretor Executivo e Chefe de Gabinete do CEO da marca Renault, em 2020. Desde 2022, ele presidia a Renault-SOFASA, braço colombiano da empresa.

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A dança das cadeiras nos postos-chave acontece em um momento decisivo para a Renault no Brasil. No próximo dia 9 de julho, a empresa lançará o Boreal, seu terceiro SUV produzido no complexo de São José dos Pinhais (PR). Ainda neste mês, começa a ser vendido no País o primeiro modelo 100% elétrico da Geely, montadora chinesa que firmou parceria estratégica com a Renault e que já tem participação na planta paranaense.

A associação com a Geely promete transformar a operação brasileira da Renault. Na semana passada, a empresa chinesa anunciou que deterá 26,4% da joint venture que será responsável por fabricar e distribuir veículos Renault e Geely no Brasil, incluindo a possível produção de veículos comerciais leves sob a marca Renault. A operação, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelas autoridades regulatórias brasileiras.

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As recentes mudanças de liderança e os novos investimentos sinalizam uma reconfiguração profunda da Renault no Brasil e na América do Sul. A chegada de Ariel Montenegro à presidência nacional deve representar uma fase mais integrada com os planos globais da marca, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para um novo ciclo de produtos e parcerias industriais no País.

DRiV nomeia Marcelo Rosa como novo diretor geral no Brasil

A DRiV, divisão da Tenneco no mercado de reposição automotiva, anunciou Marcelo Rosa como novo diretor geral da operação brasileira. A chegada do executivo marca um momento decisivo para a empresa, que vive uma fase de forte crescimento no País após registrar, em 2024, o maior avanço entre todas as unidades globais do grupo.

A nomeação de Rosa ocorre logo após a criação da DRiV Brasil Soluções Automotivas, unidade legal lançada em abril deste ano como parte da estratégia de fortalecimento da presença local. A nova estrutura sustenta planos ambiciosos que incluem lançamentos de produtos, expansão do portfólio e maior aproximação com o aftermarket brasileiro.

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Com mais de 25 anos de experiência no setor automotivo, Marcelo Rosa possui passagens por empresas como Dana, Continental, Meritor e Affinia, nas quais atuou em cargos de liderança nas áreas de vendas, marketing, portfólio e reestruturação de negócios. Engenheiro de Produção, com especialização em Controladoria e MBA em Administração pelo Insper, o executivo também fundou a MRA Automotive, consultoria voltada à indústria de autopeças — uma vivência empreendedora que agregou à sua visão estratégica do setor.

Antes de ingressar na DRiV, atuava como head de Aftermarket da Dana para a América do Sul, comandando operações em mercados como Brasil, Argentina e Colômbia.

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Na nova função, Rosa será responsável por liderar a expansão comercial e operacional da DRiV no Brasil. Entre as prioridades, está o fortalecimento da presença das marcas Monroe e Monroe Axios, já reconhecidas no mercado, além de acelerar a introdução de linhas globais como Champion, FP Diesel e Wagner.

Chego à DRiV motivado por um projeto de transformação e crescimento. Temos um portfólio robusto, marcas com grande valor percebido e uma equipe altamente qualificada. Nosso foco será ampliar nossa presença no mercado, fortalecer parcerias com distribuidores e aplicadores, e seguir contribuindo para o desenvolvimento do aftermarket brasileiro com inovação, proximidade e excelência em execução”, destaca o novo diretor geral.

Natural do Rio Grande do Sul e com 44 anos, Marcelo Rosa é reconhecido por seu perfil analítico, postura “hands-on” e forte senso de liderança com mentalidade de dono. Valoriza a construção de equipes colaborativas e uma cultura organizacional voltada a resultados sustentáveis.

DPaschoal passa por rebranding e reforça integração entre marcas do grupo

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O Grupo DPaschoal está promovendo um rebranding estratégico em suas empresas com o objetivo de alinhar visualmente suas marcas e reforçar a percepção de pertencimento e integração entre elas. A mudança marca um novo momento na trajetória do grupo e busca aproveitar o forte reconhecimento da marca DPaschoal entre consumidores e parceiros.

A nova identidade visual traz elementos já consagrados da DPaschoal, como a bandeira vermelha e a tradicional paleta de cores, reforçando os atributos de solidez, confiança e inovação. A iniciativa visa não apenas atualizar a linguagem visual, mas também traduzir a tradição do grupo para uma comunicação mais moderna, coerente e estratégica.

O projeto foi desenvolvido com base em pesquisas com stakeholders internos e um estudo de notoriedade da marca. Os resultados indicaram uma clara oportunidade de fortalecer a conexão entre as empresas do grupo, o que nos levou a uma evolução importante na comunicação visual”, explica Sérgio Davico, diretor de Marketing da DPaschoal e líder do processo de rebranding.

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O trabalho contou com a coordenação de João Neves e o envolvimento direto de toda a equipe de Marketing, além da colaboração de gestores das diversas marcas do grupo. O cuidado foi garantir que cada identidade visual mantivesse sua essência, mas ao mesmo tempo refletisse sua ligação com a DPaschoal e sua proposta de valor compartilhada.

Segundo Davico, a padronização dos elementos visuais aumenta a consistência da comunicação e reforça a confiança do consumidor. “A nova identidade fortalece a percepção de pertencimento e traduz a nossa tradição em uma linguagem mais atual. Estamos dando um passo importante na integração do nosso ecossistema de soluções automotivas”, completa.

A implementação das novas identidades visuais teve início no final de 2024 e seguirá de forma gradual em todos os pontos de contato com o público, incluindo lojas, canais digitais e materiais institucionais.

Com o rebranding, a DPaschoal reafirma seu compromisso com a excelência e com a experiência do cliente, mostrando-se preparada para os desafios de um mercado em constante transformação.

Sobre a DPaschoal

A DPaschoal atua no setor automotivo desde 1949 e concentra suas atividades na prestação de serviços automotivos especializados e na revenda e distribuição de pneus e peças multimarcas. Em janeiro de 2024, 70% do grupo foi adquido pela Stellantis.

A rede conta com mais de 120 lojas próprias, localizadas em oito estados, e oferece produtos e serviços nos segmentos de veículos leves, pesados e agrícolas, além dos 28 centros de distribuição de pneus e peças, com atuação em todo o território nacional. Trabalhando com a multicanalidade, a DPaschoal oferece diversas plataformas para atender os diferentes tipos de clientes e parceiros, com propostas B2B e B2C, atuando em e-commerce e lojas físicas.

Prêmio Mobilidade Limpa 2025 destaca os veículos mais eficientes em consumo energético no Brasil

Iniciativa da Agência Autoinforme, o Prêmio Mobilidade Limpa reconhece automóveis e comerciais leves com melhor desempenho ambiental, com base em dados do Inmetro; evento foi realizado durante a Eletrocar Show, em São Paulo

A Agência Autoinforme revelou hoje os vencedores da 3ª edição do Prêmio Mobilidade Limpa, que reconhece os automóveis e comerciais leves mais eficientes em consumo energético no Brasil. A premiação ocorreu durante o segundo dia da Eletrocar Show 2025, no Distrito Anhembi, na capital paulista, e teve como objetivo principal incentivar fabricantes e importadores a investirem em soluções de mobilidade mais limpas e eficientes, ao mesmo tempo em que alerta os consumidores sobre os modelos com menor impacto ambiental.

Neste ano, o prêmio avaliou 1.481 modelos e versões de 35 marcas, englobando veículos elétricos (165 modelos), híbridos plug-in (130), híbridos convencionais (159), flex (370), a gasolina (421) e a diesel (236). Os dados utilizados foram extraídos da base pública do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, com data-base de dezembro de 2024.

Lançado originalmente em julho de 2023 durante o Festival Interlagos – Carros, o Prêmio Mobilidade Limpa teve como foco inicial apenas os veículos eletrificados. No entanto, com a evolução das tecnologias e a necessidade de considerar o impacto ambiental em todos os segmentos, a premiação passou a contemplar também os modelos a combustão mais eficientes em consumo de energia, medido em megajoules por quilômetro (MJ/km).

Nosso objetivo é reconhecer e divulgar os esforços das montadoras e importadoras que investem em eficiência energética, independentemente da fonte de propulsão”, afirmou Joel Leite, diretor da Autoinforme. “É fundamental levar essas informações ao consumidor, que tem papel decisivo na escolha de tecnologias mais limpas e sustentáveis.”

Dados e tendências

Antes da entrega dos troféus, os convidados acompanharam uma palestra de Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, que traçou um panorama sobre a evolução dos veículos eletrificados no Brasil a partir de 2018, com ênfase na crescente participação das montadoras chinesas. Briganti também apresentou projeções para o setor até 2030, destacando o avanço da eletrificação, a transformação na cadeia de suprimentos automotiva e os desafios da infraestrutura de recarga.

A premiação reforça o papel da transparência de dados públicos e da análise técnica independente como ferramentas fundamentais para promover a mobilidade de baixo carbono. A iniciativa também está alinhada aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no combate às mudanças climáticas.

Veículos reconhecidos

Embora os vencedores por categoria não tenham sido detalhados neste anúncio inicial, a Autoinforme informou que os modelos premiados representam um recorte dos veículos mais avançados em termos de consumo energético e impacto ambiental reduzido, tanto entre os eletrificados quanto entre os movidos a combustíveis fósseis ou alternativos.

O Prêmio Mobilidade Limpa 2025 reforça que a mobilidade sustentável não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente – e que cada avanço na eficiência energética, seja qual for a tecnologia, conta no esforço global pela descarbonização.

A lista completa com todos os vencedores pode ser acessar no seguinte link: pml_2025_geral_marca

 

11º Santos Film Fest exalta memória e diversidade com 96 filmes em mais de 10 espaços culturais

Com o tema “Histórias que ecoam, lições que permanecem”, o 11º Santos Film Fest começa nesta segunda-feira (24/6) e vai até o dia 2 de julho, transformando a cidade de Santos (SP) em um grande palco para o cinema brasileiro. Serão exibidos 96 filmes — entre longas e curtas — em mais de 10 espaços culturais, com sessões ao ar livre, mostras temáticas, atividades inclusivas e homenagens a personalidades que marcaram a trajetória do audiovisual nacional e regional.

Entre os homenageados estão o músico santista Chico Gomes, criador da técnica Triplo Domínio; o cineasta Rodiney Assunção, documentarista da cultura local; Guilherme de Almeida Prado, diretor de obras como A Dama do Cine Shanghai; Imara Reis, atriz com mais de cinco décadas de carreira; Maurice Legeard, francês radicado em Santos e fundador do Clube de Cinema e da Cinemateca da cidade; e Wanderley Camargo (Leyzão), pioneiro regional e fundador da FLIP Filmes.

A abertura oficial será no Cine Roxy, com a pré-estreia do documentário Chico Gomes: Triplo Domínio, seguida da entrega de uma estrela na Calçada da Fama do cinema ao homenageado. Outros destaques incluem retrospectivas das trajetórias de Almeida Prado e Imara Reis, além da celebração do centenário de nascimento de Maurice Legeard.

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Mostras e inclusão

Com curadoria atenta à pluralidade, o festival exibe mostras como a Regional (no Cine Roxy), Universitária, Periférica (Arte no Dique), Humanidades (Cinemateca de Santos) e sessões infantis em escolas e ONGs. O Cine Arte Posto 4 sediará as mostras competitivas nacionais, retrospectivas e sessões de clássicos.

A programação também promove sessões de cinema azul (voltadas a pessoas com deficiência), lançamentos de livros, palestras e bate-papos. Entre os 908 filmes inscritos, cerca de 100 são longas-metragens e mais de 800 são curtas — número que confirma o fôlego da produção audiovisual independente no Brasil.

Legado local e transformação cultural

Nos últimos 11 anos, o Santos Film Fest impulsionou o cenário audiovisual da Baixada Santista. Entre os frutos dessa atuação estão a criação do curso de Cinema e Audiovisual da UniSantos, a Escola de Cinema Glauber Rocha (no Instituto Arte no Dique) e a revitalização do Cine Roxy — esta última viabilizada pela Lei Paulo Gustavo, sob gestão de Toninho Campos e Maurilio Moriyama.

O júri do festival reúne profissionais renomados das artes, cinema e educação, com nomes como Jamer Guterres de Mello, Rogério Ferraraz, Tay, Márcia Okida, Delson Matos Gomes e Ondina Clais, organizados por categorias como Nacional, Humanidades, Animação, Periférica, Regional e Universitária.

Organização e encerramento

Organizado pelo Instituto CineZen Cultural — sob direção de André Azenha e produção de Paula Azenha — o festival tem apoio institucional da Prefeitura de Santos, UniSantos, Sesc e diversas empresas locais.

A cerimônia de encerramento será em 2 de julho na Open House Idiomas, escola decorada com pinturas de Waldemar Lopes que homenageiam clássicos do cinema, ocasião em que serão anunciados os vencedores das mostras competitivas.

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Sobre o Santos Film Fest
Criado a partir da Mostra Cine Brasil Cidadania (2014–2015), o festival surgiu em 2016 e se consolidou como o principal evento cinematográfico do litoral paulista, com mais de 700 filmes exibidos e 150 atividades formativas. A iniciativa oferece programação gratuita, inclusiva e de grande relevância cultural para o país.

Sobre o Instituto CineZen Cultural
Fundado em 2009 por André Azenha, o Instituto é responsável por organizar o festival e outras ações em Santos, como a PalafitaCon e o Festival Batman Day. Já publicou quase 20 livros e é reconhecido por seu trabalho plural e independente no litoral paulista.

Stellantis reforça foco global em veículos comerciais com liderança de CEO na América do Sul

Emanuele Cappellano acumula comando da Pro One e segue como CEO na América do Sul

A Stellantis, uma das maiores montadoras globais, deu um passo estratégico para consolidar sua atuação no segmento de veículos comerciais ao nomear Emanuele Cappellano como responsável mundial pela divisão Stellantis Pro One. O executivo, que desde novembro de 2023 ocupa o cargo de CEO da Stellantis na América do Sul, passa agora a acumular ambas as funções, reforçando o protagonismo da região nas decisões globais do grupo.

A nomeação de Cappellano foi anunciada nesta segunda-feira (23) por Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, junto com a formação do novo Stellantis Leadership Team (SLT) — comitê diretivo que reúne os principais líderes da companhia em âmbito internacional. Com a nova atribuição, o executivo brasileiro também passa a integrar esse seleto grupo, que terá papel crucial na condução da estratégia mundial da montadora.

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A divisão Stellantis Pro One é voltada exclusivamente para o segmento de veículos comerciais, como vans, utilitários e furgões, sob marcas como Fiat Professional, Peugeot, Citroën, Opel, Ram e Vauxhall. Ao atribuir sua liderança a um executivo da América do Sul, a empresa sinaliza a relevância crescente do mercado sul-americano tanto em volume quanto em inovação no setor de transporte e logística.

Em nota oficial, Filosa destacou a importância do time global recém-formado:

A equipe que anuncio hoje reúne o que há de melhor na Stellantis: líderes que desenvolveram suas trajetórias dentro da empresa, com uma visão centrada nas pessoas, profundo conhecimento das nossas marcas, produtos e clientes, competência e um espírito empreendedor que será essencial para o nosso sucesso.”

Além de Cappellano, o novo SLT será composto por lideranças de diferentes regiões e áreas estratégicas da empresa. O próprio Filosa, que lidera o grupo, acumulará também as funções de COO da América do Norte e das marcas americanas. Os demais integrantes são:

  • Doug Ostermann, CFO e responsável por fusões e aquisições;
  • Jean-Philippe Imparato, COO da operação Europa Ampliada e agora também da Maserati;
  • Philippe de Rovira, com comando sobre operações fora das Américas e Europa, e pela Stellantis Financial Services;
  • Davide Mele, Planejamento de Produto;
  • Ned Curic, Desenvolvimento de Produto e Tecnologia;
  • Sebastien Jacquet, Qualidade;
  • Monica Genovese, Compras;
  • Scott Thiele, Supply Chain;
  • Arnaud Deboeuf, Manufatura;
  • Xavier Chéreau, Recursos Humanos e Sustentabilidade;
  • Clara Ingen-Housz, Relações Governamentais e Comunicação.

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Outros quatro executivos reportarão diretamente a Filosa: Ralph Gilles (Design), Olivier Francois (Marketing), Alison Jones (Peças, Serviços e Economia Circular) e Giorgio Fossati (Conselheiro Geral).

A ampliação do papel de Cappellano reforça a aposta da Stellantis na integração global de suas operações, com atenção especial às sinergias do setor de veículos comerciais, cuja importância cresce diante da expansão do comércio eletrônico, da demanda por soluções de entrega sustentáveis e da evolução tecnológica no transporte urbano e intermunicipal.

Cummins, Vale e Komatsu testam caminhão de mineração movido a etanol e diesel

A Cummins anunciou testes bem-sucedidos com uma nova célula voltada ao uso de etanol como combustível em motores de alta potência. A iniciativa integra o projeto conjunto com a mineradora Vale e a fabricante de equipamentos Komatsu, que busca desenvolver um caminhão de transporte de mineração bicombustível — movido a etanol e diesel — com foco na redução significativa de emissões de gases de efeito estufa. 

Lançado oficialmente em julho de 2024, o programa tem como objetivo adaptar motores a diesel já existentes, especificamente o modelo QSK60 da Cummins, para operarem com até 70% de etanol. Essa proporção é capaz de reduzir em até 70% as emissões de CO₂ em caminhões fora de estrada com capacidade entre 230 e 290 toneladas. São os primeiros veículos desse porte a utilizarem etanol como parte do combustível. 

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Os sistemas bicombustíveis etanol/diesel oferecem benefícios expressivos para a indústria de mineração, incluindo a possibilidade de descarbonização de até 70%, mantendo desempenho e produtividade,” afirmou Luke Mosier, líder de Programas de Inovação da Cummins. “Além disso, as mineradoras podem aproveitar a infraestrutura e frota já existente, sem a necessidade de investimentos iniciais em novos equipamentos.” 

Testes avançam até 2026

A nova célula de teste, localizada na fábrica da Cummins em Seymour, Indiana (EUA), é um marco técnico que permitirá avaliações controladas e precisas antes que os testes em campo tenham início nas operações da Komatsu. A planta foi projetada para suportar uma ampla faixa de motores — de 38L a 95L — e possui infraestrutura dedicada para medições rigorosas de emissões, com controle ambiental e sistemas de armazenamento de combustíveis que garantem segurança e qualidade. 

De acordo com Gbile Adewunmi, vice-presidente de Mercados Industriais da Cummins, o projeto representa um passo concreto no compromisso da empresa com soluções práticas e sustentáveis: “Estamos investindo em infraestrutura e tecnologias que possibilitem a transição energética do setor, com foco em combustíveis de baixo carbono e aplicações de alto impacto como essa.” 

Vale aposta no etanol como vetor da transição

A Vale, parceira do projeto, vê no etanol um pilar estratégico para alcançar sua meta de reduzir em 33% as emissões dos escopos 1 e 2 até 2030. Carlos Medeiros, vice-presidente Executivo de Operações da mineradora, destacou a relevância dos caminhões fora de estrada nesse esforço: “Esses veículos são grandes consumidores de diesel e, portanto, importantes emissores. Ao priorizar o etanol — um combustível já amplamente utilizado no Brasil, com infraestrutura de abastecimento consolidada — conseguimos aliar viabilidade operacional e sustentabilidade.” 

A tecnologia de transição também é vista pela Komatsu como uma alternativa realista e escalável. “Nosso projeto contínuo de bicombustível reflete o compromisso com soluções práticas que permitam a descarbonização imediata das operações de mineração,” ressaltou Dan Funcannon, vice-presidente Sênior de Transporte de Superfície da Komatsu. “O lançamento da célula de teste é um marco empolgante nesse caminho.” 

Foco em soluções de curto e médio prazo

Ricardo Alexandre, vice-presidente de Mineração da Komatsu Brasil, reforçou o caráter transformador do projeto. Segundo ele, ao combinar diesel e etanol em motores de grande porte, a parceria oferece uma resposta concreta às demandas ambientais, operacionais e econômicas do setor: “Essa iniciativa não só avança em termos tecnológicos, como também fortalece a confiança entre Komatsu, Vale e Cummins. É uma solução que tem o potencial de gerar impacto real no curto prazo e influenciar positivamente o futuro da mineração sustentável no Brasil e no mundo.” 

Com o programa de testes em andamento até 2026, as três empresas apostam na robustez técnica, na escalabilidade e no impacto ambiental positivo da solução para consolidar o etanol como um vetor importante na jornada rumo à neutralidade de carbono na mineração pesada. 

Exclusivo: Luca Sra detalha estratégias da Iveco para transição energética e novas parcerias 

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Durante entrevista exclusiva aos jornalistas do International Truck of The Year, Luca Sra, presidente da Unidade de Negócios de Caminhões do Iveco Group, compartilhou a visão estratégica da companhia sobre o futuro da mobilidade sustentável, as parcerias internacionais e os caminhos tecnológicos que estão sendo trilhados para enfrentar os desafios da transição energética no setor de transportes pesados. 

Transição energética com “sanidade”

Sra foi direto ao afirmar que a Iveco não vai abandonar o caminho da sustentabilidade, mas destacou a necessidade de equilíbrio e racionalidade na transição energética: “Traçar regras e legislar é uma coisa — estar tecnologicamente pronto é outra”, afirmou. Para ele, além da tecnologia, fatores como infraestrutura, ecossistema e oferta de energia são fundamentais para a viabilidade da mudança. 

Ele acredita que veículos elétricos a bateria (BEVs) podem ter papel imediato em operações como mineração e distribuição regional, mas defende soluções variadas, incluindo biocombustíveis, para aplicações mais exigentes, como o transporte de longa distância. 

Parceria estratégica com a Ford Otosan

Um dos pontos altos da conversa foi a parceria entre a Iveco e a turca Ford Otosan. O projeto, segundo Sra, busca “inovar na forma de cooperar” e visa dividir os custos de desenvolvimento, dobrar o poder de compra e acelerar avanços tecnológicos. “Vendemos cerca de 25 mil caminhões por ano cada uma, então juntos são 50 mil”, explicou. 

O desenvolvimento da nova cabine está sendo liderado pela unidade de caminhões da Iveco, com apoio das áreas de tecnologia e digital. O projeto é dividido em partes iguais (50/50) entre as empresas e inclui o desenvolvimento conjunto da estrutura bruta (body-in-white), mas com diferenciações substanciais em powertrains e eletrônica. 

Nova geração de cabines: conforto, modularidade e eficiência

A nova cabine, fruto da parceria, será modular, com versões diurna, estendida e “super sleeper”. No entanto, Sra adiantou que uma cabine de entrada baixa — comum em frotas urbanas e licitações públicas — não está nos planos imediatos. 

Questionado sobre o conforto e espaço interno, Sra destacou dois pilares do projeto: valorização do motorista e eficiência aerodinâmica. “Estamos vendo uma escassez e envelhecimento da população de motoristas. Isso vai se tornar mais crítico. Precisamos atrair mais gente, inclusive mulheres e jovens”, afirmou. A aerodinâmica da nova cabine deve representar um ganho de 3 a 4% em eficiência, segundo projeções internas. 

Luca Sra
Jornalistas do International Truck of The Year com Luca Sra

Multipropulsão e foco na diversidade energética

Embora a Iveco esteja avançando em veículos elétricos, Sra enfatizou que a meta não é ser “100% elétrica”, mas sim manter a liderança tecnológica em diversos tipos de propulsão. A empresa aposta em um portfólio que inclui diesel, gás natural, GNL, biocombustíveis, BEV e hidrogênio. 

Neste contexto, o motor de combustão a hidrogênio aparece como uma aposta promissora. “É uma ideia inteligente e estamos tecnicamente prontos. Para longas distâncias, pode ser uma solução real — se houver fornecimento e infraestrutura adequados”, disse. 

Legislação ambiental e paridade de custos

Sobre as multas impostas pela União Europeia a fabricantes que não atingirem as metas de redução de CO₂, Sra foi cauteloso, mas destacou um ponto crítico: “O que falta é paridade de TCO (custo total de propriedade). Precisamos de custos de energia competitivos por kWh ou kg de hidrogênio e alguma forma de equilíbrio com o diesel. 

Lições da parceria com a Nikola

Apesar das turbulências na parceria com a Nikola, Sra afirmou que a colaboração foi essencial para o avanço tecnológico da Iveco. “Foi um grande acelerador. Muito do que você vê no S-eWay e no eixo elétrico foi desenhado inicialmente para a Nikola”, revelou. 

Ele também reforçou a importância do domínio de software para os novos veículos e destacou que a empresa vem se estruturando internamente para liderar neste campo, com plataformas cada vez mais definidas por software. 

Conclusão 

A entrevista com Luca Sra deixa claro que a Iveco está se posicionando como uma marca pragmática e versátil, disposta a liderar a transição energética sem perder a conexão com as demandas reais do mercado. Seja com novas parcerias, soluções modulares ou powertrains alternativos, a empresa aposta na inovação sustentável com foco em eficiência, colaboração e visão de longo prazo. 

Covestro avança com trasnsporte com GNV, mas poderia mirar no biometano

A Covestro, empresa de produção de polímeros, anunciou a implementação do uso de um caminhão movido a gás natural comprimido (GNC) na rota de entrega de seus produtos à AUNDE Brasil, companhia especializada na fabricação de têxteis e espumas para a indústria automotiva.

Trata-se de um caminhão movido a gás que pode ser abastecido com gás fóssil ou gás renovável, o biometano. A empresa não informa o modelo, pela forto é um Scania 6×2, potente estar com um motor dse 420 cv ou 460 cv, ambos lançados na última Fenatran.

O veículo faz parte da frota da Ambipar. Segundo as empresas envolvidas, a mudança poderá gerar uma redução de 15% a 20% nas emissões de dióxido de carbono (CO₂) na comparação com caminhões movidos a diesel. Isso porque esles estão abastecidos com gás natural veicular de origem fóssil.

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Para melhor as reduções e até justiticar o investimento de 20% a mais em um caminhão a gás, a Cotreve já deveria ter em seu planejamento o abastecimento desde caminhão com biometano.

Biometano vs. GNV

O biometano apresenta diversas vantagens em relação ao GNV fóssil, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade e à redução de emissões de gases de efeito estufa. Por ser produzido a partir de resíduos orgânicos, como dejetos agropecuários e esgoto sanitário, o biometano é uma fonte de energia renovável que contribui para a economia circular. Além disso, seu uso ajuda a diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados, estimula a geração de empregos locais e proporciona uma significativa redução nas emissões de CO₂ em até 90%, podendo alcançar níveis neutros dependendo do processo produtivo. Isso o torna uma alternativa estratégica para o setor de transportes e para empresas que buscam atingir metas de descarbonização.

“Nosso compromisso com a Economia Circular vai além da oferta de produtos mais sustentáveis. Estamos sempre em busca de iniciativas que tragam valor agregado a nossos clientes e vemos grande potencial na otimização de processos logísticos”, afirma André Borba, gerente de marketing e vendas da Covestro para a América Latina.

Vale reforçar, que o GNV não faz parte da Economia Circular, mas o biometano sim.

“Essa colaboração exemplifica como podemos transformar a indústria química e os segmentos que atendemos. Nosso objetivo é viabilizar uma operação mais sustentável para os negócios”, explica Bruna Redinha, gerente de Logística Integrada da Covestro Latam.

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A ação faz parte do esforço da Covestro para reduzir suas emissões de escopo 3 – aquelas geradas fora dos processos diretos da empresa, abrangendo fornecedores e clientes. Este tipo de emissão representa cerca de 80% da pegada de carbono total da companhia. A meta da empresa é reduzir em 10 milhões de toneladas métricas suas emissões até 2035, o que equivale a uma queda de 30% em relação a 2021. A longo prazo, a Covestro planeja alcançar a neutralidade de carbono nessas emissões até 2050.

As emissões de escopo 1 dizem respeito aos próprios processos industriais da empresa, enquanto as de escopo 2 se referem ao consumo de energia comprada. Já as de escopo 3, mais difíceis de controlar, incluem toda a cadeia de suprimentos — desde fornecedores até o uso final dos produtos.

A Ambipar, responsável pela operação logística do caminhão movido a GNC, participa como agente ativo na transição para um transporte mais limpo. “Temos muito orgulho em firmar esta parceria, que reforça nosso compromisso com uma agenda sólida de sustentabilidade. A Ambipar entende seu papel como agente de transformação e, por isso, investe constantemente em soluções inovadoras que promovem um futuro mais responsável do ponto de vista ambiental”, afirma Helio Matias, diretor de Logística da companhia.

Analíse Frota News:

Há várias formas de transição energética. Por exemplo, trocar um caminhão Euro 5 por Euro 6 já é um passo. Trocar um caminhão a diesel por um movido a gás, é mais um passou se este for abastecido com GNV, e 10 passos se for abastecido biometano. A dica que deixamos é, já, no comunicação abra um canal de comunicação com a imprensa e explique porque no momento vai utilizar somente GNV e quais foram os militantes para não ter um plano para utilizar o biometano.