terça-feira, abril 7, 2026

Família Onix 2026 estreia com novo visual, painel digital e sem aumento de preço

Com Onix, Onix Plus e Tracker renovados e dois elétricos chineses, montadora aposta em recuperação após perda de participação

Depois de ver suas vendas despencarem 15% no primeiro semestre de 2025 – enquanto o mercado interno cresceu 5% no mesmo período –, a General Motors decidiu agir. Nesta terça-feira (8), a montadora anunciou uma ofensiva de cinco modelos para tentar conter a queda e reverter a curva de desempenho negativa que já se arrasta desde 2023.

Os lançamentos incluem atualizações dos seus carros mais populares no Brasil — Onix, Onix Plus e Tracker — e a estreia de dois veículos elétricos importados da China, o Captiva EV e o Spark EV. A estratégia visa reforçar a presença da marca em um mercado cada vez mais disputado, especialmente com o avanço das montadoras chinesas e a chegada de novas concorrentes ao país.

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Elétricos: vitrine tecnológica, mas com pouca escala

O Captiva e o Spark EV são frutos de parcerias com fabricantes chinesas e terão papel mais simbólico do que estratégico neste momento. O Spark EV entra em pré-venda esta semana por R$ 159.990, mas só chegará efetivamente às concessionárias entre agosto e setembro. Já o Captiva EV tem previsão de desembarque no fim do ano.

Apesar da aposta em eletrificação ser relevante para o posicionamento da GM, a empresa reconhece que o impacto desses modelos nos volumes de venda será limitado. “Eles representam mais uma vitrine tecnológica do que uma alavanca de mercado”, afirma um executivo da companhia.

Onix e Tracker 2026: o coração da virada

Onix
Painel da versão Premier do Onix

O foco da recuperação da Chevrolet está nos modelos nacionais, que respondem por 87% dos quase 96 mil carros de passeio vendidos pela marca de janeiro a junho. A linha 2026 do Onix e do Onix Plus traz mudanças importantes depois de quase cinco anos sem grandes atualizações — um intervalo longo frente ao ritmo das concorrentes.

A dianteira dos modelos foi redesenhada, com novos para-choques e faróis full LED nas versões mais completas. A traseira recebeu apenas retoques discretos, mas o interior passou por uma reformulação mais visível: o painel agora tem central multimídia e quadro de instrumentos integrados, com telas de destaque que seguem a tendência do segmento.

Sob o capô, os motores seguem os mesmos: 1.0 aspirado (82 cv) e 1.0 turbo (116 cv), com pequenos ajustes técnicos. Já o SUV Tracker chega com a nova frente e acabamento interno atualizado, mantendo o motor 1.2 turbo. A boa notícia para o consumidor é que os preços foram mantidos, apesar da reestilização.

Aposta em tempo de pressão

Em 2024, a GM vendeu 4% a menos do que no ano anterior, enquanto o mercado avançou 14%. No primeiro semestre de 2025, a situação se agravou: a queda de 15% nas vendas da Chevrolet foi a maior entre todas as montadoras generalistas. A empresa fechou o semestre com pouco menos de 120 mil unidades emplacadas, sinal de que está perdendo fôlego em um mercado que exige renovação constante.

Com mais marcas instalando fábricas no Brasil e ampliando seus portfólios, a concorrência tende a se intensificar em 2026. Nesse cenário, a ofensiva da GM chega como um movimento necessário — mas que exigirá mais do que apenas atualizações visuais para reconquistar a confiança dos consumidores.

AS 20 motos mais vendidas no 1º semestre e mercado em alta em 2025

O mercado brasileiro de motocicletas mantém ritmo acelerado e, pela primeira vez desde 2014, superou a marca de 1 milhão de unidades emplacadas no 1º semestre do ano. Segundo dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), 1.029.298 motocicletas foram licenciadas de janeiro a junho de 2025, representando um crescimento de 10,33% em relação ao mesmo período de 2024.

Apesar de uma leve retração em junho — 179.358 motos emplacadas, queda de 7,24% em relação a maio — o setor registrou avanço de 8,14% na comparação com junho do ano passado, quando 165.853 unidades foram comercializadas.

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O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, aponta o papel estratégico das motocicletas na mobilidade urbana e no trabalho como motor do desempenho positivo. “O brasileiro tem apostado em motocicletas como um dos principais meios de mobilidade e veículo de trabalho no país. Com a alta nas taxas de juros, devemos notar um significativo aumento nas cotas de consórcio de motos”, afirma.

Com base na performance até aqui, a Fenabrave estima que o segmento feche 2025 com crescimento de 10% sobre o ano anterior, passando de 1.875.903 para 2.063.493 motocicletas vendidas.

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O domínio do ranking segue nas mãos da Honda, que ocupa as cinco primeiras posições com modelos populares e voltados ao uso urbano e profissional. A CG 160 lidera com folga, com mais de 224 mil unidades vendidas.

Veja o ranking completo:

Posição Modelo Emplacamentos
Honda CG 160 224.750
Honda Biz 131.351
Honda Pop 110 ES 113.863
Honda Bros 160 91.943
Mottu Sport 110i 43.858
Honda CB 300F Twister 31.513
Yamaha Factor 150 29.663
Honda PCX 160 26.405
Honda XRE 300 Sahara 21.740
10º Yamaha Fazer 250/FZ25 20.767
11º Yamaha XTZ 250 Lander 20.259
12º Shineray XY 125 20.181
13º Yamaha FZ15 19.360
14º Honda XRE 190 18.630
15º Honda Elite 125 16.726
16º Yamaha Crosser 150 15.613
17º Shineray SHI 175 14.647
18º Yamaha NMax 12.433
19º Shineray XY 50 9.739
20º Shineray XY 150 9.368

 

A presença da Shineray em quatro posições do ranking reflete a crescente procura por modelos de entrada com preços mais acessíveis, especialmente entre motofretistas e novos motociclistas.

Com o aquecimento nas vendas e perspectivas positivas para o segundo semestre, o mercado de duas rodas caminha para consolidar mais um ano histórico, impulsionado por fatores como praticidade, economia e o crescimento dos serviços de entrega e mobilidade urbana.

Vipal apresenta tecnologia que promete aumentar vida útil de pneus de uso misto

A Vipal Borrachas acaba de apresentar ao mercado a tecnologia V Super Hybrid, desenvolvida especialmente para aplicações em terrenos mistos. Segundo a empresa, ela é fruto de um longo processo de pesquisa e testes em operações reais e já está disponível para uma ampla gama de desenhos de bandas, abrangendo aplicações diversas e adaptadas a diferentes tipos de carga e terreno.

Os testes com a nova tecnologia foram conduzidos em ambientes operacionais desafiadores, como transporte de madeira, ração, suínos e frangos — setores onde a exigência sobre os pneus é elevada tanto em termos de resistência quanto de rendimento.

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Em um dos experimentos mais relevantes, realizado com um caminhão 6×4 operando em terreno íngreme e não pavimentado, os pneus equipados com a nova tecnologia apresentaram 11,5% de aumento no desempenho quilométrico em relação a compostos convencionais. As bandas mantiveram sua integridade estrutural, sem apresentar quebras ou picotamentos.

Na segunda fase do mesmo teste, apenas bandas com a nova tecnologia foram utilizadas e o ganho médio de quilometragem chegou a impressionantes 140%. Outro indicador técnico relevante foi o maior aproveitamento da profundidade remanescente do pneu: enquanto, anteriormente, os pneus eram substituídos com cerca de 12 mm restantes, com a nova banda, passaram a ser utilizados até atingirem 5 a 6 mm — um ganho direto em durabilidade e economia operacional.

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Outro caso teste envolveu um caminhão bi-truck utilizado no transporte de ração e animais, com ganhos consistentes de 12,5% de desempenho nos dois desenhos avaliados.

Segundo a Vipal, a nova tecnologia é mais um passo importante dentro do compromisso da empresa com a inovação constante, a sustentabilidade e o desenvolvimento de soluções sob medida para o transporte rodoviário. A empresa afirma que a tecnologia representa o que há de mais avançado em compostos de borracha voltados para a reforma de pneus em aplicações mistas — uma demanda crescente no setor de transporte brasileiro e latino-americano.

Estande da Yamaha mistura música, motos e cultura no Festival do Japão

A Yamaha do Brasil confirmou presença na 26ª edição do Festival do Japão, que ocorre de 11 a 13 de julho no São Paulo Expo, com um estande interativo que celebra tanto a tradição quanto a modernidade. Este ano, o evento comemora os 130 anos do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão — e a Yamaha, com forte ligação com os dois países, aproveita a ocasião para destacar três marcos importantes em sua trajetória: os 70 anos da Yamaha Motor no Japão, os 55 anos de operação no Brasil e os 40 anos da fábrica de Manaus.

Estar presente neste evento reafirma nosso compromisso com o fortalecimento das relações culturais entre Brasil e Japão, um vínculo que valorizamos e buscamos expandir continuamente“, afirma Rafael Lourenço, gerente de Relações Institucionais da Yamaha Motor do Brasil.

Com um estande de 120 m², a empresa apresentará motocicletas como a elétrica NEO’S CONNECTED, a MT-07 e a esportiva R15, esta última exibida em posição inclinada, ideal para fotos. A Yamaha também leva ao evento um motor de popa, ressaltando sua força no segmento náutico.

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A Yamaha Musical terá participação ativa com uma área dedicada à experimentação de instrumentos — entre eles piano digital, guitarra, contrabaixo e violão — e apresentações ao vivo durante o fim de semana.

Além das atrações tecnológicas e culturais, o público poderá receber orientações da Yamaha Serviços Financeiros sobre como adquirir uma moto, carro ou até mesmo a casa própria, com dicas e esclarecimentos sobre soluções financeiras disponíveis.

Conectando tradição e experiência sensorial, o estande contará com apresentações de taikô (os tradicionais tambores japoneses) em três horários: sexta-feira às 17h, sábado às 15h e domingo às 14h. Os visitantes também poderão saborear algodão doce e adquirir itens da Blu Collection, linha de vestuário e acessórios da marca.

A participação no Festival reafirma a Yamaha como ponte entre as culturas brasileira e japonesa, valorizando seu legado industrial, musical e social.

Serviço — 26º Festival do Japão
São Paulo Expo — Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 — Jabaquara, São Paulo
11 a 13 de julho de 2025
Mais informações: www.festivaldojapao.com

Viagem de ônibus com crianças: veja cuidados essenciais com documentação e segurança

Com a chegada das férias escolares, muitas famílias escolhem o ônibus como meio de transporte para os destinos de lazer. Prático, confortável e acessível, o rodoviário é também uma das formas mais seguras de viajar, desde que alguns cuidados importantes sejam adotados, principalmente quando se trata de crianças.

Para ajudar pais e responsáveis a aproveitarem esse período com mais tranquilidade e segurança, a Viação Águia Branca preparou algumas recomendações essenciais. Além de chegar com antecedência ao local de embarque com as malas, passagem e documentos organizados, veja dicas úteis que fazem a diferença antes e durante a viagem com os pequenos.

  • Documentos originais ou autenticados

Crianças e adolescentes de até 12 anos devem viajar com documento de identidade (RG) ou certidão de nascimento. Se estiverem desacompanhados dos pais, é necessário apresentar autorização judicial ou documento específico conforme as regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mesmo acompanhados por parentes, é essencial que todos os documentos estejam atualizados e em formato original ou cópia autenticada de forma organizada em uma pasta.

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  • Cinto de segurança do início ao fim da viagem

A empresa reforça a importância do uso do cinto de segurança que deve ser usado durante toda a viagem, inclusive em trajetos curtos. Todos os bancos dos nossos veículos possuem cinto de segurança de duas pontas, com regulagem adequada para cada tipo de corpo. O uso correto de equipamentos de segurança é obrigatório e reduz significativamente riscos de acidentes.

  • Conforto dos pequenos

Para tornar a viagem mais agradável, é indicado levar alimentos leves, água, brinquedos, livros, itens de higiene e uma manta, já que a temperatura do ar-condicionado pode incomodar os pequenos.

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  • Redução de enjoos

Para àqueles que sentem enjoos durante o trajeto, é recomendável a orientação de um médico para ter sempre à mão algum remédio que ajude na redução do mal-estar. Fixar o olhar no horizonte, evitar leitura ou uso de celular e descer para caminhar, durante as paradas da viagem, também ajudam na qualidade da viagem e até em casos mais severos, como vômitos.

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Segundo o diretor de Operações da Viação, Renato Tozzi, as equipes da Águia Branca estão preparadas para apoiar os passageiros, mas o cuidado com os detalhes antes do embarque faz toda a diferença. “Para a Viação Águia Branca, a segurança de quem viaja é prioridade. Com organização, atenção às orientações e escolha de um serviço de qualidade, o passeio pode começar com tranquilidade e render ótimas lembranças para toda a família“, destaca Tozzi.

Novo Ford Territory 2026 estreia no Brasil com visual imponente, mais tecnologia e o mesmo preço

Prepare-se para ver mais Territory nas ruas. A Ford acaba de lançar o Novo Territory 2026, que chega com design renovado, mais tecnologia, conforto de SUV premium e — acredite — sem aumento de preço: R$ 215 mil.

O modelo, que quadruplicou as vendas da marca desde sua nova geração, agora aposta em um visual ainda mais sofisticado, com nova grade frontal, faróis full-LED em L e rodas de 19”. Além disso, está maior: são 55 mm a mais no comprimento e uma cabine que segue como a mais espaçosa da categoria.

Interior digno de um SUV de luxo

Aqui, o Territory dá um show. O espaço traseiro acomoda três adultos com folga. Os bancos dianteiros oferecem aquecimento, resfriamento e ajustes elétricos em até 10 posições. Tudo isso com acabamento premium, com detalhes em couro preto e faixas em tom marrom Manuka — inspiradas no mel neozelandês.

O teto solar panorâmico e a iluminação interna configurável em 26 cores ajudam a transformar cada viagem numa experiência.

Painel duplo de 12,3” e conectividade total

O Territory 2026 vem com painel digital e multimídia de 12,3”, novos gráficos, sistema de som 3D e Android Auto/Apple CarPlay sem fio. Tudo rápido, fluido e fácil de usar.

Ford Territoy 2026
Mais sofisticação em seu interior

Mais que conectado, ele é inteligente. Pelo app FordPass, o dono pode ligar o carro à distância, checar nível de combustível, pressão dos pneus e agendar manutenção com poucos toques no celular.

Motor turbo, consumo equilibrado e conforto real

O motor 1.5 EcoBoost turbo entrega 169 cv e 25,5 kgfm de torque, aliado a um câmbio automático de 7 marchas com dupla embreagem. O consumo também agrada: até 11,2 km/l na estrada. São quatro modos de condução — do Eco ao Esportivo — e suspensão adaptada ao piso brasileiro.

Segurança de ponta: o pacote é completo

• Frenagem autônoma de emergência
• Piloto automático adaptativo com Stop & Go
• Câmera 360° e sensores dianteiros e traseiros
• Monitor de ponto cego
• Assistente de faixa e de descida
• Farol alto automático
• Seis airbags com detecção de ocupantes

Mais competitivo que nunca

Segundo a Ford, o Territory foi o carro que mais cresceu em vendas da marca em 2024. E em 2025, já avançou mais 9%. Com mais de 40% de todo o volume vendido apenas no último ano, o SUV agora quer mais — e tem tudo para conquistar ainda mais motoristas.

“O Territory é o modelo com maior índice de qualidade da Ford na América do Sul”, afirma Ariane Campos, da engenharia da Ford.

Com visual de SUV premium, espaço interno de minivan, conectividade de carro elétrico e preço de lançamento mantido, o Novo Ford Territory 2026 tem potencial para virar referência entre os SUVs médios no Brasil.

Os erros silenciosos que afundam a eficiência logística

Poucos percebem o quanto a operação de carga e descarga pode comprometer toda a cadeia logística de uma empresa. Nesse processo aparentemente simples, escondem-se desperdícios de tempo, riscos à segurança e custos crescentes. Ainda assim, muitos gestores seguem tratando essa etapa com displicência, ignorando o impacto direto sobre a eficiência logística. Nos grandes centros urbanos, a dificuldade de encontrar espaços adequados para estacionar e manobrar caminhões é diária. Portos e centros de distribuição vivem congestionados, com veículos expostos a acidentes, roubos e multas. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que 51,6% das empresas de transporte enfrentam obstáculos logísticos nas cidades, com a falta de infraestrutura de carga e descarga liderando o problema.

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Cada minuto perdido em fila aumenta os custos logísticos. Horas extras, deslocamentos desnecessários e ociosidade de veículos sobrecarregam a operação, e a legislação agrava o cenário. Pela Lei nº 13.103/2015, a partir da quinta hora de espera, aplica-se multa de até 5% sobre o valor da carga, penalizando diretamente a ineficiência dos processos. O desempenho logístico brasileiro segue aquém do desejado. Segundo o Logistics Performance Index 2023, do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 61ª posição entre 139 países, com deficiências críticas em manuseio de cargas e infraestrutura. Esses gargalos se somam aos danos físicos em veículos e mercadorias. Estima-se que entre 1% e 2% das mercadorias transportadas por rodovias brasileiras sofrem avarias, muitas originadas ainda na carga e descarga, segundo a ABRALOG.

A origem de boa parte dessas falhas está na falta de planejamento e organização, pois nformações imprecisas sobre horários, localização de docas e ordem de carregamento transformam o pátio em um palco de improvisos. As práticas básicas como o agrupamento das cargas por tipo, volume e destino ainda encontram resistência em muitas operações, alimentando o desperdício. O fator humano também pesa, não são raros os casos de funcionários deslocados de outras funções sendo improvisados na carga e descarga sem o treinamento necessário. Saber compactar cargas, usar corretamente os equipamentos de proteção e dominar os símbolos logísticos deveria ser obrigatório. Segundo a OSHA, cerca de 25% dos acidentes de trabalho em operações logísticas envolvem movimentação de cargas e operação de equipamentos de pátio.

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Enquanto parte do setor ainda depende de controles manuais e planilhas frágeis, a tecnologia oferece alternativas robustas. Sistemas como o Yard Management System (YMS) permitem agendamento inteligente das docas, visibilidade em tempo real do pátio e organização de filas por prioridades objetivas. Com isso, a comunicação flui melhor e o tempo de permanência dos veículos passa a ser controlado de forma preventiva. A integração desses sistemas com outras soluções logísticas fortalece a operação, reduzindo erros, danos e desperdícios.

Dessa forma, o que antes era um gargalo se torna diferencial competitivo. Em mercados cada vez mais pressionados por agilidade e precisão, profissionalizar a carga e descarga não é mais uma opção; tornou-se uma exigência estratégica. Ignorar esses problemas alimenta um ciclo vicioso de ineficiências. Ainda há quem trate essa etapa como algo secundário, sem perceber que, na logística moderna, cada metro rodado e cada minuto parado têm um preço. E, frequentemente, um preço alto demais para continuar sendo pago.

*Eros Viggiano é mestre em administração e cientista da computação. Fundou a LogPyx em 2015 com o objetivo de otimizar a logística interna e garantir a segurança dos trabalhadores.

Feira dos Cegonheiros celebra 25ª edição como espaço de geração de negócios e confraternização

São Bernardo do Campo volta a receber, em setembro, um dos eventos mais aguardados pelo setor automotivo e pelas famílias ligadas ao transporte de veículos zero-quilômetro: a Expo de Transportes do ABCD. Em sua 25ª edição, a chamada Feira dos Cegonheiros confirma o que os números já indicam há anos — o evento se consolidou como um dos maiores do Brasil no segmento e como um espaço exclusivo que celebra o passado, vive o presente e projeta o futuro dos cegonheiros.

Os números da feira crescem a cada ano, demonstrando a força e a importância da nossa categoria para a economia do país. Neste ano, esperamos receber cerca de 87 mil visitantes nos três dias, gerar em torno de R$ 580 milhões em negócios – indicando crescimento significativo de 20% sobre 2024. Será, sem dúvida, a maior Feira dos Cegonheiros destes 25 anos.

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Os Estúdios e Pavilhões Vera Cruz vão proporcionar, entre 25 e 27 de setembro, o encontro de gerações de transportadores que transformaram a profissão em herança. Pais, filhos e netos percorrem juntos os corredores da feira, reforçando o caráter familiar do evento, que acolhe visitantes de todas as idades.

Enquanto os profissionais do volante conhecem as novidades do setor, o público infantil aproveita brinquedos e atrações pensadas especialmente para os pequenos. Famílias inteiras se reúnem diante dos palcos animados com bandas musicais, nos corredores lotados ou nos estandes, criando memórias que vão além da rotina profissional.

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A força da Expo de Transportes do ABCD está nos detalhes. O cuidado com a infraestrutura, a ambientação temática e o acolhimento ao visitante são marcas registradas da feira.

A lista de expositores também cresce a cada ano. Além das tradicionais montadoras e concessionárias, a feira atrai novos perfis de empresas — de soluções tecnológicas a serviços jurídicos, financeiros e de gestão de frota, por exemplo. Estreiam nesta edição a AR4 Test, SIM Lubrificantes e Suspentech, que se somam a outras tradicionais, como VWCO; Concessionária Codema (Scania); Concessionária Cofipe (Iveco); Concessionária Comercial De Nigris (Mercedes-Benz); Concessionária Nors (Volvo); Concessionária Via Trucks (DAF); Grupo Sada; Grupo Vigorito; Tegma; Transportadora Lemak; Transauto; Transmoreno; Dambroz; Pneus TEP; Truck Control; Cooperceg; Gallagher; Jurídica Corretora de Seguros; e Sicoob Credceg.

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A diversificação reflete o amadurecimento da feira como vitrine de inovação, networking e oportunidades para os empresários do setor.

Ao completar 25ª edição, a Expo de Transportes do ABCD reafirma sua essência: ser o ponto de encontro entre negócios e afeto, entre tradição e futuro. Um espaço que reúne o setor, fortalece relações e valoriza quem move o Brasil — os cegonheiros e suas famílias.

Por José Ronaldo Marques da Silva, Boizinho, presidente do Sinaceg.

Grupo Sada lança programa de apoio jurídico e financeiro a colaboradores trans e travestis

Como parte de sua política de Diversidade, Equidade e Inclusão, o Grupo Sada — conglomerado de logística e transporte de veículos zero quilômetro da América Latina — lançou o programa “Assinado, Eu”, voltado para custear e oferecer apoio jurídico a colaboradores transgêneros e travestis que desejam realizar a retificação de nome e redesignação de gênero em seus documentos oficiais.

A iniciativa teve início neste mês de julho e foi anunciada durante a semana de celebração do Dia do Orgulho LGBTQIA+, comemorado em 28 de junho. Destinado a colaboradores com no mínimo seis meses de vínculo empregatício, o programa também contempla prestadores de serviços terceirizados com contratos ativos há pelo menos um ano.

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Segundo o Grupo Sada, antes de iniciar o processo, cada interessado é acolhido pelas áreas de Diversidade e de Saúde e Bem-Estar da empresa, garantindo suporte emocional, social e informacional ao longo de toda a jornada de retificação civil.

A primeira colaboradora a aderir ao programa é Karoline Reis, assistente de diretoria da Sempre Editora, braço de comunicação do Grupo Sada. Aos 20 anos e com a transição iniciada há cerca de seis, ela agora dará o passo legal para que sua identidade seja reconhecida nos documentos.

É muito gratificante poder contar com esse apoio, porque muitas empresas estão mais preocupadas com o marketing externo das iniciativas voltadas para a diversidade, do que com as nuances da presença de uma pessoa trans no ambiente corporativo. O melhor de todo o processo aqui no Grupo Sada foi o acolhimento que recebi desde o meu primeiro dia de trabalho. Toda pessoa quando se coloca no mundo precisa de algo que a valide para que possa existir”, afirma Karoline.

Parcerias e suporte jurídico gratuito

A primeira etapa do programa consiste na orientação para a coleta e organização dos documentos exigidos na retificação da certidão de nascimento. Para agilizar o processo, o Grupo firmou parceria com o Sindicato dos Cartórios, que irá intermediar a comunicação com as autarquias responsáveis, especialmente em cidades de origem dos participantes — já que a retificação deve ocorrer no cartório do local de registro civil.

O departamento jurídico do Grupo Sada acompanhará o andamento de cada solicitação e será responsável pelo pagamento integral de todas as taxas e emolumentos do processo.

Esta iniciativa está em linha com o compromisso do Grupo Sada de promover a diversidade, a equidade e a inclusão. O nosso propósito é incentivar uma cultura inclusiva e um ambiente cada vez mais seguro e acolhedor, que possa contribuir para o desenvolvimento do potencial de todos os nossos colaboradores”, destaca Daniela Medioli, vice-presidente do Grupo.

A expectativa é de que, uma vez iniciada a retificação, o prazo médio para a emissão da nova Certidão de Inteiro Teor seja de até 30 dias, podendo variar conforme a localidade do cartório. Com o novo documento em mãos, o colaborador poderá atualizar os demais registros civis e profissionais.

Compromisso com a inclusão real

Com o “Assinado, Eu”, o Grupo Sada vai além do discurso e oferece um exemplo concreto de responsabilidade social corporativa. Ao amparar juridicamente e financeiramente seus colaboradores trans e travestis, o conglomerado mineiro reafirma seu papel como agente transformador e contribui ativamente para um mercado de trabalho mais inclusivo, respeitoso e humano.

Petrobras: O impacto do megainvestimento de R$ 33 bilhões na cadeia logística

O anúncio feito pela Petrobras em julho de 2025 de um megainvestimento de R$ 33 bilhões no estado do Rio de Janeiro vai gerar novas oportunidades paras empresas de transporte e logística brasileiras. Mais do que reforçar a capacidade produtiva da estatal, os recursos que serão aplicados até 2029 nas refinarias, termelétricas e no complexo petroquímico fluminense.

Diesel mais limpo, querosene de aviação em volume recorde, gás natural abundante para indústrias e biocombustíveis em larga escala são apenas alguns dos efeitos diretos da nova engrenagem que a Petrobras põe em movimento. Mas os impactos vão além da produção: reverberam na malha logística, nos custos operacionais de frotas, na segurança energética e na eficiência do escoamento de cargas e pessoas por todo o território nacional.

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Diesel nacional: menos importação, mais estabilidade

Um dos destaques do pacote de investimentos é a ampliação da capacidade da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), que passará a produzir 76 mil barris adicionais por dia de diesel S-10, combustível essencial para o transporte de cargas no Brasil. A nova capacidade permitirá reduzir significativamente a dependência de diesel importado — que, até hoje, representa cerca de 25% do consumo nacional.

Essa autossuficiência reforçada tem impacto direto nos custos logísticos. Com mais diesel produzido localmente, haverá menor exposição à volatilidade do câmbio e dos preços internacionais, o que tende a suavizar os repasses no frete e no preço final das mercadorias transportadas. Para os transportadores, isso representa previsibilidade nos custos operacionais — um fator crítico para o planejamento de rotas, contratos e investimentos em frota.

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Além disso, ao abastecer os centros consumidores do Sudeste — a partir do Rio de Janeiro —, o diesel poderá ser escoado com mais agilidade por dutos e caminhões-tanque, descongestionando portos e reduzindo o tempo de espera para distribuição. A malha rodoviária que cruza o estado do Rio, especialmente os eixos BR-040, BR-101 e BR-116, deverá sentir os reflexos dessa nova dinâmica.

QAV e SAF: impulso para a aviação e logística aérea

Outro ponto de inflexão promovido pelo projeto é a ampliação da oferta de querosene de aviação (QAV), com incremento de 20 mil barris por dia, além do início da produção nacional em escala de SAF (Sustainable Aviation Fuel) — o combustível sustentável de aviação.

A aviação comercial e de carga, altamente concentrada na Região Sudeste, poderá se beneficiar com maior oferta local. Com a produção próxima dos aeroportos do Galeão e de Guarulhos, haverá redução nos custos logísticos de abastecimento, menor necessidade de estocagem e mais segurança no suprimento. Isso pode facilitar inclusive a retomada de rotas aéreas regionais, de carga e passageiros, que muitas vezes esbarram na viabilidade de abastecimento.

Além disso, com o SAF nacionalizado, companhias aéreas terão à disposição um combustível alternativo para cumprir metas de descarbonização impostas por mercados internacionais — uma vantagem competitiva para hubs logísticos brasileiros.

Gás natural para a indústria e o transporte

A ampliação da capacidade de processamento de gás natural no Complexo de Itaboraí (Boaventura), com integração ao novo gasoduto Rota 3, é estratégica. Ao processar volumes cada vez maiores de gás vindo do pré-sal, o Rio de Janeiro se tornará um polo de fornecimento para indústrias e transportadoras que atuam com GNV ou gás natural liquefeito (GNL).

O gás natural tende a se consolidar como um combustível alternativo viável para o transporte pesado e urbano, especialmente no Rio, São Paulo e Minas Gerais. Com maior oferta e preços mais competitivos, pode haver aceleração na substituição de frotas a diesel por veículos movidos a gás — uma transição desejada tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico.

O novo ciclo de gás natural também viabiliza a expansão de polos industriais que consomem gás como matéria-prima — fertilizantes, cerâmicas, vidros, alimentos — ampliando a necessidade de transporte de insumos e produtos finais. Isso deve gerar nova demanda logística em regiões hoje menos integradas à cadeia de suprimentos, com impacto positivo sobre operadores logísticos, operadores ferroviários e transportadores de curta e longa distância.

Lubrificantes e rerrefino: logística reversa em foco

A previsão de produção adicional de 12 mil barris diários de óleos lubrificantes na Reduc, e a implantação de uma planta de rerrefino de óleo usado, inserem o transporte em uma lógica de economia circular.

Cadeias especializadas em logística reversa precisarão ser estruturadas para coletar óleo usado em centros urbanos, oficinas e frotistas, transportando-o com segurança até a refinaria para reprocessamento. Isso abre novas oportunidades para operadores logísticos especializados e reforça o papel do transporte na sustentabilidade da cadeia produtiva.

A circulação desses produtos também exigirá infraestrutura de armazenagem, transporte e distribuição adequada, especialmente com controle ambiental mais rígido — estimulando investimentos em modais adequados e capacitação técnica.

Termelétricas e segurança energética para modais elétricos

As três termelétricas previstas — duas em Itaboraí e uma na Reduc — somam mais de 850 MW de capacidade instalada e serão abastecidas com gás do pré-sal. Elas fortalecerão a segurança energética do Sudeste, aliviando pressões na rede elétrica nacional.

Para a logística, isso representa maior estabilidade no fornecimento de energia para portos, centros de distribuição, terminais intermodais e corredores industriais, cada vez mais dependentes de eletricidade confiável para operar em regime 24/7.

Além disso, com o avanço da eletrificação de frotas urbanas e de distribuição — especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro —, a expansão da matriz energética local permite maior penetração de veículos elétricos, com menor risco de sobrecarga da rede e tarifas mais previsíveis. A eletrificação da logística urbana, uma tendência irreversível, dependerá de infraestruturas como essa.

Petroquímica e cadeias integradas de suprimentos

A parceria com a Braskem e a possibilidade de implantação de novas fábricas químicas no Complexo de Itaboraí também geram impacto logístico expressivo. A produção local de polietileno, ácido acético e monoetilenoglicol (MEG) reduzirá a dependência de importações desses insumos, hoje majoritariamente transportados via portos.

Ao internalizar a produção, o Brasil poderá substituir o modal marítimo por rotas rodoviárias e ferroviárias internas, com maior previsibilidade, menores custos logísticos e impacto positivo na competitividade das indústrias de plásticos, tintas, PET, embalagens e tecidos.

Essa transformação reestrutura o mapa da logística industrial brasileira, com destaque para os corredores entre Itaboraí, Duque de Caxias, o Porto de Itaguaí, o Arco Metropolitano e o acesso à Dutra, rotas que devem ser modernizadas e reforçadas com o novo fluxo de cargas e produtos derivados do investimento.

Infraestrutura e conectividade: logística do futuro

Embora a Petrobras não tenha detalhado investimentos diretos em modais logísticos, os volumes adicionais de produção e circulação de cargas exigirão adequações logísticas. Dutos, ferrovias e rodovias serão pressionados, o que tende a fomentar parcerias com operadores logísticos, portos e governo para garantir escoamento seguro e eficiente.

Terminais portuários como o do Rio de Janeiro, Itaguaí e Niterói podem ter papel estratégico no escoamento de excedentes de diesel, QAV e petroquímicos para exportação, exigindo novos berços, dragagem e sistemas de controle.

Dutos internos da Transpetro deverão ser ampliados ou melhor utilizados para integrar a produção da Reduc e de Itaboraí aos centros consumidores — o que pode gerar oportunidades para a indústria de equipamentos e construção pesada, além de contratos logísticos especializados.

Um novo ciclo de prosperidade logística

O plano de R$ 33 bilhões da Petrobras no Rio é mais do que um megaprojeto de energia. É um marco para a logística brasileira. Ele cria um novo eixo de integração entre pré-sal, refino, gás natural, biocombustíveis e indústria química, tudo conectado a uma malha de transporte que precisa ser moderna, resiliente e sustentável.

Para transportadoras, operadores logísticos, fabricantes de veículos, empresas de infraestrutura e até startups do setor, abre-se uma janela estratégica de oportunidades. Novos fluxos de carga, integração modal, tecnologias para rastreamento, sustentabilidade e economia circular ganham protagonismo.

A engrenagem está posta. O transporte será o motor visível dessa transformação. E a logística, o elo que fará esse investimento sair do papel e chegar, com eficiência, ao coração da economia brasileira.