sexta-feira, abril 10, 2026

Rodobens projeta expansão no agro e aposta em digitalização de frotas, diz José Reche

Com 75 anos de presença no Brasil, a Rodobens se consolidou como a maior rede de concessionárias Mercedes-Benz no segmento de veículos comerciais. São 25 casas  distribuídas nas principais rotas do transporte rodoviário de cargas e passageiros, com forte atuação no agro, na logística e soluções de mobilidade urbana. 

Para entender como a companhia enxerga o mercado de caminhões, ônibus e vans, a Frota News conversou com José Reche, diretor de Veículos Comerciais da Rodobens. Na entrevista a seguir, ele fala sobre a participação de mercado, os desafios no segmento pesado, o lançamento do caminhão Axor, o futuro dos ônibus elétricos, a versatilidade da Sprinter, o impacto da agenda ESG e a necessidade urgente de qualificar mão de obra para o setor. 

Estrutura e representatividade

Frota News – Qual é hoje o tamanho da rede Rodobens no segmento de veículos comerciais? 

José Reche – Nós somos a maior rede de concessionários Mercedes-Benz do Brasil. Temos 25 casas distribuídas pelo Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, acompanhando as principais rotas de grãos e de mineração. Atendemos caminhões, ônibus e vans, com centros especializados para cada linha. Essa estrutura representa cerca de 21% do varejo Mercedes em 2025, e acreditamos chegar a 22% até o fim do ano. 

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Pós-venda e oficinas dedicadas

Frota News – O pós-venda é apontado como diferencial da Rodobens. Como ele está estruturado? 

José Reche – Hoje contamos com 16 oficinas dedicadas dentro de clientes, chamadas MDW. São nove para caminhões, duas para vans e quatro para ônibus. A vocação é muito forte para o agro: atendemos grandes transportadores de grãos, usinas de cana e também operações urbanos, como em Rio Preto e Salvador. Além disso, temos parcerias em mineração, inclusive oficinas voltadas ao transporte de funcionários. 

 Vocação para o agro

Frota News – O agronegócio responde por 40% das vendas da Mercedes no Brasil. Essa proporção se reflete também na Rodobens? 

José Reche – Estamos muito próximos disso. O agro tem enorme peso na nossa operação. Nossas oficinas dentro de clientes são, em grande parte, voltadas a transportadores de grãos e usinas de cana. Mesmo quando atendemos operadores logísticos que não transportam grãos diretamente, muitos movimentam insumos agrícolas. 

 Mercado de pesados

Frota News – O mercado de caminhões pesados vem passando por retração. Como a Rodobens sente esse cenário? 

José Reche – O mercado está mais desafiador e requer criatividade. Não é um problema só da Rodobens, mas do segmento de pesados em geral. No entanto, conseguimos compensar parte da retração com outros setores, como a distribuição de bebidas e a logística porta a porta. Ainda assim, sabemos que há grande potencial de crescimento no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 

Crescimento em pneus

Frota News – A Rodobens também é referência em pneus. Qual o balanço de 2025? 

José Reche – Nós somos o maior revendedor autorizado Michelin do Brasil. É uma parceria de mais de 40 anos. Em 2025 crescemos 9,2% em relação a 2024, mesmo em um cenário difícil para os pesados. Isso mostra a força da diversificação. 

O novo caminhão Axor 

Frota News – Como a chegada do Axor pode impactar o mercado e os resultados da Rodobens? 

José Reche – O Axor preenche uma lacuna importante da Mercedes-Benz. É um caminhão competitivo em preço e robustez, voltado a operações de porta-contêiner e carga fracionada. Em 2025, a produção ainda é modesta, mas em 2026 teremos maior volume e poderemos disputar com mais força o segmento que havia ficado descoberto quando saímos do Axor direto para o Actros. 

Leia mais sobre o Axor:

Novo Mercedes-Benz Axor Euro 6 mira segmento de pesados de entrada a partir de R$ 698 mil

Financiamento e novos perfis de compra

Frota News – Como está o mix de financiamento atualmente: Finame, consórcio e recursos próprios? 

José Reche – O consórcio representa de 10% a 12% dos negócios. O Finame segue relevante, mas percebemos crescimento nas compras com recursos próprios, especialmente de transportadoras globais. Muitas empresas dos EUA e da China trazem capital externo, o que aparece para nós como pagamento à vista, mas é, na prática, um financiamento realizado no país de origem.  

ESG e geopolítica

Frota News – As grandes transportadoras globais pressionam pela agenda ESG. Como isso se reflete no Brasil? 

José Reche – Em 2024 havia um apelo maior pela transição energética. Mas em 2025 vemos cautela. A geopolítica pesa: risco de falta de gás na Europa, excesso de diesel russo no mercado… Tudo isso trava decisões. Não é que o ESG tenha parado, mas há prioridades mais urgentes. O setor espera um cenário mais claro para retomar investimentos em gás, biometano e até elétricos com mais força. 

Falta de mão de obra

Frota News – A Confederação Nacional da Indústria projeta déficit de 3 milhões de profissionais em logística até 2027. Como a Rodobens enfrenta esse desafio? 

José Reche – Sentimos isso na prática. Só em 2025 contratamos 220 pessoas para reforçar o pós-venda, mas é muito difícil encontrar técnicos qualificados em diagnóstico, elétrica e mecânica. Por isso, reestruturamos nossa universidade corporativa. Antes voltada a cursos comerciais, agora passa a oferecer formação em mecânica e elétrica. É um equilíbrio difícil porque também formamos mão de obra que pode migrar para concorrentes, mas não há alternativa. 

Treinamento digital de motoristas

Frota News – Um dos pontos críticos é a adaptação rápida de motoristas a diferentes marcas de caminhões. Como lidar com isso? 

José Reche – É uma realidade. Muitas vezes um motorista de Scania precisa assumir um Mercedes, ou vice-versa, sem tempo para treinamento. Defendemos o uso de tecnologia embarcada para oferecer pílulas digitais de conhecimento: tutoriais básicos no painel multimídia, ensinando torque, troca de marchas ou ajustes eletrônicos. Isso daria mais segurança e eficiência para as frotas. 

Ônibus urbanos e elétricos

Frota News – Como vocês avaliam o mercado de ônibus urbanos, especialmente com a chegada dos elétricos? 

José Reche – O diesel hoje concentra 90% do mercado em poucos players. Mas o elétrico já atrai até nove competidores. Por isso contratamos um gerente-geral focado exclusivamente em soluções de mobilidade de passageiros. Apostamos em grandes capitais como São Paulo, Salvador, Recife e Belém, que têm vocação para adotar a tecnologia. Queremos oferecer veículo e suporte técnico completo.  

Sprinter e personalização

Frota News – E quanto à linha Sprinter, qual a estratégia? 

José Reche – A Sprinter é extremamente versátil. Temos versões customizadas para transporte de funcionários na mineração, operações urbanas e até agro. Criamos centros especializados em vans e um atendimento pós-venda dedicado para cada tipo de cliente. A personalização é o caminho. 

Perspectivas

Frota News – Para fechar, quais são os próximos passos da Rodobens? 

José Reche – Vamos consolidar o crescimento no varejo Mercedes, investir em digitalização e fortalecer o pós-venda. Nosso foco é oferecer soluções completas em caminhões, ônibus e vans, sempre próximos ao cliente e preparados para o futuro da mobilidade. 

Leia a revista digital:

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Reforma tributária: o que realmente se esconde por trás do “Imposto do Pecado”?

Ninguém está seguro de que Brasília está fazendo uma reforma tributária ou somente empurrou o problema para as próximas gerações, aumentando o chamado “Custo Brasil” vai aumentar. Nenhum setor da economia está satisfeito e compreendeu o que é a reforma, e se realmente é uma reforma. Nas redações dos meios de comunicação chegam, constantemente, comunicados que confirmam isso. O mais recente veio da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A entidade divulgou um comunicado demonstrando grande preocupação, principalmente, com o chamado “Imposto Seletivo”.   

Leia o comunicado na íntegra: 

O Imposto Seletivo é um dos temas que mais preocupa o setor automotivo neste momento, trazendo grande grau de imprevisibilidade para fabricantes, fornecedores, distribuidores e toda a cadeia. “Se algo tem tirado nosso sono é esse tributo, previsto no âmbito da Reforma Tributária a partir de janeiro de 2027”, afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). 

“Estamos a menos de um ano e meio do início da vigência das novas regras e ainda não temos ideia da carga tributária que incidirá sobre os nossos produtos. Ao fim, podemos ter aumento de carga de impostos para os automóveis, o que não era a proposta original do governo”, alertou o dirigente. 

 A declaração de Calvet foi feita durante o painel de encerramento do ABX25, evento promovido pela Automotive Business no São Paulo Expo, e endossada pelos outros palestrantes, todos CEOs de grandes empresas: Rafael Chang, da Toyota América Latina, Ciro Possobon, da Volkswagen Brasil, Mauro Correia, da HPE, e Martin Galdeano, da Ford América do Sul, além de Diego Fernandes, COO da GWM Brasil. 

O Imposto Seletivo deverá incidir de forma complementar a outros tributos sobre automóveis de todos os tipos de motorização, o que, segundo a Anfavea, terá potencial para afastar compradores de modelos novos, prolongando o uso de modelos com maior tempo de rodagem, menos seguros e mais poluentes – totalmente na contramão da atual política industrial do próprio governo federal, o Mover, que incentiva investimentos em produtos cada vez mais limpos e com itens de segurança de última geração. 

Calvet também destacou a necessidade de avançar rapidamente nas regulamentações do programa Mover. “Temos uma grande lista de normas a serem publicadas. O Mover ainda não é o grande marco, porque ainda não foram concluídas todas as regulamentações. Previsibilidade era e segue sendo a palavra-chave.” 

Apesar do atual cenário adverso, nenhuma empresa sinalizou até o momento algum tipo de revisão dos investimentos, estimados em R$ 190 bilhões na soma de fabricantes e fornecedores. “Nosso setor é resiliente. Batemos em agosto o recorde de emplacamentos de novas tecnologias, 11% do mercado interno, sendo que um quarto desse montante já é composto por veículos fabricados no Brasil”, finalizou o presidente da Anfavea. 

Conheça o novo eixo autodirecional AXYS4 da Suspensys para veículos pesados

A Suspensys, empresa da Randoncorp, lançou o eixo autodirecional AXYS4 com suspensão pneumática. O produto conta com novas bolsas pneumáticas e barra de ligação otimizada. “A linha AXYS nasce de um novo projeto, que vai além da engenharia do produto. É uma nova geração pensada para atender às demandas reais das estradas brasileiras”, afirma o diretor-executivo da Suspensys, Ricardo Barion. 

O nome da nova família faz referência direta ao “eixo”, tanto do ponto de vista técnico (derivado do inglês axle ou axis) quanto simbólico, aliado ao sufixo YS, de Suspensys, e ao número 4, que destaca a inovação permitida pela nova legislação e a posição técnica do produto como um 4º eixo. A estratégia de nomeação também prepara terreno para os próximos lançamentos da linha, que vai unificar toda a gama pneumática da marca sob uma arquitetura clara, robusta e de fácil identificação no mercado. 

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TranspoSul — Em parceria com a concessionária Volvo Dipesul, a Volvo do Brasil estará em mais uma edição da Transposul, considerada a maior feira de transporte e logística do Sul do Brasil, que acontece de 23 a 26 de setembro, em Porto Alegre (RS). No evento, estarão expostos os modelos FH 540 6×4, FH 500 6×2 e VM 360 8×2. Além disso, haverá uma área dedicada aos Seminovos Volvo. 

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Nacionalização de componentes — A ZF anunciou a nacionalização da produção da Unidade de Controle Eletrônico (ECU) para sistemas de freios de veículos comerciais. Produzida na planta de Limeira (SP), a ECU permite funções avançadas de segurança, como controle eletrônico de estabilidade (ESC), ABS, assistente de partida em rampa e controle de tração, sendo o ESC obrigatório em veículos pesados desde o início de 2025. A iniciativa fortalece a cadeia produtiva local, amplia a competitividade das montadoras, elimina processos de homologação de tecnologias importadas e garante maior índice de nacionalização.  

Antecipação de insumos na Zona Franca de Manaus abre oportunidades logísticas

O Polo Industrial de Manaus (PIM) está se preparando para atravessar a estiagem amazônica de 2025 sem comprometer suas linhas de produção. A estratégia tem sido antecipar a importação de insumos, evitando gargalos logísticos que nos últimos dois anos afetaram a navegação nos rios da região. Esse movimento, embora motivado por um desafio local, abre uma janela de oportunidades para operadores de transporte e logística em outras partes do Brasil, já que a demanda por alternativas de escoamento e abastecimento tende a se intensificar.

Segundo o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), o faturamento da Zona Franca de Manaus (ZFM) já alcançou R$ 99 bilhões no primeiro semestre de 2025, alta de quase 14% em relação ao ano anterior. A previsão é de que o faturamento anual chegue a R$ 240 bilhões, impulsionado por setores como motocicletas, eletroeletrônicos, ar-condicionado e plásticos. Para atender a esse ritmo de crescimento e reduzir riscos, as empresas têm buscado maior previsibilidade na cadeia de suprimentos, o que exige operações mais ágeis e diversificadas de transporte.

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Expansão da demanda logística nacional

A antecipação de importações já trouxe reflexos: somente em julho, as compras externas da ZFM cresceram 27%, movimentando quase US$ 1,4 bilhão, segundo o Painel Econômico do Amazonas. Essa concentração de cargas amplia as possibilidades de atuação de transportadores rodoviários e operadores multimodais em estados como Pará, Rondônia, Acre, além das rotas de integração com o Sudeste e o Nordeste.

Com as dificuldades fluviais previstas para os próximos meses, cresce a importância de corredores alternativos – como a BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, e a BR-174, em direção a Roraima e Venezuela – além do uso de centros de distribuição em estados vizinhos para armazenagem estratégica. Para transportadoras e operadores logísticos de todo o Brasil, isso significa novas demandas por frota dedicada, soluções intermodais e gestão de estoques.

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Confiança empresarial reforça projeções

O cenário de otimismo também ajuda a sustentar esse movimento. O Índice de Confiança do Empresário Industrial no Amazonas (ICEI-AM) marcou 61,48 pontos em julho, bem acima da média nacional de 46,1 pontos, apurada pela CNI. A leitura do CIEAM é que a confiança do empresariado local está apoiada não apenas na retomada das importações, mas também na estabilidade logística construída ao longo dos últimos dois anos de estiagens severas.

Para André Ricardo Costa, Coordenador de Indicadores do CIEAM, esse contexto projeta um segundo semestre de expansão econômica, no qual a logística será peça-chave. “O setor industrial demonstra capacidade de adaptação, assegurando cadeias produtivas mesmo diante de riscos. Esse movimento reforça a confiança no desempenho do Amazonas e abre espaço para parcerias estratégicas com operadores logísticos em todo o país”, afirma.

Oportunidade para operadores de transporte

Diante desse cenário, os operadores de transporte e logística podem enxergar na Zona Franca de Manaus um mercado em ascensão, disposto a investir em soluções integradas que garantam agilidade, redução de custos e resiliência. A antecipação de insumos, ao invés de ser apenas uma medida preventiva, está se transformando em uma alavanca para ampliar redes de distribuição, consolidar rotas alternativas e criar novas oportunidades de negócios em todo o território nacional.

 

Marcopolo sobe 29 posições no Ranking Valor 1000 das maiores empresas do País

A Marcopolo ocupa a 158ª posição no ranking geral do Valor 1000, que elenca as 1.000 maiores empresas do país. O levantamento é realizado pelo jornal Valor Econômico em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Segundo a fabricante, o destaque no ranking é resultado do crescimento contínuo no mercado brasileiro e da expansão global na oferta de soluções em mobilidade. O avanço representa uma subida de 29 posições em relação ao estudo anterior. 

“Nossa estratégia de expansão e diversificação dos negócios, tanto no Brasil quanto no exterior, aliada ao foco em inovação, tecnologia e capacitação profissional, tem nos proporcionado resultados expressivos ano após ano”, afirma André Vidal Armaganijan, CEO da Marcopolo. 

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Vipal Borrachas

A Vipal Borrachas é outro destaque do setor automotivo, figurando entre as 1.000 maiores empresas do país e conquistando o primeiro lugar na categoria Plásticos e Borrachas. “Estar novamente no ranking Valor 1000 é motivo de orgulho e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido”, ressalta Renan Batista Patricio Lima, CEO da Vipal Borrachas. 

Segundo Lima, a companhia, que completa 52 anos, tem buscado evoluir acompanhando as transformações do mercado global. “Para os próximos anos, nosso foco está em aprimorar o modelo de gestão, com governança atualizada e transparente. Queremos manter o crescimento de forma sustentável sem perder os valores que nos trouxeram até aqui”, destaca o executivo. 

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Total Express

Na categoria Logística, a Total Express foi um dos destaques do ranking Valor 1000, figurando entre as dez primeiras em indicadores como rentabilidade, evolução da receita líquida e cobertura de juros. No ranking geral, a empresa ocupa a 594ª posição, com receita líquida de R$ 1,75 bilhão em 2024, crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. 

Critérios do ranking

De acordo com a organização do prêmio Valor 1000, a análise das empresas considera seis indicadores contábeis e financeiros, como receita líquida, evolução média da receita nos últimos cinco anos, nível de endividamento e capacidade de pagamento de juros, além das práticas ESG. Dessa forma, as líderes setoriais se destacam não apenas pelos resultados financeiros, mas também pelo compromisso com questões ambientais, sociais e de governança. 

Na 25ª edição do Valor 1000, as 1.000 maiores empresas registraram receita líquida conjunta de R$ 7,9 trilhões em 2024, representando crescimento nominal de 8,2% em relação a 2023. 

Comparativo caminhões 4×2: VW Constellation 19.380 vs Mercedes-Benz Axor 2038

No competitivo mercado brasileiro de cavalos mecânicos 4×2, dois modelos se destacam como na faixa de 380 cavalos e preço abaixo dos R$ 800 mil: o VW Constellation 19.380, tem preço sugerido de fábrica de R$ 900.386, e o Mercedes-Benz Axor 2038, com preço de lançamento de R$ 698 mil.

Ambos são projetados para o transporte rodoviário de cargas em médias e longas distâncias, oferecendo diferentes abordagens para atender às exigências de frotistas e caminhoneiros. Neste comparativo técnico e funcional, destrinchamos as principais características de cada modelo.

Motorização: equilíbrio entre força e eficiência

No coração do Constellation 19.380 está o motor Cummins L9, com 6 cilindros e 8,9 litros, que entrega 375 cv de potência a 1.900 rpm e 1.700 Nm de torque entre 1.100 e 1.400 rpm. O propulsor adota a injeção Common Rail e atende ao Proconve P-8 com o sistema SCR, que utiliza ARLA 32.

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Já o Axor 2038 aposta no motor de fabricação própria OM 460 LA, de 12,8 litros, também de 6 cilindros em linha, que entrega 381 cv a 1.600 rpm e 1.900 Nm de torque a partir de 1.100 rpm. A diferença de cilindrada revela um motor mais “folgado” para operações pesadas, com maior reserva de torque e elasticidade.

Vantagem: Axor 2038, pela maior cilindrada e torque superior, que favorecem desempenho em trechos com maior exigência de força.

Transmissão: automatização e versatilidade

Ambos os modelos são equipados com transmissões automatizadas de 12 marchas, sem pedal de embreagem, mas com diferenças importantes:

  • O VW Constellation utiliza caixa ZF 12TX 2624 TD, com relações amplas que vão de 16,69:1 na primeira marcha a 1,00:1 na última.
  • O Axor conta com duas opções: G 291-12 (para a versão com eixo sem redução nos cubos) ou G 340-12 (com redução), ambas da linha PowerShift 3. A ficha técnica do Axor peca por não apresentar as relações das marchas.

Vantagem: Empate técnico, mas o Axor oferece mais opções de configuração de eixo, apesar que as vantagens de CMT na configuração 4×2, dificilmente, são aplicações na maioria das operações.

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Suspensão e conforto de rodagem

O Constellation 19.380 tem suspensão dianteira com molas parabólicas e traseira pneumática air link, ideal para conforto com estabilidade. Já o Axor 2038 adota molas parabólicas tanto na dianteira quanto na traseira, focando robustez e simplicidade mecânica — compensada pela suspensão pneumática da cabine nas versões Leito. Porém, uma fonte já revelou que, em breve, o Axor contará com a opção de suspensão pneumática.

Vantagem: VW Constellation, pela suspensão pneumática traseira de série, mais indicada para preservar carga e conforto.

Tecnologia e segurança

Ambos os modelos entregam um pacote completo de segurança, lembrando que a maioria dos itens são obrigatórios por lei:

  • ABS
  • EBS
  • Controle de tração (ASR)
  • Assistente de partida em rampa (HSA / Hill Holder)
  • Controle de estabilidade (ESC)

O Axor ainda oferece freio de cabeçote (Top Brake) e opção de retarder, além de luzes de frenagem de emergência (ESS) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD).

Vantagem: Axor 2038, por entregar recursos adicionais de segurança ativa e freio auxiliar mais completo.

Dimensões e capacidade operacional

Especificação VW Constellation 19.380 Mercedes-Benz Axor 2038
PBT homologado 16.000 kg 16.000 kg (legal) / 20.100 kg (técnico)
CMT 45.000 kg 62.000 kg (G291) / 68.000 kg (G340)
Distância entre eixos 3.560 mm 3.552 mm
Tanque de combustível até 780 litros até 730 litros
Altura total (com climatizador) 3.546 mm até 3.662 mm

 

Vantagem: Axor 2038, pelo maior CMT e flexibilidade técnica. Apesar de a superioridade em CMT não ser aplicável em 4×2 na prática, o modelo mostra uma maior robustez e no desempenho, o que é bastante positivo para operação que busca maior velocidade média.

Conclusão: qual é o melhor?

Ambos os caminhões entregam confiabilidade, tecnologia embarcada e ampla rede de suporte, características indispensáveis no competitivo mercado de transporte brasileiro. No fim, a decisão passa pelo tipo de carga, perfil da rota e estratégia de frota.

A escolha entre o VW Constellation 19.380 e o Mercedes-Benz Axor 2038 dependerá diretamente do preço e vantagens após a negociação. Vale lembrar que os preços sugeridos de fábrica é o chute inicial da bola em uma partida de futebol. Inclusive, a cotação média nacional do Constellation 19.380 na Tabela Fipe de julho está em R$ 758 mil. Comprador e vendedor vão trabalhar bastante até chegar em uma negociação para o apito final da partida.

Grupo Noromak cresce no interior de São Paulo com novas unidades da Volare

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O Grupo Noromak, concessionária Volare responsável pelo atendimento no interior do Estado de São Paulo, anunciou a ampliação de suas operações nas cidades de Araçatuba e Bauru. O objetivo é suprir o crescimento da demanda na região centro-oeste paulista. “Escolhemos locais estratégicos, com infraestrutura adequada para garantir atendimento de alto padrão. Neste ano em que celebramos 25 anos de parceria com a marca Volare, nosso propósito é oferecer uma experiência completa e diferenciada aos clientes”, destacou Marcus Pinese, diretor da Noromak. 

As novas instalações contam com showrooms para exposição de veículos, oficinas equipadas para serviços de mecânica, elétrica, funilaria e pintura, além de áreas específicas para lavagem de veículos. 

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Araçatuba

Localizada na Rua Brigadeiro Faria Lima, 350 – Jardim do Trevo, a nova sede própria da Noromak dispõe de 3.400 m² de área construída. A unidade está equipada com ferramentas de metrologia, ferramental completo para instalação e manutenção de ar-condicionado automotivo e modernos equipamentos de diagnóstico, como Vision, Insite, VMS, MMS e Rasther III. 

Bauru

O posto de serviços de Bauru, situado na Rua Maceió, 625 – Vila Cardia, possui 600 m² de área construída. A estrutura é preparada para realizar todos os tipos de manutenção em carroceria e chassi, abrangendo elétrica, suspensão, motor, câmbio, diferencial, injeção, pós-tratamento e eletrônica embarcada. A unidade também adota práticas sustentáveis, como ecoponto para descarte de resíduos, estações de separação de água e óleo, e box com plataforma elevatória para ônibus. 

Sobre o Grupo Noromak

Fundado em 1962, o Grupo Noroma, com sede em Araçatuba e filiais em Ribeirão Preto e Bauru, a empresa atende mais de 350 cidades do interior paulista e possui uma equipe composta por 40 colaboradores capacitados. 

Iveco anuncia R$ 7,5 bilhões para fortalecer fornecedores no Brasil e Argentina

R$ 7,5 bilhões é o valor que o Iveco Group planeja investe em compras de seus fornecedores de peças e componentes na América Latina, principalmente, no Brasil e Argentina, países onde estão, respectivamente, suas fábricas em Sete Lagoas (MG) e Córdoba. O anúncio foi feito recentemente, durante o Supplier Meeting Latam 2025, encontro anual que reúne os fornecedores do grupo.

Segundo Karel Novák, head de Qualidade e Operações para a América Latina do Iveco Group, com a ampliação da produção de componentes locais, reduziram a dependência de importações, fortalecendo os fornecedores regionais e aumentando a competitividade.

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Marcio Querichelli, presidente da IVECO para a América Latina, ressaltou que a rede de fornecedores é fundamental para enfrentar os desafios políticos e econômicos atuais no Brasil e na Argentina. Ele destacou que o cenário é de maior complexidade e competição devido à instabilidade política, desconfiança elevada, taxas históricas e abertura de mercado na Argentina, tornando a parceria com fornecedores essencial para manter a competitividade e o foco no cliente.

Carlos Tavares, presidente da FPT Industrial Latam, reconheceu os desafios do cenário econômico, mas ressaltou que há grandes oportunidades de crescimento e desenvolvimento de novos negócios na região. Ele destacou que, até 2030, mais de 70 projetos estão em andamento, criando oportunidades para fornecedores locais. Tavares também enfatizou o investimento em tecnologias multienergia, como motores a gás natural e etanol, alinhando-se ao compromisso com a descarbonização e a sustentabilidade.

Shell lança nova coleção de carrinhos Ferrari interativos

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A Shell lançou nova edição de carrinhos colecionáveis da Ferrari, que une a paixão pelo automobilismo à interatividade digital. Os modelos podem ser controlados diretamente pelo celular por meio do aplicativo Shell Racing Legends, que também permite acessar jogo com pistas virtuais.

Os carrinhos reproduzem em escala os clássicos da Ferrari. São 04 modelos. “Mais do que um simples brinquedo, as miniaturas Shell foram pensadas como itens de coleção que unem design, nostalgia e interatividade”, destaca Ricardo Berni, diretor de Marketing & Digital da Raízen.

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Primeira moto elétrica da Honda

Honda
Produção da WN7 começa no final deste ano na Europa

A Honda anunciou sua primeira motocicleta elétrica em tamanho real, a Honda WN7, derivada do conceito EV FUN apresentado na EICMA 2024. O modelo combina design futurista e leveza (217 kg) com desempenho robusto, oferecendo mais de 130 km de autonomia, motor de 18 kW refrigerado a água e torque de 100 Nm — comparável a motos a combustão de 1000 cc. Compatível com carregamento rápido CCS2, a bateria pode ser recarregada de 20 a 80% em 30 minutos ou totalmente em menos de 3 horas com carregador doméstico. Além da versão padrão, haverá uma opção de 11 kW para licença A1, ampliando o acesso ao público. A WN7 trará recursos modernos como tela TFT de 5 polegadas com RoadSync e iluminação LED, com mais detalhes a serem revelados na EICMA 2025.

Seminário Educação para Logística
Realização: Frota Educação. Inscrições: Sympla

Websérie “Histórias de Oficinas”

A PETRONAS Lubrificantes Brasil lançou sua primeira websérie, “Histórias de Oficina”, que será exibida no YouTube entre setembro e dezembro de 2025, com quatro episódios mensais. Entre os episódios, destacaram temas como a rotina dos reparadores, os obstáculos do dia a dia, a participação do consultor automotivo César Urnani e uma experiência especial que conecta os mecânicos ao universo da produção e das pistas.

Executivas da DHL Express são painelistas no Seminário Educação para Logística

O setor logístico nacional terá um encontro estratégico em outubro. No dia 14 de outubro de 2025, o Hotel Pullman Ibirapuera, em São Paulo, recebe o Seminário Educação para Logística – 2025, evento que vai reunir líderes do transporte, logística, indústria automotiva e instituições de ensino para discutir o futuro da formação profissional.

Com seis painéis temáticos, o seminário propõe reflexões e soluções práticas para acelerar o desenvolvimento de competências em um setor que projeta demanda por 3,4 milhões de profissionais qualificados nos próximos anos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

DHL Express leva expertise em capital humano e treinamentos

Entre as painelistas confirmadas estão duas executivas da DHL Express Brasil, referência mundial em transporte expresso.

DHL
Fernanda Rios Muffato, Gerente Sênior de Gestão de Talentos na DHL Express Brasil

No painel “Educação e Emprego: Como Suprir a Demanda de 3,4 Milhões de Profissionais?”, participa Fernanda Rios Muffato, Gerente Sênior de Gestão de Talentos da DHL Express Brasil. Psicóloga formada pelo Mackenzie, com MBA em Gestão de Pessoas pela FGV, ela atua há 12 anos na companhia e lidera as áreas de Recrutamento & Seleção e Desenvolvimento de Pessoas. Sua carreira, marcada também por três anos na Raia Drogasil, combina estratégia de negócios com cuidado genuíno com o capital humano. Apaixonada por desenvolver talentos e criar conexões, ela defende que o ambiente corporativo deve ser um espaço de crescimento, colaboração e impacto positivo.

Seminário
Gláucio Rocha

O painel contará com a mediação de Gláucio Rocha, executivo com mais de duas décadas de atuação estratégica em Supply Chain e Logística. Ao longo de sua carreira, acumulou experiências em empresas de grande porte, nos setores químico, farmacêutico, alimentício, cimenteiro, entre outros. Atualmente, é mestrando pela Fundação Dom Cabral, onde desenvolve pesquisas voltadas à escassez de profissionais qualificados e à crescente demanda por talentos no setor logístico.

 

Empresa e escola

DHL
Daniela Feriotti, Gerente de Treinamento da DHL Express

Já o painel “Conexão Ensino-Empresa: Parcerias que Transformam a Logística” terá a participação de Daniela Feriotti, Gerente de Treinamento da DHL Express Brasil. Com mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento de profissionais, Daniela atua há 18 anos na companhia, liderando programas de treinamento e onboarding para equipes e gestores, com foco em qualidade, compliance, segurança e engajamento. Formada em Administração de Empresas, com pós-graduação em Negócios Internacionais e especialização em Aprendizado de Adultos, ela é reconhecida por projetos que impulsionam produtividade, reduzem erros e fortalecem a cultura de melhoria contínua.

Para mediar este painel, contaremos com a jornalista Aline Feltrin, com trajetória iniciada em 2005. Aline Feltrin atuou como repórter em redações de jornais, revistas, agências de notícias e sites, com sólida experiência no setor automotivo e negócios. Tem passagens por veículos como das editoras Abril e Motorpress Brasil, além dos jornais Diário de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

Seminário
Aline Feltrin

Também construiu sólida carreira em comunicação corporativa e assessoria de imprensa, atuando em grandes corporações e agências de comunicação, com responsabilidade pelo planejamento, definição de objetivos, metas e estratégias de comunicação interna e externa.

Educação como pilar estratégico para a logística

O Seminário Educação para Logística 2025 terá como eixo central a integração entre educação, tecnologia, práticas sustentáveis e oportunidades de carreira. Especialistas e representantes de fabricantes de veículos comerciais também estarão presentes para debater como alinhar a formação técnica e estratégica às necessidades futuras da cadeia logística.

Serviço

Seminário Educação para Logística – 2025
Local: Hotel Pullman Ibirapuera – São Paulo/SP
Data: 14 de outubro de 2025
Horário: das 8h às 18h
Inscrições: limitadas, disponíveis pelo Sympla