A Jamef, transportadora mineira com atuação em todo o País, anuncia Nurik Costa como o novo Chief Financial Officer (CFO). O executivo tem como missão fortalecer a gestão financeira da companhia e apoiar a expansão sustentável da empresa, na modernização da frota, capacitação de colaboradores e tecnologias.
Com mais de três décadas de experiência, Costa construiu a carreira em empresas brasileiras e multinacionais de setores como indústria, serviços financeiros e comércio exterior. É graduado em Administração Pública e pós-graduado em Finanças e Banking pela Escola de Administração de Empresas da FGV-SP.
“Assumir a posição de CFO na Jamef é uma oportunidade de contribuir para o fortalecimento da governança e da eficiência financeira da companhia, que tem uma história sólida e reconhecida no setor de transporte. O objetivo é garantir que a área financeira apoie cada vez mais a expansão e o desenvolvimento do negócio”, afirma o novo CFO da Jamef.
De acordo com Marcos Rodrigues, CEO da Jamef, a chegada de novos profissionais reforça o compromisso da empresa em atrair talentos capazes de trazer diferentes perspectivas e contribuir para o crescimento sustentável do negócio. “Na Jamef, acreditamos que a diversidade de trajetórias fortalece nossa evolução. Cada profissional que se junta ao time acrescenta uma visão singular, que, conectada ao conhecimento já existente, impacta positivamente os resultados e favorece a construção de um ambiente colaborativo e em constante desenvolvimento”, conclui.
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Índice do frete — Em agosto, o preço médio do frete rodoviário no Brasil caiu 0,54%, passando de R$ 7,40 para R$ 7,36 por quilômetro, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred. A retração foi influenciada pela menor atividade industrial e pelos efeitos da política tarifária dos Estados Unidos, além da queda do dólar e da manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano. No entanto, fatores como o escoamento da segunda safra de milho, o reajuste do piso da tabela de frete em julho e o aumento do diesel — que subiu até 0,81% — limitaram uma queda maior. Para os próximos meses, a expectativa é de pequenas oscilações no IFR, condicionadas ao comportamento dos combustíveis, do câmbio e de possíveis mudanças regulatórias.
Patrocínio — A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou o patrocínio ao Museu de Ciências da Amazônia (MuCA), em Belterra (PA). O MuCA integra ciência, tecnologia e saberes tradicionais em áreas como biodiversidade, bioeconomia, segurança alimentar e turismo sustentável, em parceria com universidades como UFOPA, USP e UFPA. Entre os resultados já impulsionados estão a inclusão produtiva e formação técnica de moradores, apoio a cadeias da bioeconomia, incentivo ao empreendedorismo comunitário, pesquisa aplicada e a criação de espaços educativos como o Restaurante Escola e o Laboratório de Inovação.
O Brasil alterou de forma significativa o perfil de seus fornecedores de diesel desde julho de 2025. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que, entre janeiro e junho, a Rússia respondeu por 53% das importações, enquanto os Estados Unidos representaram 19,5%. Em julho, o cenário se inverteu: os EUA passaram a fornecer 45% do volume importado, contra 35% da Rússia, segundo registros da ANP e análises da consultoria Datamar. A mudança reforça a dependência externa do país e amplia a exposição a fatores geopolíticos fora do controle interno.
A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) aponta que o fluxo de cargas oriundas dos EUA ganhou tração ao longo do inverno do Hemisfério Norte e que, entre agosto e setembro, as entradas americanas tendem a superar as russas — a depender de preço, disponibilidade e frete —, movimento coerente com a leitura do Preço de Paridade de Importação (PPI) divulgada em agosto pela entidade.
Para o especialista em combustíveis Vitor Sabag, do Gasola, o revezamento de fornecedores precisa ser observado sob a ótica de risco: “Ao buscar mais contratos com fornecedores americanos, o Brasil reduz a dependência russa no curto prazo; por outro lado, aumenta sua sensibilidade a decisões políticas e comerciais dos Estados Unidos, que podem alterar rapidamente o custo de importação e a previsibilidade de preços“.
Essa sensibilidade não é apenas uma hipótese distante, pois em agosto de 2025, os Estados Unidos dobraram tarifas de importação sobre a Índia, como represália à continuidade das compras de petróleo russo, mostrando como ajustes diplomáticos podem ter repercussões imediatas no mercado internacional.
Para o Brasil, a leitura é de cautela: analistas e agentes de mercado discutem o risco de medidas semelhantes afetarem países que ampliaram compras de diesel e fertilizantes russos desde 2022. “Qualquer restrição, sanção ou tarifa adicional imposta ao comércio de diesel teria efeito direto sobre o consumidor brasileiro, impactando a logística, o transporte de cargas e o preço de mercadorias básicas“, avalia Sabag.
Apesar de a Petrobras manter o preço interno do diesel estável há quatro meses, o mercado segue exposto às flutuações externas. Isso porque a cotação internacional do combustível e a variação do câmbio continuam influenciando os custos de importação. “Existe uma defasagem natural entre a política de preços nacional e as referências globais; quando o câmbio se move e o frete encarece, a cadeia sente”, reforça o especialista.
Na avaliação de Sabag, os próximos meses dependerão da oferta global e do humor geopolítico: “Se a normalização operacional das refinarias russas se confirmar no fim de 2025 e não houver novas barreiras comerciais do lado americano, a tendência é de alívio relativo; mas qualquer ruído regulatório ou tarifário pode inverter o sinal rapidamente“. Para ele, o ponto central é lembrar que o diesel move o Brasil — do agronegócio ao transporte rodoviário — e que oscilações na oferta ou no preço reverberam em toda a economia, chegando ao bolso da população.
Terceira colocada entre as fabricantes full-liner de caminhões no Brasil, a Iveco registrou 5.519 unidades emplacadas entre janeiro e agosto de 2025. O desempenho da marca representa um avanço de 0,9%, mesmo diante de um cenário de retração do mercado, que acumula queda de 6,7% no período. No total, o segmento de caminhões contabilizou 74.268 veículos emplacados, com a Iveco consolidando 7,4% de participação.
A reportagem da Frota News mergulha nos números da Anfavea e da Fenabrave para analisar o desempenho da marca, destacando a posição de seus modelos em cada segmento e a dinâmica peculiar do ranking.
O melhor número de emplacamentos de caminhões da marca ocorre no semipesados, com 2.163 unidades, todos da linha Tector. O segmento representa 33% do mercado total e emplacou 23.611 unidades, ficando a fabricante italiana com uma fatia de 9,3%.
Ainda em números, o segmento de pesados foi o segundo maior para a Iveco, com 1.872 unidades do modelo S-Way, com uma participação de 5,7% dentro de um volume de 33.000 unidades de pesados emplacadas neste ano até agosto. Vale destacar também que a marca cresceu 10,5% em relação aos emplacamentos do mesmo período de 2024.
Com modelos da linha Daily e Tector, a Iveco emplacou 583 unidades no segmento de médios, o que representou participação de 9,55%.
A Fenabrave, que representa o setor da distribuição automotiva, divulga, mensalmente, o ranking dos 10 modelos mais vendidos em cinco segmentos: semileves, leves, médios, semipesados e pesados. Vamos conhecer como a marca italiana aparece nesses cinco segmentos.
Iveco Daily Chassi-Cabine de 3.500 kg de PBT
Outro ponto relevante é a atuação da Iveco no segmento de camionetas de carga com Peso Bruto Total (PBT) de até 3.500 kg, que compõem uma categoria estatística distinta. De acordo com dados da Anfavea, a fabricante registrou o emplacamento de 3.522 unidades do chassi-cabine Daily na área de comerciais leves, o que representa um expressivo crescimento de 53,3% em comparação ao mesmo período de 2024.
Mercado de ônibus
No mercado de ônibus, a Iveco apresenta o maior crescimento em 2025. Entre janeiro e agosto, a fabricante registrou 1.579 unidades emplacadas, um salto de 30,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando havia contabilizado 1.206 veículos. Esse desempenho coloca a marca em evidência dentro de um segmento que, historicamente, apresenta forte concorrência e grande concentração entre poucos fabricantes.
Agora, confira os números de emplacamentos da Iveco no Brasil desde 1997:
Fonte: Anuário da Indústria Automotiva Brasileira – Anfavea
O Grupo Rodobens é uma empresa brasileira com mais de 75 anos de história, que atua em diversos segmentos, oferecendo soluções financeiras e de varejo. Sua atuação se concentra principalmente em cinco áreas: consórcios, seguros, serviços financeiros, locação de veículos e concessionárias de automóveis e caminhões.
A empresa se destaca por sua abordagem integrada, que busca atender às necessidades dos clientes de forma abrangente, combinando a venda de produtos com a oferta de serviços complementares, como financiamentos e seguros. Para conhecer mais a divisão de automóveis e comerciais leves, como a nova Toyota Hiace, conversamos com Rafael Dolabella, diretor Executivos de Automóveis do grupo, que conta com 17 concessionárias, sendo duas Mercedes-Benz Cars, 14 Toyota e uma Hyundai. Confira:
Frota News — Quando pesquisamos sobre a Rodobens, o consórcio aparece como destaque. Mas o grupo vai além disso, certo? Rafael Dolabella — É verdade. O consórcio é um produto muito forte, mas a Rodobens é um ecossistema. Temos concessionárias de veículos leves e comerciais, banco, corretora de seguros e a própria administradora de consórcios. O diferencial é integrar o varejo automotivo aos serviços financeiros, oferecendo soluções personalizadas para o cliente.
Frota News — Como vocês se diferenciam em um mercado onde os produtos tendem a ser parecidos? Dolabella — O atendimento é decisivo. Vender um carro ou caminhão pode parecer igual em qualquer lugar, mas o que fideliza é a experiência e o relacionamento. Definimos nosso propósito como “ser o parceiro do próximo passo”: não apenas entregar o veículo, mas estar ao lado do cliente no pós-venda, na manutenção e até no planejamento financeiro.
Frota News — O cliente de automóvel e o de veículo comercial são tratados de forma integrada? Dolabella — Curiosamente, menos do que se imagina. Apesar de ambos comprarem marcas fortes como Mercedes-Benz, o cliente de automóvel é diferente do frotista que vê o caminhão como ferramenta de produção. Nossas gestões de CRM são independentes, respeitando a LGPD e o perfil distinto de consumo. As sinergias são mais claras quando falamos de consórcio, por exemplo, mas não entre automóveis e caminhões.
Frota News — E como a Rodobens percebe a separação global da Mercedes-Benz entre carros/vans e caminhões/ônibus? Dolabella — Para o cliente, não houve impacto relevante. Ele enxerga a marca na ponta, seja no automóvel, seja na Sprinter ou no caminhão. Internamente, é uma mudança de CNPJ e gestão, mas, para quem compra, continua sendo “Mercedes”. O risco seria uma eventual complexidade prejudicar o atendimento, mas até agora a rede tem conseguido lidar bem.
Frota News — Vamos falar da Toyota Hiace, a primeira van da marca no Brasil. Qual a sua avaliação? Dolabella — O lançamento foi muito bem planejado. A Hiace herda a confiabilidade mecânica da Hilux, o que é um cartão de visita importante. Some a isso um pós-venda estruturado e revisões com preço delimitado, e temos um pacote competitivo. A Toyota foi cautelosa, limitou a produção inicial a 2 mil unidades em 2025, distribuídas pela rede, mas isso valoriza o produto e permite acompanhar de perto o desempenho.
Frota News — E a versão furgão, que interessa especialmente ao mercado de logística? Dolabella — Deve chegar entre o fim de 2025 e o primeiro semestre de 2026. Vemos um potencial enorme, especialmente para empresas de e-commerce, que buscam soluções sustentáveis e com bom TCO. O segmento de utilitários leves está muito sensível a custos operacionais, e a Hiace pode ocupar um espaço importante.
Frota News — O senhor mencionou sustentabilidade. Como enxerga a transição energética no Brasil? Dolabella — A eletrificação ainda é um tabu, mesmo em países mais desenvolvidos. Nos comerciais pesados, as dificuldades são ainda maiores: custo elevado e falta de infraestrutura. No Brasil, híbridos e biometano fazem mais sentido no curto prazo. A Toyota, por exemplo, já é pioneira com o híbrido flex, e a Hilux a biometano apresentada em protótipo mostra caminhos viáveis. O papel da Rodobens é preparar nossas equipes para explicar essas tecnologias e mostrar suas vantagens aos clientes.
Frota News — Em automóveis, como está sendo a aceitação dos elétricos? Dolabella — Ainda é lenta. A linha Mercedes EQ, por exemplo, exige muito trabalho de comunicação e treinamento. Não vende nos volumes de um Classe C, mas aos poucos ganha espaço. Nosso desafio é mostrar que, apesar de novo, o produto oferece benefícios reais, ainda que dependa de amadurecimento de mercado.
Frota News — Recentemente, vocês inauguraram uma concessionária Mercedes-Benz padrão alemão em São José do Rio Preto. O que mudou? Dolabella — Mudou a experiência. A concessionária deixou de ser apenas um espaço de venda e virou um ambiente de relacionamento. O cliente vai tomar um café, conversar com outros proprietários, conhecer os modelos num espaço digitalizado e confortável. Isso aproxima as pessoas da marca, e as vendas acontecem naturalmente como consequência dessa convivência.
Nova concessionária Mercedes-Benz Cars em São José do Rio Preto
Frota News — Com juros altos, o consórcio ganha mais evidência. Como isso impacta a Rodobens? Dolabella — O consórcio sempre cresce, independentemente do cenário de juros. Ele atende o cliente planejador, enquanto o financiamento é para quem precisa comprar imediatamente. Não vemos os dois como concorrentes, mas como complementares. É por isso que operamos, inclusive, o Consórcio Mercedes-Benz em formato white label (consórcio dedicado a uma única marca).
Frota News — E quanto às perspectivas de mercado? Dolabella — 2026 deve ser um ano de consolidação, sem grandes saltos. Acreditamos que 2027 será mais forte, com novas ondas de lançamentos e um cenário econômico mais favorável. A confiança do consumidor é determinante no varejo automotivo, e ela deve se recuperar gradualmente.
Frota News — O pós-venda ganhou muito destaque nos últimos anos. O que a Rodobens tem feito nessa frente? Dolabella — Estamos ampliando os serviços para manter o cliente no ecossistema. A Toyota, por exemplo, lançou garantia de até 10 anos, revisão programada e programas de seminovos certificados. Além disso, criamos um serviço de assessoria para venda de usados, ajudando clientes que querem trocar de carro sem tempo para negociar. É uma forma de fidelizar e oferecer conveniência.
Frota News — E para os frotistas, como funciona a renovação de frota? Dolabella — Avaliamos os seminovos como parte da negociação, mas, quando há diferença de expectativa, usamos nossa assessoria para ajudar a vender os carros pelo preço desejado. Funciona tanto para pessoas físicas quanto para locadoras menores. É uma maneira de estar ao lado do cliente, oferecendo alternativas.
Frota News — Para fechar: qual é a mensagem que a Rodobens quer transmitir ao mercado? Dolabella — Queremos ser reconhecidos como um parceiro de longo prazo, que integra varejo automotivo e serviços financeiros para oferecer soluções completas. Mais do que vender carros, nosso papel é apoiar o cliente em cada etapa da jornada.
A Marcopolo prepara sua volta ao mercado europeu com uma estratégia focada no transporte rodoviário. O movimento será marcado pela apresentação do Paradiso G8 1200, modelo concebido especialmente para atender às exigências de operadores do continente. A estreia acontece durante a Busworld Europa 2025, de 4 a 9 de outubro, em Bruxelas, Bélgica, maior feira global dedicada ao setor.
“A presença na Busworld é fundamental para mostrarmos o que temos de mais avançado em design, tecnologia e conforto para o transporte coletivo. O Paradiso G8 1200 representa nossa capacidade de adaptação às demandas globais e reforça nosso compromisso com a expansão internacional da companhia”, afirma André Armaganijan, CEO da Marcopolo.
Estratégia de reentrada
A decisão de retomar operações comerciais no continente foi motivada por transformações recentes do setor. Segundo Armaganijan, o ambiente atual é mais favorável para fornecedores globais com flexibilidade produtiva e capacidade de customização. A Marcopolo identificou uma oportunidade estratégica para oferecer soluções sob medida, unindo experiência internacional à produção no Brasil.
Desenvolvido pela engenharia brasileira, o Paradiso G8 1200 é compatível com os principais chassis disponíveis no continente e segue normas técnicas e homologações específicas da região. O modelo traduz o compromisso da fabricante com inovação, segurança e adaptabilidade global.
Entre os principais diferenciais estão:
Design funcional e moderno, com área envidraçada ampliada, para-brisa maior e espelhos redesenhados;
Acessibilidade total, incluindo segunda porta no entre-eixos e sanitário reposicionado;
Interior premium, com poltronas que deslizam para o corredor e portas pantográficas eletropneumáticas;
Tecnologia embarcada, como sistema multiplex, conectividade via tablet, soluções de cibersegurança e centralização de comandos;
Segurança ativa e passiva, com frenagem autônoma (AEB), alerta de saída de faixa (LDW), controle de cruzeiro adaptativo (ACC), visão 360° e sensores de ponto cego.
Painel do modelo a ser exposto, mas devendo ganhar características diferentes conforme o modelo do chassi europeu
O veículo que será exibido na feira mede 13,5 metros de comprimento e acomoda 55 passageiros em assentos Confort AA, equipados com tomadas USB. O conforto é reforçado por ar-condicionado, sistema de áudio e vídeo com DVR, dois monitores de 15,6”, iluminação interna em LED com cromoterapia e isolamento termoacústico de alta performance.
Está entre os segmentos mais dinâmicos, especialmente com o crescimento do turismo rodoviário, demanda por conforto e pressões regulatórias por emissões mais limpas.
Diesel ainda tem participação majoritária em muitos mercados, mas elétricos (+ híbridos) têm o mais alto CAGR para o período até 2030; políticas ambientais e subsídios favorecem esta migração.
O setor logístico nacional se prepara para um evento de destaque sobre o futuro da formação profissional. No dia 14 de outubro de 2025, o Hotel Pullman Ibirapuera, em São Paulo, receberá o Seminário Educação para Logística – 2025.
Um dos painéis mais aguardados será “Inclusão da Mulher na Logística: Formando um Setor mais Justo e Inovador”, que contará com a participação de Gislaine Zorzin, diretora administrativa da Zorzin Logística. Com mais de 30 anos de experiência no setor de transporte e formação em Administração, Logística e Psicologia, Gislaine é membro do Conselho Superior da NTC&Logística, integra a Diretoria Institucional da ABTLP, é vice-coordenadora do Movimento Vez & Voz e parceira do Movimento A Voz Delas, da Mercedes-Benz.
Ela dividirá o palco com Roberta Caldas, presidente da Transporcred, e Sula Miranda, que, nesta ocasião, atuará não como cantora, mas como defensora ativa do setor de transportes.
A importância da educação para o setor
O Seminário Educação para Logística, que contará ainda com outros quatro painéis, reunirá líderes do transporte, logística, indústria automotiva e instituições de ensino. O objetivo é discutir soluções práticas para acelerar o desenvolvimento de competências e atender à crescente demanda por profissionais qualificados.
O evento, que ocorrerá das 8h às 18h, terá como foco a integração entre educação, tecnologia, oportunidades e práticas sustentáveis. Especialistas, representantes de fabricantes de veículos comerciais e educadores vão explorar estratégias para alinhar a formação técnica e estratégica às necessidades futuras da cadeia logística.
A mediação do painel “Inclusão da Mulher na Logística: Formando um Setor mais Justo e Inovador” ficará a cargo da jornalista Graziela Potenza, editora-chefe da Revista Caminhoneiro. Com quase quatro décadas de experiência, Graziela construiu uma carreira sólida e respeitada no transporte rodoviário de cargas, sendo reconhecida por sua atuação na valorização dos profissionais que movem a economia brasileira.
Autora do livro “Caminhoneiro Herói”, que retrata a importância e os desafios da profissão, Graziela é referência no jornalismo especializado. Ao longo de sua trajetória, participou de inúmeros debates, eventos e iniciativas voltados à melhoria das condições de trabalho no setor. Com sua experiência e olhar humano, une informação e engajamento, mantendo a Revista Caminhoneiro como uma das principais fontes de conteúdo e inspiração para os profissionais da área.
O seminário promete ser um espaço de troca de experiências, networking e construção de soluções para preparar a logística brasileira para os desafios da próxima década. Patrocinadores: DAF Caminhões, Marcopolo e Hotel Pullman Ibirapuera.
Serviço
Data: 14 de outubro de 2025
Horário: 8h às 18h
Local: Hotel Pullman Ibirapuera – São Paulo/SP
Inscrições limitadas: pelo Sympla
Uma das grandes novidades da Fenatran 2024, o DAF CF 380 chega ao mercado tendo a 24ª Feira e Congresso de Transporte e Logística TranspoSul como palco de lançamento comercial no Brasil.
O modelo conta com motor PACCAR PX-9 de 8,9 litros e potência de 380 cv. Até então, a gama CF contava com motores PX-7 com 6,7 litros nos modelos DAF CF semipesados rígidos, com potências que variam entre 260 cv e 310 cv, aplicado nos modelos semipesados; e com o motor MX-13, de 12,9 litros, com potência acima de 400 cv, e modelos cavalos mecânico e vocacionais tracionados.
Quais são os concorrentes do novo CF 380
O DAF CF com o novo motor PACCAR PX-9 de 380 cv entra em um segmento de cavalos mecânicos bastante competitivo no Brasil. Seus principais concorrentes são modelos de outras marcas que oferecem potência e características similares para operações de média a longa distância.
A lista conta com o Scania da série P, mais especificamente os modelos P 360, equipado com motor de 9 litros e 360 cv. Na marca Volvo, os concorrentes são da família FM, como o FM 370 que se aproxima mais da faixa de potência do DAF. Entre as opções da Mercedes-Benz, há os récem-relançados Axor 2038 e 2538. Por fim, na linha Volkswagen, temos o Constellation 19.380 e 25.380.
Na TranspoSul
“O Rio Grande do Sul concentra alguns dos maiores clientes DAF no país, em diversos tipos de operações, comprovando a versatilidade da nossa linha de produtos e a sua aceitação pelo mercado do Rio Grande do Sul. Outra particularidade do estado é a operação em rotas internacionais, pela América Latina, nas quais nossos caminhões têm apresentado excelente performance. Estamos com uma ótima expectativa em relação à feira, depois de dois anos da última edição”, comenta Gabriel Fernandes, Diretor de Vendas da DAF Caminhões.
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No dia 24 de setembro, Luis Gambim, diretor Comercial da DAF Caminhões, fará uma palestra com o tema: “Conectando o Presente ao Amanhã: Estratégias para o Futuro do Transporte”, a partir das 18h15. O executivo estimulará o público a uma reflexão sobre a conexão do cenário atual de transportes com o futuro, e o papel da indústria nessa jornada.
A participação da DAF Caminhões na TranspoSul ocorre em parceria com a DAF Eldorado Caminhões. “A DAF chega à TranspoSul 2025 com grandes expectativas de negócios. Hoje, somos uma das líderes de mercado no Rio Grande do Sul, e isso nos impulsiona ainda mais a marcar presença nesse grande evento. Estaremos com um estande preparado para receber nossos clientes e, claro, conquistar novos parceiros em todo o estado, com o apoio do SETCERGS – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul”, afirma Andersom Toso, diretor da DAF Eldorado.
A DAF Eldorado conta com sete concessionárias no Rio Grande do Sul, localizadas nas cidades de Eldorado do Sul, Passo Fundo, Ijuí, Caxias do Sul, Estrela, uma Loja TRP em Três Cachoeiras e a recém-inaugurada unidade de Pelotas.
A PACCAR Parts marcará presença na TranspoSul 2025 com uma série de ativações especiais para os visitantes. Em parceria com a TruckPag, os visitantes poderão participar da “Roleta da Sorte” e retirar brindes exclusivos DAF/TRP no estande da marca.
O espaço contará ainda com exposição de peças genuínas DAF e multimarcas TRP, além de acessórios aplicados nos veículos em exibição, como defletores de ar, saias laterais, kit hidráulico e sistemas multimídia. Serão apresentadas novidades da linha 2025 da DAF Collection, e a equipe comercial de peças disponibilizará ofertas exclusivas para o público.
Vídeos e fotos de um imponente caminhão da marca norte-americana Mack circulando em estradas brasileiras tomaram as redes sociais nas últimas semanas, alimentando especulações sobre um possível lançamento da icônica fabricante no país. A associação foi imediata: a Mack Trucks é propriedade do Grupo Volvo, que possui uma sólida e tradicional operação no Brasil. No entanto, informações apuradas pela Frota News e um posicionamento oficial da Volvo do Brasil esclarecem a situação e frustram as expectativas de quem já sonhava em ver os “brutos” da Mack disputando o mercado nacional.
Os vídeos, compartilhados em diversos grupos de caminhoneiros e entusiastas do setor, mostram um modelo da marca, facilmente identificável pelo seu característico logotipo com o bulldog, em testes de rodagem. A presença do veículo em solo nacional levou muitos a acreditarem que o Grupo Volvo estaria preparando terreno para introduzir a Mack no mercado brasileiro, aproveitando sua estrutura de produção e distribuição já consolidada.
A placa, com letras e números verdes, e iniciada “A”, indicam que o caminhão está usando uma placa vinculada um fabricante do Paraná, onde é a sede do Grupo Volvo no Brasil. Essas placas são instaladas em qualquer modelo de uma montadora para testes em vias públicas, portanto, nunca vinculadas ao próprio caminhão.
A realidade por trás dos testes é outra. Conforme apurado pela Frota News, a presença do caminhão Mack no Brasil não tem relação com planos de comercialização no mercado local. A explicação está na capacidade e expertise da engenharia da Volvo no Brasil, que presta serviços de desenvolvimento e validação para marcas do grupo em nível global.
Esclarecimento da Volvo
A Volvo do Brasil confirmou essa prática e desfez os rumores. A empresa destacou que as condições únicas e severas das estradas e do clima brasileiro servem como um campo de provas ideal para testar a durabilidade e o desempenho de componentes e veículos completos.
“Não temos como precisar dados do veículo fotografado. Mas a Volvo do Brasil presta serviços de engenharia global, por conta das características singulares de clima, pavimento e topografia do País. Assim, modelos não disponíveis aqui podem eventualmente ser vistos em circulação nas estradas brasileiras, sem relação direta com o mercado local”, afirma a Volvo do Brasil.
Desta forma, o caminhão Mack visto em testes está, na verdade, sendo submetido a avaliações de engenharia para projetos globais do Grupo Volvo. Os dados coletados a partir dessas operações no Brasil são cruciais para o desenvolvimento e aprimoramento de veículos que podem ser lançados em outros mercados ao redor do mundo, mas não necessariamente no Brasil.
Portanto, para a decepção de muitos admiradores, os vídeos que circulam são, de fato, apenas especulativos. A presença do “bulldog” americano nas estradas brasileiras representa a competência da engenharia nacional dentro de uma gigante global, e não a iminente chegada de uma nova concorrente ao mercado de caminhões pesados do país.
A Scania anunciou uma nova plataforma de trens de força voltada para ônibus rodoviários. A novidade chega em duas versões: o novo motor Scania Super a combustão interna (ICE) e o novo modelo híbrido plug-in (PHEV). Segundo a fabricante, ambas foram projetadas para oferecer maior eficiência energética, reduzir custos de operação e preparar os operadores para as demandas das zonas de emissão zero que se multiplicam em diferentes cidades do mundo.
Baseado no motor de caminhões da marca, o novo Scania Super é considerado o mais eficiente já desenvolvido pela fabricante. Ele proporciona até 8% de economia de combustível em relação ao trem de força anterior — que já era líder do setor — além de significativa redução de emissões de CO₂.
O pacote inclui o motor de 13 litros, uma nova geração da transmissão Scania Opticruise e um sistema de pós-tratamento de emissões preparado para a futura legislação Euro 7.
Outro destaque é a durabilidade: o motor foi projetado para dois milhões de quilômetros de vida útil, um salto considerável frente ao antecessor. A manutenção também foi otimizada, com filtros posicionados no lado frio do motor, facilitando o acesso e reduzindo o tempo de troca.
Além da eficiência e da robustez, a nova motorização inclui freios auxiliares e pode ser combinada com os sistemas de assistência ao motorista da Scania, reforçando o compromisso da marca com a segurança no transporte de passageiros.
Híbrido plug-in: até 80 km de autonomia elétrica
A variante híbrida plug-in (PHEV) foi pensada para operadores que precisam combinar flexibilidade operacional com conformidade às zonas de emissão zero.
Com uma autonomia elétrica de até 80 km, potência de 290 kW (equivalente a 394 cv) e câmbio powershift de seis velocidades, o sistema permite quatro modos de operação: elétrico, híbrido, sustentação de carga e carregamento forçado.
Na prática, isso garante reduções de até 40% no consumo de combustível e emissões em tráfego misto de ônibus. Outro recurso é o Scania Zone, sistema de geofencing (cerca virtual) que permite programar o veículo para alternar automaticamente entre os modos elétrico e híbrido, dependendo da área em que está circulando.
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Assim, o PHEV viabiliza desde entradas silenciosas e limpas em grandes centros urbanos até longas viagens intermunicipais, sem comprometer a autonomia total.
“Os nossos novos grupos motopropulsores híbridos a combustão e plug-in são exemplos claros do duplo compromisso da Scania com a sustentabilidade e a rentabilidade para os clientes de ônibus”, afirma Carl-Johan Lööf, diretor de Gestão de Produtos para Soluções de Transporte de Pessoas da Scania.
Segundo ele, a estratégia é oferecer ao mercado opções competitivas e adaptáveis, capazes de equilibrar desempenho, custos e exigências ambientais.
O futuro do transporte de passageiros
A aposta da Scania em ampliar sua plataforma de trens de força reforça a visão de que não há uma única solução para a descarbonização do transporte de longa distância. Operadores com rotas estáveis e infraestrutura consolidada podem encontrar no Super a combustão uma resposta imediata e eficiente. Já aqueles que precisam se antecipar às regulações ambientais têm no híbrido plug-in uma ferramenta estratégica para preparar seus negócios para o futuro.
E no Brasil?
A Scania tem maior atuação no segmento rodoviário com motores a diesel de 9 litros de 280 cv e 320 cv (também aplicados em urbanos), e motores de 13 litros, entre 370 cv e 500 cv. Além desses, oferece duas potências de motores 9 litros movidos a gás: 280 cv e 340 cv, tanto para aplicação rodoviária quanto para urbana. Inclusive, um modelo a biometano está em teste na rota São Paulo/Campinas pela Viação Santa Cruz.
Geralmente, a Scania atualiza seu portfólio no mercado brasileiro entre um e dois anos após o lançamento no mercado europeu. No caso do uso dos motores Super, já disponíveis no Brasil para os caminhões com tecnologia Euro 6 podem chegar mais rápido do que o híbrido plug-in, porém, ainda como Euro 6, há que ainda não há data de previsão para entrada do Proconve P9 (equivalente ao Euro 7). Já o híbrido plug-in, além de ser uma tecnologia inédita em ônibus pesados — disponível para micro-ônibus pela Marcopolo, terá o desafio de custos de produção.
O Governo Federal anunciou que pretende concluir até 2026 o projeto da Ferrovia Atlântico-Pacífico, que ligará Ilhéus (BA) ao porto de Chancay, no Peru, ampliando a integração logística do Brasil com a América do Sul e fortalecendo o comércio com a Ásia.
A iniciativa remete a uma experiência pioneira de 1995, quando três transportadores brasileiros realizaram a expedição conhecida como Projeto Pacífico, levando caminhões até o Oceano Pacífico por rotas que cruzavam Bolívia, Chile e Peru, antecipando debates sobre integração bioceânica.
Essa expedição, idealizada por Oswaldo Dias Castro Jr., Oswaldo Xavier Dias e Marcelo Vigneron, foi registrada no livro A Caminho do Oeste, do Brasil ao Pacífico sobre rodas, hoje disponível no acervo da Fundação Memória do Transporte (FuMTran). Em 2025, a instituição incorporou oficialmente os depoimentos dos pioneiros ao seu museu virtual, que já reúne mais de 20 mil itens digitalizados. O resgate desse episódio reforça a importância de preservar a memória de iniciativas que mostraram, décadas antes, a viabilidade de conectar o Brasil a rotas internacionais.
Segundo Antonio Luiz Leite, presidente da FuMTran, o Projeto Pacífico foi mais que uma aventura inédita: demonstrou o papel estratégico do transporte na integração continental, aproximando culturas, economias e pessoas. O percurso exigiu grande preparação e enfrentou desafios como a altitude andina, mas também despertou curiosidade e simbolizou a capacidade do transporte rodoviário de ultrapassar fronteiras. Para a instituição, preservar essa memória é essencial para compreender a evolução da logística brasileira e inspirar novos projetos de integração.
Você sabia? Estradas foram protagonistas da Independência do Brasil
O processo de independência do Brasil não se explica apenas pelos embates políticos ou pelo ato simbólico de Dom Pedro I às margens do Ipiranga. Ele foi sustentado por uma rede de rotas que integravam regiões, transportavam riquezas e permitiam a circulação de pessoas e ideias. Em celebração ao mês da Independência, a Fundação Memória do Transporte (FuMTran) relembra os caminhos que moldaram a história brasileira, destacando o papel decisivo do transporte na consolidação econômica, social e política do país.
Entre os trajetos mais marcantes está a Rota Rio-São Paulo, percorrida por Dom Pedro I antes do 7 de Setembro de 1822, essencial para articular apoio político e militar. Outras rotas, como a do Ouro, que ligava as minas ao litoral durante o Ciclo do Ouro, e o Caminho das Tropas, responsável por abastecer cidades em crescimento com gado e mercadorias, revelam como a logística foi protagonista na sustentação da economia e na integração do território. Também a Rota do Açúcar, no Nordeste, e a do Café, em São Paulo, desempenharam papel estratégico ao garantir o escoamento de produtos que consolidaram o Brasil como potência agrícola e comercial.
Para Antonio Luiz Leite, presidente da FuMTran, essas rotas foram mais do que simples caminhos: “Elas transportavam ideias, estratégias e culturas, conectando diferentes regiões e possibilitando que a independência fosse um processo coletivo e sustentado pela mobilidade”. Ao revisitar essas histórias, a entidade reforça que o transporte foi uma força invisível, mas decisiva, para a formação de um país capaz de se projetar no cenário internacional.
FuMTran lançará livro sobre a história dos guindastes no Brasil
O projeto editorial do livro A Era das Máquinas: História dos Guindastes no Brasil foi oficialmente aprovado pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), viabilizando a captação de recursos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Idealizado pela FuMTran (Fundação Memória do Transporte) em parceria com o SINDIPESA (Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas Pesadas e Excepcionais), o livro será uma obra inédita e abrangente sobre a trajetória dos guindastes em território brasileiro. A publicação trará relatos históricos, imagens raras e informações técnicas que resgatam mais de um século de evolução dessas máquinas fundamentais para o desenvolvimento da infraestrutura nacional.
“A FuMTran tem como missão preservar a memória e a cultura do setor de transporte e, com essa obra, daremos continuidade a uma série de iniciativas que valorizam o conhecimento histórico e técnico sobre os equipamentos que movimentaram e ainda movimentam o progresso do país”, destaca Antônio Luiz Leite, presidente da fundação.
Livro sobre a história dos guindastes no Brasil é aprovado pelo Pronac e será lançado pela FuMTran em 2026 com apoio do SINDIPESA
Com lançamento previsto para 2026, A Era das Máquinas será produzido por uma equipe de especialistas e historiadores e integrará a coleção Acervo Memória, que já conta com outras publicações relevantes promovidas pela FuMTran. A aprovação pelo Pronac também reforça o caráter cultural e educativo do projeto, ampliando seu alcance junto ao público interessado em história, tecnologia e transporte.
A expectativa é que a obra se torne uma referência para profissionais do setor, estudantes e entusiastas da engenharia de transporte, contribuindo para o reconhecimento do papel dos guindastes na construção do Brasil moderno.
Como estruturar um projeto editorial para aprovação no Pronac
Elaborar um projeto editorial com potencial para aprovação no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) requer planejamento cuidadoso e alinhamento com os critérios da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Veja os principais passos:
1. Defina o objetivo cultural
O projeto deve ter caráter artístico, histórico, educativo ou cultural. No caso de livros, é importante evidenciar sua relevância para a preservação da memória, valorização da cultura ou promoção do conhecimento.
2. Estruture a proposta
Inclua título, sinopse, justificativa, objetivos (geral e específicos), público-alvo, cronograma, orçamento detalhado e equipe envolvida. Também é necessário apresentar o plano de distribuição e acessibilidade da obra.
3. Inscreva o projeto na plataforma Salic
A proposta deve ser registrada no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), disponível no site do Ministério da Cultura. É preciso cadastrar a instituição proponente, anexar os documentos exigidos e preencher todas as etapas com clareza e coerência.
4. Atenda aos critérios técnicos e legais
A análise do Ministério da Cultura verifica se o projeto cumpre requisitos como mérito cultural, viabilidade técnica, clareza de objetivos e compatibilidade orçamentária. Projetos com foco educativo ou de preservação da memória costumam ter boa aceitação.
5. Capte os recursos via incentivo fiscal
Após a aprovação, o projeto é autorizado a captar recursos junto a empresas ou pessoas físicas que poderão deduzir os valores do Imposto de Renda, conforme as regras da Lei Rouanet.
Dica: Envolver instituições reconhecidas, como fundações culturais ou entidades de classe, pode fortalecer a proposta. Um projeto bem documentado, com potencial de impacto e boa gestão, tem mais chances de sucesso.