A Frota News anunciou o jornalista e diretor-geral da revista Transpodata, Rinaldo Machado, como painelista do painel Comunicação essencial: da pedagogia à imagem corporativa. Este será o painel de abertura do Seminário Educação para Logística, que acontecerá no dia 14 de outubro de 2025, no Hotel Pullman Ibirapuera. A revista Transpodata também será media partner do evento.
O painel oferecerá uma análise estratégica e interdisciplinar do papel da comunicação em diferentes esferas sociais, com foco na educação, na mídia e no ambiente organizacional. Também participará como painelista o jornalista Rodrigo Bernardino, fundador e CEO do Grupo Mostra de Ideia (GMI), com ampla atuação no setor de transportes e logística, atendendo entidades como NTC&Logística, FETCESP, entre outras empresas do setor.
Comunicação essencial: da pedagogia à imagem corporativa
Este painel propõe uma análise estratégica e interdisciplinar do papel da comunicação em diferentes esferas sociais, com foco na educação, na mídia e no ambiente organizacional.
A comunicação será abordada como instrumento de mediação pedagógica, construção de narrativas públicas e posicionamento institucional. Na educação, o debate se concentrará no desenvolvimento da linguagem, na alfabetização e na formação integral. Na mídia e nas organizações, o foco estará na gestão de imagem, cultura corporativa, relacionamento com stakeholders e construção de identidade.
A mediação será conduzida por Filipi Goschrman, jornalista com ampla experiência em inteligência de mercado, tendências, comportamento e negócios. Ele atua como diretor de comunicação na Frota News, onde elabora análises de cenário e conteúdo estratégico. Sua atuação combina visão de mercado com apuração de tendências e conexão entre público, setor e mídia.
O objetivo do painel é promover reflexões que integrem diferentes contextos comunicacionais, contribuindo para a construção de uma comunicação mais consciente, eficaz e humanizada — da escola às corporações.
Depois de sete anos ausente do calendário brasileiro, o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo retorna em 2025 prometendo uma edição que une lançamentos, experiências interativas e supermáquinas que fazem brilhar os olhos de qualquer apaixonado por carros. De 22 a 30 de novembro, o Distrito Anhembi será tomado por cerca de 67 mil metros quadrados de exposição, distribuídos em cinco pavilhões, onde estarão reunidos mais de 300 veículos — entre elétricos, híbridos, SUVs, picapes, clássicos e superesportivos.
Se nas décadas passadas o Salão era dominado pelas grandes montadoras tradicionais, em 2025 o destaque fica por conta da força das marcas asiáticas, especialmente as chinesas. BYD, GWM, Geely, Omoda & Jaecoo, Denza e Leapmotor (do grupo Stellantis) ocupam lugar de protagonismo, refletindo a rápida expansão dessas importadoras no Brasil. Além delas, nomes consolidados como Fiat, Jeep, Honda, Hyundai, Kia, Mitsubishi, Renault, Toyota e RAM também confirmaram presença.
Em paralelo, o evento terá um espaço dedicado ao Dream Lounge, área premium com modelos de Ferrari, Lamborghini, McLaren, Aston Martin e até Bugatti — alguns deles apresentados por importadores, e não por estandes oficiais. Para os amantes da história, haverá ainda uma exposição de clássicos icônicos, que vai de supercarros lendários a modelos nacionais que marcaram época.
As ausências sentidas
Se por um lado o Salão comemora a diversidade, por outro chama atenção a ausência de pesos-pesados como Volkswagen, Ford e Chevrolet, além das marcas premium Audi, BMW, Mercedes-Benz, Volvo e Land Rover. Essas lacunas devem ser notadas tanto pelos entusiastas quanto pelo mercado, já que a participação em eventos desse porte também é uma vitrine de intenções comerciais.
O conceito de 2025 vai além da exposição estática: o visitante poderá participar do Drive Experience, pista indoor para test-drive de modelos elétricos, híbridos e 4×4. Simuladores, ativações tecnológicas e espaços “instagramáveis” fazem parte da estratégia de engajamento, transformando a visita em uma experiência de imersão no futuro da mobilidade.
O transporte para o público também recebeu atenção: haverá transfer gratuito entre o metrô Portuguesa–Tietê e o Anhembi. A organização espera superar a marca de 700 mil visitantes, alcançada na edição de 2018.
Parceria conta com participação do corpo docente especializado em logística
Os ingressos variam de acordo com a data e a experiência escolhida:
Meia-entrada: a partir de R$ 58 (dias de semana).
Inteira: R$ 116 (dias de semana) e R$ 145 (fins de semana).
VIP/Dream Lounge: R$ 440 (dias úteis) e R$ 530 (fins de semana).
Pré-estreia, em 21 de novembro: R$ 1.000, com abertura solene e acesso exclusivo.
O que esperar desta edição?
Mais do que revelar carros, o Salão do Automóvel 2025 pretende mostrar um retrato do mercado brasileiro e seus rumos. A forte presença de marcas chinesas evidencia a disputa pelo segmento de eletrificação e mobilidade acessível, enquanto os superesportivos mantêm vivo o lado emocional e aspiracional do setor. Já as ausências de marcas tradicionais levantam questionamentos sobre novas estratégias de marketing no Brasil.
O que está claro é que, após anos de incerteza, o Salão volta a ser um símbolo de celebração do automóvel no País. E em 2025, essa celebração tem mais cara de futuro do que nunca.
Minas Gerais anunciou aquilo que governos e setores produtivos repetem como mantra: planejamento de longo prazo. O Plano Estadual de Logística e Transportes de Minas Gerais (PELT-MG) mapeou mais de 900 projetos, distribuídos em cerca de 9.000 obras, com horizonte até 2055 — e uma cifra impressionante à volta disso: R$ 1,8 trilhão em investimentos “em avaliação”. O pacote promete modernizar rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos, atrair capitais privados e reduzir custos operacionais que hoje penalizam produtores e transportadores. Mas, por trás dos números, há lacunas importantes, riscos institucionais e sociais, e um desafio técnico-político de execução que exigirá muito mais do que vontade política.
O PELT-MG não é apenas uma lista de obras: segundo a secretaria responsável, o diagnóstico usou simulações com métodos internacionais, o Five Case Model, e dados de big data (telefonia móvel e invoices) para mapear demanda real por transporte. A intenção declarada é construir uma carteira priorizada, avaliando impactos socioeconômicos e ambientais, e favorecer complementaridade entre investimentos públicos e privados. Para o curto prazo, o plano prioriza ~480 empreendimentos e estima R$ 513 bilhões em investimentos potenciais nos próximos cinco anos — dos quais R$ 145 bilhões estariam ainda em concepção.
O secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, sintetiza a proposta: pensar o que será gargalo daqui a 5, 10, 15 ou 20 anos e ordenar investimentos com visão de Estado. A criação da ARTEMIG, agência reguladora de transportes do Estado, sancionada em 2025, é apresentada como mecanismo para dar previsibilidade aos contratos pluridecenais. Mas planejamento e institucionalidade só valem se houver transparência, fontes de recursos claras e capacidade operacional para traduzir projetos em obras entregues.
Parceria conta com participação do corpo docente especializado em logística
Parte da justificativa é imediata: Minas possui a maior malha rodoviária do País e concentra pontos críticos que impactam custo e segurança. A Pesquisa CNT de Rodovias 2024 destacou, no Estado, 338 pontos críticos — somando problemas como erosões, grandes buracos e pontes estreitas — e calculou que a má condição do pavimento aumenta o custo operacional do transporte em torno de 37%, além de forçar consumo extra estimado em 187,3 milhões de litros de diesel e prejuízos por acidentes estimados em R$ 1,94 bilhão. Esses números oferecem argumento econômico ao plano: recuperar a infraestrutura pode reduzir custos logísticos e elevar competitividade.
Onde as promessas encontram o terreno: riscos financeiros e de execução
A cifra de R$ 1,8 trilhão representa “investimentos em avaliação” até 2055 — uma estimativa agregada que precisa de detalhamento. Em matérias e comunicados há variações numéricas e diferentes recortes temporais: enquanto o anúncio oficial agrega esse horizonte de longo prazo, o montante de curto prazo a ser efetivamente mobilizado (R$ 513 bilhões) depende fortemente de aporte privado e coordenação com a União — nem tudo é obrigação do Tesouro mineiro. A pergunta operacional imediata é: quanto será financiamento estatal vs. investimento privado vs. aportes federais, e qual o cronograma realista de desembolsos? Sem essa decomposição, o número massivo serve mais como vitrine do que como compromisso executório.
Além disso, obras de grande porte historicamente sofrem com subestimação de custos, atrasos e litígios — fatores que exigem contingências robustas. A transição de planos em estudos para contratos em andamento exige capacidade técnica da administração estadual, inteligência na modelagem de risco das parcerias público-privadas e um sistema de governança capaz de fiscalizar 20, 30 anos de contratos. A criação da ARTEMIG é um passo, mas a agência ainda terá de provar independência técnica, governança e transparência na prática.
Impactos sociais e ambientais: consultas e conflito territorial
Obras logísticas costumam esbarrar em questões socioambientais: licenciamento, desapropriações, e consultas a comunidades tradicionais são pontos sensíveis. Projetos como o Rodoanel Metropolitano de BH já levantaram questionamentos sobre consulta a comunidades quilombolas e processos de licenciamento local. O plano afirma avaliar impactos socioambientais — mas resta checar como serão feitas as consultas e mitigações e se haverá garantias de direitos em conformidade com a legislação e jurisprudência sobre povos e comunidades tradicionais. Sem diálogo estruturado, grandes corredores logísticos podem gerar litígios que atrasam obras e elevam custos.
Para além do envelope macro, jornalistas e analistas miram a prova de fogo: quais projetos entram na fase de licitação, quais têm estudos de viabilidade ambiental concluídos e quais já têm garantias de financiamento? O PELT priorizou 488 empreendimentos com potencial de atração de R$ 513 bilhões — o cruzamento entre essa lista e o status real de cada projeto (estudo, outorga, contrato de financiamento, licença ambiental) é a bússola para avaliar a execução. Um estudo de profundidade deve mapear, por exemplo, 10 projetos prioritários (rodovia, ferrovia, terminal) e verificar cronogramas, estudos, proprietários de obra e condicionantes socioambientais.
Conclusão — por que isso importa para logística e transporte
Se bem executado, o PELT-MG tem potencial para reduzir gargalos logísticos que hoje elevam custos, melhorar segurança viária, e integrar Minas a corredores nacionais e internacionais com ganho de competitividade. Mas planejamento de longo prazo em infraestrutura só se converte em benefício se vier acompanhado de financiamento realista, governança profissional, transparência e respeito a condicionantes socioambientais. Para o setor de transporte e logística, a chave é fiscalizar — técnica e politicamente — as primeiras frentes de obra: o que se entrega no curto prazo dirá se Minas pode cumprir a ambição para 2055. (Codemge)
Fontes-chave consultadas para esta reportagem
Páginas oficiais e materiais do PELT-MG / Codemge / Seinfra. (Codemge)
Lei estadual nº 25.235/2025 (criação da ARTEMIG). (Assembleia MG)
Pesquisa CNT de Rodovias 2024 (relatório). (Agência CNT)
Cobertura jornalística sobre o lançamento do PELT e números divulgados (Diário do Comércio, agências setoriais).
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Enquanto Europa e Estados Unidos enfrentam retração, Brasil avança moderadamente nas vendas e ganha relevância industrial na América do Sul.
A indústria automobilística mundial encerrou o primeiro semestre de 2025 com sinais mistos. De um lado, a Ásia, liderada pela China, puxou a expansão global com crescimento de dois dígitos na produção e nas vendas. De outro, a Europa registrou queda no consumo e na fabricação de veículos, pressionada por custos elevados e novas exigências ambientais. Nesse cenário desigual, o Brasil mostrou resiliência e consolidou sua posição como oitavo maior produtor de veículos do mundo, segundo relatório da ACEA (Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis).
Vendas em alta, mas abaixo da média regional
Entre janeiro e junho de 2025, 876 mil automóveis foram emplacados no Brasil, um aumento de 3,3% sobre o mesmo período do ano anterior. Embora positivo, o resultado ficou abaixo da média da América do Sul, que avançou 12,7%. Países vizinhos como Argentina (+86,4%) e Chile (+16,1%) mostraram recuperação acelerada após anos de retração, impulsionados por incentivos fiscais e realinhamento econômico.
Ainda assim, o Brasil respondeu por 58% de todas as vendas da região, reforçando sua centralidade no mercado sul-americano, em um ambiente marcado pela combinação de baixo desemprego, crédito mais acessível e importações ainda robustas, apesar da desvalorização cambial.
Produção em ritmo mais forte
Se nas vendas o Brasil cresceu de forma moderada, na produção o desempenho foi mais expressivo. O país fabricou 902,8 mil automóveis no primeiro semestre, alta de 5,7% em relação a 2024. Com isso, superou Canadá e Indonésia, mantendo-se entre os 10 globais.
A expansão foi favorecida pela renovação de frotas corporativas, novos incentivos para veículos mais eficientes e, sobretudo, pela entrada de montadoras chinesas no mercado brasileiro, que iniciaram produção local. Esse movimento não apenas reduz a dependência de importações, como também projeta o Brasil como polo estratégico para a América Latina.
O segmento de veículos comerciais também contribuiu para o desempenho positivo. A produção de vans cresceu 18,3%, uma das maiores taxas do mundo, enquanto ônibus avançaram 3,6%. Nos caminhões, houve leve retração de 1,6%, mas o país segue como o maior fabricante da região.
Brasil em comparação com o mundo
Na fotografia global, o Brasil apresenta uma posição intermediária. Seu crescimento nas vendas ficou abaixo da média mundial (+5%), mas seu avanço na produção foi superior ao de mercados maduros como a União Europeia (-2,8%) e os Estados Unidos (-6,1%). Ainda que represente apenas 2,4% da produção global, o país demonstra força industrial em um continente que se tornou o mais dinâmico em 2025.
Apesar dos avanços, a indústria brasileira enfrenta desafios estruturais. Entre eles, a necessidade de acelerar a transição para veículos eletrificados, acompanhar o movimento global de eletrificação liderado pela Ásia e manter a competitividade diante da pressão de importações asiáticas, em especial da China.
Mesmo assim, o relatório confirma que o Brasil segue como mercado estável, atrativo a novos investimentos e peça-chave na integração da indústria automobilística sul-americana ao cenário global.
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No próximo dia 14 de outubro, São Paulo será palco de um dos encontros mais relevantes para o setor de transportes e mobilidade corporativa. O Seminário Educação para Logística – Descarbonização 2025, promovido pela Frota News, acontecerá no Hotel Pullman Ibirapuera e reunirá executivos, gestores, educadores e especialistas para discutir como a formação profissional pode impulsionar a transição sustentável da logística no Brasil.
Uma importante novidade acaba de ser anunciada: o Senac será o novo patrocinador oficial e parceiro do Seminário. A instituição terá uma forte presença de seu corpo profissional de docentes em todos os painéis do evento, reforçando a conexão entre educação de qualidade e as necessidades atuais do mercado de logística.
O jornalista e idealizador do seminário, Marcos Villela, destaca que a educação sempre foi a pedra basilar do evento. Segundo ele, a educação figura como pilar central do projeto, sendo o caminho pelo qual ocorrerá a transformação necessária no setor de logística intermodal e no processo de descarbonização da mobilidade de pessoas e cargas. Villela ressalta: “O Senac é o braço forte que idealizei para compor este encontro. Estamos muito satisfeitos com essa parceria”.
Time de especialistas do Senac
Conheça os profissionais especialistas do Senac:
Painel — Inclusão da Mulher na Logística: Formando um Setor Mais Justo e Inovador
Painelista:Paula Vidoti Perlatti — Bacharel em Logística pela FATEC-Jahu e em Engenharia de Produção pela UNICEP. Pós-graduada em Educação pela UFSCar e com MBA em Comércio Exterior pela ABRACOMEX, Paula atua como monitora de educação profissional no Senac, unindo vivência operacional e acadêmica na cadeia logística.
Painelista:Renata Porto de Oliveira Martin — Profissional com 35 anos de experiência em Gestão da Cadeia de Suprimentos, Logística e Transportes, Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e Comércio Exterior. Tem trajetória consolidada em organizações multinacionais dos setores industrial, agroindustrial, de bens de consumo e energia. No meio acadêmico, é docente nos cursos de Gestão & Negócios do Senac e da Fundação Salvador Arena.
Painel — Educação e Emprego: Como Suprir a Demanda de 3,4 Milhões de Profissionais?
Painelista:Leticia Morais Neres — Bióloga e mestra em Cidades Inteligentes e Sustentáveis, com ênfase em pesquisa sobre barreiras e oportunidades na produção de biogás na Região Metropolitana de São Paulo. É consultora ambiental e professora na área de Meio Ambiente no Senac Jabaquara.
Painelista:Fabio Pereira da Silva — Especialista em Logística e Supply Chain pela Universidade Nove de Julho, administrador de empresas formado pela Universidade Católica Ítalo-Brasileira e mestre em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo. É coordenador do Atendimento Corporativo EaD do Senac-SP e professor do curso de Pós-Graduação em Gestão Educacional na Faculdade Salvador Arena e no Sebrae. Atua também como consultor em logística e comércio exterior.
Painel — Conexão Ensino–Empresa: Parcerias que Transformam a Logística
Painelista:Fernando de Oliveira Porto — Graduado em Ciências Sociais e Pedagogia, com pós-graduação em Gestão de Pessoas e Metodologias Colaborativas. Atua há 18 anos como coordenador educacional no Senac São Paulo, liderando projetos voltados à formação profissional e à inovação pedagógica.
Painelista:Fabio Moyses Trombeta — Mestre em Gestão e Empreendedorismo pela UNESP, com especializações em Administração Estratégica, Gestão Pública, Recursos Humanos e Gestão Escolar, além de bacharelado em Administração. Ingressou no Senac em 2006, onde atuou como docente até 2018, passando depois a exercer a função de Técnico de Desenvolvimento Profissional, responsável pela coordenação de cursos e projetos educacionais. Dedica-se ao desenvolvimento de pessoas, à inovação em práticas educacionais e à promoção de iniciativas voltadas à formação profissional e ao empreendedorismo.
Painel — Descarbonização Começa na Sala de Aula: O Papel da Educação Técnica na Logística Verde
Painelista:Bianca Simoni — Engenheira agrônoma formada pela Unesp de Jaboticabal e mestra em Resíduos Sólidos e Geotecnia Ambiental pela USP de São Carlos. Especialista em Gestão e Gerenciamento Ambiental, Educação Ambiental, Licenciamento Ambiental e Geoprocessamento pelas unidades da USP em São Carlos e Piracicaba. É docente no Senac São Carlos, nas áreas de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho, desde 2009.
Painelista:Marcelo Cerqueira Silva — Mestre em Administração, Comunicação e Educação. Graduado em Economia e Administração, com especializações em Finanças e Logística. Possui experiência profissional nas instituições financeiras Noroeste, Santander, Citibank e Prudential Financial. Atua na Fundação Bradesco e como docente na Universidade Santo Amaro (UNISA), além de coordenar os cursos de graduação em Ciências Econômicas, Logística e Comércio Exterior na EaD do Centro Universitário Senac.
Painel — Tecnologias Emergentes e Formação Profissional: IA, Big Data e Logística do Futuro
Painelista:Rúbia Maria Cardoso de La Paz Arias — Mestre em Administração, com pesquisa em Organizações Inovadoras. Graduada em Engenharia Elétrica pelo Mackenzie, possui especializações em Gestão Ambiental pelo Senac, Gestão Estratégica pela FEA-USP, Gestão da Qualidade e Processos pela Fundação Vanzolini e Gerenciamento de Projetos pela FATEC-SP. Além da docência, é coordenadora de cursos no núcleo de Gestão e Negócios do Centro Universitário Senac, com consolidada trajetória em assessoria empresarial e especialização em Gestão Estratégica e Operações.
Painelista:Marlon Cavalcante Maynart — Doutor e mestre em Ciência e Tecnologia/Química pela UFABC, com licenciatura em Química e formação técnica na área. Possui mais de 20 anos de experiência no ensino de Ciências da Natureza. Atualmente, atua no Senac EaD como professor de graduação em Gestão Ambiental e orientador do grupo de pesquisa SIGMA – Sustentabilidade e Inteligência Generativa no Senac, que utiliza Inteligência Artificial Generativa para analisar relatórios de órgãos oficiais como a CETESB (SP) e o INEA (RJ).
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Uma nova pesquisa global da IRU (International Road Transport Union) revelou um retrato complexo da transição energética no transporte rodoviário comercial. O estudo mostra que mais de 70% dos operadores têm a descarbonização como uma preocupação central em suas estratégias, mas enfrentam barreiras significativas, que vão desde o alto custo de veículos e energia até a falta de infraestrutura adequada.
Apesar das dificuldades, o levantamento feito em diversos países aponta que mais de 50% das empresas planejam investir em combustíveis alternativos nos próximos cinco anos, com destaque para os biocombustíveis, considerados a alternativa mais viável no curto prazo. Em segundo lugar, aparecem os veículos elétricos, que ganham espaço, mas ainda esbarram na limitação de pontos de recarga e no preço elevado.
A pesquisa, que pela primeira vez avaliou o status da descarbonização no setor e os planos de investimento futuros, destaca uma contradição: as operadoras querem reduzir emissões, mas não encontram condições práticas para avançar.
“O setor de transporte rodoviário está comprometido com a neutralidade de carbono, mas esta nova pesquisa mostra que a maioria das empresas luta para conciliar as expectativas regulatórias e de mercado com os altos custos iniciais e a falta de infraestrutura”, afirmou Umberto de Pretto, secretário-geral da IRU.
Segundo ele, a situação é especialmente crítica para as pequenas e médias empresas (PMEs), que representam 85% das transportadoras em todo o mundo. “Se não removermos as barreiras de custo e infraestrutura, os veículos a combustíveis alternativos serão quase impossíveis de adquirir e operar para muitas transportadoras, colocando em risco os compromissos globais de neutralidade de carbono”, completou.
Inscrição pelo Sympla
Barreiras financeiras e operacionais
Um dos pontos centrais levantados pelo estudo é a dificuldade de repassar os custos da transição aos clientes. A maioria dos operadores relatou que embarcadores e contratantes não estão dispostos a pagar mais caro pelos serviços de transporte, mesmo diante do investimento necessário em veículos limpos.
Além disso, a pesquisa mostra que 90% das empresas ainda planejam adquirir novos caminhões a diesel no futuro, reflexo direto da falta de condições competitivas para os combustíveis alternativos.
O relatório defende que governos e reguladores precisam agir com urgência para criar incentivos, reduzir riscos de investimento e ampliar a infraestrutura de abastecimento e recarga. “Sem essas condições, milhões de operadores não conseguirão migrar para tecnologias de baixo carbono”, reforçou Pretto.
Além da análise sobre cargas, a pesquisa também avaliou o transporte coletivo de passageiros, eficiência de motoristas, veículos e redes logísticas, compondo um panorama global detalhado em 90 páginas. O documento dedica ainda seções às abordagens regulatórias atuais e às condições favoráveis necessárias para que o setor avance em direção à neutralidade climática.
Com a pressão crescente de metas ambientais e a necessidade de manter a competitividade, o transporte rodoviário comercial se vê diante de um dilema: o desejo de descarbonizar é real, mas as condições de mercado e infraestrutura ainda estão muito distantes da realidade das transportadoras.
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O portal automotivo Acelera Aí flagrou a nova picape RAM Dakota rodando completamente camuflada por estradas de Minas. A Ram já havia confirmado que lançará em 2026 a nova Dakota, picape média que será produzida em Córdoba, na Argentina, e vendida no Brasil e em outros mercados da América do Sul. O modelo foi apresentado ao público de forma conceitual em um evento em São Paulo por meio da Dakota Nightfall Concept.
Segundo Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis América do Sul e responsável global pela Stellantis Pro One, a Dakota será o segundo modelo produzido no polo de picapes da marca na Argentina. O executivo destacou que a RAM atua como referência global no segmento.
Juliano Machado, vice-presidente da RAM na América do Sul, afirmou que o nome Dakota foi escolhido para a entrada da marca no segmento de picapes médias, ressaltando o histórico da RAM na região.
A picape chinesa Changan Hunter é a base para a nova Dakota
Modelo concept apresentado este ano.
A Dakota Nightfall Concept apresenta elementos de design característicos da marca, como a grade frontal com o nome “RAM” em destaque e moldura iluminada por LED. O conceito inclui faróis de LED, capô com entrada de ar iluminada, guincho elétrico, ganchos de reboque e protetor inferior.
A carroceria conta com vincos retilíneos, suspensão elevada Fox, pneus todo-terreno de 33 polegadas e rodas de 18 polegadas com beadlock. Há também estribos laterais, molduras de para-lamas e retrovisores em preto.
Na traseira, o conceito traz estepe fixado no Rambar, luzes auxiliares de longo alcance, lanternas de LED, ganchos de reboque e para-choque reforçado. O modelo recebeu pintura e grafismos exclusivos para a apresentação.
Transportadora gaúcha reforça liderança na logística verde com empréstimo de R$ 85 milhões para ampliar frota elétrica e a gás, mirando neutralidade de carbono até 2035
Dentro da estratégia de apoiar setores-chave da economia em sua transição para modelos mais sustentáveis, o Bradesco estruturou recentemente duas operações de crédito rotuladas como ESG, voltadas para empresas da logística e da construção. No setor de transportes, a protagonista foi a Reiter Log, que recebeu um empréstimo verde de R$ 85 milhões destinado à aquisição de caminhões elétricos e movidos a biometano.
A operação financeira foi moldada às necessidades específicas da transportadora e está integrada ao programa Logística Verde, criado pela Reiter Log para reduzir a pegada de carbono das cadeias logísticas de seus clientes. O objetivo é ousado: atingir 100% da frota com combustíveis alternativos até 2035.
Fundada em 2008, no Rio Grande do Sul, a Reiter Log atua em todo o território nacional e em países vizinhos como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, com infraestrutura que permite atendimento personalizado e escolha do modal mais adequado para cada cliente.
Reconhecida pelo pioneirismo em logística verde, a companhia afirma contar com a maior frota sustentável do Brasil. A trajetória da empresa é marcada por investimentos de peso na substituição da frota a diesel por veículos menos poluentes.
Caminhões a gás
2021: aquisição inicial de 124 caminhões Scania a gás (GNV/Biometano);
2023: novo pedido de mais 124 unidades, totalizando 248 veículos;
Os veículos a gás são destinados a médias e longas distâncias e podem rodar tanto com GNV quanto com biometano — este último 100% renovável, produzido a partir de resíduos orgânicos.
A empresa busca parcerias para ampliar o acesso ao biometano, reduzindo ainda mais sua pegada de carbono.
Inscrição pelo Sympla
Caminhões elétricos
XCMG (2024): compra de 10 caminhões pesados elétricos 6×4 E7-49T, com capacidade de até 49 toneladas e autonomia de 150 km. A frota elétrica da empresa já ultrapassava 55 veículos naquele período.
Volvo (2024): início da operação de cinco caminhões FM Electric, em modelo de locação via Locadora Volvo, com manutenção, conectividade e treinamento inclusos. Potência de 660 cv e autonomia de até 300 km.
Scania (2024/2025): aquisição do primeiro caminhão elétrico Scania do Brasil, além do anúncio de 100 novos veículos durante a Fenatran, sendo 40 a gás e 60 modelos Super e Plus.
Mais do que modernizar sua frota, a Reiter Log vem firmando parcerias com clientes que também têm metas de descarbonização, como a Suzano. O objetivo é alinhar estratégias e viabilizar o uso de veículos elétricos e movidos a biometano em operações logísticas de grande escala.
A TIXlog, empresa de logística Química Amparo — mais conhecida pela marca Ipê, também começa a fazer a transição energética de parte de sua frota para caminhões a gás. Por meio de uma empresa de locação de veículos pesados, a TIXlog incorporou nove caminhões Scania GH 460 6×4 X-gas. Este tipo de caminhão, em comparação com o similar a diesel, pode reduzir em até 15% as emissões que provocam o efeito estufa quando abastecido com GNV fóssil, ou redução de até 95%, se abastecido com gás renovável biometano.
Os veículos têm potência de 460 cavalos, conceito ‘mochilão’ (mais dois tanques atrás da cabine), autonomia de até 450 km na tração 6×4 e 311 metros cúbicos de volume de gás nos cilindros, e serão utilizados inicialmente em rotas regionais entre Amparo (SP), Salto (SP) e Extrema (MG). O valor de cada unidade deste caminhão está estimado em R$ 1,3 milhão, cerca de R$ 200 mil a mais em relação a versão similar a diesel. O gás biometano tem valor médio de R$ 4,69 m3, portanto, R$ 1.458 para completar os seis cilindros.
“Ao longo de mais de sete décadas, a Ypê construiu uma história pautada pela inovação e pelo compromisso com a sustentabilidade. A chegada da frota movida a gás natural, operada pela TIXlog, reforça esse legado e mostra como é possível unir eficiência operacional e responsabilidade ambiental em benefício de toda a sociedade”, destacou Gean Andrews Scudilio, Gerente de Frota TIXlog.
Para a viabilização do projeto, com fornecimento, gestão de manutenção e suporte técnico dos veículos, a Ypê realizou a contratação da Localiza Pesadoss. “A Ypê já é nossa parceira de longa data, utilizando soluções de aluguel e gestão de frotas da Localiza”, comentou Breno Campolina, diretor Executivo da Localiza&Co.
Do lado da indústria, a Scania é pioneira na oferta de caminhões a gás no Brasil e enxerga no GNV e no biometano alternativas imediatas para reduzir emissões e acelerar a transição energética no setor. A frota de caminhões Scania a gás circulante no Brasil já está em torno de 2.000 unidades, e outros fabricantes de caminhões já estão testando as suas opções para participar deste mercado.
Inscrição pelo Sympla
“Os caminhões Scania movidos a gás representam uma solução madura, confiável e de alto desempenho. Com iniciativas como a da TIXlog e da Ypê, mostramos que é possível conciliar produtividade e sustentabilidade no transporte de cargas”, explica André Gentil, gerente de Vendas de Soluções a Frotistas da Scania Operações Comerciais Brasil.
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A inclusão de pessoas surdas no mercado de trabalho ainda é um desafio em muitos setores. No entanto, um projeto inovador vem mudando essa realidade no transporte rodoviário brasileiro. Raquel Moreno, idealizadora do Caminhoneiros Surdos do Brasil (CSB), compartilhou em entrevista detalhes sobre a luta e as conquistas da entidade.
O CSB atua em duas frentes principais. A primeira é a batalha legislativa: “Estamos lutando no Senado por um projeto de lei que permita que qualquer surdo, independente da sua característica auditiva, consiga a carteira de motorista profissional”, explica Raquel. Atualmente, a legislação exige que o surdo tenha até 40 decibéis de audição e use aparelho auditivo, além de passar por todos os exames exigidos para ouvintes. “Se o surdo passar nesses exames, ele pode conseguir a CNH categoria profissional C, D e E”, afirma.
Apesar dos avanços, a inclusão no mercado de trabalho ainda é limitada. “São mais de 150 motoristas surdos habilitados hoje, mas poucos estão inseridos nas empresas por conta da comunicação”, relata Raquel. Muitas transportadoras ainda têm dúvidas sobre como integrar profissionais surdos em suas equipes, especialmente quando não há outros colaboradores que dominem a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Murilo Souza, motorista da Rodopiro
No entanto, exemplos de sucesso já existem. Raquel cita a Rodopiro, transportadora de Sorocaba, que emprega Murilo Souza, motorista surdo profundo, há mais de um ano. “A Rodopiro acreditou nele, e hoje ele dirige caminhão prancha com grandes cargas”, conta. Outro caso é o de Daniel, caminhoneiro surdo de Santa Catarina, que faz viagens semanais transportando melado entre estados, utilizando mímica e escrita para se comunicar em situações como blitz policial.
A comunicação escrita é um dos principais desafios
“A maioria dos surdos não sabe o português escrito, ou escreve de forma adaptada, seguindo a gramática da Libras”, explica Raquel. Isso gera preconceito e dificuldades na hora de enviar currículos ou se comunicar com empresas. “O RH muitas vezes acha que o candidato está bêbado por causa da escrita diferente”, lamenta.
Daniel Valler Momm, motorista surdo que dirige o próprio caminhão
Além da luta por direitos, Raquel também atua na conscientização das empresas sobre diversidade e inclusão. Ela mesma é surda profunda e utiliza implante coclear para ouvir. “Meu papel é de fala. Eu sinalizo e falo. Vou às empresas para mostrar como incluir um caminhoneiro surdo”, diz.
Raquel destaca ainda a importância de evitar termos como “mudo” ao se referir a pessoas surdas. “Todos eles têm voz. O mudo é quem tem problema na corda vocal. Eles se identificam culturalmente como surdos e são sinalizados”, esclarece.
Os Caminhoneiros Surdos do Brasil (CSB) nasceram do desejo de mudar a realidade dos surdos no setor de transportes. As articulações do movimento surgiram em novembro de 2020, com a união de surdos de diferentes regiões do Brasil para debater os desafios enfrentados na obtenção da CNH e no mercado de trabalho.
O primeiro grande passo foi dado em uma reunião com o deputado estadual Alex Madureira (PL/SP), onde as bases do projeto começaram a ser estruturadas. Em 2 de agosto de 2021, o senador Romário (PL/RJ), atendendo ao pedido do grupo, apresentou o PL 2634/21, que propõe uma alteração do Código de Trânsito Brasileiro para permitir a concessão de habilitação em todas as categorias para surdos e pessoas com deficiência auditiva.
Desde então, o CSB cresceu e conquistou reconhecimento nacional, contando com o apoio de mais de 40 associações de surdos, movimentos de apoio em diversas Câmaras Municipais e o incentivo de empresas e pessoas que acreditam na capacidade dos surdos.
“Sabemos que ainda há desafios, como a falta de acessibilidade no trânsito e nos processos de obtenção e renovação da CNH. Por isso, seguimos mobilizados, dialogando com governantes e sociedade para garantir um futuro mais inclusivo”, afirma Raquel.
O CSB mantém um site com informações e exemplos de inclusão: www.csboficial.com.br. Raquel reforça que está aberta ao diálogo e à troca de informações para ampliar a participação dos surdos no transporte brasileiro.
A reportagem mostra que, apesar dos obstáculos, a inclusão dos caminhoneiros surdos é possível e traz benefícios para o setor, ajudando a suprir a escassez de profissionais e promovendo diversidade nas estradas do Brasil.
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