Com uma frota de cerca de 2.500 ônibus distribuídos em todas as marcas — entre elas, Cometa, 1001 e Catarinense —, o Grupo JCA faz um dos maiores investimentos em renovação de frota de sua história: R$ 1,4 bilhão. O objetivo é eliminar todos os ônibus Euro 3 e ter cerca de metade da frota já equipada com tecnologia Euro 6. Para anunciar este investimento, a empresa reuniu a imprensa especializada em veículos comerciais para confirmar a aquisição de mais 382 ônibus rodoviários, completando o ciclo iniciado em meados de 2024 que segue até o final do primeiro semestre de 2026. Ao todo, são 650 novos ônibus, todos com chassi Scania e carroceria Marcopolo G8.
Dessa forma, o JCA acelera a modernização da frota mirando principalmente a redução de emissões. A diferença entre os padrões Euro 3 e Euro 6 é expressiva: a tecnologia mais recente reduz em mais de 90% os índices de óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado (PM), e também apresenta quedas significativas em hidrocarbonetos (HC) e monóxido de carbono (CO).
Essa melhoria é resultado de avanços como sistemas SCR, filtro de partículas e gerenciamento eletrônico inteligente, que deixam os motores praticamente livres de fumaça e reduzem impactos ambientais e à saúde.
Redução de poluentes entre Euro 3 e Euro 6
Poluente
Euro 3 (g/kWh)
Euro 6 (g/kWh)
Redução
NOx
~5,0
0,4
–92%
Material particulado (PM)
0,10
0,01
–90%
HC
~0,66
0,13
–80%
CO
~2,1
1,5
–29%
Fonte: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Com a renovação, mais de 1.100 ônibus da JCA passarão a operar no padrão Euro 6, encerrando definitivamente a circulação de unidades Euro 3 no grupo.
Os 382 novos veículos anunciados em 17 de novembro — todos Scania Euro 6, chassis K450 e K320, com carroceria Marcopolo Paradiso G8. Desse volume, 153 são Double Decker (40% do lote).
Para Gustavo Rodrigues, CEO do Grupo JCA, o movimento é estratégico e marca uma mudança profunda na experiência de viagem e na eficiência da operação:
“Este investimento reforça nosso compromisso com segurança, conforto e inovação. Além da renovação, estamos ampliando investimentos em digitalização, inteligência artificial e um atendimento cada vez mais simplificado e humanizado. Com os novos veículos e a integração de soluções digitais, estamos preparando o setor para um futuro
mais limpo, eficiente e conectado.”
Nos próximos cinco anos, os novos ônibus do grupo percorrerão mais de 176 milhões de quilômetros, reduzindo em 72,8 mil toneladas as emissões de CO₂.
Alex Nucci
Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da Scania no Brasil, destacou a relevância técnica e comercial do fornecimento:
“O Grupo JCA é uma das referências do setor e, por ser extremamente exigente, busca sempre as melhores soluções. Vamos comprovar novamente a eficiência energética da Nova Geração de ônibus Scania Euro 6, que oferece o menor custo total de
operação e serviços sob medida.”
Ricardo Portolan
A Marcopolo reforça o alinhamento histórico com o grupo. Segundo Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais e Marketing:
“A parceria JCA–Marcopolo existe há décadas. Para este novo lote, desenvolvemos soluções específicas para as aplicações do grupo, ampliando eficiência, segurança e conforto.”
Distribuição por empresa
Os novos ônibus atenderão toda a malha operada pelo grupo, incluindo linhas que nunca haviam recebido modelos Double Decker. A divisão é a seguinte:
Além dos 650 ônibus a serem entregues em 2026, Gustavo Rodrigues adiantou que novos investimentos na aquisição de mais cerca de 300 ônibus serão anunciados no próximo ano.
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Os mercados de caminhonetes pequenas e médias da América Latina e do Caribe estão entre os mais relevantes e dinâmicos do mundo. Essenciais para o trabalho e cada vez mais presentes nas frotas corporativas e no uso privado, as picapes têm papel central nas operações urbanas e rurais. Por isso, sua segurança — tanto para ocupantes quanto para usuários vulneráveis da via — torna-se um fator decisivo nas estratégias de grandes frotas e também nas escolhas dos consumidores.
Sob o atual protocolo de avaliação, o Latin NCAP testou sete modelos amplamente vendidos: as médias Mitsubishi L200/Triton, Ford Ranger, Volkswagen Amarok e Great Wall Motors Wingle 5, além das pequenas Chevrolet Montana, Fiat Strada e RAM 700 — estas duas últimas versões de um mesmo projeto.
Cinco estrelas: L200/Triton e Nova Ranger puxam o padrão de segurança
A Mitsubishi L200/Triton e a Ford Ranger alcançaram a classificação máxima de cinco estrelas, destacando-se como exemplos de como fabricantes podem elevar seus padrões. Versões anteriores desses dois modelos já haviam recebido avaliações inferiores, mas passaram por melhorias voluntárias que resultaram em estruturas mais robustas, sistemas de retenção mais eficientes e maior disponibilidade de tecnologias ADAS.
Essa evolução não apenas reforça a relevância dessas picapes para consumidores e grandes frotas, mas também mostra o peso das avaliações de segurança nas decisões de compra.
A situação é crítica no caso do Great Wall Motors Wingle 5, cujo desempenho ficou abaixo do esperado. A ausência de equipamentos presentes em mercados onde a GWM atua e a discrepância com modelos mais recentes da própria marca levantam questionamentos sobre a estratégia para a região.
Picapes pequenas deixam a desejar em ADAS — mas há exceções
No segmento das picapes compactas, três modelos foram avaliados: Fiat Strada, RAM 700 e Chevrolet Montana. Nenhum deles oferece sistemas ADAS — nem como opcional —, um ponto crítico para veículos que circulam intensamente em áreas urbanas e convivem diretamente com pedestres, motociclistas e ciclistas.
A Montana, porém, se destaca ao demonstrar que é possível entregar segurança passiva completa de série, com seis airbags e estrutura estável, garantindo bom nível de proteção mesmo sem ADAS.
Em contrapartida, a Strada e a RAM 700 revelaram pontos preocupantes: airbags laterais e de tórax ineficazes na proteção lateral em versões cabine dupla, ausência total desses airbags nas configurações cabine simples e instabilidade estrutural. O conjunto aumenta o risco de ferimentos graves em colisões laterais e gera alerta para frotistas que adotam esses modelos em grande escala.
Mercado aquecido exige veículos mais seguros
A relevância das picapes na economia regional reforça a importância dos testes. Em 2024, mais de um milhão de unidades foram vendidas em 17 mercados latino-americanos, equivalendo a 18,4% do total de vendas automotivas. No Brasil, o segmento representou 19,4% e, na Argentina, 26,7% das vendas do ano. O crescimento entre 2023 e 2024 superou 7%.
Esse protagonismo significa que a segurança desses veículos impacta diretamente a vida de milhões de trabalhadores — especialmente considerando que um terço das mortes no trânsito no mundo (cerca de 400 mil ao ano) ocorre em acidentes de trabalho, segundo o estudo “Salvando Vidas Além de 2025”.
Proteção de pedestres e ADAS: sem desculpas para ficar para trás
Mesmo em segmentos mais difíceis para garantir proteção a pedestres, os modelos de maior nota — L200/Triton e Ranger — demonstraram que é possível combinar boa segurança passiva com tecnologias como:
AEB — Frenagem Autônoma de Emergência
LSS — Assistência de Permanência em Faixa
BSD — Detector de Ponto Cego
A Volkswagen Amarok, embora equipada com aviso de colisão frontal, carece de frenagem automática — um passo atrás frente aos líderes.
Recomendações do Latin NCAP para frotas e governos
O relatório reforça diretrizes essenciais para aumentar a segurança veicular na região:
Priorizar veículos avaliados pelo Latin NCAP, sempre com a maior classificação possível.
Para frotas, escolher modelos com:
cinco estrelas
ESC
seis airbags (frontais, laterais de corpo e cortina)
ISOFIX
proteção a pedestres
ADAS como AEB, LSS e BSD
Incentivar a indústria a oferecer o mesmo nível de proteção em todos os mercados, não apenas nos desenvolvidos.
Exigir testes independentes para veículos voltados ao uso comercial e corporativo — segmento que concentra grande parte das mortes no trânsito.
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A Toyota do Brasil dá um passo decisivo em sua estratégia de diversificação ao lançar no país a consagrada van Hiace, modelo que já soma quase 60 anos de história e mais de 6 milhões de unidades vendidas em 150 países. Para explicar os motivos da chegada neste momento e os diferenciais do produto, conversamos com Soraya Batistini, Gerente Geral Comercial da Toyota do Brasil. A executiva detalha a importância da novidade para clientes profissionais e para a consolidação da marca em novos segmentos respondendo às 10 seguintes perguntas:
Soraya Battistini, Gerente Geral Comercial da Toyota do Brasil
1: A Hiace tem uma história de quase 60 anos no mundo. Por que a Toyota decidiu trazer o modelo para o Brasil neste momento específico? Quais fatores de mercado e econômicos foram decisivos?
R:A Hiace é um modelo que carrega quase 60 anos de tradição no mundo, com mais de 6 milhões de unidades vendidas em mais de 150 países. Reconhecida por sua qualidade, durabilidade e confiabilidade — características que fazem parte do DNA da Toyota — a Hiace chega ao Brasil em um momento muito propício.
O segmento de vans vem crescendo no país, impulsionado por setores como turismo, fretamento corporativo, transporte escolar, saúde e logística urbana. Ao mesmo tempo, os clientes estão cada vez mais exigentes, buscando veículos que unam segurança, confiabilidade e baixo custo de operação. Nesse cenário, a Hiace oferece a combinação ideal: compartilha o mesmo conjunto mecânico da Hilux, já consolidada como referência no Brasil, o que gera sinergia em pós-vendas, manutenção e confiabilidade.
Com isso, a Hiace eleva o conceito de mobilidade a um novo patamar e amplia o leque de possibilidades. Inicialmente lançada na versão Minibus, em novembro ela também estará disponível nas versões Furgão, Ambulância e Refrigerada/Isolada, expandindo ainda mais as soluções para diferentes segmentos de clientes.
Essa chegada fortalece nossa estratégia de equilibrar competitividade industrial, portfólio atrativo e serviços de alta qualidade. Ao integrar um novo segmento do mercado, aumentamos a oferta de soluções de mobilidade e reforçamos nossa presença na região.
Além do produto, ampliamos o nosso ecossistema de negócios: atuamos como uma rede de mobilidade com mais de 300 concessionárias, cada vez mais focadas no gerenciamento das unidades em operação — o que chamamos de Retenção do UIO. Fazemos isso por meio da excelência no atendimento, da busca constante pela fidelidade de nossos clientes e da qualidade Toyota.
Por isso, entendemos que este é o momento ideal para trazer a Hiace ao Brasil: uma combinação de demanda crescente, maturidade do mercado e a força de um produto global já consolidado.
Hiace chega à 6ª geração mais moderna e funcional
2: Como a Hiace se encaixa no portfólio de veículos da Toyota no Brasil, especialmente considerando a forte reputação da marca com a Hilux e Corolla, modelos já utilizados por frotistas?
R:A Toyota já é reconhecida no Brasil por modelos como a Hilux e o Corolla, que conquistaram a confiança de clientes individuais e de grandes frotistas. Esses veículos trazem qualidade, durabilidade e confiabilidade, além de eficiência e bom valor de revenda. A chegada da Hiace amplia esse portfólio, oferecendo uma solução no segmento de vans que conversa diretamente com as necessidades dos clientes. A Hiace compartilha a mesma base mecânica da Hilux, garantindo padronização em manutenção e pós-vendas, além da confiança já estabelecida no mercado. Assim, ela fortalece a presença da Toyota entre clientes corporativos, oferecendo agora um portfólio ainda mais completo para frotistas que já conhecem e confiam na marca.
3: A comunicação da Hiace é focada no “DNA Hilux”. Além da robustez e confiabilidade, como a Toyota pretende construir uma identidade própria para o modelo e garantir que ele seja visto como a nova referência no segmento de vans de passageiros e, futuramente, em outros segmentos da economia?
R:Quando falamos do DNA Hilux, falamos de atributos que já são reconhecidos no Brasil: qualidade, durabilidade e confiabilidade, além de robustez e baixo custo de operação. É natural que a Hiace herde essa base sólida para transmitir segurança desde o seu lançamento.
A proposta para a Hiace é construir uma identidade própria no segmento de vans, trazendo diferenciais como transmissão automática, tração traseira e elevado padrão de segurança e conforto também para o motorista. A estratégia da Toyota é posicionar a Hiace como a nova referência no segmento de vans de passageiros, explorando sua reputação global de quase 60 anos e adaptando-a às necessidades locais. E, no médio prazo, ampliar sua presença neste segmento com outras versões.
Imagem: Divulgação Toyota
4: A Hiace compartilha a motorização da Hilux. O motor 1GD e o câmbio automático receberam calibrações específicas para o uso contínuo de uma van, que difere de uma picape? E em relação à suspensão, quais foram as calibrações feitas para garantir o conforto e a estabilidade?
R: As necessidades de uso deste segmento são diferentes e, por isso, adotamos uma calibração que atende à expectativa destes clientes em relação à performance, eficiência e consumo de combustível
5: A altura de 2,28m é um diferencial para uso urbano. Quais foram os principais desafios de engenharia para alcançar essa medida sem comprometer o espaço interno ou a dirigibilidade, especialmente com o design “semi-bonnet”?
R:Aaltura de 2,28m foi definida como um diferencial importante para o uso urbano, permitindo que a Hiace circule com facilidade em estacionamentos, garagens e centros urbanos, sem perder a capacidade de transporte.
O design ‘semi-bonnet’ permitiu otimizar a posição do motor e melhorar a distribuição de peso, sem invadir a cabine ou reduzir o conforto dos passageiros. Além disso, o desenvolvimento da suspensão foi ajustado para manter a estabilidade mesmo em vias irregulares, e a altura interna foi cuidadosamente projetada para garantir ergonomia e conforto em longos trajetos. O uso de materiais de alta resistência também possibilitou manter robustez sem aumentar o peso do veículo. O resultado é uma van que se adapta ao ambiente urbano, sem comprometer espaço interno, segurança ou conforto, já reconhecidos em todo o mundo.
Fonte: Toyota do Brasil
6: O pacote de revisões gratuitas e o programa “Toyota 10” são bastante agressivos para o segmento. Qual é a estratégia por trás dessa oferta? Ela é uma tática inicial para ganhar mercado ou um compromisso de longo prazo com o cliente profissional?
R:O programa Toyota 10, que assegura até 10 anos de garantia, o programa Revisão Facilitada, que garante as três primeiras manutenções gratuitas e valores fixos da 4ª à 6ª revisão, realizadas a cada 12 meses ou 10 mil km e o programa Revisão na Medida, que proporciona previsibilidade e transparência nos custos de manutenção, foram pensados para oferecer muito mais do que uma condição inicial de compra. Eles refletem um dos maiores diferenciais da marca: o compromisso em reduzir o custo total de propriedade e gerar previsibilidade para o cliente profissional. Por isso, a estratégia é garantir confiança e transparência desde o primeiro dia, isso reforça a robustez do produto e mostra que a Toyota está disposta a assumir junto com o cliente o compromisso de longo prazo. É uma estratégia sustentável para oferecer uma solução completa.
7: O novo Centro Logístico de Peças garante agilidade em São Paulo. Como a Toyota planeja replicar essa agilidade e garantir a mesma disponibilidade de peças para outras regiões do Brasil, onde a logística pode ser mais complexa para o cliente que faz uso profissional do veículo?
R:O novo Centro Logístico de São Paulo garante agilidade e disponibilidade imediata na região que concentra o maior volume de clientes. Mas a estratégia da Toyota conta com uma rede consolidada de concessionárias para que o cliente profissional tenha a mesma confiança e previsibilidade em qualquer região do país. Esse compromisso de agilidade é parte essencial da estratégia para consolidar a Hiace como a nova referência do segmento.
8: A KINTO terá exclusividade na locação da Hiace neste momento. Quais vantagens há na locação pela KINTO em relação as locadoras tradicionais e multimarcas?
R:A KINTO, empresa especializada em soluções de mobilidade da Toyota, terá exclusividade na locação da nova Toyota Hiace no mercado brasileiro, sendo a única locadora com esse modelo disponível, isso reforça o papel protagonista da KINTO ao oferecer serviços que priorizam o uso do veículo, adaptado às mais diversas necessidades de mobilidade dos clientes.
Atualmente, a empresa oferece três serviços no Brasil: KINTO Share, de aluguel e compartilhamento de veículos Toyota e Lexus por horas, dias, semanas e até um mês; KINTO One Fleet, de gestão de frotas corporativas; e KINTO One Personal, de assinatura de veículos novos e seminovos Toyota para pessoa física.
A Hiace está disponível pela KINTO na modalidade KINTO One Fleet, com contratos de 12, 24 ou 36 meses e com serviços adaptados as necessidades dos clientes, como manutenção, seguro e documentação, por exemplo.
Fonte: Toyota do Brasil
9: Como o atendimento prioritário para clientes Hiace será implementado na prática na rede de concessionárias?
R:O cliente da Hiace é, em grande parte, um cliente profissional. Para ele, tempo parado significa perda direta de receita. Por isso, o atendimento prioritário foi desenhado para ser um processo prático dentro da rede.
O programa inclui uma série de medidas:
Agendamento preferencial para manutenções e revisões, reduzindo tempo de espera;
Boxes exclusivos, garantindo que o veículo seja atendido imediatamente;
Equipe técnica treinada, assegurando rapidez no diagnóstico e execução;
Na prática, isso significa menor tempo de imobilização do veículo, mais previsibilidade e segurança para o negócio do cliente.
10: Com as versões Furgão, Ambulância e Refrigerada/Isolada já confirmadas, existem planos para outras configurações, como a versão furgão com teto diferente ou um modelo com mais capacidade de passageiros? E há planos para uma versão chassi-cabine no futuro?
R:A Hiace terá em breve um portfólio bastante completo: Minibus, Furgão, e versões Refrigerada/Isolada e Ambulância, que atendem às principais demandas imediatas do mercado brasileiro. Mas a Hiace é um produto global, com múltiplas configurações disponíveis, o que nos dá flexibilidade para, a partir da resposta do cliente brasileiro, avaliar a introdução de novas versões. A Toyota sempre acompanha as necessidades do mercado e dos clientes com o compromisso de construir um portfólio de forma gradual e sustentável.
A FORLAND abriu suas portas – e suas pistas de testes – para uma imersão inédita nos bastidores de produção e validação de seus veículos comerciais. No vídeo “Extraordinary Journey: FORLAND Factory Tour & Ultimate Test Drives”, a marca convida o público a acompanhar, de perto, como tecnologia, engenharia e rigor em segurança definem o ritmo de uma das fabricantes que mais cresce no setor.
O conteúdo apresenta uma visita guiada pela linha de montagem, revelando processos de soldagem robotizada, aplicações de inteligência industrial e etapas de controle de qualidade realizadas em tempo real. É a chance de observar como nasce cada veículo, desde o aço bruto até os acabamentos finais.
A DAF Caminhões alcançou um marco histórico em sua operação brasileira: a produção da unidade número 50 mil na fábrica de Ponta Grossa (PR). Para celebrar o momento, a marca entregou o caminhão comemorativo à TransJordano Transportes, especializadas no transporte rodoviário de combustíveis e tradicional cliente da Mercedes-Benz que tem buscado novas experiências com a marca holandesa desde 2022.
O modelo escolhido para marcar a ocasião foi o DAF XF. “Conheço a TransJordano há mais de 20 anos, e nossa relação se consolidou por meio de um trabalho sério e de muita parceria. Ao longo dessa trajetória, acompanhei o crescimento da empresa, que se tornou símbolo de profissionalismo e inovação. É muito gratificante contar com eles nesse momento tão significativo para a DAF”, afirmou Luis Gambim, diretor Comercial da DAF Caminhões, durante a cerimônia que reuniu executivos das duas companhias.
TransJordano: referência nacional em transporte de combustíveis
A TransJordano reúne uma das maiores frotas dedicadas ao transporte de combustíveis no Brasil. Fundada em 1998 por João Guimarães Bessa, que permanece à frente da presidência, a empresa se consolidou como um dos principais players logísticos do país.
Com sede no polo petroquímico de Paulínia (SP) e presença operacional em todo o território nacional, a companhia movimenta anualmente mais de 1 milhão de metros cúbicos de produtos, realiza cerca de 35 mil carregamentos e percorre mais de 20 milhões de quilômetros.
Desde sua origem, investe em processos rigorosos de segurança, qualidade e sustentabilidade — pilares que ajudaram a posicionar a marca entre as mais reconhecidas no setor, sendo, inclusive, uma das maiores parceiras da FABET (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte).
“Quando conhecemos os caminhões DAF, tivemos certeza de que a nossa parceria seria duradoura, baseada na confiança, no respeito e na visão de futuro. Receber o caminhão de número 50 mil da marca é a confirmação disso”, destacou João Guimarães Bessa, acompanhado dos filhos, Jordano e Joyce Bessa, diretores da empresa.
A unidade 50 mil é um DAF XF configurado especialmente para operações severas. O modelo vem equipado com motor PACCAR MX-13 de 530 cv, transmissão automatizada TraXon de 12 velocidades, tração 6×4 e sistemas inteligentes projetados para maximizar torque e reduzir o consumo de combustível.
A cabine Space Cab, na cor Ice White, conta com acabamento premium, ergonomia aprimorada e recursos de conforto para jornadas prolongadas, reforçando o foco da DAF em eficiência operacional e bem-estar do motorista.
Produzido integralmente na fábrica de Ponta Grossa, o veículo simboliza o amadurecimento industrial da marca no país. “Chegar a esse número é algo que reflete o quanto o transportador brasileiro confia na qualidade dos nossos produtos. Este momento representa a força de uma aliança construída com dedicação, confiança e espírito colaborativo”, encerrou Gambim.
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A Marcopolo aproveitou a COP30 para apresentar um protótipo inédito de ônibus urbano híbrido elétrico/etanol. O modelo apresentado é um conceito que combina propulsão elétrica com um motor movido a etanol, similar ao do Volare Attack 9 Híbrido apresentado na Lat.Bus 2024.
A proposta garante maior autonomia e elimina a dependência de infraestrutura de recarga — um dos principais gargalos da eletrificação plena no transporte público — já que o abastecimento é feito exclusivamente com etanol.
A solução é classificada como Carbono Net Zero: o CO₂ emitido é compensado pelo ciclo de cultivo da cana-de-açúcar ou outras matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível, como milho, sorgo ou trigo. Segundo a empresa, a tecnologia é escalável para municípios de todos os portes e pode ser implementada quase imediatamente por operadores de transporte.
Sistema elétrico do protótipo com motor a etanol para geração de energia
“Mobilidade sustentável é mais do que tecnologia. Envolve qualidade de vida, eficiência dos sistemas de transporte e inclusão social. É uma jornada coletiva que exige colaboração entre governos, empresas e sociedade”, destaca André Armaganijan, CEO da Marcopolo.
No mesmo evento, a Marcopolo exibiu o micro-ônibus Volare Fly 10 GV, movido a biometano e gás natural. A apresentação ocorreu durante o encontro “O Papel do Gás Natural e do Biometano na Transição Energética”, promovido pelo Consórcio Brasil Verde.
Com até 84% de redução das emissões de gases de efeito estufa, o veículo é resultado de quatro anos de desenvolvimento e com o motor FPT N60 CNG. O modelo é equipado com três cilindros capazes de armazenar 360 litros, garantindo autonomia de até 450 km, dependendo da aplicação. Além disso, incorpora tecnologias de segurança e conforto, como controle de tração e estabilidade e bloqueio do veículo com a porta aberta.
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No dia 14 de novembro, o Seminário de Educação para Logística, promovido pela Frota News, completa um mês de sua realização — um evento que reuniu especialistas e profissionais renomados para discutir o papel da formação, da comunicação e da inovação na construção de uma logística mais humana e eficiente. Para celebrar a data, o portal dá início à divulgação de uma série especial em vídeo, composta por seis episódios, cada um dedicado a um dos painéis que marcaram o encontro.
O primeiro episódio, já disponível, traz os principais momentos e reflexões do painel “Comunicação Essencial: Da Pedagogia à Imagem Corporativa”, um debate que destacou como a comunicação é um elo estratégico entre a educação, o posicionamento institucional e a reputação das empresas do setor.
Com mediação do jornalista Filipi Goschrman, diretor de Comunicação da Frota News, o painel reuniu profissionais com diferentes olhares sobre o tema — da pedagogia à gestão de marca —, oferecendo uma visão transversal sobre como comunicar de forma eficaz em tempos de transformação digital e responsabilidade socioambiental.
Entre os painelistas, Rodrigo Bernardino, fundador e CEO do Grupo Mostra de Ideias (GMI), compartilhou sua experiência de mais de 16 anos em comunicação, marketing e branding voltada ao transporte e à logística. Ele destacou que “a imagem corporativa deve refletir o propósito real da empresa — comunicar não é apenas divulgar, é construir significado e gerar confiança”.
O jornalista Rinaldo Machado, diretor-geral da revista Transpodata, reforçou a importância da comunicação especializada e de longo prazo. “O setor de transporte sempre foi desafiado pela necessidade de se fazer entender. Projetos de comunicação segmentada ajudam a criar pontes entre quem produz, transporta e consome”, afirmou.
Impacto social
Já Talita Miranda, especialista em contação de histórias e desenvolvimento infantil, trouxe ao debate uma perspectiva humanizada da comunicação, ressaltando que a educação é a base das lideranças do futuro. “Ensinar e comunicar têm o mesmo fundamento: ouvir, compreender e transformar”, disse.
Encerrando o painel, Bianca Simoni, docente do Senac São Carlos e especialista em Gestão e Educação Ambiental, abordou a importância da comunicação consciente e do papel educativo nas práticas corporativas. “Toda empresa é, em algum grau, uma escola. E toda mensagem que ela transmite tem um impacto social e ambiental”, observou.
Com o lançamento da série, a Frota News amplia o alcance dos conteúdos debatidos no seminário e reforça seu compromisso com a formação de profissionais e lideranças mais preparados para os desafios da logística moderna.
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A BorgWarner foi reconhecida com o Prêmio R&D 100, um dos mais prestigiados do setor de ciência e inovação, por seu trabalho em um sistema de excitação sem fio baseado em transformador rotativo para motores síncronos de excitação elétrica (EESM). O projeto foi desenvolvido em parceria com o Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), do Departamento de Energia dos Estados Unidos.
A tecnologia premiada marca um avanço significativo na engenharia de motores elétricos. O sistema substitui os tradicionais ímãs permanentes — geralmente fabricados com elementos de terras raras, como neodímio e disprósio — por um rotor baseado em eletroímãs, eliminando a dependência desses materiais estratégicos e caros. Essa mudança reduz riscos na cadeia global de suprimentos e contribui para um modelo de produção mais sustentável e independente.
Além disso, a abordagem da BorgWarner e do ORNL elimina o uso de escovas e anéis coletores, peças sujeitas ao desgaste e à necessidade de manutenção. Com isso, o motor alcança maior confiabilidade e durabilidade, além de permitir uma redução de até 15% no tamanho do conjunto — fator essencial para aplicações em veículos de passageiros e comerciais.
“Essa parceria proporcionou uma forte colaboração e avanços tecnológicos significativos, incluindo nove pedidos de patente”, afirmou Harry L. Husted, diretor de Tecnologia da BorgWarner Inc. “Ao combinar nossa experiência em motores de tração com os recursos de transferência de energia sem fio do Laboratório Nacional de Oak Ridge, desenvolvemos uma tecnologia que iguala o desempenho e supera a densidade de potência dos motores baseados em terras raras – sem usar materiais de terras raras.
Esta é uma conquista substancial.”
O sistema de transformador rotativo transmite energia sem fio para o rotor com eficiência de 92% a 95%, mesmo em rotações superiores a 20 mil giros por minuto. O motor EESM sem escovas oferece uma densidade de potência até 25% maior do que a de motores com ímãs permanentes, destacando-se como uma alternativa competitiva e escalável para diferentes configurações de transmissão.
A parceria entre BorgWarner e ORNL teve início em 2021, com foco no desenvolvimento de uma solução que combinasse eficiência energética, redução de custos, robustez e facilidade de integração. Um dos diferenciais da tecnologia é sua compatibilidade com diferentes tipos de sistemas de transmissão e caixas de engrenagens compactas, superando limitações de projetos concorrentes.
O R&D 100 Awards, promovido anualmente pela revista R&D World desde 1963, é uma das principais referências globais em reconhecimento a inovações científicas e tecnológicas. O júri internacional avalia os projetos com base em impacto, originalidade e aplicabilidade prática. A BorgWarner e o ORNL foram premiados na categoria TI/Elétrica, e a cerimônia de entrega ocorrerá no dia 20 de novembro, em Scottsdale, Arizona.
Sobre a BorgWarner
Com mais de 130 anos de história, a BorgWarner é referência global em soluções de mobilidade e sustentabilidade. A empresa desenvolve tecnologias que impulsionam a transição para um futuro mais limpo, eficiente e seguro, com presença em mercados de veículos elétricos, híbridos e a combustão.
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O projeto Laneshift e-Dutra, que reúne 17 empresas dos setores automotivo, logístico e energético, foi lançado com a meta de colocar 1.000 caminhões elétricos em operação diária até 2030. Esse número vai representar 1,7% do volume atual de 60 mil caminhões a diesel que circularam diariamente pela Rodovia Presidente Dutra, via que faz parte do primeiro projeto de corredor verde de transporte de cargas do país — eixo que conecta São Paulo e Rio de Janeiro.
A iniciativa é fruto da colaboração entre Volkswagen Truck & Bus (VWCO), Scania, Amazon, DHL Supply Chain, C40 Cities, Smart Freight Centre, Calstart e outros parceiros. O projeto tem potencial para evitar 75 mil toneladas métricas de CO₂, o equivalente à retirada de 16 mil carros das estradas até o fim da década.
Para a Gigantes Elétricos — coalizão de organizações da sociedade civil que atua para acelerar a eletrificação do transporte de carga no Brasil —, o Laneshift e-Dutra simboliza um ponto de virada. Além dos ganhos ambientais, os parceiros do projeto destacam os efeitos positivos sobre a saúde pública e a competitividade.
Para Clemente Gauer, da ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos), o e-Dutra inaugura uma nova era. “Os fabricantes têm a responsabilidade de ir além da produção. É preciso investir em recarga, capacitação de frotas e colaboração com reguladores para tornar a eletrificação competitiva.”
Primeiros testes em rota real
Scania 30G 4×2, com 300 kW (410 cv) e autonomia de 250 km
O marco prático da iniciativa já está nas estradas. Desde outubro, Amazon, DHL Supply Chain e Scania operam o primeiro caminhão elétrico de grande porte em rota de longa distância no Brasil: um Scania 30G 4×2, com 300 kW (410 cv) e autonomia de 250 km.
O veículo circula entre Cajamar e Taubaté (SP), sendo recarregado no centro logístico da Amazon, em Guarulhos.
“Queremos demonstrar que a eletrificação também é viável em rotas longas e pesadas”, afirma Saori Yano, chefe de Sustentabilidade da Amazon no Brasil. “Nosso objetivo é acelerar a transição para cargas de baixas emissões.”
Na DHL, João Meneghetti, diretor de Sustentabilidade, reforça o pioneirismo da operação:
“Percursos longos são o maior desafio — e é justamente onde o impacto é mais relevante. Este é o primeiro passo para o corredor verde de transporte no Brasil.”
Eletropostos e corredores descarbonizados
O Laneshift e-Dutra prevê a instalação de hubs de recarga ultrarrápida a cada 100 quilômetros, abastecidos por energia solar e eólica. Esses pontos atenderão tanto caminhões quanto automóveis elétricos e serão integrados a plataformas digitais de gestão energética e monitoramento.
Em setembro, um Volkswagen e-Delivery de 11 toneladas, em parceria com a LOTS Group (Scania Group), percorreu 800 km entre Resende e Sorocaba, utilizando apenas carregadores já existentes. O trajeto serviu para mapear a infraestrutura atual e identificar gargalos técnicos.
Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, resume o propósito da marca:
“Entramos como fundadores porque acreditamos em soluções sustentáveis para todos. O Laneshift é a base de uma mobilidade inteligente e coletiva.”
Fabricantes como Volvo, Scania e Mercedes-Benz já manifestaram interesse em utilizar o corredor como campo de testes para suas novas gerações de caminhões elétricos. Grandes operadoras logísticas estudam integrar a rota a suas operações regulares, unindo eficiência operacional e reputação ambiental. Aliás, a Mercedes-Benz já realizou o seu próprio teste com o eActros:
Como resume Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil:
“A eletrificação é a evolução natural do transporte. É uma jornada que equilibra sustentabilidade ambiental, econômica e social. E estamos avançando com determinação.”
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A IVECO BUS anunciou Maurício Yamamoto como novo head da Unidade de Negócios de Ônibus na América Latina, reforçando a estratégia de expansão e consolidação da marca no segmento de transporte de passageiros.
Com mais de 20 anos de experiência no setor automotivo, Yamamoto construiu uma carreira marcada pela atuação em vendas, marketing, pós-vendas, engenharia e desenvolvimento de negócios, especialmente no campo dos veículos comerciais.
Graduado em Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica da USP, o executivo possui MBA pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização em Tecnologia e Inovação pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology). Sua trajetória internacional inclui passagens profissionais pelo Japão, Alemanha, Colômbia e México, o que lhe confere uma visão global das tendências e desafios do setor.
Segundo Marcio Querichelli, presidente da IVECO para a América Latina, a chegada de Yamamoto representa um passo importante para o crescimento do negócio de ônibus da marca. “Sua experiência em desenvolver novos mercados e sua abordagem flexível e focada em resultados serão essenciais para estabelecer parcerias e relacionamentos estratégicos com clientes”, destacou o executivo.
Yamamoto se reportará diretamente a Claudio Passerini, presidente da Unidade de Negócios de Ônibus do Iveco Group, reforçando a integração entre as operações regionais e globais da companhia.
Em publicação em seu perfil no LinkedIn, o novo head compartilhou sua empolgação com a nova fase da carreira:
“Muito feliz e motivado em fazer parte do Grupo Iveco, como Head of Bus Unit Latin America! Depois de mais de 20 anos no Grupo Daimler / Mercedes-Benz, sendo grande parte na divisão Ônibus, decidi aceitar a proposta na Iveco Bus. E vejo como uma decisão super acertada. A Iveco é uma empresa incrível, e com muita motivação para crescer. Quero, do fundo do meu coração, agradecer a todos que fizeram parte da minha história no Grupo Daimler, no Brasil, Alemanha, América Latina, Japão e tantos outros lugares.”
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