sexta-feira, abril 3, 2026

O que a John Deere foi fazer no Salão do Automóvel?

O Salão do Automóvel voltou ao cenário paulistano renovado e mais diverso do que nunca. Retomou o papel de vitrine de lançamentos e protótipos, deixou de ser dominado apenas pelas marcas tradicionais e abriu espaço para o protagonismo das asiáticas — especialmente as chinesas. Teve até um pouco de Salão Duas Rodas e um toque de Agrishow na mistura. E foi justamente nesse novo palco ampliado que a John Deere fez sua estreia: pela primeira vez, a gigante global apresentou ao público de veículos leves duas máquinas que conectam o universo automotivo ao da construção e da agricultura.

De 22 a 30 de novembro, no Distrito Anhembi, a empresa — reconhecida mundialmente por unir força mecânica, inteligência embarcada e alta durabilidade — marcou presença como a única fabricante de máquinas pesadas do evento. A participação foi conduzida pela Terraverde Máquinas, um dos nove distribuidores dedicados à linha de construção no país, parte de uma rede que supera 100 pontos de venda.

Pá-carregadeira 624 P

O destaque do estande é a pá-carregadeira 624 P. Ela conta com telemetria avançada e adaptação ao uso de biocombustíveis, sendo aproxima a experiência do operador à de veículos modernos.

A máquina incorpora o John Deere Operations Center™, plataforma que reúne dados completos de operação. Consumo, produtividade, localização, alertas e parâmetros de manutenção são transmitidos automaticamente por telemetria, permitindo ao gestor acompanhar o equipamento à distância e tomar decisões rápidas, algo que já é rotina na gestão de frotas de veículos comerciais.

Entre outros diferenciais estão a balança de carga opcional, que registra o peso transportado — tecnologia muito desejada em caminhões e implementos rodoviários; o sistema de refrigeração QuadCool, que aumenta a durabilidade dos componentes; e o pacote de iluminação integral em LED, que melhora a visibilidade com menor consumo de energia.

A performance fica a cargo do motor PowerTech Plus 6068H, que entrega 141 kW (189 hp) e torque de 804 Nm, trabalhando em conjunto com a transmissão PowerShift, que ajusta automaticamente as marchas conforme a demanda.

Trator 7M

Outro ponto foi o trator 7230M equipado com motor de 6,8 litros. Assim como a pá-carregadeira, o 7230M está preparado para trabalhar com misturas elevadas de biodiesel, fortalecendo a estratégia da companhia de impulsionar o uso de energias renováveis.

As transmissões AutoQuad e CommandQuad — gerenciadas pelo Efficiency Manager — controlam automaticamente as rotações para manter velocidade estável e reduzir o consumo. Ele também conta com a integração ao John Deere Operations Center.

Biocombustíveis: pilar da estratégia global

Uma das mensagens centrais da John Deere no Salão foi o compromisso com a sustentabilidade. A empresa já produz máquinas compatíveis com misturas mais altas de biodiesel e avança no desenvolvimento de equipamentos preparados para operar com B100, o biodiesel puro — solução já oferecida pelos principais fabricantes de caminhões.

A adoção crescente dos biocombustíveis não é apenas ambiental — é também econômica. A utilização de combustível renovável reduz emissões e amplia a previsibilidade de custos em setores que dependem fortemente de diesel fóssil, inclusive, de importação de petróleo.

Esse avanço está alinhado à estratégia global da John Deere, que engloba alternativas como biocombustíveis, eletrificação, sistemas híbridos e motores de combustão cada vez mais eficientes. O foco é entregar máquinas preparadas para diferentes matrizes energéticas, acompanhando a evolução do setor”, afirma Thomás Spana, gerente de Marketing da divisão de Construção para a América Latina.

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A óbvia decepção da COP30: A verdade inconveniente da transição energética: a tecnologia existe, o uso não.

A psicanálise, criada por Freud e aprofundada por Lacan, talvez não tenha previsto debates climáticos, mas deixou um legado útil: aprender a administrar expectativas. A COP30, ao encerrar-se sem um roteiro definitivo para o fim dos combustíveis fósseis, frustrou muitos, segundo o jornal “Estadão” e não só ele — mas somente os mal informados.

Quem esperava um plano mágico, consensual e imediato para substituir o petróleo vive de expectativas altruístas, porém irreais. Já quem acompanha de perto o tema sabe: o que existe hoje é um roteiro parcial, construído passo a passo, com avanços em camadas e limitações técnicas, econômicas e políticas.

Na Frota News, essa ambiguidade faz parte da pauta diária. Quantos executivos de construtores de caminhões já me falaram sobre verdades sobre o futuro do setor? Há também os que foram humildes. O gostoso no jornalismo é registrar a história. É assistir executivos de empresas como os da Mercedes-Benz, Volvo, Scania, Volvo, entre outras, assumirem que erraram. E isso é ótimo. Erra é humano e CEO de empresa não é imune a erros.

A editoria Frota Sustentável publicou mais de 170 reportagens nos últimos dois anos, com casos de sucesso e fracasso, análises técnicas e exemplos concretos — um verdadeiro banco de benchmarking sobre o que funciona (e o que não funciona) na transição energética no transporte.

A transição começa onde menos se imagina: na bomba de combustível

O Brasil tem uma peculiaridade que a maioria dos países desenvolvidos invejaria: uma frota de 40 milhões de automóveis flex, que representam 77% dos veículos em circulação. Na teoria, é aqui que a transição energética deveria começar com mais força. Na prática, não começou.

A reportagem do Motor1 UOL mostrou que, em 2023, os brasileiros consumiram:

  • 18,1 bilhões de litros de etanol hidratado (E100) — apenas 21% do total para motores ciclo Otto;
  • 46,5 bilhões de litros de gasolina C — nada menos que 79% do consumo.

Ou seja: antes de cobrar da COP30 um roadmap para o pós-petróleo, seria razoável cobrar dos próprios motoristas o uso da tecnologia que já possuem. A decisão sobre o fim dos combustíveis fósseis começa, silenciosamente, quando o frentista pergunta: Gasolina ou etanol?

A transição energética está longe dos fóruns globais, uma desconexão entre realidade e política. Ela está, metaforicamente, no visor da bomba.

Petróleo: o vilão que também ergueu o mundo moderno

Criticar o petróleo é fácil — ele polui, alimenta guerras e sustenta assimetrias econômicas globais. Mas a história é mais complexa: foi o combustível fóssil que possibilitou avanços logísticos, de mobilidade e de acesso a bens que moldaram a civilização contemporânea. Hoje, há alternativas mais limpas, mas construir soluções é infinitamente mais difícil do que apontar culpados.

Empresas brasileiras vêm atuando fortemente nessa agenda, e os casos mais relevantes estão registrados na Frota Sustentável. Entre eles, companhias que estabeleceram política rígida: carros corporativos flex só serão reembolsados se abastecidos com etanol. O motorista pode usar gasolina? Pode. Mas aí arca com o custo. Não se trata de marketing, e muito menos de greenwashing. É política corporativa aplicada.

Caminhões elétricos: realidade, exceção e preços que ainda desafiam

Se nos automóveis o entrave é cultural, nos caminhões o obstáculo é econômico e estrutural. A eletrificação avança, mas em velocidade menor do que o discurso sugere.

O caminhão elétrico mais vendido no Brasil não lidera por desempenho tecnológico, mas por preço: o JAC iEV 1200, importado da China, custa cerca de R$ 509 mil — praticamente metade do valor de modelos equivalentes no mercado. Já foram emplacadas quase 3 mil unidades.

Do outro lado, o Volkswagen e-Delivery, desenvolvido pela engenharia brasileira, ainda não alcançou 1 mil unidades vendidas desde o lançamento. O preço é o maior obstáculo: R$ 843 mil, refletindo o que o setor chama de “Custo Brasil”.

Grandes frotistas, como Coca-Cola Femsa e Ambev, reduziram o ritmo de aquisição de elétricos por falta de infraestrutura para carregamento. A disparidade internacional é clara:

  • Amazon EUA: 31 mil vans elétricas;
  • Amazon Europa: 5 mil;
  • Amazon Brasil: menos de 100.

Saiba mais:

Gás e biometano: o elo intermediário que ganha força

Na corrida da transição, o gás natural e o biometano desempenham papel estratégico — especialmente no transporte pesado. Na Europa, a Iveco lidera o segmento, mas no Brasil foi a Scania quem assumiu a dianteira, tornando-se a pioneira e única fabricante com produção local de caminhões a gás.

A Iveco anunciou os modelos S-Way NG e Tector NG na última Fenatran, mas ainda não há desdobramentos. Quem surpreendeu foi a Mercedes-Benz, que por anos tratou o gás como etapa transitória antes do hidrogênio. A montadora revisou sua leitura: essa etapa pode durar décadas, especialmente num país onde muitos transportadores lutam para comprar um caminhão Euro 6 a diesel.

E os números confirmam o cenário: o mercado de veículos Euro 6 caiu 8% em 2025, reflexo do custo elevado e da dificuldade de acesso ao financiamento. Se gigantes como o Mercado Livre têm limites orçamentários para adquirir elétricos, o que esperar dos pequenos e médios transportadores?

A eletrificação de veículos é uma tecnologia. A adoção dessa tecnologia tem a ver com economia. Cresce a adoção de ônibus urbanos elétricos por razões econômicas. Os prefeitos que adotam ônibus elétricos em suas frotas fazem isso porque o dinheiro que vai pagar a conta por décadas é do contribuinte. As empresas no setor de carga que compram veículos elétricos fazem isso porque tem alguém pagando a conta. A Reiter Log, por exemplo, investe em veículos pesados elétricos, mas quem paga a conta, sem saber, é o cliente da Nivea que comprou um hidratante com o custo embutidos.

Outro exemplo, o consumidor compra um item no Mercado Livre e lá tem o preço do produto, que pode ser frete grátis (para quem acredita em almoço grátis) ou coloca um valor do frete. Agora, imagine se o Mercado Livre colocasse para o cliente que o frete com veículo a diesel é R$ 10 e com veículo elétrico é R$ 15? Qual seria a opção do cliente? Lógico que o mercado livre não faria isso, pois eles têm certeza que a opção seria a mesma dos 79% proprietários de automóveis flex têm.

Dados segundo a Anfavea

Segundo a Anfavea (associação das montadoras), o Brasil registra apenas 0,8% das vendas de veículos pesados elétricos. Essa estatística da Anfavea tem falhas. Na estatística dela, ela mistura ônibus com caminhão, como misturar comprador de arroz do Mercado Livre com passageiro de ônibus. A Anfavea erra, mas poderá melhorar. Informar em suas estatísticas — aliás, a Carta da Anfavea é muito rica de dados para jornalistas — dados de veículos pesados de passageiros e carga misturados. Não poderia fazer isso. São mercados muito diferentes e os fatos mostram isso. Nada que não possa ser corrido.

A eletrificação de veículos deve ser analisada em cada segmento. No de automóveis, não há análise de TOC, apenas de desejo. Em ônibus urbanos, há dinheiro de financiamento público para ser pago pelas próximas gerações; e de carga e passageiro é o consumidor final. Mas ainda há diferenças. A L’Oréal que mais investe em logística sustentável e tem uma lógica sustentável não diz para o cliente a verdade: a mulher vai na farmácia e compra um shampoo e não questiona o custo do frete daquele shampoo.

O Mercado Livre tem mais de 1.300 veículos elétricos, todos financiados pelos clientes dele. Isso é como funciona a economia. Vamos perguntar um exemplo que não funcionou, o do Grupo JCA, que testou um ônibus movido a biometano da Scania. Não houve críticas a tecnologia, mas a conta não fechou. Um diretor da JCA confessou isso para mim. A esposa dela tem um Volvo híbrido, mas ele nunca apresentou um planilha de TCO para a esposa. Mas para os chefes dele, ele precisa apresentar planilhas de TCO. Isso explica porque a transição energética funciona melhor em automóveis de passeio e não funciona em veículos comerciais. Pelo menos, até 2025.

A Frota News está acompanhando várias empresas que estão testando veículos com redução de emissões, como caminhões elétricos, a gás ou a hidrogênio. Mas quando a conversa chega no tema do TCO, ninguém é transparente. Pelos 170 artigos publicados, os melhores cases são de caminhões a gás no Brasil.

Já publicamos artigos sobre o fracasso de caminhões elétricos no mundo, incluindo Estados Unidos e Europa. Algumas marcas chinesas de caminhões estão lançando caminhões elétricos no Brasil. A JAC Motors do Brasil é um case de sucesso, mas só ela. Outra marca é a XCMG, da China. Perguntamos para a assessoria de imprensa deles quantas unidades foram vendidos? Responderam que não podem passar esta informação, como ela não fosse pública. Quando uma empresa não é transparente com jornalistas, obviamente, ela não é transparente com ninguém.

Quem paga a conta?

Um exemplo emblemático do porque a transição energética do transporte de carga é difícil: um Volvo FM diesel custa cerca de R$ 1 milhão. O mesmo modelo elétrico parte de R$ 3,5 milhões. A PepsiCo testou, elogiou — e não comprou. A agenda ESG é importante, mas não pode ser inviável. Toda a posta da PepsiCo está sendo nos caminhões a gás da Scania.

A transição energética não é um evento — é um processo

A conclusão é simples, mas exige honestidade intelectual: a transição energética não será decretada por uma COP, tampouco por um discurso ou por um anúncio corporativo. Ela será construída gradualmente, com tecnologia, educação do consumidor, incentivos econômicos, infraestrutura e políticas públicas consistentes.

É um movimento step-by-step, exatamente como ensinam Freud e Lacan: entre o desejo e o real, existe o campo do possível.

E é nesse campo que o setor de transporte brasileiro — com seus desafios e seus avanços concretos — tem muito a ensinar ao mundo.

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O líder de vendas do Brasil x o dos Estados Unidos — e como o PIB explica tudo

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As picapes são as preferidas dos consumidores brasileiros e dos norte-americanos. O que diferencia é o modelo preferido (ou possível) no Hemisfério Sul e no Hemisfério Norte. Agora, vamos conhecer em mais detalhes as diferenças entre essas lideranças de mercado — diferenças que dizem tanto sobre os veículos quanto sobre os países onde eles circulam.

Vale ressaltar que não se trata de um comparativo entre marcas ou grupos — não é Ford contra Stellantis. A questão é bem mais profunda: é sobre o que cada montadora consegue entregar dentro da realidade econômica em que está inserida. E objetivo é mostrar os números dessas economias que refletem nas fichas técnicas dos veículos.

Nos Estados Unidos, um país com PIB estimado em US$ 30,5 trilhões (cerca de R$ 162,5 trilhões), há espaço para produtos maiores, mais potentes e tecnologicamente sofisticados, porque a renda per capita sustenta esse nível de consumo. Já no Brasil, com um PIB de R$ 9,4 trilhões, segundo a Fundação Getúlio Vargas, a lógica é outra: o mercado demanda eficiência, acessibilidade e versatilidade. Assim, as picapes líderes de cada país são, antes de tudo, reflexo fiel da economia que as sustenta.

Quando observamos a lista dos carros mais vendidos de 2025, a impressão é a de que Brasil e Estados Unidos vivem em planetas distintos. Lá, no norte, a Ford F-Series mantém sua hegemonia quase mítica, acumulando perto de 600 mil unidades vendidas até o terceiro trimestre. Aqui, abaixo da linha do Equador, a Fiat Strada reafirma sua popularidade com mais de 115 mil unidades no mesmo período graça às compras de frotas corporativas. As duas são picapes. Ambas são líderes. E, fora isso, nada mais é realmente parecido.

picapes
Podemos explicar o interior dessas picapes de diversas formas, uma delas é pela renda per capita dos clientes. A renda per capita nominal dos Estados Unidos é de aproximadamente R$ 373.424 por ano, um valor cerca de sete vezes maior que a renda per capita nominal do Brasil, que é de aproximadamente R$ 53.564 por ano (ambos os dados de 2024, convertidos a R$ 5,60/USD)

A F-150 — modelo que representa a maior parte das vendas da linha F-Series — é um colosso que nasceu para trabalhar pesado em um país feito de distâncias longas e estradas largas. Seus motores soam como hinos à abundância: o 5.0 V8 Coyote, o 3.5 EcoBoost híbrido, e o radical 5.2 V8 supercharged da Raptor R. São números que beiram o exagero, mas que fazem sentido onde rebocar barcos, trailers, máquinas agrícolas ou casas móveis é quase cotidiano. Em algumas regiões dos Estados Unidos, a F-150 não é apenas um veículo: é um kit de sobrevivência.

A poucos fusos horários de distância — mas em uma cultura automotiva completamente diferente — a Fiat Strada segue fiel ao princípio da praticidade. Com motores de 107 cv no 1.3 Firefly ou 130 cv no 1.0 turbo, ela não tenta impressionar pela potência. Sua missão é outra: ser econômica, resistente e suficientemente versátil para o pequeno empresário, o produtor agrícola, a frota urbana de entregas e a família que precisa conciliar orçamento apertado com funcionalidade. Enquanto a F-150 ostenta mais de 6 toneladas de capacidade de reboque, a Strada celebra seus 720 kg de carga útil, muito adequados à rotina brasileira.

Preços e tecnologias

Essa disparidade também se reflete no preço — talvez o ponto que melhor sintetize a diferença entre os hemisférios. Nos Estados Unidos, uma F-150 de entrada custa cerca de US$ 38 mil, perfeitamente compatível com a renda e o estilo de vida médio da classe trabalhadora. No Brasil, a Strada já parte de R$ 104 mil, número que exige esforço financeiro considerável de muitos compradores. E quando a própria F-150 desembarca no mercado brasileiro, ela assume de vez o papel de artigo de luxo: R$ 560 mil ou mais, dependendo da configuração.

Tecnologicamente, a comparação segue o mesmo roteiro. A F-150 oferece telas de 12 polegadas, câmeras 360 graus, piloto automático adaptativo, modos eletrônicos de reboque e até tomadas externas capazes de alimentar ferramentas — um recurso que transforma a picape em uma minioficina. Já a Strada se mantém na filosofia do essencial bem feito: central multimídia compacta, assistentes de segurança suficientes para o trânsito brasileiro e um conjunto construtivo pensado para durar mais do que impressionar.

No fim das contas, colocar as duas no mesmo campo de disputa seria como comparar uma locomotiva com uma bicicleta elétrica. Ambas movem pessoas e cargas, mas respondem a demandas completamente diferentes. A F-Series traduz o exagero funcional e cultural dos Estados Unidos, um país que pensa grande porque vive grande. A Strada traduz a habilidade brasileira de extrair o máximo de um pacote compacto, econômico e adaptado à realidade desafiadora das nossas ruas.

Cada uma lidera porque cada uma entrega exatamente o que seu país precisa ou pode — e talvez seja justamente por isso que ambas são campeãs absolutas.

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Campanha “Volare Me Leva” garante mais de 25% das vendas da Volare

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A Volare, marca da Marcopolo especializada em micro-ônibus, segue ampliando sua vantagem competitiva no mercado brasileiro. Somente entre janeiro e outubro de 2025, a fabricante produziu 2.718 unidades, segundo dados da Fabus (associação desta indústria), reafirmando sua posição como a maior produtora nacional desse tipo de veículo.

Parte desse desempenho é atribuída à campanha promocional “Volare Me Leva”, iniciativa que vem se firmando como um pilar estratégico para a marca ao aproximar clientes, fortalecer a rede de concessionários e impulsionar vendas em todas as regiões do país.

Realizada entre janeiro e agosto deste ano, a 4ª edição da campanha reuniu 84 empresas brasileiras e apresentou números contundentes: mais de 700 veículos comercializados ao longo do período e 117 unidades vendidas em um único evento.

Segundo Sidnei Vargas, gerente executivo da Volare, o segredo do sucesso está na proximidade.

Um dos principais diferenciais da Volare é estar sempre próxima dos clientes e dos nossos concessionários, estreitando e fortalecendo o relacionamento. Assim conseguimos entender as dores, desejos e necessidades de quem faz parte do universo da marca. É por isso que, a cada ano, a campanha ‘Volare Me Leva’ supera as nossas expectativas e contribui para consolidar nossa liderança no setor”, afirma o executivo.

Como reconhecimento pelo desempenho ao longo da campanha, os participantes mais bem colocados foram premiados com uma experiência exclusiva: uma viagem ao resort em Porto de Galinhas (PE), realizada entre 6 e 9 de novembro. O encontro reuniu mais de 230 convidados, proporcionando momentos de integração, networking e celebração pelos resultados obtidos.

A “Volare Me Leva” já se consolidou como uma das principais estratégias da marca para fortalecer laços com parceiros comerciais, estimular o crescimento das vendas e promover experiências diferenciadas. Ao unir aproximação, inovação e relacionamento, a Volare reforça seu propósito de desenvolver soluções alinhadas às necessidades reais do mercado e manter sua trajetória de liderança no setor de micro-ônibus.

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Amazon aumenta entregas com veículos elétricos no Brasil, Europa e nos Estados Unidos

A Amazon Brasil, em parceria com a brasileira To Do Green fez a expansão para 29 estações de entrega equipadas com tecnologia proprietária da Amazon, agora atendendo mais de 180 cidades em São Paulo e Minas Gerais.

A iniciativa faz parte de um movimento global do grupo, logicamente, com os maiores números em seu país de origem. Nos Estados Unidos, a Amazon já opera uma frota de 31 mil vans elétricas. Na Europa, a empresa já conta com mais de 5 mil unidades dos modelos eSprinter e eVito.

Amazon
Furgões BYD eT3 elétricos que tiveram a importação descontinuada pela BYD Brasil

No Brasil, a solução para problemas infraestruturas são prioritários antes de pensar em volumes tão alto da frota eletrificada. Nesse segmento de e-commerce, a maior frota de veículos elétricos atualmente trabalha para o Mercado Livre, com cerca de 1.300 furgões.

A estratégia de eletrificação no Brasil segue os padrões já adotados nos Estados Unidos, onde a Amazon opera a maior frota corporativa de vans elétricas do país. Para suportar esse volume, a companhia instalou mais de 32 mil carregadores em mais de 180 centros de distribuição, criando a maior infraestrutura privada de recarga para entregas do mundo.

Teste com outros tipos de veículos

Além disso, encomendou 100 mil vans elétricas personalizadas da Rivian, que já circulam em várias regiões americanas. A empresa também testa mais de 15 modelos diferentes de modais elétricos, incluindo bicicletas de carga, triciclos elétricos e veículos compactos — soluções que devem inspirar futuros movimentos no Brasil, especialmente em centros urbanos densos.

Amazon
Modelos de furgões Rivian utilizados pela Amazon nos Estados Unidos

O compromisso se estende à Europa, onde a Amazon anunciou um investimento superior a 1 bilhão de euros em cinco anos para eletrificar a rede de transporte e acelerar a instalação de infraestrutura pública de recarga.

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Lecar adia produção para 2027, reforça ambição industrial e planos de vendas planejados

Diante das especulações que circulam nas redes sociais, o fundador e CEO da Lecar, Flávio Figueiredo de Assis, aproveitou a presença de dezenas de jornalistas nas coletivas do Salão do Automóvel de São Paulo para atualizar as informações sobre a implantação da primeira fábrica brasileira de veículos híbridos flex, prevista para Sooretama (ES).

Ele reconheceu que é natural existir ceticismo diante do projeto, afirmando que muitos duvidam que um empreendedor brasileiro possa criar uma montadora 100% nacional — especialmente após várias tentativas frustradas no passado, em um setor dominado por gigantes globais.

Durante o evento, Assis confirmou que o cronograma industrial sofreu ajustes. A produção dos primeiros modelos, o SUV 459 e a picape Campo, antes prevista para agosto de 2026, foi adiada para o segundo semestre de 2027.

A mudança é consequência direta do calendário de obras da fábrica, cuja construção está programada para começar apenas no primeiro trimestre de 2026.

“É uma montadora em fase de desenvolvimento e temos longa jornada pela frente para criar ambiente e tornar o carro viável”, afirmou o executivo.

Fábrica ainda no papel, mas com apoio político e estratégico

O projeto industrial apresentado pela empresa no Salão — atualmente em forma de maquete virtual — destaca os fatores que levaram à escolha de Sooretama (ES), entre eles: 38 km da WEG, fornecedora dos componentes elétricos e onde são produzidos mais de 50 mil motores por ano; incentivos fiscais da SUDENE; acesso facilitado a portos e pontos estratégicos de exportação.

O prefeito da cidade, Fernando Camiletti, esteve presente na apresentação e reiterou o apoio do município ao empreendimento. A cidade de Sooretama foi fundada em 1994 — antes era um distrito de Linhas — e conta com uma população de quase 29 mil habitantes. Segundo o prefeito, 50% do município é considerado reserva da Mata Atlântica, e os 90% restantes são propriedades rurais. A economia principal vem da atividade cafeeira e outras da agricultura e pecuária, além da agroindústria.

A Lecar projeta uma capacidade anual de 120 mil veículos e a criação de 1.300 empregos diretos e indiretos, caso o plano se concretize. Esses números significam uma capacidade projetada. No entanto, a produção inicial pode começar em poucas mil unidades e depois pode crescer conforme o projeto vai ficando mais maduro, processo conhecido com o jargão “ramp-up de produção”.

Protótipos estáticos chamam atenção no estande

No Salão, a marca exibiu os modelos 459 e Campo em forma de protótipos não funcionais — mockups construídos em isopor e compensado. Havia expectativas de ter, pelo menos, uma unidade do 459 real, mas também adiada.

O chassi que representa o sistema de propulsão também foi exibido separadamente, reforçando que a empresa ainda está na fase inicial de engenharia e validação.

Tecnologia híbrida flex promete autonomia de 1.000 km

Um dos pilares da estratégia da Lecar é o sistema híbrido-flex com extensor de autonomia (range extender), já utilizado em outros modelos, como o recém-lançado Leapmotor C10, a nova marca chinesa do grupo Stellantis, também apresentado no Salão.

Nesse conjunto, o motor a combustão funciona apenas para gerar eletricidade, sem tracionar diretamente as rodas.

Principais características anunciadas:

  • Motor 1.0 turbo flex HR10DDT — da Horse, joint venture Renault–Geely (o mesmo do Renault Kardian). Este motor também já é utilizado pela Marcopolo em seus modelos de ônibus híbridos, como o Volare Attack 9 Híbrido apresentado na Lat.Bus 2024, e em outro protótipo maior mostrado na COP30. Este motor funciona somente como gerador de energia para alimentar as baterias.
  • Motor elétrico e inversor fornecidos pela WEG.
  • Potência: 165 cv
  • Torque: 26,3 kgfm
  • Autonomia estimada: até 1.000 km com etanol, sem necessidade de recarga externa.

Vendas antecipadas e expansão comercial

Lecar
Rodrigo Rumi, VP de Marketing e Inovação da Lecar

Mesmo sem um veículo funcional, a Lecar mantém sua estratégia agressiva de comercialização. A empresa oferece os modelos em um sistema de compra programada, com parcelas a partir de R$ 2.212,50 e prazos de 48, 60 ou 72 meses sem juros, explicou Rodrigo Rumi, vice-presidente de Marketing e Inovação da Lecar. A picape Campo foi anunciada em pré-venda por R$ 159.300.

No plano de expansão, a empresa mira uma rede de 150 pontos de venda até o fim de 2026, com forte integração de lojistas de seminovos. Segundo a marca, cinco grupos já estariam aptos a operar a partir de dezembro de 2025.

Tático: o “Troller melhorado”

A surpresa da Lecar no Salão foi o conceito Tático, um SUV com apelo off-road que a empresa posiciona como uma alternativa mais refinada ao extinto Troller. A proposta é combinar robustez, tração 4×4 e o sistema híbrido flex. O projeto foi apresentado apenas com por meio de fotos criadas por computação gráfica.

Entre dúvidas e expectativas, um caminho ainda em construção

A Lecar segue desafiando o ceticismo natural que acompanha qualquer novo projeto automotivo nacional. Embora ainda esteja na fase de maquetes virtuais e protótipos estáticos, a empresa demonstra ambição, articulação estratégica e capacidade de atrair parceiros relevantes para sua proposta de veículos híbridos flex.

Os próximos anos serão decisivos para que a marca transforme planos em produto, mas o interesse gerado no Salão do Automóvel e a transparência sobre os desafios indicam que a Lecar está disposta a trilhar um caminho constante. Caso consiga cumprir o cronograma industrial e validar sua tecnologia, poderá abrir uma nova página para a indústria automotiva brasileira — algo que só o tempo, e a evolução do projeto, serão capazes de confirmar.

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Salão do Automóvel x Fenatran: os principais números das duas feiras sobre mobilidade com propostas distintas

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Durante as coletivas de imprensa do Salão do Automóvel 2025, uma pergunta voltou a a ser feita a mim por colegas de profissão especializados em automóveis: “E a Fenatran? Como comparar as duas feiras?” A dúvida é compreensível — ambos os eventos são promovidos pela RX em parceria com a Anfavea e têm os fabricantes de veículos como protagonistas. Mas, depois desse ponto, as similaridades praticamente terminam.

Antes de tudo, é importante frisar: colocar Salão do Automóvel e Fenatran em comparação competitiva para saber qual é melhor não faz sentido, mas as pessoas fazem… Este comparativo serve apenas para entender o papel de cada evento — ou, no máximo, por curiosidade. Afinal, são feiras criadas para públicos, objetivos e dinâmicas completamente diferentes.

O Salão do Automóvel é um evento B2C, voltado ao consumidor final, com forte apelo de imagem, tendência e entretenimento. Já a Fenatran é B2B, focada em negócios de alto volume e decisões estratégicas que impactam toda a cadeia logística do país.

A seguir, os principais pontos que diferenciam as duas feiras:

Salão do Automóvel x Fenatran — principais diferenças

Ponto Salão do Automóvel Fenatran
Objetivo Imagem e entretenimento Imagem e geração de negócios
Ingressos (valores da edição 2025) Venda de R$ 63 a R$ 81 Gratuito por credenciamento, com foco em geração de leads
Modelo (B2C x B2B) Venda de ingressos, estacionamento e alimentação Venda de caminhões, implementos, insumos e serviços para transporte e logística
Faturamento estimado das últimas edições – sem contar venda de espaço e patrocínios R$ 45 milhões (principalmente com ingressos), já que não há venda de veículos durante o evento R$ 15 bilhões (em vendas de caminhões, implementos e serviços)
Público nas últimas edições 745 mil visitantes 74 mil compradores
Idade mínima Sem restrição 14 anos
Número de expositores Menos de 60 Mais de 600
Área ocupada Mais de 64 mil m² Menos de 100 mil m²

Eventos com vocações distintas

O comparativo reforça apenas a singularidade de cada feira. O Salão do Automóvel é, historicamente, uma vitrine de carros — um espaço onde o público vive experiências, descobre tendências e se aproxima emocionalmente das marcas.

Salão do Automóvel
Fotos das edições anteriores da Fenatran e Salão do Automóvel

A Fenatran, por sua vez, é a principal feira de negócios do transporte rodoviário de cargas na América Latina. É onde empresas fecham contratos, renovam frotas, encontram soluções em implementos rodoviários, conectividade, pneus, peças, serviços, e discutem os rumos da logística brasileira. Atende desde o agronegócio e a agroindústria até o e-commerce e a logística urbana.

Em comum, Salão e Fenatran só têm o fato de reunir os grandes fabricantes. Todo o restante — objetivos, público, dinâmica e impacto econômico — revela universos completamente diferentes.

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Toyota lança Yaris com versões híbridas flex

A Toyota deu um passo estratégico no mercado brasileiro ao revelar o Yaris Cross, primeiro e único SUV compacto híbrido flex full do País. Produzido em Sorocaba (SP) e já disponível em pré-venda, o modelo chega às lojas em fevereiro de 2026 com quatro versões — XRE, XRE Hybrid, XRX e XRX Hybrid.

Além da inédita motorização híbrida flex, o Yaris Cross estreia com argumentos fortes para atrair tanto clientes da marca quanto consumidores que migraram para outras opções: menor custo de revisão da categoria, pacote robusto de serviços conectados, garantia de até 10 anos e o melhor consumo de combustível entre os SUVs compactos do País, com média de até 17,9 km/l na cidade, segundo o INMETRO.

O Yaris Cross se junta ao Corolla Cross, SW4 e RAV4 — modelos consolidados em seus segmentos — com a missão de reocupar esse terreno, oferecendo uma opção mais alinhada às demandas do mercado atual, marcado por eletrificação e conectividade.

Híbrido flex full

O grande diferencial do Yaris Cross é o conjunto híbrido flex das versões XRE Hybrid e XRX Hybrid, composto por um motor 1.5L e dois motores elétricos (gerador e propulsor), com potência combinada de até 111 cv com etanol. O sistema prioriza o uso elétrico em baixa velocidade, proporcionando condução silenciosa e economia expressiva.

De acordo com a Toyota, o conjunto pode reduzir em até 30% o consumo em relação às versões convencionais e emitir até 77% menos CO₂ quando abastecido com etanol.

Já nas versões somente a combustão — XRE e XRX — o SUV utiliza um motor 1.5L flex de 122 cv, com transmissão CVT Multidrive e paddle-shifts, oferecendo uma proposta mais tradicional ao segmento.

Estética urbana

Toyota
Entregas das pré-vendas previstas para fevereiro de 2026

Com 4,31 metros de comprimento e entre-eixos de 2,62 metros, o Yaris Cross conta com interior que mescla funcionalidade e acabamento mais refinado, com materiais soft touch e costuras aparentes. O teto panorâmico, exclusivo das versões XRX, reforça a sensação de amplitude.

No visual externo, a Toyota adotou o conceito Solid Dynamic, combinando linhas robustas e fluidez para transmitir versatilidade: um SUV projetado para o cotidiano urbano, mas com apelo aventureiro.

Mesmo nas versões de entrada, o Yaris Cross chega bem equipado, com seis airbags, controle de estabilidade e tração, assistente de rampa, freio de estacionamento eletrônico com função Hold e ISOFIX. A partir da versão XRE, o pacote inclui: faróis de LED, rodas diamantadas de 17’’, central multimídia Toyota Play 2.0 com tela de 10’’ e espelhamento sem fio, ar digital automático e carregador por indução, painel digital TFT de 7’. ’

Nas versões XRX e XRX Hybrid, o SUV incorpora recursos de segmentos superiores, como: rodas diamantadas de 18’’, monitor de ponto cego, câmera 360°, abertura elétrica do porta-malas com sensor de movimento, iluminação ambiente e teto solar panorâmico

Todas as versões incluem o pacote de segurança ativa Toyota Safety Sense (TSS), com controle de cruzeiro adaptativo, alerta e assistência de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência e farol alto automático.

Serviços conectados e garantia estendida de até 10 anos

O modelo pode ser equipado com o programa Toyota Serviços Conectados, gratuito por um ano nas versões topo de linha. O pacote permite monitoramento de viagens, status do veículo, alertas remotos, rastreamento em caso de roubo e até Wi-Fi para dez dispositivos.

Outro diferencial importante é o programa Toyota 10, que estende a garantia do veículo para até 10 anos, desde que revisões regulares sejam realizadas na rede autorizada. A cobertura contempla motor, transmissão, componentes eletrônicos e partes estruturais. O sistema híbrido tem garantia de fábrica de 8 anos ou 200 mil km.

Para locação e frotas

O Yaris Cross também integrará a plataforma de mobilidade KINTO, com opções de assinatura, locação e gestão de frotas, ampliando o alcance do SUV e reforçando o foco da Toyota em modelos de uso flexível — tendência em crescimento no País.

Preços de pré-venda

  • XRE: R$ 161.390
  • XRE Hybrid: R$ 172.390
  • XRX: R$ 178.990
  • XRX Hybrid: R$ 189.990
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Como é a visibilidade logística na visão da Bravo Serviços Logísticos

Com a pressão crescente por entregas rápidas, todas as etapas da logística precisam de mais visibilidade — o monitoramento em tempo real de estoques, veículos e cargas. E isso está deixando de ser apenas um diferencial tecnológico para se tornar o novo eixo central do controle operacional. Mais do que saber onde está cada caminhão, o conceito envolve prever riscos, reduzir custos, tomar decisões mais rápidas e elevar a segurança em toda a cadeia.

A percepção dessa virada é compartilhada por um dos principais players do mercado. Segundo Tatiana Kimura Braghini, diretora de Serviços 4PL da Bravo Serviços Logísticos, a visibilidade ampla e contínua define a eficiência da operação. “Não basta apenas realizar a entrega; é preciso fazê-la com previsibilidade, segurança, rastreabilidade e agilidade. É esse controle em tempo real que sustenta a operação logística”, afirma.

Essa evolução posiciona os dados como protagonistas. O acesso imediato às informações permite antecipar gargalos, otimizar rotas, reagir a desvios e elevar a produtividade das frotas. Em um país com desafios de infraestrutura e segurança como o Brasil, a visibilidade logística também se tornou uma ferramenta de mitigação de riscos, permitindo respostas rápidas a sinistros, furtos ou mudanças inesperadas no trajeto. Para o cliente, o ganho é direto: entregas mais precisas, comunicação clara e uma operação mais confiável.

Bravo 4PL: capilaridade nacional

Na Bravo Serviços Logísticos, segundo ela, essa nova lógica operacional se materializa em uma estrutura voltada à logística outbound, que engloba desde o recebimento de produtos na indústria — especialmente insumos agrícolas — até a distribuição capilar em todos os estados brasileiros. O atendimento alcança distribuidores, revendas e produtores rurais.

Bravo
Tatiana Kimura Braghini, diretora de Serviços PL4

Para garantir previsibilidade e agilidade nesse processo, a Bravo utiliza tecnologia moderna e inteligência artificial integradas ao seu modelo de gestão. “Aqui, a visibilidade logística é potencializada pela nossa Torre de Controle, que conta com sistemas tecnológicos para rastrear estoques e entregas, permitir o acompanhamento contínuo de veículos e cargas, prever demandas, otimizar rotas e antecipar riscos”, explica Tatiana.

Essa centralização de informações permite que a empresa opere com precisão milimétrica, mesmo lidando com grandes volumes e rotas complexas. As tecnologias conectadas à Torre asseguram uma gestão orientada por indicadores, com controle operacional constante e capacidade de resposta imediata.

Modelo 4PL: gestão completa, estratégica e centralizada

A estrutura tecnológica se integra ao modelo 4PL (Fourth Party Logistics), no qual a Bravo atua como parceira única da indústria, gerenciando de ponta a ponta toda a cadeia logística. A empresa assume as negociações com transportadores e é totalmente responsável pela performance de entrega, algo que simplifica a gestão para o cliente e gera ganhos significativos em eficiência.

Segundo a diretora, esse formato oferece transparência e agilidade. A companhia concilia sistemas avançados de rastreabilidade com processos de governança, gestão de desempenho baseada em KPIs, coordenação entre operadores logísticos e controle rigoroso de compliance.

A sinergia entre tecnologia e processos permite à Bravo entregar soluções personalizadas, com alto nível de eficiência, controle e escalabilidade, consolidando sua posição como referência em logística 4PL no Brasil”, reforça Tatiana.

Sobre a Bravo Serviços Logísticos

Fundada em 1997, a Bravo Serviços Logísticos especializou-se no atendimento ao mercado agrícola e em serviços de armazenagem e distribuição de insumos. Com sede em Uberaba (MG), a empresa opera em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão e Rondônia.

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International Truck of the Year 2026: DAF XD e XF são os eleitos

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Os novos DAF XD e XF Electric foram eleitos International Truck of the Year 2026 por um júri especializado formado por 24 jornalistas de 24 países. Esta é a terceira vez que a DAF conquista o prêmio com sua linha New Generation, após o sucesso dos modelos XF, XG e XG+ em 2022 e do XD em 2023, trazendo novamente o troféu para Eindhoven.

A premiação foi entregue a Harald Seidel, presidente da DAF Trucks, durante o Jantar de Gala Internacional realizado na feira Solutrans, em Lyon, na França, com a presença de mais de 1.300 convidados.

Com 92 pontos, a nova geração de caminhões elétricos pesados da marca holandesa superou seus concorrentes. O MAN D30 PowerLion, movido a diesel, foi um rival expressivo, enquanto o totalmente elétrico SANY e435 marcou a primeira vez que um caminhão chinês chegou à lista de finalistas do prêmio mais prestigiado da Europa.

Critérios da premiação

De acordo com as regras do International Truck of the Year (IToY), o prêmio é concedido anualmente ao veículo lançado nos últimos 12 meses que tenha contribuído de forma mais significativa para a eficiência do transporte rodoviário. A avaliação considera diversos critérios, como inovação tecnológica, conforto, segurança, dirigibilidade, eficiência energética, desempenho ambiental e custo total de operação (TCO).

Este é o terceiro ano consecutivo em que um caminhão elétrico conquista o prêmio. Dos cinco finalistas de 2026, três eram modelos a bateria, reforçando que a transição energética segue na vanguarda do setor de transporte pesado, mesmo com os avanços contínuos do motor a combustão.

International Truck of the Year
Executivos da DAF comemoram a premiação

Durante os extensos testes de condução, os jurados destacaram as transmissões dos modelos XD e XF Electric, elogiando a suavidade quase imperceptível das trocas de marcha. A autonomia também se beneficiou do ganho aerodinâmico de 9% obtido na nova geração de produtos da DAF. O conceito modular — com ampla variedade de configurações de bateria e eixos — também recebeu elogios por oferecer flexibilidade excepcional aos operadores.

Florian Engel, presidente do júri do International Truck of the Year, resumiu a escolha:
Com os novos XD e XF Electric, a DAF Trucks demonstra que a combinação de um motor elétrico central com um eixo traseiro tradicional pode ser tão eficiente quanto uma transmissão com eixo elétrico (e-axle). Além disso, essa configuração proporciona uma distribuição de peso ideal, permitindo que praticamente todas as aplicações sejam atendidas por uma única plataforma técnica.”

Nomeados para 2026 (ordem alfabética):

  • DAF XD / XF
  • MAN D30 PowerLion
  • MAN eTGS
  • SANY e435
  • Scania Super 11

Sobre o International Truck of the Year

O prêmio International Truck of the Year (IToY) foi criado em 1977 pelo jornalista britânico Pat Kennett, então editor da revista Truck. Atualmente, os 24 jurados representam as mais importantes revistas especializadas em veículos comerciais da Europa. Nos últimos anos, o grupo expandiu sua atuação com a entrada de membros associados de mercados emergentes como China, Índia, África do Sul, Austrália, Brasil, Japão, Irã, Nova Zelândia, Israel e Malásia. Ao todo, os veículos de comunicação dos jurados e associados alcançam mais de 1 milhão de leitores.

Sobre a DEKRA

O grupo IToY agradece à Dekra por coordenar de forma independente a apuração dos votos e validar o resultado final do prêmio. A história da Dekra está ligada à evolução do automóvel: fundada em 1925, em Berlim, como Deutsche Kraftfahrzeug-Überwachungs-Verein e.V., a organização foi criada para promover a segurança no trânsito diante do rápido crescimento da mobilidade. Atualmente, a Dekra possui oito divisões de serviços, oferecendo um amplo portfólio voltado à segurança no trânsito, no trabalho e em casa, atuando em 60 países nos cinco continentes. A empresa emprega cerca de 44 mil pessoas e registra faturamento anual de aproximadamente 3,4 bilhões de euros.

Truck of the Year Latin America (TOYLA)

O ITOY conta com membros associados de países fora da Comunidade Europeia, já conta com versões locais na Rússia (Europa Oriental), China (Ásia), Austrália, entre outros países, e na América Latina, coordenada pelo jornalista Marcos Villela, representante do Brasil na entidade como membro associado. E já começamos a organizar a 3ª Edição do Truck of the Year Latin America 2025 (TOYLA), com júri composto por cerca de 30 jornalistas técnicos da América Latina, representando Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Paraguai e México. Em breve, mais informações.

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