segunda-feira, abril 6, 2026

Com tecnologia mais avançada, novo Volvo A60 chega para disputar investimentos na construção pesada

A Volvo Construction Equipment iniciou a comercialização no Brasil do caminhão articulado A60 atualizado. Os focos são os mercados de construção pesada e mineração. Inventora do conceito de articulados nos anos 1960, a marca já havia atualizado os modelos A45 e A50, e agora completa a renovação de sua principal linha amarela no país, informa Luiz Marcelo Daniel. O segmento disputa investimentos estimados pela Sobratema em R$ 13,9 bilhões para aquisição de máquinas em 2024, com expectativa de alcançar R$ 19,7 bilhões até 2030. Somente neste ano, foram entregues 36,6 mil equipamentos da linha amarela ao mercado.

Volvo
Luiz Marcelo Daniel, presidente da Volvo CE na América Latina

O A60 chega com promessa de ganho de eficiência de 15% no consumo de combustível e 5% em produtividade frente à geração anterior. Com caçamba de 33,6 m³, ele apresenta capacidade de transporte de 55 toneladas líquidas. O motor é o Volvo D16J, de 630 hp e 2.960 Nm de torque.

A tecnologia é um dos pilares da nova geração. Sistemas como o Terrain Memory analisam o comportamento do solo para otimizar tração, enquanto o OptiShift melhora as trocas direcionais entre marcha à frente e ré.

Volvo
Guilherme Ferreira, head de gestão de produtos e produtividade da Volvo CE

O gerenciamento da operação também ganha reforços com o Haul Assist. “O sistema traz informações em tempo real de pesagem da carga a bordo, com alertas de sobrecarga ou volumes baixos”, destaca Guilherme Ferreira, head de gestão de produtos e produtividade da Volvo CE.

A segurança também ganhou aperfeiçoamentos, como sensor de inclinação lateral, câmeras opcionais e cabina com maior visibilidade. Informações da máquina são distribuídas entre duas telas, incluindo o Volvo Co-Pilot.

Saiba mais:

Mercado de equipamentos inteligentes para construção deve atingir US$ 81,5 bilhões até 2035

O mercado global de equipamentos inteligentes para construção está em forte expansão, acompanhando o crescimento de obras de infraestrutura no mundo. Estudo da Future Market Insights projeta que o setor avance de US$ 24,4 bilhões em 2025 para US$ 81,5 bilhões em 2035, com CAGR de 12,8%.

A IoT lidera essa transformação, com previsão de representar 34% das tecnologias embarcadas ainda em 2025. Outro levantamento, da Counterpoint Research, aponta que 75% das máquinas de construção no mundo terão conectividade até 2030 — tendência já observada em 2022, quando uma em cada três unidades vendidas globalmente contava com recursos conectados.

Volvo
Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil

No Brasil, a adesão ocorre em ritmo mais lento, devido ao envelhecimento do maquinário utilizado no setor, como revela a CNI: apenas 2% das empresas possuem máquinas com até 2,5 anos de uso. Mesmo assim, o avanço em digitalização é perceptível — segundo o IBGE, 89,1% das indústrias com mais de 100 funcionários já utilizam tecnologias digitais avançadas. Segundo Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil, essa modernização é possível com tecnologias que permitem monitoramento, personalização de uso, rastreamento e bloqueio remoto, além de gerar dados para análises inteligentes, alinhando o país às tendências globais de produtividade e segurança nos canteiros de obras.

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Monfredini amplia mix com Mercedes e reforça tendência de frotas multimarcas e coloridas

A Monfredini Transportes, frotista com mais de 30 anos de atuação e forte presença no e-commerce, reforça sua estratégia multimarca ao adquirir 50 cavalos mecânicos Mercedes-Benz Actros Evolution 2045 LS. Do total, 40 unidades chegam com cabinas em cores diferentes — uma decisão que vai além da estética e revela uma tendência que já existiu e está retornando. Esse movimento se insere em movimento crescente: grandes frotistas estão ampliando o mix de marcas e apostando em frotas mais coloridas, apoiadas em fundamentos técnicos, operacionais e até científicos ligados à percepção visual.

A empresa sempre operou com frota majoritariamente formada com Scania e Volvo, além de Volkswagen. Agora, amplia essa diversidade. A opção por uma frota colorida, segundo comunicado da Mercedes-Benz, atende ao desejo do cliente por design moderno. Há quem tenha preferência pelo design de cada marca. Design visual é subjetivo; já o design funcional pode ser avaliado objetivamente — o que não se aplica a este contexto.

Mas há ciência por trás disso: cores comunicam, reforçam percepção de marca, facilitam identificação e impactam até segurança operacional. Nesse ponto, a Monfredini segue uma tendência já observada em transportadoras como Transpanorama e Buzin Transportes, entre muitas outras. Será o início do fim das frotas monocromáticas?

Arthur Monfredini, presidente da empresa, lembra que 90% dos clientes estão no e-commerce, setor que exige disponibilidade, padrão elevado de manutenção, regularidade e confiabilidade da frota. Não é somente o setor de e-commerce que exige tudo isso.

Ainda sobre cores, mesmo que o Mercado Livre tenha preferência pelo amarelo, a Amazon pelo cinza, a Shopper pelo verde e a Shopee, pelo vermelho, como a cor define a escolha de um prestador de serviço de transporte?

Frota colorida ou monocromática não determina, por si só, a eficiência de gestão — que depende de fatores estruturais, muitas vezes além do controle direto da transportadora.

Há vantagens e desvantagens nessas escolhas. As cidades e as estradas ficam mais bonitas e alegres com as cores. Mas há empresas de logísticas bastante eficientes com mega frotas monocromáticas, como a DHL (amarelo), Fedex (branco, laranja e roxo), UPS (marrom), TNT (laranja) e, no Brasil, a Braspress com uma azul único, entre outras.

Quem precisa que a carga chegue na hora certa, não está preocupado com a cor do veículo que vai fazer a entrega. Mas vivemos em sociedade, dividimos espaços em comum, como estradas e ruas. Historicamente, a cor faz diferença, principalmente em dias nublados ou em regiões áridas. Será que investir em uma frota colorida pode ser incluído em uma iniciativa do S (social) da sigla do ESG ou ASG (meio ambiente, social e governança)? É possível argumentar que sim, dado que cores influenciam humor e bem-estar.

Na logística urbana (BC2) há uma escala de prioridade: cumprir o assumido com o cliente; (se o veículo não poluir, melhor); se o veículo for bonito (melhor ainda); se o entregador estiver feliz (melhor ao quadrado), não, necessariamente, nesta ordem.

No e-commerce não há uma escala de preço de frete por causa dos critérios citados no parágrafo anterior. Alguém já viu a seguinte tabela: Entrega no horário R$ 10 com veículo a diesel e Euro 3; entrega no horário com veículo sujo e vermelho e Euro 5 (R$ 9); entrega com um dia de atraso, furgão com 20 anos de uso, branco desbotado, Euro 3 e motorista infeliz (R$ 2); ou entrega com furgão elétrico lançado em 2025, último modelo, motorista exemplar, bem remunerado e satisfeito (R$ 30).

Todos queremos a entrega perfeita pelo custo mínimo — uma equação historicamente impossível de fechar. O mundo sempre foi assim. As áreas de “compliance” estão muito perdidas, pois o mundo perfeito não se constrói em poucos anos. O que não falta no Brasil é exemplos de falhas em compliance. Não por culpa dos profissionais da área, é pela complexidade das relações humanas.

Comecei a refletir sobre assunto a partir de uma entrevista com o Roger Alm, na época, presidente da Volvo do Brasil, e atualmente, presidente mundial da Volvo Trucks. Na época, ele fez um simples comentário que me gerou importante reflexão: “A Volvo busca ser correta em todos os países em que atua, mas no Brasil, as regras mudam diariamente após ler o “Diário Oficial da União”. O que isso tem a ver com este release da Mercedes-Benz e a Monfredini pela lógica do “compliance”?

A boa notícia é que, lentamente, o mundo está mudando. E temos muito aprendizado e não temos respostas para tudo. Por isso, que a Frota News faz um jornalismo baseado na Escola de Jornalismo de Soluções para pesquisar soluções, comparar experiência, questionar releases que se apresentam como informativos, mas muitas vezes funcionam como extensão do marketing institucional. Recebemos dezenas de releases por dia, não publicamos sem fazer uma análise, checar informação e fazer mais apurações.

No entanto, vivemos em um momento, que espero ser passageiro, que há muitas pessoas repassando informações sem fazer um trabalho jornalístico. E há muitas grandes empresas, multinacionais, que preferem e patrocinam digitais influencers e veículos que não tem nenhum compromisso com a checagem e melhoria da informação. Por isso, que a Frota News checa, e mesmo que o release venham de uma multinacional, se tiver falha será questionada.

Só que diferentemente de alguns anos atrás, o jornalista fazia pergunta e recebia reposta com informação. Nos últimos, cada vez menos, temos respostas, apenas releases e, se respostas impossíveis por causa do “compliance”. Compliance está virando falta de transparência com a imprensa, consequentemente, com a sociedade. As empresas, não todas, estão preferindo “digital influencer”, pois não fazem investigações e perguntas difícieis.

O release com ato falho

Monfredini
O site da Monfredini, em renovação, mostra uma tendência para uma frota multicolorida desde a última compra de caminhões Scania

“Precisamos de um equipamento bom, novo, que não quebre e que tenha um pós-venda eficiente”, afirma. Lógico que esta afirmação está no release da Mercedes-Benz, pois, do contrário, seria o mesmo que afirmar que os fornecedores de caminhões concorrentes da Mercedes-Benz não estavam entregando equipamentos bons, novos, que não quebrem e que não têm um pós-venda eficiente”. Comunicado de empresa é sempre assim. Cabe ao jornalista acreditar ou não, ou fazer isso, provocar reflexão.

O comunicado da Mercedes-Benz passa a ideia que a marca é superior e, não ia dizer que todos os equipamentos comprados pelo Arthur Monfredini são bons, quanto um Mercedes-Benz. Neste caso, o problema é de comunicação, e não de equipamento.

A entrada da Mercedes-Benz, diz ele (segundo a Mercedes-Benz foi o Artur quem disse), DEVE inaugurar um relacionamento de longo prazo — ainda que, como ocorre com os grandes frotistas, a estratégia multimarca siga sendo a regra. Agora, a análise chega em uma etapa mais complexa, que nós jornalistas, sabemos por apuração pelos bastidores.

A lógica técnica da decisão

Embora atributos como tecnologia, qualidade, TCO e robustez sejam fundamentais, eles já estão consolidados em todas as marcas premium. Todas as marcas têm o mesmo discurso, e promete as mesmas entregas. Na vida real, há outros fatores para decisão (geralmente em salas com portas fechadas). Por isso, no momento crítico da compra, três fatores costumam prevalecer para grandes frotistas:

  1. Taxa de juros oferecida na operação de financiamento.
  2. Preço final após semanas de negociação.
  3. Prazo de entrega — especialmente em ciclos de produção comprometida.

Esses elementos, mais do que o modelo em si, definem a escolha. Em cenários de alta demanda, fabricantes com produção tomada não precisam conceder descontos. Já quem tem maior disponibilidade e maior capacidade de produção tende a abrir margem comercial. A taxa de juros é o fator mais dinâmico: varia conforme a capacidade financeira do banco, risco de crédito, condições de mercado e estratégias internas, fatores que vão muito além da Selic e spread bancário.

O papel (não decisivo) das cores

Variedade na paleta de cores não pesa na compra, embora contribua para identidade visual e branding. Todas as fabricantes oferecem múltiplas opções: a Mercedes-Benz apresenta sua maior variedade na Alemanha (inclusive para chassis somente na matriz), a Volvo atende globalmente sob encomenda (segundo ela) e a Volkswagen possui o catálogo mais mais concreto e amplo no Brasil. Já fizemos uma apuração sobre isso.

Análise

A decisão da Monfredini reflete a maturidade do setor: frotistas cada vez mais técnicos, combinando eficiência operacional, análise de risco financeiro e planejamento visual estratégico. A escolha da Mercedes-Benz não substitui outras marcas, mas fortalece um modelo de gestão baseado em diversificação, competitividade e disponibilidade — exatamente o que o e-commerce exige.

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SANY lança caminhões elétricos de 6 a 120 toneladas e pesados a diesel

Em um evento que reuniu executivos, clientes e parceiros estratégicos, a SANY do Brasil apresentou oficialmente a sua divisão SANY TRUCKS e seu portfólio de caminhões rodoviários — uma linha robusta de modelos elétricos e a diesel. Ela também anunciou o início das operações do SANY BANCO, instituição financeira criada para viabilizar a expansão da marca no país.

A Frota News acompanhou o lançamento de perto e conversou com os principais executivos da empresa. O que se viu foi um projeto ambicioso, estruturado e claramente dimensionado para posicionar a SANY como a primeira marca chinesa com um portfólio de caminhões elétricos de verdade no Brasil, preparada para disputar espaço com fabricantes europeus e, ao mesmo tempo, se distanciar das demais marcas chinesas já estabelecidas no mercado nacional.

SANY
Dieter Martin Lommer, diretor de Vendas da SANY TRUCKS

A SANY chega apostando em três frentes de ataque, com modelos para aplicações urbanas, rodoviárias e fora de estrada. Segundo afirma Dieter Martin Lommer, diretor de Vendas da SANY TRUCKS, os oito caminhões — entre modelos e versões — apresentados na noite do dia 27 de novembro é só o começo.

O foco da empresa é a linha de modelos 100% elétricos, mas para atender o mercado que ainda está em fase de transição, ela apresentou seis modelos 100% elétricos a bateria e dois a diesel compatíveis com a norma Proconve P8 (Euro 6).

Para logística urbana

Por ter uma imagem muito ligada a equipamentos pesados, a grande surpresa da noite foi o caminhão leve elétrico de 6 toneladas de PBT e 106 kWh, que proporciona até 300 km de autonomia com uma única carga. Dieter Martin Lommer adiantou ao Frota News que o modelo de 6 toneladas ainda não é o principal lançamento para a logística urbana, mas os de 11 toneladas e de 3.500 kg — este para o competitivo segmento com motoristas com CNH categoria B e cidades com restrições a circulação de caminhões, como São Paulo.

Com design do estúdio de design italiano Pininfarina, faróis LED, luz diurna e design interior inspirado em carros de passeio, a cabine sobressai pelos 2.040 mm de largura, com piso completamente plano. O padrão de segurança do veículo baseia-se em tecnologias como EHB, ABS, ESC e Função de Regeneração de Energia de Frenagem.

A configuração do caminhão leve elétrico inclui vários itens de tecnologia e conforto: câmbio em coluna, ar-condicionado com funções de refrigeração e aquecimento, painel de instrumentos em LCD de 7 polegadas, tela de controle central de 12 polegadas, câmera de ré e radar, volante multifuncional, trava central, vidros elétricos, faróis diurnos em LED, espelho com aquecimento e ajuste elétricos, limpador automático de para-brisas e rodas em alumínio.

A expectativa é que esses modelos cheguem bastante competitivos não só em tecnologia, mas em preço para competir com Ford E-Transit, Iveco eDaily, VW e-Delivery e com os modelos da JAC Motors do Brasil, com até então os mais baratos do mercado brasileiro. Os preços oficiais não foram divulgados, mas uma ideia de valor foi revelada. Por exemplo, o modelo de 6 toneladas vai custar menos do que os R$ 509 mil pedidos pela JAC para o iVE1200.

SANY
Fonte: SANY do Brasil

Caminhões pesados e extrapesados

Já para as aplicações rodoviárias, as opções incluem caminhões pesados e extrapesados elétricos de 437 e de 588 kWh, que se destacam pela potência excepcional, baixo consumo de energia e autonomia entre 350 e 500 km, com PBTC de 60.000 (pesados) a 120.000 kg (extrapesados).

O portfólio da marca inclui também caminhões pesados a diesel nas versões cavalo mecânico 6×4 (potência de 560 cv e PBTC de 74.000 kg) e 6x2R (potência de 490 cv e 58.500 kg de PBTC).

Caminhão pesado elétrico de 437 kWh

O modelo de 437 kWh está disponível em duas versões, ambas com tração 6X4:  o pesado COMPOSITE, para 80.000 kg de PBTC, e extrapesado SUPER, para 120.000 kg de PBTC. Eles são indicados, principalmente, para os setores florestal, celulose, sucroalcooleiro, mineração, escoamento da produção portuária, além de outros, em operações dedicadas e com trajetos programados de 300 a 400 km de autonomia.

A potência máxima do veículo é excepcional, de 650 cv, com 2.800 Nm de torque máximo e capacidade de subida que excede 15% com carga total no que se refere aos 80.000 kg de PBTC da versão COMPOSITE ou 10% no caso dos 120.000 kg de PBTC do SUPER.

Outros diferenciais desse veículo são o baixo consumo de energia, alavanca de mudança AMT padrão, modo econômico e regeneração de energia de inércia em múltiplas marchas.

No interior da cabine, a aparência atrativa chama a atenção em itens, como painel de instrumentos em LCD de 12 polegadas, bicolor e de toque macio, no estilo de um automóvel, tela multimídia de ultra tamanho, WIFI e sistema de navegação, entre outros.

O sistema VCU e BMS da SANY inclui o resfriamento líquido e o gerenciamento térmico por zonas MTB, reduzindo o consumo de energia em 10% e prolongando a autonomia com a mesma capacidade da bateria.

SANY
Fonte: SANY do Brasil
Caminhão pesado elétrico de 588 kWh

O modelo de 588 kWh está disponível em três versões: COMPOSITE (para 80.000 kg de PBTC), STANDARD (60.000 kg) e SUPER (120.000 kg), com autonomia entre 350 e 500 km. Assim como os modelos de 437 kWh, as três versões de 588 kWh têm os setores florestal, celulose, sucroalcooleiro, mineração, escoamento da produção portuária, além de outros, em operações dedicadas e com trajetos programados de 300 a 400 km de autonomia. As demais características são similares ao do 437 kWh.

SANY
Fonte: SANY do Brasil
Caminhões pesados a diesel 6×4 e 6x2R

No portfólio de caminhões a diesel há dois cavalos mecânicos nas versões 6×4 (potência de 560 cv e PBTC de 74.000 kg) e 6x2R (potência de 490 cv e 58.500 kg de PBTC). Esses caminhões são indicados para transporte de carga e operações logísticas, em aplicações graneleira, canavieira, madeireira, tanques de combustível e de produtos químicos, baús carga seca e frigorificado, sider, porta-container, além de outras.

Os caminhões pesados a diesel possuem motor da DEUTZ, um dos fabricantes de motores mais antigos da Alemanha, com 155 anos de história, inclusive, com operação no Brasil desde 1960 — em São Bernardo do Campo, SP —, com a produção de motores, tratores agrícolas e geradores de energia.

Os modelos SANY a diesel contam com AEB, ACC, freios a disco em todas as rodas e suspensão a ar. A cabine é de teto alto e piso plano, com bancos com controle climático e cama ampliada. Outros destaques da cabine: painel de instrumentos LCD colorido de 12,3 polegadas, tela tátil do painel central de 12,1 polegadas, espelho retrovisor com ajuste e aquecimento elétricos, volante multifuncional, faróis automáticos com limpadores sensíveis à chuva, assentos ventilados com massagem, geladeira embutida (opcional) e luz de leitura na cama.

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Fonte: SANY do Brasil

Próximos lançamentos em pesados

“Para 2026, estamos programando a ampliação do portfólio de caminhões pesados elétricos com um cavalo mecânico de 636 kWh para 120.000 kg de PBTC, com autonomia média de 425 km”, ressalta Dieter Martin Lommer. “Este modelo, na versão 4×2, receberá um design específico para logística de longa distância. Destaque para a velocidade máxima de 110 km/h, peso de série de 10.680 kg, PBT de 42.000 kg e potência nominal/pico do motor elétrico de 210 kW (280 cv) e 320 kW (429 cv)”.

Um grande diferencial de mercado do caminhão pesado elétrico de 588 kWh da SANY é a capacidade de bateria massiva. Ele possui o maior SWAP de bateria do setor, além da inovação MTB e de toda a estrutura em alumínio, o que aumenta a densidade de energia em 30%. A vida útil ultralonga suporta um rendimento energético total de 2 milhões de kWh.

O consumo de energia ultrabaixo deve-se ao sistema VCU e BMS da SANY, que integra o resfriamento líquido e o gerenciamento térmico por zonas MTB. Isso reduz o consumo de energia em 10% e prolonga a autonomia com a mesma capacidade da bateria. Também possui recuperação de energia de cinco níveis.

Carregadores e estações de troca de baterias

SANY
Um dos carregadores lançados junto da linha de caminhões

Além das estações de SWAP (que faz a troca da bateria dos caminhões pesados em cinco minutos), a SANY lança também com um novo carregador DC e a inédita Mini Station. O carregador SANY DC de 400 kW foi desenvolvido exclusivamente para o Brasil, apresentando com duas pistolas de 7 metros e compatibilidade de tensão para super carga rápida.

A segunda novidade é a SANY Mini Station com dois modelos, SY312 e SY 510, que visam reduzir significativamente o alto custo de utilização de estações de troca de baterias. O modelo SY312 possui 4 estações de troca, atendendo de 5 a 30 veículos, enquanto o SY 510 oferece 6 estações, para frotas de 5 a 80 veículos. Com um tempo de substituição de bateria inferior a cinco minutos e recarga em menos de 99 minutos.

Banco próprio

O projeto do SANY BANCO, iniciado em 2023, tem objetivo de viabilizar a venda de máquinas e equipamentos da marca por meio de soluções financeiras dedicadas. A SANY obteve sua aprovação formal pelo Banco Central em maio de 2025, com o deferimento do pleito para funcionar como banco múltiplo (segmento S4), resultando na constituição da empresa Banco Sany Brasil S.A. O investimento inicial da matriz no SANY BANCO é de R$ 100 milhões. S

Sediado em São Paulo, o SANY BANCO está na fase final de implantação de seu sistema e tem previsão de rodar as primeiras operações-piloto ainda em 2025. O CEO Daniel Coimbra afirmou que a missão principal da instituição é fornecer soluções de financiamento para clientes que adquirem equipamentos SANY, focando inicialmente em dois produtos principais: CDC (Crédito Direto ao Consumidor) com taxas pré e pós-fixadas, e Leasing Financeiro, também com opções pré e pós-fixadas. Para o primeiro ano de funcionamento, o banco projeta alcançar um volume de R$ 300 milhões em novos negócios.

Fábrica no Brasil

Durante o lançamento dos caminhões, o presidente da SANY do Brasil, Alex Xiao, disse: “A SANY, com mais de 15 anos de atuação no mercado brasileiro, continua a expandir sua presença, ativa na área de logística, notavelmente no setor portuário. Para dar suporte a essas operações, a SANY está fortalecendo sua equipe profissional com o apoio de seu próprio banco, visando financiar futuras operações e aderir aos projetos do governo”, disse.

“Olhando para o futuro, a SANY está trabalhando para atender as questões de licenciamento ambiental para sua futura unidade de fabricação, a Fábrica SANY do Brasil. A expectativa é que, em breve, seja feito um anúncio oficial sobre o início das obras desta nova planta no país”, concluiu.

Sobre a SANY global

“Referência global em descarbonização e eletrificação, a SANY é líder de mercado em caminhões pesados elétricos na China”, prossegue Dieter Martin Lommer. “Trouxemos essa expertise para o Brasil, onde atuamos desde 2007 com máquinas pesadas e, a partir de agora, com uma linha de caminhões eficientes, econômicos e sustentáveis”.

O compromisso da SANY com a inovação está refletido também no forte investimento em desenvolvimento de produto e tecnologia, como, por exemplo, em telemetria avançada, e também em suas fábricas farol com forte automação de produção. No total, são 49 fábricas (46 de produção inteligente e 3 fábricas farol) em várias partes do mundo, como na China, Índia, Alemanha e Estados Unidos, entre outros. Em breve, a empresa terá uma fábrica no Brasil.

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Frota News debate inclusão feminina e o futuro da logística no Brasil

O Seminário de Educação para Logística, promovido pela Frota News, divulgou o segundo episódio da série de painéis em vídeo: Inclusão da Mulher na Logística: Formando um Setor Mais Justo e Inovador”. O encontro reuniu profissionais com ampla experiência no transporte, na educação e na gestão logística.

A mediação foi da jornalista Graziela Potenza, que destacou sua trajetória em um setor antes dominado por homens e celebrou o crescimento da presença feminina em áreas estratégicas.

Painelistas

A colunista Sula Miranda abriu o painel reforçando a importância de valorizar caminhoneiros e caminhoneiras, lembrando que “se está na mão, veio de caminhão — e atrás do caminhão há um ser humano”. Para ela, a inclusão feminina passa pela compreensão real das dificuldades da vida na estrada e pela promoção da formação profissional.

Gislaine Zorzin, empresária e líder institucional, chamou atenção para a desumanização da rotina dos motoristas, especialmente em longas esperas para carga e descarga. Para ela, a valorização dessa mão de obra e a melhoria das condições de trabalho são essenciais para atrair mais mulheres e jovens ao setor.

Com quase 40 anos de carreira, Renata Porto de Oliveira Martin destacou a importância da educação e da curiosidade para a evolução profissional. Relatando experiências no agronegócio, no Porto de Santos e em multinacionais, ela reforçou o papel crítico do caminhoneiro na segurança e na eficiência da cadeia logística.

Paula Vidoti Perlatti, profissional com atuação acadêmica e operacional, trouxe a visão das novas gerações, enfatizando que o ensino deve oferecer conhecimento aplicável e estimular pensamento crítico.

O painel concluiu que a inserção feminina na logística não é apenas uma pauta de diversidade, mas um vetor de inovação, responsabilidade social e fortalecimento da cadeia de abastecimento. A combinação entre educação, representatividade e respeito ao profissional é o caminho para um setor mais humano e eficiente.

Seminário
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Selo Maior Valor de Revenda – Autos 2025 destaca modelos com menor depreciação

Em sua 12ª edição, o Selo Maior Valor de Revenda – Autos 2025 apresentou um panorama atualizado sobre como os diferentes segmentos do mercado automotivo — do tradicional motor a combustão aos elétricos — vêm se comportando em relação à depreciação. Os grandes destaques do ano foram Toyota Corolla, Mercedes-Benz GLS, Toyota Corolla Hybrid, Toyota RAV4 e BYD Dolphin Mini, eleitos “Campeões Gerais” em seus respectivos agrupamentos, com índices que variam de -2,6% a -8,3%.

A cerimônia de entrega das certificações ocorreu ontem, 27 de novembro, no estande da Anfavea, durante a 31ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Além dos cinco campeões, outros 31 modelos, de 16 montadoras e importadoras, também foram reconhecidos como vencedores por categoria.

Criado para evidenciar a importância do pós-venda e da fidelização dos consumidores, o SMVR-Autos reforça que a compra de um veículo – um bem de alto investimento, avaliado hoje em um ticket médio de R$ 155 mil – deve ir muito além da transação inicial. O estudo se tornou uma referência para consumidores e fabricantes ao medir a perda de valor dos modelos após um ano de uso.

Revista Frota News Edição 53 – Comparativo Técnico

Em 2025, foram analisados 161 modelos. A linha de corte considerou, no mínimo, 1.000 unidades vendidas em 12 meses para veículos a combustão, 300 unidades para híbridos e 100 para elétricos, com período de referência entre novembro de 2024 e outubro de 2025. “Decidimos criar cinco agrupamentos porque os modelos híbridos e elétricos ganharam relevância e novos players nos últimos quatro anos, mas ainda não atingem volume suficiente para a linha de corte principal”, explica Luiz Cipolli Junior, da Agência Autoinforme.

Destaques por agrupamento

Motores a combustão

Entre os veículos tradicionais, o Toyota Corolla voltou a dominar, com apenas -2,6% de depreciação, liderando o segmento dos sedãs médios. Outros destaques foram:

  • Fiat Mobi (Hatch Entrada, -9,8%)
  • Honda City (Hatch Compacto, -4,8%)
  • Chevrolet Spin (Minivan, -9,9%)
  • Fiat Strada (Picape Pequena, -5,8%)
  • Renault Oroch (Picape Compacta, -9,8%)
  • Toyota Hilux (Picape Média, -3%)
  • RAM 1500 (Picape Grande, -10,9%)
  • Honda City (Sedã Compacto, -5,9%)
  • Volkswagen Nivus (SUV Entrada, -3%)
  • Hyundai Creta (SUV Compacto, -7,6%)
  • Toyota Corolla Cross (SUV Médio, -4,2%)
  • Porsche Cayenne (SUV Grande, -6,9%)
  • Toyota SW4 (SUV/Minivan 7 lugares, -3,1%)
Híbridos leves

O segmento mostra maior presença de marcas premium e estratégicas:

  • Mercedes-Benz C200 (Sedã, -8,8%)
  • Caoa Chery Tiggo 5X (SUV Compacto, -8,5%)
  • Kia Sportage (SUV Médio, -6,7%)
  • Mercedes-Benz GLS (SUV Grande, -5,6%), campeão geral do grupo.
Híbridos
  • Kia Niro (SUV Compacto, -7,9%)
  • Toyota Corolla Cross Hybrid (SUV Médio, -7,1%)
  • Toyota Corolla Hybrid (Sedã, -3,3%), destaque do agrupamento.
Plug-in
  • Porsche Panamera (Sedã, -7,2%)
  • BMW X6 (SUV Grande, -6,8%)
  • Toyota RAV4 (SUV Médio, -6,1%), vencedor geral.
Elétricos

Com expansão rápida e novos volumes, o grupo já apresenta briga acirrada:

  • BYD Dolphin Mini (Entrada, -8,3%), o campeão geral.
  • Volvo EX30 (Hatch Compacto, -12,5%)
  • Ford Mustang Mach-E GT (Esportivo, -18,2%)
  • Kia EV5 (SUV Médio, -8,9%)
  • Mercedes-Benz EQE (SUV Grande, -11,1%)
  • Mercedes-Benz EQB (SUV 7 lugares, -12,2%)
  • BMW i5 (Sedã, -9,8%)

Histórico de vencedores

Em doze anos de pesquisa, a Toyota segue como referência absoluta, com 36 títulos. Na sequência aparecem Volkswagen (29), Fiat (26), Chevrolet (20), Honda (20), Ford (14), Hyundai (12), Volvo (11), Porsche (9), BMW (8), Mercedes-Benz (7), Renault (6), Jeep (5), Kia (5), Audi (3), Mini (3), Land Rover (3), Caoa Chery (3), Ram (3), Lexus (2), BYD (2), além de GWM, Mitsubishi e Nissan, com um prêmio cada.

Entre os Campeões Gerais, a liderança também é da Toyota, com cinco reconhecimentos, seguida por Honda (3), Chevrolet (3) e, com um título cada, BYD, Fiat, Ford, Jeep, Mercedes-Benz e Volvo.

Consolidação da era eletrificada

A 12ª edição do SMVR-Autos mostra que o mercado brasileiro caminha rapidamente para uma maior diversificação tecnológica. A presença crescente de híbridos, híbridos plug-in e elétricos evidencia que o consumidor já olha para além do preço inicial — e a capacidade de um modelo preservar seu valor tem se tornado um argumento cada vez mais decisivo na hora da compra.

A tendência reforça o papel do pós-venda, do atendimento nas concessionárias e da confiabilidade das marcas, que continuam a ser pilares determinantes na percepção do valor de revenda no Brasil.

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Agrale avança em eletrificação e gás com engenharia integrada Brasil–Argentina

A Frota News conversou com Hugo Zattera, diretor-presidente da Agrale, para entender como a única montadora 100% brasileira consolidou uma presença de mais de meio século na Argentina. O processo ganhou força em 2008, com a abertura da fábrica da Agrale Argentina S.A., em Mercedes, província de Buenos Aires, hoje responsável por tornar a marca vice-líder no mercado de ônibus e integrar engenharia local e brasileira. E agora, ela vem se consolidando com novos projetos para a transição energética no transporte público na capital argentina.

Segundo Zattera, essa presença sólida no país vizinho não é apenas histórica, mas estratégica. A Agrale tornou-se parte essencial do sistema de transporte público argentino e hoje ocupa uma posição de destaque incomum para uma montadora de origem brasileira. “Atualmente, cerca de 50% da frota de ônibus de Buenos Aires é Agrale. Um dos maiores operadores de transporte público da cidade já conta com cerca de cinco mil ônibus da nossa marca”, afirma.

Esse protagonismo também se reflete na transição energética do transporte argentino. A Agrale venceu a licitação para fornecer 82 ônibus elétricos ao novo sistema de mobilidade de Buenos Aires, estabelecendo-se como a única fabricante de ônibus elétrico em operação na Argentina. Serão 60 unidades do modelo MT 17.0 LEe, com capacidade para 75 passageiros, e 22 unidades do articulado MT 27.0 LEe, com capacidade para 135 pessoas. Os veículos fazem parte da renovação da frota do projeto TramBus, que introduz corredores eletrificados na capital argentina.

Agrale
Hugo Zattera, diretor-presidente da Agrale. Foto: divulgação

A escolha pelos modelos elétricos da Agrale confirma o avanço tecnológico da empresa e evidencia o papel de sua engenharia integrada — brasileira e argentina — no desenvolvimento de soluções adaptadas à operação urbana latino-americana. Além disso, os testes e homologações realizados nos últimos anos permitiram validar autonomia, desempenho e viabilidade operacional em rotas de alta demanda.

A empresa também aposta em tecnologias complementares ao elétrico, especialmente no uso de gás natural e biometano. Atualmente, a Agrale entrega, em média, dez ônibus a gás por mês na Argentina e já projeta dobrar essa quantidade para cerca de 20 unidades mensais em 2026. Para Zattera, o gás é uma alternativa realista para o cenário energético da região, garantindo redução de emissões e custo operacional competitivo, principalmente em cidades que ainda estruturam sua infraestrutura de recarga elétrica.

Foco em nichos de mercado

No Brasil, porém, a realidade é distinta. Embora seja a única montadora de capital integralmente nacional, a Agrale enfrenta um mercado de ônibus elétricos amplamente dominado por gigantes multinacionais — sobretudo fabricantes chinesas que atuam com volumes massivos e forte presença financeira. Essa condição limita a competitividade da empresa no segmento de elétricos no país, ao mesmo tempo em que abre espaço para um posicionamento estratégico focado em nichos.

Por isso, a fabricante brasileira está reforçando sua presença no segmento de veículos a gás, cujo potencial de crescimento no Brasil é impulsionado pela expansão do biometano e pela busca de alternativas para reduzir custos e emissões no transporte urbano. Além dos modelos de ônibus e caminhões de 11 toneladas já consolidados, Zattera revela que a Agrale prepara um novo caminhão de 17 toneladas de PBT movido a gás, ampliando sua oferta para operações de distribuição e logística regional.

Somos uma indústria grande no Brasil, mas quando comparada às gigantes multinacionais, somos pequenos. Ainda assim, somos fortes em nichos de mercado, com modelos de sucesso, como o Marruá”, conclui Zattera.

O utilitário militar e off-road, amplamente reconhecido por sua robustez, simboliza a estratégia da Agrale de operar com foco em especialização, diferenciação e adaptação às necessidades específicas de seus clientes — tanto no Brasil quanto fora dele.

Com presença consolidada na Argentina, aposta crescente em energias alternativas e diversificação de portfólio, a Agrale reafirma sua capacidade de competir de forma relevante em um ambiente industrial globalizado e altamente desafiador, mantendo sua identidade de fabricante brasileira com projeção internacional.

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Frota News lança a Edição 53: comparativo técnico, guia sobre o piso mínimo, condução sem sono e mais…

Frota News lança a Edição 53 com uma visão completa sobre como logística, transporte de cargas e transporte de passageiros estão entrando em uma nova fase — impulsionados por inovação, pressão regulatória e necessidade operacional. Com o título de capa “Eficiência sob pressão: tecnologia, fiscalização e ciência elevam o padrão do transporte”, a nova edição reúne análises profundas, entrevistas exclusivas e apurações que refletem os desafios e movimentos mais urgentes do setor. 

Leia a revista em PDF ou FlipBook gratuitamente pelo link abaixo:

Revista Frota News Edição 53 – Comparativo Técnico

Um dos destaques é o comparativo técnico entre dois dos chassis-cabine mais utilizados na logística urbana: Iveco Daily 35-160 e VW Delivery Express. Outro tema central da edição é o avanço da fiscalização digital da ANTT, que multiplicou por quase dez o número de autuações por frete abaixo do piso mínimo. A reportagem explica, com profundidade e clareza, como a nova checagem automática entre MDF-e, CIOT e contratos está transformando rotinas de transportadoras, embarcadores e operadores logísticos. O material funciona como um guia essencial para empresas que precisam se adequar a esse novo ambiente regulatório. 

Medicina do Sono

No transporte de passageiros, a Frota News apresenta uma entrevista exclusiva com o Dr. Sérgio Barros, referência nacional em medicina do sono, que revela como ciência, cronobiologia e gestão inteligente de escalas estão elevando o padrão de segurança na Viação Águia Branca.  

A edição também traz uma curadoria especial do Salão do Automóvel 2025, evento que recolocou São Paulo no centro da mobilidade global. A cobertura destaca lançamentos elétricos, tendências estratégicas e as transformações que estão moldando a próxima geração da indústria automotiva. 

Para completar, a revista apresenta uma seleção das reportagens mais lidas entre janeiro e novembro de 2025 na plataforma Frota News, com um destaque por mês.  

A revista Frota News é referência nacional em transporte, logística, mobilidade e indústria automotiva, alcançando mais de 600 mil profissionais em seus canais impressos, digitais e multiplataformas. Todos os conteúdos da nova edição podem ser acessados em www.frotanews.com.br e nas redes sociais da Frota News e de seus parceiros. 

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FPT faz 25 anos e acelera agenda de biocombustíveis no País

O portfólio de caminhões e comerciais leves de marcas como Iveco, Volkswagen, Fiat e Hyundai incorpora, em diversas aplicações, motores desenvolvidos pela FPT Industrial — divisão de powertrain do Iveco Group dedicada ao desenvolvimento e produção de motores, transmissões e geradores. Além do segmento rodoviário, a FPT abastece fabricantes de máquinas agrícolas e de construção, incluindo New Holland e Case, com presença global consolidada. No Brasil, a operação em Sete Lagoas foi inaugurada em 25 de novembro de 2000 no Complexo Industrial da Iveco, em Sete Lagoas (MG), e completa 25 anos de atividade.

Ao longo desse período, a unidade brasileira produziu 725 mil motores destinados a veículos pesados e leves, equipamentos agrícolas e de construção e sistemas de geração de energia. Segundo Carlos Tavares, presidente da FPT Industrial para a América Latina, a planta de Sete Lagoas desempenha papel estratégico como principal centro industrial da marca no continente.

Atualmente, a fábrica produz as famílias de motores F1, NEF e S8000, empregadas em veículos comerciais, tratores, colheitadeiras, carregadeiras e demais equipamentos off-road. Também fabrica os G-Drives utilizados em grupos geradores. A unidade integra a estratégia global de descarbonização do Iveco Group, atuando no desenvolvimento de soluções para biocombustíveis, incluindo etanol, gás natural e biometano. Essas iniciativas compõem o ciclo de investimentos de R$ 127 milhões em Pesquisa & Desenvolvimento previsto até 2028.

Tractor of the Year2026

A FPT Industrial celebrou destaque na Agritechnica 2025, em Hannover, ao equipar os três tratores vencedores do prêmio “Tractor of the Year 2026” nas categorias HighPower, Specialized e Sustainable. Entre os 24 finalistas com motores a combustão interna, 10 utilizavam powertrains FPT. Criado em 1998, o prêmio é decidido por um júri de 25 especialistas europeus após testes de campo rigorosos.

DEUTZ-FAIR

FPT
DEUTZ-FAHR Série 8 TTV, lançado na Agritechnica 2025

A FPT firmou novo acordo com a SDF para equipar o recém-lançado DEUTZ-FAHR Série 8 TTV com o motor N67, apresentado na Agritechnica 2025. Este motor tem compatibilidade com HVO e intervalos de manutenção de até 1.000 horas. O motor recebeu ainda um cárter estrutural dedicado e software de gerenciamento desenvolvido especificamente para a nova série. Parte da família NEF, que já ultrapassou 2 milhões de unidades produzidas desde 2001, o N67 é uma das referências em soluções Stage V para aplicações agrícolas exigentes.

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MAHLE anuncia Michel Mello como Head de Operações Aftermarket + outras notícias

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A MAHLE anuncia a chegada de Michel de Oliveira Mello para assumir a posição de Head de Operações Aftermarket América do Sul. O executivo, que reportará diretamente a Evandro Tozati, diretor América do Sul, será responsável por liderar as estratégias operacionais da companhia na região.

Formado em Administração de Empresas, Michel possui especializações em Engenharia de Manufatura e em Gestão de Supply Chain e Logística, com mais de duas décadas de experiência em operações. Ao longo de sua carreira, atuou em áreas como Planejamento de Materiais, Logística, Manufatura e Qualidade.

Master Cargas Brasil anuncia Thiago Lopes Anselmo como Head de Relações Internacionais, marcando a continuidade da visão empreendedora iniciada pelos fundadores Tânia Lopes Anselmo e João Anselmo. Com formação em Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Thiago iniciou sua trajetória na empresa como estagiário e rapidamente se destacou na gestão de projetos e expansão de negócios.

Voith Turbo concluiu o processo de carve-out (cisão e estruturação independente) da sua unidade Commercial Vehicles (CV). Desde novembro, a divisão de veículos comerciais passa a se chamar Driventic e a operar como uma empresa independente, sob os aspectos jurídico, operacional e organizacional. A Driventic conta com 1.400 colaboradores em 26 localidades distribuídas em 18 países.

Casa Scania Codema anuncia a expansão de sua cobertura aos clientes com um novo posto de serviços na cidade de Taquarivaí, interior de São Paulo e nas proximidades de Itapeva. A nova instalação, localizada na Rodovia Francisco Alves Negrão. Segundo Rivaldo Bandeira, diretor-geral das concessionárias Scania Codema, Cavese e Suvesa, a escolha da região tem objetivo de reforçar a maior operações de veículos de tração 6×4.

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Recém-apresentada no Brasil, Kia PV5 já é eleita Van Internacional do Ano 2026

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Destaque no estande da Kia Brasil durante o Salão do Automóvel em São Paulo, a PV5 foi eleita a “Van Internacional do Ano 2026” (IVOTY). O prêmio, considerado o mais prestigiado do segmento de veículos comerciais leves (LCV), marca a primeira vitória de uma van elétrica asiática e a escolha foi unânime entre os 26 jornalistas especializados que compõem o júri.

Criada em 1992, a IVOTY avalia critérios como produtividade real, eficiência logística, inovação, segurança e impacto operacional. A Kia PV5 superou outros seis concorrentes ao demonstrar avanços significativos nessas áreas. Segundo o presidente do júri, Jarlath Sweeney, o modelo “estabelece um novo padrão de inovação, eficiência e capacidade”, combinando zero emissões, versatilidade e funcionalidade.

A PV5 é o primeiro modelo da linha Platform Beyond Vehicle (PBV) da Kia. Construída sobre a plataforma modular E-GMP.S, oferece autonomia de até 416 km (Cargo Long) e 412 km (Passageiros), três opções de bateria e carregamento rápido de 10% a 80% em cerca de 30 minutos. O veículo suporta ainda carga útil de até 790 kg e conquistou um recorde no Guinness World Records, ao percorrer 693,38 km carregado ao máximo, sem recarga.

A Kia desenvolveu o modelo em parceria direta com empresas de logística e mobilidade, garantindo que cada solução respondesse a necessidades reais do mercado. Essa abordagem centrada no cliente também guiará a expansão da linha PBV, que incluirá, a partir de 2026, versões Chassis Cabine, Cargo Standard e Teto Alto, além dos futuros PV7 e PV9.

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