sexta-feira, abril 3, 2026

Retrofit elétrico de van aparece como alternativa para logística urbana

Parceria entre a Unidade Embrapii Powertrain da USP e a startup EcoSave, da Alpha 6, demonstra na prática a viabilidade técnica e econômica do retrofit elétrico com tecnologia 100% nacional

A eletrificação do transporte comercial leve no Brasil começa a ganhar contornos mais concretos a partir de um projeto desenvolvido pela Unidade Embrapii Powertrain da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Alpha 6, por meio de sua startup EcoSave. A iniciativa comprova que o retrofit elétrico — conversão de veículos a combustão em modelos 100% elétricos — pode ser uma alternativa viável, sustentável e economicamente competitiva para a renovação da frota urbana.

A van Renault Master convertida é um modelo 2015, fabricado em 2014, e com cotação de R$ 111.082 pela Tabela Fipe, que passa a ganhar uma sobrevida após ganhar novo trem de força elétrico. Um modelo similar zero quilômetro custa entre R$ 488.860 (Mercedes-Benz eSprinter) e R$ 569.900 (Ford E-Transit).

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O kit de conversão desenvolvido pela parceria abrange todos os componentes necessários para substituir o motor a combustão por um sistema de tração elétrica, mantendo a estrutura e periféricos originais do veículo. A conversão com o kit reduz os custos de aquisição de um modelo zero novo elétrico em cerca de 30% a 40%, além de ampliar a vida útil da frota já existente de maneira sustentável e financeiramente viável.

Foi o primeiro projeto nosso, da nossa Unidade Embrapii, com eletrificação de veículos. Acho que a gente aprendeu muito”, avalia Bruno Angélico, pesquisador da Unidade Embrapii Powertrain USP.

Da simulação virtual ao veículo real

A primeira fase do projeto foi dedicada a um estudo aprofundado de viabilidade técnica. A equipe da USP mapeou percursos reais da Renault Master na zona sul de São Paulo (SP), criando um ambiente virtual que permitiu simular o uso do veículo em condições reais de operação. A partir desse levantamento, foram especificados os principais componentes do sistema elétrico, como motor, inversor e pack de baterias, dimensionados para atender às demandas da logística urbana.

Na segunda etapa, o foco se voltou ao desenvolvimento e à validação da lógica de controle do powertrain, considerada o “cérebro” do sistema elétrico. O objetivo foi garantir que a experiência de condução permanecesse próxima à de um veículo a combustão, facilitando a adaptação dos motoristas.

Quando a gente fala em lógica de controle, estamos falando de como o sistema responde ao acelerador, qual torque é entregue às rodas e como essa resposta acontece. Buscamos deixar essa sensação o mais próxima possível da de um motor a combustão, porque quem vai dirigir essa van é o mesmo funcionário”, explica Angélico.

Os testes dos componentes — incluindo motor e inversor fornecidos pela WEG — foram realizados em bancadas do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, um dos poucos laboratórios do país homologados para ensaios com máquinas elétricas.

Por que a Renault Master?

A escolha da Renault Master como base para o retrofit foi estratégica. Segundo Leandro Zillig, diretor da Alpha 6, trata-se do modelo mais representativo do segmento no país.

Vale acrescentar também que a Renault Master é de menor valor no mercado, aumentando a diferença entre o retrofit e aquisição das opções atuais de vans elétricas no mercado brasileiro, todas importadas e com muitas tecnologias de conectividade e segurança, como ADAS e outras.

Pressões regulatórias

O projeto se insere no contexto das metas ambientais assumidas pelo Brasil e das exigências locais de eletrificação. Em São Paulo, a Lei Municipal nº 16.802 determina que 50% das frotas estejam eletrificadas até 2028. Embora prazos semelhantes tenham sido frequentemente postergados — tanto no Brasil quanto em países como Estados Unidos e, mais recentemente, na Europa — iniciativas como o retrofit oferecem às empresas de transporte e logística uma alternativa viável para cumprir compromissos ligados à Agenda ESG.

Nesse cenário, a adaptação de veículos a combustão para sistemas elétricos desponta como solução pragmática e de transição, capaz de acelerar o processo de descarbonização da mobilidade urbana.

Testes de rua e próximos passos

O protótipo da van elétrica já está concluído e entra agora na fase mais decisiva: os testes em condições reais de operação. A previsão é que o veículo rode cerca de 5 mil quilômetros, permitindo avaliar a robustez do sistema e o comportamento em uso contínuo.

Os resultados preliminares já superam as expectativas iniciais. A autonomia, projetada em cerca de 200 quilômetros, alcançou aproximadamente 250 quilômetros, impulsionada pela eficiência do sistema de regeneração de energia. O desempenho atende com folga perfis típicos de uso urbano, como transporte escolar e entregas, que costumam rodar em torno de 120 quilômetros por dia.

Um caminho nacional para a eletromobilidade

A conclusão bem-sucedida do projeto da Unidade Embrapii Powertrain da USP com a EcoSave e a Alpha 6 reforça a capacidade técnica da engenharia brasileira em desenvolver soluções avançadas de eletromobilidade. Mais do que um protótipo, o retrofit da Renault Master aponta para um modelo de negócio escalável, alinhado à sustentabilidade, à realidade econômica das frotas e às exigências regulatórias.

Em um país com frota envelhecida e desafios de financiamento, a eletrificação do que já está rodando pode se tornar um dos caminhos mais rápidos e eficientes para reduzir emissões e modernizar o transporte leve no Brasil.

Sobre a Embrapii

A Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) é uma organização social que atua em cooperação com Instituições de Ciência e Tecnologia, públicas ou privadas, para fomentar a inovação na indústria brasileira. O modelo conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação por meio de recursos não reembolsáveis, com foco na introdução de novos produtos e processos no mercado.

A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Educação; da Saúde; e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além de parcerias com o Sebrae e o BNDES.

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Transporte refrigerado entra em 2026 sob pressão por eficiência, dados e descarbonização

O transporte refrigerado deve enfrentar, a partir de 2026, um novo ciclo de exigências operacionais, marcado pela busca simultânea por redução de custos, maior controle da carga e menor impacto ambiental. Tendências como eletrificação, digitalização da cadeia do frio e metas de descarbonização deixam de ser discurso e passam a influenciar decisões estratégicas de gestores de frota e embarcadores.

A eletrificação avança de forma desigual entre os mercados. Enquanto Europa e Estados Unidos já incorporam soluções elétricas à distribuição urbana, o Brasil ainda enfrenta limitações como a baixa oferta de veículos, infraestrutura de recarga restrita e custos elevados. Ainda assim, o tema começa a ganhar espaço no planejamento de médio prazo, especialmente em operações urbanas e contratos com grandes embarcadores.

A telemetria aplicada à refrigeração desponta como uma das ferramentas mais acessíveis e de impacto imediato. O monitoramento em tempo real da temperatura e do desempenho dos equipamentos permite reduzir perdas, melhorar a eficiência operacional e ampliar a previsibilidade da cadeia logística. Apesar disso, a adoção ainda é desigual, e falhas no controle do frio seguem como uma das principais causas de desperdício no transporte de alimentos no país.

Mesmo com o avanço tecnológico, desafios estruturais persistem. A defasagem do frete, a escassez de mão de obra qualificada e a ausência de regulamentações específicas continuam limitando investimentos e a padronização de boas práticas no transporte refrigerado.

Tendências

No centro desse movimento, a Thermo King identifica que tendências já perceptíveis em 2024 e 2025 devem ganhar ainda mais força no próximo ano, guiando investimentos, padrões operacionais e decisões estratégicas de transportadores e embarcadores.

A eletrificação tem crescido de forma significativa no mercado de distribuição, especialmente na Europa, onde essa tendência já se consolidou e deve se fortalecer ainda mais nos próximos anos. No Brasil, embora os carros elétricos de passeio tenham avançado, o transporte ainda está em estágio inicial, mas acreditamos em uma mudança consistente a partir dos próximos anos“, afirma Claudio Biscola, Líder Comercial da Thermo King na América Latina.

No curto, médio e longo prazo, o modal rodoviário seguirá dominante no Brasil, o que reforça a necessidade de ganhos de eficiência dentro da própria operação. Para os gestores de transporte, o desafio será combinar tecnologia, capacitação e gestão baseada em dados para atender a um mercado cada vez mais exigente, sem perder competitividade em um ambiente de margens apertadas.

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Últimas notícias sobre a DAF: Crescimento regional, prêmios, motorhome e testes da nova geração

Da ampliação da presença no Norte e Nordeste do Brasil ao reconhecimento internacional de seus caminhões na Europa, passando por um projeto inédito que transforma um modelo de carga em motorhome familiar, a DAF Caminhões vive um momento que combina desempenho operacional, versatilidade de aplicação e fortalecimento de marca. As notícias mais recentes mostram como a fabricante avança simultaneamente nos negócios, na relação com os transportadores e na inovação de produtos, consolidando sua posição tanto no mercado brasileiro quanto no cenário global.

O caso mais emblemático desse conjunto de notícias é protagonizado pela Bonomi Transportes. O bom desempenho da frota DAF da empresa inspirou Eduardo e Alexandre Bonomi, representantes da segunda geração da transportadora, a transformar um caminhão da marca em um projeto pessoal: a construção de um motorhome sobre um DAF CF semipesado para viagens em família pelo Brasil e pela América Latina.

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A base do projeto é um DAF CF rígido 6×2, com cabine Space, motor PACCAR PX-7 de 310 cv e transmissão automatizada de nove velocidades. Cliente da DAF desde 2020, a Bonomi Transportes possui atualmente 19 caminhões da marca. Segundo Eduardo Bonomi, a escolha se deu pela combinação de conforto, tecnologia e design, atributos já reconhecidos nos veículos da fabricante.

As dimensões do chassi, com 8 metros de comprimento, e da cabine — 2,60 metros de largura e 2,40 metros de altura — permitiram um projeto com passagem direta entre cabine e módulo habitacional, garantindo integração e praticidade. Com capacidade para até seis pessoas, o motorhome reúne quarto, cozinhas interna e externa, banheiro, lavanderia e uma ampla área de convivência equipada com sofá em “U”, mesa retrátil, TV de 32 polegadas e ar-condicionado. O destaque técnico é o slide-out elétrico, viabilizado por sapatas hidráulicas niveladoras, que amplia o espaço interno quando o veículo está estacionado.

Expansão e desempenho no Norte e Nordeste

No mercado brasileiro, a DAF também colhe resultados consistentes com a expansão nas regiões Norte e Nordeste, hoje atendidas por 25 pontos da rede. O crescimento econômico local e o aumento da demanda por transporte rodoviário impulsionaram a participação da marca, que já representa 17% das vendas da DAF no país, com destaque para o DAF XF em operações severas.

Transportadoras como Frilem, Guerra Transportes, Flor Agropecuária, Hiperhaus e AlfaTrans relatam ganhos expressivos em consumo de combustível, robustez, confiabilidade mecânica e conforto para o motorista. Em operações que vão do transporte de gado e alimentos refrigerados ao escoamento da produção agrícola para os portos do Arco Norte, o XF tem demonstrado desempenho consistente mesmo em rotas com estradas de terra, longas distâncias e condições climáticas adversas.

Com a previsão de crescimento do PIB regional acima da média nacional em 2026, a fabricante já projeta a continuidade dessa expansão, incluindo a abertura de uma nova concessionária no Pará.

Reconhecimento internacional da nova geração de caminhões

DAF
Paul Sherwood Photographer paul@sherwood.ie Fleet Awards 2026

No cenário externo, a DAF reforça sua reputação com prêmios relevantes. O DAF XD foi eleito Irish Distribution Truck of the Year 2026 durante o Fleet Transport Awards, na Irlanda. O júri destacou o conjunto formado pelo motor PACCAR PX-7, a transmissão automatizada PowerLine, o conforto da cabine de largura total e os avanços em segurança, como o potente freio-motor e os sistemas de visibilidade direta e câmeras digitais, considerados referência no segmento de distribuição urbana.

Já a Nova Geração DAF XB recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio de TOP Light Truck na República Tcheca e na Eslováquia. A linha foi reconhecida como líder de categoria por aliar eficiência energética, opções diesel e elétricas, elevada capacidade de carga, manobrabilidade, conforto e um pacote abrangente de sistemas ADAS. Para o júri local, o XB segue como o favorito da indústria no segmento de caminhões leves de até 19 toneladas.

Nova geração em teste no Brasil

DAF
Uma das diversas imagens que circulam nas redes sociais sobre o novo DAF em teste no Brasil

Imagens dos modelos da nova geração camuflada já vem sendo divulgadas nas redes sociais desde meados deste ano, principalmente, nas rodovias do Mato Grosso. A fabricante, que produz veículos no país desde 2013, atualizou sua linha XF e CF em 2020 e agora prepara a chegada de modelos que já circulam na Europa desde 2021.

As novas cabines foram projetadas para atender às normas de aerodinâmica e segurança da União Europeia, ficando cerca de 90 centímetros mais longas na dianteira. Além do design mais moderno e eficiente, os caminhões prometem reduzir emissões de CO₂ e oferecer maior conforto e atratividade para motoristas, em um cenário de escassez de profissionais no setor.

No Brasil, os testes foram flagrados na região de Tapurah, mostrando um modelo 6×4 com cabine XG, camuflado e sem emblemas, identificado com o logotipo da Martelli Transportes. Entre as mudanças visíveis está a suspensão mais elevada, adaptada para enfrentar as condições severas das estradas brasileiras. Ainda não há previsão oficial para o lançamento da nova geração no mercado nacional, e os ensaios podem também contribuir para ajustes nos modelos europeus, aproveitando a experiência em um ambiente de transporte mais desafiador.

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Principais notícias das marcas de caminhões na primeira metade de dezembro

A primeira quinzena de dezembro foi marcada por anúncios que evidenciam o momento de transição e reposicionamento estratégico das principais marcas de caminhões. De marcos industriais da Volvo no Brasil ao fortalecimento da eletromobilidade pela Mercedes-Benz, passando pela aposta da Scania na mineração elétrica, pela estratégia regional da Iveco, pelo balanço resiliente da VWCO e por acordos financeiros do Grupo Traton para acelerar inovação, o período reforça como o setor segue ativo, mesmo em um ano de ajustes, preparando-se para 2026.

Volvo celebra 500 mil veículos produzidos no Brasil

A Volvo atingiu um marco com a produção de 500 mil veículos no Brasil. Funcionários da produção se reuniram na fábrica de Curitiba (PR) para registrar o momento simbólico da planta que, desde 1979, tornou-se um dos principais polos industriais do Grupo Volvo no mundo. A unidade paranaense produz caminhões e chassis de ônibus e está totalmente integrada ao sistema industrial global da marca, sendo reconhecida por seus investimentos contínuos em tecnologia, processos de indústria 4.0, gestão e qualidade.

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Volvo celebra a producao de 500 mil veiculos no Brasil

A fábrica começou suas operações com a montagem do chassi de ônibus B58 e, um ano depois, passou a produzir caminhões, com o modelo N10. Hoje, é a única planta da Volvo no mundo que concentra, em um mesmo local, a produção de motores, transmissões, cabines e a montagem final dos veículos.

Além da manufatura, o complexo abriga toda a gestão dos negócios da Volvo na América Latina, incluindo áreas comerciais, engenharia, P&D, serviços financeiros e campo de provas. Operando em dois turnos, a unidade emprega atualmente cerca de 4.200 funcionários diretos.

Volvo Trucks lança o FL Electric de 14 toneladas

A Volvo Trucks anunciou o lançamento do Volvo FL Electric de 14 toneladas, uma nova variante desenvolvida para operações urbanas. O FL Electric pode ser configurado com diferentes distâncias entre-eixos, eixos e pacotes de baterias. As baterias foram posicionadas de forma a não interferir na instalação de implementos, além de permitir largura de até 2,4 metros, o que melhora a agilidade no trânsito urbano.

A Volvo já possui oito modelos elétricos em produção e ultrapassou a marca de 5.000 caminhões elétricos vendidos globalmente, reforçando sua liderança nesse segmento.

Karin Rådström assume presidência do Conselho de Veículos Comerciais da ACEA em 2026

No campo institucional, a Daimler Truck anunciou que Karin Rådström, presidente e CEO da companhia, foi eleita presidente do Conselho de Veículos Comerciais da ACEA, a partir de janeiro de 2026. Em seu discurso, Rådström reforçou o compromisso do setor com a descarbonização, mas alertou para a necessidade de alinhamento entre metas regulatórias e condições reais de mercado. Defendeu a revisão acelerada da legislação de CO₂ para veículos pesados, investimentos em infraestrutura de recarga e hidrogênio e políticas que apoiem a operação dos clientes. Ela sucede Christian Levin, CEO da Scania e do Grupo Traton.

VWCO encontra força nos médios em um ano desafiador

Mesmo diante de um 2025 marcado por retração do mercado, a Volkswagen Caminhões e Ônibus encerra o ano com aprendizados e resultados positivos em segmentos estratégicos. Até novembro, as vendas totais de caminhões recuaram 5,4%, somando 27.400 unidades, mas a marca conseguiu crescer onde tinha ferramentas competitivas.

O destaque foi o segmento de caminhões médios, no qual o Delivery 11.180 concentra mais de 50% das vendas e lidera o mercado, contribuindo para um crescimento de 8,4% nos emplacamentos da marca, segundo dados da Anfavea. A família Constellation também avançou, alcançando 35% de participação nos segmentos de pesados e semipesados.

No exterior, a VWCO celebrou o aumento de 50% na produção na Argentina e a estreia do Constellation com motor de 13 litros no México. Em ônibus, a fabricante iniciou as entregas de unidades do elétrico eVolksbus para o transporte público de São Paulo.

Para 2026, a expectativa ainda é de desafios, mas com viés mais positivo, impulsionado por uma possível queda da Selic, exportações aquecidas e safra robusta.

Mercedes-Benz avança na renovação de frotas e na eletromobilidade urbana

A Mercedes-Benz do Brasil teve uma quinzena movimentada, com destaque para o fornecimento de 18 chassis OF 1721 à Viação Cidade Boa Vista, em Roraima. Os veículos, financiados em parte pelo Banco Mercedes-Benz, permitiram à capital equipar 100% da frota urbana com ar-condicionado. O modelo é o chassi urbano mais vendido do País.

No campo da eletromobilidade, a marca também celebrou a aprovação do ônibus elétrico eO500U após 30 dias de testes no BRT de Salvador. A avaliação envolveu desempenho, autonomia e conforto, com aceitação expressiva dos passageiros. A prefeitura projeta a aquisição de 100 ônibus elétricos e já conta com o maior eletroterminal público de recarga do Brasil.

Além disso, a Mercedes-Benz fortaleceu sua relação com clientes ao desenvolver, junto ao Grupo Tombini, um projeto piloto de valorização de motoristas, que incluiu visitas à fábrica, treinamentos e campanhas internas focadas em segurança e eficiência.

Scania e LKAB avançam na eletrificação da mineração

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Scania 40R elétrico

A Scania anunciou um novo passo na eletrificação do transporte pesado ao colocar em operação, na mina de Malmberget, na Suécia, um caminhão basculante 8×4 totalmente elétrico, desenvolvido em parceria com a LKAB. Batizado de “Sleipner”, o modelo é o primeiro da marca com dois eixos dianteiros direcionáveis e foi projetado para operações severas de mineração.

Com 60 toneladas de peso total e 38 toneladas de carga útil, o caminhão utiliza dois pacotes de baterias de 416 kWh e um motor elétrico de 400 kW. A solução substitui completamente um veículo a combustão e promete reduzir de forma significativa as emissões de CO₂ em uma operação que movimenta mais de 5 milhões de toneladas de rocha por ano.

Traton garante financiamento de € 500 milhões para acelerar inovação

O Grupo Traton anunciou a assinatura de um acordo de empréstimo de € 500 milhões (equivalente a R$ 3,175 bilhões com o Banco Europeu de Investimento (BEI). Os recursos serão destinados ao desenvolvimento do Sistema Modular Traton (TMS), plataforma global e multimarcas que busca harmonizar desenvolvimento, produção e escalabilidade.

Iveco aposta no gás natural na Argentina e freia avanço no Brasil

Por fim, a Iveco detalhou sua estratégia regional para caminhões a gás. Enquanto no Brasil a falta de infraestrutura limita o crescimento — com apenas 641 unidades da marca Scania vendidas em 11 meses de 2025 —, a Argentina se consolida como o mercado mais maduro da região, apoiada na infraestrutura de Vaca Muerta e no gasoduto Néstor Kirchner.

A montadora já conta com cerca de duas mil unidades a gás em operação no país vizinho e registrou crescimento superior a 50% no ano. No Brasil, a Scania segue liderando o segmento, com uma frota de 2.500 caminhões a gás em circulação.

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China Commercial Vehicle Show: A era das baterias e do hidrogênio

Caminhões com sistemas de propulsão alternativos foram o destaque neste evento chinês. O papel dos veículos elétricos a bateria (BEVs) e o rápido crescimento dos veículos elétricos a célula de combustível (FCEVs)

Como país de alta tecnologia, a China está rapidamente fazendo a transição para sistemas de tração alternativos para descarbonizar o transporte rodoviário. As evidências mais recentes vêm dos dados de registros de caminhões médios e pesados, bem como do último China Commercial Vehicle Show (CCVS) em Wuhan.

O crescimento das linhas de transmissão alternativas tem sido impressionante nos últimos dois ou três anos. O primeiro ponto de virada ocorreu há dois anos e meio, quando houve uma rápida mudança dos motores a diesel para unidades de gás natural liquefeito (GNL), motivada pelo custo do combustível. Os fabricantes chineses adotaram uma solução prática e funcional, instalando um ou dois tanques criogênicos empilhados atrás da cabine de cavalos mecânicos 6×4. Esses veículos são adequados para combinações com peso total de 49 toneladas, o mais comum na China.

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Um segundo ponto de virada está ligado ao rápido crescimento dos caminhões elétricos a bateria (BEVs). Segundo dados do International Council on Clean Transportation (ICCT), em 2024 os BEVs representaram 13% do mercado de veículos acima de 14 toneladas (em comparação com 57% para caminhões a diesel e 29% para caminhões a gás) e cerca de 14% do mercado de veículos médios (em comparação com 81% para caminhões a diesel e 3% para caminhões a metano).

No total, incluindo veículos médios, pesados e ônibus, cerca de 230.000 veículos localmente de emissão zero (ZEV) entraram em circulação, um número estratosférico sob a perspectiva europeia. No primeiro semestre de 2025, a porcentagem de BEVs entre veículos pesados (principalmente tratores de semirreboque e caminhões basculantes) aumentou para 22%, enquanto a de veículos a diesel caiu para 52% e a de modelos a gás para 25%. O crescimento dos veículos elétricos a bateria também afetou os veículos médios, que representaram 17% dos registros, contra 76% dos motores a diesel e 5% dos motores a gás natural.

O custo total de propriedade (TCO) é fundamental

Assim como em outras partes do mundo, as decisões de compra das empresas de transporte chinesas são guiadas pelo Custo Total de Propriedade (TCO). O preço do combustível ou da energia é um fator-chave para a sustentabilidade econômica do negócio.

Na China, o custo médio do diesel sem enxofre varia de R$ 5,02 a R$ 5,17 por litro (6,6–6,8 yuans), enquanto o GNL é vendido a R$ 2,66–R$ 3,12 por quilo (3,5–4,1 yuans). Nos postos de recarga públicos, o preço por quilowatt-hora varia de R$ 0,84 a R$ 1,14/kWh (1,1–1,5 yuans), o que explica em parte a decisão de focar nos BEVs.

Por fim, há o hidrogênio, um vetor energético no qual a China aposta fortemente para descarbonizar suas atividades econômicas, inclusive o transporte, aumentando o uso de veículos elétricos a célula de combustível (FCEVs). Segundo a Administração Nacional de Energia (NEA), hoje o custo de produção de um quilo de H₂ é de cerca de R$ 21,28 (28 yuans), contra mais de €8 na Europa, enquanto o preço de compra para o usuário final é de cerca de R$ 36,94 (48,6 yuans).

China
A China já conta com 540 estações para abastecimento de veículos a hidrogênio

Nesse contexto de rápida evolução, os BEVs e os caminhões a célula de combustível desempenham — e desempenharão ainda mais no futuro — um papel decisivo para que a China alcance a neutralidade de carbono até 2060.

Metas ambiciosas

A China estabeleceu metas ambiciosas para o desenvolvimento da mobilidade elétrica, com a introdução de veículos elétricos a bateria (BEVs) e veículos a célula de combustível de hidrogênio (FCEVs). Esse desenvolvimento é sustentado por um ecossistema abrangente, promovido vigorosamente pelo governo central e pelas províncias.

Para acelerar a adoção dos BEVs, há uma robusta expansão da capacidade de produção de eletricidade, com maior uso de fontes renováveis (eólica e solar), aumento da capacidade de armazenamento de energia (para compensar a variabilidade das renováveis), expansão da rede de recarga e disseminação de sistemas automatizados para a rápida substituição de pacotes inteiros de baterias (troca de baterias) em caminhões. Essa solução permite a troca das baterias em poucos minutos (5–8 minutos no total), evitando longos tempos de recarga. Também limita o investimento necessário para adquirir veículos de emissão zero, já que as baterias — que custam quase tanto quanto o caminhão sem baterias — são alugadas, não compradas.

Dados do primeiro semestre de 2025 mostram que aproximadamente 20.400 veículos pesados (30% do total de veículos elétricos) estão equipados com sistemas de troca rápida de baterias, evidenciando o sucesso dessa solução. Os dois pilares que sustentam a adoção de veículos de emissão zero na China são o crescimento da capacidade de produção de eletricidade e o hidrogênio verde de fontes renováveis.

Energia solar

Em 2024, a energia gerada por fontes eólica e solar aumentou 25% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2025, houve novo aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2024. De junho de 2024 a junho de 2025, a energia gerada por painéis solares e parques eólicos na China atingiu 2.073 terawatts, superando os 1.936 terawatts gerados por fontes nucleares, hidrelétricas e biomassa.

Segundo dados da NEA, a China atingiu uma capacidade de produção de aproximadamente 36,5 milhões de toneladas de hidrogênio verde por ano em 2024, representando cerca de 50% da produção global. Cerca de 125.000 toneladas de hidrogênio (um aumento de mais de 38% em relação a 2023) foram produzidas por eletrólise da água, sendo consideradas hidrogênio verde. O desenvolvimento do hidrogênio também envolveu a infraestrutura de abastecimento, que chegou a 540 postos de serviço até o final de 2024, com mais de 600 previstos até o final de 2025.

Híbridos, veículos elétricos a bateria e caminhões a célula de combustível

Híbridos, veículos elétricos a bateria e caminhões a célula de combustível foram exibidos no China Commercial Vehicle Show (CCVS) em Wuhan, mostrando o rápido desenvolvimento das novas tecnologias de propulsão.

Entre os modelos com linhas de transmissão híbridas gás-elétrico estava o Dongfeng 6×4 Tianlong (literalmente “Dragão Celestial”) KX. Além de um motor de combustão interna alimentado por GNL, com um tanque criogênico de 1.350 litros atrás da cabine, utiliza um motor elétrico de 80 kW para fornecer torque adicional às rodas em subidas ou durante picos de consumo de energia. Uma configuração híbrida em que o motor de combustão atua como extensor de autonomia pode ser encontrada no Dongfeng Tianlong KL 6×4, que possui uma bateria de 78,3 kW e um motor GNL de 170 kW, alimentado por um tanque de 1.000 litros.

Outro modelo da Dongfeng — um dos principais fabricantes chineses de veículos pesados, com mais de 24% de participação no segmento acima de 14 toneladas — é o trator 4×2 Tianlong GX, com entre-eixos de 4,1 metros. Este veículo é equipado com uma célula de combustível de 190 kW alimentada por hidrogênio gasoso armazenado a 700 bar em quatro tanques verticais de fibra de carbono atrás da cabine.

Z Truck

O trator Z Truck, criado por uma start-up chinesa fruto da colaboração entre a Shanghai Wuliu Automotive Technology e a Horizon Fuel Cells, possui duas células de combustível de 150 kW. Segundo o fabricante, o principal destaque do veículo é sua autonomia operacional de mais de 1.500 quilômetros, possível graças a uma bateria de 600 kWh, significativamente maior que as normalmente instaladas em veículos a célula de combustível.

A feira chinesa apresentou muitos caminhões elétricos a bateria (BEVs) destinados ao uso regional ou ao setor de construção, bem como para apoio a canteiros de obras. Entre eles, o Chenglong H5 da Dongfeng (Dongfeng Liuzhou Motor) na configuração 8×4, equipado com baterias de capacidade máxima superior a 600 kWh.

Outros exemplos incluem o FAW J6L EV chassi 8×4 com betoneira e baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 352 kWh, permitindo autonomia de 200–220 quilômetros; o J6L EV trator 6×4 para uso regional da FAW com baterias de 400 kWh; e o J6P EV chassi cabine com caçamba traseira e pacote de baterias de 600 kWh.

Em todos os casos, há sistema de troca rápida de baterias para evitar longos períodos de inatividade. Por fim, destacou-se a combinação de um trator (Shacman H6000E) com semirreboques EVRT equipados com eixo eletrificado, permitindo ao veículo rebocado fornecer torque adicional ao caminhão durante picos de demanda energética.

O Hybot H49 venceu o prêmio Caminhão Chinês do Ano 2026

China
Huang Zhaoqin, presidente da Hybot, e Sun Ying, CEO da empresa chinesa, receberam o troféu das mãos de Wang Xia, presidente da seção automotiva do China Council for the Promotion of International Trade (Auto-CCPIT); Yu Jing, presidente do júri do prêmio; e Gianenrico Griffini, jornalista da Allestimenti & Trasporti

Concedido pela revista chinesa Commercial Vehicle Magazine com o apoio de jornalistas do International Truck of the Year, o título de Caminhão Chinês do Ano 2026 foi para o Hybot H49, um veículo elétrico a célula de combustível (FCEV) desenvolvido pela start-up Guangzhou Hybot Technology. Fundada no final de 2021, a empresa chinesa avançou rapidamente graças ao capital de risco de diversos investidores domésticos e a um eficiente ecossistema local focado em tecnologias de hidrogênio.

O Hybot H9 é um trator 6×4 adequado para combinações de até 49 toneladas, o mais comum entre as transportadoras chinesas. Ele é equipado com um sistema de células de combustível com potência total de 300 kW. O hidrogênio para as células é armazenado em forma gasosa a 700 bar em tanques de fibra de carbono ao longo do chassi. A versão de maior autonomia — até 1.000 km, segundo o fabricante — conta com tanques adicionais de H₂ atrás da cabine. O veículo pode operar em condições extremas, com temperaturas de -30 a +45°C e altitudes de até 3.500 metros acima do nível do mar.

Características da cabine e motores

Testes de estrada realizados pelo fabricante mostraram consumo médio de cerca de 7,1 kg de hidrogênio por 100 km. A autonomia estendida do veículo se deve à eficiência aerodinâmica da cabine, com Cx de 0,35, e ao baixo peso em ordem de marcha, inferior a 10 toneladas, graças ao uso de componentes de polímero reforçado com fibra de carbono (CFRP).

O Hybot é movido por três motores elétricos: um integrado ao segundo eixo e dois ao terceiro. Essa arquitetura permite o uso de um único motor em velocidade de cruzeiro em estradas planas e dos três motores em aclives acentuados ou curvas. O interior da cabine é especialmente interessante, com assento único à esquerda, instrumentação totalmente digital com telas substituindo os retrovisores tradicionais e área de descanso conversível, incluindo box para banho, beliche rebatível na parede traseira e espaço para máquina de lavar. Durante a cerimônia de premiação, a Hybot assinou contrato de fornecimento com a Wuhan Future Innovative Comprehensive Energy Service para o fornecimento de cerca de 200 veículos de baixo impacto ambiental — incluindo o H49 — ao custo total de cerca de R$ 589 milhões.

Mercedes-Benz entra em 2026 sob o signo da história — e da inovação que moldou o automóvel

O ano de 2026 será mais do que uma sequência de datas comemorativas para a Mercedes-Benz. Será, sobretudo, um marco simbólico de como a história do automóvel, do transporte de cargas e da própria engenharia moderna se confunde com a trajetória da marca alemã. Ao longo de doze meses, a empresa celebrará aniversários que vão desde os 140 anos do nascimento do automóvel até os 100 anos da fusão entre Benz & Cie. e Daimler-Motoren-Gesellschaft, origem da então Daimler-Benz AG e da marca Mercedes-Benz como é conhecida hoje.

O calendário inclui ainda 130 anos dos primeiros veículos de transporte, 50 anos da icônica série 123, 20 anos do Museu Mercedes-Benz, em Stuttgart, além de marcos decisivos em segurança veicular, veículos comerciais, esportivos e no automobilismo. A companhia informou que os detalhes de cada celebração serão divulgados ao longo do ano por meio de comunicados oficiais.

Para pesquisadores, jornalistas e entusiastas, a Mercedes-Benz também mantém um vasto acervo histórico de acesso público. O banco de dados multimídia Classic M@RS reúne documentos, imagens e registros de toda a trajetória da marca, disponíveis gratuitamente mediante cadastro. Já a Crônica Ilustrada Mercedes-Benz, também online, oferece uma narrativa visual da evolução tecnológica e cultural da empresa.

O nascimento do automóvel e a consolidação de uma era

Dois eventos de 1886 formam a espinha dorsal da história que será celebrada em 2026. Em 29 de janeiro, Carl Benz solicitou a patente de seu veículo de três rodas com motor a gás, amplamente reconhecido como o nascimento do automóvel. Pouco depois, em 8 de março, Gottlieb Daimler encomendou uma charrete que daria origem ao primeiro automóvel de quatro rodas, equipado com um motor de combustão de alta rotação.

Esses desenvolvimentos paralelos, inicialmente independentes, moldaram os fundamentos técnicos e conceituais da mobilidade moderna. Quatro décadas depois, em 28 e 29 de junho de 1926, a fusão entre Benz & Cie. e Daimler-Motoren-Gesellschaft consolidaria essa herança em uma única empresa, criando uma marca que passaria a ser referência global em engenharia, luxo e inovação.

Mercedes-Benz
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Segurança: uma assinatura técnica da marca

Entre os aniversários mais simbólicos de 2026 está o 75º aniversário do pedido de patente da carroceria de segurança, feito por Béla Barényi, em 3 de janeiro de 1951. Sua aplicação em produção começou em 1959, nos sedãs W 111, conhecidos como “rabo-de-peixe”, e redefiniu os padrões de proteção veicular ao introduzir o conceito de zonas de deformação programada.

A tradição de inovação em segurança segue presente em outros marcos do calendário, como a apresentação, em fevereiro de 1986, dos sistemas ASR, ASD e da tração integral 4MATIC, tecnologias que anteciparam a eletrônica embarcada como pilar da segurança ativa.

Ícones de produto e influência cultural

Poucos modelos sintetizam tão bem o equilíbrio entre engenharia, conforto e longevidade quanto a série 123, apresentada em 27 de janeiro de 1976, que completa 50 anos em 2026. Reconhecida por sua robustez e confiabilidade, a linha tornou-se um símbolo global da marca, especialmente em mercados onde durabilidade era fator decisivo de compra.

Outros lançamentos marcantes reforçam esse legado, como o Mercedes-Benz 300 (W 186) e o 220 (W 187), apresentados no Salão de Frankfurt de 1951 e considerados precursores diretos do atual Classe S. Já em 2001, o SL da série R 230 levou inovações técnicas ao segmento de roadsters de luxo, enquanto o SLK (R 170), lançado em 1996, inaugurou um novo nicho com seu teto rígido vario-roof.

Veículos comerciais: a gênese do transporte moderno

A Mercedes-Benz também usará 2026 para reforçar seu papel fundador no transporte de cargas. Em 18 de agosto de 1896, Gottlieb Daimler apresentou o primeiro caminhão motorizado do mundo, vendido ao British Motor Syndicate, em Londres. Poucos meses depois, em 5 de dezembro do mesmo ano, a Benz & Cie. entregou o que é considerado o primeiro furgão da história, antecipando conceitos logísticos que hoje sustentam cadeias globais de suprimento.

Outro símbolo dessa versatilidade é o Unimog, cujo protótipo começou a ser testado em 9 de outubro de 1946. Criado como “Equipamento Motorizado Universal para Agricultura”, o modelo evoluiu para um dos veículos mais multifuncionais já produzidos, atravessando décadas e aplicações civis e militares.

Automobilismo: tecnologia testada no limite

A história esportiva da Mercedes-Benz também ocupa espaço central nas celebrações de 2026. Em 1901, o Mercedes 35 PS dominou a “Nice Week”, levando o secretário-geral do Automobile Club de France a declarar: “Entramos na era Mercedes.” Décadas depois, em 1926, Alfred Neubauer introduziu seu revolucionário sistema de sinalização para pilotos, um marco na gestão de corridas.

Mais recentemente, vitórias como a do Sauber-Mercedes C8, em Nürburgring, em 1986, marcaram o retorno da marca ao automobilismo de alto nível. No mesmo espírito de inovação, o C 111-II D estabeleceu recordes mundiais em 1976, enquanto, quase meio século depois, o Concept AMG GT XX repetiu o feito em Nardò, em 2025.

A presença constante da Mercedes-Benz na Fórmula 1 também será lembrada, especialmente pelo 30º aniversário do primeiro Safety Car oficial da marca, em 1996, e pelo quinto título de Bernd Schneider no DTM, em 2006, consolidando-o como o maior campeão da categoria.

Museu e memória como estratégia de marca

A celebração dos 20 anos do Museu Mercedes-Benz, inaugurado em 19 de maio de 2006, completa esse panorama histórico. Mais do que um espaço expositivo, o museu tornou-se um ativo estratégico da marca, conectando passado, presente e futuro em uma narrativa que reforça valores como inovação contínua, excelência técnica e visão de longo prazo.

Uma história que projeta o futuro

Ao reunir aniversários que atravessam automóveis, caminhões, segurança, automobilismo e cultura industrial, a Mercedes-Benz transforma 2026 em um exercício de memória estratégica. Mais do que reverenciar o passado, a marca sinaliza que sua história segue sendo um ativo central para enfrentar os desafios da mobilidade contemporânea — da transição energética à digitalização.

Em um setor cada vez mais pressionado por mudanças tecnológicas e regulatórias, a Mercedes-Benz aposta em algo raro: a capacidade de usar 140 anos de história não como nostalgia, mas como fundamento para seguir moldando o futuro do transporte.

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Os 10 maiores fabricantes chineses de caminhões pesados. Três estão no Brasil

Com base nos dados consolidados de vendas acumuladas entre janeiro e outubro de 2025, o mercado chinês de caminhões pesados mostra sua dimensão estratégica global e evidencia um cenário de forte concentração entre os principais fabricantes locais, além de taxas expressivas de crescimento impulsionadas pela retomada econômica, renovação de frota e investimentos em infraestrutura.

A Sinotruk mantém a liderança isolada do ranking, com 253.255 caminhões pesados vendidos, crescimento anual de 23,25% e 27,26% de participação de mercado. O desempenho reforça a posição do grupo como principal referência do segmento na China, sustentado por ampla capilaridade, portfólio diversificado e forte presença em aplicações rodoviárias e fora de estrada.

Na segunda posição aparece a FAW Jiefang, com 176.116 unidades, avanço de 16,67% e 18,96% de market share. Logo atrás, a Shacman ocupa o terceiro lugar, somando 148.161 veículos, crescimento de 19,08% e 15,95% de participação, seguida de perto pela Dongfeng Motor, que comercializou 146.307 caminhões, registrando alta de 24,37% e 15,75% do mercado.

Esses quatro fabricantes concentram juntos mais de 78% das vendas entre os dez maiores, evidenciando um mercado altamente dominado por grandes grupos nacionais.

Destaque para crescimentos acelerados

Um dos principais destaques do período é a Foton, que aparece na quinta posição com 117.887 unidades vendidas, mas chama atenção pelo crescimento anual de 99,91%, praticamente dobrando seu volume em relação ao ano anterior e alcançando 12,69% de participação.

Também se sobressaem fabricantes de menor escala, porém com taxas de expansão muito elevadas. A XCMG, tradicionalmente associada a máquinas de construção, vendeu 30.127 caminhões, com crescimento de 87,89%. Já a CAMC apresentou avanço de 108,72%, somando 10.106 unidades, enquanto a Chery Trucks registrou o maior crescimento percentual do ranking, de 140,32%, ainda que com volume mais modesto, de 5.996 caminhões.

Fabricantes em estabilidade e retração pontual

Entre os dez maiores, a JAC Motors foi a única a registrar leve retração no período, com queda de 1,42%, totalizando 11.212 unidades e 1,21% de participação. A BAIC Trucks, por sua vez, aparece na nona posição, com 8.080 caminhões vendidos, crescimento de 57,02% e 0,87% do mercado.

No acumulado dos dez maiores fabricantes, o volume chega a 906.977 caminhões pesados, o que representa 97,67% do mercado total chinês no período analisado. O dado reforça não apenas a escala da indústria local, mas também o alto nível de concentração e competitividade entre os líderes, em um ambiente marcado por inovação tecnológica, avanço de veículos mais eficientes e crescente atenção a soluções de menor impacto ambiental.

O desempenho de 2025 confirma a China como o maior e mais dinâmico mercado de caminhões pesados do mundo, com fabricantes cada vez mais preparados para competir globalmente — cenário que segue no radar de montadoras, fornecedores e operadores logísticos internacionais.

Além dos três entre os 10 maiores fabricantes de caminhões chineses, acaba de chegar ao Brasil a SANY Trucks, divisão da SANY do Brasil:

China x Brasil: o que os números revelam para o mercado brasileiro

A liderança e o ritmo de crescimento dos fabricantes chineses de caminhões pesados contrastam fortemente com a realidade do mercado brasileiro, que opera em outra escala e com dinâmica distinta. Enquanto a China ultrapassa 900 mil caminhões pesados vendidos em apenas dez meses, o Brasil costuma registrar, em um ano considerado positivo, volumes totais significativamente inferiores, mesmo somando caminhões médios e pesados. Essa diferença evidencia não apenas o tamanho do mercado chinês, mas também sua capacidade de absorver rapidamente novas marcas, tecnologias e modelos de negócio.

Nesse contexto, chama atenção o avanço de fabricantes que já mantêm operação comercial no Brasil, como Foton, JAC Caminhões e XCMG. Na China, essas três marcas apresentaram crescimentos acima da média em 2025.

No Brasil, porém, o desafio dessas marcas é outro: competir com fabricantes historicamente estabelecidos, rede de concessionárias madura e forte fidelização do cliente, além de atender às exigências regulatórias locais, como o Proconve P8.

Ainda assim, a experiência chinesa indica que esses grupos chegam com musculatura industrial, escala produtiva e velocidade de desenvolvimento suficientes para pressionar preços e acelerar a renovação de frota — algo particularmente relevante em um país com idade média elevada dos caminhões em circulação.

A leitura comparativa sugere que, embora o Brasil não replique o volume chinês, o desempenho dessas marcas em seu mercado de origem funciona como um termômetro estratégico. Se conseguirem adaptar portfólio, pós-venda e financiamento à realidade brasileira, Foton, JAC Caminhões e XCMG tendem a ampliar gradualmente sua participação, sobretudo em aplicações fora de estrada, construção, agronegócio e transporte regional, onde o custo-benefício tem peso decisivo na compra.

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BorgWarner celebra crescimento de 25% este ano e prepara nova expansão em 2027

A BorgWarner apresenta resultados positivos para 2025, perspectiva de estabilidade para 2026 e crescimento para 2027. A Frota News visitou à fabrica de Itatiba (SP) para conversar com as suas principais lideranças e conhecer as linhas de montagem de turbocompressores para veículos leves e pesados, sistema de ventiladores para radiadores de pesados e sistema de correntes para motores de leves.

A partir de meados de 2026, começa a ser construída uma nova linha de montagem de turbocompressores passará a produzir localmente em 2027 uma linha de turbos para carros de passeio que hoje é fabricada na Europa e destinada a um modelo flex comercializado no mercado brasileiro. O nome da montadora — europeia — permanece sob confidencialidade contratual.

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A linha será transferida integralmente de uma unidade da própria BorgWarner na Europa. A instalação dos equipamentos — bancadas, máquinas de teste e balanceadoras — está prevista para meados de julho de 2026, com ramp-up da produção ao longo de 2027. O investimento não foi revelado, mas a nacionalização permitirá à cliente maior previsibilidade, redução de custos logísticos e mitigação de riscos ligados ao câmbio e ao transporte internacional.

“Com a localização do turbo mitigamos o risco, que hoje é 100% do cliente. Quando o produto passa a ser feito aqui, é o fornecedor quem se responsabiliza pelo estoque, componentes e agilidade de entrega”, afirma Melissa Mattedi, diretora geral da unidade de Itatiba. Ela destaca ainda a vantagem do suporte técnico imediato.

A nova linha, que ocupará espaço já disponível na fábrica — hoje com utilização entre 83% e 85% da capacidade — exigirá a contratação inicial de oito profissionais. Quando atingir o pico de operação, em dois turnos, deverá elevar em cerca de 10% o volume total de turbos fabricados em Itatiba. Um diferencial é a flexibilidade: os equipamentos podem ser adaptados para outros tamanhos de turbo e motores, abrindo caminho para possíveis expansões junto ao mesmo cliente ou a novos contratos.

Terceira montadora de carros leves

A nacionalização marca também a chegada da terceira montadora de veículos leves ao portfólio da BorgWarner no Brasil. A mais recente conquista havia sido a Stellantis, em 2019 — parceria que se ampliou com Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot, culminando no turbo da Fiat Strada lançado em 2022. A empresa também fornece à Volkswagen, cuja linha Tera adotou turbocompressor da marca no início deste ano.

Se o segmento de leves representa o maior volume de produção, o de pesados o de maior valor agregado e sofisticação. Nos pesados, desde a entrada em vigor do Proconve L8 (equivalente ao Euro 6), a BorgWarner fornece turbos ball bearing (mais eficientes) para Scania e Volvo além de soluções convencionais com mancal para Mercedes-Benz, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Iveco. Um novo contrato em veículos comerciais também será anunciado no fim de 2025 — com exceção da DAF, todas as grandes montadoras do setor já são clientes.

A executiva afirma que a penetração dos turbos nos carros de passeio no Brasil gira em torno de 50%, sendo metade de participação da BorgWarner. Na Europa, essa taxa chega a 70%, o que indica, segundo Mattedi, tendência de expansão para o mercado brasileiro.

A empresa também intensifica negociações com marcas chinesas instaladas no País — BYD, GWM, Geely, Chery e Omoda Jaecoo.

Desempenho em 2025 e projeções para 2026

A fábrica de Itatiba deve encerrar 2025 com crescimento de 25% no faturamento e de 20% na produção. O impulso veio dos turbos ball bearing para pesados, da maior demanda de veículos flex 1.0 e 1.3, e dos recordes de vendas no mercado de reposição. As correntes de sincronismo — fornecidas a Renault, Nissan e Stellantis — avançaram 25%.

O ano de 2025 também marca os 50 anos da BorgWarner no País. Para Mattedi, é o “ano de ouro” da operação. Mas 2026 deve ser de estabilidade: sem novos lançamentos programados com fornecimento da companhia e com um cenário macroeconômico desafiador — juros altos, crédito restrito e incertezas geopolíticas —, a meta é manter o desempenho atual. “Se não reduzirmos o faturamento já será um ganho”, resume.

O segmento de pesados, tradicionalmente mais resiliente, sentiu impactos após o “tarifaço” e adiou renovações de frota. A empresa, porém, não enfrenta dificuldades com semicondutores, pois utiliza fornecedores de diversas regiões além da China.

Eletrificação e novas oportunidades

A expansão dos veículos eletrificados não preocupa a BorgWarner no curto e médio prazo. Como o avanço no Brasil ocorre principalmente com híbridos, que também utilizam turbos, a demanda permanece. Além disso, a companhia é fornecedora global de componentes para eletrificação — como sistemas térmicos, ventiladores eletrônicos e soluções para gerenciamento de baterias — e está aberta a localizar novas linhas conforme a evolução do mercado.

Além disso, se a eletrificação 100% a bateria vem enfrentando resistência no mundo interior, exceto para ônibus urbanos, no qual a BorgWarner já tem uma solução com grande aceitação e já utilizada pela Mercedes-Benz no Brasil, entre outros países.

Em 50 anos de operação, a unidade de Itatiba já produziu mais de 8 milhões de turbocompressores, 6 milhões de embreagens viscosas e ventiladores, e outros 6 milhões de correntes de sincronismo. A partir de 2027, começa mais um ciclo: com a nacionalização da nova linha, a BorgWarner reforça sua estratégia de diversificação e consolida o Brasil como polo industrial estratégico para motores de combustão e eletrificados.

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AEA reforça protagonismo técnico e liderança na agenda de descarbonização do setor automotivo em 2025

Em seu tradicional encontro com a imprensa, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) apresentou o balanço das atividades de 2025, detalhou a revisão de seu planejamento estratégico e lançou novos estudos técnicos sobre tendências do setor automotivo e de transportes. O evento reforçou o papel da entidade como um hub neutro de discussão técnica, reunindo indústria, academia e governo em torno dos desafios da descarbonização, da inovação tecnológica e da evolução regulatória.

A abertura foi conduzida pelo presidente da AEA, Marcus Vinícius Aguiar, executivo da Renault, que destacou a natureza plural da associação. “A AEA hoje é um fórum neutro, que agrega todo o elo da cadeia automotiva”, afirmou. Segundo ele, a atuação da entidade está estruturada em pilares que incluem descarbonização, sustentabilidade e matriz energética; tecnologias veiculares e segurança; e manufatura avançada, com foco em soluções aplicáveis ao transporte de cargas e passageiros.

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Na sequência, o vice-presidente da AEA, Everton Lopes, da Mahle, apresentou os avanços do planejamento estratégico desenvolvido ao longo de 2025 com apoio de consultorias como KPMG e BCG. “A AEA tem se tornado cada vez mais um hub de engenharia no Brasil. A discussão agora é como nós mantemos esse sucesso continuado”, disse. Entre as missões estratégicas, ele destacou a ampliação do quadro de associados, a liderança técnica em descarbonização e a criação de um Observatório de Tendências.

Segundo Lopes, o Brasil tem potencial para assumir protagonismo nos estudos de emissões. “Nós estamos construindo do zero a análise do ciclo de vida do veículo, desde a matéria-prima até a reciclagem”, afirmou. No campo do valor intangível, o executivo ressaltou a importância de fortalecer comunicação, governança e parcerias, além de aproximar universidades e indústria. “É importante estar presente nas universidades, demonstrando que o engenheiro pode desenvolver sua carreira e tecnologias aqui”, completou.

O lançamento dos estudos técnicos ficou a cargo do diretor de Tendências Tecnológicas da AEA, Murilo Ortolan, executivo da Horse. As análises abordam inteligência artificial, conectividade, componentes embarcados e o cenário de emissões de veículos leves. Ao analisar a evolução das emissões no transporte, Ortolan destacou que políticas de eficiência energética já trouxeram resultados. “De 2012 até a atualidade, temos uma frota que cresce 50%, mas com emissões de CO₂ estáveis, graças a programas como o Inovar-Auto”, contextualizou.

Apesar dos avanços, o diretor alertou para os próximos passos. “Temos que fazer uma inflexão para baixo rumo à neutralidade”, afirmou, ressaltando o papel da matriz elétrica renovável brasileira e do programa Mover, que incorpora a avaliação poço-à-roda e incentiva biocombustíveis e eletrificação. “Para veículos leves, a rota no Brasil é combinar motores mais eficientes, eletrificação e biocombustíveis. Para pesados, a transição será mais diversa”, explicou, citando diesel mais eficiente, eletrificação urbana e, no longo prazo, hidrogênio verde.

Ortolan também destacou a rápida evolução tecnológica no setor, com a transição para o conceito de veículo definido por software. “Nos veículos de entrada, já vemos conectividade e assistentes. Em modelos acima de R$ 200 mil, surgem níveis iniciais de autonomia”, afirmou. Segundo ele, a inteligência artificial já impacta tanto o desenvolvimento dos veículos quanto os processos industriais e de segurança.

No encerramento, Aguiar reforçou os desafios regulatórios do próximo ciclo. “Temos que trabalhar na evolução da regulamentação para o próximo quinquênio, após 2028”, afirmou. Ele alertou para a necessidade de equilíbrio entre inovação e preservação da indústria nacional. “O grande desafio é fazer nosso flex fuel conviver com hibridização e BEVs, para não perdermos nossa cadeia automotiva e não virarmos meros importadores”, concluiu.

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Iveco reforça resultado de 2025 com entrega de 72 caminhões Tector

A Iveco entregou 72 unidades da linha Tector à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (SEAPA-MG), número que ajuda a reduzir a queda das vendas da montadora este ano, que deverá encerrar o ano com redução entre 2% e 3%.

O lote entregue é composto por 19 unidades do Tector 15-210, 23 unidades do Tector 17-210 e 30 unidades do Tector 27-320.

As recentes entregas ao governo mineiro — incluindo o novo lote dos Tector — ajudaram a melhorar o ritmo de emplacamentos da Iveco em um ano de ajustes e forte competição no segmento de caminhões.

Segundo dados da Anfavea, a montadora registrou 7.735 unidades emplacadas entre janeiro e novembro de 2025, queda de 2,5% frente às 8.172 do mesmo período de 2024. Apesar do recuo, a marca apresenta sinais de estabilidade e contenção de perdas em um mercado ainda marcado por volatilidade no segmento de médios e pesados.

A performance mostra que, embora o ano tenha sido desafiador, a Iveco mantém posição com menos perdas em comparação com o mercado total, de -8,7%, com 103.633 caminhões entregues este ano. Dentro do total, a Iveco garantiu uma participação de 7,5%.

Por segmento

Iveco
Fonte: Fenabrave
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