sexta-feira, abril 3, 2026

Iccarus: uma experiência onde São Paulo encontra o mito de Ícaro, entre o sol, a arquitetura e os sentidos

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O Roteiro Automotivo esteve no Iccarus, novo restaurante localizado no icônico 43º andar do Vista do Vale, um dos edifícios mais imponentes e emblemáticos da cidade de São Paulo. A ida até o restaurante, por si só, já é um convite a uma cena bucólica e histórica da capital. É como assistir a uma orquestra urbana: a arquitetura, os movimentos e os sons se entrelaçam entre buzinas, passantes e celulares. Tudo vibra em um tom energizante, no caos poético tão característico da nossa grande metrópole. 

O Iccarus se apresenta com uma arquitetura imersiva — ali, tudo é experiência. Inspirado no mito de Ícaro, o espaço dança na sutileza das luzes solares projetadas por praticamente todo o ambiente, remetendo ao toque sublime do sol. Há algo de transcendental que nos envolve ao percorrer os salões propostos pelo restaurante. Ao adentrar, somos recebidos por uma cortina que remete à abertura das luzes de um anfiteatro. Em seguida, o espetáculo se revela: mesas bem distribuídas, abajures dourados e a presença intensa e viva de luzes vermelho-alaranjadas nos provocam a reviver o ato mais sublime de Ícaro — tocar o sol, alcançar o masterpiece. 

Há um salão vermelho cuja proposta futura é receber reservas de grupos e eventos corporativos. Neste ambiente, a vista é magistral: o contraste entre os tons quentes do espaço e os grandes edifícios do vale cria um diálogo profundo e ousado com o também icônico Banespão, hoje Farol Santander. 

O cardápio, ainda mais enxuto por seguir a proposta de soft open, entrega drinks impecáveis e clássicos muito bem executados. Destaque especial para o Old Fashioned e para o já conhecido — e sempre certeiro — Espresso Martini. 

A culinária é minuciosa, com uma apresentação que flerta com o Art Déco. Vale a pena se permitir saborear cada entrada; os croquetes, em especial, são fabulosos. 

O serviço é, sem dúvida, um dos pontos altos da experiência. Logo na chegada, somos recebidos como se estivéssemos em uma apresentação cuidadosamente ensaiada — cada detalhe tem seu encaixe. Édipo, Ana e Alana conduzem o atendimento com precisão, gentileza e atenção plena. Mal precisamos pedir: eles antecipam, acolhem e nos afagam com um serviço verdadeiramente impecável. 

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O fumódromo é uma experiência à parte. Após subir dois lances de escada, nos deparamos com São Paulo aos nossos pés — ou melhor, uma vista quase 360° que deleita o olhar. Aqui, a única sugestão seria uma sinalização mais evidente nos degraus e escadas, que exigem atenção redobrada. 

Há ainda uma pista charmosa, integrada à energia do bar 360°, que permite tanto um visual privilegiado quanto um atendimento fluido e envolvente. 

Tudo é afetivo, sonoro e visceral. Não houve economia em nos proporcionar uma verdadeira alquimia sensorial — uma experiência que envolve, com elegância e intensidade, todos os sentidos. 

 Quem é Ícaro? 

 Ícaro é o personagem do mito grego que simboliza o impulso humano de ultrapassar limites. Filho de Dédalo, grande inventor, ele escapa do labirinto de Creta com asas feitas de penas e cera, mas, tomado pela euforia do voo, ignora os avisos do pai e se aproxima demais do sol. O calor derrete a cera, as asas se desfazem e Ícaro cai no mar. Seu conto atravessa séculos como uma metáfora poderosa sobre ambição, liberdade e risco: a beleza de ousar, a sedução do impossível e o preço que se paga ao confundir coragem com desmedida. 

Endereço: Praça Pedro Lessa, 110 – 43º andar, Centro Histórico, São Paulo – SP, 01032-030, Brasil.

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Muito discurso, pouca frota: a eletrificação dos caminhões não sai do papel na Europa e nem no Brasil

A transição energética no transporte rodoviário de cargas é frequentemente tratada como uma corrida global rumo à eletrificação. Mas, quando se observa a frota real em circulação — e não apenas as vitrines de lançamentos ou percentuais de vendas — o cenário revela diferenças estruturais profundas entre Europa e Brasil. Dados recentes da ACEA, Anfavea e Fenabrave mostram que, apesar do discurso avançado, os caminhões movidos a energia elétrica ainda são estatisticamente irrelevantes em ambos os mercados. O que muda é o ponto de partida, o ritmo e, sobretudo, a estratégia adotada por gestores de frotas

A União Europeia possui hoje cerca de 6,2 milhões de caminhões médios e pesados em circulação. Esse contingente cresceu apenas 0,9% no último ano, isso em um mercado maduro e cauteloso. O dado mais preocupante, porém, é o envelhecimento persistente da frota: a idade média chegou a 14 anos em 2024 e 2025, patamar histórico para o bloco. É nós, no Brasil, achando que idade média de frota alta era coisa de país subdesenvolvido.

Na prática, isso significa que uma parcela relevante desses veículos ainda opera sob normas Euro 4 ou início Euro 5. Em termos operacionais, são caminhões que:

  • consomem 15% a 20% mais combustível do que um Euro 6 moderno;
  • emitem níveis significativamente maiores de NOx e material particulado;
  • elevam custos de manutenção e riscos ambientais e de segurança.

Apesar da pressão regulatória e das metas de neutralidade climática, a eletrificação da frota total é mínima. Caminhões elétricos representam apenas 0,3% da frota em uso, embora já respondam por 2,3% das vendas novas em 2024. Em números absolutos, ao final de 2024, a Europa contava com cerca de 15 mil caminhões elétricos a bateria (BEV) e apenas 170 unidades movidas a hidrogênio. Tudo isso distribuído em 27 países da União Europeia, totalizando mais de 450 milhões de habitantes. Neste ritmo, a renovação total da frota de caminhões a diesel por elétricos não ocorrerá nas próximas quatro ou cinco décadas.

Para a ACEA, esse descompasso revela uma realidade incômoda: trocar rapidamente caminhões antigos por modelos Euro 6 a diesel pode gerar um impacto ambiental imediato maior do que a simples venda de elétricos, dada a baixa escala atual da tecnologia zero emissão. No Brasil, a Anfavea apresentou estudos que corroraboram com a ACEA.

Infraestrutura e custos: os verdadeiros freios da eletrificação pesada

O maior entrave europeu está fora do veículo, como disse Christian Levin, CEO da Scania, presidente do Conselho Executivo do TRATON Group e do Conselho de Veículos Comerciais da ACEA (associação dos fabricantes) em entrevista publicada com exclusividade no Brasil pela Frota News:

Para que um caminhão elétrico de 40 toneladas seja viável no transporte de longa distância, é necessário recarregar durante a pausa obrigatória do motorista: 45 minutos após 4,5 horas de direção. Isso exige carregadores de ultra-alta potência, de custo altíssimo.

Hoje, existem apenas 1.100 pontos públicos acima de 350 kW em toda a União Europeia adequados para caminhões. A estimativa da ACEA indica necessidade de 50 mil carregadores públicos até 2030. No Brasil, os projetos mais otimistas projetam 1 mil carregadores públicos para caminhões até 2030.

O problema escala rapidamente quando se olha para a rede elétrica. Um hub rodoviário com vários caminhões carregando simultaneamente demanda potência equivalente à de uma pequena cidade. O custo estimado para reforçar as redes elétricas europeias é de 600 bilhões de euros até 2030 (equivalente  a R$ 3,2 trilhões), dinheiro indisponível no Brasil para melhorar a nossa rede elétrica nem em cinco décadas. Além disso, o setor de recarga de caminhões vai disputar energia elétrica com a onde de construção da data centers no Brasil.

Somam-se a isso, os custos dos veículos: um caminhão elétrico novo custa em torno de 300 mil euros, cerca de três vezes o valor de um modelo a diesel. Em conversão direta para real, custaria R$ 1,6 milhão. No entanto, com a carga tributária e o custo Brasil, este o mesmo modelo custaria entre R$ 2 e 3 milhões.

Por que ônibus avançam mais rápido que caminhões

A comparação entre segmentos ajuda a entender o desafio:

Veículo Elétricos na frota total Elétricos nas vendas 2024
Caminhões 0,3% 2,3%
Vans 1,3% 6,1%
Ônibus 3,2% 18,5%

 

Nos ônibus, o modelo de negócio faz toda a diferença. Recursos públicos dos contribuintes, rotas fixas, retorno diário à garagem e carregamento noturno em garagens privadas eliminam a dependência da infraestrutura pública. Não por acaso, 40% dos ônibus urbanos novos vendidos em 2024 na Europa já eram BEV, em linha com o mandato europeu de 90% até 2030. Para caminhões que cruzam fronteiras e operam em horários variáveis, o desafio é de outra ordem de grandeza.

  • Saiba mais: A Frota News conta com uma seção dedicada ao tema descarbonização das frotas com mais de 200 artigos publicados: Frota Sustentável

Brasil: números pequenos e com mais desafios

No Brasil, a eletrificação dos caminhões ainda é embrionária, mas apresenta características mais desafiadoras. Segundo a Anfavea, em 2025 foram emplacados 410 caminhões elétricos e 845 ônibus elétricos. Em um mercado dominado historicamente pelo diesel, esses números ainda são marginais.

Um dado estratégico chama a atenção: apenas 86 dos 410 caminhões elétricos foram fabricados no Brasil, todos da Volkswagen Caminhões e Ônibus (e-Delivery). Os outros 324 foram importados da China, evidenciando a forte dependência da importação de fabricantes asiáticos para a transição energética brasileira.

O detalhamento da Fenabrave reforça esse quadro. No acumulado de 2025, foram 368 caminhões elétricos emplacados, com concentração em poucas marcas:

Posição Fabricante Quantidade Participação
JAC 164 44,57%
VW Truck & Bus 86 23,37%
Foton 34 9,24%
Nanjing 28 7,61%
Tesla (picape com PBT de caminhão) 23 6,25%
Sany Caminhões 13 3,53%
Mercedes-Benz do Brasil 7 1,90%
Demais 13 3,53%

 

Diferentemente da Europa, o Brasil ainda enfrenta uma frota gigantesca mais envelhecida sob padrões ambientais rígidos como o Euro 0, 1 2, 3 e 5. O Proconve P8 (equivalente ao Euro 6) é relativamente recente, e a renovação da frota ocorre em um ritmo lento.

Duas realidades, um mesmo dilema para o gestor de frota

A comparação entre Brasil e Europa deixa uma mensagem para gestores de frotas, transporte e logística: não existe transição energética sem matemática operacional.

Na Europa, o dilema está entre investir bilhões em infraestrutura elétrica ou acelerar a renovação da frota diesel para padrões mais limpos no curto prazo. No Brasil, o desafio é evitar uma eletrificação puramente oportunista, dependente de importações, sem escala industrial local e sem infraestrutura adequada.

Em ambos os mercados, os caminhões elétricos ainda são exceção, não regra. A experiência europeia mostra que metas ambiciosas sem frota renovada e rede elétrica robusta criam um hiato perigoso entre discurso e realidade.

Já o Brasil tem a oportunidade de aprender com esse cenário, adotando uma estratégia mais pragmática: combinar eficiência energética, biocombustíveis — como biodiesel, biometano e HVO — renovação tecnológica e eletrificação onde o modelo de negócio realmente fecha a conta.

Para o gestor de frota, a pergunta-chave não é “quando o diesel vai acabar”, mas qual tecnologia reduz custo, risco regulatório e emissões agora, sem comprometer a operação. E, nesse ponto, tanto Europa quanto Brasil ainda estão longe da linha de chegada.

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Hiace Furgão: Toyota entra no jogo das vans de carga com estratégia voltada às frotas

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A Toyota amplia sua presença no transporte profissional no Brasil com a chegada da Hiace Furgão. Após a estreia da Hiace Minibus em setembro de 2025, a fabricante passa a oferecer uma opção orientada ao transporte de mercadorias, mirando diretamente gestores de frotas, operadores logísticos e empresas que dependem da produtividade do veículo no dia a dia. Lançada por R$ 304.990, a nova versão chega com um pacote que combina mecânica da picape Hilux e conectividade embarcada.

A Hiace Furgão chega para competir na faixa de furgões com PBT até 3.500 kg, portanto, enquandrando-se na regulamentação para condução com habilitação de categoria B com EAR. Somado a isso, o modelo tem 2,28 metros de altura, o que permite acesso a garagens de prédios comerciais, geralmente limitadas a 2,40 metros.

O furgão conta com porta traseira bipartida com ampla abertura e portas deslizantes em ambos os lados da carroceria, uma exclusividade no segmento. Essa configuração permite carga e descarga mais seguras e rápidas em vias estreitas ou áreas com espaço limitado. O modelo tem capacidade para transportar até 1.055 kg e volume de carga de 9,3 m³.

A Hiace Furgão adota o conceito de carroceria semi-bonnet, com capô alongado, solução que amplia a cabine, reduz vibrações e ruídos. O interior foi desenhado com foco funcional, com painel inclinado para melhorar a visibilidade, quadro de instrumentos e central multimídia de 9 polegadas posicionados em local elevado.

O modelo incorpora o Toyota Serviços Conectados, que permite ao proprietário e ao gestor acompanhar dados como histórico de viagens, consumo, status do veículo, lembretes de revisão e diagnósticos de falhas por meio do aplicativo Toyota App, sem custo adicional. No pacote completo, com 12 meses gratuitos, entram recursos como rastreamento e imobilização em caso de roubo, cercas geográficas, alertas de velocidade, monitoramento de acidentes com acionamento automático das autoridades e possibilidade de contratação de Wi-Fi para até dez dispositivos.

No conjunto mecânico, a Toyota recorre a um argumento forte para o mercado brasileiro ao adotar a mesma base da Hilux. O motor 2.8 turbodiesel entrega 174 cv de potência e 449 Nm de torque a 1.600 rpm, associado ao câmbio automático de seis marchas e à tração traseira. Segundo dados do Inmetro, o consumo apresenta médias de até 8,8 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada. O raio de giro de 6,9 metros reforça a vocação urbana da van, facilitando manobras em centros congestionados, pátios logísticos e áreas de acesso restrito.

Saiba mais na seção Veículos Comerciais Leves

A segurança segue o padrão dos concorrentes. A estrutura da Hiace Furgão conta com zonas de absorção de impacto e reforços ao longo da carroceria, além de cintos de três pontos para todos os ocupantes e três airbags, incluindo um de joelho para o motorista. No pacote de segurança ativa, estão presentes controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, câmera de ré e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.

Do ponto de vista do custo total de propriedade, a Hiace Furgão integra o programa Revisão Facilitada, com as três primeiras manutenções gratuitas e valores fixos da quarta à sexta revisão, realizadas a cada 12 meses ou 10 mil quilômetros. Até os 60 mil km ou seis anos de uso, o custo total dessas revisões soma R$ 3.657. Ela também participa do programa Toyota 10, que permite estender a garantia do veículo por até 10 anos, sem custo adicional.

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Descarbonização vira critério na contratação da Reiter Log pela Coca-Cola FEMSA Brasil

A parceria firmada entre a Reiter Log e a Coca-Cola FEMSA vai além de um contrato tradicional de transporte. Trata-se de um movimento estruturado de descarbonização da operação logística, com impacto direto na gestão de frotas, na previsibilidade operacional e no cumprimento de metas ESG em um dos corredores mais relevantes do Sul do país.

As informações foram publicadas pela Reiter Log em seu perfil no LinkedIn e a Frota News aprofundou a apuração para entender o que está por trás do anúncio oficial e quais são os efeitos práticos dessa iniciativa para o setor de transporte rodoviário de cargas.

O acordo, com prazo de cinco anos, envolve uma frota dedicada de 36 caminhões, responsável por atender uma operação contínua de transferência entre Santa Catarina e Paraná. O ponto central da estratégia está na introdução de três cavalos mecânicos pesados movidos a biometano, combustível renovável que vem ganhando espaço como alternativa concreta ao diesel no transporte de cargas.

A Coca-Cola FEMSA já conta com mais de 400 caminhões elétricos para distribuição urbana e já estava no planejamento o investimento na logística de médias e longas distâncias com caminhões movidos a biometano. Saiba mais na entrevista exclusiva ao Frota News:

Entrevista: A gestão de segurança da frota de 11 mil veículos da Coca-Cola Femsa Brasil

Biometano: tecnologia madura para operações pesadas

O uso do biometano representa um avanço importante frente ao GNV de origem fóssil. Produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos, o combustível apresenta vantagens ambientais e operacionais relevantes:

  • Redução de até 90% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel convencional;
  • Origem 100% renovável, com potencial de economia circular;
  • Desempenho térmico e torque compatíveis com operações pesadas, incluindo transporte de bebidas em regiões de serra, comuns no Sul do Brasil.

Na prática, isso significa que a frota consegue manter produtividade, capacidade de carga e regularidade operacional, fatores críticos para contratos de longo prazo com a indústria de bebidas.

  • Saiba mais: A Frota News conta com uma seção dedicada ao tema descarbonização das frotas com mais de 200 artigos publicados: Frota Sustentável

Para isso, a Reiter Log tem uma das maiores frotas de caminhões pesados movidos a biometano. Os modelos são todos Scania, única fabricante de com produção comercial no Brasil até o momento. Além disso, a Reiter Log tem investido em postos de abastecimento de biometano em suas principais rotas.

O corredor SC–PR

A rota atendida pela operação é estratégica para a Coca-Cola FEMSA:

  • Origem: fábrica de Antônio Carlos (SC), uma das principais unidades produtivas da companhia no país;
  • Destino: centros de distribuição de Araucária e Curitiba (PR);
  • Volume: cerca de 104 viagens mensais, garantindo fluxo contínuo de abastecimento para a Região Metropolitana de Curitiba.

A escolha de um eixo interestadual, e não apenas urbano, reforça a tese de que o biometano já alcançou um nível de maturidade suficiente para operações de média e longa distância, superando a fase de testes restritos a centros urbanos.

Impacto ambiental: prevenção, não compensação

A redução estimada de 920 toneladas de CO₂ por ano, uma equivalência ao plantio de 2.500 árvores por ano. Para a Coca-Cola FEMSA, a iniciativa contribui diretamente para a meta global de redução de 28% das emissões até 2030, considerando a base de 2015.

Além do aspecto ambiental, o uso de combustíveis alternativos também dialoga com a gestão de custos logísticos. Em um cenário de alta volatilidade do diesel, o biometano tende a oferecer maior previsibilidade de preços no longo prazo, fator cada vez mais relevante para contratos extensos e operações dedicadas.

Para a Reiter Log, o novo contrato confirma a estratégia de investir na ampliação da frota com caminhões movidos a gás e elétricos.

Análise Frota News

O novo contrato entre Reiter Log e Coca-Cola FEMSA sinaliza uma mudança no setor: a logística verde deixou de ser diferencial de marketing e passou a ser critério contratual. Grandes embarcadores já exigem soluções que conciliem eficiência operacional, redução de emissões e estabilidade de custos.

O uso do biometano em rotas interestaduais demonstra que a transição energética no transporte rodoviário não é mais uma promessa de longo prazo, mas uma realidade em construção. Para gestores de frotas e operadores logísticos, isso é mais um sinal: sustentabilidade, agora, é parte da equação de competitividade.

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Caminhões e ônibus fecham 2025 sob pressão dos juros, aponta Anfavea

O setor de veículos pesados encerrou 2025 com sinais de alerta para transportadores, gestores de frotas e operadores logísticos. Dados consolidados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram que, apesar de um desempenho geral positivo da indústria automotiva, caminhões e ônibus seguiram um caminho mais cauteloso, fortemente impactados pelo ambiente de juros elevados e crédito restrito.

No mercado interno, os emplacamentos de caminhões no acumulado de janeiro a dezembro de 2025 somaram 113.477 unidades, uma queda de 9,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 124.933 unidades. O resultado confirma que a renovação de frotas perdeu ritmo ao longo do ano, especialmente nos segmentos mais dependentes de financiamento.

Mesmo com um dezembro mais aquecido na comparação com novembro, impulsionado por promoções e queima de estoques, o desempenho mensal não foi suficiente para reverter o quadro anual negativo. O impacto foi ainda mais intenso no segmento de caminhões pesados, voltados majoritariamente ao transporte de longas distâncias, que registraram retração de 20,5% frente a 2024 — reflexo direto do aumento do custo do capital e da cautela dos transportadores diante das incertezas econômicas.

Do lado da produção, o cenário foi um pouco mais estável. A indústria nacional fabricou 152 mil caminhões e ônibus em 2025, e a Anfavea projeta uma leve recuperação em 2026, com produção estimada em 154 mil unidades, alta de 1,4%. Ainda assim, o avanço esperado é modesto e não indica, ao menos no curto prazo, uma retomada vigorosa do mercado.

“O patamar elevado da taxa Selic e a persistência de tensões geopolíticas limitaram uma recuperação mais consistente do setor ao longo de 2025 e seguem presentes neste início de ano”, afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea. Segundo ele, o comportamento do mercado em 2026 deve ser semelhante ao observado no segundo semestre do ano passado, marcado por decisões de compra mais conservadoras.

Destaques de crescimento

Mercedes-Benz: Embora o mercado geral tenha caído, a marca da estrela de três pontas conseguiu um resultado positivo de 9,5% no acumulado (27.935 unidades), consolidando-se como uma das poucas grandes montadoras a nadar contra a corrente da retração.

As líderes em volume e as quedas

Volkswagen Caminhões e Ônibus: Líder em volume absoluto com 30.211 unidades, a montadora encerrou o ano com uma leve queda de 3,6%, um desempenho superior à média do mercado.

Volvo e Scania: As marcas suecas, fortes no segmento de pesados, enfrentaram um ano difícil. A Volvo registrou queda de 13,4% (20.074 unidades), enquanto a Scania sofreu uma retração mais acentuada de 31,4% (13.134 unidades).

DAF: A montadora também viu seus números encolherem, fechando o ano com -22,2% em relação a 2024. É o primeiro ano que a montadora registra queda de vendas desde a inauguração da fábrica em Ponta Grossa (PR), em 2023.

Iveco: Manteve uma performance estável, com uma variação negativa de apenas 2,4%, praticamente acompanhando o ritmo do ano anterior.

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Fonte: Carta da Anfavea
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Fonte: Carta da Anfavea

Perspectivas

O resultado de 2025 mostra um setor em transição. O crescimento de montadoras focadas em nichos específicos e a resiliência da Mercedes-Benz contrastam com a dificuldade das marcas de caminhões de pesados, que são mais dependentes de financiamentos de longo prazo. Para 2026, a expectativa da indústria recai sobre a possível flexibilização das taxas de juros para retomar o fôlego das vendas. 

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Projeção para 2026 feita pela Anfavea
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Be8 e Coleurb levam biodiesel B100 de nova geração ao transporte coletivo

A mobilidade urbana no transporte público passa a utilizar biodiesel de nova geração em Passo Fundo (RS). A parceria firmada entre a Be8, empresa gaúcha de energias renováveis, e a Coleurb, operadora do transporte coletivo urbano da cidade há mais de 60 anos, marca um avanço concreto na agenda de descarbonização do transporte coletivo de passageiros no Brasil.

Anunciada em 13 de janeiro de 2026, a iniciativa prevê o uso de 100% do biocombustível Be8 BeVant em parte da frota de ônibus urbanos, com potencial de reduzir em até 99% as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) ao longo do ciclo de uso. Trata-se do primeiro projeto do país a empregar um biocombustível renovável puro (drop-in) em operação regular no transporte coletivo urbano.

Nesta primeira fase, dois ônibus — um Mercedes-Benz e um Volkswagen — passam a operar com o Be8 BeVant. O contrato inicial tem duração de seis meses e funcionará como um projeto-piloto para avaliação técnica, ambiental e operacional, criando uma base de dados concreta para a possível expansão da solução a toda a frota da Coleurb.

Atualmente, a Coleurb conta com 90 veículos, sendo que 60% da frota foi renovada nos últimos dois anos, todos com acessibilidade e tecnologia Euro 6, conforme determina a legislação atual.

Para gestores de frotas, o projeto chama atenção por um ponto central: a transição energética ocorre sem ruptura operacional. O Be8 BeVant pode ser utilizado 100% puro em motores a diesel, sem necessidade de adaptações técnicas ou investimentos adicionais em infraestrutura, mantendo o mesmo desempenho operacional do combustível convencional.

Biocombustível como solução imediata para a descarbonização

Segundo Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8, a parceria vai além de um contrato comercial. “O Be8 BeVant mostra que é possível reduzir imediatamente as emissões sem comprometer a eficiência operacional do transporte. Estamos democratizando o acesso a soluções sustentáveis que já estão disponíveis hoje”, afirma. Battistella destaca ainda o simbolismo do projeto para a empresa, já que o combustível foi desenvolvido e patenteado pela engenharia da fábrica da Be8 em Passo Fundo.

Do ponto de vista técnico, a compatibilidade do combustível com diferentes marcas de chassis mostra o potencial de escala da solução. “Ao ser utilizado em veículos Mercedes-Benz e Volkswagen, o Be8 BeVant demonstra compatibilidade com todos os tipos de veículos e marcas”, ressalta Camilo Adas, diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8.

Sustentabilidade integrada à estratégia de gestão da frota

A Coleurb entende a sustentabilidade como um compromisso real com o futuro da mobilidade urbana. Ao iniciar essa parceria com a Be8, passamos a integrar um projeto inovador, que alia tecnologia, responsabilidade ambiental e eficiência operacional”, afirma Carlos Henrique Pereira, diretor da Coleurb.

Produção de biodiesel bate recorde em 2025 e setor deve crescer em 2026

O ano de 2025 marcou um ponto de inflexão para o mercado brasileiro de biodiesel. De acordo com a equipe de Inteligência de Mercado da StoneX, a consolidação do mandato obrigatório de mistura B15, em vigor desde agosto, foi determinante para que a produção nacional atingisse níveis recordes.

Após anos de instabilidade provocados por fatores econômicos e pelos impactos da pandemia, o setor voltou a crescer de forma consistente. A sanção da Lei do Combustível do Futuro reforçou esse movimento ao estabelecer metas de aumento gradual da mistura até o B20 em 2030, oferecendo previsibilidade regulatória para produtores, investidores e operadores de transporte.

Dados da ANP indicam que, em 2025, o consumo de óleo de soja — principal insumo do biodiesel — chegou a 7,9 milhões de toneladas. O setor também avançou na diversificação de matérias-primas, com maior uso de sebo bovino, gordura suína e óleos residuais. A capacidade produtiva instalada alcançou 42,6 mil m³/dia, com mais de 70% concentrada nas regiões Centro-Oeste e Sul.

Para 2026, as perspectivas seguem positivas. A StoneX projeta uma demanda de até 10,5 milhões de toneladas de biodiesel com a manutenção do B15 ao longo do ano. Caso o mandato avance para B16 a partir de março, o consumo pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja.

Com a capacidade industrial utilizada entre 57% e 64,5%, o setor já se prepara para novos investimentos, ampliação de usinas e entrada de novos players. Para o transporte e a logística, esse cenário reforça o papel do biodiesel e de biocombustíveis avançados como pilares estratégicos da transição energética no Brasil.

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Banco Mercedes-Benz aposta na linha Sprinter para impulsionar a renovação de frotas em janeiro

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Em um cenário em que o crédito voltou a ocupar papel central nas decisões de investimento das empresas de transporte e logística, o Banco Mercedes-Benz do Brasil (BMB) inicia 2026 com uma ofensiva comercial direcionada à renovação e ampliação de frotas. Embora as campanhas anunciadas para janeiro contemplem caminhões, vans e automóveis, é na linha de vans Mercedes-Benz Sprinter que se concentram algumas das condições mais estratégicas para gestores de frotas, operadores logísticos e empresas de transporte urbano e rodoviário de cargas leves.

A iniciativa combina taxas competitivas, carência de até três meses, prazos longos e flexibilidade na contratação de seguros, fatores que impactam diretamente o fluxo de caixa das operações — um ponto sensível para empresas que operam com margens pressionadas por custos operacionais elevados.

Sprinter: crédito alinhado à realidade operacional das frotas

Para a Frota News, o destaque está no desenho das campanhas voltadas à linha Sprinter a combustão, que refletem uma leitura do papel desse modelo no transporte brasileiro: versatilidade, alta rotatividade e forte presença em operações urbanas, last mile, e-commerce, serviços e transporte corporativo.

O BMB estruturou duas campanhas distintas, permitindo ao gestor escolher a alternativa mais adequada ao perfil de uso, versão do veículo e estratégia financeira da empresa.

Voltada aos modelos 24/25 e 25/26 das versões chassi Truck 417 e 517, a campanha oferece financiamento nas modalidades CDC e CDC Decrescente, com taxas que partem de:

  • 0,99% ao mês para operações com seguro do veículo e seguro prestamista
  • 1,04% ao mês com seguro prestamista
  • 1,09% ao mês sem contratação de seguros

As condições incluem entrada mínima de 20%, válida tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, prazo de até 60 meses e carência de três meses para início do pagamento. Para gestores de frotas, esse modelo reduz o custo efetivo total e favorece a previsibilidade financeira, especialmente em contratos de médio prazo.

Campanha para outras versões e inclusão da e-Sprinter

A segunda campanha amplia significativamente o portfólio contemplado, abrangendo uma extensa lista de versões Sprinter 24/25 e 25/26 — desde modelos de chassi-cabine até furgões e versões específicas de aplicação — além de incluir a linha e-Sprinter, destinada a concessionários elegíveis.

Nessa modalidade, as taxas partem de:

  • 1,15% ao mês com seguro do veículo e seguro prestamista
  • 1,20% ao mês com seguro prestamista
  • 1,25% ao mês sem seguros

As demais condições permanecem alinhadas às demandas do setor: entrada mínima de 20%, prazo de até 60 meses e carência de três meses. A inclusão da e-Sprinter sinaliza um movimento relevante do banco em apoiar a transição energética nas frotas, ainda que de forma gradual e seletiva.

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Fim da validade do MOPP muda regras e amplia responsabilidade das transportadoras

Resolução CONTRAN nº 1.020/2025 elimina a renovação automática dos cursos especializados, como o MOPP, mas impõe atenção redobrada de gestores de frotas, transportadoras e motoristas para garantir segurança jurídica e operacional

A publicação da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, em dezembro de 2025, marca uma inflexão relevante no marco regulatório do transporte rodoviário de produtos perigosos no Brasil. Ao extinguir o prazo geral de validade dos cursos especializados — entre eles o Curso Especializado para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos (MOPP) —, a norma altera uma lógica histórica de renovação periódica e transfere para empresas e profissionais uma responsabilidade ainda maior na gestão de capacitação, conformidade e riscos operacionais.

A mudança impacta diretamente gestores de frotas, operadores logísticos e transportadoras, que lidam diariamente com cargas de alto risco e com um ambiente regulatório fiscalizado por múltiplos órgãos. Embora a capacitação continue obrigatória, o novo modelo exige leitura atenta da norma e organização documental rigorosa para evitar interpretações equivocadas em fiscalizações.

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O que muda, na prática, para os condutores

Com a nova resolução, não há mais um prazo geral de validade para o MOPP e demais cursos especializados. No entanto, o texto estabelece um corte temporal claro:

  • Condutores cujo MOPP venceu após 9 de dezembro de 2025, data de publicação da norma no Diário Oficial da União, não precisam renovar o curso.
  • Motoristas que tiveram o curso vencido antes dessa data continuam obrigados a realizar a renovação para permanecerem aptos ao transporte de produtos perigosos, conforme as regras vigentes à época do vencimento.

Essa diferenciação cria um cenário híbrido no curto prazo, exigindo que as empresas verifiquem caso a caso a situação de seus condutores, especialmente em frotas maiores ou com alta rotatividade de motoristas.

Segurança operacional segue no centro do debate

Para a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), entidade que representa exclusivamente o setor no país, a mudança regulatória não reduz a importância da capacitação contínua — pelo contrário, reforça a necessidade de procedimentos internos robustos.

Segundo Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, a regularidade das operações deve permanecer como prioridade absoluta. “A ABTLP é uma entidade que preza pela segurança, pela conformidade regulatória e pela excelência nas operações. Os procedimentos internos de verificação de documentação, capacitação técnica e conformidade do condutor já fazem parte da rotina das empresas associadas e devem ser mantidos normalmente”, afirma.

O alerta é especialmente relevante em um segmento que lida com milhares de substâncias de alto potencial de risco. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que mais de três mil produtos são classificados como perigosos para fins de transporte, exigindo regras claras, treinamento técnico e fiscalização eficiente.

Fiscalização descentralizada amplia riscos de interpretação

No Brasil, o controle do transporte de produtos perigosos envolve diferentes instâncias, como CONTRAN, ANTT e órgãos de fiscalização federais e estaduais. Esse modelo descentralizado, embora necessário em um país de dimensões continentais, amplia o risco de interpretações divergentes no campo.

Diante disso, a ABTLP recomenda que empresas e profissionais redobrem a atenção à organização interna e à documentação, como forma de garantir segurança jurídica. “O texto regulatório é claro quanto à validade, e essa mesma informação já consta de forma expressa na CNH Digital, com a devida referência à resolução e ao artigo que trata do tema. Isso confere maior segurança jurídica aos condutores e às empresas”, destaca Caixeta.

Para gestores de frotas, isso significa alinhar áreas de RH, compliance, jurídico e operações, assegurando que as informações registradas nos sistemas internos estejam coerentes com os dados oficiais.

Pontos ainda em aberto e impactos para 2026

Apesar do avanço regulatório, o setor ainda convive com dúvidas operacionais. Entre os principais questionamentos estão:

  • Em quais situações um condutor pode perder a habilitação do curso especializado, mesmo sem prazo de validade?
  • Haverá orientações complementares ou exigências de atualização periódica de conteúdo?
  • Como essas diretrizes serão comunicadas e aplicadas na prática pelos órgãos fiscalizadores?

A expectativa é que, ao longo de 2026, novas orientações tragam maior clareza e padronização, reduzindo incertezas e fortalecendo a continuidade de operações seguras e em conformidade.

Fonte: Assessoria de imprensa da ABTLP

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Ranking 2025: os 45 caminhões mais vendidos e o que eles revelam sobre as decisões das frotas

O ranking de emplacamentos de caminhões em 2025, divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), com base nos dados do Renavam, administrado pelo Denatran, é um dos principais termômetros do mercado brasileiro de veículos comerciais. Para gestores de frotas, operadores logísticos e transportadores, os números vão além da estatística: refletem estratégias de investimento, padronização de frota, controle de custos e adaptação a diferentes perfis de operação.

O levantamento considera todos os veículos de carga com PBT superior a 3.500 kg, incluindo caminhões leves, médios, semipesados e pesados, além de furgões e picapes. Os dados correspondem aos emplacamentos acumulados de 2025. Vale destacar que o ranking inclui modelos que já saíram de linha, mas que obtiveram novo Renavam ao longo do ano, evidenciando estratégias de renovação gradual por parte das frotas.

Ranking Fenabrave 2025 – Caminhões mais vendidos no Brasil

(emplacamentos acumulados – PBT acima de 3.500 kg)

  1. VW Delivery 11.180 – 6.543 unidades – 1º entre os médios
  2. Volvo FH 540 – 5.403 – 1º entre os pesados
  3. Volvo VM 290 – 4.320 – 1º entre os semipesados
  4. Volvo FH 460 – 3.613 – 2º entre os pesados
  5. DAF XF 530 – 3.480 – 3º entre os pesados
  6. Mercedes-Benz Atego 1719 – 3.331 – 2º entre os semipesados
  7. Volvo VM 360 – 3.254 – 4º entre os pesados
  8. Mercedes-Benz Accelo 1017 – 3.210 – 1º entre os leves
  9. Mercedes-Benz Atego 2429 – 3.176 – 3º entre os semipesados
  10. VW Constellation 17.210 – 3.036 – 4º entre os semipesados
  11. VW Constellation 26.260 – 2.974 – 5º entre os semipesados
  12. Scania R 460 – 2.599 – 5º entre os pesados
  13. DAF XF 480 – 2.296 – 6º entre os pesados
  14. Volvo FH 500 – 2.223 – 7º entre os pesados
  15. Mercedes-Benz Accelo 1117 – 2.155 – 2º entre os médios
  16. VW Constellation 31.320 – 2.148 – 6º entre os semipesados
  17. VW Delivery 9.180 – 1.972 – 2º entre os leves
  18. VW Constellation 28.4808º entre os pesados
  19. Iveco S-Way 480 – 1.861 – 9º entre os pesados
  20. VW Constellation 26.320 – 1.775 – 7º entre os semipesados
  21. Mercedes-Benz Atego 3033 – 1.607 – 8º entre os semipesados
  22. VW Constellation 18.260 – 1.589 – 9º entre os semipesados
  23. Mercedes-Benz Actros 2548 – 1.523 – 10º entre os pesados
  24. VW Constellation 27.260 – 1.513 – 10º entre os semipesados
  25. Mercedes-Benz Accelo 817 – 1.162 – 3º entre os leves
  26. Mercedes-Benz Sprinter 517 – 1.058 – 1º entre os semileves
  27. VW Delivery 13.180 – 1.011 – 3º entre os médios
  28. Iveco Tector 11-190 – 867 – 3º entre os médios
  29. Mercedes-Benz Sprinter 417 – 828 – 2º entre os médios
  30. Mercedes-Benz Atego 1419 – 617 – 5º entre os médios
  31. Mercedes-Benz Accelo 917 – 533 – 4º entre os leves
  32. Mercedes-Benz Accelo 1317 – 513 – 6º entre os médios
  33. Iveco Tector 9-190 – 465 – 5º entre os leves
  34. Foton Aumark S 1217A – 449 – 7º entre os médios
  35. Iveco Daily 45-170 – 310 – 3º entre os semileves
  36. Iveco Daily 65-170 – 303 – 6º entre os leves
  37. Mercedes-Benz Accelo 1417 – 281 – 8º entre os médios
  38. VW Constellation 14.210 – 260 – 9º entre os médios
  39. Foton Aumark S 715 – 228 – 7º entre os leves
  40. Iveco Daily 55C17 – 157 – 4º entre os semileves
  41. VW Delivery 6.170 – 142 – 8º entre os leves
  42. Foton Aumark S 916 – 119 – 9º entre os leves
  43. JAC iEV1200T – 100 – 10º entre os leves
  44. VW e-Delivery 11 – 67 – 10º entre os médios
  45. Iveco Daily 55-170 – 34 – 5º entre os semileves
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Stellantis Pro One aposta na micromobilidade elétrica para redesenhar a logística urbana e a última milha

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No Salão do Automóvel de Bruxelas, unidade de veículos comerciais da Stellantis apresenta portfólio completo — da micromobilidade às vans grandes — e sinaliza caminhos concretos para reduzir custos, emissões e gargalos operacionais nas cidades europeias

No 102º Salão do Automóvel de Bruxelas, a Stellantis Pro One apresentou sua estratégia para veículos comerciais e uma completa renovação de vans tradicionais. A unidade global da Stellantis dedicada a LCVs (veículos comerciais leves) usa o evento para apresentar uma leitura pragmática sobre os desafios atuais do transporte urbano: restrições de circulação, pressão por descarbonização, aumento do custo operacional e a crescente complexidade da última milha.

A resposta da companhia aparece em forma de portfólio amplo e flexível, reunindo Citroën, Fiat Professional, Opel e Peugeot, com sete modelos expostos — da micromobilidade elétrica às vans grandes — e, principalmente, com a estreia europeia de um conceito que chama a atenção dos gestores de frotas: o Fiat Professional TRIS, triciclo 100% elétrico voltado para entregas urbanas.

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Micromobilidade deixa de ser “conceito” e vira ferramenta logística

O TRIS representa um movimento relevante dentro da estratégia da Stellantis Pro One. Desenvolvido pelo Stellantis Design Centre, na Itália, e já lançado no Marrocos, o veículo chega à Europa em 2026 mirando um segmento em rápida expansão: micromobilidade aplicada à logística profissional.

Com apenas 3,17 metros de comprimento e raio de giro de 3,05 metros, o TRIS foi pensado para operar onde vans convencionais enfrentam limitações — centros históricos, ruas estreitas, zonas de restrição ambiental e áreas com alta densidade de entregas. Ainda assim, surpreende pelos números: até 540 kg de carga útil homologada, 2,25 m² de área de carga e capacidade para transportar um pallet europeu padrão.

Do ponto de vista operacional, os dados chamam a atenção de quem administra custos: bateria de 6,9 kWh, autonomia homologada de 90 km (WMTC), recarga em tomada doméstica de 220V (0 a 80% em 3,5 horas) e ausência de câmbio ou embreagem, reduzindo complexidade mecânica e manutenção. A velocidade máxima é de 45 km/h.

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CustomFit: personalização como estratégia, não como opcional

Outro pilar reforçado no estande é o Stellantis CustomFit, programa que vai além da simples adaptação de veículos. Com mais de 600 parceiros autorizados globalmente, a Stellantis aposta na personalização com padrão OEM, mantendo garantia total e prazos controlados — um ponto sensível para operadores profissionais.

No caso do TRIS, isso significa poder escolher entre chassis-cabine, plataforma ou picape, além de conversões específicas para diferentes aplicações urbanas, como entregas expressas, serviços técnicos, manutenção ou logística de pequenos volumes.

Para gestores de frotas, a proposta dialoga com uma realidade cada vez mais presente: não existe solução única. A eficiência vem da combinação certa de veículos, tecnologia e configuração operacional.

Ami Cargo e o reforço da micromobilidade extrema

Ao lado do TRIS, a Stellantis exibe o Citroën Ami Cargo, reforçando sua visão de micromobilidade como solução real. Um dos modelos, exposto dentro da caçamba de um Citroën Jumper cabine dupla, ilustra de forma simbólica o conceito: tamanho mínimo, aplicação máxima.

Com até 400 litros de volume útil e 140 kg de carga, o Ami Cargo se posiciona como alternativa para microentregas, serviços urbanos e operações em áreas com restrições severas. O slogan exibido no estande resume bem a proposta: “Construído compacto. Enorme na cidade.”

Vans compactas e médias seguem evoluindo

Apesar do foco na micromobilidade, a Stellantis Pro One não negligencia seu core business. O estande também destaca duas edições especiais com apelo claro ao público B2B:

  • Citroën Berlingo XTR, disponível em versões a combustão e elétrica, combina modularidade, conforto e visual mais robusto. O destaque vai para a cabine Extenso®, que amplia a versatilidade de uso, e para cargas úteis que chegam a 800 kg na versão elétrica.
  • Opel Vivaro Electric Sportive, com motor de 100 kW e autonomia de até 349 km (WLTP), reforça a oferta de vans médias elétricas com foco em imagem, segurança e tecnologia embarcada, como o pacote Dynamic Surround View.
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