sexta-feira, abril 3, 2026

Primeira frota de biarticulados elétricos do mundo começa a rodar em Goiânia

Goiânia entra para a história da eletromobilidade urbana mundial. A capital goiana recebeu nesta quinta-feira (30) a primeira frota de articulados e biarticulados 100% elétricos do mundo em operação regular. No total, são 21 ônibus Volvo BZRT entregues à concessionária Metrobus, sendo 16 articulados e 5 biarticulados, todos equipados com carrocerias Marcopolo Attivi Express. 

O evento de entrega, realizado na sede da Metrobus, contou com a presença do governador Ronaldo Caiado, do prefeito Sandro Mabel, de executivos da Volvo e da Marcopolo. Durante o evento, também foi inaugurado a maior estação de carregamento de baterias para veículos pesados, com capacidade para recarregar as baterias de 46 ônibus simultaneamente. 

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“Temos orgulho de participar desta nova fase do transporte público de Goiânia. É o início de uma era de zero emissões e alto conforto para os passageiros”, destacou André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina. 

Integração dentro da indústria brasileira

Os veículos foram produzidos no Brasil, com chassis fabricados na planta da Volvo em Curitiba (PR) e carrocerias desenvolvidas pela Marcopolo, em Caxias do Sul (RS).  

Os novos biarticulados medem 28 metros de comprimento e têm capacidade para 250 passageiros. Os articulados, com 21 metros, transportam até 180 pessoas. Ambos os modelos contam com motores elétricos duplos de 200 kW cada (total de 400 kW, equivalentes a 540 cv), podendo receber até oito baterias com capacidade total de 720 kWh.  

Além do desempenho, o conforto interno recebeu atenção especial. Os ônibus Attivi Express contam com piso amadeirado, iluminação full LED, poltronas estofadas com entradas USB, ar-condicionado e sistemas de acessibilidade com rampas e elevador. Há ainda câmeras embarcadas e tecnologia de reconhecimento facial para monitoramento dos passageiros, reforçando a segurança.

Segurança ativa

Os ônibus elétricos BZRT seguem o conceito Volvo Safety Vision – Zero Acidentes, incorporando recursos como câmeras de visão ampliada, sensores frontais e laterais contra colisões, leitura automática de placas de trânsito e assistência de direção Volvo Dynamic Steering (VDS), que aumenta a precisão e reduz o esforço do motorista. 

A operação comercial foi conduzida pela concessionária Suécia Veículos, representante Volvo na região, com apoio da Volvo Financial Services, responsável pelo financiamento dos chassis por meio do Banco Volvo. O fornecimento das carrocerias teve intermediação da Topline, representante Marcopolo em Goiás. 

Para Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais e Marketing da Marcopolo, o projeto reafirma o protagonismo da empresa na transição para uma mobilidade de baixo impacto ambiental: “Os Attivi Express mostram a capacidade da Marcopolo em desenvolver soluções inovadoras que unem sustentabilidade, tecnologia e conforto”.  

Comparativo Volvo vs. BYD

Especificação BYD K12A Volvo BZRT (biarticulado)
Comprimento 27 m 28 m
Capacidade 250 passageiros 250 passageiros
Potência Não especificada (motores duplos, ~4WD distribuído) 2 × 200 kW (400 kW / 540 cv) 
Baterias Não especificada Até 8 packs / 720 kWh
Velocidade máx. 70 km/h Não especificada (foco em urbano)
Autonomia ~300 km 250-300 km (ciclo urbano)
Produção/Operação China (2019), testado na Colômbia, mas não entrou em operação Brasil (Curitiba, 2025+), opera em Goiânia

Renovação do sistema de Goiânia

Os novos ônibus fazem parte de um pacote de investimentos de R$ 2 bilhões destinado à ampla requalificação da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo, afirma Laércio Ávila, diretor do Consórcio BRT de Goiânia. Além da renovação da frota e da construção da megaestação de recarga, o projeto inclui ainda um novo terminal de embarque e desembarque na Praça A.

Segundo Ávila, apenas a aquisição dos ônibus elétricos representa cerca de R$ 450 milhões. “O custo inicial médio de cada veículo elétrico gira em torno de R$ 3,5 milhões”, detalha. Até o fim de 2026, o sistema deve incorporar 1,5 mil novos ônibus, ampliando e rejuvenescendo a frota em 30%.

Até o final de 2026, o Sistema BRT contará com 199 ônibus, sendo 63 veículos elétricos, 79 movidos a biometano e 57 com tecnologia Euro 6. A infraestrutura do sistema compreende 47 estações, 213 pontos de parada, 15 terminais e cerca de 108 km de extensão, atendendo a mais de 2,5 milhões de usuários por mês, com operação realizada por cinco empresas consorciadas.

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Os maiores carros da história e o que eles dizem sobre o seu tempo

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Ao longo da história do automóvel, o tamanho nunca foi apenas uma característica técnica. Em diferentes momentos, carros grandes representaram poder, status, avanço tecnológico e até visão de mundo. Esses veículos não nasceram por acaso. Eles refletem contextos econômicos, culturais e sociais específicos, nos quais o automóvel assumiu um papel central na vida das pessoas e das cidades.

Mais do que exageros de engenharia, os maiores carros da história são documentos sobre rodas.

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Cadillac Series 75

Produzido entre 1936 e 1987, o Cadillac Series 75 foi um dos maiores símbolos do luxo institucional do século XX. Com mais de seis metros de comprimento, tornou-se escolha natural de governos, chefes de Estado e grandes corporações. Seu interior amplo e silencioso transformava o automóvel em um espaço de representação, não apenas de deslocamento.

O Series 75 ajudou a consolidar a ideia de que o carro podia ser extensão do poder e do prestígio de quem estava a bordo.

Lincoln Continental

O Lincoln Continental, especialmente nas décadas de 1960 e 1970, tornou-se um ícone do poder político americano. Suas linhas longas e imponentes e o porte quase cerimonial fizeram dele um símbolo da presidência dos Estados Unidos e de uma era em que o automóvel era também uma ferramenta de imagem institucional.

Era um carro pensado para ser visto, reconhecido e respeitado.

Rolls-Royce Phantom

Poucos carros mantiveram ao longo do tempo uma relação tão direta entre tamanho e significado quanto o Rolls-Royce Phantom. Em todas as suas gerações, o Phantom preservou dimensões generosas, entre-eixos amplo e um nível de conforto que redefine o conceito de luxo automotivo.

Aqui, o tamanho não é excesso. É parte do ritual da marca, da experiência do passageiro e da narrativa de exclusividade que atravessa décadas.

Rolls-Royce Phantom – O Phantom é um dos sedãs de luxo mais emblemáticos e espaçosos da história — símbolo de presença, conforto e exclusividade desde 1925.

Chevrolet Suburban

Lançado em 1935, o Chevrolet Suburban é um dos veículos mais longevos da história da indústria automotiva. Seu porte avantajado ajudou a criar um novo conceito de carro familiar e utilitário, muito antes da consolidação dos SUVs.

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Grupo SADA expande para economia circular com parceria na reciclagem de sucata automotiva

O Grupo SADA, referência em logística de veículos zero quilômetro na América Latina, firmou contrato com a ArcelorMittal para processar e gerenciar sucata metálica, via sua subsidiária IGAR, em Igarapé (MG). A iniciativa alia transporte logístico à sustentabilidade, reduzindo emissões de CO2 e promovendo reaproveitamento de materiais na cadeia automotiva.

Para gestores de frotas, a parceria destaca como players logísticos como o SADA — com mais de 3 mil equipamentos em operação — diversificam para reciclagem de veículos leves e pesados. Isso fortalece a gestão de fim de vida útil de frotas, conservando recursos e atendendo demandas ESG crescentes no setor.

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A IGAR implantará entreposto para armazenamento e movimentação de sucata, gerenciada pelo SADA até as usinas da ArcelorMittal. “Estamos unindo logística à industrialização verde, impulsionando a economia circular“, afirma Daniela Medioli, vice-presidente do Grupo SADA.

Executivos enfatizam redução de pegada de carbono: cada tonelada de sucata reaproveitada corta emissões diretas na produção de aço. Everton Negresiolo, CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM, reforça que a colaboração amplia a capacidade de transformar resíduos em matéria-prima sustentável.

Alinhado a tendências globais, o projeto responde à pressão por frotas mais verdes, como conversões de diesel para gás natural já testadas pelo SADA. Frotistas podem explorar parcerias semelhantes para otimizar descarte e compliance ambiental.

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Volvo Trucks lidera mercado europeu de pesados em 2025; FH 540 mantém hegemonia no Brasil

A Volvo Trucks elevou a sua posição de destaque na Europa entre os caminhões pesados (com 16 toneladas ou mais), alcançando 19,0% de participação de mercado, segundo dados de 2025 divulgados pela marca. O índice representa um avanço em relação aos 17,9% registrados em 2024, garantindo à montadora sueca o segundo ano consecutivo na liderança do continente.

Estamos muito orgulhosos de ser líderes de mercado na Europa pelo segundo ano consecutivo. Isso é uma prova da confiança dos nossos clientes e do trabalho das nossas equipes”, declarou Roger Alm, presidente da Volvo Trucks.

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Brasil: queda nas vendas, mas liderança mantida

No Brasil, conforme dados da Anfavea, a Volvo registrou 20.074 caminhões emplacados em 2025, contra 23.185 em 2024 — queda de 13,5%. Ainda assim, a montadora manteve a liderança entre os pesados, graças ao desempenho do FH 540, modelo mais vendido do país pelo sétimo ano consecutivo, com 5.403 unidades emplacadas.

O segundo lugar também ficou com a marca: o FH 460 somou 3.613 unidades, segundo balanço divulgado pela Fenabrave.

Presença global em 30 países

A Volvo Trucks segue forte em sua estratégia global, ocupando posição de liderança ou vice-liderança em 30 países no mundo. A montadora tem investido em uma trilha tecnológica de três caminhos, combinando caminhões elétricos a bateria, elétricos de célula de combustível e motores de combustão alimentados por combustíveis renováveis, como hidrogênio verde, biogás, biodiesel e HVO (óleo vegetal hidrotratado).

“Continuaremos inovando para apoiar nossos clientes e impulsionar a descarbonização do setor”, reforçou Alm. A empresa pretende alcançar emissões líquidas zero até 2040.

Mercado europeu de vans, caminhões e ônibus em 2025

O diesel segue predominando no mercado de vans na União Europeia, com 80,7% de participação, apesar da queda nos volumes. As vans recarregáveis cresceram para 11,2%, enquanto os modelos a combustíveis fósseis e híbridos perderam participação.

Nos caminhões médios e pesados, o diesel ainda responde por 93,2% dos registros, mesmo com recuo de 8%. Os elétricos recarregáveis acima de 3,5 toneladas saltaram para 4,2% de mercado, impulsionados por Holanda, Alemanha e França, que concentram dois terços desses novos registros.

No segmento de ônibus, o avanço da eletrificação foi expressivo: os modelos eletricamente recarregáveis chegaram a 23,8% do total de novos emplacamentos na União Europeia, com destaque para a Alemanha, que cresceu 106,4% em 2025.

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Luminiscence: quando a experiência transforma o deslocamento em destino

São Paulo vive um momento em que sair de casa deixou de ser apenas deslocamento e passou a ser parte da experiência. É nesse contexto que o Luminiscence chega à capital paulista, transformando a Catedral da Sé em palco de uma imersão sensorial que une luz, música e arquitetura histórica, reforçando a cidade como destino de vivências únicas.

O espetáculo, que já passou por importantes cidades da Europa e dos Estados Unidos, utiliza tecnologia de projeção mapeada em 360 graus, trilha sonora com orquestra e coro, além de uma narrativa visual que dialoga diretamente com a história e a grandiosidade do espaço. O resultado é uma experiência que emociona e convida o público a olhar para a cidade sob uma nova perspectiva.

Mobilidade que leva à experiência

No Roteiro Automotivo, a mobilidade é entendida como parte essencial da jornada. Eventos como o Luminiscence reforçam a mudança no comportamento do consumidor urbano, que hoje planeja seus deslocamentos não apenas pela necessidade, mas pelo desejo de viver experiências culturais, sensoriais e memoráveis.

Chegar ao centro histórico de São Paulo para assistir ao espetáculo é, por si só, um convite à redescoberta da cidade — seja por meio do transporte público, aplicativos de mobilidade ou veículos próprios. O automóvel deixa de ser apenas meio e passa a integrar um roteiro urbano que conecta cultura, arquitetura e emoção.

A cidade como palco

A escolha da Catedral da Sé não é aleatória. O monumento, símbolo da capital, ganha nova vida ao dialogar com a tecnologia e a arte contemporânea. O Luminiscence ressignifica o espaço urbano e reforça uma tendência global: cidades que utilizam seus patrimônios históricos como cenários para experiências imersivas, aproximando passado, presente e futuro.

Experiência, comportamento e futuro

O sucesso de eventos imersivos como o Luminiscence reflete um consumidor cada vez mais atento à qualidade do tempo vivido. Mais do que produtos, busca-se significado. Mais do que destinos, experiências completas.

Para o setor automotivo e de mobilidade, esse movimento aponta caminhos claros: soluções que facilitem o acesso, ampliem o conforto e tornem cada deslocamento parte de uma história maior. Porque, hoje, viver a cidade é tão importante quanto chegar.

Catedral da Sé – espetáculo Luminescence

Filipi Goschrman, que esteve no espetáculo na Catedral da Sé endossa:

O Luminescence não é apenas uma experiência local é um projeto que já emocionou públicos ao redor do mundo. Presente em catedrais, igrejas e espaços históricos de grandes cidades internacionais, o espetáculo usa luz, som e arquitetura para criar momentos de contemplação e silêncio em meio ao ritmo urbano.

Em cada país, o Luminescence respeita a identidade do espaço e da cultura local, transformando patrimônios históricos em experiências sensoriais universais, acessíveis a todos. É arte que atravessa fronteiras, idiomas e crenças.
No Brasil, o projeto chega mantendo esse mesmo cuidado: desde a curadoria artística até a experiência de chegada, com trajetos fáceis, seguros e integrados à cidade metrô, Uber ou carro, tudo pensado para acolher.

O projeto realizado pela Endemol Shine Brasil (@endemolshinebr) e Tudo em Pauta (@tudoempauta), que conecta o Brasil a um circuito cultural internacional de alto nível.

Luz que viaja o mundo.
Experiência que transforma.

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Mercado lento de elétricos? DAF aposta em vocacionais multieixo

Entre todos os veículos elétricos, os caminhões enfrentam maior resistência à adoção, com crescimento lento no Brasil, EUA e Europa — na UE, menos de 15 mil unidades circulam entre os 27 países, apenas 0,9% da frota total. Diferentemente dos rodoviários, que demandam longas distâncias e recargas complexas, os modelos vocacionais multieixo como os novos lançamentos da DAF Trucks têm mais chance de sucesso: operam em ciclos curtos, com retornos frequentes às bases para recarga noturna, ideais para construção, logística interna, portos e distribuição urbana. Ainda sem estatísticas segmentadas para esse nicho pioneiro, a DAF inova com soluções nas gamas XD, XF, XG e XG+ Electric.

Os novos cavalos mecânicos FTG e FTN Electric, disponíveis nas linhas XD, XF, XG e XG+ — esta última “Caminhão Internacional do Ano 2026” —, atendem distribuição pesada e transporte de materiais de construção com GCW de até 50 toneladas, viabilizando combinações EcoCombi.

O FTG equipa eixo propulsor direcionável ou fixo para otimizar cargas e manobras em pátios, enquanto o FTN prioriza o eixo traseiro direcionado para operações urbanas ágeis.
Ambos contam com motor PACCAR EX-D2 de 270-350 kW (370-480 cv) e até cinco pacotes de baterias, garantindo autonomias acima de 500 km.

Rígidos 6×2 FAS para cargas estáticas elevadas

O FAS Elétrico (6×2 rígido) foca em basculantes e contêineres desmontáveis, com eixo traseiro duplo de 10 toneladas e PBT até 28 toneladas — eixo levantável opcional reduz consumo e desgaste de pneus.

Compatível com motores PACCAR EX-D1/EX-D2 (170-350 kW) e 3 a 5 baterias (210-525 kWh), alcança mais de 500 km sem emissões, ampliando usos em frotas urbanas e regionais.

  • Saiba mais: A Frota News conta com uma seção dedicada ao tema descarbonização das frotas com mais de 200 artigos publicados: Frota Sustentável

Força pesada: FAT 6×4 e FAW 8×4

Para canteiros de obras, o FAT (6×4) e FAW (8×4) elétricos trazem tandens duplos motrizes de 19/21 toneladas (redução simples ou cubo, suspensão a ar ou molas), com PBT de 29 e 37 toneladas, respectivamente.

 O FAW adiciona eixo traseiro direcionado para manobras com guindastes ou volumes grandes de agregados; o FAT Construction eleva vão livre a 40 cm e ângulo de ataque a 25°, com proteção reforçada no para-choque e grade.

Powertrain eficiente e baterias LFP premium

Motores midship PACCAR EX-D1/EX-D2 entregam até 2.400 Nm de torque, aliados a transmissão de 3 marchas com planetárias — leve, eficiente e com trocas ultrarrápidas. O “One Pedal Drive” unifica aceleração e frenagem regenerativa (33/66/100% ajustáveis), maximizando recuperação de energia.

Baterias LFP modulares (sem cobalto/níquel) suportam carga a 100% diária, com 8 anos de garantia e alta estabilidade térmica. Posicionamento ajustável no chassi facilita implementos, e e-PTO 650V (25/60/100 kW) alimenta basculantes, refrigeração ou guindastes.

Ecossistema completo para frotas

A DAF vai além dos veículos com treinamentos, planejamento de rotas, estações de carga e PACCAR Connect para gestão remota. Colaboração com implementadores europeus garante integração perfeita entre chassi e sobrestruturas, acelerando entregas.

“Esses modelos mantêm o DNA DAF de segurança, conforto e versatilidade, agora com zero emissões para toda aplicação”, diz Jeroen van den Oetelaar, diretor de Produto. “Somos parceiros ideais na transição energética.”

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Crescimento do Mercado Farmacêutico acelera demanda por transporte especializado

O mercado farmacêutico brasileiro deve movimentar US$ 43,9 bilhões até 2026, segundo o relatório Tendências Farma 2026, da consultoria Mintel. O avanço é impulsionado pelo envelhecimento populacional, pela expansão dos medicamentos biológicos e genéricos e pela popularização de novas classes terapêuticas — como os medicamentos à base de GLP-1, categoria que inclui as conhecidas “canetas emagrecedoras”.

Com o volume crescente de medicamentos e insumos circulando entre fábricas, centros de distribuição, hospitais e o varejo, a logística farmacêutica se consolida como um dos setores de mais oportunidades no transporte de cargas especializado. Produtos sensíveis, como vacinas e biofármacos, exigem controle rigoroso de temperatura e rastreabilidade total, o que eleva a exigência técnica e regulatória do setor.

Mudança nos canais de distribuição

De acordo com a Mintel, 41% do volume de medicamentos já é destinado a hospitais, governo e compras institucionais, deslocando o foco tradicional do varejo para entregas em larga escala e regiões remotas, especialmente no Norte e Nordeste. Isso exige soluções logísticas com maior capilaridade e monitoramento em tempo real via GPS.

Quando pensamos em uma maior procura de hospitais e órgãos governamentais, temos como consequência a necessidade de atender com mais agilidade — principalmente em questões de saúde pública —, ampliar a capilaridade e focar nas normas aplicadas pelas agências regulatórias. Já o varejo exige atenção redobrada na última milha. São dois cenários diferentes, mas ambos requerem trabalho altamente especializado”, afirma Ricardo Canteras, diretor Operacional e de Tecnologia da Temp Log.

O impacto da categoria de medicamentos para obesidade e diabetes reforça esse novo momento do mercado. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o segmento movimentou R$ 13,2 bilhões, com R$ 7,1 bilhões apenas em semaglutida, princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, cuja patente expira em março de 2026 no Brasil. A entrada de genéricos e similares tende a aquecer ainda mais o transporte farmacêutico nos próximos anos.

Desafios logísticos e infraestrutura

Entre os principais gargalos enfrentados pelo setor estão a infraestrutura precária — estradas deterioradas e portos congestionados — e a burocracia da Anvisa, que pode gerar atrasos na cadeia fria. Além disso, condições climáticas severas e dependência de insumos importados pressionam o transporte de medicamentos perecíveis, exigindo frotas refrigeradas, data loggers e monitoramento contínuo de temperatura.

Inovações e oportunidades de crescimento

A expansão do setor vem abrindo espaço para transportadoras especializadas, integrando tecnologias de inteligência artificial para otimizar rotas e soluções multimodais que unem os modais rodoviário e ferroviário. Essas estratégias reduzem custos e fortalecem a eficiência operacional.

Segundo dados da cadeia logística farmacêutica, aproximadamente 850 empresas possuem certificações para atuar nesse segmento no Brasil — um número pequeno quando comparado às 291 mil transportadoras em operação nacionalmente, segundo o SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo). Apenas uma fração cumpre os rigorosos protocolos da Anvisa, que regulamenta o transporte por meio das RDC 304/2019 (Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte) e RDC 430/2020.

No total, o país conta com cerca de 4.500 distribuidoras farmacêuticas, segundo a Abrafama. Muitas delas atuando também como operadores logísticos integrados. O setor, porém, é concentrado — 80% das operações estão nas mãos de 20% dos operadores certificados. Empresas como Ativa Logística, com 24 centros de distribuição, e a BBM Logística figuram entre os principais players do mercado.

Certificações

Para operar no transporte de medicamentos, as empresas precisam cumprir uma série de exigências legais e sanitárias:

Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE): garante a permissão para transporte de medicamentos comuns, mediante cadastro na Anvisa e plano de boas práticas.

Autorização Especial (AE): exigida para fármacos controlados, com farmacêutico responsável pela operação.

Alvará Sanitário: emitido pela Vigilância Sanitária local após vistoria de veículos e instalações.

Boas práticas

Além das autorizações, as transportadoras precisam manter controle contínuo da temperatura, veículos higienizados, rastreabilidade total e planos de contingência para qualquer desvio. A frota refrigerada nacional contabiliza 447 mil veículos, sendo 22,3% certificados, número considerado estratégico para o crescimento projetado até 2026.

“São os operadores logísticos que vão garantir que todo esse medicamento produzido, vendido e consumido saia da origem ao destino final em segurança, com suas propriedades físico-químicas preservadas. E o crescimento do mercado acarreta uma demanda crescente por serviços personalizados, especialmente no transporte de medicamentos de prescrição (RX) e insumos da indústria de saúde e estética”, conclui Canteras.

O dinamismo do mercado farmacêutico evidencia um novo ciclo de oportunidades para o transporte de alto valor agregado. Para quem investir em tecnologia, qualificação e conformidade regulatória, 2026 promete ser um ano de consolidação e expansão sem precedentes no setor.

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O novo consumidor automotivo: quando a experiência vale mais que o produto

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O comportamento do consumidor mudou — e mudou de forma definitiva. Em um cenário marcado pela hiperconectividade, pelo acesso imediato à informação e por uma nova relação com o tempo e o dinheiro, o consumo de experiências deixou de ser tendência para se tornar prioridade. No setor automotivo, esse movimento redefine estratégias, modelos de negócio e a forma como as marcas se relacionam com seus públicos.

Mais do que adquirir um veículo, o consumidor atual busca vivências completas, que começam muito antes da compra e se estendem por toda a jornada de uso. Atendimento personalizado, test drives imersivos, tecnologia embarcada, serviços digitais, pós-venda eficiente e até o propósito da marca passaram a pesar tanto quanto — ou mais — que preço e ficha técnica.

Da posse ao acesso: um novo jeito de consumir mobilidade

Especialmente entre as novas gerações, a ideia de posse perde espaço para o acesso. Assinaturas de veículos, car sharing, locações flexíveis e soluções multimodais ganham força ao atender um consumidor que valoriza liberdade, conveniência e adaptação ao seu estilo de vida.

Nesse contexto, o automóvel deixa de ser um fim e passa a ser parte de uma experiência maior de mobilidade. A pergunta já não é apenas “qual carro comprar?”, mas “como quero me deslocar?” e “que experiência essa marca me oferece?”.

Experiência como diferencial competitivo

Com produtos cada vez mais semelhantes em tecnologia e desempenho, a experiência tornou-se o principal fator de diferenciação. Concessionárias evoluem para espaços de convivência, marcas investem em eventos proprietários, ativações sensoriais, comunidades de clientes e conteúdos que extrapolam o universo do carro.

O digital também assume papel central. Plataformas integradas, aplicativos, inteligência artificial e dados permitem experiências mais fluidas, personalizadas e eficientes, reforçando o relacionamento contínuo entre consumidor e marca.

Consumo consciente, propósito e identidade

Outro ponto-chave desse novo comportamento é a busca por marcas alinhadas a valores pessoais. Sustentabilidade, inovação responsável, diversidade e impacto social influenciam decisões de compra. No setor automotivo, isso se reflete no avanço dos veículos eletrificados, em processos produtivos mais limpos e em narrativas que conectam mobilidade, futuro e qualidade de vida.

Consumir, hoje, é também uma forma de expressar identidade. E as marcas que compreendem esse aspecto constroem vínculos mais duradouros.

O futuro do automotivo é relacional

O consumo de experiências aponta para um futuro em que o automóvel será cada vez menos um objeto isolado e cada vez mais um serviço, uma plataforma e um ponto de contato emocional. Vencerão as marcas capazes de ouvir, dialogar e entregar valor real em cada interação.

No Roteiro Automotivo, acompanhamos de perto essa transformação. Porque entender o comportamento do consumidor é, acima de tudo, entender para onde a mobilidade está indo — e como queremos viver esse caminho.

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Caminhões usados e seminovos crescem forte em 2025; Volvo FH lidera vendas

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O mercado de caminhões seminovos (com até três anos de uso) e usados ganhou ainda mais tração em 2025. As vendas totalizaram 444.792 unidades no ano, ante 348.186 caminhões pesados comercializados em 2024. O avanço foi de 27,7%, segundo dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), entidade que reúne cerca de 48 mil revendedores em todo o País.

Embora as vendas de caminhões novos tenham recuado 9,2% no período, o forte desempenho dos seminovos indica um movimento consistente de renovação de frota. Empresas e transportadores estão substituindo modelos mais antigos por usados mais novos e, principalmente, por seminovos, que oferecem melhor relação entre custo, tecnologia e disponibilidade.

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FH lidera ranking de vendas

Entre os modelos mais negociados no mercado de revendedores, o Volvo FH mantém a liderança absoluta, evidenciando a preferência do setor por caminhões pesados voltados ao transporte de longa distância. É importante destacar que o alto volume de vendas também está relacionado à ampla disponibilidade do modelo nos estoques — reflexo direto dos elevados níveis de comercialização registrados pelas montadoras nos últimos anos.

Confira os 10 caminhões seminovos e usados mais vendidos em 2025:
  1. FH – Volvo: 30.825 unidades
  2. Cargo – Ford: 29.581
  3. F4000 – Ford: 17.094
  4. Axor – Mercedes-Benz: 15.573
  5. Atego – Mercedes-Benz: 14.963
  6. 1113 – Mercedes-Benz: 14.381
  7. 1620 – Mercedes-Benz: 10.809
  8. 710 – Mercedes-Benz: 9.700
  9. VM – Volvo: 8.761
  10. Actros – Mercedes-Benz: 6.599

Montadoras ampliam atuação no mercado de usados

Além dos revendedores independentes, algumas montadoras passaram a atuar diretamente no mercado de seminovos. O objetivo é facilitar a aceitação de caminhões usados na troca por veículos zero quilômetro, apoiar a rede de concessionários e assumir o custo de estoque desses ativos.

A Volvo do Brasil é uma das marcas pioneiras nesse modelo de negócio.

Seminovos Volvo batem recorde histórico

seminovos
Rogério Kowalski, gerente comercial de seminovos Volvo. Foto: Divulgação

Em 2025, a grife Seminovos Volvo alcançou o maior volume de vendas de sua história. A rede formada pela Volvo e suas 108 concessionárias no Brasil comercializou 2.669 caminhões no ano, recorde absoluto desde a criação da operação.

Esse resultado é fruto da excelente reputação da Volvo, da qualidade dos produtos e do criterioso trabalho da rede para entregar o melhor caminhão seminovo multimarcas para os transportadores”, afirma Rogério Kowalski, gerente comercial de seminovos Volvo.

Segundo o executivo, ações comerciais em concessionárias, eventos do setor e pontos de encontro de caminhoneiros em todo o Brasil também contribuíram para o desempenho recorde.

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Há 90 anos, SETCESP organiza e fortalece o transporte de cargas na Grande São Paulo

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O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) completa 90 anos com protagonismo na principal região econômica do País e como referência nacional. São nove décadas de organização empresarial, articulação institucional e entrega de resultados concretos para o transporte rodoviário de cargas, hoje representando mais de 42 mil transportadoras em 50 municípios da Grande São Paulo e entorno metropolitano.

Há exatos 90 anos, empresários do transporte rodoviário de cargas decidiram romper com o lugar comum. Se organizaram para juntos conquistar melhores condições e mais infraestrutura para suas operações”, afirmou Marcelo Rodrigues, presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP. “Só estamos aqui porque eles começaram esta história. E o que estamos construindo agora será o legado para os transportadores de amanhã”, completou.

Origem, representatividade e credibilidade

Fundado em 1936 por Manoel Diegues, a partir da união de transportadores que operavam no eixo São Paulo–Santos, o SETCESP nasceu da necessidade de uma voz única para dialogar com o poder público sobre infraestrutura, regulação e condições de operação. Desde então, atravessou ciclos econômicos, crises e mudanças regulatórias sem perder centralidade.

Hoje, é reconhecido como o maior sindicato empresarial de transporte rodoviário de cargas da América Latina, com credibilidade junto a entidades setoriais, órgãos governamentais e esferas políticas. Essa capacidade de articulação se traduziu em avanços estruturantes que impactam diretamente a competitividade das frotas.

Base territorial e peso econômico

A base do SETCESP abrange 50 municípios, incluindo a capital paulista, toda a Região Metropolitana de São Paulo e cidades estratégicas do entorno imediato. Trata-se do maior mercado de carga urbana e regional do Brasil, concentrando centros de distribuição, polos industriais, hubs logísticos e o principal eixo de consumo do País.

Levantamento do IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas) aponta que há mais de 21 mil empresas de transporte de carga registradas nesses municípios, com mais de 130 mil veículos. Cerca de 50% dessas empresas operam com um ou dois veículos, evidenciando uma base pulverizada e fortemente marcada pelo empreendedorismo de pequenos transportadores formalizados.

Perfil das empresas e empregos

O retrato da base territorial mostra um setor sustentado majoritariamente por micro e pequenas empresas. Aproximadamente 85% das transportadoras têm menos de cinco colaboradores. Ainda assim, o conjunto gera mais de 127 mil empregos formais apenas nos municípios atendidos pelo sindicato.

Do ponto de vista sindical, a evolução da representatividade acompanha a ampliação dos serviços e da atuação técnica. O crescimento da base reflete a consolidação do SETCESP como central de soluções, indo além da defesa institucional.

Nos últimos anos, a entidade também avançou de forma consistente na agenda ESG. O Prêmio de Sustentabilidade SETCESP reconhece boas práticas ambientais, sociais e de governança, estimulando eficiência energética, segurança viária e responsabilidade socioambiental. Já o Movimento Vez & Voz atua para ampliar a participação feminina no transporte rodoviário de cargas, promovendo capacitação, debates e visibilidade para novas lideranças.

Um novo ciclo para o transporte

Ao completar 90 anos, o SETCESP entra em um novo ciclo em um cenário de pressão por eficiência, digitalização e descarbonização. Com uma base que ultrapassa 42 mil transportadoras e presença estratégica na Grande São Paulo, o sindicato mantém o mesmo desafio que o originou: garantir competitividade ao transporte rodoviário de cargas e sustentar o abastecimento e o desenvolvimento econômico do País.

A história iniciada há nove décadas segue conectando caminhos, negócios e futuros — agora com tecnologia, sustentabilidade e gestão no centro da estratégia.

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