sexta-feira, abril 3, 2026

Toyota criará laboratório de tecnologia flex-fuel no Brasil e reforça aposta em biocombustíveis

O presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, revelou nesta terça-feira, 3, a criação de um laboratório de flex-fuel no país, iniciativa que integra o plano global da marca para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias de biocombustíveis a partir da expertise brasileira no tema.

O novo centro de pesquisa e desenvolvimento contará inicialmente com 40 engenheiros na fábrica de Sorocaba (SP). A unidade será responsável por projetar, testar e validar soluções avançadas para motores movidos a etanol, biometano e outras fontes renováveis. Segundo o executivo, o projeto envolve engenheiros brasileiros, japoneses e de outras subsidiárias do grupo, reforçando a colaboração internacional da Toyota.

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Etanol e biometano como pilares da transição energética

A iniciativa dá continuidade aos estudos da montadora com biometano, combustível renovável com potencial de reduzir significativamente as emissões de carbono. A Toyota já testa uma Hilux adaptada para rodar com biometano, apresentada na Agrishow 2025 e atualmente em operação experimental em usinas do interior paulista.

O novo laboratório, aprovado pela matriz japonesa, faz parte do investimento de R$ 11,5 bilhões previsto para o ciclo 2024-2030, voltado à expansão industrial, digitalização e inovação tecnológica da marca no país. Mesmo após o vendaval que danificou a fábrica de motores em Porto Feliz (SP) no fim de 2025, Maggio garantiu que os projetos seguem em execução, incluindo a segunda planta de Sorocaba, que substituirá as operações de Indaiatuba até o fim do ano.

Brasil no mapa global da Toyota

A Toyota encerrou 2025 como maior montadora do mundo, com 11,3 milhões de veículos vendidos globalmente — alta de 4,6% sobre 2024. O Brasil manteve-se como o 10º maior mercado da marca, com 173 mil veículos licenciados. No entanto, a produção nacional foi impactada pela paralisação forçada de suas plantas, reduzindo o volume anual a 168,6 mil unidades, recuo de 17% frente ao ano anterior.

Atualmente, o país ocupa a 13ª posição entre as bases produtivas da empresa no mundo e a terceira na América Latina, atrás do México (310 mil) e da Argentina (177,6 mil).

Saiba mais: Frota Sustentável: mais de 210 artigos sobre descabonização do transporte

Novo ciclo com o Yaris Cross

Em 2026, a Toyota inicia a produção do Yaris Cross em Sorocaba. O SUV compacto marca a estreia da tecnologia híbrida flex full, sistema exclusivo da marca que combina propulsão elétrica autônoma e motor a combustão flex.

Com crescente nacionalização de componentes e planos de exportação para Argentina, Equador e Uruguai, o modelo simboliza a consolidação da estratégia Multipathway, que aposta em múltiplas soluções — híbridos, elétricos e bicombustíveis — para atingir a neutralidade de carbono.

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Volkswagen revela nome da picape que será a principal concorrente da Fiat Toro

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O mercado brasileiro de picape manteve sua força em 2025, com 478.492 unidades vendidas em todos os subsegmentos — das compactas às grandes. Dentro desse universo, o segmento das picapes intermediárias teve participação de destaque: cinco modelos — Fiat Toro, Ford Maverick, Renault Oroch, Chevrolet Montana e RAM Rampage — responderam por 114.316 unidades, ou 23,9% do total.

Agora, um novo competidor se prepara para ingressar nesse disputado terreno: a Volkswagen Tukan. Posicionada entre a Saveiro e a Amarok, o nome da inédita picape foi apresentado pela Volkswagen do Brasil, que também revelou a cor símbolo de seu lançamento: o Amarelo Canário, um tom icônico que volta ao portfólio da marca como elo entre passado e futuro.

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A Volkswagen Tukan faz parte da ofensiva de 21 novos lançamentos planejados para a América do Sul até 2028, sustentada por R$ 20 bilhões em investimentos. O projeto é 100% brasileiro — desenvolvido, desenhado e produzido no país, com fabricação confirmada para a unidade de São José dos Pinhais (PR) a partir de 2027. Mas este projeto de picape intermediária não é novo.

Entre o projeto Tarok de 2018 e a Tukan

Apresentada em 2018 como conceito Tarok, uma picape intermediária sobre plataforma MQB para enfrentar Fiat Toro e afins, a caminhonete passou anos “na geladeira” por readequação de investimentos, prioridade à Amarok e impactos da pandemia, até ter seu escopo técnico revisto (mais robustez, foco em carga e nova arquitetura) e, finalmente, ser retomada no novo ciclo de aportes da Volkswagen no Brasil, renascendo como Volkswagen Tukan.

Cores que contam histórias

A revelação do nome ocorreu na sede da CBF, durante o anúncio do novo patrocínio da Volkswagen às seleções brasileiras de futebol. No estúdio de design da marca, a presença do Canarinho, mascote da Seleção, inspirou a escolha do Amarelo Canário — uma cor que já marcou gerações em modelos como Kombi, Fusca, Brasília, Passat, Golf e Gol.

“Na Volkswagen, a cor vai além da estética. Ela traduz propósito e reforça a identidade do produto”, explica Telma Blasquez, gerente de CMF (Color, Materials and Finishing) da marca. O tom desenvolvido para a Tukan é mais sóbrio e maduro, equilibrando imponência e emoção — uma leitura contemporânea da brasilidade que a cor representa.

O nascimento de um nome: Tukan

A definição do nome seguiu um processo aprofundado e multidisciplinar, envolvendo equipes de design, marketing, produto e exportação em diferentes mercados sul-americanos. “Buscávamos um nome curto, forte e com ressonância cultural”, explica Fernando Silva, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil.

Inspirado no tucano, ave ícone das Américas, o nome Tukan expressa exatamente a proposta do projeto: versatilidade, personalidade e conexão regional. Essa escolha reforça a intenção da marca de traduzir elementos locais em produtos com vocação global, alinhados ao novo posicionamento da Volkswagen na região.

Ranking de Picapes Intermediárias – Brasil 2025

Posição Modelo Vendas Acumuladas Participação de Mercado
FIAT/TORO 52.129 19,46%
RAM/RAMPAGE 26.135 9,76%
GM/MONTANA 20.377 7,61%
RENAULT/OROCH 11.624 4,34%
FORD/MAVERICK 4.051 1,51%

Fonte: Fenabrave/Senatran

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Marcopolo amplia presença nos Estados Unidos com novas entregas do micro-ônibus Grand Executive

Dificilmente um veículo rodoviário produzido no Brasil é comercializado no mercado norte-americano. Mas a Marcopolo, por meio de sua subsidiária no México, vem conseguindo superar barreiras e consolidar sua presença internacional. Após o fornecimento de 10 unidades do micro-ônibus Grand Executive para a Infinity Transportation Management, no Centro-Oeste dos Estados Unidos, a fabricante brasileira acaba de concluir uma nova entrega para a Hollywood Bus Tours, uma das principais operadoras de turismo da Califórnia.

A empresa adquiriu três unidades do modelo para reforçar sua frota em Los Angeles, onde já operam em roteiros clássicos como Hollywood Sightseeing e Celebrity Homes Tour. Com isso, a Marcopolo amplia sua participação também no segmento de turismo americano.

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Segundo Gustavo Marramarco, consultor comercial da Marcopolo responsável pelo mercado norte-americano, a escolha da operadora californiana confirma a crescente aceitação do modelo no segmento.

Os veículos adquiridos pela Hollywood Bus Tours utilizam chassi Ford F-59, com motor a gasolina 7.3L V8, poltronas semileito com tomadas USB C+A, sistema de climatização, quatro monitores internos, câmeras de monitoramento e sensores de estacionamento — um conjunto que prioriza conforto e segurança, atendendo às exigências do turismo norte-americano.

Projeto Grand: desenvolvido especialmente para o mercado norte-americano

O Grand Executive faz parte do Projeto Grand, plataforma criada pela Marcopolo para atender às demandas específicas dos Estados Unidos. Desenvolvido pelas equipes de engenharia do Brasil e do México e produzido na unidade de Monterrey, o modelo se destaca pelo padrão automotivo de acabamento, interior moderno e versatilidade para operações de turismo e fretamento executivo.

Parceria com a Model One

A expansão da linha Grand no país conta com o apoio da Model One Commercial Vehicles, uma das maiores distribuidoras de veículos comerciais dos EUA e parceira da Marcopolo. A empresa é responsável pela distribuição e suporte técnico dos veículos em território americano, o que tem sido decisivo para ampliar a capilaridade comercial e garantir atendimento local aos operadores.

A Marcopolo destaca que essas entregas reforçam sua expansão no mercado norte-americano, onde modelos de médio porte com motorização a gasolina ainda são raros no transporte executivo e turístico. Além de reduzir emissões e custos de manutenção em relação às versões a diesel, o Grand Executive proporciona uma operação mais silenciosa, eficiente e sustentável.

Chassi Ford F59

Marcopolo
Chassi Ford F59

Os novos Grand Executive, com capacidade para 32 passageiros e montados sobre o chassi Ford F59, se destacam nas operações da região de Chicago por serem um dos poucos modelos de fretamento equipados com motorização a gasolina.

O chassi Ford F-59 é um stripped chassis robusto projetado para carroceriais comerciais nos EUA, equipado com motor 7.3L V8 a gasolina de 335 cv e 1.356 Nm de torque, aliado a uma transmissão automatizada TorqShift de seis marchas. Com PBT entre 7,2 e 10 toneladas, eixo traseiro com suspensão pneumática , freios a disco nas quatro rodas com ABS tanque de 151 litros e rodas 19.5″ com pneus 245/70R19.5G.

“Este investimento estratégico marca uma nova era no compromisso da empresa com desempenho, confiabilidade e eficiência operacional, consolidando ainda mais a reputação da Infinity como líder do setor em inovação de frotas”, afirma Api Dogan, CEO da Infinity Transportation.

Com esses novos ônibus da Marcopolo, estamos redefinindo o que o transporte fretado moderno pode ser. A mudança para motores a gasolina reduz significativamente o tempo de inatividade, os custos de manutenção e as emissões, ao mesmo tempo em que oferece aos nossos clientes uma experiência mais tranquila e confortável. Este é o futuro das viagens em grupo de médio porte”, complementa Dogan.

Carroceria Grand Executive

Marcopolo
Marcopolo Grand Executive

Medindo 10.135 mm de comprimento, 2.985 mm de largura total (com espelhos) e 3.115 mm de altura externa máxima, o Grand Executive oferece recursos típicos de veículos de categoria superior. O modelo vem equipado com poltronas semileito, tomadas USB C+A, quatro monitores, sistema de ar-condicionado, câmeras de vigilância, sensor de estacionamento e monitoramento eletrônico. É também o único da categoria a conter bagageiro integral com capacidade para 32 passageiros.

Sobre a Infinity Transportation Management

Fundada pelo empreendedor Api Dogan, a Infinity Transportation Management LLC tem foco em transporte fretado com sede em Chicago (EUA). A empresa atua em todo o Centro-Oeste americano com uma frota superior a 50 veículos.

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Sonepar Brasil: mais uma frota incorpora caminhões a gás

A Sonepar Brasil, distribuidora B2B de materiais elétricos, anunciou a ampliação de sua frota sustentável com a incorporação de três caminhões Scania G 460 movidos a gás. Os novos veículos se somam às três vans elétricas já em operação na empresa.

Segundo a empresa, o investimento visa reforçar o alinhamento da Sonepar com o Acordo de Paris e a meta global do grupo de reduzir em 46,2% as emissões de CO₂ provenientes de sua frota e edifícios até 2030.

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“Como maior distribuidor de materiais elétricos do Brasil e do mundo, temos a responsabilidade de liderar pelo exemplo e impulsionar transformações sustentáveis em toda a cadeia de suprimentos. A ampliação da nossa frota sustentável representa mais do que uma evolução logística: é um passo estratégico para construir uma operação de baixo carbono, eficiente e alinhada aos compromissos climáticos globais”, afirma Kairo Porfírio, diretor de Logística da Sonepar América do Sul.

Com isso, a Sonepar aumenta a lista de cases de empresas que investem em frotas com caminhões a gás. De acordo com reportagens recentes da Frota News, diversas empresas já adotaram caminhões movidos a gás natural (GNV, biometano ou GNL) em suas frotas logísticas no Brasil, como a Ypê/TIXlog com 9 unidades Scania, Bravo Serviços Logísticos ampliando para 23 caminhões, Transmaroni com 50 unidades, Grupo Sada com 11 veículos (expandindo para 31), Jomed Transportes operando 19, Porto de Santos iniciando substituição gradual de 140 caminhões por biometano, Eneva e Virtu GNL com compra de 180 Scania a GNL, além de GM em parceria com Sada para caminhões retrofitados.

A frota de caminhões a gás em circulação no País já superar as 2.500 unidades, considerando os novos modelos da Scania e os retrofitados.

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Caminhões a gás e eficiência energética

Os novos caminhões serão destinados a rotas interestaduais de 800 a 1.100 quilômetros, abrangendo entregas e coletas junto a fornecedores. Segundo a empresa, os veículos reduzem em até 26% as emissões de poluentes e apresentam 12% mais economia de combustível em comparação ao diesel, o que contribui diretamente para a otimização de custos logísticos e ganhos em eficiência energética.

O ganho pode ser ainda maior caso os caminhões sejam abastecidos com biometano e reppresentaria um salto mais significativo na estratégia de descarbonização da frota, já que o combustível renovável pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel, superando com folga os cerca de 26% de redução obtidos com o gás natural fóssil. Além do ganho ambiental, o biometano fortalece a economia circular ao ser produzido a partir de resíduos agroindustriais e urbanos, diminui a dependência de combustíveis importados e mantém total compatibilidade com os motores e a infraestrutura já utilizada pelos veículos a gás.

Principais características do Scania G 460 A6x2 NA a gás

O Scania G 460 A 6×2 NA a gás foi desenvolvido para operações rodoviárias de carga geral que buscam reduzir emissões sem abrir mão de desempenho e autonomia. Com configuração 6×2 articulada e dimensões pensadas para longas distâncias, o modelo é equipado com o motor OC13 de 13 litros, que entrega 460 cv de potência e 2.300 Nm de torque. O conjunto atende à norma Euro 6 por meio do sistema EGR e da injeção Common Rail, dispensando o uso de ARLA 32.

A transmissão automatizada G25CM, com 14 marchas, conta com o sistema Opticruise e seus modos de condução econômico, padrão e potência. O conjunto trabalha em harmonia com o eixo traseiro R885, permitindo a operação de composições com até 58,5 toneladas de PBTC e 78 toneladas de CMT.

A autonomia é ampliada pela presença de múltiplos tanques de gás distribuídos ao longo do chassi e, opcionalmente, com mais tanques atrás da cabine, garantindo alcance em torno de 650 quilômetros. Já a cabine alta CG20H, com suspensão a ar, oferece elevado nível de conforto e um pacote completo de segurança ativa, que inclui LDW, AEB, ESS e DAS, além de freios a tambor com EBS, ESP, retarder e sistema Hill Hold.

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Luiz Henrique Bezerra assume Diretoria de Relações Institucionais da VWCO

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A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) anunciou Luiz Maia Henrique Bezerra como seu novo titular da Diretoria Relações Institucionais. O executivo sucede, até então, vice-presidente Marco Saltini, que encerrou sua trajetória na empresa em 30 de janeiro, ao se aposentar após quase duas décadas de dedicação à montadora.

Com uma carreira no Grupo Volkswagen desde 2010, como gerente de Assuntos Governamentais, ele ingressou na VWCO em abril de 2025 como diretor de Relações Institucionais.

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É com grande satisfação que damos as boas-vindas a Luiz Henrique Bezerra. Sua experiência será fundamental para representar a VWCO junto ao governo, às entidades e à sociedade, sempre protegendo nossos interesses corporativos e fortalecendo nossa imagem institucional”, destacou Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Cortes também aproveitou a oportunidade para agradecer a contribuição de Saltini: “Quero expressar nosso sincero agradecimento a Marco Saltini, que encerrou uma trajetória brilhante marcada por conquistas e liderança exemplar. Desejamos a ele muito sucesso nesta nova etapa.

Advogado e administrador de empresas com habilitação em Comércio Exterior, Luiz Henrique Bezerra é pós-graduado em Gestão de Pessoas e Direito Eleitoral. O executivo soma mais de 15 anos de experiência na indústria automobilística e mais de duas décadas dedicadas às relações institucionais.

Estou muito feliz com essa nova fase da minha carreira e extremamente motivado. Acredito que essa mudança para a VWCO foi muito acertada e tem ampliado minha visão sobre a indústria, contribuindo para meu crescimento profissional. Gostaria de agradecer a todos os colegas da empresa pela colaboração e pelo espírito de equipe que tenho encontrado aqui”, afirmou Bezerra.

Ao longo de sua trajetória, ele foi executivo da Fiesp, Conselheiro da OAB/DF, Presidente da ABRIG e Assessor da Presidência da CNI. Atualmente, além da nova posição na VWCO, Bezerra é também vice-presidente da ANFAVEA, reforçando sua relevância no cenário institucional e automotivo brasileiro.

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BNDES aprova R$ 1,3 bilhão em crédito para renovação da frota de caminhões em apenas um mês

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, em janeiro, R$ 1,3 bilhão em financiamentos pelo Programa BNDES Renovação da Frota, linha integrante do Move Brasil. O programa foi criado para apoiar a aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, credenciados no BNDES, além de seminovos que atendam aos requisitos ambientais do Proconve 7, fabricados a partir de 2012.

Até o momento, o programa já beneficiou caminhoneiros autônomos, cooperados e transportadoras de carga de 532 municípios, abrangendo todas as regiões do país. Somente em janeiro foram registradas 1.152 operações, com ticket médio de R$ 1,1 milhão por contrato.

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Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o desempenho inicial do programa comprova sua relevância tanto para a economia quanto para o meio ambiente.

Na avaliação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o resultado alcançado demonstra o acerto das políticas públicas de estímulo à renovação da frota.

R$ 10 bilhões disponíveis

Lançado em dezembro de 2025, o Renovação da Frota dispõe de R$ 10 bilhões em recursos, sendo R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões captados pelo Banco a taxas de mercado. Essa estrutura possibilita um custo financeiro mais competitivo, resultando em taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, com prazo de pagamento de até 60 meses e carência de seis meses. Cada beneficiário pode financiar até R$ 50 milhões.

Do total, R$ 1 bilhão foi reservado exclusivamente para transportadores autônomos e cooperados, reforçando o caráter social e inclusivo da medida. A política visa ampliar o crédito para o setor e incentivar a retomada da indústria nacional de caminhões, um dos segmentos estratégicos da cadeia logística brasileira.

A autorização para o uso de recursos do Tesouro foi estabelecida pela Medida Provisória 1.328, de 17 de dezembro de 2025, que formalizou o apoio financeiro à aquisição de caminhões novos e seminovos dentro do processo de renovação da frota.

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Volkswagen Caminhões e Ônibus: 45 anos de engenharia brasileira com presença global

Em 1981, há exatos 45 anos, começava a história da atual Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO). A origem da empresa se deu com a aquisição das operações da Chrysler/Dodge no Brasil, em um momento em que o mercado nacional de caminhões era dominado por seis grandes fabricantes instalados localmente: a própria Chrysler/Dodge, Mercedes-Benz, Ford, General Motors (Chevrolet/GMC), Volvo, Scania e FNM/Alfa Romeo. 

Quase meio século depois, a VWCO está presente em cerca de 30 países e já investiu mais de R$ 7,5 bilhões ao longo desse período. A fabricante construiu sua reputação com a filosofia “menos você não quer, mais você não precisa” — caminhões projetados com tudo o que é necessário para o trabalho, sem encarecer o custo final ao cliente. 

No início da década de 1980, a Mercedes-Benz ainda dominava o mercado com mais de 50% de participação — 28.183 unidades emplacadas de um total de 55.938 caminhões vendidos no país — segundo o Anuário da Indústria Automobilística Brasileira, da Anfavea. 

Ao longo de sua trajetória, a Volkswagen Caminhões conquistou a liderança do mercado em 2004, após a primeira vitória em 2001, mantendo-se no topo até 2025 — uma marca de 22 anos consecutivos. 

Confira os emplacamentos ano a ano da Volkswagen Caminhões e Ônibus:
Volkswagen
Fonte: Anfavea

Saiba mais sobre os resultados da VWCO em 02025:

Globalização 

Com mais de 350 concessionárias distribuídas em três continentes — 150 delas no Brasil —, a VWCO oferece um portfólio de cerca de 50 modelos de caminhões e ônibus, reforçando sua vocação para disponibilidade operacional e eficiência de custos. 

Sua estrutura industrial tem capacidade para produzir até 100 mil unidades por ano, fabricando famílias consagradas como Delivery, Constellation e Meteor no segmento de carga, além da linha Volksbus voltada ao transporte de passageiros. A empresa também avança na eletrificação, com os modelos e-Delivery e e-Volksbus. 

Desde o início das operações, mais de 1,25 milhão de veículos VWCO já foram produzidos, dos quais cerca de 196 mil circulam fora do Brasil. A linha Worker, que dominou o mercado por mais de duas décadas, soma 433 mil unidades; o Constellation, 373 mil; o Delivery, 220 mil; e o Meteor, modelo mais recente da marca, já ultrapassou 20 mil unidades. A família Volksbus completou 194 mil veículos, enquanto os modelos MAN chegam a 10 mil. 

Programa Futuro

Atualmente, a montadora conta com cerca de 5,5 mil colaboradores distribuídos entre as fábricas e operações no Brasil, México e Argentina, além de linhas de montagem na África do Sul e nas Filipinas. Essa presença global é norteada pelo Programa Futuro, plano estratégico baseado em três pilares de ESG: respeito ao meio ambiente, responsabilidade social e governança corporativa. 

Entre as metas globais do programa estão o avanço da eletrificação, a digitalização das operações industriais e a redução da pegada de carbono. “Nosso compromisso é continuar transformando o transporte de forma responsável e inovadora, honrando a confiança de nossos clientes e parceiros em todo o mundo”, afirmou o presidente e CEO da VWCO, Roberto Cortes. 

Ao celebrar 45 anos, a Volkswagen Caminhões e Ônibus reafirma sua relevância no setor automotivo e seu papel como embaixadora da engenharia e da tecnologia brasileiras no cenário global. 

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GNV, etanol ou biometano? Seara testa Iveco Daily Multifuel no transporte urbano

A Seara, empresa da JBS, e a Iveco anunciaram o início de uma parceria voltada à avaliação do desempenho do Daily Multifuel, caminhão-conceito urbano desenvolvido pela montadora, no transporte de cargas no Brasil. O projeto busca mensurar a viabilidade econômica e operacional da tecnologia, que promete reduções de até 95% nas emissões de CO₂ no ciclo “poço à roda”, de acordo com o combustível utilizado.

Apresentado em outubro de 2025, o Daily Multifuel está em fase de desenvolvimento para futura produção na unidade da Iveco em Sete Lagoas (MG). O modelo foi projetado para operar com etanol, gás natural e biometano, refletindo a estratégia multienergética do Iveco Group.

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O veículo utiliza o motor FPT Industrial F1C 3.0 ciclo Otto, adaptado para os três tipos de combustíveis. O propulsor mantém desempenho comparável ao diesel, com potência estimada entre 160 e 207 cv e torque de 380 a 470 Nm, auxiliado por turbo de geometria variável eletrônica (VGT) e dois sistemas independentes de injeção, que permitem flexibilidade operacional.

O desenvolvimento do motor envolveu três anos de pesquisas em parceria com Mahle, Unifei, Unesp e UFPA, totalizando mais de 600 horas de simulações e 300 horas de ensaios em dinamômetro. Os testes, realizados no Centro Tecnológico da Mahle (Jundiaí-SP), confirmaram a conformidade com o Proconve P8, além de comprovar eficiência energética e confiabilidade.

Segundo dados da FPT Industrial, as emissões de CO₂ podem ser três vezes menores com etanol e até dez vezes inferiores com biometano em comparação ao diesel, considerando o ciclo “poço à roda”.

Aplicação na frota da Seara e ganhos ambientais

A parceria com a Iveco marca mais um passo na estratégia de descarbonização logística da Seara, que atualmente opera mais de 200 caminhões elétricos refrigerados em centros urbanos brasileiros. A produtora de proteínas poderá comparar os ganhos entre as duas tecnologias com o conhecimento que já possui com os elétricos a bateria.

De acordo com Fabio Artifon, diretor de Logística da Seara, “a tecnologia multifuel oferece a flexibilidade necessária para operações urbanas complexas, permitindo avançar na descarbonização sem comprometer a eficiência”.

A empresa estima que a operação de um único caminhão multifuel a biometano tenha impacto climático equivalente à retirada de dez caminhões a diesel das ruas de São Paulo. A frota elétrica atual da Seara, composta por modelos leves da JAC e No Carbon, evita aproximadamente 2.700 toneladas de CO₂ por ano.

Biometano e economia circular

A parceria também contempla o conceito de economia circular dentro da cadeia produtiva da JBS. A companhia avalia o uso de biometano gerado a partir de resíduos orgânicos de suas unidades industriais para abastecer os veículos multifuel, criando um modelo de ciclo fechado de energia renovável. Atualmente, o biogás já é utilizado pela empresa para geração de vapor e eletricidade em fábricas no Brasil.

Para o diretor Comercial da Iveco, Marco Pacheco, a cooperação reforça o potencial do transporte urbano sustentável. “O Daily Multifuel traduz uma visão pragmática de sustentabilidade, combinando a força da matriz energética brasileira com a robustez e confiabilidade da linha Daily”, destaca.

Sem previsão de lançamento comercial, o Daily Multifuel segue em fase de avaliação. O projeto com a Seara será determinante para definir sua aplicabilidade em operações reais e o modelo de adoção de combustíveis renováveis no transporte urbano de carga no país.

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Caminhões de lixo a biometano: Vamos investe R$150 milhões em retrofit

A Vamos, empresa de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, está iniciando a transformação de caminhões a diesel para operação com gás natural fóssil ou gás renovável (biometano), em um projeto de retrofit conduzido pela BMB, companhia do grupo especializada em customização de veículos pesados. A solução utiliza motorização e sistemas desenvolvidos pela MWM, subsidiária da Tupy, tecnologia já aplicada em frotas de grupos como Sada, Cocal, PepsiCo e Tegma, entre outros usuários de caminhões a gás.

O investimento da Vamos no projeto soma R$ 150 milhões, com a previsão de transformação de 100 caminhões pela BMB, que deverão ser entregues até o fim do primeiro trimestre deste ano para operação na limpeza urbana do Rio de Janeiro. Considerando veículo mais retrofit e implemento, o valor médio por unidade é de R$ 1,5 milhão. A título de curiosidade, um Scania G 340 4×2 a gás, hoje na casa de R$ 1.196.090; e um G-410 6×2, R$ 1.299.357, segundo a Fipe.

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Quanto custa transformar o caminhão

No nível do caminhão individual, o custo do retrofit para substituição da motorização a diesel por solução MWM a gás varia entre R$ 200 mil e R$ 300 mil por unidade, de acordo com a potência do motor (máxima de 330 cv) e a quantidade de cilindros instalada para armazenamento do gás. Esses valores se referem apenas ao processo de conversão (motor, sistemas de gás e integração), sem incluir o preço do caminhão base, que compõe o pacote final.

A combinação entre custo de capital e economia operacional mira o TCO (custo total de propriedade) de frotas de alta quilometragem, em que o payback da conversão tende a ocorrer entre 1 e 3 anos quando há uso intensivo e boa oferta de gás, principalmente em soluções dual fuel ou 100% gás com contratos estruturados com concessionárias. Estudos e pilotos com pesados a gás indicam redução de 10% a 15% no custo por quilômetro rodado, podendo chegar a até 50% em cenários dual fuel com alta substituição de diesel por GNV, segundo a Abiogás.

Como é feita a transformação na BMB

A transformação dos veículos ocorre na unidade da BMB em Porto Real (RJ), em um fluxo industrial que espelha a lógica de linha de montagem, porém com foco em retrofit e customização para aplicação urbana. O processo envolve a retirada do motor original a diesel e instalação de um motor MWM dedicado a gás natural/biometano, adequações estruturais no entre‑eixos para receber os cilindros, desenvolvimento de peças de interface e integração do sistema eletrônico de controle, seguido de testes de desempenho e rodagem em rodovias.

A MWM responde pela arquitetura técnica do produto, que inclui o motor a gás, o sistema de armazenamento (cilindros, suportes, válvulas e linhas) e a integração com o veículo, assegurando conformidade com requisitos de segurança, durabilidade e as normas mais restritivas de emissões. Um diferencial do pacote é a calibração customizada dos motores, ajustada para diferentes rotas e ciclos operacionais, o que permite otimizar consumo, reduzir emissões e adequar desempenho às exigências da coleta urbana no Rio de Janeiro.

Benefícios ambientais e operacionais

Os caminhões retrofitados mantêm desempenho equivalente aos modelos a diesel, segundo as empresas envolvidas no projeto, mas com redução expressiva de gases de efeito estufa e ganhos relevantes de eficiência. Em cenários de operação com biometano, a redução de CO₂ pode chegar a cerca de 90% na comparação com o diesel, com queda de até 99% no material particulado e diminuição de aproximadamente 20% no nível de ruído, atributo importante para serviços urbanos em áreas residenciais.

Esses resultados se somam à lógica de economia circular, ao aproveitar o biometano gerado a partir de resíduos para abastecer os próprios veículos que fazem a coleta, conceito que já aparece em projetos de frotas urbanas de lixo no Brasil. O uso do GNV, por ser de origem fóssil, deve ser utilizado apenas na falta do biometano.

Atores envolvidos e contexto de mercado

A iniciativa da Vamos tem participação direta da Comlurb, companhia de limpeza urbana do Rio de Janeiro, responsável pelos serviços de coleta de resíduos, e da Força Ambiental, empresa terceirizada que fornece os veículos e opera a frota na cidade. As duas organizações já receberam as primeiras unidades a gás e atuam como vitrine de aplicação real do retrofit em escala, com foco em renovação de frota e cumprimento de metas ambientais nos contratos públicos.

Hoje, o mercado de retrofit de caminhões pesados a diesel para gás no Brasil ainda é concentrado e majoritariamente B2B, com poucos atores diretamente posicionados na conversão. Além da MWM, que lidera projetos de substituição completa de motor para operação 100% a gás, empresas como Tecnogás GNV e Convergas Fuel Systems atuam em soluções de GNV pesado e integração de sistemas de gás, inclusive em projetos dual fuel em parceria com frotistas, concessionárias e distribuidoras regionais de gás.

Principais players em retrofit de caminhões a gás

Tipo de solução Empresa Foco principal
Retrofit completo (troca de motor) MWM (Tupy) Motores 100% gás/biometano, sistemas de armazenamento, homologação e integração.
Kits e sistemas GNV para pesados Tecnogás GNV Instalação de kits GNV e soluções para frotas leves, médias e pesadas.
Integração de sistemas de gás Convergas Fuel Systems Engenharia e integração de gás natural e biometano em projetos com frotistas.
Projetos com montadoras/frotistas PepsiCo + MWM Caminhão semileve diesel convertido para 100% gás/biometano.
Projetos dual fuel (diesel + GNV) Frotas como Tegma Operações híbridas com alta taxa de substituição de diesel por gás.
Além da Scania, que já conta com o maior portfólio de fábrica, as montadoras Iveco, Volkswagen e Mercedes-Benz preparam para futuros lançamentos de modelos a gás.
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Eletroposto Oeste: Infraestrutura elétrica robusta é essencial para operar frotas de ônibus elétricos pesados

Para colocar em operação uma frota de ônibus elétricos pesados, não basta adquirir os veículos e estações de baixo custo utilizadas para automóveis: é indispensável planejar e construir uma infraestrutura elétrica robusta, capaz de atender à alta demanda energética das baterias de grande capacidade. Em muitos casos, isso inclui a instalação de uma subestação de energia dedicada e reforços consideráveis na rede de distribuição local.

Segundo especialistas, as garagens destinadas a veículos pesados precisam de carregadores rápidos DC acima de 150 kW, preparados para atender baterias que ultrapassam 600 kWh. O modelo mais comum é a recarga noturna escalonada, coordenada por software de gestão inteligente (smart charging), que evita picos de demanda e reduz custos operacionais.

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Para dar uma ideia da complexidade, uma frota de cerca de 200 ônibus elétricos, como a de Goiânia (GO), pode exigir potência total próxima de 16.000 kW. Isso requer a construção de subestações retificadoras de grande porte — entre 1.500 e 4.000 kW por garagem —, transformadores dedicados e obras civis específicas. Todo esse processo depende de um estudo de viabilidade junto à concessionária local, que determina eventuais reforços na rede e os custos associados.

Para sustentar a operação da frota elétrica de Goiânia — de 46 ônibus por carga —, o Governode Goiás inaugurou o Eletroposto Oeste, considerado o maior terminal de recarga de ônibus elétricos do Brasil em potência instalada. O projeto foi executado pela Nansen, que forneceu toda a infraestrutura elétrica e de gestão operacional.

“O eletroposto conta com 23 carregadores de 240 kW, capacidade para recarregar até 46 ônibus simultaneamente e potência total de 6 MVA,” explica Ciro Lima, CMO da Nansen. “Para facilitar a compreensão: essa potência equivale a 6 mil chuveiros elétricos ou 1 milhão de lâmpadas acesas ao mesmo tempo. Trata-se de uma estrutura projetada para dar previsibilidade e robustez à operação diária do transporte público.”

Armazenamento e inovação energética

Um dos diferenciais do terminal é o primeiro Sistema de Armazenamento de Energia em Bateria (BESS) móvel usado comercialmente no transporte público brasileiro. O equipamento, com 50 kWh de capacidade e 60 kW de potência, garante estabilidade durante picos de demanda e serve como redundância energética em situações emergenciais. Além disso, permite a realização de testes de recarga inteligente e integração com energia solar fotovoltaica, ampliando a eficiência do sistema.

“O que estamos entregando não é apenas uma obra, mas um modelo de cidade e de transporte público para o Brasil”, destacou o governador Ronaldo Caiado durante a inauguração.

Embora o Governo de Goiás não tenha divulgado o investimento total no Eletroposto Oeste, comparações com projetos semelhantes indicam valores na casa dos R$ 17 milhões. Em São José dos Campos (SP), uma estrutura com 12 posições de recarga de 200 kW demandou investimentos de cerca de R$ 4,6 milhões.

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