sexta-feira, abril 3, 2026

Argentina puxa resultados da Volkswagen Caminhões e Ônibus na América Latina

Entre os 30 mercados em que a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) atua, a Argentina se destacou como o principal fora do Brasil em 2025, com 2.182 unidades vendidas, crescimento de 12% sobre o ano anterior. O desempenho positivo compensou parcialmente a queda de 3,6% no mercado brasileiro, contribuindo para o resultado global levemente positivo (+1%) da marca em um cenário mundial de retração.

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Segundo a montadora, o bom resultado está ligado à forte aceitação dos produtos fabricados em Córdoba e das unidades importadas de Resende (RJ). Os caminhões Constellation 17.280, Delivery 11.180 e Delivery 9.170 foram os mais vendidos, enquanto o Volksbus 15.190 OD se destacou entre os ônibus.

A produção de caminhões e ônibus em Córdoba, iniciada em 2024, teve impacto direto nos nossos negócios no mercado argentino, com cerca de 2 mil veículos comercializados no ano passado. Um avanço significativo em relação às quase 600 unidades de 2023”, destaca Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da VWCO.
Com presença de mais de 25 anos no país, a VWCO mantém a segunda maior rede de concessionárias fora do Brasil, com 13 concessionárias e 16 pontos de venda. A planta de Córdoba ocupa uma área de 15 mil m², dedicada à produção de caminhões e chassis de ônibus.

Além da Argentina, os principais destinos de exportação da VWCO em 2025 foram México (1.868 unidades), Chile (1.251) e Peru (503).

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Nova pesquisa sobre tendências indica mudança na gestão de frotas e no papel da tecnologia nas operações

O setor de transporte e logística no Brasil entrou em uma nova fase em 2025.
Pressionadas por custos elevados devido ao custo Brasil, excesso de regras tributárias e regulatórias e escassez de mão de obra e maior rigor regulatório, as empresas passaram a operar sob uma exigência combinada: reduzir desperdícios, elevar a produtividade e ampliar a segurança ao mesmo tempo.

A constatação está na 5ª edição do Guia sobre Tendências de Gestão de Frotas e Logística, estudo conduzido pela Platform Science, que ouviu 450 profissionais de embarcadores, transportadores e operadores logísticos em todo o país. A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2025, com margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.

De acordo com o levantamento, 90% dos entrevistados apontam a redução de custos operacionais como o maior desafio do setor. O índice engloba despesas com combustível, manutenção, pneus e financiamento de frota.

O dado reflete um cenário de instabilidade no preço dos combustíveis e de juros elevados, que impactam diretamente a renovação e a expansão das frotas.

Apesar disso, o estudo mostra que o foco exclusivo em custos perdeu espaço. Indicadores ligados à produtividade (77,2%) e à segurança (76,1%) aparecem praticamente empatados, sinalizando que o mercado passou a exigir desempenho equilibrado entre essas três dimensões.

Fim do modelo de compensação entre eficiência e risco

A leitura dos analistas é que o setor deixou de aceitar o modelo de compensação, no qual ganhos de eficiência eram obtidos à custa de maior exposição ao risco operacional ou viário.

Segundo o estudo, a convergência entre custo, produtividade e segurança indica uma mudança na forma como as operações estão sendo planejadas e avaliadas, tanto por transportadores quanto por embarcadores.

A gestão de frotas passa a ser analisada de forma integrada, com impacto direto em contratos, níveis de serviço e compliance regulatório.

Tecnologia ganha espaço na tomada de decisão

Pela primeira vez desde o início da série histórica, 52,4% dos entrevistados indicam o uso de dados e soluções tecnológicas como um dos principais caminhos para enfrentar os desafios operacionais.

A pesquisa associa esse movimento à combinação de operações mais complexas, equipes reduzidas e à necessidade de maior controle sobre ativos, condutores e riscos.

Renovação geracional altera o perfil da gestão

O estudo também aponta mudanças no perfil etário dos profissionais do setor.
Trabalhadores nascidos entre 1981 e 1996 já representam mais de 53% da força de trabalho. A participação da geração nascida entre 1997 e 2009 alcançou 19,5%, quase o dobro das edições anteriores da pesquisa.

Essa renovação ocorre em paralelo a um alto nível de escolaridade. Mais de 83% dos respondentes possuem ensino superior ou pós-graduação.

De acordo com o levantamento, esse perfil contribui para maior abertura à adoção de soluções digitais, como plataformas integradas de gestão, análise de dados em tempo real, automação de processos e sistemas de monitoramento veicular.

Gestão de frotas deixa de ser apenas operacional

A leitura consolidada da 5ª edição do Guia é que a gestão de frotas passou a ocupar papel mais estratégico dentro da cadeia logística. As decisões deixam de ser baseadas exclusivamente na experiência operacional e passam a incorporar indicadores, dados e métricas de desempenho.

Essa mudança impacta diretamente resultados financeiros, níveis de serviço, segurança viária e atendimento às exigências regulatórias. O estudo indica que a tendência deve se intensificar nos próximos anos, à medida que custos seguem pressionados e o mercado exige maior previsibilidade, eficiência e controle das operações.

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Exportações de ônibus crescem 33,8% em 2025 e Chile amplia compras de micro-ônibus Volare para mineração

O Brasil encerrou 2025 com forte avanço nas exportações de ônibus. Ao todo, 6.452 unidades foram embarcadas ao longo do ano, crescimento de 33,8% em relação a 2024, quando o volume exportado foi de 4.882 veículos. A América Latina segue como principal destino da produção nacional, com destaque para o Chile, que ampliou a compra de veículos voltados a aplicações severas.

Nesse cenário, a Volare confirmou a exportação de 42 micro-ônibus dos modelos Fly 9 e Attack 8 4X4 para a Empresa de Buses Hualpén. Os veículos foram desenvolvidos com configurações específicas para operações de mineração, segmento que demanda elevada robustez, confiabilidade mecânica e foco em segurança.

O movimento acompanha uma tendência observada ao longo de 2025, com crescimento consistente das exportações brasileiras de ônibus e micro-ônibus, impulsionado pela retomada de investimentos em infraestrutura, mineração e transporte corporativo em países vizinhos. O Chile se consolidou como um dos principais mercados, especialmente para veículos destinados a operações fora do asfalto.

A Volare tem ampliado, ano após ano, sua presença no mercado chileno, especialmente no fornecimento de veículos robustos para aplicações severas, como as da mineração. Isso reforça o nosso compromisso em desenvolver soluções sob medida para cada cliente, garantindo eficiência e otimização do investimento”, afirma José Luiz Moraes Goes, diretor de Operações Internacionais e Comerciais Mercado Externo da Volare.

Características do Attack 8  4×4

Do total exportado, 16 unidades são do Volare Attack 8 4X4, já entregues por meio do representante local Mundo Buses. O modelo tem 6.785 mm de comprimento e capacidade para 18 passageiros, acomodados em poltronas executivas com tomadas USB, porta-copos e cintos de segurança de três pontos. Os veículos atendem à norma internacional ECE R66.02, que estabelece critérios rigorosos de resistência estrutural e proteção dos ocupantes em caso de capotamento, exigência cada vez mais comum em contratos ligados à mineração.

Projetado para aplicações severas, o Attack 8 4X4 conta com ar-condicionado, parede de separação total, cortinas, itinerário eletrônico, bagageiro e porta-pacotes. A suspensão reforçada e o sistema de transmissão robusto oferecem opções de tração 4×2, 4×4 tradicional e 4×4 reduzida, ampliando a capacidade de operação em terrenos irregulares. O conjunto inclui ainda rodas e pneus específicos para uso off-road, freios ABS com EBD e proteções adicionais para cárter, tanque e chicotes elétricos.

Outros recursos reforçam a aptidão do modelo para ambientes extremos, como saia lateral elevada, ângulos de entrada e saída ampliados, snorkel para tráfego em áreas alagadas, além de bateria e estepe posicionados no bagageiro traseiro. A sinalização especial com suporte para haste indicativa de altura atende aos protocolos de segurança adotados em áreas de mineração.

Fly 9

As outras 26 unidades exportadas são do Volare Fly 9, com entregas programadas ao longo de 2026. O modelo tem capacidade para até 31 passageiros, acomodados em poltronas reclináveis com tomadas USB, e foi configurado para operações contínuas de transporte de pessoas em regiões remotas.

Entre os principais equipamentos estão o sistema de climatização quente e frio, com calefação reforçada para enfrentar temperaturas extremas, além de parede de separação total, cortinas, itinerário eletrônico, bagageiro e faróis de neblina dianteiros e traseiros. O foco é garantir conforto, segurança e disponibilidade operacional em jornadas prolongadas.

Fundada em 1976, a Buses Hualpén é uma das principais empresas de transporte privado de passageiros do Chile, com operações em todo o território nacional e atuação em diferentes setores da economia. A companhia mantém uma frota moderna e especializada para serviços rodoviários, intermunicipais e de fretamento, com forte presença em contratos ligados à mineração.

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O que a separação do Grupo de Mobilidade da Eaton significa para frotas e logística

A Eaton anunciou sua intenção de spin-off: separar os segmentos de Veículos e Mobilidade Elétrica, que passarão a operar como uma empresa independente de capital aberto. O movimento, previsto para ser concluído até o primeiro trimestre de 2027, marca uma das mais significativas reestruturações recentes da companhia e tem impacto direto no ecossistema automotivo, especialmente no mercado de veículos comerciais e pesados.

Segundo a empresa, a decisão faz parte da estratégia global de crescimento até 2030, que prioriza investimentos em negócios de maior margem e alinhados às megatendências de eletrificação, digitalização, inteligência artificial, reindustrialização e expansão da infraestrutura.

O CEO da Eaton, Paulo Ruiz, afirmou que a separação permitirá à companhia concentrar esforços nos segmentos de Elétrica e Aeroespacial, áreas que vêm registrando forte demanda em mercados como data centers, utilities, infraestrutura comercial e defesa

A estratégia dá continuidade ao processo de transformação do portfólio iniciado nos últimos anos, que incluiu a venda das divisões de Iluminação (2020) e Hidráulica (2021). A Eaton também reforçou sua posição com aquisições recentes, como a Ultra PCS e a anunciada compra da Boyd Thermal.

Mobilidade ganha autonomia para acelerar inovação

A nova empresa — que reunirá as operações de Veículos e Mobilidade Elétrica — nasce com posição consolidada no fornecimento de soluções para veículos comerciais, incluindo transmissões e embreagens para caminhões nas Américas, fusíveis de alta tensão para veículos elétricos e tecnologias de acionamento de válvulas.

Com a cisão, a expectativa é que a Mobility ganhe agilidade para direcionar investimentos, ampliar parcerias e explorar novas oportunidades em segmentos como caminhões pesados, médios e leves, veículos de passageiros e aplicações fora de estrada.

Antonio Galvão, presidente do Grupo Mobility, afirmou em seu perfil no LinkedIn que a decisão reflete o avanço da equipe e abre caminho para um novo ciclo de crescimento. Ele reforçou que, no curto prazo, não haverá mudanças para clientes, que continuarão recebendo o mesmo nível de suporte e qualidade.

Impactos para o setor de transporte e gestão de frotas

Para gestores de frotas e operadores logísticos, a cisão pode trazer efeitos relevantes:

  • Aceleração da eletrificação: a nova empresa tende a intensificar investimentos em componentes de alta tensão e soluções para powertrains elétricos, segmento em expansão no transporte urbano e de distribuição.
  • Maior foco em veículos comerciais: transmissões, embreagens e sistemas de otimização de energia permanecem como pilares estratégicos, o que pode resultar em novos produtos e atualizações tecnológicas.
  • Estabilidade no curto prazo: contratos, suporte técnico e fornecimento seguem inalterados durante o processo de transição.
  • Possível ampliação do portfólio: a independência pode facilitar parcerias com montadoras e fornecedores emergentes, ampliando a oferta de soluções para eficiência operacional e redução de custos.

A separação será realizada por meio de cisão isenta de impostos para acionistas nos Estados Unidos, sujeita às aprovações regulatórias e ao registro do Formulário 10 na SEC.

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Fim da exclusividade das autoescolas amplia formação de condutores pelo SEST SENAT

O SEST SENAT amplia sua atuação na formação de condutores profissionais com a entrada em vigor da Resolução Contran nº 1.020/2025. A norma moderniza o modelo nacional de formação de motoristas, quebra a exclusividade das autoescolas e permite o credenciamento direto de instituições junto à Senatran (Sistema Nacional de Trânsito), substituto do antigo Denatran.

Com esse novo marco regulatório, o SEST SENAT passa a atuar em âmbito nacional. O credenciamento foi formalizado pela Portaria Senatran nº 953/2025, publicada em 23 de dezembro. A medida fortalece a posição da Instituição na qualificação de motoristas e amplia o portfólio de cursos voltados ao transporte.

A nova regulamentação traz ganhos operacionais. Um dos principais avanços é o acesso direto ao Renach, o Registro Nacional de Condutores Habilitados. Com isso, o SEST SENAT deixa de depender dos Detrans estaduais para credenciamento, consultas e lançamento de dados. O novo modelo permite unificação de processos, redução de retrabalho e maior rastreabilidade das informações.

A implantação será gradual. O processo começa com uma fase de transição. Na sequência, ocorre o acesso direto ao Renach. A etapa final prevê a integração completa entre os sistemas do SEST SENAT e a base nacional de condutores.

Outro ponto central é a ampliação da oferta de cursos. A Resolução autoriza o SEST SENAT a ofertar formações que antes eram exclusivas dos Centros de Formação de Condutores. Entre elas estão os cursos práticos para mudança de categoria C, D e E, a reciclagem para condutores infratores, o curso preventivo de reciclagem e o curso teórico para obtenção da CNH ou da Autorização para Conduzir Ciclomotor, na modalidade a distância.

Os cursos seguem a nova matriz pedagógica definida pela Senatran. Segundo a entidade, os conteúdos foram atualizados e as cargas horárias passaram a ser padronizadas em nível nacional.

Para assegurar uma implementação segura, o SEST SENAT mantém alinhamento permanente com a Senatran e diálogo institucional com os Detrans. A Instituição também estruturou apoio técnico às unidades operacionais, com atuação do Núcleo de Desenvolvimento Profissional e de unidades de referência em cada estado.

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De ferro-velho a indústria: Recicle Mais 2026 retrata a maturidade dos desmontes de veículos no Brasil

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São Paulo será o centro das atenções do setor de desmontagem automotiva nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026. A capital recebe a segunda edição do Recicle Mais, maior evento da América Latina dedicado aos Centros de Desmontagem Veicular (CDVs).

Depois de uma estreia em Goiânia, que reuniu cerca de 450 participantes, o evento chega mais robusto. Amplia o debate sobre profissionalização, tecnologia, sustentabilidade e impacto econômico dos desmontes no Brasil.

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De ferro-velho a indústria regulada

O antigo conceito de ferro-velho ficou no passado. No lugar, surgiram empresas estruturadas, regulamentadas e orientadas por processos, tecnologia e responsabilidade ambiental, como os exemplos da Octa, Marcopolo, Grupo Sada e Stellantis, já mostrados em reportagens publicadas pela Frota News.

Hoje, os CDVs são agentes ativos de uma cadeia que envolve montadoras, seguradoras, recicladores, marketplaces e poder público. Um setor que gera empregos, reduz impactos ambientais e fornece inteligência de mercado para a indústria automotiva.

O Recicle Mais nasceu para mostrar ao mercado e à sociedade o quanto o setor evoluiu. Empresas estruturadas, regulamentadas, com processos, tecnologia e responsabilidade ambiental. O evento é um reflexo dessa transformação e um espaço para troca de conhecimento e fortalecimento do segmento como indústria”, afirma Leonardo Henrique Coelho Ruocco, da Mídia TI, organizadora do evento.

Conteúdo técnico e soluções práticas

A programação do Recicle Mais 2026 conecta conteúdo, inovação e aplicação prática. O evento reúne empresas que atuam em toda a cadeia do desmonte automotivo. A Mídia TI apresenta soluções de gestão, controle de estoque e integração com marketplaces. A Circular Auto Peças reforça o reaproveitamento responsável e a lógica da economia circular.

Também participam a Octa, que conecta montadoras, seguradoras e desmontes por meio da rastreabilidade e conformidade legal; a Local Map, focada em posicionamento digital de desmontes e autopeças; e a Ache Sucatas, que centraliza leilões e oportunidades de compra de veículos e sucatas.

Completam o ecossistema empresas especializadas em tributação, jurídico, vendas digitais e leilões, como AM Gestão Tributária, Calsavara Advocacia, Desmonte Turbo, DG Leilões e K2 Digital.

Gestão, pessoas e mercado no centro do debate

A edição 2026 foi desenhada para refletir os desafios de um mercado mais técnico, regulado e competitivo. No primeiro dia, o foco está na mudança de mentalidade e na profissionalização da gestão. Os painéis abordam leitura de mercado, eficiência operacional, performance comercial, sustentabilidade aplicada e visão de futuro.

O segundo dia amplia o debate para a integração entre desmontes, montadoras e economia circular. Entram em pauta organização financeira, inovação, tecnologia aplicada à gestão e diversificação de negócios. Um dos destaques é a roda de conversa com mulheres do setor, que evidencia o crescimento da participação feminina na gestão dos CDVs.

Serviço – Recicle Mais 2026
Data: 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026
Local: Blue Tree Premium Alphaville – Alameda Madeira, 398 – Alphaville – Barueri (SP)

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BorgWarner é destaque na lista das Empresas Mais Admiradas do Mundo de 2026 da Fortune

A BorgWarner foi reconhecida pela revista Fortune como uma das 325 Empresas Mais Admiradas do Mundo em 2026, consolidando sua presença no ranking pelo quarto ano consecutivo. A companhia alcançou ainda a 3ª posição entre as oito empresas avaliadas na categoria “peças para veículos automotores”, reforçando sua reputação global no setor automotivo.

Joseph Fadool, presidente e CEO da BorgWarner Inc., celebrou a conquista destacando o papel essencial dos colaboradores na construção da reputação da empresa.
Ser nomeada para a lista das Empresas Mais Admiradas do Mundo de 2026 da Fortune pelo quarto ano consecutivo é uma honra que reflete o compromisso inabalável de nossos colaboradores em todo o mundo. Diariamente, nossos funcionários fortalecem a cultura inclusiva de excelência, colaboração e respeito mútuo da BorgWarner, e sou profundamente grato por sua paixão e dedicação”, afirmou.

Fadool também ressaltou a importância das relações com clientes, fornecedores e comunidades onde a empresa atua.

Somos igualmente gratos aos nossos clientes e fornecedores pela parceria contínua enquanto trabalhamos juntos para solucionar os desafios mais urgentes do setor. E às comunidades onde vivemos e atuamos, agradecemos o apoio e a confiança enquanto nos esforçamos para causar um impacto positivo e duradouro.”

Ranking 2025: os 45 caminhões mais vendidos e o que eles revelam sobre as decisões das frotas

Como a lista é formada

A seleção das Empresas Mais Admiradas do Mundo é resultado de uma ampla pesquisa de reputação corporativa conduzida pela Fortune em parceria com a consultoria global Korn Ferry. O processo começa com cerca de 1.500 candidatas — incluindo as 1.000 maiores empresas dos Estados Unidos por receita e companhias estrangeiras do Fortune Global 500 com faturamento igual ou superior a US$ 10 bilhões.

Esse universo inicial é reduzido às empresas de maior receita em cada setor, totalizando 685 organizações de 29 países. Em seguida, executivos, diretores e analistas avaliam as companhias de seus respectivos segmentos com base em nove critérios, que incluem: valor de investimento, qualidade da gestão, qualidade dos produtos, responsabilidade social, capacidade de atrair e reter talentos.

Para integrar a lista final, a empresa precisa figurar na metade superior da pontuação de seu setor.

Excelência reconhecida globalmente

Alyson Shontell, editora-chefe e diretora de conteúdo da Fortune, destacou o papel das empresas selecionadas em um cenário de rápidas transformações tecnológicas.
“A Fortune tem orgulho de celebrar as empresas presentes na lista das Empresas Mais Admiradas do Mundo deste ano; elas elevaram o padrão de inovação genuína, liderança resiliente e impacto global”, afirmou. “À medida que tecnologias em rápido avanço, como a IA, transformam setores inteiros, essas organizações se destacam por sua capacidade de evoluir com propósito e visão de futuro, moldando consistentemente o caminho a seguir para os negócios globais e o futuro de como trabalhamos e lideramos.”

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BYD planeja lançar cinco picapes para disputar um mercado de quase 500 mil unidades ano no Brasil

O mercado brasileiro de picapes atravessa uma fase de forte competitividade e expansão. Com mais de 20 modelos e dezenas de versões disponíveis, o segmento apresenta números de emplacamentos que têm atraído o interesse de novas marcas. Segundo dados da Fenabrave, foram 478.492 unidades emplacadas. Nesse total estão incluídas picapes compactas, médias e grandes, que representam 23,2% das vendas de todas as marcas que atuam nos segmentos de automóveis e comerciais leves. Modelos acima de 3.500 kg de PBT, como as Ram 2500 e 3500, ficam fora da estatística por serem classificados como caminhões pela legislação.

A montadora confirmou que vai disputar o mercado de picapes no Brasil e trabalha em um portfólio amplo, com até cinco modelos previstos para os próximos anos.

A proposta da marca é construir uma família completa de picapes, cobrindo praticamente todos os segmentos relevantes do mercado nacional. O plano inclui desde uma picape pequena, posicionada para concorrer diretamente com a Fiat Strada, até uma picape grande, voltada ao mesmo público de Ford F-150 e RAM 1500. Entre esses extremos, a BYD prepara uma picape intermediária, já flagrada em testes e prevista para estrear em 2026, além de uma picape média para disputar espaço com Toyota Hilux e Ford Ranger. A Shark, já apresentada pela marca, também integra essa estratégia.

Um ponto central do projeto é a eletrificação total da linha. Todas as picapes da BYD serão híbridas plug-in ou 100% elétricas.

Confira o ranking de picapes emplacadas em 2025. Fonte: Fenabrave

Picapes Pequenas – Dezembro 2025
Posição Modelo Vendas Dez/25 Acumulado 2025 Participação (%)
FIAT/STRADA 14.536 142.891 67,83%
VW/SAVEIRO 8.165 67.751 32,16%
GM/MONTANA 3 8 0,00%
GM/CHEVY 0 1 0,00%

Total categoria: 22.704 unidades vendidas em dezembro / 210.651 acumuladas em 2025

Picapes Grandes – Dezembro 2025
Posição Modelo Vendas Dez/25 Acumulado 2025 Participação (%)
FIAT/TORO 6.275 52.129 19,46%
TOYOTA/HILUX 4.319 49.721 18,56%
FORD/RANGER 3.255 34.047 12,71%
GM/S10 3.583 31.451 11,74%
RAM/RAMPAGE 3.055 26.135 9,76%
GM/MONTANA 1.535 20.377 7,61%
MITSUBISHI/TRITON 1.222 11.719 4,38%
RENAULT/OROCH 1.229 11.624 4,34%
FIAT/TITANO 674 6.437 2,40%
10º NISSAN/FRONTIER 70 5.091 1,90%
11º FORD/MAVERICK 738 4.051 1,51%

Total categoria: 27.288 unidades vendidas em dezembro / 267.841 acumuladas em 2025

 

Cummins aposta em geradores a gás e fortalece cadeia de energia alternativa no transporte

Mesmo fora da linha direta da mobilidade de cargas e pessoas, os geradores de energia têm papel estratégico na cadeia automotiva. Eles utilizam os mesmos componentes, tecnologias e fontes energéticas dos veículos comerciais. Por isso, quando a indústria de geração avança, os reflexos chegam ao transporte, à logística e à gestão de frotas.

É nesse contexto que os geradores a gás da Cummins ganham relevância. A ampliação do portfólio fortalece a escala industrial dessas soluções e impulsiona toda a cadeia do gás natural e do biometano. O movimento favorece diretamente frotistas que já investem na transição para combustíveis mais limpos.

A demanda global por energia cresce de forma acelerada. O gás natural se consolida como uma dessas respostas. Hoje, é a terceira maior fonte de energia do mundo, atrás apenas do petróleo e do carvão, com papel central na matriz energética de grandes economias.

A Cummins apostou no gás natural antes mesmo de ele se tornar uma commodity global. A empresa desenvolveu geradores de alta potência com tecnologia de combustão pobre, inicialmente voltados para aplicações industriais e projetos de cogeração. Nesse modelo, a geração simultânea de eletricidade e energia térmica reduz consumo, emissões e custo total de operação.

Com o tempo, essas soluções evoluíram. Segundo Kelly Samons, diretora de Vendas para Negócios Integrados de Gás e Microrredes da Cummins, os geradores a gás deixaram de ser exclusivos da cogeração. Hoje, atendem uma ampla gama de aplicações críticas.

Diversidade de aplicações

Eles operam como fonte de energia primária, fornecem energia contínua em locais isolados da rede elétrica, sustentam operações em crescimento acelerado e atuam como energia de reserva em situações de emergência.

Esses equipamentos foram projetados para extremos operacionais. Podem funcionar 24 horas por dia, durante todo o ano, com vida útil de projeto superior a 15 anos e até 80 mil horas antes da primeira grande revisão. No outro extremo, atuam como geradores de standby, operando poucas horas por ano ao longo de décadas. Essa flexibilidade permite adaptação a diferentes perfis de demanda.

Na prática, os geradores a gás integrados da Cummins se tornaram peças-chave para instalações industriais, centros logísticos, hospitais, data centers e operações críticas. Eles garantem energia em eventos climáticos severos, apoiam sistemas de bombeamento em enchentes, reforçam redes hospitalares durante apagões e asseguram continuidade operacional onde a rede elétrica é instável.

Para gestores de frotas e operadores logísticos, esse modelo traz previsibilidade, confiabilidade e alinhamento com a agenda de descarbonização. O avanço dos geradores a gás reforça a maturidade da tecnologia, amplia a infraestrutura energética e acelera o uso de combustíveis mais limpos, como o gás natural e o biometano.

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O que explica a subida do Brasil no ranking mundial de caminhões em 2025

Mesmo com retração na produção, país avança no ranking global em meio à desaceleração de mercados tradicionais

Mesmo com a queda de 9,2% nos emplacamentos e o recuo de 12,1% na produção, o Brasil voltou a ganhar uma posição no ranking mundial de produção de caminhões em 2025. O que ajudou o país a garantir a sexta colocação global foi o avanço de 50,8% nas exportações, além da queda de outros países.

Os dados, acumulados até o terceiro trimestre, foram divulgados pela Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores (OICA). Os números reforçam a resiliência da indústria brasileira em um cenário internacional marcado pela retração nos mercados maduros.

A consolidação dos dados finais de produção de 2025 deve ser divulgada pela OICA até o final deste trimestre. A entidade informa que a consolidação dos números de vendas ocorre em prazo mais longo. Até o momento, o portal oficial apresenta apenas as estatísticas fechadas de 2024. Ainda assim, os números já divulgados pela Anfavea, associação que representa as montadoras no Brasil e é filiada à OICA, indicam que o país deve manter a sexta posição no ranking mundial no fechamento das estatísticas de produção do ano passado.

O avanço no ano passado ocorre após o país ter encerrado 2024 na sétima posição e reflete um cenário de forte ajuste em mercados concorrentes, especialmente na América do Norte e na Europa.

Entre janeiro e setembro de 2025, as fabricantes instaladas no Brasil produziram 98.632 caminhões, volume 4% inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram fabricadas 102.611 unidades. Ainda assim, a queda brasileira foi menos intensa do que a observada em outros polos tradicionais, o que permitiu a melhora relativa no ranking.

Produção global cresce puxada pela Ásia

No acumulado até setembro, a produção mundial de caminhões alcançou 2,81 milhões de unidades, crescimento de 3% na comparação anual. Esse avanço, porém, foi sustentado quase exclusivamente pela região da Ásia-Oceania, que apresentou alta expressiva de 13% no período.

A China segue como líder absoluta do ranking, com 1,46 milhão de caminhões produzidos, avanço de 17% frente a 2024. Na sequência aparecem Japão, com 364.394 unidades, e Índia, com 245.418 caminhões. Esses três mercados concentram grande parte da produção global e seguem impulsionados por demanda doméstica, políticas industriais e renovação acelerada de frotas.

Resiliência brasileira em meio à retração nos mercados maduros

O avanço do Brasil no ranking não está associado a um ciclo de expansão, mas sim à resiliência relativa da indústria nacional diante de um cenário internacional adverso. Na América do Norte, a produção de caminhões pesados acumulou queda de 29% até setembro. Os Estados Unidos registraram retração de 26%, o México recuou 34% e o Canadá apresentou a queda mais acentuada, de 45%.

Na Europa, o cenário também foi de contração. A produção de caminhões recuou 17%, pressionada por uma combinação de fatores estruturais: desaceleração econômica, custos elevados de energia, juros ainda restritivos e incertezas regulatórias ligadas à transição ambiental, que têm levado montadoras e frotistas a postergar investimentos.

Esse contexto abriu espaço para que o Brasil avançasse uma posição, mesmo com números absolutos inferiores aos do ano anterior.

Polo dominante na América do Sul

Apesar do ajuste em 2025, o Brasil mantém uma posição importante no mapa global da indústria de caminhões, principalmente, nas marcas de origem europeia, como Mercedes-Benz, Volvo, Scania, DAF e Iveco.

No recorte continental das Américas, o Brasil aparece atrás apenas de Estados Unidos e México, reforçando sua condição de principal polo industrial do segmento na região, com capacidade instalada robusta, presença de grandes montadoras globais e cadeia de fornecedores consolidada.

Comparação histórica reforça relevância do setor

Na leitura histórica, o desempenho brasileiro segue relevante. A produção acumulada até setembro de 2025 permanece bem acima do nível registrado em 2023, quando o país havia fabricado apenas 71,7 mil caminhões no mesmo intervalo — um reflexo direto da crise de demanda e do aperto nas condições de crédito naquele período.

A recuperação iniciada em 2024 levou o Brasil a fechar o ano passado com 141.252 unidades produzidas, resultado que garantiu ao país a sétima posição no ranking mundial e sinalizou uma retomada gradual do setor, ainda que distante dos picos históricos.

Expectativa para o fechamento de 2025

Vale destacar que o ranking divulgado é parcial e considera apenas os dados até o terceiro trimestre. O fechamento oficial de 2025 deverá ser consolidado entre fevereiro e março, quando os números do quarto trimestre forem incorporados pela OICA.

Até lá, a posição relativa do Brasil pode sofrer ajustes, dependendo do desempenho de outros grandes produtores no encerramento do ano — especialmente Estados Unidos, México e mercados europeus. Ainda assim, o avanço para a sexta colocação reforça a importância estrutural da indústria brasileira de caminhões, mesmo em um ambiente de menor ritmo de produção.

Ranking mundial de produção de caminhões (jan–set 2025)

China – 1.461.727 unidades
Japão – 364.394 unidades
Índia – 245.418 unidades
Estados Unidos – 194.486 unidades
México – 103.631 unidades
Brasil – 98.632 unidades
Itália – 64.941 unidades
Rússia – 44.080 unidades
Espanha – 29.622 unidades
10º Turquia – 24.774 unidades

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