Goiânia estreou o maior ônibus elétrico do mundo: Volvo BZRT biarticulado de 28 m supera BYD K12A e revoluciona BRT com zero emissões
Goiânia entra para a história da eletromobilidade urbana mundial. A capital goiana recebeu em 30 de janeiro de 2026 a primeira frota de articulados e biarticulados 100% elétricos do mundo em operação regular. No total, foram 21 ônibus Volvo BZRT entregues à concessionária Metrobus, sendo 16 articulados e 5 biarticulados, todos equipados com carrocerias Marcopolo Attivi Express. O preço por unidade do modelo biarticulado saiu por cerca de R$ 6,5 milhões.
Durante o evento de entrega também foi inaugurado a maior estação de carregamento de baterias para veículos pesados, com capacidade para recarregar as baterias de 46 ônibus simultaneamente.
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“Temos orgulho de participar desta nova fase do transporte público de Goiânia. É o início de uma era de zero emissões e alto conforto para os passageiros”, destacou André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina.
A Volvo não está mais sozinha na transição energética da cidade. O BRT Leste-Oeste recebeu uma nova leva de 23 ônibus elétricos superarticulados da BYD (modelo D11A) dois meses depois.
Integração dentro da indústria brasileira
Os veículos com chassi Volvo foram produzidos no Brasil, com chassis fabricados na planta da Volvo em Curitiba (PR) e carrocerias desenvolvidas pela Marcopolo, em Caxias do Sul (RS). Sobre os modelos da BYD, há poucas informações.
Os novos biarticulados Volvo medem 28 metros de comprimento e têm capacidade para 250 passageiros. Os articulados, com 21 metros, transportam até 180 pessoas. Ambos os modelos contam com motores elétricos duplos de 200 kW cada (total de 400 kW, equivalentes a 540 cv), podendo receber até oito baterias com capacidade total de 720 kWh.
Além do desempenho, o conforto interno recebeu atenção especial. Os ônibus Attivi Express contam com piso amadeirado, iluminação full LED, poltronas estofadas com entradas USB, ar-condicionado e sistemas de acessibilidade com rampas e elevador. Há ainda câmeras embarcadas e tecnologia de reconhecimento facial para monitoramento dos passageiros, reforçando a segurança.
Segurança ativa
Os ônibus elétricos BZRT seguem o conceito Volvo Safety Vision – Zero Acidentes, incorporando recursos como câmeras de visão ampliada, sensores frontais e laterais contra colisões, leitura automática de placas de trânsito e assistência de direção Volvo Dynamic Steering (VDS), que aumenta a precisão e reduz o esforço do motorista.
A operação comercial foi conduzida pela concessionária Suécia Veículos, representante Volvo na região, com apoio da Volvo Financial Services, responsável pelo financiamento dos chassis por meio do Banco Volvo. O fornecimento das carrocerias teve intermediação da Topline, representante Marcopolo em Goiás.
Para Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais e Marketing da Marcopolo, o projeto reafirma o protagonismo da empresa na transição para uma mobilidade de baixo impacto ambiental: “Os Attivi Express mostram a capacidade da Marcopolo em desenvolver soluções inovadoras que unem sustentabilidade, tecnologia e conforto”.
Comparativo Volvo vs. BYD
Renovação do sistema de Goiânia
Os novos ônibus fazem parte de um pacote de investimentos de R$ 2 bilhões destinado à ampla requalificação da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo, afirma Laércio Ávila, diretor do Consórcio BRT de Goiânia. Além da renovação da frota e da construção da megaestação de recarga, o projeto inclui ainda um novo terminal de embarque e desembarque na Praça A.
Segundo Ávila, apenas a aquisição dos ônibus elétricos representa cerca de R$ 450 milhões. “O custo inicial médio de cada veículo elétrico gira em torno de R$ 3,5 milhões”, detalha. Até o fim de 2026, o sistema deve incorporar 1,5 mil novos ônibus, ampliando e rejuvenescendo a frota em 30%.
Até o final de 2026, o Sistema BRT contará com 199 ônibus, sendo 63 veículos elétricos, 79 movidos a biometano e 57 com tecnologia Euro 6. A infraestrutura do sistema compreende 47 estações, 213 pontos de parada, 15 terminais e cerca de 108 km de extensão, atendendo a mais de 2,5 milhões de usuários por mês, com operação realizada por cinco empresas consorciadas.



