sexta-feira, abril 3, 2026

O fim da escala 6×1 e o efeito dominó no TRC: mão de obra, produtividade e custo Brasil em rota de colisão

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Falar sobre o fim da escala 6×1 apenas como avanço social é confortável. Difícil é encarar a realidade operacional de um país que ainda produz pouco, investe pouco em tecnologia e depende quase exclusivamente do transporte rodoviário para funcionar.

Por Gislaine Zorzin Gerin*

Não se trata de ser contra melhores condições de trabalho, muito pelo contrário. Trata-se de responsabilidade econômica.

O transporte rodoviário de cargas não é um setor periférico. Ele é a espinha dorsal do abastecimento nacional. Mais de 60% de tudo o que se consome no Brasil chega por caminhão. Qualquer mudança estrutural nesse setor não fica restrita às empresas de transporte; ela se espalha pela economia inteira.

E é exatamente por isso que o debate, do jeito que está sendo feito, preocupa — e preocupa demais —, já que o setor vem operando no limite há algum tempo.

Hoje, falta motorista no Brasil. Falta motorista qualificado. Não é ausência de vagas; é escassez de profissionais preparados, disponíveis e, principalmente, dispostos a assumir uma profissão cada vez mais exigente.

O perfil do motorista está envelhecendo, o custo de formação é alto, as exigências legais aumentaram — corretamente, do ponto de vista da segurança —, mas sem que houvesse, na mesma proporção, políticas consistentes de qualificação, retenção e modernização das operações.

Esse é o ponto de partida real. Ignorar isso é discutir jornada em um cenário que não existe.

Produtividade baixa não sustenta redução de jornada

Aqui está o grande X da questão: o Brasil é pouco produtivo.

Enquanto outros países reduzem jornada apoiados em tecnologia, automação e eficiência operacional, grande parte das operações no Brasil ainda depende de processos manuais, baixa digitalização e pouca integração de sistemas.

Os dados confirmam o que a operação mostra no dia a dia: a produtividade do trabalho no Brasil praticamente não cresceu no último ano. Trabalhamos muitas horas para produzir pouco.

Reduzir jornada sem elevar produtividade não é avanço estrutural. É redução de capacidade — um ponto extremamente relevante que parece ter sido ignorado nas discussões sobre o tema.

No transporte rodoviário, isso se traduz em menos viagens, menos entregas, mais ociosidade de frota e maior pressão sobre um sistema que já opera no limite.

Por que a conta não fecha?

Manter o mesmo nível de serviço com menos dias trabalhados exige mais pessoas. Só que essas pessoas não existem hoje no mercado.

Quando a contratação não acontece, surgem atrasos, quebra de contratos e redução da oferta de transporte. Quando acontece, vem acompanhada de aumento de folha, encargos, treinamento e rotatividade.

Nenhuma dessas alternativas é neutra.

O custo não fica na transportadora. Ele entra no frete. E o frete entra no preço do alimento, do medicamento, do combustível, do insumo industrial. Quem acha que essa conta não chega ao consumidor final simplesmente não entende como a cadeia logística funciona.

Planilha não tem discurso. Ela só mostra o custo real da operação. E, no final das contas, como de costume, os custos recaem sobre o consumidor final, aumentando os preços de praticamente tudo.

O risco silencioso

O maior risco não é apenas o encarecimento. É a perda de capacidade do sistema.

Logística não tem estoque de tempo. Caminhão parado não entrega amanhã o que não entregou hoje. Quando a logística falha, a indústria para, o varejo sofre e o abastecimento se torna instável.

Em um país altamente dependente do modal rodoviário, mexer na escala de trabalho sem um plano robusto de transição, produtividade e qualificação é assumir um risco sistêmico.

O debate precisa subir de nível

O Brasil pode, e deve, discutir melhores modelos de jornada. Mas isso precisa ser feito com responsabilidade.

Antes de reduzir jornada no transporte rodoviário, é indispensável:

  • investir em tecnologia e eficiência operacional;
  • ampliar a qualificação e valorização da mão de obra;
  • estruturar um plano de transição por atividades críticas;
  • tratar produtividade com a mesma seriedade com que se trata jornada;
  • e, principalmente, ter certeza de que o país dispõe de mão de obra disponível para assumir esse novo modelo.

Sem isso, o fim da escala 6×1 corre o risco de ser uma medida bem-intencionada, com efeitos graves sobre a logística, a economia e o custo de vida da população.

O problema não é a jornada.

O problema é tentar mudá-la sem arrumar a casa.

E, quando a logística se desorganiza, o Brasil inteiro sente.

Gislaine Zorzin Gerin
Empresária do setor de transporte rodoviário de cargas, vice-coordenadora do movimento Vez e Voz, diretora institucional da ABTLP e membro do Conselho Superior da NTC&Logística. Atua há décadas na gestão de operações logísticas e no debate sobre produtividade, segurança jurídica e sustentabilidade do transporte no Brasil.

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Roubo de cargas migra para itens essenciais e de alto valor e redesenha mapa de risco no transporte

O perfil do roubo de cargas no Brasil confirma uma mudança das quadrilhas, que ampliam o foco sobre bens essenciais e produtos de maior valor agregado. Levantamentos divulgados por entidades setoriais e empresas de tecnologia, como a Fenatac e a nstech, apontam que as cargas fracionadas continuam na liderança, mas alimentos, eletrônicos, medicamentos e até insumos da siderurgia ganham peso no total de prejuízos.

Segundo dados consolidados ao longo, as cargas fracionadas respondem por cerca de 50% das perdas financeiras em 2025, ainda que em leve retração frente aos pouco mais de 52% registrados em 2024.

O avanço mais expressivo, porém, aparece nos alimentos, que sobem da faixa de 20% para patamares entre 25% e 30% dos prejuízos, dependendo do recorte regional. Eletrônicos consolidam-se na terceira posição, com cerca de 7% no consolidado anual e picos próximos de 18% a 19% em determinados períodos. Medicamentos mais que dobram sua participação, aproximando-se de 4% das perdas, enquanto a siderurgia passa a figurar com cerca de 2% a 3%.

Tipo de carga Tendência em 2025 Participação aproximada em prejuízos Observações principais
Fracionadas Em leve queda, mas ainda lideram ~50% no ano, até 44% em alguns trimestres Alto giro, múltiplos itens por veículo, distribuição urbana intensa
Alimentos Forte crescimento ~26% no ano, até 33% em recortes regionaismateriais Itens essenciais, fácil escoamento, forte presença no Sudeste
Eletrônicos Crescimento e consolidação como alvo de alto valor ~7% no ano, até 18–19% em trimestres específicos Alto valor agregado e revenda rápida, foco em TO e eixos Norte
Medicamentos Participação mais que dobrada ~4% dos prejuízos Itens caros, sensíveis, com impacto direto em saúde
Siderurgia Aumento consistente ~2–3% dos prejuízos Produtos pesados, valor elevado por carga
Combustíveis, pneus, eletrodomésticos Perda de espaço relativo Queda na participação Maior proteção, rastreio e complexidade operacional

Fracionados e alimentos: alta exposição operacional

A liderança das cargas fracionadas está diretamente ligada ao modelo de distribuição urbana. Com múltiplos embarcadores, grande variedade de produtos e elevado número de paradas, esse tipo de operação amplia a exposição a abordagens criminosas, sobretudo em grandes centros. A logística pulverizada, característica do abastecimento do varejo e do e-commerce, cria janelas frequentes de vulnerabilidade.

No caso dos alimentos, o crescimento reflete uma combinação de fatores: demanda constante, fácil escoamento no mercado informal e forte presença nas regiões metropolitanas, especialmente no Sudeste. O varejo alimentar e o atacarejo aparecem entre os segmentos mais impactados, com reflexos diretos no custo do frete, nos prêmios de seguro e, consequentemente, na formação de preços ao consumidor.

Eletrônicos e medicamentos: foco em valor agregado

O avanço dos eletrônicos confirma a migração das quadrilhas para cargas com maior valor por unidade e liquidez rápida. Além da concentração em grandes centros, relatórios indicam aumento de ocorrências em rotas específicas e estados fora do eixo tradicional, como Tocantins, sinalizando diversificação geográfica das ações criminosas.

Já os medicamentos, especialmente os de alto valor e especializados, passaram a demandar reforço em escolta, rastreamento em tempo real, gerenciamento de risco e revisão de apólices. O impacto é significativo para distribuidoras e para a indústria farmacêutica, que enfrentam elevação consistente dos custos logísticos e de segurança. O movimento confirma a avaliação de que o crime organizado está combinando dois eixos estratégicos: bens essenciais de giro rápido e produtos premium com margens mais elevadas.

Construção civil e siderurgia entram no radar

Outro dado relevante é o crescimento da participação de cargas ligadas à siderurgia. Embora ainda representem parcela menor do total, os aumentos sucessivos indicam que materiais metálicos e insumos da construção civil passaram a integrar o radar das quadrilhas. O padrão sugere uma diversificação que vai além dos produtos de consumo imediato.

Por outro lado, segmentos como combustíveis, pneus e eletrodomésticos perdem espaço relativo, movimento atribuído ao reforço em rastreabilidade, maior controle operacional e soluções de monitoramento mais sofisticadas.

Impacto setorial e pressão sobre custos

O novo perfil do roubo de cargas atinge de forma transversal o varejo alimentar, o e-commerce de bens de consumo e eletrônicos, a indústria farmacêutica e cadeias ligadas à construção civil. O efeito prático é a ampliação dos custos com gerenciamento de risco, seguros, tecnologia embarcada e replanejamento de rotas — despesas que acabam incorporadas ao frete e, em última instância, ao preço final dos produtos.

“A mudança de alvo em 2025 representa um ponto de atenção para o próximo ano. Segmentos tradicionais perderam espaço, possivelmente devido ao aumento da complexidade operacional e à maior adoção de tecnologias de rastreamento e bloqueio nessas áreas. Categorias historicamente visadas, como combustível, pneus e eletrodomésticos, apresentaram retração no mapa de prejuízos em 2025, dando abertura para o crescimento de outras como bens essenciais e cargas de alto valor”, analisa Maurício Ferreira, VP de Inteligência de Mercado da nstech.

Por região

O Report nstech de Roubo de Cargas, elaborado pela nstech com dados das gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, mostra uma mudança geográfica em 2025. O Sudeste segue como a região mais crítica, mas sua participação nos prejuízos caiu de 83,2% para 68,1%. O Nordeste manteve estabilidade (12,8%) e o Norte saltou de 0,9% para 11,2%, assumindo a terceira posição. No Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro concentram a maior parte das perdas, com destaque para cargas fracionadas e alimentos. No Norte, o foco recai sobre eletrônicos e itens de alto valor agregado.

O estudo aponta ainda redistribuição do risco ao longo do dia e da semana. A noite permanece como período mais crítico (30,7%), mas houve aumento das ocorrências pela manhã. A quinta-feira tornou-se o dia mais perigoso, superando a segunda, e o domingo registrou alta relevante. Trechos urbanos como RJ x RJ e SP x SP concentram a maior parte dos prejuízos, enquanto a BR-101 superou a BR-116 como rodovia mais crítica. Segundo a nstech, a taxa de sinistros evitados ou recuperados supera 70%, e a sinistralidade caiu 17% em relação a 2024.

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Volvo Financial anuncia Fernando Klein como novo diretor comercial

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Fernando Klein é o novo diretor comercial da Volvo Financial Services no Brasil. Ele será responsável pela estratégia comercial do Banco Volvo, instituição que responde por 40% dos financiamentos de caminhões, ônibus e equipamentos de construção da marca no País, e também pela Locadora Volvo, divisão de locação de veículos comerciais. O executivo coordenará a equipe de gerentes comerciais do Banco Volvo e se reportará à presidente da VFS na América Latina, Silvia Gerber. A estrutura da VFS inclui ainda a corretora de Seguros Volvo e o Consórcio Volvo.

Fernando Klein tem experiência na área comercial da indústria automotiva, com passagens por Volkswagen Financial Services, Mercedes-Benz e Toyota. É bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), possui MBA em Gestão de Vendas pela Universidade Anhembi Morumbi e especialização em Gestão de Equipes de Vendas na São Paulo Business School (BSP).

Rodrigo Pikussa assume diretoria da operação Farizon no Brasil

Carreira
Rodrigo Pikussa, novo diretor executivo da unidade de veículos elétricos da Farizon no Brasil

O Grupo Randon Rodoparaná anunciou Rodrigo Pikussa como diretor executivo da operação da Farizon no Brasil, unidade dedicada a veículos comerciais elétricos e conduzida pelo Grupo Timber. A nomeação ocorre em um momento marcado pela organização da operação local, fortalecimento da governança e construção de uma base de pós‑venda. Pikussa assume a missão de integrar estratégia comercial, logística, suporte técnico e relacionamento com clientes, alinhando a atuação brasileira aos padrões globais da Farizon.

Com experiência nos setores automotivo, industrial e de mobilidade, o executivo traz histórico em operações comerciais, expansão internacional, marketing e projetos ligados à eletromobilidade. Sua formação inclui engenharia mecânica, MBA em negócios internacionais e cursos em instituições como Harvard, Wharton e Unicamp. Eaton anuncia Gustavo Orrú como novo diretor de Operações

Carreira
Gustavo Orrú assume o cargo de Diretor de Operações do Grupo Mobility na América do Sul

A Eaton anunciou mudanças na liderança do Grupo Mobility na América do Sul. Desde 9 de fevereiro de 2026, Gustavo Orrú assumiu a Diretoria de Operações do grupo na região, reportando-se a Gustavo Schmidt e, funcionalmente, a Hareesh Kallumath. Ele será responsável por definir estratégias operacionais, alocar recursos, garantir produtividade e capacidade para atender à demanda e manter padrões de segurança e qualidade. Orrú está na empresa desde 2000, com atuação em Manufatura, Materiais e cargos de gestão, incluindo a direção da unidade de Valinhos e da área de Aftermarket.

Como parte da reorganização, Fernando Piton assumiu a Diretoria da Unidade de Negócios de Aftermarket na América do Sul, acumulando a função com sua posição atual de gerente de Vendas de Aftermarket. Sua responsabilidade será ampliar a atuação da empresa no mercado, fortalecer relações com clientes e melhorar processos comerciais e operacionais. Piton integra a Eaton desde 1998, com experiência em Aftermarket, Serviço de Campo e Manufatura. As mudanças fazem parte da estratégia da empresa de garantir continuidade operacional e apoiar seu plano de crescimento no setor de mobilidade na região.

Yamaha anuncia Carlos Lomonaco como diretor-adjunto de Logística e da Yamalog

Carreira
Carlos Lomonaco como diretor-adjunto de Logística e da Yamalog

A Yamaha Motor do Brasil anunciou a chegada de Carlos Lomonaco como diretor-adjunto de Logística e da Yamalog, reforçando sua estratégia de expansão no setor. Com mais de 15 anos de experiência em Logística e Supply Chain, o executivo já atuou em áreas como Projetos, Desenvolvimento de Negócios e Operações, atendendo diversos segmentos industriais. Sua chegada ocorre em um momento de crescimento da Yamalog, que deixou de ser uma operadora dedicada exclusivamente às demandas da Yamaha para ampliar sua atuação no mercado.

Fundada em 2017, a Yamalog tornou-se a primeira empresa de logística do Grupo Yamaha no mundo e hoje possui presença nacional, com 14 filiais e serviços que incluem armazenagem, transporte e soluções in house. A empresa atende mais de dez segmentos e mantém certificações como ISO 9001, ISO 45001 e ISO 14001, além de autorizações de órgãos reguladores. Segundo Lomonaco, o foco agora é acelerar a expansão, fortalecer parcerias e ampliar a oferta de soluções logísticas competitivas, consolidando a Yamaha como provedora de serviços integrados no país.

Mudança no Conselho da ABOL reforça agenda pública dos operadores logísticos

ABOL
Foto: reprodução do LinkedIn da ABOL

A eleição de Ricardo dos Santos Buteri, diretor comercial da Santos Brasil, para a presidência do Conselho Deliberativo da ABOL marca o início de um biênio focado em maior especialização e articulação institucional no setor logístico. A escolha, unânime, reforça o valor de lideranças com forte experiência operacional e atuação em ambientes complexos, como o portuário. Buteri assume com a missão de fortalecer o diálogo com governos e alinhar interesses dos operadores logísticos, enquanto Eduardo Araújo, da FedEx, permanece na vice-presidência, garantindo continuidade às pautas estratégicas.

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Ita Alimentos projeta CD de R$ 300 milhões em Ouro Preto e reforça vocação logística da Região Central de MG

A Ita Alimentos prepara um dos maiores investimentos privados já anunciados em Ouro Preto. A empresa planeja implantar um novo centro de distribuição (CD) no distrito de Amarantina, em projeto estimado em R$ 300 milhões.

O futuro centro de distribuição deverá ocupar uma área construída de aproximadamente 66 mil m² em um terreno de 440 mil m². A localização, às margens da BR-356 e com acesso facilitado à BR-040, posiciona o empreendimento em um eixo logístico para o escoamento de alimentos no Sudeste.

O projeto prevê 25 mil posições climatizadas — cinco vezes mais que a estrutura atual da empresa — além de até 60 docas para carga e descarga simultânea. A capacidade ampliará o atendimento para mais de 800 municípios, fortalecendo a operação de distribuição em larga escala.

Com previsão de gerar cerca de 300 empregos diretos, o investimento é considerado um dos maiores aportes privados da história recente do município, com potencial de impacto também na cadeia de transporte rodoviário de cargas (TRC), armazenagem frigorificada e serviços agregados.

De empresa familiar a plataforma logística regional

Fundada em 1990, em Itabirito, a Ita Alimentos nasceu da fusão entre Laticínios Ita e MGE Distribuidora. A companhia consolidou-se ao unir produção de laticínios — com marcas próprias como Ita e Itaoca — e distribuição de alimentos de grandes indústrias.

Atualmente, opera com portfólio que inclui carnes, laticínios, óleos e produtos de marcas como Kraft Heinz, Ferrero e Seara. O atendimento alcança supermercados, restaurantes e indústrias, com frota própria frigorificada e certificações como BPF (Boas Práticas de Fabricação) e APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle).

A empresa também mantém relacionamento com mais de 500 produtores mineiros na coleta de leite e investe em iniciativas de sustentabilidade, como uma planta de processamento de soro com capacidade para 200 mil litros por dia.

Diversificação econômica e redução da dependência da mineração

Para o prefeito Angelo Oswaldo (PV), o projeto representa um passo estratégico na diversificação da economia local. Segundo ele, a participação da mineração na arrecadação municipal, que já chegou a cerca de 60%, hoje gira em torno de 40%, movimento impulsionado por novas atividades econômicas.

A atração de um centro de distribuição dessa magnitude reforça a vocação de Ouro Preto não apenas para o turismo histórico, mas também para logística e serviços. A proximidade com polos industriais e o acesso rodoviário competitivo ampliam o potencial da região como hub de distribuição no estado.

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, o novo CD tende a elevar a demanda por operações dedicadas, fracionadas e refrigeradas, além de impulsionar investimentos em infraestrutura de apoio, como postos, oficinas e pátios logísticos.

Se confirmado nos moldes anunciados, o empreendimento da Ita Alimentos consolida um novo capítulo na transformação econômica da Região Central de Minas, com reflexos diretos na cadeia logística e no desenvolvimento regional.

Saiba mais sobre os investimentos em Minas Gerais com impacto na logística:

Heineken em Passos: nova fábrica vai demandar forte estrutura logística

Com mais de R$ 2 bilhões já investidos, a nova unidade da Heineken em Passos, no Sul de Minas, teve a licença de operação aprovada e inicia a industrialização já em junho. A planta, primeira greenfield da empresa no Brasil, foi projetada para ser a mais sustentável do grupo, operando com 100% de energia renovável e foco em eficiência hídrica.

logística mineira
Obras da futura fábrica da Heineken em Minas Gerais

A expectativa é de gerar 11 mil empregos indiretos e movimentar uma robusta cadeia de suprimentos para abastecer a produção das marcas Heineken e Amstel. Com previsão de inauguração até o fim de 2025, o impacto na malha rodoviária e na demanda por transporte de insumos e distribuição de produtos será imediato.

Gerdau moderniza usina em Divinópolis

No Centro-Oeste mineiro, a Gerdau avança com a modernização de sua usina em Divinópolis, uma das principais fornecedoras de vergalhões no país. Parte dos R$ 3 bilhões que a siderúrgica pretende investir em Minas neste ano será destinada ao aumento da produtividade e da competitividade da unidade.

Essas melhorias não apenas ampliam a capacidade de produção, como também aumentam a necessidade de escoamento do aço via transporte rodoviário e ferroviário, impactando diretamente empresas de frete e operadores logísticos da região.

PPP de terminais metropolitanos

Com previsão de investimentos de R$ 1,4 bilhão, o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) para os terminais metropolitanos da Grande BH vai modernizar e construir 11 estruturas em nove cidades. A meta é atender mais de 150 mil passageiros por dia, somando mais de 40 milhões de usuários ao ano.

A reestruturação física e operacional dos terminais impulsionará a movimentação urbana e regional, exigindo maior integração entre modais e ampliação de rotas de transporte coletivo e fretado, além da criação de oportunidades para operadores logísticos no setor de mobilidade.

Extrema se prepara para novo salto com megainvestimento em data center

Referência nacional em logística e e-commerce, Extrema, no Sul de Minas, pode abrigar o maior data center da região, com um possível investimento de R$ 27 bilhões. Embora o nome da empresa ainda não tenha sido oficialmente confirmado, fontes de mercado apontam para a Scala Data Centers.

A cidade, que já abriga gigantes como Mercado Livre, DHL e ID Logística, negocia a atração de outras quatro empresas bilionárias nos setores industrial e eletrônico. Com 1,5 milhão de m² de condomínios logísticos e quase metade dos armazéns de e-commerce de Minas, Extrema deve intensificar ainda mais a demanda por transporte de cargas, trabalhadores e equipamentos de alto valor agregado.

Uberaba entra no mapa global da produção de hidrogênio verde

A H2Brasil, subsidiária da portuguesa H2Green, será a primeira empresa da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Uberaba. A planta deve se tornar uma das maiores do mundo na produção de hidrogênio verde, com faturamento estimado em R$ 3,3 bilhões por ano e 600 MW de potência instalada até 2030.

A estrutura logística para escoamento de amônia e hidrogênio, bem como o transporte de insumos e equipamentos, coloca Uberaba em nova rota estratégica nacional. Além disso, a cadeia produtiva de fertilizantes e combustíveis sintéticos criará oportunidades logísticas para atender a indústria, cimenteiras e o agronegócio.

Crescimento exige infraestrutura à altura

Com investimentos que ultrapassam R$ 34 bilhões em apenas cinco projetos, Minas Gerais se consolida como hub logístico, industrial e tecnológico do Brasil. O desafio agora é garantir que a infraestrutura de transporte — rodoviária, ferroviária e urbana — acompanhe o ritmo do crescimento, evitando gargalos e assegurando a competitividade do estado.

A movimentação econômica coloca em evidência a necessidade de políticas públicas e parcerias com a iniciativa privada para ampliar a capacidade de escoamento de cargas e a mobilidade urbana e regional. Para empresas de transporte e operadores logísticos, o momento é de expansão e preparação para uma nova era de demandas crescentes e oportunidades inéditas em solo mineiro.

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Copa Truck terá biodiesel 100% renovável da Be8 e reciclagem de lubrificantes pela Lwart

A partir da temporada 2026, a Copa Truck inicia um novo capítulo em sua trajetória ao adotar combustível oficial com naming rights e avançar em uma agenda ambiental mais estruturada com a reciclagem dos lubrificantes.

Agora, a resposta vem em duas frentes. A primeira é a adoção de um novo biocombustível, que, segundo a organização, reduz em até 99% a emissão de gases de efeito estufa, além de contar com a Be8 como fornecedor oficial e contrato de naming rights, ampliando o controle técnico sobre o insumo utilizado pelas equipes. A segunda frente envolve a gestão de resíduos gerados nas pistas, especialmente o Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC), um dos passivos ambientais mais sensíveis do setor automotivo.

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É nesse contexto que entra a parceria com a Lwart Soluções Ambientais. A partir desta temporada, todo o OLUC gerado ao longo das etapas será coletado e destinado ao rerrefino, processo que transforma o resíduo em óleo básico, reinserindo-o na cadeia produtiva.

“A coleta correta do OLUC é fundamental para que a economia circular aconteça, para que um resíduo possa ser transformado e retorne ao mercado como matéria-prima de alta performance. Essa parceria inédita com a Copa Truck reforça não apenas a atenção crescente do automobilismo às pautas ambientais, mas também o papel protagonista da categoria na construção de uma cadeia mais sustentável, capaz de gerar impacto positivo para o setor e para a sociedade”, afirma João Vianney, diretor de Coleta e Logística da Lwart.

Para Carlos Col, CEO da Copa Truck, a iniciativa consolida um movimento mais amplo de transformação. “A chegada da Lwart é mais um passo em nosso objetivo de sustentabilidade e inovação. Além do novo biocombustível que reduz em 99% a emissão de gases estufa, vamos dar um destino correto para os óleos consumidos pelas equipes. É uma parceria que só traz vantagens para todos”, destaca.

A primeira etapa sob esse novo modelo está marcada para o dia 8 de março, em Campo Grande (MS), abrindo oficialmente uma temporada que busca aliar a potência característica dos brutos nas pistas a uma operação mais eficiente, transparente e ambientalmente responsável nos bastidores.

Agora, o cenário muda

A Be8, empresa brasileira de energias renováveis, anunciou nesta quinta-feira (12) que será a fornecedora oficial de biocombustível da Copa Truck a partir de 2026. Além do fornecimento, a companhia assume o naming rights da competição, que passa a se chamar Copa Truck Be8 BeVant.

O acordo prevê o uso do Be8 BeVant nos 40 caminhões do grid. Desenvolvido pela Be8, o biocombustível pode ser utilizado 100% puro em motores diesel, sem necessidade de adaptações técnicas ou investimentos adicionais em infraestrutura.

Segundo a empresa, o produto mantém o mesmo desempenho e reduz em até 99% as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Na prática, trata-se de uma solução imediata para descarbonização do transporte pesado — inclusive em operações de alta exigência técnica, como o automobilismo profissional.

Esta parceria com a Copa Truck marca um novo passo de nossa estratégia de mercado para a oferta de uma solução brasileira renovável, viável, segura e compatível para a descarbonização imediata com operações de alta exigência técnica como as do automobilismo profissional de alto nível”, afirmou Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8.

Nas pistas da próxima temporada, vamos colocar o tema da transição energética no centro da disputa ao lado de grandes empresas do setor automotivo – será um exemplo para o mundo”, completou.

Para a organização, a mudança posiciona a categoria em outro patamar

Receber a Be8 como naming rights da Copa Truck é um marco para a categoria. Estamos falando de uma parceria que vai além do patrocínio e posiciona a Copa Truck como protagonista na discussão sobre inovação e transição energética, sem abrir mão de performance, competitividade e espetáculo nas pistas”, destacou o CEO da Copa Truck, Carlos Col.

Copa Truck
Carlos Col, CEO da Copa Truck, e Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8

Testes aprovados e desempenho preservado

O Be8 BeVant já foi submetido aos testes de pré-temporada da categoria. Segundo a organização, o funcionamento foi estável, seguro e consistente, sem necessidade de qualquer adaptação nos caminhões.

A adoção do Be8 BeVant® mantém o alto nível de competitividade da categoria, preservando o desempenho e a dinâmica das corridas – o que para todos os envolvidos era um aspecto fundamental. Os testes foram acompanhados por equipes técnicas da Be8 e da Copa Truck, reforçando o compromisso conjunto com inovação, segurança e sustentabilidade”, explicou Camilo Adas, diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8.

Disponível comercialmente desde janeiro de 2025, o combustível já é utilizado por mais de 30 empresas dos setores de transporte, geração de energia, ônibus urbanos, logística, serviços aeroportuários e agricultura.

Muito além do combustível

A parceria contempla ampla presença de marca ao longo da temporada. A Be8 BeVant terá placas de pista, marcação no pódio, backdrop de entrevistas e ativações com clientes e parceiros.

Essa iniciativa vai muito além de uma ação de marketing. Estamos falando de um projeto que une inovação, tecnologia e sustentabilidade de forma prática. Acreditamos que o esporte pode, e deve, ser uma vitrine para soluções capazes de transformar a matriz energética do transporte e contribuir para um futuro mais sustentável”, afirmou Leandro Zat, vice-presidente de Operações da Be8.

Laboratório do transporte pesado

Reconhecida como o principal campeonato de caminhões do Brasil e uma das categorias mais relevantes da América Latina, a Copa Truck reúne montadoras, fornecedores globais e pilotos experientes.

Com a adoção de um biocombustível 100% renovável e de alto desempenho, a categoria reforça seu papel como campo de testes para soluções que podem chegar rapidamente às operações rodoviárias comerciais.

Se em 2021 e 2022 as falhas na medição de poluentes colocaram a questão ambiental sob suspeita, a partir de 2026 o tema passa a ser protagonista — agora com solução estruturada, validada e escalável.

Calendário 2026 – Copa Truck Be8 BeVant

  1. 08/mar – Campo Grande (MS)
  2. 12/abr – Santa Cruz do Sul (RS)
  3. 03/mai – Cascavel (PR)
  4. 31/mai – Interlagos – São Paulo (SP)
  5. 02/ago – Cuiabá (MT)
  6. 23/ago – Goiânia (GO)
  7. 20/set – Curvelo (MG)
  8. 01/nov – Chapecó (SC)
  9. 29/nov – Brasília (DF)

A temporada 2026 começa em março, mas já nasce com uma mensagem clara ao mercado: descarbonização e performance podem — e devem — andar juntas no transporte pesado.

E como é na Fórmula Truck na Europa?

A Fórmula Truck europeia, conhecida como Goodyear FIA European Truck Racing Championship (ETRC), utiliza combustíveis alternativos desde 2021. Os caminhões adotaram diesel HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) 100% sustentável, tornando-se a primeira série da FIA a usar um combustível renovável assim. Esse biocombustível, fornecido pela TotalEnergies, reduz emissões de CO₂ em até 90% no ciclo de vida completo, sem impacto no desempenho das corridas.

O pace truck da categoria opera com Bio-LNG, outra opção ecológica. Há foco crescente em hidrogênio como próximo passo para veículos comerciais e motorsport.

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Eletrificação na prática: Grilo Mobilidade testa seis modelos elétricos em operações reais no RS e SP

A eletrificação da logística urbana começa a ganhar tração nas ruas — e em ritmo acelerado. É o caso da Grilo Mobilidade, empresa brasileira especializada em entregas sustentáveis de curta distância, que conduz testes operacionais com seis modelos 100% elétricos de duas, três e quatro rodas em operações reais nos estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

O objetivo avaliar desempenho, autonomia, capacidade de carga e eficiência operacional em segmentos críticos da logística urbana, como varejo alimentar, farmacêutico e e-commerce.

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Até agora, os números chamam atenção. A empresa já realizou mais de 245 mil deslocamentos sustentáveis. “Nosso objetivo é entender, na prática, como diferentes modelos de veículos elétricos se comportam em operações reais dos nossos clientes na logística urbana. Não se trata apenas de sustentabilidade ambiental, mas também de eficiência operacional, segurança, redução de custos e escalabilidade”, afirma Carlos Novaes, CEO da Grilo Mobilidade.

Comparativo técnico: do elétrico leve ao “minicaminhão”

Os testes envolvem modelos de diferentes fabricantes e propostas construtivas. A estratégia da Grilo é avaliar qual configuração se adapta melhor a cada perfil de entrega.

Veículo Rodas Autonomia (km) Capacidade de Carga Volume Velocidade Máx.
BYD Dolphin Mini Cargo 4 280 289 kg 2.100 L 130 km/h
Mileto Raiden 2 130 150 kg N/D 90 km/h
Mileto Trix 3 115–200 ~300 kg 937 L 45 km/h
HITECH-e New Delivery 4 200–260 500 kg 3.000 L 70–75 km/h
Fever Rap FR 250 Box 3 110 250 kg 1.600 L 45 km/h
Fever Nextem FN1000 High Box 4 200 1.000 kg 5.200 L N/D

Observação: as autonomias podem variar conforme carga transportada, topografia e condições reais de tráfego.

Desempenho urbano em escala real

BYD Dolphin Mini Cargo

Adaptado da versão de passeio importado da China, o modelo Cargo foi utilizado em operações de e-commerce e varejo alimentar. Segundo a Grilo, o modelo atende operações que exigem maior estabilidade, conforto ao condutor e previsibilidade de autonomia.

HITECH-e New Delivery

Produzido no Brasil, o utilitário elétrico de quatro rodas amplia o espectro de carga: até 500 kg e 3.000 litros de volume, com autonomia entre 200 km e 260 km. Nos testes, foi aplicado principalmente no varejo alimentar e no e-commerce. A robustez estrutural e a estabilidade em vias urbanas congestionadas foram diferenciais apontados pela empresa.

Mileto Raiden

Voltada à última milha farmacêutica, a moto elétrica destacou-se pela agilidade em curtas distâncias. Com autonomia de até 130 km e capacidade para 150 kg, é indicada para entregas rápidas, com alta rotatividade e necessidade de manobrabilidade extrema.

Mileto Trix

O triciclo elétrico combina boa capacidade volumétrica (937 litros) com autonomia entre 115 km e 200 km, dependendo da configuração de bateria. Foi utilizado tanto em farmácias quanto no varejo alimentar, mostrando equilíbrio entre volume e facilidade de circulação.

Fever Rap FR 250 Box

Com capacidade para 250 kg ou 1.600 litros, o triciclo da Fever foi direcionado às operações farmacêuticas. A autonomia de até 110 km atende rotas concentradas, especialmente em regiões centrais.

Fever Nextem FN1000 High Box

O modelo mais robusto da frota em teste oferece até 1.000 kg de capacidade e 5,2 m³ de volume, com autonomia de até 200 km. Voltado ao e-commerce de maior porte, aproxima-se da proposta de um “minicaminhão” urbano elétrico, ampliando o raio de atuação sustentável.

Competitividade

Além da redução comprovada de emissões, os testes também avaliam: Custo por quilômetro rodado; tempo de recarga; disponibilidade operacional; fadiga do condutor; e adaptação à infraestrutura urbana.

“À medida que as cidades demandam melhores condições ambientais e o custo do combustível fóssil se torna mais imprevisível, a logística elétrica deixa de ser um diferencial e passa a ser uma estratégia competitiva”, afirma Carlos Novaes.

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Yamaha Factor 2026 chega às concessionárias com nova cor

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A Yamaha Factor 2026 chega ao mercado como proposta de economia e praticidade para o uso urbano e para logística de última milha. A versão Factor DX 2026 passa a contar com a nova cor Titanium Grey (Cinza Fosco) com rodas vermelhas, ampliando as opções visuais do modelo. Equipada com motor 150 cc BlueFlex, a motocicleta entrega 11,8 cv com gasolina (12 cv com etanol) e 1,3 kgf.m de torque, combinando desempenho adequado ao dia a dia com baixo consumo de combustível. Com tanque de 15,4 litros, a autonomia pode ultrapassar 800 quilômetros, segundo testes realizados em condições controladas.

O modelo traz guidão alto, assento amplo e pedaleiras em posição ergonômica, favorecendo piloto e garupa em trajetos prolongados. Entre os destaques tecnológicos estão o farol de LED com luz de posição integrada e o painel no estilo “Blackout”, com tela em LCD de fácil leitura, indicador de marchas e função ECO, que auxilia na condução mais econômica ao sinalizar o momento ideal para reduzir o consumo.

Para enfrentar os desafios do uso urbano, a Factor 2026 conta com suspensão dianteira de garfo telescópico com 120 mm de curso e balança traseira com 111 mm, além de freios combinados com disco de 245 mm na dianteira e tambor na traseira. A versão DX tem preço sugerido de R$ 18.990, enquanto a versão padrão parte de R$ 18.490 (valores sem frete). Ambas oferecem três anos de garantia e programa de Revisão Preço Fixo, reforçando o posicionamento do modelo como opção racional no segmento de baixa cilindrada.

Yamaha Crosser 150 como opção racional para logística urbana leve chega à linha 2026

Yamaha
Yamaha Crosser 2026

O texto apresenta um briefing para criar um novo mapa-múndi da Convenção TIR em formato horizontal 16:9, com moldura azul sólida em tom mais profundo que o original. O mapa deve usar projeção simples tipo planisfério, com fundo totalmente branco e linhas de costa bem definidas. Os países que não fazem parte da Convenção TIR aparecem em cinza muito claro com contorno cinza médio, enquanto os países membros são destacados em azul intenso com leve degradê, mantendo clareza sem poluição visual.

O estilo gráfico pedido é minimalista, evitando sombras pesadas e efeitos 3D exagerados. As fronteiras internas devem ser discretas, porém legíveis tanto em tela quanto em impressão. Também se recomenda preservar áreas de respiro na parte superior e inferior para acomodar título e créditos, além de trabalhar em alta resolução (mínimo 1920×1080 px, ideal 2560×1440 px) para garantir nitidez em publicações na web.

Na tipografia, o briefing especifica o uso de fonte sem serifa moderna (como Open Sans, Lato ou Montserrat) e textos em espanhol. No rodapé central, o mapa deve trazer o título “Convenio TIR:” em destaque, seguido de uma linha com ícone circular azul escuro e a frase “Cobertura geográfica de las Partes Contratantes”. No canto inferior direito, em cinza escuro discreto, entra o crédito “Fuente: TIR Convention / Aduana News”. As cores sugeridas incluem tons de azul para moldura e países TIR, cinza claro para países não participantes e cinza médio para o crédito.

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Uso de IA em telemetria: como transportadora reduziu o consumo de 1,19 milhão de litros de diesel

A transportadora gaúcha Buzin é comunica que conseguiu, entre janeiro e dezembro de 2025, o consumo de 1,19 milhão de litros de diesel. O reflexo ambiental representa, aproximadamente, 3 mil toneladas de CO₂ a menos em suas emissões.

Em 2024, a economia havia sido de 987 mil litros, com redução estimada de 2,5 mil toneladas de CO₂. A curva de evolução indica que o ganho não foi pontual, mas resultado de um processo estruturado de gestão orientada por dados.

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“O mercado amadureceu para entender que ganho ambiental e ganho econômico caminham juntos. Ao otimizar cada rota, entregamos uma logística mais limpa — e isso hoje é exigência dos grandes contratantes”, afirma o CEO da Buzin, Leonardo Busin. Segundo ele, a transformação exigiu mudança cultural, treinamento de equipes e monitoramento contínuo de indicadores operacionais.

Do volante ao algoritmo

A chamada “logística de precisão” nasce da integração entre telemetria embarcada, análise de performance, roteirização inteligente e acompanhamento em tempo real. A estrada passou a ser monitorada por dashboards.

O diretor comercial da GoBrax, Ronaldo Lemes, explica que o diferencial competitivo está na capacidade de agir imediatamente sobre as informações coletadas.

“O transporte de cargas no Brasil sempre conviveu com altos índices de ociosidade e rotas ineficientes. A tecnologia dá visibilidade a esses gargalos e permite que a gestão transforme informação em redução efetiva de emissões e economia real”, destaca.

Entre os principais vetores de eficiência estão: Roteirização dinâmica para reduzir quilômetros rodados vazios, monitoramento do comportamento do motorista com foco em condução econômica, controle de consumo e manutenção preditiva e análise comparativa de performance por veículo e por operação.

Carbono virou critério de contratação

O pano de fundo dessa transformação é contundente: o Brasil emite cerca de 270 milhões de toneladas de CO₂ por ano no setor de transportes. Com grandes embarcadores incorporando métricas ambientais aos contratos, a pegada de carbono começa a influenciar diretamente a competitividade das transportadoras.

Nesse contexto, eficiência energética deixou de ser diferencial reputacional e passou a ser requisito comercial. Empresas incapazes de comprovar indicadores auditáveis de redução de emissões tendem a perder espaço.

Casos como o da Buzin mostram que a descarbonização não é antagonista da rentabilidade — ao contrário, tornou-se um dos pilares dela. Menos diesel queimado significa menos CO₂ emitido e maior margem operacional.

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A Transpanorama alcançou uma redução expressiva de 93% em sua taxa de acidentes ao adotar a plataforma unificada de inteligência artificial e vídeo‑telemetria da Platform Science. Entre 2018 e 2024, o índice caiu de 0,653 para 0,047 acidentes por milhão de quilômetros rodados — um desempenho que coloca a empresa em padrões internacionais de excelência. Essa queda representa não apenas ganhos operacionais, mas uma transformação estrutural na segurança, preservando vidas, reduzindo custos, fortalecendo a confiança dos embarcadores e garantindo maior continuidade logística.

O avanço foi impulsionado pelo monitoramento em tempo real do comportamento dos motoristas, combinando sensores, câmeras internas e algoritmos capazes de identificar fadiga, distrações e outras situações de risco. O sistema gera alertas instantâneos e relatórios detalhados, permitindo intervenções preventivas e rápidas. Para a Transpanorama e a Platform Science, os resultados demonstram como a união entre dados, disciplina operacional e IA pode mudar a cultura de segurança no transporte brasileiro, reforçando a proteção aos motoristas e a eficiência das operações.

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Entre dados, infraestrutura e ESG: tendências de 2026 para o setor de transportes de cargas

Entre dados, infraestrutura e ESG: tendências de 2026 para o setor de transportes de cargas

*Por Bárbara Opsfelder

O ano de 2026 tende a consolidar um movimento que já vem acontecendo no setor de transporte de cargas: a necessidade de garantir previsibilidade, rastreabilidade, e responsabilidade social e ambiental, além dos tradicionais prazos corretos e custos eficientes. A forma como cada companhia lidará com estes pontos impactará diretamente na competitividade de mercado.

No tabuleiro internacional, a palavra de ordem é uma operação com consistência e capacidade. Diversas empresas internacionais utilizam e vão usar cada vez mais plataformas de orquestração de ponta a ponta, com inteligência artificial aplicada à previsão de demanda, à gestão dinâmica e à recomposição de rotas diante de eventos climáticos ou situações adversas. Assim, uma das tendências de 2026 é a logística autodirigida: não porque a máquina pode substituir o homem, mas porque as decisões dos especialistas são alimentadas por sinais em tempo real e por simulações que testam cenários antes que o problema vire atraso nas entregas.

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No Brasil, as exigências são as mesmas, porém, para um salto inovador em 2026, é necessária, principalmente, uma maior integração entre sistemas tecnológicos e qualidade de dados ao longo da cadeia. Assim, a tendência não é apenas ter as ferramentas inovadoras, mas saber como governá-las de forma assertiva e em conjunto.

Crescimento do setor

O mercado global de serviços de transporte foi avaliado em US$ 8,5 trilhões em 2025 e deve alcançar US$ 17,6 trilhões até 2034, segundo dados divulgados em 2025 pela OG Analysis, fornecedora de relatórios de pesquisa de mercado. Alguns fatores que explicam esta expansão são o crescimento do comércio eletrônico e a demanda crescente por opções de mobilidade flexível e ágil em um contexto de consumidores exigentes. Dessa forma, não tem como falar do segmento de transportes sem abordar a importância das inovações tecnológicas para garantir processos otimizados.

Seguirão como tendências no mercado global, o uso de algoritmo para prever demandas, fazer a gestão das entregas e a manutenção preditiva, entre outros. Isso, além do uso de Internet das Coisas (IoT) por meio de sensores que monitoram localização, temperatura, fadiga de motoristas, condições das cargas e demais aspectos relevantes. A telemetria avançada, automação regulatória, roteirização dinâmica e as plataformas digitais que consolidam diferentes ferramentas e dados também vão ganhar mais espaço neste ano.

É importante ressaltar que mais do que uma operação de qualidade e que agrade aos consumidores, as inovações também resultam em alta segurança para os profissionais do setor de transportes que jamais ficam sozinhos durante as operações. O alto monitoramento em todas as pontas permite fluxos com menos taxas de erros e desafios.

A força do ESG

Assim como nos demais setores de mercado, o ESG também é uma tendência no segmento de transportes de cargas. De acordo com estudo da KPMG, empresa de serviços de auditoria, consultoria e assessoria tributária, divulgado em 2025, 95% dos conselhos de líderes de empresas de diversos segmentos estão identificando ativamente riscos e oportunidades relacionadas com o ESG, e 89% estão adotando ações ligadas ao ESG. A tendência é que este número cresça cada vez mais, principalmente levando em conta os atuais desafios ambientais e demandas sociais.

Abastecimento alternativo, frotas com veículos elétricos, programas de compensação de carbono e reciclagem, relatórios de compliance, ações em prol da saúde física e mental dos funcionários, metas de diversidade e parceria com ONGs, são alguns dos vários exemplos de iniciativas que deixarão de ser diferenciais e passarão a ser obrigações.

O treinamento de novos motoristas, bem como incentivos para a valorização destes profissionais e iniciativas para evitar o turnover, também são tendências, levando em conta a escassez de profissionais de cargas no Brasil. A criação de estratégias eficazes será primordial neste contexto.

Planejamento e ação

O novo período exige, portanto, que as companhias do segmento invistam em dados, infraestrutura, pessoas, meio ambiente e transparência para que não só sobrevivam, mas sejam atuais e ganhem destaque. Por isso, devem aproveitar para estudarem e criarem ações estruturadas a fim de colocarem em prática ao longo dos meses. A jornada é longa e não é fácil, mas é a forma de encontrar o sucesso.

*Bárbara Opsfelder é Diretora Comercial e de Marketing da Jamef

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Raízen lança campanha para divulgar o novo Shell V-Power Diesel

A Raízen lançou em janeiro de 2026 o novo Shell V-Power Diesel, que substitui o antigo Evolux Diesel e passa a integrar oficialmente a família V-Power. O produto chega como uma evolução tecnológica da formulação anterior, com foco em maior desempenho, proteção dos componentes do motor e eficiência operacional, acompanhando as transformações do mercado brasileiro, especialmente o aumento do percentual de biodiesel na mistura.

Desenvolvido para atender tanto frotas leves quanto pesadas, o novo combustível busca mitigar impactos associados ao biodiesel, contribuindo para a durabilidade do motor e a manutenção da performance ao longo do tempo. Segundo Ricardo Berni, CMO da Raízen, o lançamento representa um novo patamar na linha de diesel aditivado da companhia, reforçando a estratégia de inovação e a consolidação da família V-Power como plataforma de alta performance.

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O aditivado atua na estabilização da oxidação do biodiesel, limpeza do sistema de injeção, aumento de cetano — que melhora a rapidez e segurança nas ultrapassagens —, redução de espuma no abastecimento, inibição de microrganismos e proteção anticorrosiva.

A campanha, criada pela iD\TBWA sob o conceito “Sinta a evolução do seu motor”, amplia o diálogo com diferentes perfis de motoristas e teve como diferencial o pré-teste com mais de 400 revendedores. O filme é narrado por um frentista, reforçando a credibilidade da mensagem, e conta com veiculação em TV, canais digitais, painéis de rodovia e ações com influenciadores. O novo Shell V-Power Diesel já está disponível em mais de 3 mil postos da rede no País.

Ficha técnica:

Agência: iD\TBWA
CEO: Camila Costa
Diretor Executivo de Criação: Sthefan Ko
Diretor de Criação: Guga Diehl
Diretor de Criação Associado: Mateus Martins
Criação: Mateus Martins, Ana Salles, Thomas Lima, Taissa Delpupo, Rute Morais, Anne Santos, Duda Santos, Yngrid Souza
Motion Designer: Kaue Gomes, Bruna Elizabeth, Gustavo Adami
Diretora Geral de Negócios: Paula Cravo
Atendimento: Luciana Rosa, Victor Fernandes, Gabriela Gomes, Isabela Menezes e Fabiane Rossetti
CMDO: Thiago Fernandes
Mídia: Renato Vian, Luciana Gabinio, Pedro Ferrari, Emanuelle Amorim
Diretora Executiva de BI: Priscila Sanita
BI: Natalia Asevedo, Helena Paes, Marcus Bonfim
CSIO: Marco Sinatura
Planejamento e Insights: Juliana Meirelles, Dannyllo Silveira, Gabriel Lopes, Guilherme Cavalcanti, Flávia Moraes
Direção Geral de Conteúdo: Eduardo Marcondes
Conteúdo: Thais Martins, Gustavo Bertassoli, Matheus Silva e Victoria Marques
Influência: Marlon Faria, Yasmin Passos, Paulo Araújo
PR: Marina Fagionato, Motim
Diretor Geral de Produção: Fábio Brandão
Produtor/RTC: Valdir dos Santos, Adriana Silva, Daniel Gonçalves

Cliente: Raízen
Ricardo Berni, Carla Salgueiro, Brenno Souza, Maria Eugenia Lorenzo, Munique Melo Clappis, Annie Monteiro, Emanuela Scappaticci, Karoline Ramires, Anna Magri, Fernanda Lotfi, Dunya Majdoub e Letícia Fernandes.

Produtora de Imagem: Modernista Creative Producers

Direção de Cena: Chico Gomes
Direção Executiva: Alexandre Lucas e Marcelo Monteiro
Chief Business Officer: Érica de Seta
Produção Executiva: Érica de seta, Iara Demartini e Pedro Gomes
Atendimento: Isabela Fakelmann
Direção de Criação: Alexandre Lucas
Pesquisa Criativa: Giorgio Bruno, Aline Bernardes, Marina Cappa, Matheus Paulelli e Rafaela Franco
1ª Assistente de Direção: Elis Seta
2ª Assistente de Direção: Luiza Matravolgyi
3º Assistente De Direção: Gabriel Nascimento De Abreu
Direção de fotografia: Léo Kawabe
Assistente de camera: Tiago Caetano Alves
2º Assistente de Camera: Lucas Laureano de Macedo
Logger: Thiago Meggiato Pereira
Video Assist: Roberto Martins
Direção – 2ª Unidade: Laís Sambugaro
Direção de Fotografia – 2ª Unidade: Riva
1º Assistente de Câmera – 2ª Unidade: Matheus Mendes
2º Assistente de Câmera – 2ª Unidade: Guilherme Alves de Souza
Video Assiste – 2ª Unidade: Giulia Martinho Casado
Som Direto: Popo
Drone: Heitor Teles
Assistente de Drone: Raul Sanches de Alencar
Camera Car: José Antônio Urcia Prat (Tonhão)
Assistente de câmera car: Pericles Itiro Matsumoto Junior
Fotografo still: Guto Seixas
Assistente de foto still: Ruth C. Oliveira
Coordenação de produção: Pedro Gomes
Assistente de coordenação de
Produção: Clarice Duo
Secretaria de Produção: Mônica Silva
Direção de Produção: Gilberto pereira
Produção: Ana Paula rodrigues ribeiro, Fernando pontes Barbosa,
Antônio marcos melo de Souza
Assistente de set: Thiago Masayoshi, hélio Meggiato, Luiz Eduardo de
Queiroz Bretas, Alexandre Luiz da silva, Roberto Sang Suk Park
Produção de Elenco: Deborah Alexandra Antunes de Carvalho
Assistente de elenco: Thiago santos Dias
direção de arte: Gabriela Nassar
assistente de arte: Ana Paula Nigro e Mariana Simbaldi Ruiz
Produção de Objetos Gabriela Drimus
Contraregra: Flávio Augusto Nepomuceno (black)
Assistente de set – arte: Nestor Ivan cortes palm, Gabriel Dornelles da silva
Assistente de set – objeto: Helena de Seta Camara Lima, Jorge Eduardo da silva
Figurinista: Cacau e Anuro
Camareira: Lindalcy Aparecida Gomes de Lima
Make: Sulamita Dancuart
Assistente de Make: Leandro César de Abreu Pimentel
Produção de Locação: Eduardo Bittar
Carro de Cena: Mileide Vieira Rodrigues da Cunha
Elétrica: Beck e Rodrigo Pereira de Jesus
Assistente de Elétrica: Cleiton Jonas Fernandes, José Carlos da Costa (meia),
Mateus Gabriel de Assiss Andrade, Willy Garcia
Magalhães, Hudson monteiro de Lima Dantas, Matheus
Henrique Alves de Oliveira (Pia)
Maquinista: Claudio Soares dos Santos (Du)
Assistente de Maquinária: David Junior da Silva, Liedson Barreto Gomes, Flávio
Moreira Oliveira, Jonatas Tadeus dos Santos Bispo, Diogo
da Silva Capella, Bruno Pizzo Scatena
Coordenação de Pós: Nathalie Rueda
Assistente de Coordenação de Pós: Isadora Maia
Montagem: Gabriel Lancman
Colorgrading: Ian Pasqualino
Vfx e Animação 3d: Kinelux Studios
Finalização: Nathalie Rueda e Gabriel Carneiro
Produtora de Som: Cabaret
Produção Musical: Bruno Guanabara
Produtor Executivo: Guile Oliveira
Finalização: Bruno Guanabara, Mauro Kuschnir e Cyro Neto
Atendimento: Ingrid Lopes, Bruna Rocha e Bárbara Russiano
Coordenação: Chandra Lima, Mavi Capelasso, Leonardo Vieira e Débora Mello

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Alta do ICMS do diesel deve pressionar custos logísticos em 2026

A novidade da Shell chega em um ambiente de preços pressionados. A partir de janeiro de 2026, o ICMS do diesel sobe R$ 0,05 por litro, atingindo R$ 1,17, conforme decisão do Confaz. O aumento anula a queda acumulada de cerca de 1% registrada em 2025 e deve ser sentido imediatamente por consumidores e frotistas, aponta o especialista Vitor Sabag, do Gasola by nstech. “Os postos repassam praticamente de imediato. No médio prazo, isso pesa no frete e no preço final dos produtos, já que dependemos do modal rodoviário”, afirma.

Sabag destaca que o ambiente político — ano eleitoral — tende a trazer sensibilidade e volatilidade aos reajustes, especialmente aqueles ligados à Petrobras. E reforça: para mitigar impactos, transportadoras precisam intensificar o monitoramento de preços, planejar rotas e negociar condições de abastecimento de forma estratégica. Em 2024, o diesel acumulou alta de 3%; já de janeiro a outubro de 2025 houve leve queda. Para cair novamente em 2026, seria necessária uma redução significativa do dólar e do barril — cenário considerado desafiador.

Be8 anuncia expansão no Piauí e projeta avanço dos biocombustíveis

Enquanto o mercado fóssil enfrenta pressões tributárias, o segmento de biocombustíveis vive um momento de expansão. Durante a COP 30, a Be8 assinou uma Carta de Intenções com o Investe Piauí para ampliar a capacidade de produção em Floriano (PI) e instalar a segunda fábrica do biocombustível renovável Be8 BeVant. O acordo inclui estudos de viabilidade, projeções de geração de empregos e apoio na busca de parceiros estratégicos e incentivos fiscais.

Segundo o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, a ampliação reforça o aumento da oferta de energias renováveis, especialmente em uma região que desponta como polo energético nacional. O BeVant, que pode ser usado puro em motores diesel, promete reduzir até 99% das emissões de GEE na comparação com o diesel fóssil e apresenta vantagens como alto teor de éster, menor acidez, lubricidade superior e baixíssimos índices de água e contaminantes. O produto foi testado com sucesso na Rota Sustentabilidade COP 30 em parceria com a Mercedes-Benz.

O movimento ocorre em sintonia com a tendência de crescimento do consumo de biodiesel no país. De acordo com a StoneX, o mercado deve atingir 9,8 milhões de m³ em 2025, alta de 9%, e 10,5 milhões de m³ em 2026 — podendo chegar a quase 11 milhões em um cenário de adoção do B16. A mistura B15 já impulsiona recordes: apenas em outubro foram 914 mil m³ vendidos. Já no balanço de janeiro a outubro, o volume alcançou 8,1 milhões de m³, avanço de 6,7% ante 2024.

O mix de matérias-primas também passa por ajustes. O óleo de soja, embora dominante, caiu de 86,4% para 81,6% do mix no quinto bimestre; já o sebo bovino avançou fortemente, impulsionado pelas tarifas de 50% impostas pelos EUA, que reduziram exportações e aumentaram a oferta interna.

Mercado em transição

A chegada do Shell V-Power Diesel, combinada ao avanço do biodiesel e a um cenário de preços mais pressionados, reforça que 2026 será um ano de profundas transformações no segmento de combustíveis. O consumidor — seja motorista urbano, seja gestor de frota — terá diante de si um mercado mais tecnológico, mais regulado e mais dependente de estratégias de eficiência. Entre novos aditivados premium, biocombustíveis renováveis e aumento de tributos, a disputa pelo melhor custo-benefício promete ganhar ainda mais peso nas decisões de abastecimento e logística.

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